O VELHO O RAPAZ E O BURRO
 
Era uma vez um velho que tinha um neto e um burro. Um dia teve que ir com o seu neto até à aldeia. Mas como ficava ainda u...
 
E quando iam a caminho, cruzaram-se com uns homens que disseram: —  Parece impossível que o rapaz que é novo vá montado no...
 
<ul><li>VAMOS CANTAR! </li></ul><ul><li>A CANÇÃO DO VELHO </li></ul><ul><li>Hoje é dia de ir à aldeia, </li></ul><ul><li>S...
Continuaram o seu caminho e, ao chegarem a uma fonte onde decidiram ir matar a sua sede, encontraram duas mulheres que aí ...
—  Devia ter vergonha, seu velho mandrião! Então o seu neto é que vai a pé, um rapazinho ainda de tenra idade? O velho fic...
Assim fez e prosseguiram em direcção à aldeia. Passaram por um campo onde um homem que juntava o feno para os animais, ao ...
—  Ó compadre, coitado do animal! A carregar com duas pessoas! Por amor de Deus, dê-lhe algum descanso, alivie-lhe os cost...
<ul><li>VAMOS CANTAR! </li></ul><ul><li>A CANÇÃO DO RAPAZ </li></ul><ul><li>Passear com o meu avô </li></ul><ul><li>É o qu...
 
Ficou contente o avô. Agora tinham encontrado a solução. Era impossível que alguém comentasse também esta atitude do velho...
—  Estes dois endoideceram! Em vez de irem descansados em cima do burro, vão a pé e assim o burro não se cansa!
Depois de ouvir isto, disse o avô ao neto: —  Sabes uma coisa, meu rapaz, o melhor que temos a fazer é não darmos ouvidos ...
 
O VELHO; O RAPAZ E O BURRO Tradução do original de La Fontaine feita por Curvo Semedo (poeta do séc. XIX)
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

O velho, o rapaz e o burro expresso

14.872 visualizações

Publicada em

1 comentário
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • parabéns muito lindo!!!!!!!!!!!!!
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui
  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
14.872
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
8.364
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
132
Comentários
1
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

O velho, o rapaz e o burro expresso

  1. 1. O VELHO O RAPAZ E O BURRO
  2. 3. Era uma vez um velho que tinha um neto e um burro. Um dia teve que ir com o seu neto até à aldeia. Mas como ficava ainda um pouco distante da sua velha casinha, decidiu levar o rapaz montado no seu burro.
  3. 5. E quando iam a caminho, cruzaram-se com uns homens que disseram: — Parece impossível que o rapaz que é novo vá montado no burro e o velho, coitado, meio trôpego, vai a pé! O velho ficou incomodado com este comentário e decidiu trocar com o seu neto. Assim sentia-se muito mais tranquilo e melhor com a sua consciência.
  4. 7. <ul><li>VAMOS CANTAR! </li></ul><ul><li>A CANÇÃO DO VELHO </li></ul><ul><li>Hoje é dia de ir à aldeia, </li></ul><ul><li>Sinto uma grande alegria. </li></ul><ul><li>Vou passear com o meu neto </li></ul><ul><li>Que é a melhor companhia! </li></ul><ul><li>O meu fiel ajudante </li></ul><ul><li>É um burro dedicado. </li></ul><ul><li>Tenho já muitos projectos </li></ul><ul><li>Para um dia bem passado. </li></ul><ul><li>Refrão </li></ul><ul><li>O mais velho aqui sou eu, </li></ul><ul><li>Já tenho uma bela idade… </li></ul><ul><li>E tenho boas ideias, </li></ul><ul><li>Essa é uma grande verdade! </li></ul><ul><li>Este caminho é comprido, </li></ul><ul><li>Mas já estou habituado. </li></ul><ul><li>Sentei o rapaz no burro </li></ul><ul><li>Para ele ir mais descansado. </li></ul><ul><li>Passaram depois uns homens </li></ul><ul><li>Que vinham a comentar, </li></ul><ul><li>E quando ouvi a conversa, </li></ul><ul><li>Comecei logo a pensar… </li></ul><ul><li>Refrão </li></ul><ul><li>Pensei neste problema </li></ul><ul><li>E encontrei a solução: </li></ul><ul><li>Vou eu montado no burro </li></ul><ul><li>E vem o rapaz para o chão! </li></ul><ul><li>Acho que esta é uma ideia </li></ul><ul><li>Simplesmente genial! </li></ul><ul><li>Já não vão comentar mais, </li></ul><ul><li>Já não podem dizer mal! </li></ul><ul><li>Refrão </li></ul>
  5. 8. Continuaram o seu caminho e, ao chegarem a uma fonte onde decidiram ir matar a sua sede, encontraram duas mulheres que aí enchiam os seus cântaros e que, mal viram o velho em cima do burro, apressaram-se a comentar:
  6. 9. — Devia ter vergonha, seu velho mandrião! Então o seu neto é que vai a pé, um rapazinho ainda de tenra idade? O velho ficou outra vez surpreendido, mas agora sem saber o que fazer. Pensou um pouco e achou que o melhor era os dois irem em cima do burro.
  7. 10. Assim fez e prosseguiram em direcção à aldeia. Passaram por um campo onde um homem que juntava o feno para os animais, ao vê-los, disse:
  8. 11. — Ó compadre, coitado do animal! A carregar com duas pessoas! Por amor de Deus, dê-lhe algum descanso, alivie-lhe os costados! E, desesperado, o velho disse ao rapaz: — Ó meu rapaz, agora é que eu não sei o que fazer! Dá-me uma ideia, ajuda-me a calar esta gente
  9. 12. <ul><li>VAMOS CANTAR! </li></ul><ul><li>A CANÇÃO DO RAPAZ </li></ul><ul><li>Passear com o meu avô </li></ul><ul><li>É o que eu prefiro fazer. </li></ul><ul><li>Conversamos todo o dia, </li></ul><ul><li>Nunca paro de aprender. </li></ul><ul><li>Falamos dos animais, </li></ul><ul><li>Esquilos, corujas, escaravelhos… </li></ul><ul><li>E quando eu lhe peço ajuda </li></ul><ul><li>Dá-me sempre bons conselhos. </li></ul><ul><li>Refrão </li></ul><ul><li>Eu sou um rapaz normal, </li></ul><ul><li>Gosto de ser como sou; </li></ul><ul><li>tenho uma sorte na vida: </li></ul><ul><li>Cresci com o meu avô! </li></ul><ul><li>E aproveito para dizer </li></ul><ul><li>O que todos já sabemos: </li></ul><ul><li>É preciso aproveitar </li></ul><ul><li>As coisas boas que temos! </li></ul><ul><li>Falamos também dos homens, </li></ul><ul><li>Do que é ser justo e sincero, </li></ul><ul><li>De tudo o que é importante, </li></ul><ul><li>Do que fiz e do que espero </li></ul><ul><li>É por causa das conversas </li></ul><ul><li>Que nós costumamos ter, </li></ul><ul><li>Que eu sei que o mundo é enorme </li></ul><ul><li>Para quem quiser crescer! </li></ul><ul><li>Refrão </li></ul><ul><li>Hoje vamos à aldeia </li></ul><ul><li>Mas estamos num dilema… </li></ul><ul><li>Sempre que vemos alguém, </li></ul><ul><li>Aparece um problema! </li></ul><ul><li>Uns querem que eu vá de burro, </li></ul><ul><li>Outros que seja o avô… </li></ul><ul><li>Já experimentámos ir juntos, </li></ul><ul><li>Mas nem isso resultou! </li></ul><ul><li>Refrão </li></ul><ul><li>Agora é a minha vez </li></ul><ul><li>De ajudar o meu avô. </li></ul><ul><li>Acho que há uma resposta </li></ul><ul><li>Em que ainda não pensou: </li></ul><ul><li>Porque não irmos os dois </li></ul><ul><li>Calmamente a caminhar? </li></ul><ul><li>O burro vai descansado; </li></ul><ul><li>Ninguém nos vai criticar! </li></ul><ul><li>Refrão </li></ul>
  10. 14. Ficou contente o avô. Agora tinham encontrado a solução. Era impossível que alguém comentasse também esta atitude do velho e do rapaz. Estavam já a chegar à aldeia, quando dois homens que seguiam numa carroça se atreveram a dizer:
  11. 15. — Estes dois endoideceram! Em vez de irem descansados em cima do burro, vão a pé e assim o burro não se cansa!
  12. 16. Depois de ouvir isto, disse o avô ao neto: — Sabes uma coisa, meu rapaz, o melhor que temos a fazer é não darmos ouvidos ao que dizem os outros, pois vai haver sempre alguém a criticar as nossas opções, por melhor que nós as achemos Para a todos agradar Foi fazendo o que ouvia. E só no fim percebeu Que a sua razão é que valia. FIM
  13. 18. O VELHO; O RAPAZ E O BURRO Tradução do original de La Fontaine feita por Curvo Semedo (poeta do séc. XIX)

×