Alfabetização audiovisual

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Alfabetização audiovisual

  1. 1. MMóódduulloo 11 MMuunnddoo IInntteerrccoonneeccttaaddoo PPoorr uummaa aallffaabbeettiizzaaççããoo AAuuddiioovviissuuaall
  2. 2. • Neste módulo, em consonância com a perspectiva da interconexão e tendo em vista sua relação com as mídias, bem como, claro, a pedagogia voltada para uma cultura de paz, a proposta é de uma sensibilização para as possibilidades da cultura audiovisual no processo educacional.
  3. 3. • Para a construção desta perspectiva, partir-se-á, basicamente, do texto “A experiência audiovisual nos espaços educativos: possíveis interseções entre educação e comunicação”, da professora Eloiza Gurgel Pires da Universidade de Brasília. O texto está disponível no link a seguir: http://www.scielo.br/pdf/ep/v36n1/a06v36n
  4. 4. • Para ilustrar esta análise, propõe-se um resgate sobre o nascimento do cinema e alguns vídeos sobre este gênero do audiovisual. • Esperamos que seja um instrumento para uma reflexão sobre as possibilidades estéticas e de conteúdo para a aprendizagem.
  5. 5. • Nosso sistema escolar construiu, durante um longo tempo, processos interacionais essencialmente baseados no relacionamento face a face e na palavra escrita.
  6. 6. No entanto, o século XX ampliou, com as novas tecnologias, o leque de possibilidades de novas integrações direcionadas para diferentes objetivos e processos sociais...
  7. 7. ...o que não poderia deixar de incidir sobre a educação.
  8. 8. Em uma sociedade mediatizada, deparamo-nos não apenas com diferentes “saberes”, mas com múltiplas formas de mediação e difusão desses saberes. Consequentemente, são modificados os modos de aprender relativos a eles.
  9. 9. Vale ressaltar que, no atual momento civilizatório, a tecnologia não agrega somente novos artefatos e novos modos de fazer, introduz também outra dinâmica, em que o tempo e o espaço são reelaborados, produzindo novas formas de relacionamento entre as pessoas.
  10. 10. • Estas pessoas continuam buscando um sentido para sua existência que, para Bakhtin (2003), é encontrado nas relações estabelecidas por intermédio da linguagem, portanto, na comunicação. Todavia, na relação entre educação e comunicação, é muito comum reduzir o campo da comunicação à sua dimensão instrumental ou ao uso dos meios...
  11. 11. ...deixando escapar algo que seria estratégico: a inserção da educação nos complexos processos comunicacionais da sociedade atual, considerando um sistema difuso de informações, a interseção de linguagens e o descentramento de saberes em relação aos centros da escola e livros que organizam nosso sistema educativo.
  12. 12. • Para Martin-Barbero (2000), a difusão de conhecimento é uma das questões mais importantes que a comunicação propõe hoje para a educação. Para o autor, no nosso sistema escolar, não só existe o preconceito com relação à oralidade cultural, como também com relação à cultura audiovisual...
  13. 13. Essa é uma atitude defensiva diante do desafio de reconhecer um novo ecossistema comunicativo, no qual emerge outra cultura, com novos modos de ler, ver, pensar e aprender.
  14. 14. • Por outro lado, ao relacionar os campos da educação e da comunicação, observamos que o educacional se coloca, inevitavelmente, como uma questão central para as novas interações da comunicação social. Portanto, a cada invenção tecnológica, a sociedade atribui aos processos comunicacionais surgidos dos novos meios uma expectativa educacional, podendo-se afirmar que os dois campos se invadem, estão entrelaçados.
  15. 15. José Luiz Braga e Regina Calazans (2001) afirmam que “[...] as preocupações comunicacionais da Educação, e as preocupações sobre aprendizagem na Comunicação, parecem de algum modo penetrar os dois campos originais na sua totalidade e fornecer-lhes novos ângulos e questões para observação. (p. 56)”
  16. 16. A dimensão social do conhecimento ocorre na interação do sujeito com os objetos e com outros sujeitos, no confronto, na troca de concepções, de ideias, de teorias, de sentimentos e de desejos. Essa interação social, geradora de cultura (conhecimento), torna-se possível por intermédio da linguagem: “A cultura, que é característica da sociedade humana, é organizada/organizadora via o veículo cognitivo que é a linguagem” (Morin, 1992, p. 17).
  17. 17. O homem cria a si próprio e o mundo em que vive, tornando-se sujeito na linguagem. Ocupa um lugar determinado no espaço e revela o seu modo de ver o outro e o mundo físico que o envolve. Assim, a palavra (pensamento) e o olhar (imaginário) constituem o sentido que conferimos à experiência de estar no mundo.
  18. 18. • Uma destas linguagens é a do audiovisual, que é diferente do sentido que se dá à linguagem verbal. A gramática do vídeo, por exemplo, assim como seu processo de articulação de sentido, difere-se, pois opera com códigos do cinema, do teatro, da literatura, do rádio e, também, da computação gráfica.
  19. 19. Nos dias atuais, o modo como nos apropriamos das imagens técnicas pode redefinir os modos de ser e de ser visto, a nossa própria maneira de entender e lidar com os meios ou reinventá-los.
  20. 20. • O sujeito contemporâneo tornou-se expectador e produtor de suas próprias mensagens.
  21. 21. A produção midiática nos espaços escolares nos remete à dimensão emotiva, ao imaginário e às mitologias da nossa época, introduzindo elementos perturbadores às disciplinas clássicas. É preciso considerar que essa “turbulência” poderá gerar uma renovação.
  22. 22. Para o educador e pesquisador Buckingham (2005), a mídia não é uma janela por onde podemos ver os acontecimentos do mundo...
  23. 23. • ...mas um espaço que fornece canais por meio dos quais representações e imagens do mundo são comunicadas indiretamente...
  24. 24. O autor considera como “mídia” todos os modernos meios de comunicação – televisão, cinema, vídeo, fotografia, rádio, publicidade, jornal e revistas, CDs, jogos de computador e Internet, incluindo também o livro, por tratar-se de uma “mídia” que nos dá uma versão ou representação do mundo.
  25. 25. Assim como Gonnet (2004), tendo em vista uma combinação dos textos da mídia de diversas linguagens ou formas de comunicação – imagens visuais (paradas ou em movimento), áudio (som, música ou fala) e a linguagem escrita –, Buckingham (2005) concebe uma ideia de alfabetização midiática...
  26. 26. ...que envolve, necessariamente, a leitura e a escrita da mídia, desenvolvendo a compreensão crítica e a participação ativa dos jovens que, além de fazerem seus próprios julgamentos como consumidores da mídia,...
  27. 27. deverão explorar a linguagem midiática em suas próprias produções.
  28. 28. Numa aventura com câmera e vídeo, os alunos descobrem a necessidade de elaborar roteiros, redigir um fio condutor, escolher lugares para a filmagem, assim como as funções necessárias à produção da obra (filmagem, montagem, sincronização).
  29. 29. • Se pensarmos que o homem sempre se comunicou a partir da imagem, e que foi assim que ele começou a se compreender e entender o mundo a sua volta, a perspectiva audiovisual não parece estar colada à tecnologia, e sim à necessidade do homem de contar histórias...
  30. 30. IImmaaggeennss rruuppeessttrreess
  31. 31. OO iinníícciioo…… • A imagem é o mais antigo meio de registro de feitos humanos; • Pinturas nas cavernas retratando caçadas, entalhes em pedra e madeira registrando a vitória de uns e a derrota de outros;
  32. 32. RReevvoolluuççããoo IInndduussttrriiaall • Invenções, grandes aglomerados, máquinas; • A substituição da ferramenta por máquinas; • O trabalho artesanal pela indústria; • A esperança de que a tecnologia livrasse o homem do trabalho duro.
  33. 33. Thomas Edison (americano): Inventou o fonógrafo (1877), a lâmpada elétrica incandescente (1879) e o cinetógrafo.
  34. 34. CCiinneemmaattóóggrraaffoo –– IIrrmmããooss LLuummiiéérree –– 11889955 • Considerados os pais do cinema, possibilitaram a projeção para grandes plateias.
  35. 35. PPrreeccuurrssoorreess –– IIrrmmããooss LLuummiiéérree
  36. 36. • “A chegada do trem na estação” é considerado o primeiro filme da história. Tem um plano único. Dura pouco mais de um minuto. Entretanto, foi suficiente para causar impacto na população. Veja o filme a seguir.
  37. 37. • Outro filme da mesma época é “Saída da Fábrica”. • Alguns ficaram apavorados, pois tinham a sensação de que seriam atropelados pela multidão...
  38. 38. RReeaall eemm MMoovviimmeennttoo Depoimento de uma pessoa da época impressionada com o que havia visto: “Fotografa os seres não apenas na forma, mas nos seus gestos, movimentos;nas suas ações”. Outra: “Vemos os rostos das pessoas, suas expressões, atitudes, o burburinho da vida moderna”, disse outra.
  39. 39. • Experimente conhecer um pouco mais sobre a história do cinema. O Youtube traz vários vídeos educativos como este a seguir.
  40. 40. • A outra dica é conhecer um pouco mais sobre o conceito de audiovisual, também em vídeo. O Canal Futura fez uma série muito interessante chamada “No estranho planeta dos seres audiovisuais”, que nos dá um bom panorama sobre este campo, desmistificando a ideia de que, para gostar desta área, é preciso entender de tecnologia. Veja o vídeo a seguir.
  41. 41. Como atividade de encerramento do módulo 1, Mundo Interconectado, gostaríamos de solicitar a elaboração de uma proposta de aula a partir dos materiais didáticos disponibilizados. Fique à vontade para pensar no formato, mas seria interessante que você pudesse falar sobre a possibilidade de criação de um vídeo produzido em conjunto com os alunos ou a partir das atividades deles. Uma saída de campo, um debate na sala de aula, uma entrevista, o que vocês acharem melhor. O interessante é que o vídeo sirva não apenas para explicar algo, e sim , que p ossa ser vir como possibilidade de criação de uma mídia, conforme aborda o PPT. Mas não se preocupe em concretizar o vídeo agora. Seria apenas uma proposta.
  42. 42. Créditos Curso de Aperfeiçoamento Escolas da Paz - FORPROF (UFRGS/MEC) Módulo Mundo Interconectado Professora pesquisadora: Ms. Luciana Kraemer Equipe de produção: Michele Castro, Rosa Rigo e Tatiana Teixeira Revisão: Ana Paula Alencastro

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