Anexo 15 manejo das descompensações

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Anexo 15 manejo das descompensações

  1. 1. Prevenção e Manejo das Complicações Agudas: Hiperglicemia e HipoglicemiaCurso “Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à Saúde” Ministério da Saúde
  2. 2. Prevenção e Manejo das Complicações Agudas Descompensação hiperglicêmica aguda (glicemia >250 mg/dl), que pode evoluir para complicações mais graves como cetoacidose diabética e síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não-cetótica; Hipoglicemia: glicemia <70 mg/dL.
  3. 3. Prevenção e manejo da crise hiperglicêmica O quadro clínico da hiperglicemia consiste em polidipsia, poliúria, enurese, hálito cetônico, fadiga, visão turva, náuseas e dor abdominal, além de vômitos, desidratação, hiperventilação e alterações do estado mental O diagnóstico é realizado por hiperglicemia (>250 mg/dl).
  4. 4. Prevenção e manejo da crise hiperglicêmicaAvaliação realizada no atendimento imediato pelasequipes de atenção básica: Exame físico: avaliar pressão arterial, freqüência cardíaca e respiratória, temperatura axilar, avaliação do estado mental, hálito cetônico, boca, garganta e ouvidos, ausculta respiratória, exame abdominal, gânglios linfáticos, pele, exame neurológico. Exames complementares: glicemia capilar e cetonúria. - se sintomas de infecção urinária: exame comum de urina.
  5. 5. Prevenção e manejo da crise hiperglicêmicaConduta no atendimento imediato realizada pelasequipes de atenção básica: Hidratação oral e tratamento da doença intercorrente; Pacientes com glicemia > 250 mg/dL, cetonúria e hálito cetônico,desidratação ou vômitos: encaminhar para serviço de emergênciaprontamente; Pacientes com glicemia > 250 mg/dL e cetonúria, mas sem os agravantesacima: - administrar 20% da dose de insulina diária sob a forma de insulina regular,hidratar com administração endovenosa de soro fisiológico e revisar em 4horas. - Repetir a dose se glicemia > 250 mg/dL. Se não melhorar no próximo testeou mostrar agravantes, encaminhar prontamente ao serviço de emergência. Pacientes com glicemia > 250 mg/dL, sem cetonúria, mas commanifestações clínicas: administrar 10% da dose total de insulina e observarde 4 em 4 horas até estabilização.
  6. 6. Prevenção e manejo da crise hiperglicêmica A cetose, que antecede a cetoacidose, pode ser manejada em casa, desde que o paciente esteja habituado com a automonitorização da cetonúria e da glicemia e com o auto-ajuste da dose de insulina e seja devidamente orientado pela equipe de sáúde. Os pacientes e familiares devem ser bem orientados quanto aos sinais e sintomas de descompensação hiperglicêmica.
  7. 7. Prevenção e manejo da crise hiperglicêmica Para evitar a hiperglicemia, principalmente a cetose, é indispensável: Garantir a disponibilidade de insulina para todos que dela necessitem; Orientar o paciente e familiares quanto a sinais de cetose (confusão mental, polidipsia, poliúria, enurese, hálito cetônico, fadiga, visão turva, náuseas e dor abdominal, além de vômitos, desidratação, hiperventilação e alterações do estado mental); Incluir no atendimento ao paciente diabético aspectos preventivos das complicações agudas; Garantir materiais para automonitoramento da glicemia (de acordo com cada caso); Garantir atendimento imediato na atenção básica na atenção básica e encaminhamento ao serviço de emergência quando necessário; Acompanhar com mais frequência as pessoas com controle metabólico insatisfatório ou baixo potencial de autocuidado.
  8. 8. Prevenção e manejo da crise hipoglicêmica A hipoglicemia é uma complicação freqüente do tratamento do diabetes, principalmente em pacientes em uso de sulfoniluréias ou insulina. Os sintomas podem ser adrenérgicos (taquicardia, tremores, sudorese, palidez) ou neuroglicopênicos (leve alteração do sensório ou do comportamento até convulsões ou coma). Sua ocorrência frequente limita o alcance do bom controle glicêmico e acarreta morbidade para os pacientes, pois, quando grave, pode levar a dano cerebral irreversível ou à morte.
  9. 9. Prevenção e manejo da crise hipoglicêmica A educação dos pacientes sobre a hipoglicemia é importante e auxilia na redução de sua freqüência e manejo adequado. A hipoglicemia pode ser precipitada por erro na dose de medicação, omissão ou atraso de refeições, exercício físico prolongado ou uso de álcool não acompanhado de uma refeição.
  10. 10. Prevenção e manejo da crise hipoglicêmica A hipoglicemia requer detecção precoce a fim de evitar consequências graves,como dano cerebral irreversível ou morte. Os paciente devem ser alertados sobre os sintomas típicos de hipoglicemia. Os familiares, amigos, colegas e professores também devem ser alertados sobre os sinais de hipoglicemia.
  11. 11. Referências bibliográficas: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diabetes Mellitus (2. ed.) Brasília, 2013 [no prelo]. Smeltzer SC, Hinkle JL, Bare BG, Cheever KH. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico-cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,9.ed;p 961-966.

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