Apresentação 7 atenção centrada na pessoa

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Apresentação 7 atenção centrada na pessoa

  1. 1. Abordagem Centrada na PessoaCurso “Doenças Crônicas nas Redes de Atençãoà Saúde”Ministério da Saúde
  2. 2.  Sugere a mudança de um modelo centrado na doença para ummodelo de atenção centrada na pessoa; Essa abordagem demanda a ampliação do olhar sobre a saúdedo indivíduo. Devem ser considerados aspectos:O que é?FísicosSocioculturaisPsíquicosConsidera – se a como subjetividade da pessoa : suas idéias,desejos, valores sobre sua vida e sua experiência com adoença.
  3. 3. O que é necessário? Mudança de paradigmas; Paradigmas são formas de ver o Mundo ......
  4. 4. O que é necessário? A superação de paradigmas exige:Flexibilidade intelectualMudança decomportamentoAlteração do estado deconsciênciaDe quem?Trabalhadores do SUS e usuários
  5. 5. Observe o quadro abaixo:• Uma pessoa que tem o diagnóstico de uma doença, nem sempre passapelo processo de adoecimento. Ou seja, nem sempre é afetada em seuprojeto existencial ou modo de andar a vida (1 linha e 2 coluna).• Por outro lado, uma pessoa pode não ter nenhum diagnóstico fisiológico,mas passa pelo processo de adoecimento (2 linha e 1 coluna).Conhecer a doença e a relação da pessoa com essa doença , assimcomo perceber se existe ou não um processo de adoecimento associadomuda nossa abordagem e faz com que ela seja única para cada pessoa.Quadro1AdoecimentoDoençaSim NãoSim Infarto agudo doMiocárdioHipertensão ArterialAssintomáticaNão Perda familiar recente Higidez
  6. 6. Então, qual a diferença dasabordagens?Atenção centrada na doença Atenção centrada na Pessoa• Doença no Centro do processo;• Pouca atenção aos aspectosbiopsicossociais;• Desconsidera aspectos culturaisdo adoecimento;•Pessoa não se apodera do cuidadode sua saúde. Não participa dasdecisões tomadas pelosprofissionais.•Pessoa no centro do Processo;•Considera os aspectosbiopsicossociais e o contexto devida, família e comunidade ondeestá inserida;• Desenvolve postura pró-ativa dapessoa em relação aos problemasde saúde;
  7. 7. Novas perspectivas....DoençaSaúdeProblema de saúdeAcontecimento ou um fenômeno que, de alguma forma, vai interferir navida da pessoa e no seu projeto existencial.Está relacionada com o modo de andar a vida, ou seja, com a capacidadeda pessoa de cuidar de si.Algo que incomoda a pessoa. Ou seja, Algo que está na consciência dapessoa e que causa incômodo. Pode estar ou não associado a umaalteração física, ou seja, doença.Vejamos o esquema no próximo slide, exemplificando 4 situaçõesdiferentes.
  8. 8. Pessoa apresenta alguma doença?A pessoa se reconhece com algum problema de Saúde (adoecimento)?Sim NãoPessoa apresenta alguma doença?Sim Não Sim NãoNesse caso, háincomodo e hádoença.É necessárioobservar o quetraz oincômodo paraa pessoa equal a relaçãoda mesma coma doença emquestão.Nesse caso, háincômodo, masnão há doença.Precisamosconsiderar acausa doproblema eapoiar a pessoana resolução domesmo(recursos nafamília,comunidade eoutros setores)Nesse caso, nãoháincômodo, mashá doença.Podemos usar deestratégias deeducação emsaúde paraalteração noestado deconsciência dapessoa eincentivo do seucuidado emsaúde, respeitando seu momento.Nesse caso, nãohá incômodo,nem doença.Essa pessoa, sede acordo, podeseracompanhada eincluída emestratégias deprevenção epromoção desaúde.
  9. 9. Conceitos importantes nesseprocessoPessoa: Indivíduocapaz de desejar,pensar e ter umprojeto para suavida.Problema de saúde:Acontecimento queinterfere na vida eprojeto existencial.Saúde:Modo de andar avida
  10. 10. Resultados alcançados quandoadotamos a abordagem centradana pessoa .... Maior satisfação das pessoas; Melhora na adesão aos tratamentos; Redução das preocupações; Redução dos sintomas; Diminuição na utilização dos serviços de saúde; Diminuição das queixas por má prática; Melhora na saúde Mental; Melhora da situação fisiológica e na recuperaçãode problemas recorrentes;
  11. 11. Algumas Ferramentas usadas comessa abordagem ... Método clínico Centrado na Pessoa; Projeto terapêutico Singular; Apoio Matricial;Esses doistópicos serãotrabalhadosem outroestudo decaso.
  12. 12. Método Clínico Centrado naPessoa É a aplicação dos conceitos da abordagem centrada na pessoa naprática; Propõe um conjunto claro de orientações sobre o que o profissionalde saúde deve fazer para conseguir a abordagem centrada napessoa. Tem seis componentes que tem íntima ligação entre si, cabendo aoprofissional habilidoso se mover entre eles, dependendo dasdemandas da pessoa e das pistas oferecidas por ela. Veja a seguir esses seis componentes e os pontos principais a seremabordados em cada um:
  13. 13. Método Clínico Centrado na PessoaComponentes Pontos principais a seremabordadosExplorando a doença e experiência dapessoa com a doençaSentimentosIdéiasFuncionalidadeExpectativaEntendendo a pessoa como um todo •História de vida•Contexto próximo (Emprego, Família)•Contexto distante (comunidade,cultura)Elaborando um plano conjunto demanejo “ A cada encontro”•Problemas/prioridades;•Objetivos do tratamento e manejo;•Papéis da pessoa e do profissional;
  14. 14. Método Clínico Centrado na PessoaComponentes Pontos principaisIncorporando prevenção epromoção da saúde•Melhoria de saúde•Evitar riscos•Reduzir riscos•Reduzir complicações•Evitar intervencionismoexcessivoFortalecendo a relaçãoprofissional de saúde epaciente•Relação de poder•Empatia•Autoconhecimento•Transferência e contratransferênciaSendo realista Tempo e Timing;Trabalhando em equipe;
  15. 15. Referências Bibliográficas1) LANG, F; FLOYD, MR; BEINE, KL. Clues to patients„ explanations andconcerns about their illnesses. A call for active listening. Arch. Fam.Med., 9(3):222-7, 2000.2) STEWART, M; BROWN, JB; WESTON, WW et al. Medicina Centradana Pessoa – Transformando o método clínico. 2ª Ed., Porto Alegre,Artmed, 2010.3) BRITTEN, N; STEVENSON, FA; BARRY, CA et al. Misunderstandings inprescribing decisions in general practice: qualitative study. BMJ,320:484-8, 2000.4) WORLD HEALTH ORGANIZATION. Health promotion: concept andprinciples in action – a policy framework. WHO, London, 1986.5) NORMAN, AH; TESSER, CD. Prevenção quaternária na atençãoprimária à saúde: uma necessidade no Sistema Único de Saúde. Cad.Saúde Pub., 25(9):2012-20, 2009.

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