TEDxESPM - Enio Ohmaye

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Enio Ohmaye é CXO (Chief Experience Officer) da EF, responde pelo desenvolvimento e inovação de produtos na empresa.
Visionário técnico e cofundador do sistema de aprendizado on-line da EF, o Englishtown, Ohmaye é responsável por desenvolver e conduzir a inovação técnica por trás da plataforma de primeira linha do Englishtown.
Com experiência de mais de 20 anos em educação tecnológica, ele começou seu trabalho como cientista sênior na Apple Computer. Um projeto colaborativo entre a EF e a Apple iniciou a construção da EF EfekaTM System, que hoje carrega a plataforma on-line Englishtown.
Em 1994, cofundou a EF Englishtown e hoje atua como CXO mundial da empresa e CTO (Chief Technology Officer) da EF Labs.
Ohmaye experimentou pela primeira vez o poder de aprender uma nova língua aos 18 anos, quando saiu de sua terra natal, o Brasil, e mudou-se para Monticello (NY), trabalhando como garçom. Apesar de no início enfrentar dificuldades até com simples pedidos, ao retornar ao Brasil, seis meses depois, ele já tinha adquirido habilidade na língua inglesa, que o ajudou a ganhar um mestrado em Ciência da Computação pela George Washington University e um Ph.D em Inteligência e Educação Artificial pela Northwestern University.
É um profissional letrado em diversas línguas: fluente em português e inglês, e em conversação no espanhol, japonês e chinês. No seu tempo livre, gosta de viajar, tocar bateria, dançar, meditar e andar com sua motocicleta.

http://www.tedxespm.com.br/

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  • Sempre que a gente viaja, aprende uma língua nova, e entra em contato com uma cultura diferente, a gente embarca numa aventura que pode abrir a cabeça da gente, pode nos transformar. E apesar de que isso nao aconteça sempre, eu acho que existe a possibilidade de uma transformação significativa quando nos entendemos que a gente pode ESCOLHER COMO PROCESSAR essas aventuras. E e sobre isso que eu quero falar hoje, e eu vou usar uns exemplos de aventuras pessoais para ilustrar o que eu quero dizer.
  • Eu nasci aqui, na Vila Mariana, num ambiente completamente japonês. Comendo arroz e tomando chá verde. E eu achei que vida ia ser assim. Mas, quando eu estava mais ou menos com essa idade, o Juscelino Kubichek fundou brasilia e o meu pai resolveu ir para lá para tentar a vida. E ele, que era fotografo em sao Paulo, vendeu tudo o que tinha, e nos embarcamos numa aventura dessas.
  • Mas, infelizmente, a aventura seguinte foi uma espiral exatamente oposta. A ditadura militar fechou o congresso em 1968, brasiliense parou de gastar dinheiro, e o negocio do meu pai desbarrancou completamente. Assim, caiu a zero, e depois foi bem abaixo de zero. Voltamos para sao Paulo porque nao dava para encarar aquela caida em Brasília, em meu pai tentou comecar de novo em sao Paulo. Emprestou um pouco de dinheiro, deu de entrada num barzinho na Francisco morato, lá em Ferreira, e comecamos de novo. Só que aquela vida de servir cafezinho e cachaça para trabalhador de construção, bêbado, sem Educacao, entrando em briga, nao dava. A gente trabalhava 18 horas por dia, ele abria o bar e cobria das 6 da manha ate as 3 e eu voltava da escola e cobria ate a meia noite,. E ganhávamos praticamente nada. Ele nao agüentou, e em menos de um ano desistiu. Nem tentou vender, simplesmente largou. E eu ate que nao achei ruim por que aquela vida nao estava com nada! Aí, um amigo deu conselho que vender galinha dava dinheiro. Meu pai pegou dinheiro emprestado de parentes, e deu de entrada numa avícola no Bexiga, e fomos vender galinha. Eu consigo desossar um frango em menos de 2 minutes e meio. Mas, aquela vida de deixar um pouquinho de sangue de galinha na bandeja, para adicionar umas 50 gramas, para que no fim do mês dava um lucrinho extra de 200 reais, também nao era a ideia de sucesso dele. Para mim também, limpar sangue de galinha era um vexame. Se meus amigos de Brasília me vissem fazendo aquilo, putz que vergonha! Desistimos. E foi assim, cada negocio pior que o outro, numa espiral negativa sem fim. Eu ainda me lembro claramente, era setembro do meu ultimo ano do colegial. Apesar da dureza, meus pais sempre valorizavam a Educacao. E meu pai, com os olhos se enchendo de lagrimas, se sentindo um fracasso como pai, me disse: Enio, a gente nao tem dinheiro para pagar a sua escola. E como eu estava estudando numa escola onde Nao pagou, Nao entra, eu tive que parar de estudar antes de terminar o ginásio. O contraste entre a vida de príncipe em Brasília e aquele momento doía. Em Brasília eu tinha ortodontista, em sao Paulo eu tinha 32 caries e nao tinha dinheiro para pagar o tratamento. Mas, meu pai estava comecando a pensar em se matar para deixar dinheiro do seguro para a familia, e então tomamos umas medidas drásticas. Uns familiares tinham acabado de voltar dos estados unidos, onde tinham tido uma vida ótima, e nos começamos planejar ir para os EUA para lavar pratos e comecar de novo lá. Eu achei um emprego em digitação, e comecei a guardar dinheiro para dar de entrada numa passagem. Isso demorou um ano, mas consegui. Só que naquele período, meu pai achou que aquilo nao era para ele, que já estava com 60 anos de idade, e ele nao quiz ir. Ficaria em sao Paulo trabalhando com a minha mãe que estava fazendo roupas, com uma confecção em casa. Foi ali que as nossas aventuras tomaram rumos diferentes. Eu fui para os EUA e meu pai ficou, e ele continuou por muitos anos querendo o que nao tinha, e nao querendo o que tinha. Eu, na minha vida, mudei de cidades 16 vezes. Os EUA foi um fracasso, mas depois o ingles que tinha aprendido me ajudou muito no brasil, me dei bem de novo, e assim foi. E por muito tempo também continuei aqueles altos e baixos, ate que um dia parei.
  • If I did this… Actually, life was super interesting! Ok… but how do I do that when I am cleaning chicken blood!? (Thinking vs Experiencing)
  • Temporal perspective Somehow, the secret lies here…
  • Suffer more from thinking about it than from experiencing
  • Don’t waste an opportunity to change tracks.
  • This is my epiphany… Maybe Campbell’s is too hard Don’t need to be enlightened but if we Stop judging or judge differently Language, Culture gives us a chance to choose again. It forces us to change tracks China: Suffered more thinking about Chinese/Japanese than I ever experienced anything Knee and pepper
  • Maybe not Campbell’s… But every time we communicate with other cultures. Let go of identities This is WHY I do what I do What is my epiphany? Storyteller, not just the story My focus: Not on happiness but the courage to experience life Are you saying the experiencing is better than thinking? CXO: Be the Chief Officer of your Experiencing and Experience
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