Seminario Desiree

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Seminario Desiree

  1. 1. Pensamento e linguagem Lev Semenovich Vygotsky Seminário de Leituras Orientadas em Lingüística Aplicada Coordenadora: Profa. Dra. Désirée Motta-Roth Assistente: Profa. Ms. Luciane Ticks PPGL/UFSM
  2. 2. Vida e Obra <ul><li>1896-1934 </li></ul><ul><li>Temáticas diversas </li></ul><ul><ul><li>Literatura </li></ul></ul><ul><ul><li>Arte </li></ul></ul><ul><ul><li>Psicologia </li></ul></ul><ul><ul><li>Educação </li></ul></ul><ul><ul><li>Educação especial </li></ul></ul>
  3. 3. Contexto histórico <ul><li>1923 – G. I. Chelpanov, Instituto de Psicologia de Moscou: 1º Congresso Soviético de Neuropsicologia, Crítico das teorias materialistas da mente, papel restrito do marxismo na psicologia, a teoria poderia ajudar a explicar a organização social da consciência, mas não as propriedades da consciência individual </li></ul><ul><li>K. N. Kornilov: Reatologia, todos os ramos da psicologia submetidos a uma estrutura marxista, reações comportamentais como unidade de análise. Novo diretor do IPM. </li></ul>
  4. 4. Vygotsky e consciência <ul><li>2º Congresso Soviético de Neuropsicologia: “Consciência como objeto da psicologia do comportamento “ </li></ul><ul><li>Crise da psicologia: concepções antagônicas </li></ul><ul><li>Insatisfação com o reducionismo comportamentalista dos fenômenos complexos (lembrança voluntário e raciocínio dedutivo, p.ex.) </li></ul><ul><li>Ciência Natural & Ciência Mental </li></ul>
  5. 5. Descrição & Explicação <ul><li>Mecanismos cerebrais subjacentes a um comportamento </li></ul><ul><li>História do desenvolvimento, relacionando formas simples e complexas do mesmo comportamento </li></ul><ul><li>Contexto social do desenvolvimento do comportamento </li></ul><ul><li>Crítica à psicologia animal e à maturação: origens sociais da linguagem e do pensamento </li></ul>
  6. 6. Materialismo Dialético <ul><li>Materialismo: A matéria não é produto da mente, mas antes a mente é produto mais elevado da matéria. </li></ul><ul><li>Materialismo Dialético: transformação de quantidade em qualidade, a interpenetração dos opostos (a negação do princípio de contradição) e a lei da negação da negação (a realidade avança por meio da contradição e da reconciliação da contradição, com a reconciliação criando novas contradições). </li></ul><ul><li>A base material é formada por forças produtivas (como as ferramentas, as máquinas, as técnicas, tudo aquilo que permite a produção) e por relações de produção (relações entre os que são proprietários dos meios de produção as terras, as matérias primas, as máquinas - e aqueles que possuem apenas a força de trabalho). </li></ul><ul><li>Relações sociais dependentes das forças produtivas – mudanças nos meios de produção resultam em mudanças nas relações sociais. Os meios de produção material determina a organização política e as representações intelectuais de uma época. </li></ul><ul><li>“ A base material ou econômica constitui a &quot;infraestrutura&quot; da sociedade, que exerce influência direta na &quot;super-estrutura&quot;, ou seja, nas instituições jurídicas, políticas (as leis, o Estado) e ideológicas (as artes, a religião, a moral) da época.” </li></ul>
  7. 7. Vygotsky e o Materialismo Dialético <ul><li>Todos os fenômenos devem ser estudados como processos em movimento e mudança </li></ul><ul><li>Todo fenômeno tem sua história, caracterizada por mudanças qualitativas e quantitativas </li></ul><ul><li>Trasnformação dos processos psicológicos elementares em processos complexos </li></ul><ul><li>Trabalho humano e o uso de instrumentos como os meios de transformação da natureza transformam a natureza humana </li></ul><ul><li>Mediação na interação pelo uso de instrumentos e signos: internalização dos sistemas de signos produzidos culturalmente provoca transformações comportamentais </li></ul>
  8. 8. O individual e o coletivo <ul><li>Mudanças históricas na sociedade e na vida material produzem mudanças na “natureza humana” (consciência e comportamento) </li></ul><ul><li>O mecanismo de mudança individual ao longo do desenvolvimento tem sua raiz na sociedade e na cultura </li></ul>
  9. 9. Desenvolvimento e Aprendizagem <ul><li>Desenvolvimento (lógica abstrata) independe de aprendizagem (processo externo, sem efeito) </li></ul><ul><li>Aprendizagem é desenvolvimento (domínio de reflexos condicionados) </li></ul><ul><li>Desenvolvimento pressupõe aprendizagem: desenvolvimento se baseia em dois processo que se influenciam mutuamente - maturação e aprendizagem. A maturação torna possível a aprendizagem. A aprendizagem estimula e empurra para frente o processo de maturação </li></ul>
  10. 10. Níveis de desenvolvimento <ul><li>Aprendizagem inicia antes da escola </li></ul><ul><li>Toda aprendizagem tem uma história prévia </li></ul><ul><li>Aprendizagem deve se coadunar com o nível de desenvolvimento da criança: </li></ul><ul><ul><li>nível de desenvolvimento real (ciclos de desenvolvimento já completados, o que ela pode fazer por si mesma) e </li></ul></ul><ul><ul><li>nível de desenvolvimento potencial (o que ela pode fazer com ajuda do adulto) </li></ul></ul>
  11. 11. Zona de Desenvolvimento Proximal <ul><li>ZDP = NDP – NDR </li></ul><ul><ul><ul><li>NDP: nível de desenvolvimento proximal </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>NDR: nível de desenvolvimento real </li></ul></ul></ul><ul><li>Zona de Desenvolvimento Proximal é a distância entre a capacidade de solucionar problemas independentemente e a capacidade de solucionar problemas sob a orientação de um companheiro mais capaz. Refere-se às funções que ainda não amadureceram, mas em processo de maturação, prospectivamente. Depende da solução de problemas. Aprendizagem desperta processos internos que operam apenas na interação e na COOPERAÇÃO. </li></ul>
  12. 12. Andaimes e Leitura <ul><li>Andaime e Tutoria (Wood, Bruner & Ross, 1976; Bruner, 1986) </li></ul><ul><li>Vertical e seqüencial </li></ul><ul><li>Modelagem da linguagem </li></ul><ul><li>Instrução formal </li></ul><ul><li>Retirada do andaime </li></ul><ul><li>Pré-leitura: ativação de esquemas </li></ul><ul><li>Leitura: controle de produção de sentido </li></ul><ul><li>Pós-leitura: síntese e avaliação </li></ul><ul><li>Diferenças entre Escola A e Escola B </li></ul>
  13. 13. Referências <ul><li>BRUNER, J.S. (1986). Actual minds, possible worlds . Cambridge, Mass. Harvard University Press. </li></ul><ul><li>FLEW, A. (1984). A dictionary of philosophy. Revised second edition. New York: St. Martin’s Press. </li></ul><ul><li>MAGALHÃES, M. C. C. & ROJO, R. ( 1994 ). Classroom interaction and strategic reading development. In: L. Barbara & M. Scott, (Eds.) Reflections on language learning. Clevedon, England: Multilingual Matters, p. 75-88. </li></ul><ul><li>VYGOTSKY, L. S. (1984/2007) A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. Org. por M. Cole, V. John-Steiner, S. Scribner, E. Souberman. São paulo: Martins Fontes. </li></ul><ul><li>WIKIPEDIA. Materialismo dialético . http://pt.wikipedia.org/wiki/Materialismo_dial%C3%A9tico . Acessado em 19.03.2008. </li></ul><ul><li>WOOD,D., BRUNER,J.S., & ROSS.G. (1976). The role of tutoring in problem solving. Journal of Child Psychology and Psychiatry, 17( 2): 89-100. </li></ul>

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