Alta idade média

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Alta idade média

  1. 1. ALTA IDADE MÉDIAALTA IDADE MÉDIA www.thiagohmlopes.blogspot.comwww.thiagohmlopes.blogspot.com
  2. 2. CONCEITO:CONCEITO: ⇒ Primeira fase da Idade Média, entre os séculos V e X, marcada pela formação dos Reinos BárbarosReinos Bárbaros, a consolidação do Feudalismo,Feudalismo, o fortalecimento do cristianismo e da Igreja CatólicaIgreja Católica. CARACTERÍSTICAS DAS SOCIEDADES BÁRBARASCARACTERÍSTICAS DAS SOCIEDADES BÁRBARAS (GERMÂNICOS):(GERMÂNICOS): ⇒ Ausência de Estado; ⇒ Inexistência de propriedade privada; ⇒ Estrutura social de caráter primitivo; comunidade patriarcal e clânica (clãs = grupos tribais de origem ancestral semelhante); ⇒ Economia agropastoril voltada para a subsistência; ⇒ Direito consuetudinário = oral e tradicionalista; ⇒ Instituição política = Assembleia de Guerreiros; ⇒ Religião politeísta e animista. OBS:OBS: Em períodos de guerra, prevalecia a instituição cultural denominada de COMITATUS:COMITATUS: reunião de guerreiros em torno de um líder militar, ao qual deviam total obediência.
  3. 3. Queda de Roma - 476
  4. 4. Esquema de aldeia bárbara- germânica
  5. 5. Representação de guerreiros bárbaros- germânicos.
  6. 6. FORMAÇÃO DOS REINOS BÁRBAROS:FORMAÇÃO DOS REINOS BÁRBAROS: ⇒ Surgiram da desintegração política e territorial do ImpérioImpério Romano do OcidenteRomano do Ocidente; ⇒ Os povos germânicos invadiram o território romano de duas maneiras: Migrações:Migrações: incentivadas pelos romanos que visavam os jovens bárbaros para compor o exército; Invasões:Invasões: realizadas de forma violenta, com intenção de expulsar os romanos e tomar suas terras; ⇒ Em 476 d.C., OdoacroOdoacro, chefe dos hérulos, depôs o último imperador romano – Rômulo AugústuloRômulo Augústulo; ⇒ O Império Romano do Ocidente se fragmentou em vários reinos bárbaros, todos de curta duração, exceto o Reino dos FrancosReino dos Francos.
  7. 7. Rendição do último imperador romano, FlávioFlávio Rômulo AugústuloRômulo Augústulo, para o rei bárbaro hérulo OdoacroOdoacro, em 476.
  8. 8. DESCENTRALIZAÇÃO DOS REINOS BÁRBAROS:DESCENTRALIZAÇÃO DOS REINOS BÁRBAROS: ⇒ Ausência de um Estado centralizado entre os bárbaros; ⇒ Ausência de leis escritas entre os bárbaros; ⇒ Guerras constantes entre os reinos bárbaros.
  9. 9. OBS:OBS: O Papa fortaleceu o poder de Clóvis e por outro lado obteve apoio político e militar contra os imperadores bizantinos e demais reinos bárbaros. REINO FRANCO (DINASTIA MEROVÍNGIA):REINO FRANCO (DINASTIA MEROVÍNGIA): Rei Meroveu (411 – 458)Rei Meroveu (411 – 458): Ex-general romano. Unificou as tribos francas. Rei Clóvis (466 – 511):Rei Clóvis (466 – 511): ⇒ Converteu-se ao cristianismo; ⇒ Centralizou politicamente os francos com o apoio da Igreja Católica; ⇒ Anexou territórios vizinhos à Gália.
  10. 10. Batismo do Rei Clóvis, primeiro rei bárbaro convertido ao cristianismo.
  11. 11. DECLÍNIO MEROVÍNGIO: ⇒ Morte de ClóvisMorte de Clóvis = enfraquecimento e fracionamento do Reino Merovíngio; ⇒ Reis indolentesReis indolentes = sucessores de Clóvis que levavam uma vida desregrada em prazeres e divertimento, sem capacidade governamental; ⇒ Na prática, quem governava o reino era um alto funcionário da corte = MAJORDOMUS, Mordomo do Palácio, Prefeito doMAJORDOMUS, Mordomo do Palácio, Prefeito do PalácioPalácio: Carlos Martel (717 – 741):Carlos Martel (717 – 741): Conseguiu deter a invasão muçulmana na Europa, vencendo-os em Poitiers, em 732 d.C.; Pepino, o Breve:Pepino, o Breve: Destronou o rei Childerico III (último rei merovíngio) e fundou a Dinastia Carolíngia, em 751 d.C.
  12. 12. A Batalha de Poitiers (732) - A preservação do cristianismoA Batalha de Poitiers (732) - A preservação do cristianismo
  13. 13. ASCENSÃO CAROLÍNGIA:ASCENSÃO CAROLÍNGIA: Rei Pepino, o ‘Breve’ (751 – 768):Rei Pepino, o ‘Breve’ (751 – 768): ⇒ Ocupou o trono franco com o apoio e reconhecimento do Papa = aliança com a Igreja Católica; ⇒ Apoderou-se de Ravena, expulsando os lombardos, e doou ao Papa = Estados Pontifícios (Patrimônio de São Pedro)Estados Pontifícios (Patrimônio de São Pedro). O controle papal sobre essas terras durou até o século XIX. Rei Carlos, o ‘Magno’ (768 – 814):Rei Carlos, o ‘Magno’ (768 – 814): ⇒ Expansão territorial e formação do Império Carolíngio; ⇒ Considerado o “Pai da Europa”“Pai da Europa”, devido expandir o cristianismo por todo o continente e criar as bases políticas de todas as monarquias.
  14. 14. ⇒ Coroado Sacro Imperador Romano-GermânicoSacro Imperador Romano-Germânico pelo Papa LeãoPapa Leão IIIIII no Natal do ano 800 = aliança com a Igreja Católica e Cesaropapismo franco, símbolo da temporária pacificação e união europeia. Estrutura administrativa do Império Carolíngio: ⇒ MarcasMarcas = territórios situados nas fronteiras do Império, de responsabilidade dos MARQUESESMARQUESES; ⇒ CondadosCondados = territórios situados no interior do Império, de responsabilidade dos CONDESCONDES; ⇒ DucadosDucados = províncias mais valorizadas, título de alta honraria para os DUQUES. ⇒ Atuação dos “Missi Dominici”“Missi Dominici” = funcionários diretos de Carlos Magno que fiscalizavam os condes, bispos e marqueses; ⇒ Edição das Leis CapitularesLeis Capitulares = unificação de leis e costumes que regulamentavam a administração; ⇒ Preservação e transmissão da cultura clássica greco-romana = Renascença CarolíngiaRenascença Carolíngia = escolas para a nobreza; ⇒ Distribuição de terras a nobreza = formação do feudalismo = cessão do BeneficiumBeneficium, base das relações de suserania esuserania e vassalagemvassalagem.
  15. 15. Carlos Magno e o papa Adriano ICarlos Magno e o papa Adriano I
  16. 16. Monge Alcuíno de York, mentor doMonge Alcuíno de York, mentor do RenovatioRenovatio – Renascença Carolíngia– Renascença Carolíngia
  17. 17. Cerimônia da Homenagem, suserano e vassaloCerimônia da Homenagem, suserano e vassalo
  18. 18. DECLÍNIO DINÁSTICO E DA UNIÃO FRANCA:DECLÍNIO DINÁSTICO E DA UNIÃO FRANCA: Rei Luís, o PiedosoRei Luís, o Piedoso (771 – 814):(771 – 814): ⇒ Enfraquecimento do poder real: ⇒ Interferências da Igreja Católica nos assuntos governamentais do Império Carolíngio; ⇒ Rivalidades e disputas entre os netos de Carlos Magno. ⇒ Tratado de Verdum:Tratado de Verdum: acordo celebrado pelos herdeiros de Luis o Piedoso, em 843 d.C. = divisão política e territorial do Império Carolíngio. ⇒ Essa fragmentação deu condições para o surgimento e consolidação do sistema feudal – O FEUDALISMO. ⇒ A nova fragmentação territorial europeia facilitou uma nova onda de invasões bárbaras, liderada pelos VikingsVikings (viquinguesviquingues), povo nórdico (escandinavo) que usava da pirataria e saques para a economia local.
  19. 19. 1 2 3 TRATADO DE VERDUM :TRATADO DE VERDUM : 1. França Ocidental (Carlos “O Calvo”) 2. Lotaríngia (Lotário) 3. Germânia (Luis “O Germânico”)
  20. 20. Representação do líder viking, Ragnar LodbrokRagnar Lodbrok, pioneiro nas invasões aos territórios cristianizados europeus (Inglaterra e França), séculos VIII e IX.
  21. 21. Representação da esposa do lendário Ragnar Lodbrok, Rainha e Escudeira LagerthaLagertha.. ⇒Em relação ao padrão feminino da Europa medieval, as mulheres vikings possuíam melhores condições de autonomia e emancipação. Mesmo com o primeiro casamento sendo arranjado, tinham direito ao divórcio livre, escolhiam a profissão que bem entendessem (camponesa ou guerreira, ou ambas) e eram declaradamente as chefes da família e das propriedades (“portadoras da chave”“portadoras da chave”).
  22. 22. Drakkar viking em retirada.
  23. 23. Principais ações de ataque/pilhagem e colonização vikings.
  24. 24. CLASSES (ORDENS) SOCIAIS FEUDAIS:CLASSES (ORDENS) SOCIAIS FEUDAIS: ⇒ A sociedade feudal tradicionalmente era dividida em trêstrês estamentosestamentos, baseados na origem (nascimento) dos indivíduos, justificada por concepções teológicas escolásticas, que comparavam a divisão social com uma obra divina, semelhante ao corpo humano. CLERO (oratores):CLERO (oratores): Membros da Igreja, função básica da reza e manutenção da ordem ideológica teocêntrica. Comparado com a cabeça humana. NOBREZA (bellatores):NOBREZA (bellatores): Poder político, proprietários de terra e guerreiros (cavaleiros). Comparada ao tronco e braços humanos. SERVOS (laboratores):SERVOS (laboratores): Trabalhadores, dependentes do trabalho rural, pagadores de impostos. Comparados aos pés
  25. 25. FEUDALISMO – IMPOSTOS SERVIS:FEUDALISMO – IMPOSTOS SERVIS: ⇒ Com a decadência do modelo unificado de governo dos francos, a descentralização tornou-se predominante. ⇒ A economia passou a ser predominantemente rural e de subsistência, ou autossuficiente. A posse da terra virou o maior símbolo de riqueza do contexto. ⇒ Além dos acordos senhoriais, os servos passaram a obedecer uma série de obrigações para manter seus senhores, como: Talha:Talha: Doação de metade da colheita; Corveia:Corveia: Serviço obrigatório nas terras senhoriais. Banalidades:Banalidades: Pagamento pela utilização de ferramentas do senhor. Mão-Morta:Mão-Morta: Um filho de um servo morto só herdaria o lote de terra se pagasse uma nova taxa ao senhor feudal. Dízimo:Dízimo: Dez por cento da produção para o clero. FEUDALISMO – IMPOSTOS SERVIS:FEUDALISMO – IMPOSTOS SERVIS: ⇒ Com a decadência do modelo unificado de governo dos francos, a descentralização tornou-se predominante. ⇒ A economia passou a ser predominantemente rural e de subsistência, ou autossuficiente. A posse da terra virou o maior símbolo de riqueza do contexto. ⇒ Além dos acordos senhoriais, os servos passaram a obedecer uma série de obrigações para manter seus senhores, como: Talha:Talha: Doação de metade da colheita; Corveia:Corveia: Serviço obrigatório nas terras senhoriais. Banalidades:Banalidades: Pagamento pela utilização de ferramentas do senhor. Mão-Morta:Mão-Morta: Um filho de um servo morto só herdaria o lote de terra se pagasse uma nova taxa ao senhor feudal. Dízimo:Dízimo: Dez por cento da produção para o clero.
  26. 26. A IGREJA MEDIEVAL:A IGREJA MEDIEVAL: ⇒ Durante a Idade Média, a Igreja Católica experimentou seu momento de maior poder e expressão na sociedade. Toda a vida civil estava regulada pelas observações religiosas. ⇒ A vida cotidiana era toda impregnada por pequenos rituais católicos. As doenças epidemias e catástrofes eram “resolvidas”As doenças epidemias e catástrofes eram “resolvidas” por meio de exorcismos, sinais da cruz e outros simbolismospor meio de exorcismos, sinais da cruz e outros simbolismos. O poder da Igreja diferenciava-se dos demais, uma vez que ela tinha o poder espiritual sobre quase todo o território europeu. ⇒ Esse domínio, consistia em estar presente na vida das diferentes camadas sociais. Era a Igreja que representava, pela suaEra a Igreja que representava, pela sua função religiosa, e herança da ordem “romana-carolíngia”, afunção religiosa, e herança da ordem “romana-carolíngia”, a segurança e o equilíbrio para a população medieval atemorizadasegurança e o equilíbrio para a população medieval atemorizada com a morte e, sobretudo, com o que pudesse ocorrer depois dacom a morte e, sobretudo, com o que pudesse ocorrer depois da morte.morte. Essa influência, a princípio puramente espiritual, passa a estender-se para o político, na medida em que eram os papas queos papas que coroavam os imperadorescoroavam os imperadores, nas cerimônias de sagração, ee administravam a Justiçaadministravam a Justiça, como referência quase sobrenatural. A IGREJA MEDIEVAL:A IGREJA MEDIEVAL: ⇒ Durante a Idade Média, a Igreja Católica experimentou seu momento de maior poder e expressão na sociedade. Toda a vida civil estava regulada pelas observações religiosas. ⇒ A vida cotidiana era toda impregnada por pequenos rituais católicos. As doenças epidemias e catástrofes eram “resolvidas”As doenças epidemias e catástrofes eram “resolvidas” por meio de exorcismos, sinais da cruz e outros simbolismospor meio de exorcismos, sinais da cruz e outros simbolismos. O poder da Igreja diferenciava-se dos demais, uma vez que ela tinha o poder espiritual sobre quase todo o território europeu. ⇒ Esse domínio, consistia em estar presente na vida das diferentes camadas sociais. Era a Igreja que representava, pela suaEra a Igreja que representava, pela sua função religiosa, e herança da ordem “romana-carolíngia”, afunção religiosa, e herança da ordem “romana-carolíngia”, a segurança e o equilíbrio para a população medieval atemorizadasegurança e o equilíbrio para a população medieval atemorizada com a morte e, sobretudo, com o que pudesse ocorrer depois dacom a morte e, sobretudo, com o que pudesse ocorrer depois da morte.morte. Essa influência, a princípio puramente espiritual, passa a estender-se para o político, na medida em que eram os papas queos papas que coroavam os imperadorescoroavam os imperadores, nas cerimônias de sagração, ee administravam a Justiçaadministravam a Justiça, como referência quase sobrenatural.
  27. 27. Coroação do Rei Carlos Magno pelo Papa Leão III.
  28. 28. Exemplos de arquitetura gótica medieval.
  29. 29. Exemplos de arquitetura românica medieval.
  30. 30. Exemplos de atuação do Tribunal da SantaTribunal da Santa InquisiçãoInquisição.
  31. 31. MITOS SOBRE A “IDADE MÉDIA”:MITOS SOBRE A “IDADE MÉDIA”: ⇒ Esse termo refere-se a uma divisão do tempo que engloba praticamente mil anos de história do continente europeu. Essa classificação para o período - "Média" - foi uma forma de os homens dos séculos XIV e XV, dos reinos italianos, mostrarem que eram inovadores, modernos, transformadores. ⇒ Esses homens - pintores, artistas e pensadores do chamado RenascimentoRenascimento - achavam que estavam rompendo com um período culturalmente atrasado do mundo ocidental. Assim, os renascentistas classificavam-se como "modernos" e acreditavam que estavam fazendo renascer o esplendor das culturas grega egrega e romanaromana da Antiguidade. ⇒ Entre a Idade Moderna e a Idade Antiga havia, portanto uma idade intermediária, sendo a Média entre esses períodos. Assim nasceu o conceito de Idade Média. Essa classificação, na verdade, é uma simplificação preconceituosa, pois classifica uma cultura como inferior a outra e resume a história de diversos povos que viviam na Europa como uma só história.
  32. 32. ⇒ Portanto, embora impregnada pela mentalidade religiosa, a cultura floresceu, como comprova a arquitetura da época, com suas grandes catedrais. Da mesma maneira, no interior da Igreja, diversos pensadores se esforçaram para conciliar a religião cristãconciliar a religião cristã com a filosofia gregacom a filosofia grega, em especial a de Aristóteles, como também preservar algumas obras raras em mosteiros (monges copistasmonges copistas). Ao mesmo tempo, assentando-se sobre a organização social e jurídica do antigo Império Romano, a Igreja contribuiu para civilizarcivilizar as tribos e reinos bárbarosas tribos e reinos bárbaros.

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