Aula 03 - MIPP

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Faculdade Pitágoras em Linhares/ES - 2010

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Aula 03 - MIPP

  1. 1. MMEETTOODDOOLLOOGGIIAA DDAA PPEESSQQUUIISSAA CCIIEENNTTÍÍFFIICCAA Criado por: Msc Sinval Meira Júnior Adaptado por: Msc Vasconcelos Zuqui
  2. 2. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo Pré-história – confronto como saber. Os Saberes Espontâneos (o novo saber =fogo); Pesquisa do Saber = conhecer o funcionamento das coisas,para ,melhor controlá-las, e fazer previsões melhores a partir daí. Experiência Pessoal; Intuição=experiências espontâneas = “senso comum” ou de “simples bom-senso”. Senso comum- não deixa de de produzir saberes que, como os demais,servem para a compreensão do nosso mundo e da sociedade, e para nela viver como auxílio de explicações simples e cômodas.
  3. 3. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo Tradição – Principio de transmissão do saber. Autoridade – Sem provas metodicamente elaboradas se encarregam da transmissão da tradição. Ex? E a escola assemelha-se? Confiança ao quadro de transmissão? Saber Racional Nasceu o saber racional que se estabelece no Ocidente, há apenas um século como forma dita científica.
  4. 4. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo Reino dos filósofos – Na Grécia Antiga surge, de modo generalizado, a desconfiança em relação às explicações do universo baseadas nos deuses, na magia e na superstição.Acredita-se que a mente é capaz, apenas com o seu exercício, de produzir o saber apropriado. Platão e Aristóteles - a lógica – tipo o sujeito que procura conhecer e o objeto a ser conhecido, bem como a relação entre ambos.
  5. 5. Pedro é homem. Todo homem é mortal. Lo g o , Pe dro é mo rtal!
  6. 6. IInndduuççããoo ee ddeedduuççããoo Raciocínio dedutivo parte de um enunciado geral e tenta aplicá-lo a fatos particulares, poder-se-ia pluralizando o vocábulo particular.  Exemplo: Exemplo: Todo homem é mortal ....................... (premissa maior) Pedro é homem ............................... (premissa menor) Logo, Pedro é mortal ..........................(conclusão)
  7. 7.  No raciocínio indutivo a generalização deriva de observações de casos da realidade concreta. As constatações particulares levam à elaboração de generalizações (GIL, 1999; LAKATOS; MARCONI, 1993). Veja um clássico exemplo de raciocínio indutivo:  Exemplo: Antônio é mortal. João é mortal. Paulo é mortal... Carlos é mortal. Ora, Antônio, João, Paulo... e Carlos são homens. Logo, (todos) os homens são mortais.
  8. 8. Os filósofos gregos, enfim interessam-se por este importante instrumento da lógica que são as ciências matemáticas e começam a servir-se dela para abordar os problemas do real ou interpretá-los.
  9. 9. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo Romanos – negligenciam a teoria pela prática. Idade Média – a teologia supera a filosofia.(religião) Renascimento – renovação das artes e nas letras, não conhece equivalente ao domínio do saber científico. Superstições, magias e bruxaria concorrem para explicar o real: a alquimia. Século XVII- surge a preocupação em se precederá observação empírica do real antes de interpretá-lo pela mente, depois, eventualmente, de submetê-lo à experimentação, recorrendo às ciências matemáticas para assistir suas observações e suas explicações.
  10. 10. Como escreveria o filósofo Francis Bacon, em 1620: “ Nossa maior fonte , da qual devemos tudo esperar, é a estreita aliança dessas duas faculdades: a experimental e a racional, união que ainda não foi formada”
  11. 11. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo Século XVII- à conjunção da razão e da experiência, a ciência experimental começa a se definir.Um saber racional , pensa-se cada vez mais, constrói-se a partir da observação da realidade (empirismo) e coloca essa explicação à prova (experimentação) . O raciocínio indutivo conjuga-se então com o raciocínio dedutivo, unidos por essa articulação que é a hipótese:é o raciocínio hipotético-dedutivo, associado a ciências matemáticas.
  12. 12. Raciocínio hipotético-dedutivo consiste na adoção da seguinte linha de raciocínio: “quando os conhecimentos disponíveis sobre determinado assunto são insuficientes para a explicação de um fenômeno, surge o problema. Para tentar explicar a dificuldades expressas no problema, são formuladas conjecturas ou hipóteses. Das hipóteses formuladas, deduzem-se conseqüências que deverão ser testadas ou falseadas. Falsear significa tornar falsas as conseqüências deduzidas das hipóteses. Enquanto no pensamento dedutivo se procura a todo custo confirmar a hipótese, no método hipótetico-dedutivo, ao contrário, procuram-se evidências empíricas para derrubá-la” (GIL, 1999, p.30).
  13. 13. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo A partir daí o saber não repousa mais somente na especulação , ou seja, no simples exercício do pensamento. Baseia-se igualmente na observação, experimentação e mensuração, fundamentos do método cientifico em sua forma experimental. Assim, poder-se-ia dizer que o método cientifico nasce do encontro da especulação com o empirismo(conhecimentos pelos sentidos,pela experiência sensível).
  14. 14. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo Século XVIII – chamado de o “ século das luzes”, e os “filósofos da luzes” acreditam apenas na racionalidade, na força da razão para construí-los. Consideram eles que os saberes construídos pela razão deveriam nos libertar daqueles transmitidos pelas religiões. Século XIX – a ciência triunfa.No domínio das ciências da natureza, o ritmo e o número das descobertas abundam. Mas, saem dos laboratórios para terem aplicações práticas: ciência e tecnologia encontram-se. A pesquisa fundamental, cujo objetivo é conhecer pelo próprio conhecimento, é acompanhada pela pesquisa aplicada, a qual visa a resolver problemas concretos.
  15. 15. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo Ciências Humanas e o positivismo – segunda metade do século XIX- segundo uma concepção do saber científico nomeada positivismo, cujas principais características serão apresentadas a seguir: 1. Empirismo – o conhecimento positivo parte da realidade como os sentidos a perceberem e ajusta-se à realidade. Qualquer conhecimento, tendo uma origem diferente da experiência da realidade –crenças,valores,por exemplo-, parece suspeito, assim como qualquer explicação que resulte de idéias inatas. (idéias inerentes à mente humana, anteriores a qualquer experiência)
  16. 16. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo -- PPoossiittiivviissmmoo 2- Objetividade – o conhecimento positivo deve respeitar integralmente o objeto do qual trata o estudo; cada um deve reconhecê-lo tal como é. O sujeito conhecedor (pesquisador) não deve influenciar esse objeto de modo algum; deve intervir o menos possível e dotar-se de procedimentos que eliminem ou reduzam,ao mínimo, os efeitos não controlados dessas intervenções.
  17. 17. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo -- PPoossiittiivviissmmoo 3- Experimentação –o conhecimento positivo repousa na experimentação. A observação de um fenômeno leva o pesquisador a supor tal ou tal causa ou conseqüência: é a hipótese. Somente o teste dos fatos, a experimentação, pode demonstrar a sua precisão. 4- Validade – a experimentação é rigorosamente controlada para afastar os elementos que poderiam perturbá-la, e seus resultados, graças às ciências matemáticas, são mensurados com precisão. A ciência positiva é, portanto, quantificativa, permite chegar às mesmas medidas reproduzindo-se a experiência nas mesmas condições, concluir a validade dos resultados e generalizá-los.
  18. 18. Nascimento ddoo SSaabbeerr CCiieennttííffiiccoo -- PPoossiittiivviissmmoo Leis e Previsões – sobre o modelo do saber constituído no domínio físico, supõe-se que se podem igualmente estabelecer, no domínio do ser humano, as leis que o determinam. Essas leis, estima-se, estão inscritas na natureza; portanto, os seres humanos estão, inevitavelmente, submetidos. Nesse sentido, o conhecimento positivo é determinista. O conhecimento dessas leis permitiria prever os comportamentos sociais e geri-los cientificamente. É pois apoiando o modelo da ciência positiva – o positivismo-que se desenvolvem as ciências humanas, na segunda metade do século XIX. Esse modelo perdurará, e pode-se encontrá-lo até os nossos dias.
  19. 19. AA PPeessqquuiissaa CCiieennttííffiiccaa HHoojjee Precede que foi com o modelo das ciências naturais e com o espírito do positivismo que as ciências humanas se desenvolve na última parte do século XIX e nas primeiras décadas do século XX
  20. 20. Fatos humanos são como os da natureza? Esse modelo possui ambigüidade? Tem inadequações com o objeto de estudo (Ser humano)?
  21. 21. CCiiêênncciiaass NNaattuurraaiiss ee CCiiêênncciiaass HHuummaannaass Tratam de objetos que não se parecem nem de longe. Com efeito, seus objetos são muito diferentes por seu grau de complexidade e por sua facilidade de serem identificados e observados com precisão.
  22. 22. CCoommpplleexxiiddaaddee ddoo SSeerr HHuummaannoo Como compreender o fenômeno da evasão escolar no ensino fundamental? Como Compreender o início de trabalho de parto? Uma crise econômica? A presença da desigualdade social no Brasil? Os princípios do comportamento amoroso? A obediência ou não das leis?
  23. 23. OO ppeessqquuiissaaddoorr éé uumm aattoorr Se, em ciências humanas, os fatos dificilmente podem ser considerados como coisas, uma vez que os objetos de estudo pensam, agem e reagem, que são atores podendo orientar a situação de diversas maneiras, é igualmente o caso do pesquisador: ele também é um ator agindo e exercendo sua influência.
  24. 24. MMeeddiiddaa ddoo vveerrddaaddeeiirroo O fato de o pesquisador em ciências humanas ser um ator que influencia seu objeto de pesquisa , e do objeto de pesquisa, por sua vez, ser capaz de um comportamento voluntário e consciente, conduz a construção do de saber cuja a medida do verdadeiro difere da obtida em ciências naturais.
  25. 25. A idéia de lei da natureza e de determinismo , cara ao positivismo, aplica-se mal em ciências humanas. Co efeito no máximo pode-se definir tendências: Ex anterior: Concluir, por exemplo que em tal ou tal circunstância a taxa de evasão escolar deveria decrescer.
  26. 26. O positivismo mostrou-se, portanto, rapidamente enfraquecido quando desejou-se aplicá-lo ao domínio humano. Considerou-se então outras perspectivas, que respeitassem mais a realidade dos objetos de estudo em ciências humanas; Levou-se em conta outros métodos, menos intervenientes e capazes de construir o saber esperado.
  27. 27. PPoossiittiivviissmmoo Principais características:  Empirismo – parte-se da percepção da realidade, conforme se ajusta aos sentidos;  Objetividade – respeito ao objeto de estudo, o que implica uma descrição independe da influência do observador e uma experimentação, que reduz a intervenção do pesquisador;  Explicabilidade – não se concebe efeito sem causa;  Mensurabilidade – a matemática é a forma ideal para explicar a realidade;  Experimentação – somente pelo teste, mede-se a precisão de uma hipótese e seu poder de explicar os eventos;  Validade – somente pelo controle rígido dos fatores intervenientes é que se pode chegar à precisão da ciência;  Previsibilidade – o conhecimento é passível de ser explicado por leis que o determinam.
  28. 28. EEssttrruuttuurraalliissmmoo Considera-se um trabalho estruturalista, toda vez que se aceita que, por detrás dos fenômenos, sempre é possível construir um modelo estrutural, que consiste num conjunto de elementos com leis próprias. Este conjunto forma um sistema de relações, de tal ordem imbricado, que a alteração de um desses elementos implica a alteração de todos os demais. No estruturalismo há dois princípios fundantes: a) a concepção de uma infra-estrutura de base para os fenômenos que podem ser alvo de pesquisa. b) a relação entre os termos eu organizam a infra-estrutura deve ser estudada e não a consideração desses termos por si mesmo.
  29. 29. EEssttrruuttuurraalliissmmoo  Concebem-se dois tipos de estudos: – Sincrônico – dá conta das relações simultâneas que ocorrem num mesmo período. – Diacrônico – dá conta das alterações provocadas pelo tempo, isto é observam as mudanças ocorridas nos fenômenos
  30. 30. SSiisstteemmiissmmoo Também conhecida como funcionalismo, divide características em comum com o método estruturalista, com a diferença na concepção de que o sistema é superior às partes que o compõe. O todo sistêmico, além de ser a soma das partes que o organizam, é também o efeito dessa organização. O estudo funcionalista procura identificar aspectos desta síntese.
  31. 31. MMÉÉTTOODDOO DDEEDDUUTTIIVVOO  Método proposto pelos racionalistas Descartes, Spinoza e Leibniz que pressupõe que só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. O raciocínio dedutivo tem o objetivo de explicar o conteúdo das premissas. Por intermédio de uma cadeia de raciocínio em ordem descendente, de análise do geral para o particular, chega a uma conclusão. Usa o silogismo, construção lógica para, a partir de duas premissas, retirar uma terceira logicamente decorrente das duas primeiras, denominada de conclusão (GIL, 1999; LAKATOS; MARCONI, 1993). Veja um clássico exemplo de raciocínio dedutivo:  E  xemplo: Todo homem é mortal ....................... (premissa maior) Pedro é homem ............................... (premissa menor) Logo, Pedro é mortal ................................ (conclusão)
  32. 32. Dedução é um processo mental, por meio do qual, parte-se de um argumento geral ou universal, que funciona como premissa maior, e de um argumento particular que funciona como uma premissa menor, para chegar-se a uma conclusão em nível particular, cujo conteúdo já estava incluso, ao menos implicitamente, nas premissas. Verdade universal Fatos particulares
  33. 33. Pedro é homem. Todo homem é mortal. Lo g o , Pe dro é mo rtal!
  34. 34. MMÉÉTTOODDOO IINNDDUUTTIIVVOO  Método proposto pelos empiristas Bacon, Hobbes, Locke e Hume. Considera que o conhecimento é fundamentado na experiência, não levando em conta princípios preestabelecidos. No raciocínio indutivo a generalização deriva de observações de casos da realidade concreta. As constatações particulares levam à elaboração de generalizações (GIL, 1999; LAKATOS; MARCONI, 1993). Veja um clássico exemplo de raciocínio indutivo:  Exemplo: Antônio é mortal. João é mortal. Paulo é mortal... Carlos é mortal. Ora, Antônio, João, Paulo... e Carlos são homens. Logo, (todos) os homens são mortais.
  35. 35. A finalidade a atividade científica é a obtenção da verdade, através da comprovação de hipóteses, que, por sua vez, são pontes entre a observação da realidade e a teoria científica que explica a realidade.(LAKATOS e MARCONI, 1988, p. 41-2) A indução pode ser classificada: Indução estatística – consiste na observação de uma característica e na generalização estatística deste estudo à populações semelhantes. Indução naturalística – consiste no estudo de casos sem a intenção de generalização. Esta ocorre naturalisticamente pelos leitores.
  36. 36. Indução estatística A forma básica da indução estatística segue os seguintes passos: Verificam-se casos particulares X1,X2,X3....Xn são “Y”, Conclui-se por uma afirmação geral: Todos são “Y”. Exemplo: – A barra de ferro 1, dilata com o calor.  A barra de ferro 2, dilata com o calor.  A barra de ferro 3, dilata com o calor.  A barra de ferro n, dilata com o calor.  Logo, Todas barras de ferro dilatam com o calor.
  37. 37. IInndduuççããoo nnaattuurraallííssttiiccaa A indução naturalística está na base da grande maioria das pesquisas qualitativas. O pesquisador, numa pesquisa qualitativa, não está interessado em generalizar os dados obtidos, mas sim em aprofundar as nuanças, aprofundando a constituição daquilo que esta pesquisando. Dessa forma, a generalização não pode ser estabelecida pelo pesquisador, mas por atores externos à pesquisa.
  38. 38. Antonio é mortal João é mortal Paulo é mortal Ora, Antonio, João e Paulo são homens Logo, os homens são mortais!!!!
  39. 39. MMÉÉTTOODDOO HHIIPPOOTTÉÉTTIICCOO-- DDEEDDUUTTIIVVOO  Proposto por Popper, consiste na adoção da seguinte linha de raciocínio: “quando os conhecimentos disponíveis sobre determinado assunto são insuficientes para a explicação de um fenômeno, surge o problema. Para tentar explicar a dificuldades expressas no problema, são formuladas conjecturas ou hipóteses. Das hipóteses formuladas, deduzem-se conseqüências que deverão ser testadas ou falseadas. Falsear significa tornar falsas as conseqüências deduzidas das hipóteses. Enquanto no método dedutivo se procura a todo custo confirmar a hipótese, no método hipótetico-dedutivo, ao contrário, procuram-se evidências empíricas para derrubá-la” (GIL, 1999, p.30).
  40. 40. MMÉÉTTOODDOO DDIIAALLÉÉTTIICCOO  Dialética, etimologicamente, seria "arte da discussão", "arte de esclarecer", "arte de enganar", "arte de esclarecer através das idéias". No curso da história da Filosofia, o conceito de dialética já passou por altos e baixo. Platão, os escolásticos e Hegel a exaltaram. Aristóteles, os renascentistas e Kant a desdenharam. De meados do Século XIX ao XX, seu sentido foi um pouco deturpado com o fito de atender os interesses de correntes ideológicas.
  41. 41. MMÉÉTTOODDOO DDIIAALLÉÉTTIICCOO  No início do século XIX, Friedrich Hegel (1770-1831) apresenta a dialética como um movimento histórico do espírito em direção à autoconsciência. É um processo movido pela contradição: toda afirmação traz dentro de si sua negação, o que evidentemente resulta na negação da primeira afirmação, o que já se torna uma segunda afirmação, contendo dentro de si sua própria negação. Essa cosmovisão conduz necessariamente a um indeterminismo, pois nada pode ser definitivo, eliminando a possibilidade de uma determinação finalista dada por um Deus providente.
  42. 42. MMÉÉTTOODDOO DDIIAALLÉÉTTIICCOO  Karl Marx (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895) reformam o conceito hegeliano de dialética: utilizam a mesma forma, mas introduzem um novo conteúdo. Chamam essa nova dialética de materialista, porque o movimento histórico, para eles, pode ser explicado sem o auxílio da Providência Divina.
  43. 43. MMÉÉTTOODDOO DDIIAALLÉÉTTIICCOO A dialética materialista analisa a História do ponto de vista dos processos econômicos e sociais e a divide em quatro momentos: Antiguidade, feudalismo, capitalismo e socialismo. Cada um dos três primeiros é superado por uma contradição interna, que eles chamam de "germe da destruição". A contradição da Antiguidade é a escravidão. Do feudalismo, os servos. Do capitalismo, o proletariado. E o socialismo seria a síntese final, em que a História cumpre seu desenvolvimento dialético.
  44. 44. MMÉÉTTOODDOO DDIIAALLÉÉTTIICCOO  O conceito de dialética usado hoje pelos intelectuais é um misto da forma idealista de Hegel e da materialista de Marx.  Didaticamente essa teoria é apresentada como consistindo de tese [posição] que produz sua antítese [oposição]. A união dessas duas produz a síntese [composição] que é uma nova tese que produzirá sua antítese. Tese X Antítese = Síntese
  45. 45. DDiiaallééttiiccaa O raciocínio dialético consiste em três elementos: – Tese – é apresentada com a intenção primeira de ser questionada e, se possível impugnada. – Antítese – procura questionar os pontos fracos da tese, provocando, neste confronto, uma crise. – Síntese – é uma proposição superior que, em princípio, consiste na fusão dos pontos positivos da tese e da antítese. A Dialética lida essencialmente com o conflito, com as contradições da realidade. Os contrários são o verso e anverso de uma mesma realidade.
  46. 46. LLeeiiss ddaa DDiiaallééttiiccaa A dialética se assenta sob quatro leis; – Tudo se relaciona – o mundo é um conjunto de coisas sempre inacabadas, sempre prontas às mudanças. O fim de um processo é sempre o começo de outro; – Tudo se transforma – a negação é o motor da dialética. Algo é e se transforma em seu contrário e assim sucessivamente;
  47. 47. LLeeiiss ddaa DDiiaallééttiiccaa  Mudança quantitativas e qualitativas – para a dialética a mudança quantitativa é contínua, lenta e não perceptível, enquanto que a mudança qualitativa é descontínua, ocorrendo através de saltos  Contradições ou luta dos contrários – os fenômenos pressupõem contradições internas. Eles possuem lados opostos, em conflito permanente. Toda realidade é movimento e se não há movimento que que não seja fruto de contradições. Não se concebe o bem, sem opô-lo ao mal.  A realidade sob o ponto de vista dialético concebe uma série de oposições. Individual/geral , causa e efeito, conteúdo e forma, possibilidade/realidade
  48. 48. MMÉÉTTOODDOO FFEENNOOMMEENNOOLLÓÓGGIICCOO Husserl foi criador do método fenomenológico, que não foi concebido para ser dedutivo, nem empírico, consistindo na descrição do fenômeno, tal como ele se apresenta, sem reduzi-lo a algo que não aparece. Considera como fundamental a relação. Epistemologicamente, opõe-se à visão de sujeito e objeto isolados, passando a considerá-los como correlacionados, já que a consciência é sempre intencional.
  49. 49.  O método fenomenológico consiste em mostrar o que é dado e em esclarecer este dado. Não explica mediante leis nem deduz a partir de princípios, mas considera imediatamente o que está perante a consciência, o objeto. Conseqüentemente, tem uma tendência orientada totalmente para o objetivo. Interessa-lhe imediatamente não o conceito subjetivo, nem uma atividade do sujeito (se bem que esta atividade possa igualmente tornar-se em objeto da investigação), mas aquilo que é sabido, posto em dúvida, amado, odiado, etc.
  50. 50.  Deve-se avançar para as próprias coisas. Esta é a regra primeira e fundamental do método fenomenológico. Por "coisas" entenda-se simplesmente o dado, aquilo que vemos ante nossa consciência. Este dado chama-se fenômeno, no sentido de que phainetai, de que aparece diante da consciência. A palavra não significa que algo desconhecido se encontre detrás do fenômeno. A fenomenologia não se ocupa disso, só visa o dado, sem querer decidir se este dado é uma realidade ou uma aparência: haja o que houver, a coisa está aí, é dada.
  51. 51. FFeennoommeennoollooggiiaa O método fenomenológico baseia-se na crença de que é possível chegar-se à essência do que se pesquisa, quando o fenômeno é observado e examinado sob vários pontos de vista. São necessários a descrição do que se passa e a busca da essência. Descrição visa ao exame pormenorizado e a busca da essência visa apreender o fenômeno no que ele é. Fenômeno é aquilo que aparece à consciência. O fenômeno é aquilo que se mostra a si e em si mesmo tal com é
  52. 52. FFeennoommeennoollooggiiaa A fenomenologia não é uma ciência de fatos, mas de essências (eidética) e de percepção da essência dos atos (apoché). Para haver análise fenomenólógica, faz-se uma “redução fenomenológica”. O pesquisador tem de reduzir três aspectos: o subjetivo, o teórico e o da tradição. – Redução subjetiva – o dado deve ser observado objetivamente, ou seja o fenômeno pelo fenômeno; – Redução da teoria – todo saber prévio deve ser colocado entre parênteses. É um olhar a partir do nada; – Redução da tradição – observar o fenômeno no que eles são e não no que eles tem agregados acessórios (autoridade humana, autoridade do conhecimento científico)
  53. 53. FFaattooss ee ffeennôômmeennooss  Não se pode considerar realidade aquilo que surge da ilusão, da imaginação, da idealização pura e simples. A realidade é um termo que serve para indicar tudo que existe. Empírico ou empirismo são termos que traduzem todo o conhecimento que é adquirido pelos sentidos e pela consciência. Assim, chama-se de realidade empírica tudo que existe e pode ser conhecido através da experiência.  A realidade empírica se revela por meio de fatos. Fatos indicam qualquer coisa que existe na realidade. Um livro, as palavras escritas são fatos. Mas as ideias ali contidas não.
  54. 54. FFaattooss ee ffeennôômmeennooss  Um fato não é verdadeiro nem falso. Todavia, podemos ter interpretações falsas dos fatos.  Fatos, de maneira geral são divididos em humanos, produzidos socialmente, e naturais, sem a intervenção do homem.  A ciência tem como meta não só descrever fenômenos (epistemologia) mas também de prever fenômenos empíricos.  Fenômeno é um fato tal como é percebido por alguém. Para que um fato se torne fenômeno é necessário a presença de uma consciência. Fatos ocorrem independentemente da percepção de alguém. As percepções podem ser diferente sobre um mesmo fato

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