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Fonte​ : MACVITTIE (2009) 
 
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Fonte: ​Elaborado pelo próprio autor 
 
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Fonte: ​Elaborado pelo próprio autor 
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Figura 7​: Redundância de DataCenters  
Fonte​: Elaborado pelo próprio Autor 
 
 
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2.5.3 Riscos, Contingência e Redundância
 
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Quadro 1​ ­ Custos de nuvem versus servidor tradicional 
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Quadro 3​ ­ Custos de Virtualização com Amazon AWS 
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3. RESULTADOS 
 
De acordo com o estado de caso onde foram realizadas comparações entre as                        ...
 
 
que a computação nas nuvens traz muitos benefícios para o dia a dia. Os principais são                               
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­risco­%C3%A9­assunto­chave­em­infr...
 
 
<​http://convergecom.com.br/tiinside/webinside/03/04/2015/investir­para­reduzir­custos­a
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Artigo_Thiago_Lenz_versao2.3-Final

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  1. 1.      COMPUTAÇÃO NAS NUVENS E INFRASTRUTURA TRADICIONAL: COMPARAÇÃO  DE ESCALABILIDADE, DESEMPENHO, DISPONIBILIDADE E CUSTOS        Thiago Alexandre Lenz  Professor(a) Orientador(a): Mestre Hugo Brito  Estratégias em Arquitetura de Software         RESUMO  Este artigo propõe o uso de computação em nuvem para atender desafios arquiteturais                          como escalabilidade, desempenho, redução e gerenciamento de riscos e redução de                      custos operacionais em sistemas baseados em plataforma web. Foi utilizando como                      base o ambiente Amazon AWS. Inicialmente foi ressaltado a importância e as                        tendências de mercado com o surgimento da computação em nuvem. Com base nisso                          foi feito um levantamento teórico, apresentado o papel de um balanceador de carga e                            configuração de um auto­scaling em ambiente Amazon AWS. Foi considerado o modelo                        tradicional de data­centers para comparar com o modelo em nuvem. Em cima disso foi                            feito um estudo de caso para comparar os desafios arquiteturais no contexto de cada                            um desses dois modelos. A proposta é mostrar que a nuvem vem para ser prática e de                                  baixo custo.       Palavras­Chave​: Computação em Nuvem, Amazon AWS, Load Balancing e Auto­Scaling.      ABSTRACT  This article proposes the use of cloud computing to meet challenges such as scalability,                            performance, reduction and risk management and reduce operating costs in systems                      based on web platform. It was using as a basis the Amazon AWS environment. Initially it                                was stressed the importance and market trends with the emergence of cloud computing.                          Based on this a theoretical survey was made, presented the role of a load balancer                              configuration and a auto­scaling on Amazon AWS environment. It was considered the                        traditional model of data centers to compare with the cloud model. On top of that a case                                     
  2. 2.     study was done to compare the architectural challenges in the context of each these two                              models. The proposal is to show that the cloud has to be practical and cost effective.    Keywords​: Cloud Computing, Amazon AWS, Load Balancing and Auto­Scaling      1. INTRODUÇÃO     A era dos sistemas WEB foi marcada pela substituição dos sistemas legados                        desenvolvidos em linguagens como DELPHI e VB.NET por soluções baseadas no                      modelo cliente­servidor desenvolvidas em Java, PHP e ASP.NET. Começaram a surgir                      grandes demandas de aquisição de servidores devido a essa migração de                      processamento do desktop para os servidores. Nessa época as empresas além de                        terem soluções próprias, compravam soluções WEB e as disponibilizavam em seus                      próprios data­centers, com acesso restrito a intranet.    Novas soluções tecnológicas alteram o cenário constantemente, onde nos                  últimos anos começou a intensificar­se a migração computacional para ambiente das                      nuvens. Um dos impulsos dessa migração é para resolver problemas de custos                        referentes a disponibilização de serviços, afinal de contas não é mais necessário                        comprar estruturas de data­centers, muito menos gastar com licenças de vários                      softwares, basta pagar horas de aluguel de máquinas virtualizadas nas nuvens. Através                        dessa tendência as empresas de soluções de software passaram a oferecer também a                          hospedagem, deixaram de conceder apenas uma licença de uso e passaram vender                        um serviço como um todo, através de assinatura mensal, bastando ao cliente apenas                          possuir acesso a internet.  Em momentos de crise financeira, necessidade na rapidez de entregas e                      resultados de soluções tecnológicas questiona­se: Qual dos ambientes, em nuvem ou                      tradicional, pode contribuir para reduzir custos? Qual destes fornece mais flexibilidade                      para escalar aplicações? Onde os riscos serão mais fáceis de ser minimizados e                          gerenciados?     
  3. 3.     O objetivo desse trabalho é apresentar recursos em nuvem que contribuam para:                        facilitar a escalabilidade, reduzir custos, minimizar riscos de falhas e segurança e                        facilitem a contingência e redundância.       2. DESENVOLVIMENTO   Esse tópico está subdividido nas seguintes partes: Primeiramente uma breve                    motivação sobre o contexto computacional tradicional e tendências de mercado. Na                      sequencia é apresentado uma revisão bibliográfica sobre computação nas nuvens,                    Load balancing e Auto Scaling. Em um terceiro momento é apresentado os desafios                          arquiteturais como escalabilidade, desempenho, riscos e custos. Por último é                    apresentado um estudo de caso analisando cada um destes desafios arquiteturais                      inseridos nos ambientes de nuvem e no modelo tradicional.       2.1 Motivação   Atualmente está ocorrendo um processo de migração de um modelo com                      grandes datacenters tradicionais, ​in home​, para ambientes virtuais alugados nos quais                      são fornecidos por grandes empresas. A maioria das startups já iniciam em ambientes                          virtualizados, por não terem condições financeiras de montar um datacenter, e também                        pela agilidade em criar ambientes virtualizados. As grandes empresas também estão                      migrando, porém com passos mais cautelosos, inicialmente com serviços de menor                      criticidade até criarem mais confiança.  Tanto para as empresas que estão iniciando quanto para as mais antigas,                        reduzir os custos nesses ambientes em nuvem se tornará importante, a startup reduzirá                          custos em sua fase inicial o que é muito importante e determinante para sua efetivação                              no mercado. Já para a empresa mais sólida no mercado ganhará mais confiança no                               
  4. 4.     ambiente nesse tipo de solução, onde possivelmente migrará o maior número de                        serviços.   Migrar toda a plataforma de serviços para a nuvem é uma tendência que cresce                            consideravelmente. De acordo com MINES (2011), uma pesquisa realizada pela                    Forrester concluiu que os gastos mundiais com ​Cloud Computing passarão de $ 25                          bilhões em 2011 para $ 160 bilhões em 2020, um crescimento anual de 22%. Quanto                              mais empresas utilizarem os ambientes baseados em nuvem maior será a contribuição                        para o meio ambiente. As empresas fornecedoras de nuvem possuem uma otimização                        muito maior na utilização de energia do que um ​datacenter ​in home​, além de utilizarem                              energias alternativas que poluem menos.      2.2 Computação nas Nuvens O termo Computação nas Nuvens é muito amplo e está sendo usado de forma                            excessiva em tudo que abrange a área de informática. Conforme SANTOS et al (2015),                            computação nas nuvens surgiu da necessidade de se compartilhar ferramentas                    computacionais pela interligação de sistemas, utilizando­se da internet como principal                    meio de comunicação, em aspecto semelhante as nuvens do céu. Ou seja, a                          computação nas nuvens é uma nova forma de disponibilizar e organizar estruturas de                          serviços utlizando­se a internet como base. De acordo com SOUSA et al (2009), cada                            parte da infra­estrutura da Internet é provida como um serviço, e estes serviços                          normalmente são alocados em data­centers, utilizando hardware compartilhado para                  estrutura e armazenamento.   Considerando que conceito de computação nas nuvens é algo muito abrangente                      devido ao uso demasiado dessa nomenclatura é importante entender o seu real                        propósito. Uma dos benefícios da nuvem é possibilitar o corte de custos operacionais e,                            o mais importante, permitir que departamentos de TI se concentrem em projetos                        estratégicos em vez de manter o data­center funcionando (VELTE et al., 2012).     
  5. 5.     Empresas grandes como Amazon, Google e Microsoft mantém datacenters de                    grande porte localizados em vários lugares do mundo para virtualização de servidores.                        Os consumidores destes serviços podem gerenciar seus ativos através de páginas web                        e acesso via protocolos de seguranças já conhecidos como SSH (​Secure Shell​). Umas                          das grandes vantagens desse novo modelo é a facilidade de escalabilidade, com                        apenas alguns cliques e configurações novas máquinas estarão disponíveis para serem                      utilizadas através da nuvem.   Sendo perceptível a grande evolução e grande redução de custos do modelo                          tradicional para o modelo novo, o novo modelo propõe um pagamento conforme                        demanda, ou seja, o valor cobrado será baseado no número de horas em que estas                              máquinas ficarão conectadas, além é claro de recursos de armazenamento, frequencia                      de leitura e escrita realizados durante esse tempo.  Quanto a estrutura da nuvem, existem diversos recursos para resolver cada tipo                        de problema. Este trabalho apresenta dois recursos que visam evitar a ociosidade de                          máquinas: ​Load balancing​ e ​Auto Scaling​.       2.2.1 Load Balancing   Load Balancing​, ou então balanceador de carga, é um recurso bem antigo que                          foi bastante utilizado em ambientes tradicionais (​in home​), conforme VISWANATHAN                    (2001), trata­se de um conceito de servidores em ​cluster (​Figura 1​), onde existe um                            servidor virtual que recebe todas as requisições e distribui entre os nós desse ​cluster                            com o objetivo de otimizar o desempenho do sistema. Hoje este recurso já está                            disponível em diversos serviços de virtualização de servidores, como Amazon e                      Microsoft, além da possibilidade de fazer download ou adquirir softwares que façam                        essa tarefa através de configuração própria.      
  6. 6.       Figura 1​: Papel do Load Balancer  Fonte​ : MACVITTIE (2009)    Mesmo com essa otimização de desempenho, várias dessas máquinas no                    cluster ficam ociosas gerando custos da mesma maneira que máquinas que estão                        sendo usadas efetivamente. Para entender o problema considere a ​Figura 2 abaixo:                        Um determinado e­commerce possui épocas de alta demanda, precisamente próximo a                      datas festivas como: final de ano, Páscoa, dia das mães, dia dos pais e dias das                                crianças. Cada uma destas datas possui mais ou menos demanda que as outras.        
  7. 7.       Figura 2​: Baixa e alta demanda de um e­commerce    Fonte: ​Elaborado pelo próprio autor    Supondo que no auge de acessos sejam necessários 10 (dez) instâncias de                        servidores e no mais baixo apenas 2 (duas) máquinas, se as 10 máquinas estiverem                            ligadas todo o tempo vai gerar um custo necessário. O Load Balancing resolve esse                            problema, quando chegar próximo destes períodos basta ligar mais máquinas para                      atender a demanda necessária, e quando houver redução desliga­se a quantidade de                        máquinas excedentes.   Saber quantas máquinas serão necessárias não é tão simples assim. Existem                      diversas variáveis que devem ser consideradas: Quantidade de usuários simultâneos,                    tempo médio de processamento por requisição e capacidade processamento de                    requisições de cada instância. Determinar a capacidade de cada instância não é fácil, é                            preciso considerar: tecnologias de servidor de aplicação, configurações de hardware                    (memória, processador, cache, etc), acesso a outros recursos, etc. A melhor maneira de                          descobrir essa capacidade é executar testes de carga e estresse, que nada mais é que                              uma simulação do ambiente de produção.       
  8. 8.     2.2.2 Auto Scaling   O Load Balancer por si só resolve muitos problemas de custos, porém a Amazon                            AWS fornece um recurso complementar, o ​Auto Scaling​. Conforme AMAZON (2015),                      trata­se de um recurso que permite aumentar ou reduzir a capacidade de serviços de                            forma automática, garantindo a execução da quantidade desejada de servidores. Sua                      utilização ideal é para casos onde há variações horárias de acesso.   Utilizando o mesmo exemplo do Load Balancer (​Figura 2​), o Auto Scaling entra                          como um adicional muito importante, cabe a ele decidir através de configurações                        quando adicionar uma máquina quando ocorrer aumento de usuários ou remover uma                        máquina ociosa quando os acessos diminuirem. Isso evita muitos transtornos, pois ele                        tem maior precisão de quantas máquinas são necessárias, além de do fato que a                            criação e configuração de uma nova máquina é muito mais rápida do que feita                            manualmente.   No console (ambiente administrativo) da Amazon AWS é possível criar um                      auto­scaling. A ​Figura 3 mostra o inicio do processo de criação do Auto­scaling. Nessa                            primeira parte informa­se o nome do grupo, o número de instâncias iniciais e uma                            sub­rede.      Figura 3​: Criação de Auto Scaling ­ Parâmetros iniciais  Fonte: ​Elaborado pelo próprio autor     
  9. 9.     A ​Figura 5 apresenta o início da segunda parte da configuração. Nessa parte                          configura­se a escala que o Auto­scaling vai trabalhar, basicamente conforme a                      ilustrado na figura será entre 2 e 10 instâncias.       Figura 4​: Parâmetros de escalabilidade ­ Intervalo de escala.   Fonte: ​Elaborado pelo próprio autor    As ​Figuras 5 e 6 ​apresentam as configurações de incremento e decremento de                          instâncias respectivamente. As configurações são exatamente iguais, apenas mudando                  a ação resultante. A ideia é que de acordo com determinada ​policy uma determinada                            ação de adicionar ou remover é executada. A fins de exemplificação, no caso do                            incremento quando a média de CPU de todas as instâncias atingir 80% deverá ser                            incrementado uma nova instância. No caso do decremento quando a média das                        máquinas for menor de 40% pode se remover 1 instância.        Figura 5​: Configuração de incremento de escalabilidade  Fonte: ​Elaborado pelo próprio autor     
  10. 10.         Figura 6​: Configuração de decremento de instâncias  Fonte: ​Elaborado pelo próprio autor  2.3 Desafios Arquitetuturais   Esse tópico aborda sobre os desafios que devem ser lidados pelo arquiteto de                          software, questões que vão desde o planejamento e projeção do sistema até o                          gerenciamento em ambiente de produção. São abordadas questões como:                  escalabilidade, desempenho, riscos, contingência, redundância e custos.      2.3.1 Escalabilidade flexível e Desempenho   Considerando um sistema onde o número de usuários aumenta e diminui de                        forma expressiva, ou apenas aumenta sem retroceder, a flexibilidade para esticar a                        capacidade de processamento deverá ser considerada pelo arquiteto de software. Será                      necessário uma atenção na solução tecnológica a ser adotada bem como as                        características do ambiente onde será feito a implantação. Deverá ser possível                      adicionar novas máquinas de forma simples, seja de forma manual ou automática.                        Conforme SOUSA et al (2009), quando se fala de escalabilidade se diz respeito a                               
  11. 11.     adição e troca de recursos computacionais, devendo ser possível escalar tanto em nível                          de recursos de hardware e software para atender as necessidades das empresas.   Outro fato importante a ser considerado á o desempenho, questões de latência                        de rede podem comprometer o uso da aplicação dependendo do volume de                        informações que é trafegado. Segundo MEDEIROS et al (2014), a latência pode ser                          considerada como somatório de atrasos impostos pela rede e equipamentos utilizados                      na comunicação, no ponto de vista de aplicação pode ser tratada como tempo de                            resposta. Por exemplo banco de dados e servidor de aplicação não deveriam ficar em                            máquinas que estejam distantes geograficamente, pois no caminho podem haver                    equipamentos falhos e ainda se for uma distância muito grande os atrasos vão ocorrer                            mesmo com a existência de qualidade.       2.3.2 Riscos, Contingência e Redundância   Uma aplicação distribuída pode ser tanto distribuída logicamente como                  geograficamente, ou seja, pode existir vários serviços instalados na mesma máquina ou                        mesmo data­center local, como também podem haver serviços em diversos                    data­centers espalhados geograficamente.   Seja qual for a solução adotada muitos são os riscos e preocupações que devem                            ser considerados. Esses riscos podem gerar indisponibilidade momentânea de serviços.                    Conforme CORRADINE (2014), o tempo inativo afeta a eficiência dos sistemas e seus                          rendimentos, o que resulta em perda de produtividade e de clientes, causando impacto                          negativo na rentabilidade. Para esse trabalho vale destacar os seguintes riscos:  ● Falha de equipamentos: Algo comum, memórias, discos rígidos, placas de                    rede e cabeamento, são itens que com o tempo tem seu uso                        comprometido e devem ser trocados por novos.      
  12. 12.     ● Questões adversas de tempo: A localização do data­center deve estar                    longe e bem protegida de possíveis alagamentos ou até mesmo exposição                      solar;  ● Segurança Física: O acesso as instalações de um data­center deve ser                      muito restrito e bem monitorado;  ● Segurança Lógica: Proteção com firewall e anti­vírus devem ser rigorosos.     Esses riscos citados podem ocasionar no rompimento de alguns serviços que                      fazem parte de um sistema distribuído. Além destes é claro, outros fatores indiretos a                            estes podem ocasionar falhas, como: Sobrecarga de processamento, despejo de                    memória, disco rígido cheio e falha no próprio sistema operacional. É necessário um                          plano de contingência. A redundância é um recurso que pode ser utilizado. Essa                          redundância pode ser tanto de hardware como também física. Conforme AMANTÉA e                        NEPOMUCENO (2007), redundância é um método que utiliza dois (ou mais)                      componentes idênticos de um sistema para aumentar sua capacidade de realizar suas                        operações por um longo período de tempo. Por exemplo, é possível o mesmo serviço                            estar hospedado em um data­center em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, caso um                                venha a falhar o outro passa a ser o efetivo.    A redundância as vezes pode ser de certa forma atendida com a escalabilidade e                            com o balanceador de carga. Esses dois podem minimizar os problemas caso                        servidores do cluster venham a falhar pois as demais máquinas deste cluster vão                          continuar respondendo pelo serviço. No entanto o objetivo inicial da redundância é na                          existência de um recurso reserva que seja idêntico ao titular. Como pode ser observado                            na ​Figura 7​, quando um data­center inteiro falhar o data­center Reserva assume a                          responsabilidade.         
  13. 13.       Figura 7​: Redundância de DataCenters   Fonte​: Elaborado pelo próprio Autor      2.3.3 Custos   Um sistema distribuído pode ser disponibilizado tanto em data­centers próprios                    ou locais, como em vários data­centers em nuvem, independente de local. O ponto a                            ser considerado pelo arquiteto será até que tamanho esse sistema irá aumentar. Os                          custos estão diretamente ligados aos itens citados anteriormente: Escalabilidade,                  desempenho, contingência e riscos. Todos esses itens geram custos que devem ser                        considerados.  A questão do custos requer uma atenção maior das empresas, principalmente                      em momentos de crise. As empresas devem adotar soluções criativas, buscando                      soluções que garantam a redução de custos em vários setores da empresa, a TI é uma                                delas. É necessário investir em soluções inteligentes, TREMARIN (2015).                
  14. 14.     2.4 Metodologia   A metodologia aplicada será basicamente uma análise comparativa. Será feito                    uma comparação com base nos itens citados como desafios arquiteturais. Para cada                        item será apresentado como este seria aplicado em ambiente datacenter local ou cloud                          computing com o objetivo de levantar as vantagens e desvantagens de cada um.         2.5 Estudo de Caso O estudo de caso está dividido em quatro partes: Escalabilidade, Desempenho,  Riscos e Contingências e por último sobre Custos.  2.5.1 Escalabilidade   Ambiente Data­center​: Escalar em um ambiente data­center não é uma tarefa                      fácil. Existe a limitação física. Por mais grande que seja o data­center podem haver                            outros serviços sendo alocados em máquinas paralelas. Supondo que haja a                      necessidade de escalar um serviço pode haver a necessidade de desligar outros                        serviços ou o até mesmo ampliar o datacenter, o que por vezes pode demorar.                            Recursos como Load Balancing e Auto Scaling devem ser configurados a parte, o que                            requer tempo e conhecimento extra. Mesmo assim ficam limitados a escalabilidade                      física. Considerando tudo isso escalar em um data­center próprio não existe                      flexibilidade desejada.   Ambiente Cloud Computing​: Considerando­se ambientes cloud computing, os                quais são baseados em ambientes virtuais, aumentar a capacidade de hardware e                           
  15. 15.     adicionar novas máquinas são tarefas instantâneas. Não existe burocracia de                    aquisição, os recursos são liberados com alguns cliques através de interfaces web de                          gerenciamento. Além do mais na nuvem recursos como Load Balancing e Auto­Scaling                        (pelo menos na Amazon AWS) já estão disponíveis para serem usados, sem                        necessidade de configuração extra. Sendo assim, dobrar, triplicar, ou qualquer que seja                        o tamanho desejável é uma tarefa flexível.      2.5.2 Desempenho   Ambiente Data­center​: Para analisar o desempenho deve ser considerado o                    seguinte ponto: Quem são e onde estão os usuários finais? Se a localização física dos                              usuários for próximo ao data­center, o desempenho será melhor devido a latência                        baixa, ou seja, considerando­se uma arquitetura distribuída que fique toda no                      data­center local e os usuários forem locais, o desempenho será melhor. Se houver                          algum serviço ou usuário em outro ponto geográfico deverá ser considerado a latência                          de todo o trajeto.    Ambiente Cloud Computing​: No caso da cloud computing sempre haverá a                      questão da latência no trajeto dos usuários finais até o data­center que foi contratado.                            Caso seja adotado cloud deve se tomar muito cuidado, pois na hora de alugar uma                              máquina virtual é escolhido a localização do data­center. Por exemplo, a Amazon                        possui data­centers em vários lugares do mundo, no Brasil existe um em São Paulo. Se                              a maioria dos usuários forem brasileiros deve se considerar escolher o data­center do                          Brasil.  No caso do desempenho tanto o data­center local como o cloud computing tem                          condições de desempenhos semelhantes. A Cloud tem uma pequena vantagem pelo                      fato das fornecedoras possuírem estruturas consideravelmente grandes, o que requer                    um cuidado muito maior com a latência por parte deles, pois isso está nas premissas da                                qualidade dos serviços prestados.      
  16. 16.     2.5.3 Riscos, Contingência e Redundância   Ambiente Data­center​: Caso seja adotado o datacenter, os riscos citados:                    Falhas de equipamentos, questões adversas de tempo e seguranças física e lógica,                        todos serão itens de preocupação a serem considerados pelo responsável e                      gerenciador do serviço. Obviamente utilizando a redundância alguns desses problemas                    podem ser minimizados garantindo assim a contingência. Falando especificamente da                    segurança física, será necessário um esforço extra para diminuir o máximo a                        possibilidade de acesso de pessoas não autorizadas.    Ambiente Cloud Computing​: Considerando os riscos: Falhas de equipamentos,                  questões adversas de tempo e seguranças física e lógica, todos são de                        responsabilidade da empresa fornecedora de cloud computing. Na questão de                    redundância e contingência, a empresa fornecedora vai garantir até a falha de                        equipamentos naquele local, pois existe a replicação de data­centers em pontos                      geográficos diferentes. Sendo assim, o único ponto a ser considerado como                      contingência adicional a cloud computing será quando o datacenter e sua réplica                        falharem.   Na questão de segurança lógica a empresa fornecedora garante até o acesso ao                          sistema operacional dos servidores, que são fornecidos inclusive por ela. Segurança de                        serviços instalados nesses servidores serão de responsabilidade da empresa que                    contratou a nuvem.   2.5.4 Custos   Esse tópico está divido em duas partes, primeiramente é abordado sobre os                        custos de montar um data center na própria organização, e no tópico seguinte é                            abordado sobre os custos de computação em nuvem mais populares de mercado. O                          Quadro 1​ abaixo apresenta uma comparação prévia sobre os custos, ORACLE (2009).     
  17. 17.       Quadro 1​ ­ Custos de nuvem versus servidor tradicional  EC2 Amazon (nuvem)   Custos do servidor empresarial  tradicional  Capacidade de computação 0,10/hora +  armazenamento 0,15/GB = US$ 70 a  US$ 150/mês (utilização total)   Aprox. US$ 400/mês  Fonte​: Oracle (2009)    2.5.4.1 Custo de datacenter local   Montar um datacenter local requer uma série de preocupações, vários detalhes e                        itens que precisam ser adquiridos ou serviços contratados, segue alguns: Links                      dedicados de internet, rack para servidores, salas refrigeradas, sistema anti­incêndio,                    gerador de energia elétrica, cabeamento e vários outros itens como serviços de                        instalação e manutenção. O ​Quadro 2 contém preços e custos de alguns itens para                            data­center mais simples.      Quadro 2​ ­ Preços de data­center local  Descrição  Valor   Link dedicado de Internet    1 Aprox. R$ 100 / Mb  Servidor Dell Power Edge R720 para até 10 máquinas virtuais   2 Aprox. R$ 15k    Rack para servidor   3 Aprox. R$ 1.400  Fonte​: Elaborado pelo próprio autor    1  GVTLink. Disponível em: <​http://www.gvtlink.com.br​>. Acesso em 11 de Maio de 2015.  2  SystechTecnologia. Disponível em: <​http://systechtecnologia.com.br/​>. Acesso em 11 de Maio de 2015.  3  Brasutil. Disponível em:  <​http://www.brasutil.com/​>. Acesso em 11 de Maio de 2015.     
  18. 18.     É importante salientar que os valores informados no ​Quadro 2 são aproximados                        pois podem variar de fornecedor para fornecedor além de cidade para cidade.  Para o ambiente ​in home deve ser considerado a vida útil de cada equipamento,                            conforme CLEMENT et al (2012), servidores tem aproximadamente de 3 a 5 anos,                          componentes de rede de 5 a 7 anos e toda a estrutura como um todo de 10 a 15 anos.                                        Considerando esse ponto, deverá haver uma preocupação constante em como                    descartar corretamente esses equipamentos para não afetar o meio ambiente, o que                        gera um custo adicional.       2.5.4.2 Custos Virtualização da Amazon AWS Ao contrário do datacenter local, contratar serviços na nuvem não requer                      preocupação adicionais como: rack, sistema anti­incendio, link dedicado de internet e                      os demais itens citados no item anterior. Toda essa responsabilidade pertence a                        empresa que oferece a virtualização, que possuem estruturas de datacenters grandes o                        suficiente para atender uma alta demanda de muitos clientes, além possuir replicação                        no caso de falhas.   A Amazon AWS é um dos dos principais provedores de serviços de virtualização                          do mercado. Qualquer pessoa física ou jurídica pode abrir uma conta e configurar seus                            servidores através de uma interface Web e terminal de linha de comando com SSH.   A precificação da Amazon é baseada sob demanda, ou seja, será cobrado                        somente a quantidade de horas de cada serviço utilizado. O ​Quadro 3 abaixo contém                            os serviços e seus respectivos valores:                
  19. 19.     Quadro 3​ ­ Custos de Virtualização com Amazon AWS  Descrição   Valor   Máquina Virtual (EC2) AT2 Medium ( 2  vCPU, 3,75 Gb RAM)  $0.108 por hora  Máquina Virtual (EC2) T2 Small (1 vCPU,  2 Gb RAM)  $0.054 por hora  Load Balancer  $0.025 por Elastic Load Balancer por  hora  Fonte:​ Amazon AWS ­ Adequado pelo autor   Em outro cenário foi comparado os custos de computação em nuvem versus                        custos da estrutura tradicional conforme o ​Gráfico 1​. O estudo demonstra que em um                            período de 8 anos os custos de SaaS (​Software as a Service​), que é um dos modos de                                    utilização de cloud computing, ficaram abaixo dos custos de ​On­Premise (sinonimo de                        in­house​, ou seja, estrutura tradicional), WLODARZ (2013).    Gráfico 1​ ­ Comparação de custos Saas vs On Premise  Fonte​: WLODARZ (2013)       
  20. 20.         3. RESULTADOS    De acordo com o estado de caso onde foram realizadas comparações entre as                          duas tecnologias é possível considerar os seguintes resultados:  ● Escalabilidade​: A cloud computing é muito mais flexível e prática para                      aumentar a capacidade de processamento de um sistema, de forma muito                      mais rápida.   ● Desempenho​: Nesse ponto os dois tem condições iguais de atingir as                      metas de tempo de resposta em requisições feitas pelos usuários. Tudo                      vai depender do cenário e questões geográficas como localização dos                    datacenters e dos usuários.  ● Riscos e Contingência​: O ambiente data­center próprio vai exigir uma                    preocupação muito maior com hardware e segurança. Com a cloud                    também devem haver esses cuidados, mas boa parte dessa segurança já                      está embutida na contratação do serviço de hospedagem.    ● Custos​: Outro ponto vantajoso para a Cloud Computing, uma vez que não                        existe o custo de configuração inicial e gerenciamento físico de hardware                      como acontece no ambiente ​in home​. Na cloud computing esse custo é                        distribuído conforme o uso, o que provê uma flexibilidade maior para                      gerenciamento deste.       4. CONCLUSÃO    Com a demanda crescente de usuários na internet a computação nas nuvens                        torna­se indispensável, com isso é necessário uma atenção maior na organização da                        infra­estrutura e arquitetura de serviços. Por meio deste trabalho foi possível afirmar                           
  21. 21.     que a computação nas nuvens traz muitos benefícios para o dia a dia. Os principais são                                em relação aos custos, desempenho e de alta disponibilidade. Questões de risco                        também são minimizadas pois são de responsabilidade dos fornecedores de nuvem. A                        nuvem traz para melhorias de desenvolvimento, como uma otimização de código, que                        pode contribuir ainda mais para diminuir o custo.   A computação nas nuvens é uma tendência, conforme NASCIMENTO (2015), no                      futuro as pessoas não vão mais precisar instalar softwares, tudo irá girar em torno da                              internet, que será uma plataforma completa de aplicações. Isso é facilmente percebível,                        tanto que o serviço de maior consumo e navegação de dados da internet da América do                                Norte hoje é o Netflix, sendo uns dos principais clientes da Amazon AWS. O artigo                              apresentou que a nuvem não é apenas para grandes empresas, mas também para                          pequenas e médias. Os grandes diferenciais serão o nível de conhecimento e a                          confiança para utilizar as técnicas e recursos apresentados. Através destes diferenciais                      será possível diminuir os custos de recursos nas nuvens. Em momentos de crise as                            empresas que reduzirem custos serão mais competitivas.       5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS    AMANTÉA, Guilherme C. NEPOMUCENO, Guilherme. Estudo e implementação de                  redundância dos serviços na rede do IME. Disponível em                  <​http://bcc.ime.usp.br/principal/tccs/2007/melao­piercio/monografia.pdf >. Acesso em:        21 Jan 2015.      AMAZON. Auto Scaling. Disponível em: <​http://aws.amazon.com/pt/autoscaling/​>.            Acesso em: 28 mar. 2015.    CLEMENT, Simon, et al. Disponível em            <​http://www.efficient­datacenter.eu/fileadmin/docs/dam/procurement_guidelines/prime_it _equipment_leaflet_PT.pdf​>. Acesso em: 29 de Mar. 2015.      CORRADINE, Neil. Gestão de risco é assunto chave em infraestrutura física unificada.                        Disponível em       
  22. 22.     <​http://www.datacenterdynamics.com.br/focus/archive/2014/01/artigo­gest%C3%A3o­de ­risco­%C3%A9­assunto­chave­em­infraestrutura­f%C3%ADsica­unificada​>. Acesso em      21 jun 2015.     MACVITTIE, Don. Intro to Load Balancing for Developers ­ How they work. Disponível                          em:  <​https://devcentral.f5.com/articles/intro­to­load­balancing­for­developers­ndash­how­the y­work​>. Acesso em: 22 fev. 2015.     MEDEIROS, R. M. et al. Uma análise de desempenho da rede metropolitana de                          telemedicina dos hospitais universitários da cidade de Natal­RN/Brasil. Disponível em:                    <​www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/download/987/pdf_60​>. Acesso em: 21        Jan 2015.    MINES, Cristopher. 4 Reasons Why Cloud Computing is also a Green Solution.                        Disponível em:    <​http://www.greenbiz.com/blog/2011/07/27/4­reasons­why­cloud­computing­also­green­ solution​>. Acesso em: 28 mar. 2015.    NASCIMENTO, Adriana M. R. do. Computação em Nuvem ­ A internet do Futuro.                          Disponível em:    <​http://www.nead.fgf.edu.br/novo/material/Computacao_em_Nuvem_A_Internet_do_Fut uro/Computacao_em_Nuvem_A_Internet_do_Futuro.pdf​>. Acesso em: 09 de Maio de              2015.    ORACLE. A Abordagem de grade de aplicações a um data center moderno. Disponível                          em:  <​http://www.oracle.com/technetwork/pt/middleware/fusion­middleware/documentation/gr idapproach­middleware­2286606­ptb.pdf​> Acesso em: 21 jun 2015.    SOUSA, Flávio R. C. et al. Computação em Nuvem: Conceitos, Tecnologias, Aplicações                        e Desafios. Disponível em:        <​http://www.ufpi.br/subsiteFiles/ercemapi/arquivos/files/minicurso/mc7.pdf​>. Acesso em:      21 Jun 2015.    TREMARIN, Nei. Investir para reduzir custos: A saída para um 2015 melhor. Disponível                          em:     
  23. 23.     <​http://convergecom.com.br/tiinside/webinside/03/04/2015/investir­para­reduzir­custos­a ­saida­para­um­2015­melhor/#.VYcCP­dUNXt​>. Acesso em: 21 jun 2015.    VELTE, Anthony T; VELTE, Toby J; ELSENPETER, Robert. Computação em Nuvem.                      2ed. Rio de Janeiro: Alta Books, 2012.       WLODARZ, Derrick. Comparing Cloud vs On­premise? Six hidden costs people always                      forget about. Disponível em:        <​http://betanews.com/2013/11/04/comparing­cloud­vs­on­premise­six­hidden­costs­peo ple­always­forget­about/​>. Acesso em: 26 jun. 2015.          

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