Material didático pronatec

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Material didático pronatec

  1. 1. LÍNGUA PORTUGUESAACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICOPROF. LUCAS ALVES COSTAGOIÂNIA/2013
  2. 2. 2SaudaçõesPrezado estudante,Na nossa sociedade moderna a palavra de ordem é “inovação”, e para serinovador é fundamental reconhecer que precisamos progredir sempre em todos osaspectos para situarmos ou acompanharmos o mundo. Com isso, só há progresso pormeio da educação. Investir na educação é irremediável, pois é a única capaz deproporcionar pessoas cada vez mais envolvidas, engajadas e proativas. Estudar éprogredir, só pelo estudo podemos alcançar nossos objetivos mais almejados, sendo essaatividade algo pessoal, gratificante e desafiadora.Considerando a educação como meio de progresso que visa a formaçãopessoal, profissional e atitudinal de forma holística como promotora da emancipaçãosocial do cidadão, o curso de Língua Portuguesa volta-se para você como uminstrumento de conscientização e atuação, uma oportunidade de perceber que é pelalinguagem que se configura mundos e se interpela ações interpessoais. Nesse cursovamos perceber que tudo se dá pela linguagem, sendo a língua o principal instrumentode propulsão de interações sociais revestidas de sentido.O mundo do trabalho a cada dia exige-se profissionais que saibam utilizara língua portuguesa em situações diversas. Com isso, vamos perceber que a língua éviva, funcional e usual que só por meio de textos que podemos entender a gramática.Estudar língua portuguesa não é nenhuma novidade para você que no decorrer dos anosescolares deparou-se com várias situações de aprendizagem que o foco era a gramática.Entretanto, nesse curso vamos estudar a língua com uma perspectiva diferente, poisacreditamos que só memorizar nomenclaturas gramaticais em frases descontextualizarnão promove o estudo efetivo e necessário dos fenômenos linguísticos.Cabe ainda ressaltar que nossa proposta é conduzi-lo para a buscaconstante do progresso nos estudos, pois a aprendizagem não se esgota em horascurriculares. Assim, o curso de Língua Portuguesa foi organizado para promover aaprendizagem básica dos três pilares da competência linguística, segundo a LinguísticaModerna, que são Leitura, Produção textual e Análise Linguística.Ciente dos ótimos resultados do curso faço votos de admiração pelainiciativa e desejo sucesso!Professor Lucas Alves Costa
  3. 3. 3Sumário1 – CONHECIMENTOS INTRODUTÓRIOSLinguagem, Língua e ContextoGêneros Textuais2 – SOCIEDADE, TECNOLOGIAS E TRABALHO1 - Gênero Textual: REPORTAGEMAspecto textual: Narração 1Análise Linguística: Elementos semânticos2 - Gênero Textual: PROPAGANDAAspecto textual: Narração 2, descriçãoAnálise Linguística: Recursos semânticos3 - Gênero Textual: NOTÍCIAAspecto Textual: Tema e remaAnálise linguística: Funcionalidade do Verbo4 - Gênero Textual: RESUMOAspecto textual: Uso de sinais de PontuaçãoAnálise Linguística: Estrutura Argumental5 - Gênero Textual: CONTOAspecto Textual: Elementos de enredoAnálise linguística: Usos de substantivo,artigo6 - Gênero Textual: RELATÓRIOAspecto Textual: PersuasãoAnálise Linguística: Temporalidade easpecto7 - Gênero Textual: CRONICAAspecto Textual: ExposiçãoAnálise Linguística: Usos dos pronomes 18 -Gênero Textual: SEMINÁRIOTema:3 – CULTURA, CIÊNCIA E ATUAÇÃO PROFISSIONAL1 – Gênero Textual: ARTIGO DE OPINIÃOAspecto textual: Dissertação 1Análise linguística: Modalização2 – Gênero Textual: CRÍTICA DE CINEMAAspecto Textual: Dissertação 2Análise linguística: usos de adjetivosconjunção, preposição3- Gênero Textual: EDITORIALAspecto Textual: Coerência 1Análise linguística: Variação linguística4 – Gênero Textual: CARTAARGUMENTATIVAAspecto Textual: Coerência 2Análise linguística: Nova Ortográfica5 – Gênero Textual: MANIFESTOAspecto Textual: CoesãoAnálise linguística: Usos dos pronomes 26 – Gênero Textual: DEBATEAspecto Textual: ArgumentaçãoAnálise linguística: OperadoresArgumentativos4 – Aspectos Textuais, Análise Linguística e funcionalidadesAspecto Textual: Intertextualidade e Polifonia Paráfrase Leitura e interpretação Análise de DiscursoAnálise Linguística: Acentuação Estrangeirismos5 – Questões de Provas de Concursos e Vestibulares
  4. 4. 4Conhecimentos IntrodutóriosLinguagem-Língua-ContextoA linguagem é tida com uma atividade, com forma de ação, ação interpessoalorientada; como lugar de interação que possibilita aos membros de uma sociedade a prática dos maisdiversos tipos de atos, que vão exigir dos semelhantes reações e/ou comportamentos, levando aoestabelecimento de vínculos e compromissos anteriormente inexistentes. Trata-se de um jogo nasociedade, na interlocução, e é no interior de seu funcionamento que se pode procurar estabelecer asregras de tal jogo.De forma didática, divide-se a linguagem em VERBAL e NÃO VERBAL. Alinguagem NÃO VERBAL é toda forma de expressão que tem sentido, ou seja, diz alguma coisa, sejaum gesto, uma imagem, um sinal, um olhar, um toque e etc. Já a linguagem VERBAL é constituídade uso da língua, seja na modalidade escrita ou oral, é um sistema.A Língua, o principal mecanismo da linguagem, é um instrumento que utilizamos paraalcançar determinadas intenções, tem regras internas que estão sujeitas ao USO. É no contexto social,que os envolvidos na interação utilizam a língua para satisfazer determinadas intenções. A língua éprimordialmente oral, assim, primeiro se aprende a falar, depois a escrever. A escrita é umarepresentação simbólica da fala, por essa razão, mais complexa de ser aprendida.Texto - InteraçãoNo decorrer da experiência escolar, vocês perceberam que a linguagem é caótica,organizada e multifacetada. Também perceberam que a língua é viva, usual e funcional, pois está aserviço da interação humana, ou melhor, é por meio da língua que interagimos com os outros. Nessadimensão, só podemos admitir que seja por meio de textos que interagimos. Toda interação acontecedentro de uma situação comunicativa (envolve um enunciador e um interlocutor) num espaço e numtempo. É a situação comunicativa que influência na maneira como acontece à interação. Assim, aspalavras se relacionam numa estrutura hierárquica para compor o sentido, base de envolvimentointerpessoal.A língua por ser viva (não tem como vivermos sem ela), usual e funcional só pode serentendida plenamente se percebermos no seu estado de uso, funcionando para cumpri uma intenção.É por isso que não tem como compreender as multifaces da língua sem observamos em textoscontextualizados, ou seja, dentro de uma situação comunicativa.Por isso, convido você a refletir a respeito de alguns fenômenos linguísticos ereconhecer sua funcionalidade em situações efetivas de uso. Um mundo, nosso mundo, complexo,mas interessante, admirável e magnífico, és a linguagem.De gênero em gêneroNas mais diferentes situações do nosso cotidiano – em casa, na rua, na escola, notrabalho, na lanchonete – convivemos com textos. O que é um texto? Uma conversa entre pais efilhos, a propaganda de um produto que ouvimos pela rádio é um texto. É texto uma história emquadrinho, um documentário, uma placa de trânsito, uma reportagem jornalística, uma receita debolo, um romance, uma entrevista, uma conta de luz, um debate político.
  5. 5. 5Mas o que diferencia um texto de outro? Para que servem os textos?Observem que os textos são produzidos em situações e contextos diferentes e que cadaum deles tem uma finalidade específica. Se o objetivo do locutor é, por exemplo, instruir seuinterlocutor, ele indica passo a passo o que deve ser feito para se obter um bom resultado. Assim,quando interagimos com outras pessoas produzimos certos tipos de texto. Uma verdadeira variaçãoque se repetem em dada situação comunicativa. Essa variação de textos se chama Gênero textual oudiscursivo. Tais gêneros foram historicamente criados pelo ser humano a fim de atender adeterminadas necessidades de interação verbal. Pode nascer gêneros novos, outros podemdesaparecer. O gênero sofrer mudanças até transformar-se em novo gênero.Numa situação de interação verbal, a escolha do gênero textual é feita de acordo comos diferentes elementos que participam do contexto, tais como: quem está produzindo o texto, paraquem, com que finalidade, em que momento histórico, em que suporte, etc.Situações-ComplexasSituação-Complexão 1Ana Luiza trabalha numa empresa de consultoria administrativa. Certo dia, notrabalho, o seu supervisor deixou um lista de atividades a serem feitas por ela. Leia as intenções dosupervisor e aponte qual gênero textual seria utilizado para satisfazê-la e por que?Intenção 1Quero definir num papel os produtos que devo comprar no Supermercado.Intenção 2Quero comunicar formalmente aos funcionários da empresa que o aumento de salário foi aprovado.Intenção 3Quero dizer para o maior número de pessoas que o crescimento financeiro é resultado de muitotrabalho.Intenção 4Quero dizer para minha esposa que a amo muito.Intenção 5Quero comprovar que o cliente Marcos pagou a dívida.Intenção 6Quero espalhar o nome da empresa para muitas pessoas da cidade.Situação-Complexa 2Você se depara com um conjunto de situações durante o dia, defina qual o gênerotextual deve ser utilizado nos respectivos contexto de interação.Contexto 1Encontro na sala do RH com um diretor num processo seletivo por uma vaga de emprego.Contexto 2Encontro na rua com um amigos num momento de descontração.Contexto 3Encontro com várias pessoas e com um professor numa sala de aula.Contexto 4Duas amigas encontram-se na cozinha para uma ensinar como fazer um bolo pra outra.Contexto 5Marcos utilizando a internet resolve contar como foi o primeiro dia de trabalho pra Alice.
  6. 6. 6Situação-Complexa 3Após perceber a relação entre a intenção comunicativa e contexto para a produção detexto. O texto abaixo é uma Receita, uma Declaração de amor ou um Poema?RECEITA DO AMOR...Ponha 5 pitadas de carinho.Mais 5 de companheirismo,E 5 de compreensão,Há não se esqueça de por 3 pitadas de saudade.É para dar o gostinho.Acrescente amizade e paixão,Para ficar ligadão. ahahaha.Ternura e felicidade para o recheio.Quando estiver tudo junto misture,Ponha no forno do coração.Não esqueça do fermento pureza e cooperação.O tempo vai ajudar.Ponha a cobertura do amor para jamais largar.2 – SOCIEDADE, TECNOLOGIA E TRABALHOGênero Textual: REPORTAGEMGoogle a melhor empresa para trabalharEmpresa investe em um ambiente de trabalho descontraído e colaborativo como formade estimular a individualidade dos profissionais. A empresa Google, que já está no Brasil desde 2005,conta hoje com duas sedes sendo uma em São Paulo, onde fica toda a parte de administração evendas e outra em Belo Horizonte, onde encontra-se os técnicos e especialistas da área. Estima-seque a empresa tenha cerca de 100 colaboradores em cada um dos escritórios, sendo que, para chegarneste número de funcionários ativos a Google propôs um recrutamento que mobilizou cerca de20.000 pessoas em todo o país. Atualmente a empresa está trabalhando com outra forma derecrutamento: um colaborador indica uma pessoa para entrar para a empresa, se esta pessoa forcontratada, o colaborador ganha R$ 5.000,00 após seis meses da contratação. Aliás, a Google temgrande prestígio e é comum sabermos de pessoas que gostariam de trabalhar para a empresa, entendao porquê agora:A empresa paga um ótimo salário aos seus colaboradores, com bônus e premiaçõesextras no decorrer do ano; O ambiente de trabalho é confortável e divertido, apesar da pressão dotrabalho cotidiano, a Google desenvolveu um sistema antistress para os funcionários, que passaram atrabalhar com momentos de diversão no escritório. Esses são só dois exemplos de como umamultinacional pode unir a responsabilidade e pressão, juntamente com momentos bons e divertidos.Quando o funcionário se sente bem dentro da empresa ele rende muito mais, trabalha melhor e temprazer no que faz, gerando um lucro maior para a própria empresa, que apenas tem a ganhar com esteinvestimento. Por isso a empresa Google é muito estuda em cursos de administração e de recursoshumanos, pois ela consegue unir “o útil ao agradável” de uma maneira diferente das demais empresasa nossa volta.Um processo importante na hora de se constituir uma empresa é pensar como seuscolaboradores serão tratados no ambiente de trabalho, quais serão as cobranças e quais serão as
  7. 7. 7facilidades, toda empresa que quer iniciar-se no mercado de trabalho antes de esquematizar planoscomo este, de gerenciamento de pessoas, tenderá a ser um lugar com alta rotatividade, podendo serconhecido como um lugar frágil, sem experiência entre outras definições.Atente-se ao seu negócio de todos os ângulos e estime seu colaborador como aGoogle, mesmo que sua empresa seja pequena, valorize as pessoas que nela trabalham, após algumtempo, o crescimento de sua empresa virá.Disponível em: http://www.guiadicasgratis.com/google-a-melhor-empresa-para-se-trabalhar/acessado dia 24/10/12.1 – Características do Gênero textual ReportagemA Reportagem é um gênero textual que tem a finalidade de relatar fatos de maneiraabrangente, faz investigações, tece comentários, levanta questões, discute, argumenta. Tem sempreum autor ou vários autores chamados de repórter (jornalista). Vem em veículos de comunicaçãocomo: Jornais, Revistas, Internet, Televisão, Rádio e Celulares. Utiliza a modalidade escrita ou oral.Tem um público-alvo geral ou específico.A Reportagem escrita é dividida em três partes: manchete, lead e corpo.Manchete: compreende o título da reportagem que tem como objetivo resumir o que será dito. Alémdisso, deve despertar o interesse do leitor.Lead: pequeno resumo que aparece depois do título, a fim de chamar mais ainda a atenção do leitor.Corpo: desenvolvimento do assunto abordado com linguagem direcionada ao público-alvo!2 - Aspecto Textual: NarraçãoQuando o texto está centrado no fato, no acontecimento, diz-se que se trata de umanarração. Palavra derivada do verbo narrar, narração é o ato de contar alguma coisa. Novelas,romances, contos são textos basicamente narrativos. São os seguintes os elementos de uma narração:onde ?| quando? --- FATO --- com quem?| como?1) Narrador/Autor - É aquele que narra, conta o que se passa supostamente aos seus olhos. Quandoparticipa da história, é chamado de narrador personagem. Então a narrativa fica, normalmente, em 1ªpessoa.2) Personagens - São os elementos, usualmente pessoas, que participam da história. Mas ospersonagens podem ser coisas ou animais, como no romance O Trigo e o Joio, de Fernando Namora,em que o personagem principal, isto é, protagonista, é uma burra.3) Enredo - É a história propriamente dita, a trama desenvolvida em torno dos personagens.4) Tempo - O momento em que a história se passa. Pode ser presente, passado ou futuro.
  8. 8. 85) Ambiente - O lugar em que a trama se desenvolve. Pode, naturalmente, variar muito, no desenrolarda narrativa. Eis, a seguir, um bom exemplo de texto narrativo, em que todos os elementos se fazempresentes.Produção TextualCondições de ProduçãoSuponha que você seja um repórter enviado por um Jornal para produzir umaReportagem (fictícia) sobre a rotina de trabalho na Google no Brasil. A modalidade é escrita. Opúblico do jornal são jovens que adoram as novidades do mundo da informática. Sua Reportagemdeve mostrar aos leitores a importância de trabalhar nessa empresa. Mobilize as características dogênero textual em questão para a produção do seu texto.3 - Análise linguística – Elementos semânticosLeia os Enunciados abaixo:Pelo preço do pé de couve, você sabe em que pé está toda a agricultura. Apenas R$0,70 por dia!A fim de promover seu produto, o anunciante chama a atenção do leitor, fazendo um jogo com apalavra pé. Qual o sentido dessa palavra?a) na expressão “um pé de couve”?b) na expressão “em que pé”?As palavras possuem certos sentidos que podem variar, dependendo do contexto emque são empregadas. Às vezes, unindo-se a outras palavras, formam expressões com sentidoscompletamente diferentes, como é o caso de “cachorro-quente”. Esses e outros são aspectosestudados pela Semântica.Semântica é a parte da gramática que estuda os aspectos relacionados ao sentido de palavras eenunciados.Vejamos os casos:1 – Sinonímia e AntonímiaVocê já vacinou seu cão?Você já vacinou seu cachorro?As palavras cachorro e cão podem ser substituídas um pela outra. Quando em contextos diferentesuma palavra ou expressões pode ser substituída por outra, dizemos que são SINÔNIMA entre si.Existem enunciados que são sinônimos também. Ex: Joana é a mulher de Marcelo. Marcelo é omarido de Joana.Palavras ANTONÍMAS se opõem ou se excluem. Ex: Aberto – Fechado, Dentro – Fora
  9. 9. 92 – Campo semântico, hiponímia e hiperonímiaLeia este enunciado:Compro um computador, um monitor, um teclado e uma impressora para o escritório, pois sem essesequipamentos, não conseguiria dar conta do trabalho.Perceba que palavra como computador, monitor, impressora e teclado apresentam certa familiaridadede sentido pelo fato de pertencerem ao mesmo CAMPO SEMÂNTICO, ou seja, ao universo dainformática. Já a palavra equipamento possui um sentido mais amplo, que engloba todas as outras.No caso, dizemos que computador, monitor, impressora e teclado são hipônimos de equipamento.Equipamento, por usa vez, é um hiperônimo das outras palavras.3 – PolissemiaCompare este par de enunciados:Não consigo prender o fio de lã na agulha de tricô.Enrosquei minha pipa no fio daquele poste.Observe que, nas duas ocorrências da palavra fio, ela apresenta sentido diferente: “fibra”, no 1ºenunciado, e “cabo mental” no 2º enunciado. Apesar disso, há um sentido comum entre elas:sequência, fiada, eixo, alinhamento, encadeamento. Quando uma única palavra apresenta mais de umsentido, dizemos que ela é polissêmica.Assim, polissemia é a propriedade de uma palavra apresentar vários sentidos.4 – Ambiguidade“Como fazer uma galinha no ponto”.Ambiguidade é a duplicidade de sentidos que pode haver em uma palavra, em umenunciado ou num texto inteiro. Quando empregada de forma intencional, a ambiguidade se torna umimportante recurso de expressão.Quando, porém, é resultado da má organização das ideias, ou do emprego inadequado de certaspalavras, ou ainda de inadequação do texto ao contexto discursivo, ela pode gerar problemas para acomunicação.Leia o texto:Durante o jogo, Lúcio deu várias caneladas em Guilherme. Depois entrou o Pedro no jogo e elelevou vários empurrões e pontapés.Se o leitor do texto não assistiu à partida, terá dificuldade para compreender o texto e a intençãocomunicativa do locutor, pois o texto é ambíguo. Afinal, quem levou empurrões e pontapés? Pedro,que entraram no jogo por último? E, no caso, quem o teria agredido? Ou foi Lúcio, que antes agrediaGuilherme e, depois da entrada de Pedro, passou a ser agredido por este?Se o interlocutor tivesse assistido o jogo, certamente essa ambiguidade se dissiparia. E aintencionalidade do texto seria outra: em vez de informa, o texto provavelmente teria como finalidadecomentar.
  10. 10. 10Diferente da linguagem oral, que conta com certos recursos para torna o sentidopreciso – os gestos, a expressão corporal ou facial, a repetição, etc. A linguagem escrita conta apenascom as palavras e sinais de pontuação. Por isso, temos de empregá-lo adequadamente se desejarmosclareza e precisão nos textos que produzimos.Atividade em DuplaLeia a Crônica do escritor Luiz Fernando Verissimo para responder às questões:Conto Erótico nº1- Assim?- É. Assim.- Mais depressa?- Não. Assim está bem. Um pouco mais para...- Assim?- Não, espere.- Você disse que...- Para o lado. Para o lado!- Querido...- Estava bem mas você...- Eu sei. Vamos recomeçar. Diga quando estiver bem.- Estava perfeito e você...- Desculpe.- Você se descontrolou e perdeu o...- Eu já pedi desculpa!- Está bem. Vamos tentar outra vez. Agora.- Assim?- Quase. Está quase!- Me diga como você quer. Oh, querido...- Um pouco mais para baixo.- Sim.- Agora para o lado. Rápido!- Amor, eu...- Para cima! Um pouquinho...- Assim?- Aí! Aí!- Está bom?- Sim. Oh, sim. Oh yes, sim.- Pronto.- Não. Continue.- Puxa, mas você...- Olhaí. Agora você...- Deixa ver...- Não, não. Mais para cima.- Aqui?- Mais. Agora para o lado.- Assim?- Para a esquerda. O lado esquerdo!- Aqui?- Isso! Agora coça.
  11. 11. 111) Como o narrador ausente, todo o texto é construído a partir do diálogo entre duas personagens.Que tipo de relacionamento supostamente há entre essas personagens? Justifique como elementos dotexto.2) Durante toda a leitura somos orientados para um sentido diferente daquele que temos ao chegar aofinal do texto. Essa orientação de sentido não ocorre por acaso, mas é resultado de um conjunto demarcas existente no texto.a) Aparentemente, o texto retrata um diálogo entre personagens vivendo que tipo de situação?b) Que “marcas” textuais – palavras, frases, construções, etc – nos levam a construir esse sentido?3 – Além de trabalhar propositalmente com marcas textuais que dão oa texto uma orientação desentido diferente, por meio de que procedimento o autor constrói a ambiguidade?a) Omite o narradorb) Omite dados do contexto discursivo em que se dá o diálogoc) Omite informações sobre quem vai ler o textod) Omite palavras do texto.Gênero Textual: PROPAGANDA
  12. 12. 121 – Característica do Gênero textual PropagandaHavia um tempo em que a linguagem publicitária apenas informava o preço, o local decompra e as condições do produto. Nos últimos 60 anos a linguagem publicitária evoluiu e criou umalinguagem e estilo próprio de alcançar o seu objetivo, ter a mensagem aceita pelo público.A sociedade de consumo, através do “American way life” e do processo demodernização da industrialização se ocidentalizou, o que influenciou a publicidade em fazer opúblico girar ao seu redor.Comprar e ter “coisas” passou a ser símbolo de felicidade e salvação além da utilidadenecessária. O objetivo da publicidade é convencer e persuadir as pessoas.Para tal, a linguagem publicitária expressa ordem : “Beba Pepsi”, persuasão : ”SóOmo lava mais branco” e até sedução : “Se algum desconhecido lhe oferecer flores, isto é Impulse”.O papel da publicidade é vista como mola mestre das mudanças comportamentais e mentalidade dosconsumidores.“Propaganda consiste no emprego planejado de qualquer forma de comunicação pública ou emgrande escala, destinada a afetar as ideias e emoções de um dado grupo com determinada finalidadepública, seja ela militar, econômica ou política.” (Paul Linebarger)2 – Aspectos textuais – Narração e DescriçãoA narração consiste em arranjar uma sequência de fatos na qual os personagens semovimentam num determinado espaço à medida que o tempo passa. O texto narrativo é baseado naação que envolve personagens, tempo, espaço e conflito. Seus elementos são: narrador, enredo,personagens, espaço e tempo.Dessa forma, o texto narrativo apresenta uma determinada estrutura:Esquematizando temos:- Apresentação;- Complicação ou desenvolvimento;- Clímax;- Desfecho.Já o texto descritivo por excelência consiste em uma percepção sensorial, representadapelos cinco sentidos (visão, tato, paladar, olfato e audição) no intuito de relatar as impressõescapturadas com base em uma pessoa, objeto, animal, lugar ou mesmo um determinado acontecimentodo cotidiano.É como se fosse uma fotografia traduzida por meio de palavras, sendo que estas são“ornamentadas” de riquíssimos detalhes, de modo a propiciar a criação de uma imagem do objetodescrito na mente do leitor.A descrição pode ser retratada apoiando-se sob dois pontos de vista: o objetivo e o subjetivo.
  13. 13. 13Na descrição objetiva, como literalmente ela traduz, o objetivo principal é relatar ascaracterísticas do “objeto” de modo preciso, isentando-se de comentários pessoais ou atribuições dequaisquer termos que possibilitem a múltiplas interpretações.A subjetiva perfaz-se de uma linguagem mais pessoal, na qual são permitidas opiniões,expressão de sentimentos e emoções e o emprego de construções livres em que revelem um “toque”de individualismo por parte de quem a descreve.3 – Análise Linguística – Recursos SemânticosFormas de utilizar as palavras no sentido conotativo, figurado, com o objetivo de sermais expressivo. A seguir, os principais recursos de estilo em ordem alfabética:1 - Anáfora- repetição de palavras.Ex.: Ela trabalha, ela estuda, ela é mãe, ela é pai, ela é tudo!2 - Antonomásia - substituição do nome próprio por qualidade, ou característica que o distinga. É omesmo que apelidado, alcunha ou cognome.Exemplos: Xuxa (Maria das Graças) O Gordo (Jô Soares)3 - Apóstrofo ou invocação - invocação ou interpelação de ouvinte ou leitor, seres reais ouimaginários, presentes ou ausentes.Exemplos:Mulher, venha aqui!Ó meu Deus! Mereço tanto sofrimento?4 - Eufemismo - atenuação de algum fato ou expressão com objetivo de amenizar alguma verdadetriste, chocante ou desagradável.Ex.: Ele foi desta para melhor. (evitando dizer: Ele morreu.)5 - Hipérbole - exagero proposital com objetivo expressivo.Ex.: Estou morrendo de cansada.6 - Ironia - forma intencional de dizer o contrário da ideia que se pretendia exprimir. O irônico ésarcástico ou depreciativo.Ex.: Que belo presente de aniversário! Minha casa foi assaltada.7 - Metáfora – A mais rica de todos os recursos semânticos. A metáfora consiste em retirar umapalavra de seu contexto convencional (Denotativo) e transportá-lo para um novo campo designificação (conotativo), por meio de uma comparação implícita, de uma similaridade existenteentre as duas:• Buscava o coração do Brasil.
  14. 14. 14Ora, o Brasil não possui o órgão biológico em questão. Portanto, coração significa aí o centro vital, aessência, o âmago do país.• Achamos a chave do problema.O problema não é nenhuma fechadura, mas para resolvê-lo (ou abri-lo) o elemento que se diz terachado é tão necessário quanto uma chave para abrir uma porta.8 - Metonímia - uso de uma palavra no lugar de outra que tem com ela alguma proximidade desentido.A metonímia pode ocorrer quando usamos:a - o autor pela obraEx.: Nas horas vagas, lê Machado. (a obra de Machado)b - o continente pelo conteúdoEx.: Conseguiria comer toda a marmita.Comeria a comida (conteúdo) e não a marmita (continente)c - a causa pelo efeito e vice-versaEx.: A falta de trabalho é a causa da desnutrição naquela comunidade.A fome gerada pela falta de trabalho que causa a desnutrição.d - o lugar pelo produto feito no lugarEx.: O Porto é o mais vendido naquela loja. O nome da região onde o vinho é fabricadoe - a parte pelo todoEx.: Deparei-me com dois lindos pezinhos chegando.Não eram apenas os pés, mas a pessoa como um todo.f - a marca pelo produtoEx.: - Gostaria de um pacote de Bom Bril por favor.Bom Bril é a marca, o produto é esponja de lã de aço.g - concreto pelo abstrato e vice-versaEx.: Carlos é uma pessoa de bom coraçãoCoração (concreto) está no lugar de sentimentos (abstrato)10 - Onomatopeia – uso de palavras que imitam sons ou ruídos.Ex.: Psiu! Venha aqui!
  15. 15. 15AtividadeAnálise a peça publicitária abaixo e aponte os recursos semânticos presentes.Gênero Textual NOTÍCIA12/10/201211h22Microsoft finaliza Office 2013, mas venda só começa no 1º trimestre do ano que vemA Microsoft anunciou na noite desta quinta-feira (11) que o Office 2013, suíte de escritório dacompanhia, atingiu o status de RTM (Release to Manufacturing). Isso significa que ele já está prontopara ser vendido para fabricantes. No entanto, segundo a empresa, o sistema só chegará aos usuáriosfinais no primeiro trimestre de 2013.O Office 2013 foi anunciado em julho deste a no e esta será a primeira versão do pacote deprogramas da Microsoft que estará disponível por meio de assinatura. Nos Estados Unidos, serápossível assinar o pacote por US$ 8,33 por mês ou US$ 99,95 por ano.Chamado pela Microsoft de “a versão mais ambiciosa” do Office, o programa funcionará emdispositivos com tela sensível ao toque, diretamente na nuvem e contará com recursos sociais, quepossibilitarão gerenciar arquivos em grupo.Apesar de o lançamento estar marcado para o ano que vem, diz a Microsoft, quem comprar um tabletcom a versão RT do Windows (específica para processadores ARM, fabricados por empresas comoQualcomm e Nvidia, por exemplo) contará com uma prévia do Office 2013. Os aparelhos comWindows 8 começarão a ser vendidos no dia 26 de outubro.Para usuários que adquirirem o Office 2010 a partir de 19 de outubro, a Microsoft disponibilizará oOffice 2013 gratuitamente via download assim que ele começar a ser vendido.Profissionais da área de tecnologia da informação e desenvolvedores poderão baixar o Office 2013em novembro.
  16. 16. 16No Brasil, a Microsoft mantém uma página especial do Office 2013, que detalha alguns dos recursosda suíte de escritório.Disponível em: http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/10/12/microsoft-finaliza-office-2013-mas-venda-so-comeca-no-1-trimestre-do-ano-que-vem.htm acessado dia 13/10/2012.1 – Característica do Gênero textual NotíciaA notícia é um texto de carácter informativo do domínio da Comunicação Social.Caracteriza-se pela atualidade, objetividade, brevidade e interesse geral. Relata, por vezes, situaçõespouco habituais. É redigida na 3º pessoa. As informações são, geralmente, apresentadas por ordemdecrescente de importância.O esquema acima refere-se à técnica da pirâmide invertida - é habitual representar-segraficamente a notícia por esta pirâmide invertida. Na prática, aparecem muitas notícias que nãorespeitam a estrutura atrás apresentada. Características da linguagem da notíciaA linguagem utilizar na notícia deverá respeitar os seguintes princípios:– ser simples, clara, concisa e acessível, utilizando vocabulário corrente e frases curtas;– - recorrer prioritariamente ao nome e ao verbo, evitando sobretudo os adjetivos valorativos;– - usar especialmente frases de tipo declarativo.2 – Aspecto Textual – Tema e RemaCada enunciado divide−se em duas partes: a primeira, que corresponde ao início daoração, é o Tema, e o restante é o Rema. A organização da oração em Tema−Rema normalmenteacontece da seguinte forma: na parte que corresponde ao Tema, colocamos informações cuja função éfazer a ligação entre a oração que está sendo criada e as orações que vieram antes dela no texto; ouainda, estabelecer um contexto para a compreensão do que vem a seguir, ou seja, do Rema. Na parteque corresponde ao Rema, desenvolvemos as ideias que estão sendo veiculadas pelo Tema. Issosignifica que, na grande maioria das vezes, o Tema expressa a informação dada, a qual já é conhecidapelo nosso ouvinte ou que é recuperável no contexto. O Rema, por sua vez, expressaria a informaçãonova: aquela que nosso ouvinte desconhece, e que corresponde, efetivamente, ao conteúdo quequeremos que ele passe a conhecer. No entanto, é preciso ter em mente que Tema−Rema eDado−Novo são duas estruturas diferentes – ou correspondem a dois níveis de análise diferentes −que acabam por coincidir em muitos casos.A observação da organização dos Temas de um texto e da estrutura de informaçãodesse texto revela não apenas o que o autor coloca em destaque, como também nos traz importantespistas sobre o desenvolvimento do texto, ajudando a determinar como a informação ali flui.
  17. 17. 17O Tema é indicado pela posição que ocupa na oração. Ao falarmos ou escrevermos emportuguês (e também em inglês), sinalizamos que um item é temático colocando−o em posiçãoinicial. Portanto, o Tema é o elemento que funciona como o ponto−de−partida da mensagem. O restoda mensagem, ou seja, a parte em que o Tema desenvolve−se, é o Rema. A principal função do Temaé fornecer o pano−de−fundo para a interpretação do Rema.É importante distinguir entre a definição de Tema e a maneira como podemosidentificar o Tema de uma oração. A definição de Tema é funcional: o Tema é um elemento dentrode uma determinada configuração estrutural que organiza a oração como mensagem; essaconfiguração é: Tema + Rema. Quanto à sua identificação: o Tema pode ser identificado como oelemento que aparece em posição inicial na oração. Por exemplo:1:O Banco Bradesco---------------- construiu sólida posição no Mercado de CapitaisVocê---------------- recebe mais rápido o seu primeiro exemplarNo vídeo Montanha−Russa,-------------- descubra porque projetar um superbrinquedo...Junto com o 1o. vídeo------------------- você já recebe grátis a fita "Velocidades Fantásticas"Para garantir o melhor para a sua diversão e informação -------------a ACME vídeo e o ACMEChannel selecionaram...TEMA_______________-_________________ REMA3 – Análise Linguística – Funcionalidade do VerboVerbo são as palavras que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz.Indicam o sentido de processo e:ação (correr);estado (ficar);fenômeno (chover);ocorrência (nascer);desejo (querer).Estrutura das Formas VerbaisDo ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentar os seguintes elementos:a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significado essencial do verbo.Por exemplo:fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a conjugação a que pertence o verbo.Por exemplo:fala-rSão três as conjugações:1ª - Vogal Temática - A - (falar)2ª - Vogal Temática - E - (vender)3ª - Vogal Temática - I - (partir)c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tempo e o modo do verbo.Por exemplo:falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e onúmero (singular ou plural).
  18. 18. 18Por exemplo:falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)Atividade12/10/2012 - 14:28Dois terços das interações entre amigos acontecem eletronicamente, diz pesquisaAna IkedaA tecnologia afasta ou aproxima amigos? Depende da sua referência: se mandarmensagens via celular ou internet já é suficiente para manter contato com eles, então a resposta seriaque ela aproxima. Agora se isso só colabora para que você deixe para depois um encontro pessoal,então a resposta seria o contrário. O fato é que estamos usando cada vez mais os meios digitais: umapesquisa britânica indica que dois terços das interações digitais entre amigos aconteceeletronicamente.A pesquisa, feita pela empresa de postais Docmail, dá até uma média da comunicaçãoeletrônica que um adulto faz por mês: cerca de 140 mensagens de texto, 72 interações noFacebook e 40 e-mails por mês para amigos e família. Cerca da metade dos entrevistados, vejamsó, não havia falado por telefone com o melhor amigo por mais de um mês. O contato principalocorreu… eletronicamente.Para o estudo, foram entrevistados 2.000 adultos. Além do meio eletrônico dominar acomunicação, cerca de 63% deles admitiram ter pessoas que consideram como amigos, mas sócontatam via mensagens de texto ou Facebook. E um terço deles disse não passar mais de umahora seguida sem interagir com amigos via chat, Facebook ou SMS. Mas há esperança: a maioriados entrevistados disse que recorreria ao contato face a face para agradecer ou expressar algosinceramente em relação aos amigos.Ufa…Situação-Complexa 1O Texto 1 tem como intenção informar o leitor sobre algo acontecido. Discuta nogrupo e aponte a sequência narrativa do texto e o tema e rema das partes destacadas presente nostextos. Identifique os verbos presentes no texto e aponte sua estrutura formal.Gênero Textual RESUMOLeia o Texto abaixo:Por uma sociedade plural e toleranteO casamento civil é uma instituição laica e estatal. Logo, não cabe diferenciar os cidadãos face asua orientação sexualPor Pedro Estevam Serrano — publicado 14/05/2013 17:06O Conselho Nacional de Justiça acaba de aprovar uma medida determinando aoscartórios que registrem casamentos civis entre casais homossexuais. Seu presidente, JoaquimBarbosa, afirmou que a decisão se deu em razão do entendimento anterior do STF, que reconheceu alegitimidade da união estável entre casais gays.A Constituição brasileira, ao contrário de outras, regulou diretamente a questão docasamento civil e da união estável como a formação da unidade familiar. E, embora a Carta brasileira
  19. 19. 19use a expressão “homem e mulher” para qualificar o casal, nossa Suprema Corte fez umainterpretação seguindo os princípios da isonomia e da livre orientação sexual.Uma interpretação que estenda direitos e crie normas protetivas já é da tradição denosso direito. Logo, a meu ver, nada houve de surpreendente na decisão da Corte - que, além de tudo,ainda seguiu tendência jurisprudencial consolidada nas esferas inferiores.A alegação de alguns juristas de que se tratou de inovação indevida do Judiciárioingressando na esfera do legislativo, embora respeitável, não convence. Estando o tema tratado naConstituição, cabe ao STF decidir sua extensão.Interpretar é dizer o sentido e alcance das normas, traduzir seu significado. Foiexatamente o que fez o STF: decidiu que a norma protetiva acolhe casais e famílias constituídas porgays ou lésbicas.E agora o CNJ, no seu papel de exercer o controle da atividade do Judiciário, entendeque os fundamentos de tal decisão do STF devem se aplicar, por decorrência lógica, ao casamentocivil gay, e não apenas à união estável.Certamente a decisão gerará muito debate de cunho jurídico, religioso e político. Sementrar no mérito de sua juridicidade, o que seria inadequado por não termos ainda lido suafundamentação, no plano político a medida é muito benvinda.O casamento civil é uma instituição laica e estatal. Logo, não cabe diferenciar oscidadãos face a sua orientação sexual, utilizando-se deste contrato público para tanto.Nossa sociedade já saiu há muito do medievo. Nada contra que credos religiososimpeçam tal tipo de casamento em seu âmbito de culto, mas o Estado não pode adotar este tipo depreconceito infundado em uma sociedade democrática que se queira plural e tolerante.1 – Característica de um ResumoEtapas…1. Realiza uma leitura global do texto.2. Sublinha as ideias principais do texto.3. Escreve as ideias principais de cada parágrafo. (Parafraseia cada umadas frases que exprimem essas ideias).4. Começa a escrever o resumo a partir das ideias que parafraseaste.a. Utiliza uma linguagem pessoal.b. Evita pormenores inúteis.c. Repetir ideias.Características de um bom resumo…Brevidade – Só deve conter as ideias principais.Respeito pela sequência de ideias.Clareza – Os factos devem ser objetivos.Rigor – As ideias principais devem ser reproduzidas sem erros.Linguagens pessoais – Reproduzem-se ideias do autor, mas comlinguagem própria.
  20. 20. 20Produção TextualElabore um Resumo comentado tendo como público-leitor uma pessoa que nãoconhece do assunto do texto lido anteriormente, leve em consideração as características desse gênerotextual.2 – Aspectos Textuais – Uso dos sinais de pontuaçãoPara que servem os sinais de pontuação? No geral, para representar pausas na fala, noscasos do ponto, vírgula e ponto e vírgula; ou entonações, nos casos do ponto de exclamação e deinterrogação, por exemplo. Além de pausa na fala e entonação da voz, os sinais de pontuaçãoreproduzem, na escrita, nossas emoções, intenções e anseios.Vejamos aqui alguns empregos:1. Vírgula (,)É usada para:a) separar termos que possuem mesma função sintática na oração: O menino berrou, chorou,esperneou e, enfim, dormiu.Nessa oração, a vírgula separa os verbos.b) isolar o vocativo: Então, minha cara, não há mais o que se dizer!c) isolar o aposto: O João, ex-integrante da comissão, veio assistir à reunião.d) isolar termos antecipados, como complemento ou adjunto:1. Uma vontade indescritível de beber água, eu senti quando olhei para aquele copo suado!(antecipação de complemento verbal)2. Nada se fez, naquele momento, para que pudéssemos sair! (antecipação de adjunto adverbial)e) separar expressões explicativas, conjunções e conectivos: isto é, ou seja, por exemplo, além disso,pois, porém, mas, no entanto, assim, etc.f) separar os nomes dos locais de datas: Brasília, 30 de janeiro de 2009.g) isolar orações adjetivas explicativas: O filme, que você indicou para mim, é muito mais do queesperava.2. Pontos2.1 - Ponto-final (.)É usado ao final de frases para indicar uma pausa total:a) Não quero dizer nada.b) Eu amo minha família.E em abreviaturas: Sr., a. C., Ltda., vv., num., adj., obs.2.2 - Ponto de Interrogação (?)O ponto de interrogação é usado para:a) Formular perguntas diretas:Você quer ir conosco ao cinema?
  21. 21. 21Desejam participar da festa de confraternização?b) Para indicar surpresa, expressar indignação ou atitude de expectativa diante de uma determinadasituação:O quê? não acredito que você tenha feito isso! (atitude de indignação)Não esperava que fosse receber tantos elogios! Será que mereço tudo isso? (surpresa)Qual será a minha colocação no resultado do concurso? Será a mesma que imagino? (expectativa)2. 3 – Ponto de Exclamação (!)Esse sinal de pontuação é utilizado nas seguintes circunstâncias:a) Depois de frases que expressem sentimentos distintos, tais como: entusiasmo, surpresa, súplica,ordem, horror, espanto:Iremos viajar! (entusiasmo)Foi ele o vencedor! (surpresa)Por favor, não me deixe aqui! (súplica)Que horror! Não esperava tal atitude. (espanto)Seja rápido! (ordem)b) Depois de vocativos e algumas interjeições:Ui! que susto você me deu. (interjeição)Foi você mesmo, garoto! (vocativo)c) Nas frases que exprimem desejo:Oh, Deus, ajude-me!Observações dignas de nota:* Quando a intenção comunicativa expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, o usodos pontos de interrogação e exclamação é permitido. Observe:Que que eu posso fazer agora?!* Quando se deseja intensificar ainda mais a admiração ou qualquer outro sentimento, não háproblema algum em repetir o ponto de exclamação ou interrogação. Note:Não!!! – gritou a mãe desesperada ao ver o filho em perigo.3. Ponto e vírgula (;)É usado para:a) separar itens enumerados:A Matemática se divide em:- geometria;- álgebra;- trigonometria;- financeira.
  22. 22. 22b) separar um período que já se encontra dividido por vírgulas: Ele não disse nada, apenas olhou aolonge, sentou por cima da grama; queria ficar sozinho com seu cão.4. Dois-pontos (:)É usado quando:a) se vai fazer uma citação ou introduzir uma fala:Ele respondeu: não, muito obrigado!b) se quer indicar uma enumeração:Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com pessoas estranhas, não brigue com seus colegas enão responda à professora.5. Aspas (“”)São usadas para indicar:a) citação de alguém: “A ordem para fechar a prisão de Guantánamo mostra um início firme. Aindana edição, os 25 anos do MST e o bloqueio de 2 bilhões de dólares do Oportunity no exterior” (CartaCapital on-line, 30/01/09)b) expressões estrangeiras, neologismos, gírias: Nada pode com a propaganda de “outdoor”.6. Reticências (...)São usadas para indicar supressão de um trecho, interrupção ou dar ideia de continuidade ao que seestava falando:a) (...) Onde está ela, Amor, a nossa casa,O bem que neste mundo mais invejo?O brando ninho aonde o nosso beijoSerá mais puro e doce que uma asa? (...)b) E então, veio um sentimento de alegria, paz, felicidade...c) Eu gostei da nova casa, mas do quintal...7. Parênteses ( )São usados quando se quer explicar melhor algo que foi dito ou para fazer simples indicações.Ele comeu, e almoçou, e dormiu, e depois saiu. (o e aparece repetido e, por isso, há o predomínio devírgulas).8. Travessão (–)O travessão é indicado para:a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo:- Quais ideias você tem para revelar?- Não sei se serão bem-vindas.- Não importa, o fato é que assim você estará contribuindo para a elaboração deste projeto.b) Separar orações intercaladas, desempenhando as funções da vírgula e dos parênteses:Precisamos acreditar sempre – disse o aluno confiante – que tudo irá dar certo.
  23. 23. 23Não aja dessa forma – falou a mãe irritada – pois pode ser arriscado.c) Colocar em evidência uma frase, expressão ou palavra:O prêmio foi destinado ao melhor aluno da classe – uma pessoa bastante esforçada.Gostaria de parabenizar a pessoa que está discursando – meu melhor amigo.3 – Análise linguística – Estrutura ArgumentalLeia o enunciado abaixo:“46 vagas para a cidade de São Paulo o Google duas a de Belo Horizonte e abriu.”O enunciado lido anteriormente faz sentido? Claro que não! Porque não tem umaorganização! Para se compor um enunciado é necessário organizar as palavras, se organiza aspalavras do enunciado a partir da Estrutura Argumental do verbo. O Verbo é a principal palavra doléxico, pois é em torno dele que as outras palavras juntam-se. O sentido do verbo exerce uma força“gravitacional” sobre as outras palavras para assim ter sentido pleno.“O Google abriu 46 vagas para a cidade de São Paulo e duas para a de Belo Horizonte.”1 – Qual é o verbo do enunciado?2 – Quais as palavras selecionadas pelo verbo?1 – Verbo: Abrir2 – Argumentos: 1º O Google e 2º 46 vagas.Sentido-tipo dos Verbos e Seleção do número de Argumentos1 - Há VERBOS que selecionam só um Argumento, é o caso de:Morrer, Dormir, Comer, Andar, Viver, Nadar, Pular, Aparecer, Sumir e etc...Percebam que esses Verbos têm um sentido comum entre eles, todos indicam (SEMÂNTICA)algum tipo de movimento ou processo que se passam num organismo vivo ou indicam entrada ousaída de cena. Assim, temos:Fabricio dormiu na sala de aula!Cidinha comeu na lanchonete.Renato andou no bosque.Pedro vivi em Goiânia.Getúlio apareceu aqui.2 – Na grande maioria, os VERBOS da língua portuguesa selecionam dois argumentos, é o casode:Gostar, Amar, Perguntar, Comprar, Fazer, Conhecer e etcPercebam que esses Verbos têm um sentido comum entre eles, todos indicam (SEMÂNTICA) a ideiade realização de algo, relação psicológica de um ser inteligente. Exemplo:Às vezes eu ligo o rádio. (Ação realizada por um agente sobre um objeto)Mamãe fez uma torta de morango. (Ação que resulta na existência de um objeto)Eu nunca gostei de roupa vermelha. (Relação psicológica entre um ser inteligente com o objeto)
  24. 24. 243 - Há VERBOS que selecionam até três ARGUMENTOS, é o caso de:Levar, Voltar, Trazer, Entregar, Transferir, Receber e etcPercebam que esses VERBOS indicam (SEMÂNTICA) a ideia de transferência. Exemplo:Maria levou a roupa a Pedro.Lucas entregou os livros à Carla.Carla receberá os livros de Lucas.4 - E por fim, há VERBOS que não pedem ARGUMENTOS, é o caso de:Chover, Trovejar, Ventar, Garoar, Relampejar, Haver, Existir e etc.Percebam que esses VERBOS indicam (SEMÂNTICA) fenômenos meteorológicos ou existência dealgo. Exemplo:Esse últimos dias têm chovido muito!Nossa! Ventou muito essa noite!Há vários estudantes nessa sala.Existem alunos maravilhosos aqui.AtividadeLeia a Reportagem abaixo e aponte cinco verbos que indicam transferência e 4 queindicam movimento ou processo. Desses verbos apontados, diga a Estrutura Argumental de pelomenos 3 verbos.Diretor dá dicas para quem sonha em trabalhar no GoogleO brasileiro Hugo Barra foi o diretor da empresa que apresentou ao mundo o novo tablet Nexus 7.Aparelho será vendido a US$ 199 no Estados Unidos29/06/2012 15h19 - Atualizado em 17/08/2012 17h41A gigante da informática Google inaugurou uma nova fase: passou a ser produtora dehardware. A empresa lançou na última quarta-feira (27) seu novo tablet, o Nexus 7, em MountainView, na California. E quem apresentou essa novidade ao mundo foi o brasileiro Hugo Barra, que é odiretor mundial do Android, o sistema operacional da Google.Em entrevista ao Conta Corrente, da Globo News, Hugo disse que o posicionamentodo Nexus no mercado é extremamente amplo. “É o primeiro tablet de sete polegadas comprocessador de quatro cores e tela HD. Nunca se fez um aparelho como este no mercado. E o maisbacana é o preço: nos Estados Unidos será vendido a US$ 199”, garante Hugo.Segundo a Google, o novo tablet ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, masHugo garante que o país está entre as prioridades da empresa. “O Brasil é um mercado em ascensão,o número de aparelhos com android entre junho do ano passado e hoje cresceu seis vezes. O país estáse tornando um dos maiores mercados do mundo no android”, afirma.Para os jovens programadores que sonham em trabalhar na Google, Hugo avisa que oescritório da empresa em Belo Horizonte é um dos maiores do mundo e o recrutamento é sempreintenso. E deu algumas dicas para os interessados:1 – Seja extremamente ambicioso2- Aprenda rápido, o mundo de tecnologia corre em velocidade extrema
  25. 25. 253 – Estude muito. O Google tem valores acadêmicos elevados e acha importante que as pessoastenham uma capacidade intelectual.4- Amplie seus conhecimentos. Não basta saber engenharia e programação, procuramos um perfilmais amplo, que não pensa só no produto, mas também no mercado, como a parte de designGênero Textual CONTOO primeiro beijoClarice LispectorOs dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambosandavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, sóa verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:- Sim, já beijei antes uma mulher.- Quem era ela? - perguntou com dor.Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada emalgazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finose sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tãobom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho domotor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca. E nem sombra de água. Ojeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outravez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que elepróprio, que lhe tomava agora o corpo todo.A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrarpelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava. E se fechasse as narinas erespirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. Ojeito era mesmo esperar, esperar.Talvez minutos apenas, talvez horas, enquanto sua sede era de anos. Não sabia como e por que masagora se sentia mais perto da água, pressentia a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora dajanela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... ochafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas eleconseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de ondejorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vidavoltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de umamulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro golesentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorradodessa boca, de uma boca para outra.
  26. 26. 26Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquidovivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua. Ele a havia beijado.Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todoestourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o quefazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agoracom uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado,sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta comsobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil. Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de umafonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamaissentido: ele...Ele se tornara homem.1 – Características do ContoNão sendo por acaso seu nome, o Conto teve início junto com a civilização humana.As pessoas sempre contaram histórias, reais ou fabulosas, oralmente ou através da escrita. O conceitode conto, hoje em dia, foi ampliado. Isto se dá porque escritores passaram a adotar esse tipo de textocomo uma forma de escrever, e essa tentativa tem sido promissora. Além de utilizar uma linguagemsimples, direta, acessível e dinâmica o conto é a narração de um fato inusitado, mas possível, quepode ocorrer na vida das pessoas embora não seja tão comum.Essa praticidade tem atraído leitores de todas as idades e níveis intelectuais. Inclusiveaqueles que não têm o costume de ler ou que ainda estão começando a adquirir este hábito. Não é umtexto denso por isso é tão bem aceito em diversos tipos de meios de comunicação, não somenteatravés dos livros.ExtensãoO Conto é, antes de mais nada, curto. Mesmo que alguns autores insistam que determinadasnarrativas de longa duração sejam também contos por suas características estruturais, pode-seconsiderar que estes casos estão aí para confirmar a exceção da regra. Assim, o conto é curto. Eporque curto, conciso. Não há tempo para se espalhar em grandes detalhes, em sutilezas que destoamde seus tempos, de seu necessário ritmo de leitura. Um conto deve estar contido entre algumaspalavras (no caso de micro contos) até um máximo de cinco a seis mil palavras.Linhas DramáticasEnquanto que num romance pode haver várias linhas de desenvolvimento, como por exemplo,estórias secundárias acontecendo em volta da trama do protagonista, no caso do conto a trama éúnica. Não há a possibilidade da dispersão no desenvolvimento da estória, dado as características deconcisão do conto.TempoO conto não tem muito espaço para idas e vindas ao tempo. A utilização de recursos como oflashback é rara, permanecendo a narrativa quase sempre em uma única linha de encaminhamentotemporal.EspaçoDada a curta extensão do conto, os seus cenários – e sua descrição, portanto! – são restritos, podendoo autor os reduzir ao mínimo indispensável para a sua contextualização espacial. Esta pode até ser,em alguns casos, inexistente.Final enigmático
  27. 27. 27Alguns escritores contemporâneos escrevem a narrativa sem um final, ou até mesmo sem umdesenvolvimento flagrante. Seus contos são mais contemplativos, mais um estado d’alma, às vezessem nexo aparente. O mais comum, no entanto, é o conto com uma estrutura tradicional, com início,meio e fim. O final deve sempre ser uma surpresa, a resolução de um enigma, ou a inversão de umasituação que deveria seguir em direção oposta, ou que pareceria sem solução. O suspense deve sermantido até o último parágrafo, quando, depois de prender o leitor através de toda a sua leitura, oescritor lhe fornece a catarse – a risada, o susto, a surpresa.2 – Aspectos Textuais – Elementos de EnredoA narrativa ficcional reveste-se de elementos linguísticos próprios que são formasutilizadas para a construção dessa vertente de texto. São eles:1 – Narrado – É uma construção linguística! É a voz que explana os fatos. Narrador é diferente deautor. Existem tipos de narrador:1 – o Narrador-personagem participa da história (Expressão linguística – Verbos em primeirapessoa);2 – Narrador-observador expõem a história (Expressão linguística – Verbos em terceira pessoa);3 – O narrador-onisciente conhece tudo sobre os personagens e sobre o enredo, sabe o que passa noíntimo das personagens, conhece suas emoções e pensamentos.2 – Tempo – Momento que se passa os fatos, temporalidade marcada;3 – Espaço – Local onde se passa os fatos;4 – Personagens – Seres que participam de um forma ou de outra das ações;5 – Enredo – Esquema quinario: Equilíbrio – Quebra de Equilíbrio – Conflito – Clímax – Desfecho.ATIVIDADE DE PRODUÇÃO TEXTUALO Conto é um gênero discurso narrativo que se caracteriza pelo caráter ficcional eelementos específicos. Produza um Conto com a temática: Amar em encontros e desencontros,voltado para um público predominantemente feminino. Atente-se para as características do gênerotextual e os elementos da narração. Leve em consideração os textos da coletânea (Filmes: Curta-metragem).3 – Análise Linguística – Usos do Substantivo e ArtigoNa produção textual, os Substantivos são as palavras do léxico utilizadas para fazerreferência a seres existentes no plano material ou psicológico. Os substantivos são nomes de pessoas,lugares, objetos, condições psicológicas entre outros. Existem substantivos que são determinados enão determinados.1 – O Uso de determinantes (Substantivo próprio)Uso determinante - Artigo definido- Há determinados substantivos próprios (determinados) que se empregam sem artigo definido:Deus é testemunha.Deus te ouça.- Certas subclasses de nomes geográficos sempre se empregam com artigo. São, por exemplo, osnomes de regiões, oceanos, mares, rios, lagos.É necessário que se diga, porém, que o Nordeste nem sempre foi isso que hoje somos.No Morumbi, o São Paulo venceu o Botafogo.
  28. 28. 28- Há substantivos que sempre se usam com artigo como, por exemplo, os nomes de órgão daimpressa, obras de arte emarcas de produtos.A Folha de São Paulo noticiou os fatos.Entramos no Opala e voltamos para casa.2 - O uso de Modificadores1 – Uma oraçãoO Breno que eu conheci era ajustado.O Mauro que eu via agora.2 – EspecificadorGovernar não é fácil nem é cômodo no Brasil de hoje.3 – ModificadorÉ com um sentimento de especial amizade para com sua nobre pátria.A Alemanha atualmente está mais interessada em auxiliar a antiga Alemanha oriental.Atividade em Grupo de EstudoLeia o Conto abaixo.Um problema difícilPedro BandeiraEra um problema dos grandes. A turminha reuniu-se para discuti-lo e Xexéu voltoupara casa preocupado. Por mais que pensas se, não atinava com uma solução. Afinal, o que poderiaele fazer para resolver aquilo? Era apenas um menino! Xexéu decidiu falar com o pai e explicardireitinho o que estava acontecendo. O pai ouviu calado, muito sério, compreendendo a gravidade daquestão. Depois que o garoto saiu da sala, o pai pensou um longo tempo. Era mesmo precisoenfrentar o problema. Não estava em suas mãos, porém, resolver um caso tão difícil.Procurou o guarda do quarteirão, um sujeito muito amigo que já era conhecido de todos e costumavasempre dar uma paradinha para aceitar um cafezinho oferecido por algum dos moradores.O guarda ouviu com a maior das atenções. Correu depois para a delegacia e expôs ao delegado tudo oque estava acontecendo. O delegado balançou a cabeça, concordando. Sim, alguma coisa precisavaser feita, e logo! Na mesma hora, o delegado passou a mão no telefone e ligou para um vereador, quecostumava sensibilizar-se com os problemas da comunidade.Do outro lado da linha, o vereador ouviu sem interromper um só instante. Foi para aprefeitura e pediu uma audiência ao prefeito. Contou tudo, tintim por tintim. O prefeito ouviu todosos tintins e foi procurar um deputado estadual do mesmo partido para contar o que havia.O deputado estadual não era desses políticos que só se lembram dos problemas da comunidade nahora de pedir votos. Ligou para um deputado federal, pedindo uma providência urgente. O deputadofederal ligou para o governador do estado, que interrompeu uma conferência para ouvi-lo.O problema era mesmo grave, e o governador voou até Brasília para pedir umaaudiência ao ministro. O ministro ouviu tudinho e, como já tinha reunião marcada com o presidente,aproveitou e relatou-lhe o problema. O presidente compreendeu a gravidade da situação e convocouuma reunião ministerial. O assunto foi debatido e, depois de ouvir todos os argumentos, o presidentebaixou um decreto para resolver a questão de uma vez por todas.Aliviado, o ministro procurou o governador e contou-lhe a solução. O governadorentão ligou para o deputado federal, que ficou muito satisfeito. Falou com o deputado estadual, que,na mesma hora, contou tudo para o prefeito. O prefeito mandou chamar o vereador e mostrou-lhe que
  29. 29. 29a solução já tinha sido encontrada. O vereador foi até a delegacia e disse a providência ao delegado.O delegado, contente com aquilo, chamou o guarda e expôs a solução do problema. O guarda, namesma hora, voltou para a casa do pai do Xexéu e, depois de aceitar um café, relatou-lhe satisfeitoque o problema estava resolvido. O pai do Xexéu ficou alegríssimo e chamou o filho.Depois de ouvir tudo, o menino arregalou os olhos:- Aquele problema? Ora, papai, a gente já resolveu há muito tempo!Atividade1) O Conto lido anteriormente apresenta os elementos da narrativa-ficcional. Analise e aponte:a) Qual o tipo de narrador é colocado no texto? Qual funcionalidade do uso desse tipo narrador notexto?b) Aponte o momento que caracteriza o clímax do enredo do texto.2) Faça um quadro apontando os substantivos determinados e os substantivos não determinadospresentes no textoGênero textual RELATÓRIORELATÓRIO SOBRE VISITA PEDAGÓGICA À USINA SAPUCAIAIdentificaçãoRelatório n° ½Data: 30 de março de 2011Assunto: Visita à Usina Sapucaia.Relatores: Lucas Wagner de Azevedo Gomes e Mateus Pereira de AlmeidaApresentaçãoAtendendo à solicitação do professor de Operações Industriais do Curso de InstrumentaçãoIndustrial, fazemos, em seguida, relatório das atividades desenvolvidas durante visita técnica à UsinaSapucaia.ObjetivosObservar o processo de fabricação de açúcar em uma usina. Conhecer os equipamentos usados nesseprocesso.Programa (Roteiro)Saída da escola às 8 h e retorno às 17 h. Chegada à usina às 10 h, visita aos diversos setores doprocesso de fabricação de açúcar. Almoço às 12 h e lanche às 15 h.DesenvolvimentoDirigimo-nos à Usina e fomos recebidos pelo engenheiro responsável pela produção. Apóscolocarmos os capacetes de segurança, começamos a conhecer o processo de produção de açúcar –iniciado no corte de cana, seleção e lavagem. Em seguida, percorremos os setores de esteiras,moagem de cana, laboratórios de análise desacarose e os fornos onde o açúcar é produzido.Visitamos o setor de ensacagem de açúcar e o armazém. Encerrada a visita, retornamos à escola.ConclusãoFoi de muita importância a visita para nossa formação, pois pudemos verificar in loco as diversasetapas de fabricação do açúcar e também os variados equipamentos usados. Esperamos que outrasvisitas sejam realizadasCampos dos Goitacases, 30 de março de 2013Lucas W. A. GomesMateus P. de Almeida
  30. 30. 301 – Característica do Gênero textual RelatórioO QUE É?É um gênero textual escrito que narra ou descreve atos ou fatos referentes a umainstituição, empresa ou entidade, em que devem constar análise e apreciação de quem o produz.Existem relatórios que são produzidos em decorrência de normas legais, administrativas ouestatutárias e são apresentados dentro de prazos e modelos previamente estabelecidos.COMO FAZER?Utilizaremos como exemplo um Modelo-Síntese de Relatório Técnico Científico. Estemodelo de relatório é mais utilizado por empresas e entidades. Vamos conhecer um pouco sobre ele.Conceito: é o documento elaborado com a finalidade de avaliar o desempenho de um a empresa,entidade, instituição ou equipamentos. A sua elaboração é essencial para acompanhar e melhorar ofuncionamento destas organizações. É através do relatório que o dirigente ou gestor tomaconhecimento dos dados e informações relativos às diversas áreas da organização e de suas atuações.• A redação do relatório deve utilizar uma linguagem mais técnica referente à área de atuação daorganização, porém, sua linguagem deve ser clara e objetiva;• A apresentação das informações e dos dados é feita de forma descritiva, devendo-se fazer, também,uma análise dos fatos ocorridos;• Em sua elaboração é comum a utilização de tabelas e gráficos, que têm o objetivo de sintetizar osdados e informações, bem como, ilustrar fenômenos ocorridos.2 – Aspecto Textual – PersuasãoPersuadir (do lat. persuadere) é o mesmo que convencer, levar alguém a crer, a aceitarou decidir (fazer algo), sem que daí decorra, necessariamente, uma intenção de o iludir ou prejudicar,tão pouco a de desvalorizar a sua aptidão cognitiva e acional. Pelo contrário, o ato de persuadirpressupõe um destinatário que compreenda e saiba avaliar os respectivos argumentos, o que implicareconhecer o seu valor como pessoa, como centro das suas próprias decisões. Não subscreveríamos,por isso, a afirmação de Pedro Miguel Frade de que “o discurso persuasivo parte sempre, em primeiramão, de uma desqualificação mais ou menos assumida das capacidades e dos propósitos do outro”.Porque na “interação a dois” (a que este mesmo autor se refere), a persuasão não tem que significar adesqualificação do persuadido mas sim um confronto de opiniões, onde os argumentos ou razõesinvocadas tanto podem merecer acolhimento como serem liminarmente refutados. Como em tantasoutras situações comunicacionais, a manipulação sempre pode instalar-se nos discursos persuasivos.Condenar, porém, a persuasão em abstrato, seria um juízo a priori muito semelhante ao de admitiruma ilicitude sem ilícito.Produção TextualSuponha que você como técnico na área de informação seja mandado para a empresade fabricação de computadores com a responsabilidade de elaborar um Relatório Técnico Científicosobre o processo de produção dessas máquinas. Atende-se para as características do gênero Relatório.Mobilize a sequência narrativa, descritiva e argumentativa para conduzir seu superior para a adoçãoou não dessa máquina na empresa.3 – Análise Linguística – TemporalidadeO tempo em português, diz respeito à localização cronológica e certas flexões doverbo. Convém distinguir entre a palavra tempo, referente verbo, um conjunto de flexões, tempoverbal, uma subdivisão da morfologia do verbo, a uma forma gramatical de determinado verbo; e aexpressão referencial temporal, referente à realidade física ou psicológica que a língua correntechama de tempo, e em particular à localização dos eventos num certo espaço cronológico, tudo aquilo
  31. 31. 31que podemos descobrir respondendo à pergunta “quando?”. Para entender a diferença entre essasnoções, observe o exemplo.(1) A água ferve a 100 graus no nível do mar.O tempo desse enunciado é o presente e não decorre, porém, que sua referênciatemporal seja uma referência presente: quando o locutor enuncia (1) não pretende afirmar quenaquele mesmo instante, alguma porção de água está fervendo a 100 graus em alguma cidade praiana(Se essa fosse a intenção, ele diria A água está fervendo a 100 graus). O enunciado (1) é uma lei dafísica e as leis, embora sejam usualmente enunciadas no tempo presente, têm uma referênciatemporal indefinida; no caso aqui mostrado, estabelece uma relação hipotética entre o que acontececom a água, o termômetro e a pressão atmosférica, e essa relação vale de maneira geral. Nessaoportunidade, pretende-se explicitar o modo com os tempos contribuem para estabelecer umareferência temporal e buscar informações sobre a referência temporal em vários pontos da sentença,não apenas nos tempos do verbo.Categoria do tempoTempo no plano da linguagem: trata-se de morfemas, palavras e construções gramaticais - VERBOTempo no plano real: registro de fatos com determinadas relações cronológicas –CIRCUNSTÂNCIADORES TEMPORAISExemplosPedro completa trinta anos hoje. (presente encerrado)Pedro completa trinta anos no mês que vem. (Futuro encerrado)Em 1500, Cabral descobre o Brasil. (Presente – Passado Encerrado)O bebê dormiu (=adormeceu) pouco antes da meia noite. (Passado encerrado)O bebê dormiu (=esteve dormindo) da meia noite até o dia seguinte. (Passado contínuo)Três momentos estruturais na descrição do tempo1 – O momento de fala: situação de enunciado, o contexto (o agora) em que a fala está sendoproduzida;2 – O momento do evento ou do acontecimento: momento da realização do estado de coisa descritopelo verbo;3 – O momento de referência: momento que o locutor toma como referência para situar o estado decoisa.Atividade em Grupo de EstudoSITUAÇÃO-PROBLEMA - 1Jorge está participando de um processo seletivo para uma vaga de emprego numa grande empresanacional. Na penúltima etapa do processo, Jorge precisa escrever uma Carta de Apresentação. Leia aCarta abaixo:________________________________________________________________________________Goiânia, 24 de abril de 2012.À Comer Faz Bem LTDAPrezado senhor,Estou me candidatando à vaga de Auxiliar Administrativo existente em seu quadro depessoal, conforme anúncio publicado no dia 22 de abril de 2012, enviando em anexo meu currículo.Dentre minhas características profissionais destacam-se o perfeccionismo, dedicação, facilidade deinteração com o grupo, responsabilidade. Busco minha efetivação no mercado, para desenvolver deum trabalho objetivo e gerar bons resultados, propiciando o crescimento da empresa.
  32. 32. 32No aguardo de contato, coloco-me à disposição para prestar maiores esclarecimentos.Atenciosamente,Jorge Santana________________________________________________________________________________Qual a temporalidade mais recorrente Jorge utilizou no seu texto? Essa escolha foiacertada? Justifique a escolha da temporalidade presente nesse gênero textual.SITUAÇÃO-PROBLEMA 2A Reportagem que vocês lerão a seguir foi retirada da Revista Galileu de Julho de 2008 e trata dotrabalho. Discuta com seus colegas do grupo como cada um vê as condições de trabalho hoje.O futuro do trabalhoEsqueça os escritórios, os salários fixos e a aposentadoria. Em 2020, você trabalharáem casa, seu chefe terá menos de 30 anos e será uma mulher. Admita: você também não gosta detrabalhar. Passar o dia inteiro sob luzes fluorescentes, t mando café ruim, sentado em uma cadeiradesconfortável e usando um computador velho certamente não faz parte do sonho de infância deninguém. Admita. E não se sinta culpado. Nossos ancestrais - que nem conheciam as torturas de umescritório - também não eram muito chegados a essa história de trabalho.Para gregos e romanos, colocar a mão na massa era considerada tarefa das classesinferiores e escravos . Domenico de Masi, professor de Sociologia do Trabalho na Universidade LaSapienza de Roma e autor do livro O Ócio Criativo, que defende uma abordagem mais lúdica dotrabalho, apontou um ponto de convergência em todas as religiões: em nenhuma delas se trabalha noParaíso. "Tenha o Paraíso sido criado por Deus, tenha sido inventado pelos homens, se o trabalhofosse um valor positivo, no Paraíso se trabalharia", afirma. Ou seja, alguma coisa está errada, e não éde hoje.Felizmente, nunca houve tantas ferramentas disponíveis para mudar o modo comotrabalhamos e, consequentemente, como vivemos. E as transformações estão acontecendo. A crisedespedaçou companhias gigantes tidas até então como modelos de administração. Em vez de grandesconglo-merados, o futuro será povoado de empresas menores reunidas em torno de projetos emcomum. Os próximos anos também vão consolidar mudanças que vêm acontecendo há algum tempo:a busca pela qualidade de vida, a preocupação com o meio ambiente, e a vontade de nos realizarmoscomo pessoas também em nossos trabalhos. "Falamos tanto em desperdício de recursos naturais eenergia, mas e quanto ao desperdício de talentos?", diz o filósofo e ensaísta suíço Alain de Botton emseu novo livro The Pleasures and Sorrows of Works (Os prazeres e as dores do trabalho, aindainédito no Brasil). Para começar, esqueça essa história de emprego. Em dez anos, emprego será umapalavra caminhando para o desuso.O mundo estará mais veloz, interligado e com organizações diferentes das nossas.Novas tecnologias vão ampliar ainda mais a possibilidade de trabalhar a redor do globo, em qualquerhorário. Hierarquias flexíveis irão surgir para acompanhar o poder descentralizado das redes deprodução. Será a era do trabalho freelance, colaborativo e, de certa forma, inseguro. Também será otempo de mais conforto, cuidado com a natureza e criatividade.A globalização e os avanços tecnológicos (alguns deles já estão disponíveis hoje) vãotornar tudo isso possível. E uma nova geração que vai chegar ao comando das empresas, com umapresença feminina cada vez maior, vai colocar em xeque antigos dogmas. Para que as empresas vãopedir nossa presença física durante oito horas por dia se podem nos contatar por videoconferência aqual quer instante? Para que trabalhar com clientes ou fornecedores apenas do seu país se você podenegociar sem dificuldades com o mundo inteiro? Imagine as possibilidades e verá que o mercado de
  33. 33. 33trabalho vai ser bem diferente em 2020. O emprego vai acabar. Vamos ter que nos adaptar. Mas oque vai surgir no lugar dele é mais racional, moderno e, se tudo der certo, mais prazeroso.Perceberam que o texto apresenta predominantemente duas temporalidades marcadas no decorrerda sua composição? Justifique o uso dessas duas temporalidades nessa ReportagemGênero Textual CRÔNICACrônica do AmorArnaldo JaborNinguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e nãofumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia,por magnetismo, por conjunção estelar.Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são sóreferenciais.Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quandomenos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu,você deu flores que ela deixou a seco.Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natale ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do queLSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra noarmário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele nãotem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adoraanimais e escreve poemas. Por que você ama este cara?Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãosCoen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas ascurvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, temloucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura,por que está sem um amor?Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática:eu linda + você inteligente = dois apaixonados.Não funciona assim.
  34. 34. 34Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amortem de indefinível.Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, táassim, ó!Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira maiseficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.1 – Característica do gênero textual CrônicaA crônica é uma forma textual no estilo de narração que tem por base fatos queacontecem em nosso cotidiano. Por este motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com osacontecimentos e por muitas vezes se identifica com as ações tomadas pelas personagens.Você já deve ter lido algumas crônicas, pois estão presentes em jornais, revistas elivros. Além do mais, é uma leitura que nos envolve, uma vez que utiliza a primeira pessoa eaproxima o autor de quem lê. Como se estivessem em uma conversa informal, o cronista tende adialogar sobre fatos até mesmo íntimos com o leitor.O texto é curto e de linguagem simples, o que o torna ainda mais próximo de todo tipode leitor e de praticamente todas as faixas etárias. A sátira, a ironia, o uso da linguagem coloquialdemonstrada na fala das personagens, a exposição dos sentimentos e a reflexão sobre o que se passaestão presentes nas crônicas.Como exposto acima, há vários motivos que levam os leitores a gostar das crônicas, mas e se vocêfosse escrever uma, o que seria necessário? Vejamos de forma esquematizada as características dacrônica:• Narração curta;• Descreve fatos da vida cotidiana;• Pode ter caráter humorístico, crítico, satírico e/ou irônico;• Possui personagens comuns;• Segue um tempo cronológico determinado;• Uso da oralidade na escrita e do coloquialismo na fala das personagens;• Linguagem simples.Portanto, se você não gosta ou sente dificuldades de ler, a crônica é uma dicainteressante, pois possui todos os requisitos necessários para tornar a leitura um hábito agradável!Alguns cronistas (veteranos e mais recentes) são: Fernando Sabino, Rubem Braga,Luis Fernando Veríssimo, Carlos Heitor Cony, Carlos Drummond de Andrade, Fernando ErnestoBaggio, Lygia Fagundes Telles, Machado de Assis, Max Gehringer, Moacyr Scliar, Pedro Bial,Arnaldo Jabor, dentre outros.2 – Aspectos Textuais - ExposiçãoO texto expositivo apresenta informações sobre um objeto ou fato específico, suadescrição e a enumeração de suas características. Esse deve permitir que o leitor identifique,claramente, o tema central do texto.Um fato importante é a apresentação de bastante informação; caso se trate de algo novo esse se fazimprescindível.
  35. 35. 35Quando se trata de temas polêmicos, a apresentação de argumentos se faz necessária para que o autorinforme aos leitores sobre as possibilidades de análise do assunto.O texto expositivo deve ser abrangente e deve ser compreendido por diferentes tipos de pessoas.O texto expositivo pode apresentar recursos como a:- instrução, quando apresenta instruções a serem seguidas;- informação, quando apresenta informações sobre o que é apresentado e/ou discutido;- descrição, quando apresenta informações sobre as características do que está sendo apresentado;- definição, quando queremos deixar claro para o nosso leitor do que, exatamente, estamos falando;- enumeração, quando envolve a identificação e apresentação sequencial de informações referentesàquilo que estamos escrevendo;- comparação, quando o autor quer garantir que seu leitor irá compreender bem o que ele quer dizer;- o contraste, quando, ao analisar determinada questão, o autor do texto deseja mostrar que ela podeser observada por mais de um ângulo, ou que há posições contrárias.3 – Análise Linguística – Uso dos Pronomes PessoaisAs elucidações que se firmam mediante o assunto posto em discussão convidam-nos arefletir acerca de um importante aspecto, que se deve ao fato de os pronomes pessoais indicarem umadas três pessoas do discurso, tanto do singular quanto do plural, ou seja:EU/NÓS – A PESSOA QUE FALATU/VÓS – A PESSOA COM QUEM SE FALAELE/ELES – A PESSOA DE QUEM SE FALAQuanto à função que desempenham, podem se classificar como pronomes pessoais docaso reto, ora funcionando como sujeito da oração. Assim, vejamos:EUTUELE/ELANÓSVÓSELES/ELASEu gosto muito de você. (sujeito simples)Atuando como complemento verbal (objeto direto ou indireto, agente da passiva,complemento nominal, adjunto adverbial, adjunto adnominal), classificam-se em pronomes pessoaisdo caso oblíquo, subdividindo-se em átonos e tônicos. Constatemos, pois:Átonos: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes.Tônicos: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, si, consigo, nós, conosco, vós, convosco, eles, elas.Essas encomendas foram entregues a mim. (objeto direto)Gostaria de lhe agradecer pelo favor. (objeto indireto)Pronomes eu/tu – mim/ti
  36. 36. 36No que tange a tais pronomes, “eu” e “tu” desempenharão sempre a função sintática de sujeito, assimcomo nos exemplos:Eu aceito o pedido de desculpas. (sujeito)Já os pronomes “mim” e “ti” exercem a função sintática de complemento verbal ou nominal, agenteda passiva, adjunto adverbial e sujeito acusativo, como evidenciado abaixo:Não cabe a mim tomar essa decisão. (objeto indireto)Essa decisão foi favorável a ti. (complemento nominal)Pronomes se/si e consigoOs pronomes em questão somente se classificam como reflexivos ou recíprocos – razão pela qual sãoempregados na voz reflexiva e na voz reflexiva recíproca. São exemplos:Se você não se cuidar poderá ficar doente.São egoístas as pessoa que só pensam em si.Ela trouxe consigo lembranças de onde esteve.Com nós, com vós, conosco e convoscoPor mais que pareçam estranhas as formas “com nós” e “com vós”, elas podem ser perfeitamenteaplicáveis se à frente delas estiver indicando uma palavra que represente “somos nós” ou “quem soisvós”, assim como nos atestam os exemplos abaixo:Falaram com nós todos acerca das mudanças que iriam ocorrer.Desistiu de sair com nós dois por quê?De ele ou dele? Do ou de o?Chegou o momento de ele decidir se permanece ou não.O fato de o professor não ter explicado representa o descompromisso.Quanto às funções sintáticas desempenhadas pelos pronomes oblíquos átonos “me, te, se, o, a, lhe,nos, vos, os, as, lhes”, essas podem assim se evidenciar:* Objeto direto: Encontrei-o perambulando por aí. (encontrei quem? – ele)* Objeto indireto: Peço-lhe desculpas. (peço desculpas a quem? A ele/ela)* Adjunto adnominal: Na confusão roubaram-me os pertences. (os meus pertences)* Complemento nominal: Foi-lhe favorável a sentença. (favorável a ele/ela)* Sujeito acusativo: quando se manifestarem em um período composto formado pelos verbos“mandar, fazer, deixar, sentir, ouvir”, entre outros: Mande-me o relatório da empresa.Gênero Textual SEMINÁRIO1 – Característica do gênero textual SeminárioO que é um seminário?O seminário é um método de estudo. De acordo com alguns autores, o objetivo últimode um seminário é levar todos os participantes a uma reflexão aprofundada de determinado problema,a partir de textos e em equipe. Sendo assim, todos os participantes têm de ter contato com o texto
  37. 37. 37básico e saber substituir o colega encarregado de determinado tópico. Todos devem saber amensagem central do texto. (Se for literário ou não, leitura integral). Igualmente, todos devem estarpreparados para julgamento e crítica do texto, além de estar preparados para fazer perguntas sobre otexto para os ouvintes (instigando o raciocínio dos participantes).Roteiro de um seminário1. Deve-se apresentar material impresso com o tema desenvolvido. No caso de textos literários,resumo da biografia do autor, do texto em questão e da ideia central do texto. Deve haver um trechodo texto, escolhido pelo grupo como central, sobre o qual se deve fazer uma leitura em voz alta.2. Faça um roteiro do que será falado (incluindo os temas do texto). No caso de ser um texto literário:resumo sobre autor, estilo, obra e temática problematizada da obra em questão.3. Faça um roteiro de leitura (escrito), com síntese dos momentos lógicos essenciais do texto.4. Bibliografia: no caso da literatura, dicionários, obras clássicas de abordagem da história daliteratura, etc.Recursos audiovisuaisA linguagem predominante em um seminário é a verbal. Isso não significa que não sepossa fazer uso de outros recursos, como os audiovisuais, por exemplo. Retroprojetor, filmes, slides,cds e data show podem (e devem!) ser usados numa apresentação, desde que não substituam aexposição oral. Lembre-se de que tais recursos são apenas apoios.Postura do(s) apresentador(es)O apresentador deve falar em pé, com o esquema nas mãos, olhando para o públicocomo um todo, devendo permanecer sempre de frente para a plateia, mesmo quando usar a lousa, oretroprojetor ou o data show.A fala do apresentador deve ser modulada, ou seja, alta, clara, bem articulada e comentonação variada, para que a explicação não fique monótona.Se consultar o roteiro, o apresentador deve fazê-lo sem baixar excessivamente a cabeça, para que avoz não se volte para o chão, prejudicando, assim, a audiência.O apresentador deve se mostrar seguro do tema estudado. Além disso, estar atento ao tempo previstopara sua apresentação.A oralidadeEmbora a modalidade usada nos seminários seja, obviamente, a falada, recomenda-seque o apresentador evite certos usos da linguagem oral, tais como os marcadores conversacionaisné?, tá?, ahn..., pois, devido ao fato de o seminário ser uma atividade mais formal, tem-se apredominância da variedade padrão da língua, havendo, assim, certa proximidade com a escrita.Últimas considerações- Prepare tudo como se fosse assistir ao seu próprio seminário.- Prepare tudo como se os ouvintes fossem alunos que nada sabem sobre o conteúdo.- Não leia fichas apenas, mas apresente após decorar, treinar, ensaiar.- Ignore o professor e fale para a plateia.- Jamais apresente o seminário se não estiver a par de todos os tópicos, incluindo o vocabulário (nocaso da literatura, sobretudo o vocabulário do texto).- Dificuldades enfrentadas pelo grupo podem fazer parte das conclusões.Trabalho de Pesquisa e Apresentação de SeminárioTema: (a definir)

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