Caminhar é preciso 07.07.13 Toyolex

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Caminhar é preciso 07.07.13 Toyolex

  1. 1. Caminhar é PrecisoCaminhar É Preciso Impressões de um andarilho recifense. FRANCISCO CUNHA 07.07.2013
  2. 2. 3.000 km DENTRO DO RECIFE
  3. 3. UM RESULTADO DAS CAMINHADAS
  4. 4. ONE DAY
  5. 5. UM PRESENTE MUITO PREOCUPANTE “Parece que o Recife, cidade tão cheia de personalidade e história toma um caminho apressado para transformar-se num reduto de ‘não lugares’, numa paisagem desses ‘não lugares’.” Kleber Mendonça Filho, cineasta recifense
  6. 6. “Conheço poucas cidades que se autodestroem tão rapidamente quanto o Recife.” Circe Monteiro arquiteta, mestre em Planejamento Urbano e doutora em Sociologia - docente da UFPE
  7. 7. CONCLUSÃO DAS CAMINHADAS Não existe cidade sem caminhantes e não existem caminhantes sem calçadas.
  8. 8. UM ABSURDO “Tem jovem que mora no Recife e conhece Orlando antes de conhecer o centro da cidade.” João Recena
  9. 9. ANDAR A PÉ É MODAL E CALÇADA É VIA
  10. 10. Por que caminhar é imprescindível?
  11. 11. PORQUE É O QUE NOS FAZ HUMANOS
  12. 12. PÉ - UMA MARAVILHA DA NATUREZA
  13. 13. HOMOS SENTADUS
  14. 14. PORQUE É O QUE NOS FAZ CIDADÃOS
  15. 15. PORQUE É O EXERCÍCIO MAIS NATURAL QUE EXISTE
  16. 16. PORQUE AJUDA A PENSAR E FACILITA O RACIOCÍNIO
  17. 17. PORQUE É A MELHOR FORMA DE CONTATO COM A NATUREZA
  18. 18. ANDAR A PÉ “Vai oiando coisa a grané Coisa que pra mode ver O cristão tem que andar a pé.” Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, Estrada de Canindé (1950)
  19. 19. Estrada de Canindé Para visualizar esse vídeo acesse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=giCcxsvM4-k
  20. 20. PORQUE É UM MODO EFICAZ DE ESPANTAR A TRISTEZA
  21. 21. PORQUE É UMA FORMA DE EVITAR MORRER DE RAIVA
  22. 22. “Não é preciso gastar um grande montante de dinheiro para fazer boas caminhadas. Pense em passeios por onde você vive, em seu bairro, em todos os lugares que puder. Eu já andei muito sem gastar nada além de uns trocados para os sanduíches.” Hamish Fulton walking artist britânico
  23. 23. Hoje, nos deslocamos em “túneis refrigerados” Para visualizar esse vídeo acesse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=IYv6uWIIm1Y
  24. 24. A pé, temos contato com a cidade (do lado esquerdo) Para visualizar esse vídeo acesse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=v4DEoy2hyPQ
  25. 25. A pé, temos contato com a cidade (do lado direito) Para visualizar esse vídeo acesse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=cCjlIwa3P2I
  26. 26. Para visualizar esse vídeo acesse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=0Ug1mADSRaU
  27. 27. Se aqueles que tiveram o privilégio e o esforço de uma condição sócio- econômica, educacional e cultural que permite ser, além de moradores, cidadãos conscientes e reivindicadores da ordem, abandonam as ruas à sua própria sorte, como ter uma cidade cidadã? Impossível. HIPÓTESE
  28. 28. WALKABILITY É a medida do quanto amigável é uma área para caminhar. Sendo boa, ela pode trazer vários benefícios para a saúde para o ambiente e para a economia. Os fatores que influenciam a walkability ("andabilidade" ou "caminhabilidade", em português) incluem a presença ou ausência de caminhos, calçadas ou outros itens que interferem no direito de ir e vir, condições de tráfego, uso do solo, acessibilidade a edificações, segurança, entre outros.
  29. 29. As calçadas do Recife em 2012
  30. 30. ESTADOS INADEQUADOS 1 Calçada inexistente. 2 Rebaixamento do meio-fio além do permitido pela legislação. 3 Ausência do piso (calçada de areia). 4 Piso estragado (buracos, rachaduras, etc.). 5 Piso inadequado (escorregadio, em material inapropriado). 6 Existência de obstáculos (rampas, inclinações excessivas, etc.).
  31. 31. USOS INADEQUADOS 1 Estacionamento de veículos. 2 Circulação de motos e bicicletas. 3 Ocupação por bares e barracas (bancas de revista). 4 Ocupação pela construção civil. 5 Invasão pelo setor privado (movelarias, oficinas, etc.). 6 Equipamentos públicos urbanos (arborização, telefone público, etc.).
  32. 32. COLOCAR FOTOS DA ZONA SUL.
  33. 33. SEM PALAVRAS
  34. 34. O poder desorganizador da má calçada • A janela quebrada atrai pedras. Base teórica da Tolerância Zero em Nova York. • O descaso pelo espaço público estimula a violência e desencoraja a atuação cidadã.
  35. 35. Precisamos voltar às ruas caminhando se ainda quisermos salvar a nossa cidade
  36. 36. “Ver apenas, não! Sentir a cidade. Evocar seu passado, partilhar seu presente, sonhar com seu futuro.” Mário Sette, 1948
  37. 37. “Aparentemente despretensiosos, despropositados e aleatórios, os contatos nas ruas constituem a pequena mudança a partir da qual pode florescer a vida pública exuberante da cidade.” Jane Jacobs Morte e Vida das Grandes Cidades
  38. 38. • A violência não permite. • O clima não permite. • As calçadas não permitem. OBJEÇÕES
  39. 39. CORREDORES DE PENITENCIÁRIA “O tráfego e a violência não são desculpas para transformar nossas ruas em corredores de penitenciária, com guaritas, holofotes, arames farpados e agentes armados.” José Eduardo de Assis Lefèvre Arquiteto, professor de Urbanismo da USP
  40. 40. Exemplos de calçadas civilizadas
  41. 41. Praça na Avenida Paulista, projeto de Benedito Abbud, criador do conceito de calçada viva.
  42. 42. Sobram leis e faltam calçadas
  43. 43. A legislação atual objetiva garantir o uso prioritário das calçadas para a circulação das pessoas.
  44. 44. No Nível Federal • Código de Trânsito Brasileiro | Lei nº 9.503/1997 No Nível Municipal • Lei orgânica do Recife • Plano Diretor da Cidade do Recife | Lei nº 17.511/2008 • Lei de Uso e Ocupação do Solo do Recife | Lei nº 16.176/1996 • Lei dos sete bairros | Lei nº 16.719/2001 • Lei de Edificações e Instalações
  45. 45. O problema das calçadas está, na verdade, relacionado à falta de vontade política dos governantes, à ausência de dispositivos eficazes de controle, bem como à falta de consciência de muitos cidadãos.
  46. 46. Diretrizes para uma calçada cidadã no Recife
  47. 47. 1. As necessidades dos pedestres. 2. A outras necessidades sociais, especialmente dos ciclistas e de transporte público de passageiros. 3. As de transporte de mercadorias, normalmente compatibilizadas com as anteriores por meio de restrições de horários e de itinerários. 4. Finalmente, as necessidades de circulação de automóveis particulares. Prioridades da política de transporte segundo a Carta do Pedestre
  48. 48. Prioridades de uma mobilidade cidadã
  49. 49. “Devemos pensar em cidades para os mais vulneráveis. Para as crianças, os idosos, os que se movimentam em cadeiras de rodas, para os mais pobres. Se a cidade for boa para eles, será também para os demais.” Henrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá.
  50. 50. O Rio Capibaribe reintegrado
  51. 51. UM RIO VIVO E INTEGRADO À CIDADE
  52. 52. Foto: Projeto do arquiteto Luiz Vieira para o Açude de Apipucos Parque Linear do Capibaribe
  53. 53. Foto: Projeto do arquiteto Luiz Vieira para o Açude de Apipucos
  54. 54. Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, de repente, você estará fazendo o Impossível. São Francisco de Assis
  55. 55. 1. Fazer o Necessário é tirar imediatamente o carros das calçadas. 2. Fazer o Possível é, no médio prazo, implantar uma política de calçadas que torne irreversível o caminho da qualidade (cartilha, fiscalização, intervenções pontuais etc.). 3. Fazer o que parece Impossível é, até o final da gestão, ter calçadas decentes e implantado o respeito ao cidadão- pedestre no Recife (70% da população). ATINGINDO O QUE PARECE IMPOSSÍVEL
  56. 56. “A viagem de descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos.” Marcel Proust

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