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Ficha Técnica© 2008 de Alberto Adriano Maçorano CardosoCoordenação editorial: Ednei ProcópioComercial: Simone MateusTraduç...
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O livro dos espiritos allan kardec

  1. 1. PREFÁCIO I EXISTÊNCIA DE DEUSConta-se que um velho árabe analfabeto orava com tantofervor e carinho, todas as noites, que, certa vez, o rico chefede uma grande caravana chamou-o à sua presença eperguntou-lhe:- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe,quando nem ao menos sabes ler?O crente fiel respondeu:- Grande Senhor, conheço a existência do Nosso Pai Celestepelos sinais dele.- Como? - indagou o chefe, admirado. O servo humildeexplicou-se:- Quando o senhor recebe uma carta de uma pessoa ausente,como reconhece quem a escreveu?- Pela letra.- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informaquanto ao autor dela?- Pela marca do ourives.O empregado sorriu e acrescentou:- Quando ouve passos de animais ao redor da tenda, comosabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?
  2. 2. - Pelos rastos - respondeu o chefe, surpreendido.Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e,mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava cercada por multi-dões de estrelas, exclamou, respeitosamente:- Senhor! Aqueles sinais não podem ser dos homens.Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrime-jantes, ajoelhou-se na areia e começou a orar. Do livro PAI NOSSO Pelo espírito Meimei e psicografia de Chico Xavier II PRESENÇA DIVINAUm homem, ignorando ainda as leis de Deus, caminhava aolongo de um enorme pomar, acompanhado por uma criançade seis anos.Eram Antoninho e seu tio, em passeio na vizinhança da casaem que residiam.Contemplavam, com água na boca, as laranjas maduras erespiravam, a bom respirar, o ar leve e puro da manhã.A certa altura da estrada, o velho colocou uma sacola sobre arelva verde e macia e começou a enchê-la com os frutos quese encontravam em grandes caixas abertas, ao mesmo tempo
  3. 3. que lançava olhares medrosos, em todas as direções.Preocupado com o que via, Antoninho dirigiu-se ao compan-heiro e indagou:- Que fazes, titio?Colocando o indicador da mão direita nos lábios entreaber-tos, o velho respondeu:- Psiu!. .. psiu!. ..Em seguida, acrescentou em voz baixa: - Aproveitemosagora, enquanto ninguém nos vê, para apanharmos algumaslaranjas.O menino, contudo, muito admirado, apontou com um dospeque¬nos dedos para o céu e exclamou:- Mas o senhor não sabe que Deus está vendo?Muito espantado, o velho empalideceu e voltou a recolocaros frutos na caixa, de onde os retirara, murmurando:- Obrigado, meu Deus, por despertares a minha consciência,pelos lábios de uma criança.E, desde esse momento, o tio de Antoninho passou a ser outrohomem. Do livro PAI NOSSO Pelo espírito Meimei e psicografia de Chico Xavier IIIExemplos muito simples, mas transbordando de sabedoria eprofundo sig-nificado, cuja autenticidade poderá ser reco-
  4. 4. nhecida através de uma leitura criteriosa e desprovida dequaisquer preconceitos, no decorrer desta obra.Finalmente, Kardec coloca à nossa disposição os fundamen-tos existenciais do homem, respondendo às ancestraisperguntas que jamais soubera responder:De onde viemos, por que viemos e para onde iremos.Por motivos de ordem particular, chegamos ao Espiritismo,através da dor e do sofrimento. Ficamos extasiados em teracesso ao esclarecimento maior, que atribui uma finalidadeobjetiva e concreta ao nosso existir.Como preito de gratidão resolvemos elaborar uma novatradução, homenageando o grande obreiro dessa dádiva, pelapassagem dos cento e cinquenta anos da outorga dessepatrimônio universal. (18/04/2007)Nesse sentido, a nossa tradução apresenta-se da seguintemaneira:As perguntas numeradas seqüencialmente, em negrito, foramelaboradas e feitas por Allan Kardec aos espíritos superiores.As respostas foram dadas pelos espíritos encarregados dessatarefa. Os textos em itálico são da autoria de Allan Kardec.Os destaques em itálico, negrito ou os dois em simultâneo, aolongo de toda a obra, são da nossa autoria, por julgarmos oseu conteúdo de relevante significado.Que esta obra possa contribuir decisivamente para o desper-tar de todos aqueles que, de uma ou de outra maneira, encon-trem no Espiritismo, o sentido tranquilizador da sua existên-cia, sobretudo, quanto à libertação do medo da morte, incul-
  5. 5. cando no íntimo de cada um, a plena consciência de que, sóatravés do respeito pela dignidade alheia, poderemos ajudar aestancar a onda de barbárie e arbitrariedades que o homemvem cometendo desde todas as épocas e, quase sempre,leviana e arrogantemente em nome de Deus ...Que ela possa ser respeitada também, pelos que ainda não seencora-jaram a dar o passo decisivo de mudança e aceitação.Enfim! Sejamos dignos, fraternos e tolerantes. Ribeirão Preto, 9 de março de 2008 Alberto Cardoso
  6. 6. SÍNTESE BIOGRÁFICA DE ALLAN KARDECAllan Kardec nasceu em Lyon (França), a 3 de outubro de1804 e foi registrado sob o nome de Hippolyte Leon DenizardRivail. Foram seus pais o juiz Jean Baptiste Antoine Rivail eJeanne Duhamel.Ainda que filho e neto de advogados, pertencente a umaantiga família que se distinguiu na magistratura e no foro, deforma alguma seguiu essa carreira, dedicando-se desde cedoao estudo das ciências e da filosofia. Freqüentou a célebreescola de Pestallozzi em Yverdun, na Suíça, o que marcouprofundamente sua vida futura. Tornou-se um respeitáveleducador e grande entusiasta do ensino, várias vezes convi-dado por Pestallozzi para assumir a direção da escola, na suaausência. Durante 30 anos (1824-1854), dedicou-se inteira-mente ao ensino no seu país, sendo autor de várias obrasdidáticas de grande contributo para o progresso da educação.Foi um dos maiores pedagogos do seu tempo, além de grandelingüista, traduzindo obras inglesas e alemãs. Organizoutambém, na sua própria casa, cursos gratuitos de Química,Física, Astronomia e Anatomia Comparada.Em 1855, o professor Rivail depara-se pela primeira vez como "fenômeno" das mesas que giravam, saltavam e corriam, emcondições tais, que não deixavam lugar para quaisquerdúvidas. Convidado por alguns amigos, pela sua reputação,para o estudo e averiguação desses "fenômenos", recusa-se
  7. 7. inicialmente, não acreditando na sua autenticidade. Porém,perante nova insistência, resolve-se então pela observação epesquisa dos mesmos e, graças ao seu espírito de investiga-ção, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoriainfundada, persistindo na descoberta das causas. Através dométodo experimental, com o qual já estava familiarizado nafunção de educador, constata os efeitos, remonta às causas eacaba reconhecendo a autenticidade desses "fenômenos".Convenceu-se da existência dos espíritos e da sua comunica-ção com os homens. A partir daí, grande transformação sedesencadearia na vida do professor Rivail. Convicto da suacondição de espírito encarnado, adota um nome já usado emexistência anterior, no tempo dos druidas: nascia assim AllanKardec.De 1855 a 1869, consagrou a sua existência ao estudo doEspiritismo, sob a assistência dos espíritos superiores e, tendocomo principal mentor o Espírito da Verdade, estabe-lece osprincípios da Codificação Espírita.Nascia assim o Espiritismo, através da primeira publicaçãosobre este assunto, a 18 de abril de 1857, de "O Livro dosEspíritos". Iniciava-se, assim, uma nova e importante páginada história existencial do homem. Com efeito, este livroconstituirá, para sempre, um marco histórico, no desenrolarda evolução cultural e espiritual da humanidade. Outras obrasimportantes se lhe seguiriam, tais como: O Livro dos Médiuns(J 861), O Evangelho Segundo o Espiritismo(J 864), O Céu eo Inferno (I865), A Gênese (J 868) e Obras Póstumas (J 890),(publicado após a sua morte com base em apontamentos
  8. 8. diversos de sua autoria). Acrescente-se também a essas obrasa Revista Espírita, de estudos psicológicos, lançada no diaIode janeiro de 1858, sob a sua direçâo até o seu desencarne.Foi também da sua iniciativa a fundação da SociedadeParisiense de Estudos Espíritas, no dia Iode abril de 1858,primeira instituição regularmente concebida com o objetivode promover pesquisas que favorecessem o estudo do Espirit-ismo.Com a máxima: " ... fora da caridade não há salvação",procura ressaltar a igualdade entre os homens perante Deus, atolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.É da sua autoria outro grande princípio: " ... fé inabalável éaquela que pode encarar a razão, face a face, em todas asépocas da humanidade". Esclarece Allan Kardec: a fé racio-nal que se apóia nos fatos e na lógica não deixa quaisquerdúvidas: "acreditamos quando temos a certeza e só temos acerteza quando compreendemos".Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebreastrônomo espírita Camille Flammarion, Allan Kardec partiupara a pátria espiritual aos 65 anos, em 31 de março de 1869,legando à humanidade um patrimônio de eterno reconheci-mento: a revelação da razão existencial do homem, que emvão tentara descortinar desde os primórdios da civilização.No seu túmulo, no cemitério Pêre Lachaise, em Paris, umainscrição sintetiza a concepção evolucionista do Espiritismo:“... nascer, morrer, renascer e progredir sempre, tal é a lei”. Alberto Cardoso
  9. 9. Ficha Técnica© 2008 de Alberto Adriano Maçorano CardosoCoordenação editorial: Ednei ProcópioComercial: Simone MateusTradução: Alberto Adriano Maçorano CardosoEditoração eletr6nica e capa: Giz EditorialImpressão: Vida & Consciência Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)Kardec, Allan, 1804-1869.O livro dos espíritos / Allan Kardec ; traduzido e adaptado porAlberto Adriano Maçorano Cardoso.São Paulo: Giz EditoriaL, 2008.Título original: Le livre des esprits.ISBN 978-85-7855-005-9I. Espiritismo 2. Espiritismo - FiLosofia I. Cardoso, AlbertoAdriano Maçorano. II. Título.08-07125 CDD-133.901 Índices para catálogo sistemático: 1. Doutrina espírita 133.901 2.Espiritismo: Filosofia 133.901 3. Filosofia espirita 133.901

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