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GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010




                GOM-2010
                               Gulf of Mexico oil spill and
                                               its environmental
                                                          impacts and
                                                      consequences
                                              petroleum market
                               Princípios da Engenharia de Petróleo |   1


Henrique Santana – RA 74.278                                     Trabalho Prático #3
GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010




ÍNDICE

   Resumo Histórico

   Possíveis Causas

   Meio Ambiente

   Números

   Medidas de Contenção

   Impactos no Segmento

   Referências




                      Princípios da Engenharia de Petróleo |   2
GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010




Resumo Histórico

        A explosão da plataforma Deepwater Horizon ocorreu no dia 20 de abril de 2010, no Golfo
do México, nos Estados Unidos. O desastre consistiu na explosão da plataforma de petróleo semi-
submersível Deepwater Horizon que pertence à Transocean e que estava sendo operada pela BP
(British Petroleum), afundando na quinta-feira seguinte à explosão, depois de ficar dois dias em
chamas. Uma grande mancha de óleo foi espalhada pelo golfo do México chegando até a costa
Americana. Neste acidente houve 17 trabalhadores feridos e 11 outros faleceram.

                                                     A torre estava na fase final da perfuração
                                                     de um poço, na qual se reforça com
                                                     concreto o poço (coluna de revestimento).
                                                     Este é um processo delicado, pois há
                                                     possibilidade de os fluidos do poço serem
                                                     libertos descontroladamente. No dia 20 de
                                                     abril de 2010 houve uma explosão na
                                                     torre, e esta se incendiou. Morreram onze
                                                     pessoas em consequência deste acidente,
                                                     11 outros foram encontrados com vida.



                     Figura 01 - Ilustrativa

       Sete trabalhadores foram evacuados para a estação aérea naval em Nova Orleães (US) e
levados para o hospital. Barcos de apoio lançaram água à torre numa infrutífera tentativa de
extinguir as chamas. Deepwater Horizon afundou-se a 22 de abril de 2010, em águas de
aproximadamente 1500 metros de profundidade, e os seus restos foram encontrados no leito
marinho a aproximadamente 400 metros a noroeste do poço.

       O derrame de petróleo resultante prejudicou o habitat de centenas de espécies de aves,
peixes e animais marinhos da região do acidente.

      A BP anunciou em 17 de julho de 2010 ter conseguido estancar temporariamente o
derrame de petróleo, depois de instaladas novas válvulas que conseguiram travar o derrame.



                                                     Princípios da Engenharia de Petróleo |   3
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       No dia 19 de setembro foi anunciada pela Guarda Costeira Americana a cimentação do
poço referido perfazendo o seu isolamento definitivo. [1]




Possíveis Causas

       Segundo documento anônimo que está circulando pelo meio petrolífero, o desastre
ambiental no Golfo do México ocorreu devido a uma falha técnica associada a erro humano: óleo
ou gás teriam entrado no revestimento da tubulação do poço, e a tripulação teria demorado a
acionar os equipamentos de segurança, que impediriam que os fluidos chegassem à plataforma
sem controle e provocassem o incêndio. As chamas da plataforma chegaram a 90 metros de altura
e podiam ser vistas a uma distância de 56 quilômetros.

       O mesmo documento, que também traz fotos inéditas do acidente (figura – 02), afirma que
a Deepwater Horizon é uma plataforma operada pela Transocean (e arrendada até 2013 pela
empresa britânica BP), que custou 350 milhões de dólares para ser construída, em 2001, e custará
o dobro para ser substituída. Diz tratar-
se uma das plataformas mais modernas
e com um excelente histórico de
segurança.

       Plataformas como a Deepwater
Horizon não são ancoradas no fundo do
mar, são flutuantes, o que permite que
trabalhem em profundezas de água de
até 3.000 metros. Plataformas deste tipo
usam um complicado sistema de
posicionamento, que inclui motores e
GPS, para mantê-las sempre na mesma
posição.                                    Figura – 02 (momento da queda da plataforma)

        De acordo com especialistas, quando este sistema falha, no caso de uma falta de energia,
ela se afasta do riser, o cano que a liga à cabeça do poço, e este se arrebenta. São as duas piores
coisas que podem acontecer a uma plataforma.




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       Foi o que aconteceu à Deepwater Horizon. Em 20 de abril, a plataforma pegou fogo,
causando a morte de 11 funcionários. Dois dias depois, a plataforma afundou, a 80 quilômetros da
costa do estado americano da Louisiana. [2]




Meio Ambiente

       IMPACTOS NO GOLFO DO MEXICO

       Há cerca de um mês, a costa sul dos Estados Unidos era conhecida apenas por suas belas
praias e por ser o santuário de animais como o pelicano-castanho e a tartaruga marinha. No
entanto, uma explosão em uma plataforma petrolífera, no último dia 20, transformou as águas do
mar do Golfo do México no cenário de uma tragédia ambiental. As cerca de 5,26 mil toneladas de
petróleo que são despejadas diariamente na água ameaçam a existência de centenas de pelicanos,
tartarugas e outras 600 espécies de seres vivos. Segundo especialistas, o vazamento foi controlado
e a maior parte do petróleo, recolhida, mas as consequências para a vida na região demorarão
décadas para serem superadas.

       A figura – 03 é um infográfico que faz referência aos principais acidentes com a indústria
do óleo no mundo [3].

       IMPACTOS NO BRASIL

                                                               Ativistas do Greenpeace simularam um
                                                       vazamento de óleo em frente à sede da BP, na
                                                       capital paulista, em protesto contra o desastre
                                                       ambiental provocado no Golfo do México pela
                                                       explosão de uma plataforma de petróleo da
                                                       empresa no dia 20 de abril. A simulação, que
                                                       utilizou 4 barris cheios com uma substância
                                                       preta (uma mistura de farinha com tinta não
                                                       tóxica e lavável), nem de perto chegou ao
                                                       tamanho do vazamento provocado no poço
                                                       operado pela BP, estancado somente em
                                                       meados de agosto.

       Figura -04 – Ativistas na sede da BP - Brasil


                                                          Princípios da Engenharia de Petróleo |   5
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       Segundo dados do governo dos Estados Unidos, o acidente liberou o equivalente a 5
milhões de barris de petróleo no Golfo do México, paralisando a pesca e o turismo no litoral de 4
estados americanos e causando danos ainda incalculáveis a ecossistemas costeiros e marinhos na
região. O número oficial, ainda não auditado por fontes independentes, é suficiente para
transformar o vazamento da BP no maior da história e serve para lembrar dos riscos que o mundo
corre para continuar a saciar a sua sede por combustíveis fósseis. [4]




                   A figura – 03 (infográfico histórico de acidentes ambientais)

                                                       Princípios da Engenharia de Petróleo |   6
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Números

       Além de danos ambientais o acidente vem causando prejuízos financeiros à empresa. A
tabela abaixo resume o acidente em números. Do total de petróleo derramado apenas 20% foi
recuperado, ainda que a operação de resposta tenha sido de grandes proporções como apontam
os dados. A área costeira afetada abrangeu cinco estados e motivou milhares de pedidos de
indenizações, além das multas que podem ultrapassar US$ 17,6 bilhões caso se comprovem as
acusações de negligência grave da BP. Para fazer frente a tantas despesas, a BP provisionou um
gasto de cerca de US$ 32 bilhões, o que a fez planejar a alienação de ativos na mesma ordem de
grandeza, situados basicamente na América do Sul e do Norte. No segundo trimestre de 2010 a BP
                                                             registrou prejuízo recorde mesmo
                                                             aumentando a sua receita em 30%.
                                                             Assim, a empresa informou que
                                                             poderá voltar algum dia e extrair
                                                             petróleo do MC-252, que era um
                                                             projeto lucrativo. Acredita-se que o
                                                             reservatório abaixo dele ainda
                                                             contenha hidrocarbonetos avaliados
                                                             em US$ 4 bilhões. A figura 5
                                                             demonstra        alguns      números
                                                             representativos     sobre     a   BP
                                                             decorrentes do acidente GOM. [5]




   A figura – 04 (figura dos impactos financeiros)


                                                      Princípios da Engenharia de Petróleo |   7
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Medidas de Contenção

       O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirma que as multas
por vazamento de petróleo no Brasil ficaram "baixas" diante do acidente ocorrido no Golfo do
México, há cerca de dois meses.

       Segundo ele, quando os valores foram delimitados, há dez anos, "não eram tão baixos",
mas "a vida vai nos alertando para as coisas".

       "O limite de R$ 50 milhões não era assim tão pequeno. Mas eu acho que, frente à
experiência no Golfo, precisamos fazer um reexame nessa questão", disse o dirigente, em
entrevista à BBC.

        A legislação brasileira prevê multa de R$ 7 mil a R$ 50 milhões para as empresas do setor
petrolífero responsáveis pela descarga de material poluente em águas sob jurisdição nacional. O
valor não inclui os custos com limpeza e possíveis indenizações.

      Os valores foram estipulados pela lei 9.966, aprovada em abril de 2000 - três meses após o
vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo da Petrobras na Baía de Guanabara.

      Na época, a multa à empresa estatal foi de R$ 51 milhões - mas a empresa acabou
ganhando um desconto de 30% pelo pagamento antecipado.

       Com o acidente da BP, especialistas têm alertado sobre "falhas" na legislação brasileira,
que, segundo eles, além de estipular multas com valores baixos para os padrões internacionais,
também não é clara o suficiente na definição dos critérios para a aplicação das penalidades. [6]




Impactos no Segmento

Oil CEOs Must All Be Chief Safety Officers Now

        Just when the Deepwater Horizon stopped leaking oil into the Gulf, costing BP $8 billion in
direct cost and $70 billion in lost market capitalization so far, another platform owned by another
company caught fire and exploded. It reminded us again of the immense oil and gas industry's
                                                       Princípios da Engenharia de Petróleo |   8
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immense vulnerability. Chief executives throughout the oil and gas industry are now asking their
operational leadership for assurance that similar accidents will never happen in their
organizations. That assurance can't be given with integrity and confidence, because the industry
has lost command over of its greatest source of vulnerability--its organizational culture and
leadership.

       To prevent another catastrophe like Deepwater Horizon, C-suite leaders must move rapidly
to create a culture in which safety is valued as the foundation for every other dimension of
performance. Operational integrity depends on having safety define the culture.

       To begin this process, industry leaders should develop plans that include at least the
following three steps, and they should do so in the next 90 days:

        1. Acknowledge that CEOs and their boards rarely receive good information on what takes
place at the operations level within their companies. To get at the real picture, CEOs need to cut
through several layers of management, talk to mid-level managers, and audit their companies'
safety procedures. In the financial audit world, it has become popular to talk about understanding
the "tone in the middle." A chief executive who doesn't know the tone on the platforms and shop
floors simply doesn't know the company's exposure to catastrophe.

        2. Realize that internal records are frequently unreliable. Operational integrity and safety
data should be scrutinized to determine their accuracy. The frequency of convenient lapses in
safety protocols reported in the case of the Deepwater Horizon is deplorable. In many cases, the
results of these reviews will be shocking.

        3. As top safety officer, chief executives must communicate throughout their organizations
this core cultural value: Sticking to rigorous safety systems and procedures won't cost money; it
will save lives and make money. Acting otherwise is unacceptable. When this message is clear and
credible, colleagues will not hesitate to call one another on errors in safety practice, and news of
near misses will pass up the chain of command without impedance.

        Both Exxon and NASA faced similar urgencies after the wreck of the Exxon Valdez and the
failure of the space shuttle Columbia. In the latter case, the investigation panel found the cause to
be "as much about organizational failure as technical failure." To bring about the change that was
needed, the senior leaders of these two complex organizations--Sean O'Keefe at NASA and Lee
Raymond at Exxon--launched cultures of caution by taking personal accountability for safety in
their organizations. Paul O'Neill did the same at Alcoa ( AA - news - people ) during his remarkable
tenure as CEO there.

      When CEOs demand absolute integrity, it doesn't mean they think they can avoid all risk. It
means they want to know that state-of-the-art operations integrity programs, for both safety and

                                                        Princípios da Engenharia de Petróleo |   9
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reliability, are in place, that company leaders are doing what they need to do to make them
effective, and that exposures to catastrophe are being identified and managed effectively.

       Like it or not, in the oil and gas industry and in other industries with catastrophic potential,
the CEO must take on the primary leadership role in safety. Without this commitment, federal
regulations will be imposed. The likelihood of future incidents will increase. Little progress will be
made. Rapid, profound change in any industry inherently involves the CEO. In the new normal, oil
and gas CEOs can no longer be effective leaders if they don't lead with safety.

      Thomas R. Krause is chairman of the board of BST, a safety performance consulting firm
based in Ojai, Calif., whose clients include the major oil companies, NASA, hundreds of
manufacturers worldwide, and patient safety-focused health care organizations. [7]




Referências

[1] Wikipédia                                              [5] Blog Infopetro

http://pt.wikipedia.org/wiki/Explos%C3%A3o                 http://infopetro.wordpress.com/2010/08/23
_da_plataforma_Deepwater_Horizon                           /a-bp-e-as-alternativas-do-desastre-a-
                                                           esperanca/
[2] Último segundo - IG
                                                           [6] G1
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meio
ambiente/acidente+no+golfo+do+mexico+ter                   http://g1.globo.com/ciencia-e-
ia+sido+erro+humano/n1237600542783.htm                     saude/noticia/2010/06/vazamento-no-golfo-
                                                           faz-brasil-rever-planos-de-emergencia.html
[3] Correio Braziliense
                                                           [7] Forbes
http://www.correiobraziliense.com.br/app/n
oticia182/2010/06/13/cienciaesaude,i=19742                 http://www.forbes.com/2010/09/20/chief-
6/ESPECIALISTAS+ACREDITAM+QUE+OS+EFEI                      safety-officer-oil-companies-leadership-
TOS+NOCIVOS+DO+VAZAMENTO+DE+PETRO                          citizenship-
LEO+NA+COSTA+DOS+ESTADOS+UNIDOS+PO                         ceos.html?boxes=Homepagelighttop
DEM+AFETAR+ATE+MESMO+SISTEMAS+MAR
                                                           Observação geral: Algumas citações em
INHOS+DISTANTES.shtml
                                                           referência    foram      resumidas   e
[4] Greenpeace                                             interpretadas de acordo com o critério
                                                           estabelecido pelo autor do material.
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticia
s/Vazamento-de-petroleo-na-BP-em-SP/
                                                         Princípios da Engenharia de Petróleo |   10

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  • 1. GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010 GOM-2010 Gulf of Mexico oil spill and its environmental impacts and consequences petroleum market Princípios da Engenharia de Petróleo | 1 Henrique Santana – RA 74.278 Trabalho Prático #3
  • 2. GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010 ÍNDICE Resumo Histórico Possíveis Causas Meio Ambiente Números Medidas de Contenção Impactos no Segmento Referências Princípios da Engenharia de Petróleo | 2
  • 3. GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010 Resumo Histórico A explosão da plataforma Deepwater Horizon ocorreu no dia 20 de abril de 2010, no Golfo do México, nos Estados Unidos. O desastre consistiu na explosão da plataforma de petróleo semi- submersível Deepwater Horizon que pertence à Transocean e que estava sendo operada pela BP (British Petroleum), afundando na quinta-feira seguinte à explosão, depois de ficar dois dias em chamas. Uma grande mancha de óleo foi espalhada pelo golfo do México chegando até a costa Americana. Neste acidente houve 17 trabalhadores feridos e 11 outros faleceram. A torre estava na fase final da perfuração de um poço, na qual se reforça com concreto o poço (coluna de revestimento). Este é um processo delicado, pois há possibilidade de os fluidos do poço serem libertos descontroladamente. No dia 20 de abril de 2010 houve uma explosão na torre, e esta se incendiou. Morreram onze pessoas em consequência deste acidente, 11 outros foram encontrados com vida. Figura 01 - Ilustrativa Sete trabalhadores foram evacuados para a estação aérea naval em Nova Orleães (US) e levados para o hospital. Barcos de apoio lançaram água à torre numa infrutífera tentativa de extinguir as chamas. Deepwater Horizon afundou-se a 22 de abril de 2010, em águas de aproximadamente 1500 metros de profundidade, e os seus restos foram encontrados no leito marinho a aproximadamente 400 metros a noroeste do poço. O derrame de petróleo resultante prejudicou o habitat de centenas de espécies de aves, peixes e animais marinhos da região do acidente. A BP anunciou em 17 de julho de 2010 ter conseguido estancar temporariamente o derrame de petróleo, depois de instaladas novas válvulas que conseguiram travar o derrame. Princípios da Engenharia de Petróleo | 3
  • 4. GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010 No dia 19 de setembro foi anunciada pela Guarda Costeira Americana a cimentação do poço referido perfazendo o seu isolamento definitivo. [1] Possíveis Causas Segundo documento anônimo que está circulando pelo meio petrolífero, o desastre ambiental no Golfo do México ocorreu devido a uma falha técnica associada a erro humano: óleo ou gás teriam entrado no revestimento da tubulação do poço, e a tripulação teria demorado a acionar os equipamentos de segurança, que impediriam que os fluidos chegassem à plataforma sem controle e provocassem o incêndio. As chamas da plataforma chegaram a 90 metros de altura e podiam ser vistas a uma distância de 56 quilômetros. O mesmo documento, que também traz fotos inéditas do acidente (figura – 02), afirma que a Deepwater Horizon é uma plataforma operada pela Transocean (e arrendada até 2013 pela empresa britânica BP), que custou 350 milhões de dólares para ser construída, em 2001, e custará o dobro para ser substituída. Diz tratar- se uma das plataformas mais modernas e com um excelente histórico de segurança. Plataformas como a Deepwater Horizon não são ancoradas no fundo do mar, são flutuantes, o que permite que trabalhem em profundezas de água de até 3.000 metros. Plataformas deste tipo usam um complicado sistema de posicionamento, que inclui motores e GPS, para mantê-las sempre na mesma posição. Figura – 02 (momento da queda da plataforma) De acordo com especialistas, quando este sistema falha, no caso de uma falta de energia, ela se afasta do riser, o cano que a liga à cabeça do poço, e este se arrebenta. São as duas piores coisas que podem acontecer a uma plataforma. Princípios da Engenharia de Petróleo | 4
  • 5. GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010 Foi o que aconteceu à Deepwater Horizon. Em 20 de abril, a plataforma pegou fogo, causando a morte de 11 funcionários. Dois dias depois, a plataforma afundou, a 80 quilômetros da costa do estado americano da Louisiana. [2] Meio Ambiente IMPACTOS NO GOLFO DO MEXICO Há cerca de um mês, a costa sul dos Estados Unidos era conhecida apenas por suas belas praias e por ser o santuário de animais como o pelicano-castanho e a tartaruga marinha. No entanto, uma explosão em uma plataforma petrolífera, no último dia 20, transformou as águas do mar do Golfo do México no cenário de uma tragédia ambiental. As cerca de 5,26 mil toneladas de petróleo que são despejadas diariamente na água ameaçam a existência de centenas de pelicanos, tartarugas e outras 600 espécies de seres vivos. Segundo especialistas, o vazamento foi controlado e a maior parte do petróleo, recolhida, mas as consequências para a vida na região demorarão décadas para serem superadas. A figura – 03 é um infográfico que faz referência aos principais acidentes com a indústria do óleo no mundo [3]. IMPACTOS NO BRASIL Ativistas do Greenpeace simularam um vazamento de óleo em frente à sede da BP, na capital paulista, em protesto contra o desastre ambiental provocado no Golfo do México pela explosão de uma plataforma de petróleo da empresa no dia 20 de abril. A simulação, que utilizou 4 barris cheios com uma substância preta (uma mistura de farinha com tinta não tóxica e lavável), nem de perto chegou ao tamanho do vazamento provocado no poço operado pela BP, estancado somente em meados de agosto. Figura -04 – Ativistas na sede da BP - Brasil Princípios da Engenharia de Petróleo | 5
  • 6. GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010 Segundo dados do governo dos Estados Unidos, o acidente liberou o equivalente a 5 milhões de barris de petróleo no Golfo do México, paralisando a pesca e o turismo no litoral de 4 estados americanos e causando danos ainda incalculáveis a ecossistemas costeiros e marinhos na região. O número oficial, ainda não auditado por fontes independentes, é suficiente para transformar o vazamento da BP no maior da história e serve para lembrar dos riscos que o mundo corre para continuar a saciar a sua sede por combustíveis fósseis. [4] A figura – 03 (infográfico histórico de acidentes ambientais) Princípios da Engenharia de Petróleo | 6
  • 7. GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010 Números Além de danos ambientais o acidente vem causando prejuízos financeiros à empresa. A tabela abaixo resume o acidente em números. Do total de petróleo derramado apenas 20% foi recuperado, ainda que a operação de resposta tenha sido de grandes proporções como apontam os dados. A área costeira afetada abrangeu cinco estados e motivou milhares de pedidos de indenizações, além das multas que podem ultrapassar US$ 17,6 bilhões caso se comprovem as acusações de negligência grave da BP. Para fazer frente a tantas despesas, a BP provisionou um gasto de cerca de US$ 32 bilhões, o que a fez planejar a alienação de ativos na mesma ordem de grandeza, situados basicamente na América do Sul e do Norte. No segundo trimestre de 2010 a BP registrou prejuízo recorde mesmo aumentando a sua receita em 30%. Assim, a empresa informou que poderá voltar algum dia e extrair petróleo do MC-252, que era um projeto lucrativo. Acredita-se que o reservatório abaixo dele ainda contenha hidrocarbonetos avaliados em US$ 4 bilhões. A figura 5 demonstra alguns números representativos sobre a BP decorrentes do acidente GOM. [5] A figura – 04 (figura dos impactos financeiros) Princípios da Engenharia de Petróleo | 7
  • 8. GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010 Medidas de Contenção O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirma que as multas por vazamento de petróleo no Brasil ficaram "baixas" diante do acidente ocorrido no Golfo do México, há cerca de dois meses. Segundo ele, quando os valores foram delimitados, há dez anos, "não eram tão baixos", mas "a vida vai nos alertando para as coisas". "O limite de R$ 50 milhões não era assim tão pequeno. Mas eu acho que, frente à experiência no Golfo, precisamos fazer um reexame nessa questão", disse o dirigente, em entrevista à BBC. A legislação brasileira prevê multa de R$ 7 mil a R$ 50 milhões para as empresas do setor petrolífero responsáveis pela descarga de material poluente em águas sob jurisdição nacional. O valor não inclui os custos com limpeza e possíveis indenizações. Os valores foram estipulados pela lei 9.966, aprovada em abril de 2000 - três meses após o vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo da Petrobras na Baía de Guanabara. Na época, a multa à empresa estatal foi de R$ 51 milhões - mas a empresa acabou ganhando um desconto de 30% pelo pagamento antecipado. Com o acidente da BP, especialistas têm alertado sobre "falhas" na legislação brasileira, que, segundo eles, além de estipular multas com valores baixos para os padrões internacionais, também não é clara o suficiente na definição dos critérios para a aplicação das penalidades. [6] Impactos no Segmento Oil CEOs Must All Be Chief Safety Officers Now Just when the Deepwater Horizon stopped leaking oil into the Gulf, costing BP $8 billion in direct cost and $70 billion in lost market capitalization so far, another platform owned by another company caught fire and exploded. It reminded us again of the immense oil and gas industry's Princípios da Engenharia de Petróleo | 8
  • 9. GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010 immense vulnerability. Chief executives throughout the oil and gas industry are now asking their operational leadership for assurance that similar accidents will never happen in their organizations. That assurance can't be given with integrity and confidence, because the industry has lost command over of its greatest source of vulnerability--its organizational culture and leadership. To prevent another catastrophe like Deepwater Horizon, C-suite leaders must move rapidly to create a culture in which safety is valued as the foundation for every other dimension of performance. Operational integrity depends on having safety define the culture. To begin this process, industry leaders should develop plans that include at least the following three steps, and they should do so in the next 90 days: 1. Acknowledge that CEOs and their boards rarely receive good information on what takes place at the operations level within their companies. To get at the real picture, CEOs need to cut through several layers of management, talk to mid-level managers, and audit their companies' safety procedures. In the financial audit world, it has become popular to talk about understanding the "tone in the middle." A chief executive who doesn't know the tone on the platforms and shop floors simply doesn't know the company's exposure to catastrophe. 2. Realize that internal records are frequently unreliable. Operational integrity and safety data should be scrutinized to determine their accuracy. The frequency of convenient lapses in safety protocols reported in the case of the Deepwater Horizon is deplorable. In many cases, the results of these reviews will be shocking. 3. As top safety officer, chief executives must communicate throughout their organizations this core cultural value: Sticking to rigorous safety systems and procedures won't cost money; it will save lives and make money. Acting otherwise is unacceptable. When this message is clear and credible, colleagues will not hesitate to call one another on errors in safety practice, and news of near misses will pass up the chain of command without impedance. Both Exxon and NASA faced similar urgencies after the wreck of the Exxon Valdez and the failure of the space shuttle Columbia. In the latter case, the investigation panel found the cause to be "as much about organizational failure as technical failure." To bring about the change that was needed, the senior leaders of these two complex organizations--Sean O'Keefe at NASA and Lee Raymond at Exxon--launched cultures of caution by taking personal accountability for safety in their organizations. Paul O'Neill did the same at Alcoa ( AA - news - people ) during his remarkable tenure as CEO there. When CEOs demand absolute integrity, it doesn't mean they think they can avoid all risk. It means they want to know that state-of-the-art operations integrity programs, for both safety and Princípios da Engenharia de Petróleo | 9
  • 10. GULF OF MEXICO OIL SPILL Nov, 2010 reliability, are in place, that company leaders are doing what they need to do to make them effective, and that exposures to catastrophe are being identified and managed effectively. Like it or not, in the oil and gas industry and in other industries with catastrophic potential, the CEO must take on the primary leadership role in safety. Without this commitment, federal regulations will be imposed. The likelihood of future incidents will increase. Little progress will be made. Rapid, profound change in any industry inherently involves the CEO. In the new normal, oil and gas CEOs can no longer be effective leaders if they don't lead with safety. Thomas R. Krause is chairman of the board of BST, a safety performance consulting firm based in Ojai, Calif., whose clients include the major oil companies, NASA, hundreds of manufacturers worldwide, and patient safety-focused health care organizations. [7] Referências [1] Wikipédia [5] Blog Infopetro http://pt.wikipedia.org/wiki/Explos%C3%A3o http://infopetro.wordpress.com/2010/08/23 _da_plataforma_Deepwater_Horizon /a-bp-e-as-alternativas-do-desastre-a- esperanca/ [2] Último segundo - IG [6] G1 http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meio ambiente/acidente+no+golfo+do+mexico+ter http://g1.globo.com/ciencia-e- ia+sido+erro+humano/n1237600542783.htm saude/noticia/2010/06/vazamento-no-golfo- faz-brasil-rever-planos-de-emergencia.html [3] Correio Braziliense [7] Forbes http://www.correiobraziliense.com.br/app/n oticia182/2010/06/13/cienciaesaude,i=19742 http://www.forbes.com/2010/09/20/chief- 6/ESPECIALISTAS+ACREDITAM+QUE+OS+EFEI safety-officer-oil-companies-leadership- TOS+NOCIVOS+DO+VAZAMENTO+DE+PETRO citizenship- LEO+NA+COSTA+DOS+ESTADOS+UNIDOS+PO ceos.html?boxes=Homepagelighttop DEM+AFETAR+ATE+MESMO+SISTEMAS+MAR Observação geral: Algumas citações em INHOS+DISTANTES.shtml referência foram resumidas e [4] Greenpeace interpretadas de acordo com o critério estabelecido pelo autor do material. http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticia s/Vazamento-de-petroleo-na-BP-em-SP/ Princípios da Engenharia de Petróleo | 10