3.6 Lastro e Sub Lastro
3.6.1 Condições Gerais, Normas e Especificações
Definido pelo DNIT como uma camada de material sit...
3.6.2 Dimensionamento
Para o correto dimensionamento do lastro é necessário conhecer a pressão
admissível, oriunda das car...
Esta camada pode compreender cortes ou aterros de até 20 cm de espessura,
valores superiores a este devem ser regularizado...
Imagem x – Componentes do AMV

Um dos métodos de dimensionamento conhecido é o Empellón, fatores como
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Lastro, Sub-leito e AMV - Trilhos

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Lastro, Sub-leito e AMV - Trilhos

  1. 1. 3.6 Lastro e Sub Lastro 3.6.1 Condições Gerais, Normas e Especificações Definido pelo DNIT como uma camada de material situada entre os dormentes e a plataforma, geralmente composta de pedra britada, o lastro possui funções como a de distribuir uniformemente os esforços resultantes das cargas dos veículos sobre a plataforma; impedir os deslocamentos dos dormentes;formar um suporte de pequena elasticidade; suprimir irregularidades da plataforma e facilitar a drenagem. O lastro é classificado em classes, a quais são determinadas pela altura que eles devem ter, previamente normatizada. A inclinação dos taludes também obedecem essa norma. E o sub lastro é uma camada granular compactada abaixo do lastro que auxilia nas funções daquele, bem como reduz o seu custo. Quanto a especificações da ABNT para o lastro e sub lastro, tem-se que a pedra britada utilizada deve conter fragmentos duros, ser homogênea, possuir superfícies ásperas e angulosas, forma cúbica que tenha capacidade reduzida de absorção, livres de produtos nocivos. Essas especificações estão também contidas na Norma American Railway EngineeringAssociation, utilizada por complementação em muitos projetos de vias. As normas da ABNT que se referem ao lastro e suas condições são: 1. ABNT-NBR-11460/1980 (EB 813) – Lastro – Execução – Especificação; 2. ABNT-NBR-7702/1983 (MB 1065) – Lastro ferroviário – Determinação daresistência do material à intempérie – Método de Ensaio; 3. ABNT-NBR-7418/1987 (MB 893) – Lastro-padrão – Determinação da massa específica aparente, da absorção de água e da porosidade aparente domaterial – Método de Ensaio; 4. ABNT-NBR-6964/1988 (PB 1) – Garfo para lastro de via férrea – Forma e dimensões – Padronização; 5. ABNT-NBR-11461/1988 (NB 564) – Projeto para renovação ou melhoramento para lastro de via férrea – Procedimento; 6. ABNT-NBR-6953/1989 (MB 892) – Lastro-padrão – Determinação da resistência à compressão axial – Método de Ensaio; 7. ABNT-NBR-6954/1989 (MB 894) – Lastro-padrão – Determinação da forma do material – Método de Ensaio; 8. ABNT-NBR-7914/1990 (NB 475) – Projeto de lastro para via férrea – Procedimento; 9. ABNT-NBR-5564/1991 (EB-655) – Via férrea – Lastro-padrão – Especificação; 10. ABNT-NBR-11541/1991 (NB 497) – Amostragem de material para lastro para via férrea – Procedimento.
  2. 2. 3.6.2 Dimensionamento Para o correto dimensionamento do lastro é necessário conhecer a pressão admissível, oriunda das cargas que serão aplicadas a ele. A partir deste dado, devem-se usar equações preferencialmente equações como a de Talbot e a de Boussinesq. Os ensaios de elasticidade, de carga cíclica (cargas referente a desgaste de materiais) e o de CBR (Índice de Suporte de Solo) devem ser feitos de forma a garantir o bom dimensionamento do sistema. O projeto constitui-se de duas fases, denominadas de Básica e Executiva. O projeto básico contêm informações e desenhos sobre análise técnica-econômica de alternativas de soluções estruturais; discriminação de todos os serviços, distâncias de transporte e quantidade; especificações Particulares e complementares; desenhos das seções transversais tipo; croquis da pedreira que indicam a localizaçãocom amarração precisa em relação ao eixo da ferrovia e posição dos furos de sondagens preliminares; volume útil, informações relativas aoproprietário da área de ocorrência e resumo das características petrográficas, físicas emecânicas da rocha analisada; estudos geotécnicos e orçamento. O projeto Executivo contêm informações de relatório do projeto e documentos para a licitação; concepção do projeto; discriminação de todos os serviços, quantidades e distâncias de transporte; quadro-resumo contendo os quantitativos de materiais que compõem olastro e sublastro; gráfico de distribuição dos materiais e espessuras dascamadas, final de terraplenagem, sublastro e lastro ao longo do trecho; desenhos da seção transversal tipo; desvios e passagens em nível; terminais e pátios ferroviários; planta detalhada de pedreira com curvas de nível de1 m a 1 m, indicando a localização no trecho; área prevista para exploração, volume estimado de decapagem; demais desenhos que elucidem o projeto e outros fatores de relevância, notas de serviço, memorial justificativo, cálculos e outros pontos relevantes. Com essas informações e devidas aprovações de órgãos competentes, tais como as prefeituras, é possível da início as atividades de execução da obra. 3.7 Sub Leito Sub leito corresponde a serviços de limpeza do terreno e terraplanagem, que deixam o local apropriado e nivelado para a construção da via. Sua regularização é uma operação destinada a conformar o leito estradal, transversal e longitudinalmente, obedecendo às larguras e cotas constantes das notas de serviço deterraplenagem do projeto, que é um documento destinado a especificar números relativos a largura e cotas de execução da camada final.
  3. 3. Esta camada pode compreender cortes ou aterros de até 20 cm de espessura, valores superiores a este devem ser regularizados antes do início da camada. Em dias de chuva, não é permitido o trabalho referente a este nível, uma vez que a porcentagem de água no solo o torna inviável para compactação e nivelamento. O material utilizado poderá ser o do próprio terreno, conforme especifica o DNIT na Norma de Pavimentos Flexíveis, os equipamentos necessários são: Motoniveladora pesada, com escarificador; Carro tanque distribuidor de água; Rolos compactadores tipo pé-de-carneiro; liso-vibratório e pneumático; Grade de discos; Pulvi-misturador. Ensaios para verificação da obra, condicionando-a dentro das especificações, devem ser realizados a cada 300 m de construção ou por jornada diária de trabalho, em pontos aleatórios. Sendo, esses valores mínimos de amostragem. Todos os ensaios realizados devem ter resultados dentro das especificações. 3.8 Aparelho de Mudança de Via – AMV O Aparelho de Mudança de Via (AMV), é o equipamento usado para permitir a transferência de uma linha para outra, assegurando a continuidade da via para um determinado caminho. Os AMV podem ser divididos em três grandes partes, as grades:cróxima, intermédia e agulha. Entre os principais componentes do AMV estão os trilhos, os dormentes, as lanças (parte móvel) e a agulha (mecanismo de movimentar as lanças). Este aparelho costuma ser classificado conforme o ângulo de abertura que ele faz. As normas da ABNT que regulamentam o AMV são: ABNT-NBR-12369/1980 (PB 546) – Aparelho de mudança de via A - Chave Agulha reta - Calço de encosto – Padronização; ABNT-NBR-7594/1982 (CB 37) – Aparelho de mudança de via A, para bitola mista – Classificação; ABNT-NBR-5558/1992 (CB 58) – Aparelho de mudança de via – Classificação; ABNT-NBR-12993/1993 – Ferrovia - Termos gerais e/ou fundamentais -Método de ensaio; e ABNT-NBR-5561/2009 (NB 518) – Aparelho de mudança de via A - Geometria Requisitos geométricos, metodologia de cálculo e esquema unifilar. Segue abaixo imagem, conforme DNIT exemplificando os componentes do aparelho AMV:
  4. 4. Imagem x – Componentes do AMV Um dos métodos de dimensionamento conhecido é o Empellón, fatores como tipo de curva e cruzamento devem ser analisados. Podendo, por exemplo, ser curvas com tangentes de coração reto ou curvo. O acionamento do aparelho pode ser feito por motores elétricos ou oleohidráulico. Atualmente, a tecnologia permite que haja um excelente funcionamento em AMVs até mesmo para aparelhos locomotivos de alta velocidade, com uma geometria trabalhada, é possível obter conforto e segurança. Referências BRASIL. Departamento Nacional de InfraEstrutura de Transportes: manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro: IPR,2006. (IPR. Publ., 719). BRASIL. Manual de restauração de pavimentos asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro:IPR, 2006. (IPR. Publ., 720). GARCÍA DÍAZ-DE-VILLEGAS, J. M. y RODRÍGUEZ BUGARÍN, M. “DesvíosFerro-viarios”. Incan,S.A., 1995.

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