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4. Conclusão    Independentemente do desfecho político e policial do caos no Rio de Janeiro, acobertura do evento verifica...
5. BibliografiaTAPSCOTT, Don. A Hora da Geração Digital. Editora Nova Fronteira, 2010.   6. Portais de notíciashttp://g1.g...
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Trabalho acadêmico da uerj

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  1. 1. Pedro Henriques 2009.1.02936.11 Teoria da Comunicação II Prof. Hugo Lovisolo“O caos no Rio, pelas redes sociais”
  2. 2. O caos no Rio, pelas redes sociais “Os consumidores da Geração Internet estão dando mais um passo e se tornando produtores, criando produtos e serviços juntamente com as empresas.” (Tapscott, p.111) 1. Introdução Os cariocas ficaram imersos em criminalidade e conectividade entre os dias 21 e28 de novembro de 2010. Ou melhor, não apenas os cariocas, mas também aquelesde outras localidades (estados e países) que acompanharam de forma significativa oocorrido no Rio de Janeiro. A ideia inicial desse trabalho surgiu a partir do momento emque foi percebido que a listagem de Trending Topics (10 tópicos mais comentados) darede social Twitter no Brasil tinha os 10 termos relacionados ao caos no Rio. Portanto, oobjetivo deste trabalho é explorar essa relação entre o uso da internet e suas ferramentascom os confrontos entre a polícia e facções criminosas no período destacado. Paraisso, o material de análise selecionado foram perfis do Twitter, como @caosrj,@vozdacomunidade e @CasodePolicia, que se fizeram presentes como agregadores denotícias, sobre tiroteios, carros queimados, operações policiais, etc. Independentementedo foco, o trabalho também vai buscar fazer um panorama completo da presença doassunto nessa rede e na recém-popularizada no país Facebook, partindo do princípio queambas foram pensadas e movimentadas para definir o que #everdade e o que #eboato. 2. As redes Para entender o fenômeno do uso das redes sociais, é preciso em primeiro lugarentender o que elas são e proporcionam. A mais utilizada durante o caos no Rio deJaneiro foi amplamente o Twitter, que proporciona uma experiência de envio e troca,apenas entre pessoas que se considerem relevantes mutuamente, de mensagens diretase reduzidas a no máximo 140 caracteres. Essa proposta condiz perfeitamente com asociedade de informação que está instalada nas grandes metrópoles desde os últimosanos, onde o público busca informações rápidas, fragmentadas e preferencialmenteconfiáveis. Importante nessa análise é reconhecer a imensidão de mensagens enviadas
  3. 3. na língua portuguesa pelos usuários do serviço: das 50 milhões de mensagens mundiaisenviadas todos os dias, 4.5 milhões usam a língua portuguesa. Esse número se tornaainda mais expressivo quando analisado de forma percentual, sendo referente à 9%,se instalando na terceira colocação no ranking dos idiomas mais usados, ficando atrásdo inglês, que corresponde a metade das micromensagens diárias, e do japonês, que éusado em 14% dos textos. Já o Facebook é uma rede que utiliza diretamente o conceito de perfil pessoal,de forma que ocorram “demonstrações públicas de identidade” (Tapscott, p.72).Diferentemente do Twitter, o Facebook não faz uso direto do serviço de envio demensagens a toda a lista de contatos, embora também conte com a ferramenta. Ofoco dessa rede social, amplamente comum nos Estados Unidos e que ainda caminhaa passos curtos no Brasil, é a troca de mensagens diretas entre seus usuários, semgeneralização de público receptor. “E por serem as redes sociais dirigidas por jovens, são eles que estão impulsionando o renascimento de novos modelos de colaboração que sacodem as janelas e abalam as paredes de todas as instituições.” (Tapscott, p.74) 3. O caos e as redes Como dito no epílogo e na citação logo acima, os jovens se organizam e produzematravés de ferramentas criadas por eles e para eles. E nestes termos, a cobertura docaos que tomou conta do Rio de Janeiro se demonstrou diretamente interligada com asteorias da publicação A Hora da Geração Digital. E mais do que isso, não foram apenasjovens que se organizaram, eles obrigaram até a grande mídia e o governo (em dadosmomentos, secretários governamentais e representantes das forças policiais davamdeclarações ao vivo pela internet para tranquilizar a população) a lançar mão dessasferramentas para garantir a não perda de credibilidade e audiência. Por exemplo, o canal por assinatura GloboNews se viu obrigado a disponibilizar
  4. 4. por streaming gratuito diretamente do site Globo.com sua programação na íntegra,já que por motivos comerciais o braço popular da emissora precisou manter a gradenormal, com novelas. Já a redação do jornal Extra, em sua editoria “Casos dePolícia e Segurança” teve durante a maior parte da cobertura dos eventos no Rio,funcionários, em sua maioria jovens, que serviram como “âncoras” do constantenoticiário implementado durante o conflito. Para divulgar essa apuração e checagemde denúncias que chegavam a todo momento, fizeram uso da ferramenta TwitCam, quetransmite ao vivo por streaming o vídeo do usuário que realiza a transmissão, no caso,o perfil do Twitter @CasodePolicia. E deve ser destacada também a situação curiosapresenciada pelos espectadores em determinado momento de uma das transmissões:o “apresentador” do boletim retira os fones de ouvido e o microfone, e em off conversacom colegas do trabalho, deliberadamente explicando o que está fazendo, e por sinal,os que o questionavam realmente não entendiam o funcionamento da ferramenta, o queleva a conclusão de que poderiam ser mais velhos e portanto, provavelmente, superioreshierarquicamente a ele. Nesse cenário, percebe-se claramente que um grande veículode comunicação, jornal Extra, já percebeu a importância de estar em contato diretocom o leitor, espectador, internauta, jovem, e portanto, conforme descreve o autor, teveque se reinventar como veículo transmissor de novidades, para um híbrido que recebiainformações daqueles que antes eram consumidores, e precisava apenas validar ou não orelatado. Mas se o perfil @CasodePolicia era um braço de uma empresa de comunicaçãofuncionando como agregador de notícias, indivíduos independentes decidiramtomar a mesma iniciativa. Foi o caso do periódico mensal Voz da Comunidade, queé um jornal comunitário do conjunto de favelas do Alemão, que possuía o perfil@vozdacomunidade, sendo seguido por menos 200 pessoas. Dada a iniciativa, onúmero de pessoas que se interessaram pelo trabalho do jovem de 17 anos, queposteriormente viria a ser ajudado por outros dois de 11 e 13 anos de idade, saltou paracerca de 28 mil (número do dia 30 de novembro de 2010). Segundo órgãos da imprensa,eles foram de verdade a ‘voz da comunidade’, a partir do momento que representavammoradores da região e ao mesmo tempo disseminadores de informação. E isso nãoapenas para o público do Rio de Janeiro em geral, mas também para empresas decomunicação internacionais que monitoravam as postagens do grupo para se manterematualizados, já que o @vozdacomunidade adquiriu credibilidade suficiente na internet
  5. 5. ao longo de seu trabalho. Mas talvez o verdadeiro modelo de agregador de notícias independente que se fezpresente de forma expressiva durante o conflito no Rio de Janeiro foi o @caosrj. Ogerenciador da conta organizou perfil no Twitter e no Facebook, de forma que atingisseum número cada vez maior de público ou até otimizasse a prestação de serviço àquelesque já recorriam a ele. O @caosrj é administrado pelo estudante de comunicaçãosocial Pablo Tavares, morador de Niterói, sendo isso o que o difere dos outros doisperfis já citados aqui: ele não morava no município do Rio ou sequer próximo doepicentro do conflito. Portanto, todo o trabalho de apuração foi feito a partir do relatoe da participação de outros usuários das redes sociais, o que exemplifica e demonstrauma colaboração coletiva espontânea, onde todos os usuários, ativos ou passivos,ganharam. Segundo Pablo “as fontes de informações eram os próprios usuários” (talparadigma levanta também um outro confronto com o modelo tradicional de mídia:nas redes sociais, a revelação da fonte da informação é quase uma convenção social), oque se faz necessário, a partir do momento em que “a Geração Internet sabe ser céticasempre que está online” (Tapscott, p. 99), ou seja, os usuários sabiam ser céticos comas informações que eles próprios postavam e disseminavam. Isso, portanto, evitava asensação de insegurança popular e o pânico desnecessário. Importante destacar também é a aceitação dos grandes veículos de comunicação aosserviços prestados pelos perfis @vozdacomunidade e @caosrj. Segundo Pablo, “namaioria das vezes, as grandes empresas destacaram positivamente o serviço, comoEstadão, Veja, Uol e o jornalista e apresentador Marcelo Tas”. Este último, umapersonalidade que goza de tal credibilidade na internet e entre o público jovem, que foide suma importância para o crescimento desses perfis no Twitter, a partir do momentoque ao elogiá-los, transfere sua credibilidade para eles. Outro ponto interessante a serabordado é a colaboração direta entre os perfis aqui citados. Por diversos momentoseles “retwittaram” informações veiculadas por aqueles que deveriam ser “concorrentes”,se fosse pensado de forma conservadora. Pelo contrário. Na internet, o que conta é acolaboração, e todos esses perfis demonstraram isso, principalmente, dada a situação emque o Rio de Janeiro se encontrava.
  6. 6. 4. Conclusão Independentemente do desfecho político e policial do caos no Rio de Janeiro, acobertura do evento verificada na internet deve ficar como um modelo a ser seguido.Não por ser inovador e interativo, mas por proporcionar uma participação direta e ativado público na produção do conteúdo que deve ser consumido por esse mesmo público.Em suma, as atividades promovidas pelos perfis são exemplos plenos e quase perfeitosdas práticas descritas por Don Tapscott na obra A Hora da Geração Digital, e talvezpara a sorte da camada consumidora, eles devem ditar a moda daqui para a frente emtermos de jornalismo no Brasil.
  7. 7. 5. BibliografiaTAPSCOTT, Don. A Hora da Geração Digital. Editora Nova Fronteira, 2010. 6. Portais de notíciashttp://g1.globo.comhttp://extra.globo.comhttp://veja.abril.com.brhttp://odia.terra.com.br 7. EntrevistasPablo Tavares. @caosrj (http://www.twitter.com/caosrj). Facebook: Caos Rj (http://www.facebook.com/profile.php?id=100001920440849)

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