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FUNDAMENTOS TEORICOS E
METODOLOGICOS DO
ENSINO DE ARTES
PROFª . ESP.SUSANNE MESSIAS DE FARIAS
E-MAIL:susanne.m.farias@gmail.com
VYGOTSKY (1989) afirma que o auxílio prestado à
criança em suas atividades de aprendizagem é
válido, pois, aquilo que a criança faz hoje com o
auxílio de um adulto ou de outra criança maior,
amanhã estará realizando sozinha
EMENTA:
Conceito de Arte. Apreciação estética. Potencial criador.
A dupla faceta da Arte na Educação: como fator integrante e
integrador das demais áreas de saber. A Música na
educação. Percepção e expressão em Música. Apreciação
musical. Repertório para Educação Infantil e anos iniciais do
Ensino Fundamental. Música e movimento. Dança como
expressão corporal. Cultura lúdica.
 A arte é uma forma de o ser humano expressar suas
emoções, sua história e sua cultura através de alguns
valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio. A arte
pode ser representada através de várias formas, em
especial na música, na escultura, na pintura, no cinema, na
dança, entre outras.
Fonte:EscolaBrasil
O que é Arte??
O QUE ENSINAR EM ARTE?
O ENSINO DA ÁREA SE CONSOLIDA NAS ESCOLAS SOBRE O
TRIPÉ APRECIAÇÃO, PRODUÇÃO E REFLEXÃO.
 Durante muitos anos, o ensino de Arte se resumiu a tarefas
pouco criativas e marcadamente repetitivas. Desvalorizadas na
grade curricular, as aulas dificilmente tinham continuidade ao
longo do ano letivo.
 Nas últimas duas décadas, essa situação vem mudando nas
escolas brasileiras. Hoje, a tendência que guia a área é a
chamada sócio interacionista, que prega a mistura de
produção, reflexão e apreciação de obras artísticas.
 Como defendem os próprios PCNs, é papel da escola
"ensinar a produção histórica e social da arte e, ao mesmo
tempo, garantir ao aluno a liberdade de imaginar e edificar
propostas artísticas pessoais ou grupais com base em
intenções próprias.”
Os Parâmetros Curriculares Nacionais — PCN — são referências para os
Ensinos Fundamental e Médio de todo o país. O objetivo dos PCN é
garantir a todas as crianças e jovens brasileiros, mesmo em locais com
condições socioeconômicas desfavoráveis, o direito de usufruir do
conjunto de conhecimentos reconhecidos como necessários para o
exercício da cidadania.
Metodologia Tradicional
 Que supervaloriza os
exercícios mecânicos e as
cópias por acreditar que a
repetição é capaz de garantir
que os alunos "fixem
modelos".
Movimento da Escola
Nova
Ideias modernizadoras
começaram a influenciar as
aulas de Arte. Na época, a
proposta era romper
totalmente com o jeito
anterior de trabalhar.
A EVOLUÇÃO DOS CONCEITOS QUE ORIENTAM AS AULAS
 Alguns anos mais tarde, novas concepções foram sendo
construídas, abrindo espaço para a consolidação da perspectiva
sóciointeracionista, a mais indicada pelos especialistas hoje por
permitir que crianças e jovens não apenas conheçam as
manifestações culturais da humanidade e da sociedade em que
estão inseridas, mas também soltem a imaginação e
desenvolvam a criatividade, utilizando todos os equipamentos e
ferramentas à sua disposição.
Sociointeracionismo: É uma
teoria de aprendizagem com
o foco na interação.
A EVOLUÇÃO DOS CONCEITOS QUE ORIENTAM AS
AULAS
 Na Espanha, Fernando Hernández ;
 No Brasil, Ana Mae Barbosa.
 MITOS PEDAGÓGICOS NO ENSINO DE ARTE:
REPRODUÇÃO E RELEITURA;
 SEM MATERIAL, NÃO DÁ;
 ARTE ESTIMULA CRIATIVIDADE.
AS QUATRO GRANDES LINGUAGENS ARTÍSTICAS:
MÚSICA ,DANÇA, ARTESVISUAIS E TEATRO
PRODUÇÃO É CHANCE PARA O ALUNO DESENVOLVER
PERCURSO PRÓPRIOPRODUZIR
A etapa da produção é a oportunidade de o aluno testar,
conhecer e escolher diferentes cores, formatos, gestos,
movimentos corporais e sons. É o momento de mostrar suas
escolhas, mudar de ideia, decidir novamente. "O estudante deve
ter a chance de experimentar com diferentes formas e
procedimentos para desenvolver um percurso próprio", diz Rosa
Iavelberg. "O caminho é favorecer a criação com propostas
instigantes. Assim, a produção dialoga com diferentes referências
e alimenta a poética pessoal“.
LINHA DO TEMPO DO ENSINO DE ARTE NO BRASIL
1816 –Durante o governo de dom João VI, chega ao Rio de
Janeiro a Missão Artística Francesa e é criada a Academia
Imperial de Belas Artes. Seguindo modelos europeus, é
instalado oficialmente o ensino de Arte nas escolas;
1900 – Até o início do século 20, o ensino do desenho é visto
como uma preparação para o trabalho em fábricas e serviços
artesanais. São valorizados o traço, a repetição de modelos e o
desenho geométrico;
1922 – Apesar da efervescência das manifestações da Semana
de Arte Moderna, o ensino segue as tendências da escola
tradicional, que defende a necessidade de copiar modelos para
treinar habilidades manuais;
1930 – O compositor Heitor Villa-Lobos, no governo de Getúlio
Vargas, institui o projeto de canto orfeônico nas escolas. São
formados corais, que se desenvolvem pela memorização de letras
de músicas de caráter folclórico e cívico;
1935 – O escritor Mario de Andrade, então diretor do Departamento
de Cultura do município de São Paulo, promove um concurso de
desenho para crianças com tema livre. O ganhador recebe uma
quantia em dinheiro;
1948 – É criada no Rio de Janeiro a primeira "Escolinha de Arte",
com a intenção de propor atividades para o aluno desenvolver a
autoexpressão e a prática. Em 1971, chega a 32 o número de
instituições particulares desse tipo no país;
1960 – As experimentações que marcam a sociedade, como o
movimento da bossa nova, influenciam o ensino de Arte nas
escolas de todo o país. É a época da tendência da livre expressão
se expandir pelas redes de ensino.;
1971 – Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB), a Educação Artística (que inclui artes plásticas, educação
musical e artes cênicas) passa a fazer parte do currículo escolar do
Ensino Fundamental e Médio;
1973 – Criação dos primeiros cursos de licenciatura em Arte, com dois
anos de duração e voltados à formação de professores capazes de
lecionar música, teatro, artes visuais, desenho, dança e desenho
geométrico;
1989 – Desde 1982 desenvolvendopesquisas sobre três ideias (fazer,
ler imagens e estudar a história da arte), Ana Mae Barbosa cria a
proposta triangular, que inova ao colocar obras como referência para os
alunos;
1996 – A LDB passa a considerar a Arte como disciplina obrigatória da
Educação Básica. Os Parâmetros Curriculares Nacionais definem que
ela é composta de quatro linguagens: artes visuais, dança, música e
teatro .
METODOLOGIAS MAIS COMUNS NO ENSINO DE ARTE
TRADICIONAL;
 LIVREEXPRESSÃO;
 SOCIOINTERACIONISTA.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
 No que se refere à metodologia do ensino da arte para a
Educação Infantil, sabemos que atualmente já foram
produzidas propostas estruturadas por meio de eixos de
aprendizagem, com a finalidade de desenvolver a
sensibilização, reflexão e expressão do aluno, enquanto
orientação pedagógica, que ensina a criança a brincar,
ressaltando sua cultura.
A FORMAÇÃO LÚDICA DO PROFESSOR E SUAS IMPLICAÇÕES
ÉTICAS E ESTÉTICAS
Com as rápidas transformações nos meios e nos modos de
produção, resultado da revolução tecnológica e científica adentramos
em uma nova era da humanidade. A natureza do trabalho e a relação
econômica entre as pessoas e as nações estão sofrendo enormes
transformações, mudando a natureza do que hoje podemos entender
por profissão. Alvin Toffler (1997):
Designa o atual estágio de transformação por Terceira Onda (a
primeira dando-se com a descoberta da agricultura e a segunda com o
advento da revolução industrial), outros autores propõem outras
designações, mas todos apontam na mesma direção: o papel
fundamental do conhecimento nas relações de produção e, por
conseqüência, na ordem e no poder mundial.
Segundo LUCKESI,2000,
...um fazer humano mais amplo, que se relaciona não apenas à presença de
brincadeiras e jogos mas também a um sentimento, atitude do sujeito
envolvido na ação, que se refere a um prazer de celebração em função do
envolvimento genuíno com a atividade, a sensação de plenitude que
acompanha as coisas significativas e verdadeiras.
A LUDICIDADE FAZ PARTE DA
ESSÊNCIA DO SER HUMANO E O
JOGO É A SUA EXPRESSÃO, NO
QUAL O JOGADOR É O
PROTAGONISTA.
A UTILIZAÇÃO DA MÍMICA COMO RECURSO
PEDAGÓGICO
IMITAÇÃO E ENTENDIMENTO DE VERDADE
Segundo Piaget (1962) a classificação dos jogos se dá
em:
1) Jogos Sensório-Motores
2) Jogos Simbólicos
3) Jogos de Regras.
TEATRO E EXPRESSÃO ARTÍSTICA
Ao desenvolver um trabalho em relação ao lúdico, é necessário que se
atente para as condições, os fatores, o contexto e os atores que participarão
da atividade a ser desenvolvida. Em relação ao teatro, a base de todo o
processo situa-se em torno do corpo, do gesto e da mímica. Sabemos que a
linguagem gestual nasceu com o homem primitivo e renasce todos os dias
como parte da necessidade do mesmo se expressar, comunicar e ajudar no
desenvolvimento geral da comunidade
MÍMICA E UTILIZAÇÃO DO GESTO
Progressivamente, deve haver a promoção de um afastamento gradual
em relação aos jogos de imitação para que o aluno possa ter autonomia sobre
seus próprios movimentos, visto que a imitação, tal qual como a concebemos
nos mostra os acontecimentos do momento. À medida em que são mantidos
os jogos de imitação o aluno cristalizará a realidade tendo uma falsa ideia de
que está desenvolvendo seus potenciais;
TIPOS DE BRINCADEIRAS E COMO AJUDAR A
CRIANÇA BRINCAR
As crianças precisam atravessar diversos estágios no aprendizado
de brincar em conjunto, antes de serem capazes de aproveitar as
brincadeiras de grupo. Mesmo depois que ela ganhou confiança em
brincar com outras crianças ela gostará, às vezes, de voltar a brincar
sozinha ou apenas na presença de amigos, sem colaboração de
alguma parte;
Podemos identificar diferentes tipos de brincadeiras sob o ponto
de vista da participação social, cada um deles implicando num maior
envolvimento entre as crianças e uma maior capacidade de se
relacionar e se comunicar com os outros.
O BRINCAR E O RECONHECIMENTO DA
INFÂNCIA
 Os estudos de Ariès (1960) evidenciam que o sentimento
sobre a infância começa a surgir lentamente na sociedade
Ocidental entre os séculos XIII e XVII;
 A socialização da criança, assim como as transmissões
dos valores e dos conhecimentos, não era assegurada
nem controlada pela família.;
 A criança era logo misturada aos adultos, partilhava de
seus trabalhos e jogos, garantindo assim sua educação.
ANTECIPAÇÃO e ESTRATÉGIA.
O raciocinar, o criar hipóteses,
aplicando-as e verificando
imediatamente os resultados,
através do jogo, fazem com que
o aluno, de forma lúdica, entre
em contato com a realidade e se
prepare para a solução de
problemas.
O brincar em qualquer tempo
não é trivial, é altamente sério e
de profunda significação.
Froebel, 1912
 Percebemos, nesse tom, que a infância era uma espécie de
anonimato e que a presença da criança, na família e na
sociedade, era muito breve e insignificante;
 Suas necessidades, bem como as etapas de seu
desenvolvimento, eram ignoradas, não recebendo a devida
importância;
Comunicação, Arte e Ludicidade na formação do Professor-Gestor.
CONTEXTUALIZAÇÃO DA DISCIPLINA:
O tema Comunicação, Arte e Ludicidade perpassará pelos componentes
curriculares do período de forma a consolidar o enfoque do trabalho escolar
como um todo interrelacionado e integrado. A ênfase é dada à reflexão sobre a
importância da comunicação, da arte e da ludicidade na formação integral do
sujeito, inclusive e principalmente, do professor-gestor, sustentada pelos
enfoques filosóficos, sociológicos e históricos, a partir de uma construção
científica do trabalho, tendo como preocupação premente o desenvolvimento das
questões ligadas a arte, a educação e a recreação e jogos, de forma a contribuir
para o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias ao
desempenho das atividades desse professor, tanto administrativamente como
pedagogicamente.
O tema Comunicação, Arte e Ludicidade perpassará pelos componentes
curriculares do período de forma a consolidar o enfoque do trabalho escolar
como um todo interrelacionado e integrado. A ênfase é dada à reflexão sobre a
importância da comunicação, da arte e da ludicidade na formação integral do
sujeito, inclusive e principalmente, do professor-gestor, sustentada pelos
enfoques filosóficos, sociológicos e históricos, a partir de uma construção
científica do trabalho, tendo como preocupação premente o desenvolvimento das
questões ligadas a arte, a educação e a recreação e jogos, de forma a contribuir
para o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias ao
desempenho das atividades desse professor, tanto administrativamente como
pedagogicamente.
O ato de jogar é tão antigo quanto o
próprio homem, na verdade o jogo faz
parte da essência de ser dos
mamíferos. O jogo é necessário ao
nosso processo de desenvolvimento,
tem uma função vital para o indivíduo,
principalmente como forma de
assimilação da realidade, além de ser
culturalmente útil para a sociedade
como expressão de ideais
comunitários.
PASSERINO, 1998
JOGOS.
RACIOCÍNIO LÓGICO
Todos os jogos que exigem
antecipação, planejamento e
estratégia estimulam o
raciocínio
Os alunos precisam de liberdade para
desenvolver seu potencial criativo, sendo tarefa
do educador criar condições para que isso
aconteça, evitando censuras ou críticas
desnecessárias, possibilitando assim que eles
se arrisquem e se mostrem, sem receio.
Se desejamos formar seres criativos, críticos
e aptos para tomar decisões, um dos
requisitos é o enriquecimento do cotidiano
infantil com a inserção de contos, lendas,
brinquedos e brincadeiras.
Vygotski (1896-1934)
CRIATIVIDADE.
O jogo possibilita o treino de
lidar com figura e fundo, pois, às
vezes, a atenção do participante
está centrada no momento, nas
figuras, e em outros momentos a
atenção estará dirigida para um
outro foco.
PERCEPÇÃO.
Desenvolvimento motor
Qualidades físicas
Qualidades psicomotoras
Orientação
Adaptação
Desenvolvimento afetivo
Sensibilidade
Emocional
Desenvolvimento
biológico
Estimula o crescimento
Sensorial.
Tónico
Desenvolvimento
cognitivo
Psicológico
Inteligência
Linguagem
Conhecimento
Compreensão
Reflexão
Imaginação
Criação
Improvisação
Representação
Desenvolvimento
social
Capacidade
relacional
Coletividade
Comunicação
Interação
Valores socioculturais
Desenvolvimento lúdico
Desinibição
Libertação
Desbloqueação
Universo mágico
Desenvolvimento
expressivo
Dramatização
Brincar é um componente crucial do
desenvolvimento, pois, através do brincar a
criança é capaz de tornar manejáveis e
compreensíveis os aspectos esmagadores e
desorientadores do mundo. Na verdade, o brincar
é um parceiro insubstituível do desenvolvimento,
seu principal motor. Em seu brincar, a criança
pode experimentar comportamentos, ações e
percepções sem medo de represálias ou fracasso,
tornando-se assim mais bem preparada para
quando o seu comportamento 'contar'.
Howard Gardner (1945 - )
MÚSICA, POESIA, TERAPIA E
LUDICIDADE
Nos dias de hoje, em muitos países, também se aplica a música
com fins terapêuticos. Observaram-se resultados terapêuticos nas
sinfonias de Beethoven:As sinfonias são estimulantes: gerando
motivação, autoconfiança, força de vontade, poder de decisão,
equilíbrio do sistema nervoso; estímulo à reflexão existencial.
As sinfonias são tranqüilizantes: combate à tensão, ao
pessimismo, à incerteza e ao desânimo; ajuda na eliminação de
sentimentos negativos como o ódio, o ciúme, o egoísmo, o desejo de
vingança e a luxúria.
MÚSICA :Falar sobre música seria o mesmo que falar sobre o
tudo, o princípio da vida na terra e o fim. A música exprime o
significado do ser em sua existência. Segundo Schoenberg
(apud MORAES, 1986, p. 47), “a música expressa a natureza
inconsciente deste e de outros mundos”, ou ainda segundo
Queiroz (2000, p. 21):
A MÚSICA NO ENSINO DA ARTE
 Atualmente não podemos imaginar a vida sem a música
que está por toda a parte, em casa, nos carros, nas ruas,
nos fones de ouvido de crianças de variadas idades, na TV,
nos rádios e em nossas mentes. Músicas movem o mundo,
movem pessoas.
A partir da Lei n. 11.769, sancionada no dia 18 de
agosto de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, que altera a LDB n. 9.394, de 20 de dezembro de
1996,torna obrigatório o ensino de música na educação
básica em todas as escolas brasileiras.
Com a alteração da LDB, a música passa a ser conteúdo
obrigatório, mas não exclusivo do ensino da arte.
 Muitos professores afirmam que nunca trabalharam a
música e não se sentem seguros em trabalhar a música
nas aulas de artes. Agora com a obrigatoriedade vai
mudar? De que forma, se o professor não tem
conhecimento do conteúdo a ser trabalhado e de
possíveis metodologias?
 Sobre o ensino da arte no currículo da educação,
Ferreira (2001), organiza o livro O ensino das artes:
construindo caminhos. Nessa obra, Almeida, Nardim,
Mendes e Cunha, mostram uma conversa da música
com a educação e a tecnologia: como diferem a
produção musical do século XX e o ensino da música.
Recomenda-se às crianças em idades iniciais do
desenvolvimento cerebral (0 a 6 anos) ouvir músicas eruditas, a
exemplo das "clássicas", por serem ricas em expressões
sonoras propícias ao desenvolvimento da acuidade cerebral
auditiva, característica esta que é de grande importância para a
aprendizagem de idiomas;
A música, arte de combinar os sons, é uma excelente fonte de
trabalho escolar porque, além de ser utilizada como terapia
psíquica para o desenvolvimento cognitivo, é uma forma de
transmitir idéias e informações, faz parte da comunicação social.
Como utilizar a música em sala de
aula?
Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, usa-se a música
há muito tempo em sala de aula, mas normalmente de uma forma
lúdica, sem cobrança pedagógica do conteúdo aos alunos, salvo
algumas exceções.
No Ensino fundamental II a música é raramente utilizada, mas ao
professor interessado em enriquecer a sua prática pedagógica com
música cabe estar atento à pertinência do tema musical à matéria
lecionada e fazer um planejamento que permita ao aluno
desenvolver análise e interpretação da letra, defendendo-a,
rebatendo-a e/ou lhe acrescentando algo.
Antes de apresentar a música aos alunos, deve-se ter consciência
do tema a ser trabalhado e do conhecimento prévio dos alunos. Se
necessário for, deve-se subsidiar o aluno com pré-requisitos
conceituais.
Como um exemplo daquilo que se pode fazer em sala de aula será
apresentado uma atividade que pode ser aplicada por professores
interessados.
Exemplo:
Xote ecológico - Aguinaldo Batista e Luiz
Gonzaga
Não posso respirar
Não posso mais nadar
A terra está morrendo
Não dá mais pra plantar
Se plantar não nasce
Se nascer não dá
Até pinga da boa
É difícil de encontrar
Cadê a flor que estava aqui
Poluição comeu
O peixe que é do mar
Poluição comeu
O verde onde é que está
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes Sobreviveu
O tema da música acima é o meio ambiente cuja
característica interdisciplinar extrapola os limites de uma
única ciência, pois envolve política, economia, história,
ecologia e geografia.
No que se refere à Geografia, seu objeto de estudo é o
espaço humanizado e neste se inclui o meio ambiente
impactado pelas organizações sociais.
Quanto ao conteúdo sobre meio ambiente e a forma de
abordá-lo devem variar de acordo a série a que se
destinam.
Após a apresentação da música, é possível explorar o
entendimento dos alunos sobre a letra da mesma e passar
um questionário a eles com posterior esclarecimento de
dúvidas. Exemplo:
1) Copie o título da música.
2) Escreva o que é xote?
3) O que é meio ambiente?
4) Qual o significado de ecologia?
5) Complete a tabela abaixo com os possíveis agentes dos
problemas apontados na música.
De acordo a necessidade dos estudantes é importante
desenvolver o conhecimento sobre os conceitos e/ou
definição de litosfera, hidrosfera, atmosfera, biosfera, ciclo
hidrológico, a posição central do homem no ecossistema e
os efeitos do desmatamento, a saber:
a) interrupção do ciclo hidrológico com prejuízos climáticos
(chuva);
b) erosão do solo;
c) assoreamento de rios;
d) deslizamento de solo ou terra das vertentes ou
encostas dos morros;
e) risco de extinção de espécies vegetais;
f) migração e morte de animais ao perderem seu hábitat.
Agora o professor pode expandir o assunto abrangendo as causas que
levaram a sociedade a degradar a natureza. Cabe analisar o aumento
dos prejuízos ao ambiente a partir da Revolução Industrial na Inglaterra
em 1760, espalhando-se pelos países vizinhos, em outros continentes,
intensificando-se depois da Segunda Guerra Mundial e chegando aos
países em desenvolvimento como o Brasil.
6) Quem foi Chico Mendes?
7) Cite alguns problemas que as bebidas alcoólicas (pinga) podem
apresentar em seus consumidores.
8) Complete.
No Brasil, o álcool é extraído da
_____________________________; nos EUA, o álcool é extraído
do_____________________________
9) Quando e em que circunstância o álcool surgiu como
combustível de automóveis?
10) Descreva os principais impactos que podem ser provocados
pela monocultura voltada à produção de combustíveis (etanol e
biodísel).
CONCLUSÃO
No final do século XX houve um significativo
aumento do uso da música como tratamento de
distúrbios da mente devido a sua capacidade de
sensibilizar, emocionar, excitar os reflexos
sensoriais da audição correlacionados ao
raciocínio nas distinções dos diferentes sons, além
de despertar sensação de prazer e fixar a atenção
no tempo.
A importância da dança na arte
A dança enquanto um processo educacional, não se resume
simplesmente em aquisição de habilidades, mas sim, poderá
contribui para o aprimoramento das habilidades básicas, dos
padrões fundamentais do movimento, no desenvolvimento das
potencialidades humanas e sua relação com o mundo. O uso da
dança como prática pedagógica favorece a criatividade, além de
favorecer no processo de construção de conhecimento;
 A dança na escola não é a arte do espetáculo, é educação
através da arte. A dança tem suma importância para alcançar os
objetivos da Educação, um deles sendo o desenvolvimento dos
aspectos afetivo e social, portanto esta prática propicia ao aluno
grandes mudanças internas e externas, no que se refere ao seu
comportamento, na forma de se expressar e pensar.
A importância da Dança / Educação em seu aspecto
interdisciplinar é possibilitar o processo criativo a autonomia e
liberdade do indivíduo, possibilitando ao educando articular uma
relação mais próxima entre o homem e a natureza, através da
observação, sensibilização e experiências que estabelecem
uma íntima relação entre os mesmos.
Assim, o educando ao vivenciar corporalmente através do
movimento, o tamanho, o ritmo, os movimentos dos objetos
pelos fatores físicos como o espaço-temporal, peso e fluência,
desenvolverá seus potenciais físico, mental, emocional e
ficando mais sensível ao mundo que o cerca.
A Dança / Educação possibilita criar no educando uma
consciência crítica exigente e ativa em relação ao ambiente
que a cerca e estabelecer parâmetros de qualidade de vida
do seu cotidiano. Por meio do domínio do seu corpo e de
seus movimentos, o educando poderá entender melhor o
sistema de objetos naturais e artificiais, o conjunto de
estímulos sensoriais, perceber as formas e cores, os
cheiros, os sabores, as formas de ruídos e movimentos.
A Nova Educação - Importância das Artes Visuais no
Aprendizado
.
 Quando se pensa em Artes Visuais, logo vem à mente
desenhos, pinturas, esculturas, tinta entre outros milhares
de recursos capazes de representar o mundo real ou o
imaginário. No entanto, elas estão além do papel. O campo
de atuação nas Artes Visuais é amplo. O teatro, o cinema, a
música, a fotografia, a moda ou arquitetura, entre outras
O SIGNIFICADO DAS ARTES VISUAIS
Abrange qualquer forma de representação visual, ou seja, cor e forma. Outras
formas visuais dramáticas costumam ser incluídas em outras categorias, como
teatro, música ou ópera, apesar de não existir fronteira rígida.
Como disciplina do conhecimento humano, a arte contribui para compreensão do
novo, inédito, irracional, e propõe mudanças nas bases teóricas do conhecimento e
nas técnicas pedagógicas aplicadas. Através dessas práticas as aulas de arte
acontecem no laboratório de artes na própria escola, onde as experiências
mostram que não cria apenas produtos artísticos, mas também os aprecia,
examina e avalia. O processo de ensino-aprendizagem da arte propicia o
desenvolvimento do pensamento artístico, considerando que a arte é algo
“universal”. O processo é importante para a formação enquanto o sujeito social.
Segundo o PCN Arte (1997) a educação em Arte deve propiciar essencialmente
o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética do aluno, pois
desenvolve a sensibilidade, a percepção e a imaginação, no que diz respeito às
diversas formas artísticas quanto com relação à maneira de apreciar e conhecer as
produções e diferentes culturas da humanidade.
A IMPORTÂNCIA DO TEATRO
Para as crianças, o teatro ajuda no seu desenvolvimento
e formação, despertando o desejo pelo conhecimento e por
isso que ele deve ser um complemento na educação
básica de todo o jovem, pois ele auxilia trazendo a
informação e entretenimento de uma forma mais prazerosa
e divertido;
Apesar de muita das vezes não receber o seu devido
valor, o teatro é fundamental na formação cultural de
qualquer pessoa já que ele também nos faz conhecer um
pouco mais sobre a nossa própria cultura onde muito não
dão o devido valor.
 O teatro infantil passou a apresentar duas modalidades: o
teatro com uma função pedagógica, visão que historicamente
já vinha sendo abordada, referindo-se ao desenvolvimento
da criança na realização de atividades de teatro e a outra
dimensão que tem sido analisada é o teatro como uma
atividade artística, a história do teatro como uma história da
cultura, as características e função do teatro em cada
período histórico
FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL
O Teatro de Bonecos, assim como todos os outros jogos de
dramatização e faz-de-conta, ajudam a criança a construir a sua
identidade pois, nestes jogos, ela poderá desempenhar diversos papéis
sociais (mãe/filha, pai/filho ,professor, médico, policial, bruxa, fada, etc.)
e experimentar diferentes sensações e emoções. Nas mãos da criança,
o boneco deixa de ser um objeto e torna-se ALGUÉM, cria vida, tem um
papel e uma identidade, os quais ela pode experimentar através do
boneco.
Crianças de 06 anos de idade em brincadeira livre com os
fantoches que elas mesmas confeccionaram
ARTE, INFÂNCIA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES
A arte na infância propicia a criança, a dar início à
coordenação das expressões partindo da composição do
seu mundo, por meio da percepção;
A arte tem dupla capacidade expressiva e sugestiva.
Pois, ela exprime o inteligível no sensível, sendo capaz
de encarnar uma idéia ou um sentimento, na matéria,
seja esta a tinta, argila, o mármore, as palavras, dança
ou música.
Bose (2000, p.12) Cita que a arte é um fazer- A arte é um
conjunto de atos pelos quais se muda a forma, se transforma
a matéria oferecida pela natureza e pela cultura. Nesse
sentido, qualquer atividade humana, desde que conduzida
regularmente a um fim, pode chama- se artística;
Para GODOY (2003), as pessoas participam de vários
meios que se entrelaçam algumas vezes se sobrepõem e
outras podem se conflitar, possibilitando, com esse
movimento, o desenvolvimento das linguagens expressivas.
 Os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação
Infantil (BRASIL, 1998) sugerem, no âmbito de experiência
de conhecimento de mundo, eixos de trabalho orientados
para a construção das diferentes linguagens pelas crianças
e para as relações que estabelecem com os objetos de
conhecimento: movimento, música, artes visuais, linguagem
oral e escrita, natureza, sociedade e matemática.
ARTE E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
A infância é um processo gradual e individual variando o desenvolvimento,
comportamento, e o processo intelecto para diferentes crianças. A vida infantil e seus
períodos vão depender de cada convívio, cada cultura. Cada etapa deve ser
respeitada, tudo acontece em seu momento até completar seu período transitório de
mudanças.
A criança mobiliza todo o seu ser, entregando as experiências que acarretam a
criações, desenvolvendo assim, a percepção, observação, desenvolvimento lógico e
expressões. O desenho acompanha o desenvolvimento das crianças, e através dele
observamos como as crianças se relacionam com a realidade e com os elementos de
sua cultura e como traduzem essas percepções gráficas.
As crianças devem formar sua própria linha de pensamento e sensibilidade, quando
estão se expressando, e não podemos julgar os seus trabalhos como se fossem
obras imperfeitas de um adulto, afinal a representação é da criança e não de quem as
observa.
FORMAÇÃO DE PROFESSORES
As hipóteses sobre como se deve lecionar arte, o qual conteúdo e por que se
devem ensinar, tornam-se totalmente antiquadas se o professor não estiver
aperfeiçoado o ou formado para atuar nessas funções.
Ostetto fala sobre a concepção da formação do professor :
Quando reclamamos a contribuição da arte à formação do professor, temos em
mente que ela congrega um conhecimento que trabalha com as polaridades: ao
possibilitar o gostoso, também engendra desgostoso; ao dar prazer, também
provoca o desprazer; se traz satisfação, igualmente dá frustração; se permite trazer
à tona a luz da existência, também mexe com os sonhos do ser humano; o sublime
e o horrível, o belo e o feio: esta tudo ai, no processo artístico. Na arte, em suas
diferentes linguagens, não emerge apenas a fada, mas a bruxa, os ódios, o fundo
do baú da nossa vida. Por isso, arte mexe com a totalidade. E não é de totalidade
que estamos em falta? (2004, p.12)
REFERÊNCIAS
AMARILHA, Marly. Estão mortas as fadas? – literatura infantil e
prática pedagógica. Petrópolis: Vozes, 1997.
CADEMAROTI, Lígia. O que é literatura infantil. São Paulo:
Brasiliense, 1986.
CALVINO, I. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo:
Companhia da Letra, 1990.
COSTA, Isabel. A.; BARGANHA, Felipa. O fantoche que ajuda a
crescer. Rio Tinto, Portugal: Edições Asa, 1989.
GALVÃO, I. Henri Wallon. Uma concepção dialética do
desenvolvimento infantil. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1995.
OLIVEIRA, Z. M. R. e col. Creches: crianças, faz de conta & Cia.
Petrópolis, RJ: Vozes, 1992.
REGO, T. C. Vygotsky – uma pesquisa histórico-cultural da
educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.
ROSSETTI, M. C. (org.). Os favores da educação infantil. São Paulo:
Cortez, 2001.

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Fundamentos teóricos do ensino de artes

  • 1. FUNDAMENTOS TEORICOS E METODOLOGICOS DO ENSINO DE ARTES PROFª . ESP.SUSANNE MESSIAS DE FARIAS E-MAIL:susanne.m.farias@gmail.com
  • 2.
  • 3. VYGOTSKY (1989) afirma que o auxílio prestado à criança em suas atividades de aprendizagem é válido, pois, aquilo que a criança faz hoje com o auxílio de um adulto ou de outra criança maior, amanhã estará realizando sozinha
  • 4. EMENTA: Conceito de Arte. Apreciação estética. Potencial criador. A dupla faceta da Arte na Educação: como fator integrante e integrador das demais áreas de saber. A Música na educação. Percepção e expressão em Música. Apreciação musical. Repertório para Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. Música e movimento. Dança como expressão corporal. Cultura lúdica.
  • 5.  A arte é uma forma de o ser humano expressar suas emoções, sua história e sua cultura através de alguns valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio. A arte pode ser representada através de várias formas, em especial na música, na escultura, na pintura, no cinema, na dança, entre outras. Fonte:EscolaBrasil O que é Arte??
  • 6. O QUE ENSINAR EM ARTE?
  • 7.
  • 8. O ENSINO DA ÁREA SE CONSOLIDA NAS ESCOLAS SOBRE O TRIPÉ APRECIAÇÃO, PRODUÇÃO E REFLEXÃO.  Durante muitos anos, o ensino de Arte se resumiu a tarefas pouco criativas e marcadamente repetitivas. Desvalorizadas na grade curricular, as aulas dificilmente tinham continuidade ao longo do ano letivo.
  • 9.  Nas últimas duas décadas, essa situação vem mudando nas escolas brasileiras. Hoje, a tendência que guia a área é a chamada sócio interacionista, que prega a mistura de produção, reflexão e apreciação de obras artísticas.  Como defendem os próprios PCNs, é papel da escola "ensinar a produção histórica e social da arte e, ao mesmo tempo, garantir ao aluno a liberdade de imaginar e edificar propostas artísticas pessoais ou grupais com base em intenções próprias.” Os Parâmetros Curriculares Nacionais — PCN — são referências para os Ensinos Fundamental e Médio de todo o país. O objetivo dos PCN é garantir a todas as crianças e jovens brasileiros, mesmo em locais com condições socioeconômicas desfavoráveis, o direito de usufruir do conjunto de conhecimentos reconhecidos como necessários para o exercício da cidadania.
  • 10. Metodologia Tradicional  Que supervaloriza os exercícios mecânicos e as cópias por acreditar que a repetição é capaz de garantir que os alunos "fixem modelos". Movimento da Escola Nova Ideias modernizadoras começaram a influenciar as aulas de Arte. Na época, a proposta era romper totalmente com o jeito anterior de trabalhar.
  • 11. A EVOLUÇÃO DOS CONCEITOS QUE ORIENTAM AS AULAS  Alguns anos mais tarde, novas concepções foram sendo construídas, abrindo espaço para a consolidação da perspectiva sóciointeracionista, a mais indicada pelos especialistas hoje por permitir que crianças e jovens não apenas conheçam as manifestações culturais da humanidade e da sociedade em que estão inseridas, mas também soltem a imaginação e desenvolvam a criatividade, utilizando todos os equipamentos e ferramentas à sua disposição. Sociointeracionismo: É uma teoria de aprendizagem com o foco na interação.
  • 12. A EVOLUÇÃO DOS CONCEITOS QUE ORIENTAM AS AULAS  Na Espanha, Fernando Hernández ;  No Brasil, Ana Mae Barbosa.
  • 13.  MITOS PEDAGÓGICOS NO ENSINO DE ARTE: REPRODUÇÃO E RELEITURA;  SEM MATERIAL, NÃO DÁ;  ARTE ESTIMULA CRIATIVIDADE.
  • 14. AS QUATRO GRANDES LINGUAGENS ARTÍSTICAS: MÚSICA ,DANÇA, ARTESVISUAIS E TEATRO
  • 15.
  • 16. PRODUÇÃO É CHANCE PARA O ALUNO DESENVOLVER PERCURSO PRÓPRIOPRODUZIR A etapa da produção é a oportunidade de o aluno testar, conhecer e escolher diferentes cores, formatos, gestos, movimentos corporais e sons. É o momento de mostrar suas escolhas, mudar de ideia, decidir novamente. "O estudante deve ter a chance de experimentar com diferentes formas e procedimentos para desenvolver um percurso próprio", diz Rosa Iavelberg. "O caminho é favorecer a criação com propostas instigantes. Assim, a produção dialoga com diferentes referências e alimenta a poética pessoal“.
  • 17. LINHA DO TEMPO DO ENSINO DE ARTE NO BRASIL 1816 –Durante o governo de dom João VI, chega ao Rio de Janeiro a Missão Artística Francesa e é criada a Academia Imperial de Belas Artes. Seguindo modelos europeus, é instalado oficialmente o ensino de Arte nas escolas; 1900 – Até o início do século 20, o ensino do desenho é visto como uma preparação para o trabalho em fábricas e serviços artesanais. São valorizados o traço, a repetição de modelos e o desenho geométrico; 1922 – Apesar da efervescência das manifestações da Semana de Arte Moderna, o ensino segue as tendências da escola tradicional, que defende a necessidade de copiar modelos para treinar habilidades manuais;
  • 18. 1930 – O compositor Heitor Villa-Lobos, no governo de Getúlio Vargas, institui o projeto de canto orfeônico nas escolas. São formados corais, que se desenvolvem pela memorização de letras de músicas de caráter folclórico e cívico; 1935 – O escritor Mario de Andrade, então diretor do Departamento de Cultura do município de São Paulo, promove um concurso de desenho para crianças com tema livre. O ganhador recebe uma quantia em dinheiro; 1948 – É criada no Rio de Janeiro a primeira "Escolinha de Arte", com a intenção de propor atividades para o aluno desenvolver a autoexpressão e a prática. Em 1971, chega a 32 o número de instituições particulares desse tipo no país; 1960 – As experimentações que marcam a sociedade, como o movimento da bossa nova, influenciam o ensino de Arte nas escolas de todo o país. É a época da tendência da livre expressão se expandir pelas redes de ensino.;
  • 19. 1971 – Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a Educação Artística (que inclui artes plásticas, educação musical e artes cênicas) passa a fazer parte do currículo escolar do Ensino Fundamental e Médio; 1973 – Criação dos primeiros cursos de licenciatura em Arte, com dois anos de duração e voltados à formação de professores capazes de lecionar música, teatro, artes visuais, desenho, dança e desenho geométrico; 1989 – Desde 1982 desenvolvendopesquisas sobre três ideias (fazer, ler imagens e estudar a história da arte), Ana Mae Barbosa cria a proposta triangular, que inova ao colocar obras como referência para os alunos; 1996 – A LDB passa a considerar a Arte como disciplina obrigatória da Educação Básica. Os Parâmetros Curriculares Nacionais definem que ela é composta de quatro linguagens: artes visuais, dança, música e teatro .
  • 20.
  • 21. METODOLOGIAS MAIS COMUNS NO ENSINO DE ARTE TRADICIONAL;  LIVREEXPRESSÃO;  SOCIOINTERACIONISTA.
  • 22. ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL  No que se refere à metodologia do ensino da arte para a Educação Infantil, sabemos que atualmente já foram produzidas propostas estruturadas por meio de eixos de aprendizagem, com a finalidade de desenvolver a sensibilização, reflexão e expressão do aluno, enquanto orientação pedagógica, que ensina a criança a brincar, ressaltando sua cultura.
  • 23. A FORMAÇÃO LÚDICA DO PROFESSOR E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS E ESTÉTICAS Com as rápidas transformações nos meios e nos modos de produção, resultado da revolução tecnológica e científica adentramos em uma nova era da humanidade. A natureza do trabalho e a relação econômica entre as pessoas e as nações estão sofrendo enormes transformações, mudando a natureza do que hoje podemos entender por profissão. Alvin Toffler (1997): Designa o atual estágio de transformação por Terceira Onda (a primeira dando-se com a descoberta da agricultura e a segunda com o advento da revolução industrial), outros autores propõem outras designações, mas todos apontam na mesma direção: o papel fundamental do conhecimento nas relações de produção e, por conseqüência, na ordem e no poder mundial.
  • 24.
  • 25. Segundo LUCKESI,2000, ...um fazer humano mais amplo, que se relaciona não apenas à presença de brincadeiras e jogos mas também a um sentimento, atitude do sujeito envolvido na ação, que se refere a um prazer de celebração em função do envolvimento genuíno com a atividade, a sensação de plenitude que acompanha as coisas significativas e verdadeiras.
  • 26. A LUDICIDADE FAZ PARTE DA ESSÊNCIA DO SER HUMANO E O JOGO É A SUA EXPRESSÃO, NO QUAL O JOGADOR É O PROTAGONISTA.
  • 27. A UTILIZAÇÃO DA MÍMICA COMO RECURSO PEDAGÓGICO IMITAÇÃO E ENTENDIMENTO DE VERDADE Segundo Piaget (1962) a classificação dos jogos se dá em: 1) Jogos Sensório-Motores 2) Jogos Simbólicos 3) Jogos de Regras.
  • 28. TEATRO E EXPRESSÃO ARTÍSTICA Ao desenvolver um trabalho em relação ao lúdico, é necessário que se atente para as condições, os fatores, o contexto e os atores que participarão da atividade a ser desenvolvida. Em relação ao teatro, a base de todo o processo situa-se em torno do corpo, do gesto e da mímica. Sabemos que a linguagem gestual nasceu com o homem primitivo e renasce todos os dias como parte da necessidade do mesmo se expressar, comunicar e ajudar no desenvolvimento geral da comunidade MÍMICA E UTILIZAÇÃO DO GESTO Progressivamente, deve haver a promoção de um afastamento gradual em relação aos jogos de imitação para que o aluno possa ter autonomia sobre seus próprios movimentos, visto que a imitação, tal qual como a concebemos nos mostra os acontecimentos do momento. À medida em que são mantidos os jogos de imitação o aluno cristalizará a realidade tendo uma falsa ideia de que está desenvolvendo seus potenciais;
  • 29. TIPOS DE BRINCADEIRAS E COMO AJUDAR A CRIANÇA BRINCAR As crianças precisam atravessar diversos estágios no aprendizado de brincar em conjunto, antes de serem capazes de aproveitar as brincadeiras de grupo. Mesmo depois que ela ganhou confiança em brincar com outras crianças ela gostará, às vezes, de voltar a brincar sozinha ou apenas na presença de amigos, sem colaboração de alguma parte; Podemos identificar diferentes tipos de brincadeiras sob o ponto de vista da participação social, cada um deles implicando num maior envolvimento entre as crianças e uma maior capacidade de se relacionar e se comunicar com os outros.
  • 30. O BRINCAR E O RECONHECIMENTO DA INFÂNCIA  Os estudos de Ariès (1960) evidenciam que o sentimento sobre a infância começa a surgir lentamente na sociedade Ocidental entre os séculos XIII e XVII;  A socialização da criança, assim como as transmissões dos valores e dos conhecimentos, não era assegurada nem controlada pela família.;  A criança era logo misturada aos adultos, partilhava de seus trabalhos e jogos, garantindo assim sua educação.
  • 31. ANTECIPAÇÃO e ESTRATÉGIA. O raciocinar, o criar hipóteses, aplicando-as e verificando imediatamente os resultados, através do jogo, fazem com que o aluno, de forma lúdica, entre em contato com a realidade e se prepare para a solução de problemas. O brincar em qualquer tempo não é trivial, é altamente sério e de profunda significação. Froebel, 1912
  • 32.  Percebemos, nesse tom, que a infância era uma espécie de anonimato e que a presença da criança, na família e na sociedade, era muito breve e insignificante;  Suas necessidades, bem como as etapas de seu desenvolvimento, eram ignoradas, não recebendo a devida importância;
  • 33. Comunicação, Arte e Ludicidade na formação do Professor-Gestor. CONTEXTUALIZAÇÃO DA DISCIPLINA: O tema Comunicação, Arte e Ludicidade perpassará pelos componentes curriculares do período de forma a consolidar o enfoque do trabalho escolar como um todo interrelacionado e integrado. A ênfase é dada à reflexão sobre a importância da comunicação, da arte e da ludicidade na formação integral do sujeito, inclusive e principalmente, do professor-gestor, sustentada pelos enfoques filosóficos, sociológicos e históricos, a partir de uma construção científica do trabalho, tendo como preocupação premente o desenvolvimento das questões ligadas a arte, a educação e a recreação e jogos, de forma a contribuir para o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias ao desempenho das atividades desse professor, tanto administrativamente como pedagogicamente. O tema Comunicação, Arte e Ludicidade perpassará pelos componentes curriculares do período de forma a consolidar o enfoque do trabalho escolar como um todo interrelacionado e integrado. A ênfase é dada à reflexão sobre a importância da comunicação, da arte e da ludicidade na formação integral do sujeito, inclusive e principalmente, do professor-gestor, sustentada pelos enfoques filosóficos, sociológicos e históricos, a partir de uma construção científica do trabalho, tendo como preocupação premente o desenvolvimento das questões ligadas a arte, a educação e a recreação e jogos, de forma a contribuir para o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias ao desempenho das atividades desse professor, tanto administrativamente como pedagogicamente.
  • 34. O ato de jogar é tão antigo quanto o próprio homem, na verdade o jogo faz parte da essência de ser dos mamíferos. O jogo é necessário ao nosso processo de desenvolvimento, tem uma função vital para o indivíduo, principalmente como forma de assimilação da realidade, além de ser culturalmente útil para a sociedade como expressão de ideais comunitários. PASSERINO, 1998 JOGOS.
  • 35. RACIOCÍNIO LÓGICO Todos os jogos que exigem antecipação, planejamento e estratégia estimulam o raciocínio
  • 36. Os alunos precisam de liberdade para desenvolver seu potencial criativo, sendo tarefa do educador criar condições para que isso aconteça, evitando censuras ou críticas desnecessárias, possibilitando assim que eles se arrisquem e se mostrem, sem receio. Se desejamos formar seres criativos, críticos e aptos para tomar decisões, um dos requisitos é o enriquecimento do cotidiano infantil com a inserção de contos, lendas, brinquedos e brincadeiras. Vygotski (1896-1934) CRIATIVIDADE.
  • 37. O jogo possibilita o treino de lidar com figura e fundo, pois, às vezes, a atenção do participante está centrada no momento, nas figuras, e em outros momentos a atenção estará dirigida para um outro foco. PERCEPÇÃO.
  • 38. Desenvolvimento motor Qualidades físicas Qualidades psicomotoras Orientação Adaptação Desenvolvimento afetivo Sensibilidade Emocional Desenvolvimento biológico Estimula o crescimento Sensorial. Tónico Desenvolvimento cognitivo Psicológico Inteligência Linguagem Conhecimento Compreensão Reflexão Imaginação Criação Improvisação Representação Desenvolvimento social Capacidade relacional Coletividade Comunicação Interação Valores socioculturais Desenvolvimento lúdico Desinibição Libertação Desbloqueação Universo mágico Desenvolvimento expressivo Dramatização
  • 39. Brincar é um componente crucial do desenvolvimento, pois, através do brincar a criança é capaz de tornar manejáveis e compreensíveis os aspectos esmagadores e desorientadores do mundo. Na verdade, o brincar é um parceiro insubstituível do desenvolvimento, seu principal motor. Em seu brincar, a criança pode experimentar comportamentos, ações e percepções sem medo de represálias ou fracasso, tornando-se assim mais bem preparada para quando o seu comportamento 'contar'. Howard Gardner (1945 - )
  • 40. MÚSICA, POESIA, TERAPIA E LUDICIDADE Nos dias de hoje, em muitos países, também se aplica a música com fins terapêuticos. Observaram-se resultados terapêuticos nas sinfonias de Beethoven:As sinfonias são estimulantes: gerando motivação, autoconfiança, força de vontade, poder de decisão, equilíbrio do sistema nervoso; estímulo à reflexão existencial. As sinfonias são tranqüilizantes: combate à tensão, ao pessimismo, à incerteza e ao desânimo; ajuda na eliminação de sentimentos negativos como o ódio, o ciúme, o egoísmo, o desejo de vingança e a luxúria.
  • 41. MÚSICA :Falar sobre música seria o mesmo que falar sobre o tudo, o princípio da vida na terra e o fim. A música exprime o significado do ser em sua existência. Segundo Schoenberg (apud MORAES, 1986, p. 47), “a música expressa a natureza inconsciente deste e de outros mundos”, ou ainda segundo Queiroz (2000, p. 21):
  • 42. A MÚSICA NO ENSINO DA ARTE  Atualmente não podemos imaginar a vida sem a música que está por toda a parte, em casa, nos carros, nas ruas, nos fones de ouvido de crianças de variadas idades, na TV, nos rádios e em nossas mentes. Músicas movem o mundo, movem pessoas. A partir da Lei n. 11.769, sancionada no dia 18 de agosto de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que altera a LDB n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996,torna obrigatório o ensino de música na educação básica em todas as escolas brasileiras.
  • 43. Com a alteração da LDB, a música passa a ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo do ensino da arte.  Muitos professores afirmam que nunca trabalharam a música e não se sentem seguros em trabalhar a música nas aulas de artes. Agora com a obrigatoriedade vai mudar? De que forma, se o professor não tem conhecimento do conteúdo a ser trabalhado e de possíveis metodologias?  Sobre o ensino da arte no currículo da educação, Ferreira (2001), organiza o livro O ensino das artes: construindo caminhos. Nessa obra, Almeida, Nardim, Mendes e Cunha, mostram uma conversa da música com a educação e a tecnologia: como diferem a produção musical do século XX e o ensino da música.
  • 44. Recomenda-se às crianças em idades iniciais do desenvolvimento cerebral (0 a 6 anos) ouvir músicas eruditas, a exemplo das "clássicas", por serem ricas em expressões sonoras propícias ao desenvolvimento da acuidade cerebral auditiva, característica esta que é de grande importância para a aprendizagem de idiomas; A música, arte de combinar os sons, é uma excelente fonte de trabalho escolar porque, além de ser utilizada como terapia psíquica para o desenvolvimento cognitivo, é uma forma de transmitir idéias e informações, faz parte da comunicação social. Como utilizar a música em sala de aula?
  • 45. Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, usa-se a música há muito tempo em sala de aula, mas normalmente de uma forma lúdica, sem cobrança pedagógica do conteúdo aos alunos, salvo algumas exceções. No Ensino fundamental II a música é raramente utilizada, mas ao professor interessado em enriquecer a sua prática pedagógica com música cabe estar atento à pertinência do tema musical à matéria lecionada e fazer um planejamento que permita ao aluno desenvolver análise e interpretação da letra, defendendo-a, rebatendo-a e/ou lhe acrescentando algo. Antes de apresentar a música aos alunos, deve-se ter consciência do tema a ser trabalhado e do conhecimento prévio dos alunos. Se necessário for, deve-se subsidiar o aluno com pré-requisitos conceituais. Como um exemplo daquilo que se pode fazer em sala de aula será apresentado uma atividade que pode ser aplicada por professores interessados.
  • 46. Exemplo: Xote ecológico - Aguinaldo Batista e Luiz Gonzaga Não posso respirar Não posso mais nadar A terra está morrendo Não dá mais pra plantar Se plantar não nasce Se nascer não dá Até pinga da boa É difícil de encontrar Cadê a flor que estava aqui Poluição comeu O peixe que é do mar Poluição comeu O verde onde é que está Poluição comeu Nem o Chico Mendes Sobreviveu
  • 47. O tema da música acima é o meio ambiente cuja característica interdisciplinar extrapola os limites de uma única ciência, pois envolve política, economia, história, ecologia e geografia. No que se refere à Geografia, seu objeto de estudo é o espaço humanizado e neste se inclui o meio ambiente impactado pelas organizações sociais. Quanto ao conteúdo sobre meio ambiente e a forma de abordá-lo devem variar de acordo a série a que se destinam.
  • 48. Após a apresentação da música, é possível explorar o entendimento dos alunos sobre a letra da mesma e passar um questionário a eles com posterior esclarecimento de dúvidas. Exemplo: 1) Copie o título da música. 2) Escreva o que é xote? 3) O que é meio ambiente? 4) Qual o significado de ecologia? 5) Complete a tabela abaixo com os possíveis agentes dos problemas apontados na música.
  • 49. De acordo a necessidade dos estudantes é importante desenvolver o conhecimento sobre os conceitos e/ou definição de litosfera, hidrosfera, atmosfera, biosfera, ciclo hidrológico, a posição central do homem no ecossistema e os efeitos do desmatamento, a saber: a) interrupção do ciclo hidrológico com prejuízos climáticos (chuva); b) erosão do solo; c) assoreamento de rios; d) deslizamento de solo ou terra das vertentes ou encostas dos morros; e) risco de extinção de espécies vegetais; f) migração e morte de animais ao perderem seu hábitat. Agora o professor pode expandir o assunto abrangendo as causas que levaram a sociedade a degradar a natureza. Cabe analisar o aumento dos prejuízos ao ambiente a partir da Revolução Industrial na Inglaterra em 1760, espalhando-se pelos países vizinhos, em outros continentes, intensificando-se depois da Segunda Guerra Mundial e chegando aos países em desenvolvimento como o Brasil.
  • 50. 6) Quem foi Chico Mendes? 7) Cite alguns problemas que as bebidas alcoólicas (pinga) podem apresentar em seus consumidores. 8) Complete. No Brasil, o álcool é extraído da _____________________________; nos EUA, o álcool é extraído do_____________________________ 9) Quando e em que circunstância o álcool surgiu como combustível de automóveis? 10) Descreva os principais impactos que podem ser provocados pela monocultura voltada à produção de combustíveis (etanol e biodísel).
  • 51. CONCLUSÃO No final do século XX houve um significativo aumento do uso da música como tratamento de distúrbios da mente devido a sua capacidade de sensibilizar, emocionar, excitar os reflexos sensoriais da audição correlacionados ao raciocínio nas distinções dos diferentes sons, além de despertar sensação de prazer e fixar a atenção no tempo.
  • 52.
  • 53. A importância da dança na arte A dança enquanto um processo educacional, não se resume simplesmente em aquisição de habilidades, mas sim, poderá contribui para o aprimoramento das habilidades básicas, dos padrões fundamentais do movimento, no desenvolvimento das potencialidades humanas e sua relação com o mundo. O uso da dança como prática pedagógica favorece a criatividade, além de favorecer no processo de construção de conhecimento;  A dança na escola não é a arte do espetáculo, é educação através da arte. A dança tem suma importância para alcançar os objetivos da Educação, um deles sendo o desenvolvimento dos aspectos afetivo e social, portanto esta prática propicia ao aluno grandes mudanças internas e externas, no que se refere ao seu comportamento, na forma de se expressar e pensar.
  • 54. A importância da Dança / Educação em seu aspecto interdisciplinar é possibilitar o processo criativo a autonomia e liberdade do indivíduo, possibilitando ao educando articular uma relação mais próxima entre o homem e a natureza, através da observação, sensibilização e experiências que estabelecem uma íntima relação entre os mesmos. Assim, o educando ao vivenciar corporalmente através do movimento, o tamanho, o ritmo, os movimentos dos objetos pelos fatores físicos como o espaço-temporal, peso e fluência, desenvolverá seus potenciais físico, mental, emocional e ficando mais sensível ao mundo que o cerca.
  • 55. A Dança / Educação possibilita criar no educando uma consciência crítica exigente e ativa em relação ao ambiente que a cerca e estabelecer parâmetros de qualidade de vida do seu cotidiano. Por meio do domínio do seu corpo e de seus movimentos, o educando poderá entender melhor o sistema de objetos naturais e artificiais, o conjunto de estímulos sensoriais, perceber as formas e cores, os cheiros, os sabores, as formas de ruídos e movimentos.
  • 56. A Nova Educação - Importância das Artes Visuais no Aprendizado .  Quando se pensa em Artes Visuais, logo vem à mente desenhos, pinturas, esculturas, tinta entre outros milhares de recursos capazes de representar o mundo real ou o imaginário. No entanto, elas estão além do papel. O campo de atuação nas Artes Visuais é amplo. O teatro, o cinema, a música, a fotografia, a moda ou arquitetura, entre outras
  • 57. O SIGNIFICADO DAS ARTES VISUAIS Abrange qualquer forma de representação visual, ou seja, cor e forma. Outras formas visuais dramáticas costumam ser incluídas em outras categorias, como teatro, música ou ópera, apesar de não existir fronteira rígida. Como disciplina do conhecimento humano, a arte contribui para compreensão do novo, inédito, irracional, e propõe mudanças nas bases teóricas do conhecimento e nas técnicas pedagógicas aplicadas. Através dessas práticas as aulas de arte acontecem no laboratório de artes na própria escola, onde as experiências mostram que não cria apenas produtos artísticos, mas também os aprecia, examina e avalia. O processo de ensino-aprendizagem da arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico, considerando que a arte é algo “universal”. O processo é importante para a formação enquanto o sujeito social. Segundo o PCN Arte (1997) a educação em Arte deve propiciar essencialmente o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética do aluno, pois desenvolve a sensibilidade, a percepção e a imaginação, no que diz respeito às diversas formas artísticas quanto com relação à maneira de apreciar e conhecer as produções e diferentes culturas da humanidade.
  • 58. A IMPORTÂNCIA DO TEATRO Para as crianças, o teatro ajuda no seu desenvolvimento e formação, despertando o desejo pelo conhecimento e por isso que ele deve ser um complemento na educação básica de todo o jovem, pois ele auxilia trazendo a informação e entretenimento de uma forma mais prazerosa e divertido; Apesar de muita das vezes não receber o seu devido valor, o teatro é fundamental na formação cultural de qualquer pessoa já que ele também nos faz conhecer um pouco mais sobre a nossa própria cultura onde muito não dão o devido valor.
  • 59.  O teatro infantil passou a apresentar duas modalidades: o teatro com uma função pedagógica, visão que historicamente já vinha sendo abordada, referindo-se ao desenvolvimento da criança na realização de atividades de teatro e a outra dimensão que tem sido analisada é o teatro como uma atividade artística, a história do teatro como uma história da cultura, as características e função do teatro em cada período histórico
  • 60. FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL O Teatro de Bonecos, assim como todos os outros jogos de dramatização e faz-de-conta, ajudam a criança a construir a sua identidade pois, nestes jogos, ela poderá desempenhar diversos papéis sociais (mãe/filha, pai/filho ,professor, médico, policial, bruxa, fada, etc.) e experimentar diferentes sensações e emoções. Nas mãos da criança, o boneco deixa de ser um objeto e torna-se ALGUÉM, cria vida, tem um papel e uma identidade, os quais ela pode experimentar através do boneco. Crianças de 06 anos de idade em brincadeira livre com os fantoches que elas mesmas confeccionaram
  • 61.
  • 62. ARTE, INFÂNCIA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES A arte na infância propicia a criança, a dar início à coordenação das expressões partindo da composição do seu mundo, por meio da percepção; A arte tem dupla capacidade expressiva e sugestiva. Pois, ela exprime o inteligível no sensível, sendo capaz de encarnar uma idéia ou um sentimento, na matéria, seja esta a tinta, argila, o mármore, as palavras, dança ou música.
  • 63. Bose (2000, p.12) Cita que a arte é um fazer- A arte é um conjunto de atos pelos quais se muda a forma, se transforma a matéria oferecida pela natureza e pela cultura. Nesse sentido, qualquer atividade humana, desde que conduzida regularmente a um fim, pode chama- se artística; Para GODOY (2003), as pessoas participam de vários meios que se entrelaçam algumas vezes se sobrepõem e outras podem se conflitar, possibilitando, com esse movimento, o desenvolvimento das linguagens expressivas.
  • 64.  Os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (BRASIL, 1998) sugerem, no âmbito de experiência de conhecimento de mundo, eixos de trabalho orientados para a construção das diferentes linguagens pelas crianças e para as relações que estabelecem com os objetos de conhecimento: movimento, música, artes visuais, linguagem oral e escrita, natureza, sociedade e matemática.
  • 65. ARTE E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA A infância é um processo gradual e individual variando o desenvolvimento, comportamento, e o processo intelecto para diferentes crianças. A vida infantil e seus períodos vão depender de cada convívio, cada cultura. Cada etapa deve ser respeitada, tudo acontece em seu momento até completar seu período transitório de mudanças. A criança mobiliza todo o seu ser, entregando as experiências que acarretam a criações, desenvolvendo assim, a percepção, observação, desenvolvimento lógico e expressões. O desenho acompanha o desenvolvimento das crianças, e através dele observamos como as crianças se relacionam com a realidade e com os elementos de sua cultura e como traduzem essas percepções gráficas. As crianças devem formar sua própria linha de pensamento e sensibilidade, quando estão se expressando, e não podemos julgar os seus trabalhos como se fossem obras imperfeitas de um adulto, afinal a representação é da criança e não de quem as observa.
  • 66. FORMAÇÃO DE PROFESSORES As hipóteses sobre como se deve lecionar arte, o qual conteúdo e por que se devem ensinar, tornam-se totalmente antiquadas se o professor não estiver aperfeiçoado o ou formado para atuar nessas funções. Ostetto fala sobre a concepção da formação do professor : Quando reclamamos a contribuição da arte à formação do professor, temos em mente que ela congrega um conhecimento que trabalha com as polaridades: ao possibilitar o gostoso, também engendra desgostoso; ao dar prazer, também provoca o desprazer; se traz satisfação, igualmente dá frustração; se permite trazer à tona a luz da existência, também mexe com os sonhos do ser humano; o sublime e o horrível, o belo e o feio: esta tudo ai, no processo artístico. Na arte, em suas diferentes linguagens, não emerge apenas a fada, mas a bruxa, os ódios, o fundo do baú da nossa vida. Por isso, arte mexe com a totalidade. E não é de totalidade que estamos em falta? (2004, p.12)
  • 67. REFERÊNCIAS AMARILHA, Marly. Estão mortas as fadas? – literatura infantil e prática pedagógica. Petrópolis: Vozes, 1997. CADEMAROTI, Lígia. O que é literatura infantil. São Paulo: Brasiliense, 1986. CALVINO, I. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia da Letra, 1990. COSTA, Isabel. A.; BARGANHA, Felipa. O fantoche que ajuda a crescer. Rio Tinto, Portugal: Edições Asa, 1989. GALVÃO, I. Henri Wallon. Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1995. OLIVEIRA, Z. M. R. e col. Creches: crianças, faz de conta & Cia. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992. REGO, T. C. Vygotsky – uma pesquisa histórico-cultural da educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. ROSSETTI, M. C. (org.). Os favores da educação infantil. São Paulo: Cortez, 2001.