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Há mais de 130 milhões de anos sobre a face da
terra, as serpentes se desenvolveram como animais
vertebrados altamente versáteis

   Pertencem a ordem Squamata que é dividida
nas subordens Sauria (lagartos) e Ophidia
(serpentes)

  Serpentes são lagartos especializados que ao
longo da evolução perderam seus membros
locomotores
Ausência total de pernas e braços porém com
locomoção ágil e rápida, além de silenciosa e de
deixar poucos rastros

   Para se locomover precisa de uma superfície
onde seu corpo consiga se agarrar, que tenha
alguma resistência ao seu movimento

   São capazes de nadar: serpentes peçonhentas
brasileiras não tem a água como habitat
Corpo extremamente longilíneo

  Têm vísceras que cumprem todas as funções
que conhecemos nos mamíferos como aquelas
próprias do cérebro, coração, pulmão, fígado, rim,
tubo digestivo e órgão sexuais

   Devido ao formato do corpo os órgão pares
(rins, ovários, testículos) não estão em posição
simétrica e sim, um mais a frente do que outro
Só têm um pulmão

   Não possuem bexiga: os rins secretam ácido
úrico na cloaca (bolsa onde também se esvazia o
intestino)

  São animais vertebrados: cabeça, vértebras e
costela

    Pele coberta por escamas, muito elástica e
dilatável
Não possuem orelhas

  As ondas de som, provenientes do ar atingem
sua pele e são transferidas dos músculos para os
ossos

   Quando o som atinge o osso do ouvido, sob o
crânio, envia vibrações para o ouvido interno

  Cérebro processa o som
Não vêem cores, mas seus olhos têm uma
combinação de receptores luminosos

  A complexidade dos olhos varia entre as
espécies devido aos seus diferentes estilos de vida

   Algumas espécies (Jibóias e Pítons), têm um
segundo instrumento visual: órgãos receptores
dentro de sulcos nas suas cabeças, percebem as
fontes de calor com se fossem óculos
infravermelhos
Os olhos estão sempre abertos, pois não
possuem pálpebras

   Pupílas redondas nos ofídios de hábitos diurnos
e em forma de fenda bem fechada nos de hábitos
noturnos
Inspiram os odores que há no ar para dentro
das aberturas nasais e os levam para uma câmara
olfatória onde é feito o processamento

  Sistema secundário: vibra a língua e junta as
partículas de odor, que são transferidas para o céu
da boca       órgãos de Jacobson        segunda
câmara olfatória menor

  Língua (bífida) é apenas utilizada para ajudar
nesse processo, pois as cobras não têm o sentido
do paladar
Percorre quase toda a extensão do corpo e
inclui: boca; esôfago; intestino delgado; intestino
grosso e ânus

  Todos podendo se distender para digerir pressas
maiores que o diâmetro da própria cobra.

   Quando sua boca está cheia, ela precisa
estender sua traquéia, além da comida e para fora
de modo a continuar respirando.
Não têm um diafragma, portanto fazem o ar
entrar e sair dos pulmões estreitando a caixa
torácica para empurrar o ar para fora, e depois
alargando – a para criar um vácuo que suga o ar
para dentro

  Após cada ciclo respiratório elas experimentam
uma apnéia (parada respiratória) que dura poucos
segundos até alguns minutos

  Para processar oxigênio, todas as cobras têm
pulmão direito alongado
Mandíbulas expansíveis = capturar animais
maiores e ingerí-los inteiros

   Mandíbula superior está ligada à caixa craniana
através de músculos, ligamentos e tendões =
mobilidade de frente para trás e de um lado para o
outro

   Quando o animal necessita engolir algo maior
que sua cavidade bucal, ele luxa essa articulação e
afasta a mandíbula da maxila
A mandíbula se liga a maxila pelo osso quadrado,
que funciona como uma dobradiça dupla = maxila
pode se deslocar = boca abre até 150 graus

   Os ossos que formam os lados da maxila não
estão fundidos na frente e sim ligados pelo tecido
muscular, permitindo que os lados se separem e
movam independentemente uns dos outros

  Deste modo que uma cobra pequena consegue
engolir um camundongo, ovo de galinha e até
mesmo um bezerro
A dentição é muito importante e é utilizada para
fins de classificação das serpentes. Assim temos:

  Serpentes proteróglifas: apresentam um par de
presas com sulcos, fixas na região anterior da
maxila. Ele que injeta o veneno. É pequeno e semi-
canaliculado e pouco se destaca dos demais dentes
maciços menores (típico das corais verdadeiras)
Serpentes solenóglifas: possuem duas presas
grandes e móveis, completamente canaliculados
(jararacas, cascavéis e surucucus)

  A mobilidade das presas permite que as
mesmas fiquem deitadas quando a cobra fecha a
boca ou come. De outro modo, o tamanho dos
dentes atrapalharia a passagem dos alimentos. O
veneno está armazenado em glândulas salivares
especializadas
As serpentes crescem rapidamente após o
nascimento, e alcançam a maturidade após 2 anos
(jibóias e sucuris após 4 a 5 anos)

  Durante suas vidas os ofídios mudam de pele
regularmente: comum encontrar cascas de
serpentes abandonadas nos campos

   A cascavel, em vez de sair completamente de sua
pele antiga, mantém parte dela enrolada na cauda
em forma de um anel cinzento, que com o tempo
formarão os guizos que quando ela balança a cauda
fazem um ruído característico
Explicação sobre a agilidade das serpentes =
centenas de vértebras e costelas e escamas
ventrais

   Escamas retangulares especializadas cobrem a
parte de baixo da cobra (correspondendo
diretamente ao número de costelas)

   s margens de baixo das escamas ventrais
funcionam como a superfície de um pneu, aderindo
ao solo e fazendo a propulsão para frente
Serpentino ou locomoção ondulatória: usado
pela maioria das cobras terrestres e aquáticas

•Começando no pescoço, a cobra contrai seus músculos,
impulsionando seu corpo de um lado para outro, criando
uma série de curvas

• Água = facilmente há a propulsão da cobra para frente

• Terra = pontos de resistência na superfície. Usa suas
escamas para empurrar todos esses pontos de uma só vez,
impulsionando – se para frente
Ondulação lateral

• Em ambientes com poucos pontos de resistência, usam
uma variação do movimento de serpentina para se
locomover

• Contraindo seus músculos e arremessando o corpo,
criam uma forma de S que tem apenas dois pontos de
contato com o solo

• Quando impulsionam – se movem-se lateralmente
Retilíneo: método lento comum das
lagartas

• Contrai o corpo em curvas, mas são ondas
menores que se curvam para cima e para baixo

• Quando uma cobra usa esse movimento , os
topos de cada curva levantam acima do solo
enquanto as escamas ventrais da base empurram o
chão, criando um efeito encrespado
Sanfonado: ideal para escaladas

• Estende a cabeça e o corpo ao longo da superfície
vertical e então encontra lugar para agarrar com suas
escamas ventrais

•Para se agarrar bem, amontoa o meio de seu corpo
em curvas bem apertadas que agarram a superfície ao
mesmo tempo que traciona a parte de trás para cima.

• Ela então salta para frente para encontrar um novo
local para agarrar com suas escamas
Época reprodutiva é no verão:

   Quando uma fêmea está pronta para copular, ela
começa a liberar um perfume especial (feromônio)
das glândulas que têm nas costas

  Ao sair para sua rotina diária, deixa um rastro
de odor à medida em que se impulsiona sobre os
pontos de resistência do solo

  Se um macho sexualmente maduro capta seu
perfume, segue seu rastro até encontrá - la
Os machos podem disputar a fêmea numa dança
combate (elas não se agridem, mas aquele que for
derrubado se retira)

   O macho corteja a fêmea, batendo com seu queixo na
parte de trás da cabeça dela e rastejando sobre a mesma

  Quando ela está desejosa, levanta a cauda

   Nesse ponto, ele enrola sua cauda em torno da cauda
dela para que a base de suas caudas se encontrem na
cloaca (ponto de saída para excreções e fluído
reprodutivo)
O macho insere seus dois órgão sexuais, os
hemipênis, que então se estendem e liberam o
esperma

   Os hemipênis têm espinhos calcários que se
prendem a parede da cavidade da fêmea, para impedir
que o casal se solte durante a cópula

  O sexo da cobra geralmente dura uma hora, mas
podem durar um dia inteiro (vulnerabilidade)

   Fêmeas se reproduzem 1 a 2 vezes ao ano
A fêmea pode guardar o esperma por anos, ou
fecundar os óvulos depois do acasalamento

   Algumas cobras dão a luz a filhotes formados (1
a 150 por vez)

  Outras colocam ovos (1 a 100 por vez)

    Combinação de métodos: guardam os ovos
internamente até que se rompam, dando luz a
filhotes já formados
Nos ofídios peçonhentos, exceto na coral, entre
as narinas e os olhos há uma depressão =
             FOSSETA LOREAL

  Parece um orifício de cada lado da cabeça:
popularmente denominadas devido a isso de
cobras de quatro ventas

  É um órgão termorreceptor vital para a
sobrevivência das cobras: através dele que as
cobras percebem a presença de animais de sangue
quente
Gênero Bothrops sp.

   No Brasil, temos sete espécies mais comuns de
Jararacas

  Podem atingir mais de um metro de
comprimento

  Ocorrem em vários Estados como: Rio Grande
do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e
Mato Grosso
Cada espécie tem desenhos característicos no
corpo

  A ponta da cauda tem escamas não eriçadas

   São responsáveis por 90% dos acidentes
ofídicos no Brasil, devido ao seu aparecimento em
áreas rurais, e/ou regiões onde exista por perto
vegetação densa, ambientes úmidos, pois elas vão
atrás de alimentos como os roedores
Local
•Processo inflamatório agudo

•Dor

•Hemorragia

•Complicações locais:
  Bolhas
  Necrose
  Abscesso
  Limitação de movimentos
  Amputação
Sistêmico

• Incoagulabilidade sanguínea
• Sangramentos (gengivorragia, equimoses,
hematúria)

  Nos casos graves:

• Hipotensão arterial e choque
• Hemorragia intensa
• Insuficiência renal
• Edema extenso
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A GRAVIDADE E
                ORIENTAÇÃO TERAPEUTICA
Manifestações e                          Gravidade
tratamento

                       Leve          Moderada        Grave

Locais: dor, edemas,   Ausentes ou   Evidentes       Intensas
equimoses              discretas

Sistêmicas:            Ausentes      Ausentes        Presentes
hemorragias,
choque, anúria

Tempo de               Normal ou     Normal ou       Normal ou
coagulação             alterado      alterado        alterado

Soroterapia            2–4           4–8             8 – 12
(ampolas)
MECANISMO DE AÇÃO DOS VENENOS OFÍDICOS

VENENO      ATIVIDADE      EFEITO       EFEITO
                           LOCAL        SISTÊMICO
BOTRÓPICO   INFLAMATÓRIA   NECROSE      LIBERAÇÃO DE
            COAGULANTE     TECIDUAL     MEDIADORES
            HEMORRÁGICA                 INFLAMATÓRIO
                           LESÃO        S E SUBS.
                           ENDOTELIAL   VASOATIVAS

                                        LESÃO
                                        ENDOTELIAL

                                        ATIVAÇÃO DA
                                        COAGULAÇÃO
Seu veneno tem três tipos de ação



         AÇÃO INFLAMATÓRIA

          AÇÃO COAGULANTE

         AÇÃO HEMORRÁGICA
O tratamento se faz através da administração
de soro antibotrópico o mais rápido possível.

  Manter elevado o membro picado

  Dar analgésicos para conter a dor

  Manter a vítima hidratada

  Fazer uso de antibióticos

  Profilaxia antitetânica
Gênero Crotalus

  Os acidentes com cascavéis atingem 7,7%

  Apresentam o maior coeficiente de letalidade
devido a frequência com que evolui para insuficiência
renal aguda

  Têm como característica o chocalho ou guizo na
ponta da cauda (não se calcula a idade pelos anéis de
sua cauda)

  Preferem regiões mais áridas, mais secas e
geralmente são encontradas em áreas mais afastadas
Sistêmico

• Facies miastênica : ptose palpebral, flacidez dos
músculos da face, oftalmoplegia
• Turvação visual, diplopia, miose/midríase
• Alteração do olfato, paladar
• Mialgia generalizada, urina escura
• Sangramento discreto: gengivorragia, equimose

• Complicações:
   Insuficiência Respiratória: paralisia dos músculos
da caixa torácica

  Insuficiência Renal Aguda: mioglobinúria
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A GRAVIDADE E
                     ORIENTAÇÃO TERAPEUTICA
Manifestações e                               Gravidade
Tratamentos
                     LEVE                MODERADA          GRAVE

Fáscies              Ausente ou tardia   Discreta ou       Evidente
miastêmicas/ Visão                       evidente
turva
Mialgia              Ausente             Discreta          Presente

Urina vermelha ou Ausente                Pouco evidente ou Presente
marrom                                   ausente
Oligúria/ anúria     Ausente             Ausente           Presente ou
                                                           ausente
Tempo de             Normal ou           Normal ou         Normal ou
coagulação           alterado            alterado          alterado
Soroterapia          5                   10                20
(ampolas)
MECANISMO DE AÇÃO DOS VENENOS OFÍDICOS

VENENO      ATIVIDADE     EFEITO        EFEITO
                          LOCAL         SISTÊMICO
CROTÁLICO   NEUROTÓXICO   EDEMA         BLOQUEIO
            MIOTÓXICO     DISCRETO OU   NEUROMUSCU –
            COAGULANTE    AUSENTE       LAR

                                        ATIVAÇÃO DA
                                        COAGULAÇÃO

                                        RABDOMIÓLISE
Seu veneno tem três tipos de ação



         AÇÃO NEUROTÓXICA

           AÇÃO MIOTÓXICA

          AÇÃO COAGULANTE
O tratamento se faz através da administração
de soro anticrotálico por via intravenosa, variando
a dose dependendo da gravidade da picada

  Manter elevado o membro picado

  Dar analgésicos para conter a dor

   Manter a vítima hidratada, induzir a diurese
osmótica, e manter pH urinário acima de 6,5, pois
a urina ácida aumenta a precipitação intratubular
de mioglobina
Gênero Lachesis

   Acidentes com Lachesis são muito raros, devido
ao seu habitat específico, onde a densidade
populacional é baixa

   As surucucus têm corpo amarelado com
desenhos escuros, e a identificação é feita através
da cauda que possui escamas eriçadas

   São bem agressivas
Local

• Edema

• Dor

• Eritema

• Equimose

• Bolhas
Sistêmico

• Alteração de coagulação
• Hipotensão arterial/ bradicardia
• Cólica abdominal/ diarréia


• Complicações:
   Infecção secundária
   Necrose
   Déficit funcional
MECANISMO DE AÇÃO DOS VENENOS OFÍDICOS

VENENO      ATIVIDADE      EFEITO       EFEITO
                           LOCAL        SISTÊMICO
LAQUÉTICO   NEUROTÓXICO    NECROSE      LESÃO
            HEMORRÁGICA    TECIDUAL     ENDOTELIAL
            COAGULANTE
            INFLAMATÓRIA   LESÃO        ATIVAÇÃO DA
                           ENDOTELIAL   COAGULAÇÃO

                                        ESTIMULAÇÃO
                                        VAGAL

                                        LIBERAÇÃO DE
                                        MEDIADORES
                                        INFLAMATÓRIO
                                        S E SUBS.
                                        VASOATIVAS
Seu veneno tem quatro tipos de ação

          AÇÃO NEUROTÓXICA

          AÇÃO HEMORRÁGICA

          AÇÃO COAGULANTE

          AÇÃO INFLAMATÓRIA
Soro antilaquético (SAL)


Soro antibotrópico-laquético (SABL)


10 a 20 ampolas I.V.
Gênero Micrurus

  Têm porcentagem de 0,4 dos acidentes
ocorridos no Brasil.

   Não possuem fosseta loreal como as outras
serpentes peçonhentas

  A ação do veneno da cobra coral é no sistema
nervoso central
Local

• Parestesia

   Sistêmico

• Vômitos
• Fáscies miastênica : ptose palpebral, flacidez dos
músculos da face, oftalmoplegia
• Turvação visual, diplopia, miose/midríase
• Dificuldade para deglutição
• Complicação
   Insuficiência respiratória
MECANISMO DE AÇÃO DOS VENENOS OFÍDICOS

VENENO       ATIVIDADE     EFEITO    EFEITO
                           LOCAL     SISTÊMICO
ELAPÍDICOS   NEUROTÓXICO   AUSENTE   BLOQUEIO
                                     NEUROMUSCU -
                                     LAR
Seu veneno tem um tipo de ação

         AÇÃO NEUROTÓXICA
Devido ao risco de insuficiência
respiratória aguda, os acidentes
elapídicos devem ser tratados como
graves

   A soroterapia é realizada através da
infusão intravenosa de soro elápídico
Remover a vítima do local do
acidente, mantendo-a deitada e em
repouso

  Não fazer amarrações,
torniquetes/garrotes (pode aumentar a
concentração de veneno no local da
picada)
Lavar o local da picada com água e
sabão

   Se a picada for nos membros, mantê-
los estendidos e erguidos

  Não ingerir substâncias como pinga,
querosene e outros

  Manter a vítima hidratada
Não cortar e nem furar ao redor da
ferida, pois isso aumenta os riscos de
hemorragia e de infecções

   Não fazer curativos ou tratamento
caseiro

  Encaminhar a um hospital e se
possível levar a serpente
Não colocar as mãos em buracos do
solo ou de árvores

  Olhar para o chão quando estiver
andando em trilhas

  Não caminhar fora da trilha

  Ao atravessar troncos caídos, olhar
sobre e atrás dos mesmos
Evitar acúmulo de lenhas e lixos
próximos a moradias humanas

   Usar luvas de couro para mexer em
lenhas

   Evitar andar a noite em matas, pois é
o horário de maior atividade das
serpentes peçonhentas

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Serpentes - Nutrição

  • 1. Há mais de 130 milhões de anos sobre a face da terra, as serpentes se desenvolveram como animais vertebrados altamente versáteis Pertencem a ordem Squamata que é dividida nas subordens Sauria (lagartos) e Ophidia (serpentes) Serpentes são lagartos especializados que ao longo da evolução perderam seus membros locomotores
  • 2. Ausência total de pernas e braços porém com locomoção ágil e rápida, além de silenciosa e de deixar poucos rastros Para se locomover precisa de uma superfície onde seu corpo consiga se agarrar, que tenha alguma resistência ao seu movimento São capazes de nadar: serpentes peçonhentas brasileiras não tem a água como habitat
  • 3. Corpo extremamente longilíneo Têm vísceras que cumprem todas as funções que conhecemos nos mamíferos como aquelas próprias do cérebro, coração, pulmão, fígado, rim, tubo digestivo e órgão sexuais Devido ao formato do corpo os órgão pares (rins, ovários, testículos) não estão em posição simétrica e sim, um mais a frente do que outro
  • 4. Só têm um pulmão Não possuem bexiga: os rins secretam ácido úrico na cloaca (bolsa onde também se esvazia o intestino) São animais vertebrados: cabeça, vértebras e costela Pele coberta por escamas, muito elástica e dilatável
  • 5. Não possuem orelhas As ondas de som, provenientes do ar atingem sua pele e são transferidas dos músculos para os ossos Quando o som atinge o osso do ouvido, sob o crânio, envia vibrações para o ouvido interno Cérebro processa o som
  • 6. Não vêem cores, mas seus olhos têm uma combinação de receptores luminosos A complexidade dos olhos varia entre as espécies devido aos seus diferentes estilos de vida Algumas espécies (Jibóias e Pítons), têm um segundo instrumento visual: órgãos receptores dentro de sulcos nas suas cabeças, percebem as fontes de calor com se fossem óculos infravermelhos
  • 7. Os olhos estão sempre abertos, pois não possuem pálpebras Pupílas redondas nos ofídios de hábitos diurnos e em forma de fenda bem fechada nos de hábitos noturnos
  • 8. Inspiram os odores que há no ar para dentro das aberturas nasais e os levam para uma câmara olfatória onde é feito o processamento Sistema secundário: vibra a língua e junta as partículas de odor, que são transferidas para o céu da boca órgãos de Jacobson segunda câmara olfatória menor Língua (bífida) é apenas utilizada para ajudar nesse processo, pois as cobras não têm o sentido do paladar
  • 9. Percorre quase toda a extensão do corpo e inclui: boca; esôfago; intestino delgado; intestino grosso e ânus Todos podendo se distender para digerir pressas maiores que o diâmetro da própria cobra. Quando sua boca está cheia, ela precisa estender sua traquéia, além da comida e para fora de modo a continuar respirando.
  • 10. Não têm um diafragma, portanto fazem o ar entrar e sair dos pulmões estreitando a caixa torácica para empurrar o ar para fora, e depois alargando – a para criar um vácuo que suga o ar para dentro Após cada ciclo respiratório elas experimentam uma apnéia (parada respiratória) que dura poucos segundos até alguns minutos Para processar oxigênio, todas as cobras têm pulmão direito alongado
  • 11. Mandíbulas expansíveis = capturar animais maiores e ingerí-los inteiros Mandíbula superior está ligada à caixa craniana através de músculos, ligamentos e tendões = mobilidade de frente para trás e de um lado para o outro Quando o animal necessita engolir algo maior que sua cavidade bucal, ele luxa essa articulação e afasta a mandíbula da maxila
  • 12. A mandíbula se liga a maxila pelo osso quadrado, que funciona como uma dobradiça dupla = maxila pode se deslocar = boca abre até 150 graus Os ossos que formam os lados da maxila não estão fundidos na frente e sim ligados pelo tecido muscular, permitindo que os lados se separem e movam independentemente uns dos outros Deste modo que uma cobra pequena consegue engolir um camundongo, ovo de galinha e até mesmo um bezerro
  • 13. A dentição é muito importante e é utilizada para fins de classificação das serpentes. Assim temos: Serpentes proteróglifas: apresentam um par de presas com sulcos, fixas na região anterior da maxila. Ele que injeta o veneno. É pequeno e semi- canaliculado e pouco se destaca dos demais dentes maciços menores (típico das corais verdadeiras)
  • 14. Serpentes solenóglifas: possuem duas presas grandes e móveis, completamente canaliculados (jararacas, cascavéis e surucucus) A mobilidade das presas permite que as mesmas fiquem deitadas quando a cobra fecha a boca ou come. De outro modo, o tamanho dos dentes atrapalharia a passagem dos alimentos. O veneno está armazenado em glândulas salivares especializadas
  • 15. As serpentes crescem rapidamente após o nascimento, e alcançam a maturidade após 2 anos (jibóias e sucuris após 4 a 5 anos) Durante suas vidas os ofídios mudam de pele regularmente: comum encontrar cascas de serpentes abandonadas nos campos A cascavel, em vez de sair completamente de sua pele antiga, mantém parte dela enrolada na cauda em forma de um anel cinzento, que com o tempo formarão os guizos que quando ela balança a cauda fazem um ruído característico
  • 16. Explicação sobre a agilidade das serpentes = centenas de vértebras e costelas e escamas ventrais Escamas retangulares especializadas cobrem a parte de baixo da cobra (correspondendo diretamente ao número de costelas) s margens de baixo das escamas ventrais funcionam como a superfície de um pneu, aderindo ao solo e fazendo a propulsão para frente
  • 17. Serpentino ou locomoção ondulatória: usado pela maioria das cobras terrestres e aquáticas •Começando no pescoço, a cobra contrai seus músculos, impulsionando seu corpo de um lado para outro, criando uma série de curvas • Água = facilmente há a propulsão da cobra para frente • Terra = pontos de resistência na superfície. Usa suas escamas para empurrar todos esses pontos de uma só vez, impulsionando – se para frente
  • 18. Ondulação lateral • Em ambientes com poucos pontos de resistência, usam uma variação do movimento de serpentina para se locomover • Contraindo seus músculos e arremessando o corpo, criam uma forma de S que tem apenas dois pontos de contato com o solo • Quando impulsionam – se movem-se lateralmente
  • 19. Retilíneo: método lento comum das lagartas • Contrai o corpo em curvas, mas são ondas menores que se curvam para cima e para baixo • Quando uma cobra usa esse movimento , os topos de cada curva levantam acima do solo enquanto as escamas ventrais da base empurram o chão, criando um efeito encrespado
  • 20. Sanfonado: ideal para escaladas • Estende a cabeça e o corpo ao longo da superfície vertical e então encontra lugar para agarrar com suas escamas ventrais •Para se agarrar bem, amontoa o meio de seu corpo em curvas bem apertadas que agarram a superfície ao mesmo tempo que traciona a parte de trás para cima. • Ela então salta para frente para encontrar um novo local para agarrar com suas escamas
  • 21. Época reprodutiva é no verão: Quando uma fêmea está pronta para copular, ela começa a liberar um perfume especial (feromônio) das glândulas que têm nas costas Ao sair para sua rotina diária, deixa um rastro de odor à medida em que se impulsiona sobre os pontos de resistência do solo Se um macho sexualmente maduro capta seu perfume, segue seu rastro até encontrá - la
  • 22. Os machos podem disputar a fêmea numa dança combate (elas não se agridem, mas aquele que for derrubado se retira) O macho corteja a fêmea, batendo com seu queixo na parte de trás da cabeça dela e rastejando sobre a mesma Quando ela está desejosa, levanta a cauda Nesse ponto, ele enrola sua cauda em torno da cauda dela para que a base de suas caudas se encontrem na cloaca (ponto de saída para excreções e fluído reprodutivo)
  • 23. O macho insere seus dois órgão sexuais, os hemipênis, que então se estendem e liberam o esperma Os hemipênis têm espinhos calcários que se prendem a parede da cavidade da fêmea, para impedir que o casal se solte durante a cópula O sexo da cobra geralmente dura uma hora, mas podem durar um dia inteiro (vulnerabilidade) Fêmeas se reproduzem 1 a 2 vezes ao ano
  • 24. A fêmea pode guardar o esperma por anos, ou fecundar os óvulos depois do acasalamento Algumas cobras dão a luz a filhotes formados (1 a 150 por vez) Outras colocam ovos (1 a 100 por vez) Combinação de métodos: guardam os ovos internamente até que se rompam, dando luz a filhotes já formados
  • 25. Nos ofídios peçonhentos, exceto na coral, entre as narinas e os olhos há uma depressão = FOSSETA LOREAL Parece um orifício de cada lado da cabeça: popularmente denominadas devido a isso de cobras de quatro ventas É um órgão termorreceptor vital para a sobrevivência das cobras: através dele que as cobras percebem a presença de animais de sangue quente
  • 26. Gênero Bothrops sp. No Brasil, temos sete espécies mais comuns de Jararacas Podem atingir mais de um metro de comprimento Ocorrem em vários Estados como: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso
  • 27. Cada espécie tem desenhos característicos no corpo A ponta da cauda tem escamas não eriçadas São responsáveis por 90% dos acidentes ofídicos no Brasil, devido ao seu aparecimento em áreas rurais, e/ou regiões onde exista por perto vegetação densa, ambientes úmidos, pois elas vão atrás de alimentos como os roedores
  • 28. Local •Processo inflamatório agudo •Dor •Hemorragia •Complicações locais: Bolhas Necrose Abscesso Limitação de movimentos Amputação
  • 29. Sistêmico • Incoagulabilidade sanguínea • Sangramentos (gengivorragia, equimoses, hematúria) Nos casos graves: • Hipotensão arterial e choque • Hemorragia intensa • Insuficiência renal • Edema extenso
  • 30. CLASSIFICAÇÃO QUANTO A GRAVIDADE E ORIENTAÇÃO TERAPEUTICA Manifestações e Gravidade tratamento Leve Moderada Grave Locais: dor, edemas, Ausentes ou Evidentes Intensas equimoses discretas Sistêmicas: Ausentes Ausentes Presentes hemorragias, choque, anúria Tempo de Normal ou Normal ou Normal ou coagulação alterado alterado alterado Soroterapia 2–4 4–8 8 – 12 (ampolas)
  • 31. MECANISMO DE AÇÃO DOS VENENOS OFÍDICOS VENENO ATIVIDADE EFEITO EFEITO LOCAL SISTÊMICO BOTRÓPICO INFLAMATÓRIA NECROSE LIBERAÇÃO DE COAGULANTE TECIDUAL MEDIADORES HEMORRÁGICA INFLAMATÓRIO LESÃO S E SUBS. ENDOTELIAL VASOATIVAS LESÃO ENDOTELIAL ATIVAÇÃO DA COAGULAÇÃO
  • 32. Seu veneno tem três tipos de ação AÇÃO INFLAMATÓRIA AÇÃO COAGULANTE AÇÃO HEMORRÁGICA
  • 33. O tratamento se faz através da administração de soro antibotrópico o mais rápido possível. Manter elevado o membro picado Dar analgésicos para conter a dor Manter a vítima hidratada Fazer uso de antibióticos Profilaxia antitetânica
  • 34. Gênero Crotalus Os acidentes com cascavéis atingem 7,7% Apresentam o maior coeficiente de letalidade devido a frequência com que evolui para insuficiência renal aguda Têm como característica o chocalho ou guizo na ponta da cauda (não se calcula a idade pelos anéis de sua cauda) Preferem regiões mais áridas, mais secas e geralmente são encontradas em áreas mais afastadas
  • 35. Sistêmico • Facies miastênica : ptose palpebral, flacidez dos músculos da face, oftalmoplegia • Turvação visual, diplopia, miose/midríase • Alteração do olfato, paladar • Mialgia generalizada, urina escura • Sangramento discreto: gengivorragia, equimose • Complicações: Insuficiência Respiratória: paralisia dos músculos da caixa torácica Insuficiência Renal Aguda: mioglobinúria
  • 36. CLASSIFICAÇÃO QUANTO A GRAVIDADE E ORIENTAÇÃO TERAPEUTICA Manifestações e Gravidade Tratamentos LEVE MODERADA GRAVE Fáscies Ausente ou tardia Discreta ou Evidente miastêmicas/ Visão evidente turva Mialgia Ausente Discreta Presente Urina vermelha ou Ausente Pouco evidente ou Presente marrom ausente Oligúria/ anúria Ausente Ausente Presente ou ausente Tempo de Normal ou Normal ou Normal ou coagulação alterado alterado alterado Soroterapia 5 10 20 (ampolas)
  • 37. MECANISMO DE AÇÃO DOS VENENOS OFÍDICOS VENENO ATIVIDADE EFEITO EFEITO LOCAL SISTÊMICO CROTÁLICO NEUROTÓXICO EDEMA BLOQUEIO MIOTÓXICO DISCRETO OU NEUROMUSCU – COAGULANTE AUSENTE LAR ATIVAÇÃO DA COAGULAÇÃO RABDOMIÓLISE
  • 38. Seu veneno tem três tipos de ação AÇÃO NEUROTÓXICA AÇÃO MIOTÓXICA AÇÃO COAGULANTE
  • 39. O tratamento se faz através da administração de soro anticrotálico por via intravenosa, variando a dose dependendo da gravidade da picada Manter elevado o membro picado Dar analgésicos para conter a dor Manter a vítima hidratada, induzir a diurese osmótica, e manter pH urinário acima de 6,5, pois a urina ácida aumenta a precipitação intratubular de mioglobina
  • 40. Gênero Lachesis Acidentes com Lachesis são muito raros, devido ao seu habitat específico, onde a densidade populacional é baixa As surucucus têm corpo amarelado com desenhos escuros, e a identificação é feita através da cauda que possui escamas eriçadas São bem agressivas
  • 41. Local • Edema • Dor • Eritema • Equimose • Bolhas
  • 42. Sistêmico • Alteração de coagulação • Hipotensão arterial/ bradicardia • Cólica abdominal/ diarréia • Complicações: Infecção secundária Necrose Déficit funcional
  • 43. MECANISMO DE AÇÃO DOS VENENOS OFÍDICOS VENENO ATIVIDADE EFEITO EFEITO LOCAL SISTÊMICO LAQUÉTICO NEUROTÓXICO NECROSE LESÃO HEMORRÁGICA TECIDUAL ENDOTELIAL COAGULANTE INFLAMATÓRIA LESÃO ATIVAÇÃO DA ENDOTELIAL COAGULAÇÃO ESTIMULAÇÃO VAGAL LIBERAÇÃO DE MEDIADORES INFLAMATÓRIO S E SUBS. VASOATIVAS
  • 44. Seu veneno tem quatro tipos de ação AÇÃO NEUROTÓXICA AÇÃO HEMORRÁGICA AÇÃO COAGULANTE AÇÃO INFLAMATÓRIA
  • 45. Soro antilaquético (SAL) Soro antibotrópico-laquético (SABL) 10 a 20 ampolas I.V.
  • 46. Gênero Micrurus Têm porcentagem de 0,4 dos acidentes ocorridos no Brasil. Não possuem fosseta loreal como as outras serpentes peçonhentas A ação do veneno da cobra coral é no sistema nervoso central
  • 47. Local • Parestesia Sistêmico • Vômitos • Fáscies miastênica : ptose palpebral, flacidez dos músculos da face, oftalmoplegia • Turvação visual, diplopia, miose/midríase • Dificuldade para deglutição • Complicação Insuficiência respiratória
  • 48. MECANISMO DE AÇÃO DOS VENENOS OFÍDICOS VENENO ATIVIDADE EFEITO EFEITO LOCAL SISTÊMICO ELAPÍDICOS NEUROTÓXICO AUSENTE BLOQUEIO NEUROMUSCU - LAR
  • 49. Seu veneno tem um tipo de ação AÇÃO NEUROTÓXICA
  • 50. Devido ao risco de insuficiência respiratória aguda, os acidentes elapídicos devem ser tratados como graves A soroterapia é realizada através da infusão intravenosa de soro elápídico
  • 51. Remover a vítima do local do acidente, mantendo-a deitada e em repouso Não fazer amarrações, torniquetes/garrotes (pode aumentar a concentração de veneno no local da picada)
  • 52. Lavar o local da picada com água e sabão Se a picada for nos membros, mantê- los estendidos e erguidos Não ingerir substâncias como pinga, querosene e outros Manter a vítima hidratada
  • 53. Não cortar e nem furar ao redor da ferida, pois isso aumenta os riscos de hemorragia e de infecções Não fazer curativos ou tratamento caseiro Encaminhar a um hospital e se possível levar a serpente
  • 54. Não colocar as mãos em buracos do solo ou de árvores Olhar para o chão quando estiver andando em trilhas Não caminhar fora da trilha Ao atravessar troncos caídos, olhar sobre e atrás dos mesmos
  • 55. Evitar acúmulo de lenhas e lixos próximos a moradias humanas Usar luvas de couro para mexer em lenhas Evitar andar a noite em matas, pois é o horário de maior atividade das serpentes peçonhentas