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A rã e o boi

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Fábula "A rã e o boi" apresentada em verso e em prosa, de autores distintos

Publicada em: Educação
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A rã e o boi

  1. 1. A rã e o boi (texto em prosa) Andava um boi a pastar na erva tenra e viçosa que crescia à beira de um regato, quando foi visto por uma rã. Com a inveja que sentiu, esta rã começou a comer muito, a inchar de vento, perguntando a cada momento às outras se já era do tamanho do boi. – Ainda não! – responderam elas. Voltou a comer com mais teimosia e a inchar tanto quanto lhe era possível, para atingir a corpulência do boi. A certa altura, como lhe faltasse muito para satisfazer a sua ambição, tanto fez para aumentar, que rebentou. São assim todos os ambiciosos, não descansando enquanto não igualam os outros (…). Não se contentando com a situação que têm, para subirem mais dão-se a trabalhos que, por fim, os inutilizam, acontecendolhes como a rã. in Fábulas de Esopo, Lello& Irmãos Editores (texto com supressões) A rã e o boi (texto em verso) Num certo charco vivia Certa rã, com alegria, Coaxando de noite e de dia. Ora ao charco foi beber Um boi. Logo a rã, ao ver O seu tamanho, quis ser Como ele tão corpulento; E sem demora, ciumenta, Sobre uma pedra se senta, E sempre o boi espreitando, Vai inchando, vai inchando, E a os seus filhos perguntando: – Tamanho dele já sou? – Ainda não! – Já chegou? – Mais um pouco! Arrebentou! O pobre boi, afinal, Nem sequer dera por tal… E só a rã por seu mal Veio de inveja a morrer… Quem, mais do que é, quiser ser Aqui seu fim pode ver. Armando Córtes-Rodrigues, Canção da Vida Vivida, Instituto Cultural de Ponta Delgada

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