Capitalismo

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Capitalismo

  1. 1. CapitalismoOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa Parte da série sobre Capitalismo Movimentos Liberalismo Libertarianismo Neoconservadorismo Neoliberalismo Liberalismo social Objectivismo Ordoliberalismo Social democracia Variantes Anarco-capitalismo Capitalismo consumidor Capitalismo corporativo Capitalismo criativo Capitalismo democrático Eco-capitalismo Capitalismo financeiro Capitalismo global Capitalismo humanístico Capitalismo tardio Capitalismo de Laissez-faire Capitalismo liberal Economia mista Neo-Capitalismo Tecnocapitalismo Capitalismo regulatório Sociocapitalismo Economia social de mercado Capitalismo de Estado Capitalismo do bem-estar social Escolas de pensamento Escola austríaca Escola de Chicago Economia clássica Escola keynesiana Nova economia keynesiana Monetarismo Economia neoclássica Economia marxiana Economia institucional Nova economia institucional Origens
  2. 2. Iluminismo Feudalismo Revolução Industrial Fisiocracia MercantilismoPessoas Adam Smith Milton Friedman John Maynard Keynes Ludwig von Mises Friedrich Hayek Alfred Marshall John Stuart Mill David Ricardo Karl Marx Thorstein Veblen Max Weber Murray Rohbard Joseph Schumpeter Ronald CoaseTeorias Modo de produção capitalista Vantagens comparativas Livre sistema de preços Mão invisível Mercado Ordem espontânea Lei da oferta e da procuraIdeias Banco central Direito comercial Direito de sociedades Antitruste Direito do consumidor Direito autoral Corporaçãos Desregulação Liberdade econômica Liberalismo económico Regulação financeira Política fiscal Área de livre-comércios Liberdade de contrato Globalização Harmonização do Direito Intergovernamentalismo Direito do trabalho Governo limitado Política monetária Propriedade intelectual
  3. 3. Patentes Propriedade privada Privatização Mercado regulamentado Supranacionalismo Salariais Estado de bem-estar social Tópicos Anti-capitalismo Criticismo Cultura do capitalismo História História da teoria Periodizações do capitalismo Tópicos relacionados Capitalismo avançado Consumismo Nacionalismo corporativista Corporativismo Fundamentalismo de livre mercado Pós-capitalismo Portal Filosofia Portal Política Portal Economia v•eO capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção e distribuiçãosão de propriedade privada e com fins lucrativos; decisões sobre oferta, demanda,preço, distribuição e investimentos não são feitos pelo governo, os lucros sãodistribuídos para os proprietários que investem em empresas e os salários são pagosaos trabalhadores pelas empresas. É dominante no mundo ocidental desde o final dofeudalismo.[1] O termo capitalismo foi criado e utilizado por socialistas e anarquistas(Karl Marx, Proudhon, Sombart) no final do século XIX e no início do século XX,para identificar o sistema político-econômico existente na sociedade ocidental quandose referiam a ele em suas críticas, porém, o nome dado pelos idealizadores do sistemapolítico-econômico ocidental, os britânicos John Locke e Adam Smith, dentre outros,já desde o início do século XIX, é liberalismo.[2][3]Alguns definem o capitalismo como um sistema onde todos os meios de produção sãode propriedade privada, outros o definem como um sistema onde apenas a "maioria"dos meios de produção está em mãos privadas, enquanto outro grupo se refere a estaúltima definição como uma economia mista com tendência para o capitalismo. Apropriedade privada no capitalismo implica o direito de controlar a propriedade,incluindo a determinação de como ela é usada, quem a usa, seja para vender oualugar, e o direito à renda gerada pela propriedade.[4] O capitalismo também se refereao processo de acumulação de capital. Não há consenso sobre a definição exata docapitalismo, nem como o termo deve ser utilizado como categoria analítica.[5] Há, noentanto, pouca controvérsia que a propriedade privada dos meios de produção, criaçãode produtos ou serviços com fins lucrativos num mercado, e preços e salários, são
  4. 4. elementos característicos do capitalismo.[6] Há uma variedade de casos históricos emque o termo capitalismo é aplicado, variando no tempo, geografia, política e cultura.[7]Economistas, economistas políticos e historiadores tomaram diferentes perspectivassobre a análise do capitalismo. Economistas costumam enfatizar o grau de que ogoverno não tem controle sobre os mercados (laissez faire) e sobre os direitos depropriedade. A maioria[8][9] dos economistas políticos enfatizam a propriedade privada,as relações de poder, o trabalho assalariado e as classes econômicas.[10] Há um certoconsenso de que o capitalismo incentiva o crescimento econômico,[11] enquantoaprofunda diferenças significativas de renda e riqueza. O grau de liberdade dosmercados, bem como as regras que definem a propriedade privada, são uma questõesda política e dos políticos, e muitos Estados que são denominados economias mistas.[10]O capitalismo como um sistema intencional de uma economia mista desenvolvida deforma incremental a partir do século XVI na Europa,[12] embora organizações proto-capitalistas já existissem no mundo antigo e os aspectos iniciais do capitalismomercantil já tivessem florescido durante a Baixa Idade Média.[13][14][15] O capitalismo setornou dominante no mundo ocidental depois da queda do feudalismo.[15] Ocapitalismo gradualmente se espalhou pela Europa e, nos séculos XIX e XX, forneceuo principal meio de industrialização na maior parte do mundo.[7] As variantes docapitalismo são: o anarco-capitalismo, o capitalismo corporativo, o capitalismo decompadrio, o capitalismo financeiro, o capitalismo laissez-faire, capitalismo tardio, oneo-capitalismo, o pós-capitalismo, o capitalismo de estado, o capitalismomonopolista de Estado e o tecnocapitalismo.Índice • 1 Etimologia • 2 História o 2.1 Mercantilismo o 2.2 Industrialismo o 2.3 Keynesianismo e neoliberalismo o 2.4 Globalização • 3 Teoria capitalista • 4 Modo de produção capitalista • 5 Democracia, Estado e quadros jurídicos o 5.1 Propriedade privada o 5.2 Instituições o 5.3 Democracia • 6 Benefícios políticos o 6.1 Crescimento econômico o 6.2 Liberdade política o 6.3 Auto-organização • 7 Críticas • 8 Ver também • 9 Referências o 9.1 Bibliografia
  5. 5. Outros termos algumas vezes utilizados para se referir ao capitalismo: • 10 Ligações externas • Modo de produção capitalista • Liberalismo econômico[16] • Economia de livre- empresa[15][17] • Mercado livre[17][18] • Economia laissez- faire[19] • Economia de mercado[20] • Liberalismo de mercado[21][22] • Mercado auto- regulador[17]EtimologiaA palavra capital vem do latim capitale, derivado de capitalis (com o sentido de"principal,primeiro,chefe"), que vem do proto-indo-europeu kaput significando"cabeça".[23] Capitale surgiu em Itália nos séculos XII e XIII (pelo menos desde 1211)com o sentido de fundos, existências de mercadorias, somas de dinheiro ou dinheirocom direito a juros. Em 1283 é encontrada referindo-se ao capital de bens de umafirma comercial.[13]O termo capitalista refere-se ao proprietário de capital, e não ao sistema econômico, eo seu uso é anterior ao do termo capitalismo, datando desde meados do século XVII.O Hollandische Mercurius usa o termo em 1633 e 1654 para se referir aosproprietários de capital.[13] David Ricardo, na sua obra Principles of PoliticalEconomy and Taxation (1817), usa frequentemente a expressão "o capitalista".[24]Samuel Taylor Coleridge, poeta inglês, usou o termo capitalista em seu trabalhoTable Talk (1823).[25] Pierre-Joseph Proudhon usou o termo capitalista em seuprimeiro trabalho, O que é a propriedade? (1840) para se referir aos proprietários decapital. Benjamin Disraeli usou o termo capitalista em seu trabalho Sybil (1845).[26]Karl Marx e Friedrich Engels usou o termo capitalista (Kapitalist) em O ManifestoComunista (1848) para se referir a um proprietário privado de capital.O termo capitalismo surgiu em 1753 na Encyclopédia, com o sentido estrito do"estado de quem é rico".[13] No entanto, de acordo com o Oxford English Dictionary(OED), o termo capitalismo foi usado pela primeira vez pelo escritor WilliamMakepeace Thackeray em seu trabalho The Newcomes (1845), onde significa "ter aposse do capital".[26] Ainda segundo o OED, Carl Adolph Douai, um socialista teuto-estadunidense e abolicionista, usou o termo capitalismo privado em 1863.O uso inicial do termo capitalismo em seu sentido moderno foi atribuída a LouisBlanc, em 1850, e Pierre-Joseph Proudhon, em 1861.[27] Marx e Engels se refere ao
  6. 6. sistema capitalista (kapitalistisches System)[28][29] e o modo de produção capitalista(kapitalistische Produktionsform) em Das Kapital (1867).[30] O uso da palavra"capitalismo" em referência a um sistema econômico aparece duas vezes no Volume Ide O Capital, p. 124 (Edição alemã) e, em Theories of Surplus Value, tomo II, p. 493(Edição alemã).HistóriaMercantilismo Ver artigo principal: MercantilismoUma pintura de um porto francês de 1638, no auge do mercantilismo.O período entre os séculos XVI e XVIII é comumente descrito como mercantilismo.[31] Este período foi associado com a exploração geográfica da Era dosDescobrimentos sendo explorada por mercadores estrangeiros, especialmente daInglaterra e dos Países Baixos; a colonização européia das Américas; e o rápidocrescimento no comércio exterior. O mercantilismo foi um sistema de comércio comfins lucrativos, embora as commodities ainda eram em grande parte produzidas pormétodos de produção não-capitalista.[7]Enquanto alguns estudiosos vejam o mercantilismo como o primeiro estágio docapitalismo, outros argumentam que o capitalismo não surgiu até mais tarde. Porexemplo, Karl Polanyi, observou que "o mercantilismo, com toda a sua tendência paraa comercialização, nunca atacou as salvaguardas que protegeram [os] dois elementosbásicos do trabalho de produção e da terra de se tornar os elementos do comércio";assim atitudes mercantilistas para o regulamento da economia estão mais próximasdas atitudes feudais, "eles discordavam apenas sobre os métodos de regulação."Além disso, Polanyi argumentava que a marca do capitalismo é a criação de mercadosgeneralizadas para o que ele referia como "mercadorias fictícias": terra, trabalho edinheiro. Assim, "não foi até 1834 um mercado de trabalho competitivo, com sede naInglaterra, portanto, não pode-se dizer que o capitalismo industrial, como um sistemasocial, não existiu antes desta data."[32]Evidências de comércio mercante de longa distância, orientado e motivado pelo lucroforam encontradas já no segundo milênio aC, com os antigos mercadores assírios.[33]As primeiras formas de mercantilismo da época formaram-se já no Império Romanoe, quando este expandiu-se, a economia mercantilista também foi ampliada por toda aEuropa. Após o colapso do Império Romano, a maior parte da economia europeia
  7. 7. passou a ser controlada pelos poderes feudais locais e mercantilismo entrou emdeclínio. No entanto, o mercantilismo persistiu na Arábia. Devido à sua proximidadecom países vizinhos, os árabes estabeleceram rotas de comércio para o Egito, Pérsia eBizâncio. Como o islã se espalhou no século VII, o mercantilismo espalhou-serapidamente para a Espanha, Portugal, Norte da África e Ásia. O sistema mercantilistafinalmente retornou à Europa no século XIV, com a propagação mercantilista deEspanha e Portugal.[34]Entre os princípios fundamentais da teoria mercantilista estava o bulionismo, umadoutrina que salientava a importância de acumular metais preciosos. Mercantilistasargumentavam que o Estado devia exportar mais bens do que importava, para que osestrangeiros tivessem que pagar a diferença de metais preciosos. Teóricosmercantilistas afirmavam que somente matérias-primas que não podem ser extraídasem casa devem ser importadas e promoveram os subsídios do governo, como aconcessão de monopólios e tarifas protecionistas, que foram necessários paraincentivar a produção nacional de bens manufaturados.Robert Clive após a Batalha de Plassey. A batalha começou o domínio da Companhiadas Índias Orientais na Índia.Comerciantes europeus, apoiados por controles, subsídios e monopólios estatais,realizaram a maioria dos seus lucros a partir da compra e venda de mercadorias. Naspalavras de Francis Bacon, o objetivo do mercantilismo era "a abertura e o bem-equilíbrio do comércio, o apreço dos fabricantes, o banimento da ociosidade, arepressão dos resíduos e excesso de leis suntuárias, a melhoria e administração dosolo; a regulamentação dos preços..."[35]Práticas semelhantes de arregimentação econômica tinham começado mais cedo nascidades medievais. No entanto, sob o mercantilismo, dada a ascensão contemporâneado absolutismo, o Estado substituiu a corporações locais como regulador daeconomia. Durante esse tempo, as guildas funcionavam essencialmente como umcartel que monopolizava a quantidade de artesãos que ganham salários acima domercado.[36]No período compreendido entre o século XVIII, a fase comercial do capitalismo,originada a partir do início da Companhia Britânica das Índias Orientais e daCompanhia das Índias Orientais Holandesas.[14][37] Estas empresas foramcaracterizadas por suas potências coloniais e expansionistas que lhes foram atribuídaspor Estados-nação.[14] Durante esta época, os comerciantes, que haviam negociadocom o estágio anterior do mercantilismo, investiram capital nas Companhias das
  8. 8. Índias Orientais e de outras colônias, buscando um retorno sobre o investimento. Emsua "História da Análise Econômica", o economista austríaco Joseph Schumpeterreduz as proposições mercantilistas a três preocupações principais: controle docâmbio, monopolismo de exportação e saldo da balança comercial.[38]Industrialismo Ver artigo principal: Revolução industrialUma máquina a vapor de Watt. O motor a vapor, abastecido primeiramente comcarvão, impulsionou a Revolução Industrial no Reino Unido.[39]Um novo grupo de teóricos da economia, liderado por David Hume[40] e Adam Smith,em meados do século XVIII, desafiou as doutrinas mercantilistas fundamentais, comoa crença de que o montante da riqueza mundial permaneceu constante e que umEstado só pode aumentar a sua riqueza em detrimento de outro Estado.Durante a Revolução Industrial, o industrial substituiu o comerciante como um atordominante no sistema capitalista e efetuou o declínio das habilidades de artesanatotradicional de artesãos, associações e artífices. Também durante este período, oexcedente gerado pelo aumento da agricultura comercial encorajou o aumento damecanização da agricultura. O capitalismo industrial marcou o desenvolvimento dosistema fabril de produção, caracterizado por uma complexa divisão do trabalho entree dentro do processo de trabalho e a rotina das tarefas de trabalho; e, finalmente,estabeleceu a dominação global do modo de produção capitalista.[31]O Reino Unido também abandonou a sua política protecionista, como abraçada pelomercantilismo. No século XIX, Richard Cobden e John Bright, que baseavam as suascrenças sobre a escola de Manchester, iniciou um movimento para tarifas mais baixas.[41] Em 1840, o Reino Unido adotou uma política menos protecionista, com arevogação das Leis do Milho e do Ato de Navegação.[31] Os britânicos reduziram astarifas e quotas, de acordo com Adam Smith e David Ricardo, para o livre comércio.Karl Polanyi argumenta que o capitalismo não surgiu até a mercantilizaçãoprogressiva da terra, dinheiro e trabalho, culminando no estabelecimento de ummercado de trabalho generalizado no Reino Unido na década de 1830. Para Polanyi,"o alargamento do mercado para os elementos da indústria - terra, trabalho e dinheiro- foi a conseqüência inevitável da introdução do sistema fabril numa sociedadecomercial."[42] Outras fontes alegaram que o mercantilismo caiu após a revogação dosAtos de Navegação, em 1849.[41][43][44]
  9. 9. Keynesianismo e neoliberalismo Ver artigo principal: Escola keynesiana e NeoliberalismoAndar dos operadores da New York Stock Exchange (1963).No período seguinte à depressão global dos anos 1930, o Estado desempenhou umpapel de destaque no sistema capitalista em grande parte do mundo.Após a Segunda Guerra Mundial, um vasto conjunto de novos instrumentos de análisenas ciências sociais foram desenvolvidos para explicar as tendências sociais eeconômicas do período, incluindo os conceitos de sociedade pós-industrial e doEstado de bem-estar social.[31] Esta época foi muito influenciada por políticas deestabilização econômica keynesianas. O boom do pós-guerra terminou no final dosanos 1960 e início dos anos 1970, e a situação foi agravada pelo aumento daestagflação.[45]A inflação excepcionalmente elevada combinada com um lento crescimento daprodução, aumento do desemprego, recessão e, eventualmente, causaram uma perdade credibilidade no modo de regulação keynesiano de bem-estar estatal. Sob ainfluência de Friedrich Hayek e Milton Friedman, os países ocidentais adotaram asnormas da política inspiradas pelo capitalismo laissez-faire e do liberalismo clássico.O monetarismo em particular, uma alternativa teórica ao keynesianismo, que é maiscompatível com o laissez-faire, ganha cada vez mais destaque no mundo capitalista,especialmente sob a liderança de Ronald Reagan nos os Estados Unidos e MargaretThatcher no Reino Unido em 1980. O interesse público e político começaram a seafastar das preocupações coletivistas de Keynes de que capitalismo fosse gerenciado aum foco sobre a escolha individual, chamado de "capitalismo remarquetizado".[46] Naopinião de muitos comentaristas econômicos e políticos, o colapso da União Soviéticatrouxe mais uma prova da superioridade do capitalismo de mercado sobre ocomunismo.Globalização Ver artigo principal: GlobalizaçãoEmbora o comércio internacional tenha sido associado com o desenvolvimento docapitalismo por mais de 500 anos, alguns pensadores afirmam que uma série detendências associadas à globalização têm agido para aumentar a mobilidade depessoas e de capitais desde o último quarto do século XX, combinando acircunscrever a margem de manobra dos Estados na escolha de modelos não-
  10. 10. capitalistas de desenvolvimento. Hoje, essas tendências têm reforçado o argumento deque o capitalismo deve agora ser visto como um sistema verdadeiramente mundial.[31]No entanto, outros pensadores argumentam que a globalização, mesmo no seu grauquantitativo, não é maior agora do que em períodos anteriores do comércio capitalista.[47]Teoria capitalista Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2010). Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Google — notícias, livros, acadêmico — Scirus — Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.Friedrich Hayek, ao descrever o capitalismo, aponta para o caráter auto-organizadordas economias que não têm planejamento centralizado pelo governo. Muitos, comopor exemplo Adam Smith, apontam para o que se acredita ser o valor dos indivíduosque buscam seus interesses próprios, que se opõe ao trabalho altruístico de servir o"bem comum". Karl Polanyi, figura importante no campo da antropologia econômica,defendeu que Smith, em sua época, estava descrevendo um período de organização daprodução conjuntamente com o do comércio. Para Polanyi, o capitalismo é diferentedo antigo mercantilismo por causa da comoditificação da terra, da mão-de-obra e damoeda e chegou à sua forma madura como resultado dos problemas que surgiramquando sistemas de produção industrial necessitaram de investimentos a longo prazo eenvolveram riscos correspondentes em um âmbito de comércio internacional. Falandoem termos históricos, a necessidade mais opressora desse novo sistema era ofornecimento assegurado de elementos à indústria - terra, maquinários e mão-de-obra- e essas necessidades é que culminaram com a mencionada comoditificação, não porum processo de atividade auto-organizadora, mas como resultado de uma intervençãodo Estado.Muitas dessas teorias chamam a atenção para as diversas práticas econômicas que setornaram institucionalizadas na Europa entre os séculos XVI e XIX, especialmenteenvolvendo o direito dos indivíduos e grupos de agir como "pessoas legais" (oucorporações) na compra e venda de bens, terra, mão-de-obra e moeda, em ummercado livre, apoiados por um Estado para o reforço dos direitos da propriedadeprivada, de forma totalmente diferente ao antigo sistema feudal de proteção e deobrigações.Devido à vagueza do termo "capitalismo", emergiram controvérsias quanto aocapitalismo. Em particular, há uma disputa entre o capitalismo ser um sistema real ouideal, isto é, se ele já foi mesmo implementado em economias particulares ou se aindanão e, neste último caso, a que grau o capitalismo existe nessas economias. Sob umponto de vista histórico, há uma discussão se o capitalismo é específico a uma épocaou região geográfica particular ou se é um sistema universalmente válido, que podeexistir através do tempo e do espaço. Alguns interpretam o capitalismo como umsistema puramente econômico; Marx, por sua vez, admite que o mesmo é um
  11. 11. complexo de instituições político-econômicas que, por sua vez, determinará asrelações sociais, éticas e culturais.Modo de produção capitalista Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2010). Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Google — notícias, livros, acadêmico — Scirus — Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.O modo de produção na economia, é a forma de organização socioeconômicaassociada a uma determinada etapa de desenvolvimento das forças produtivas e dasrelações de produção. Reúne as características do trabalho preconizado, seja eleartesanal, manufaturado ou industrial. São constituídos pelo objeto sobre o qual setrabalha e por todos os meios de trabalho necessários à produção (instrumentos ouferramentas, máquinas, oficinas, fábricas, etc.) Existem 6 modos de produção:Primitivo, Asiático, Escravista, Feudal, Capitalista, Comunista.Segundo Hunt, um sistema egronômico é definido pelo modo de produção no qual sebaseia. O modo de produção atual é aquele que se baseia na economia do país.Porém, segundo economistas não marxistas (não socialistas), só existiram dois modosde produção ao longo da civilização humana: o artesanal e o industrial.Desde a antiguidade até a Revolução Industrial (Século XVIII), o trabalho sempre foifeito de forma artesanal, manual, por escravos, trabalhadores servis, ou trabalhadoreslivres, o modo de produção nunca mudou, o trabalho sempre foi braçal e as poucasferramentas usadas sempre foram as mesmas.Apenas a partir da Revolução Industrial, com o surgimento das máquinas, e com elaso surgimento da divisão do trabalho nas fábricas, é que o modo de produção mudou.Um bom exemplo para mostrar os dois modos de produção, artesanal e industrial, é afabricação de sapatos, por milênios o sapato foi feito manualmente, um a um, por umsapateiro ou pela própria pessoa que ia usar (modo de produção artesanal), depois daRevolução Industrial os sapatos passaram a ser feitos por máquinas nas fábricas,milhares de sapatos feitos em série pela divisão do trabalho (modo de produçãoindustrial).Democracia, Estado e quadros jurídicosPropriedade privada Ver artigo principal: Propriedade privada
  12. 12. A relação entre o Estado, seus mecanismos formais e as sociedades capitalistas temsido debatida em vários campos da teoria política e social, com uma discussão ativadesde o século XIX. Hernando de Soto é um economista contemporâneo queargumenta que uma característica importante do capitalismo é a proteção do Estado edo funcionamento dos direitos de propriedade em um sistema de propriedade formal,onde a propriedade e as operações são registrados claramente.[48]Segundo Soto, este é o processo pelo qual os bens físicos são transformados emcapital, que por sua vez podem ser utilizados de muitas formas mais e muito maiseficiente na economia de mercado. Um número de economistas marxistasargumentaram que as leis do cerco, na Inglaterra, e legislações semelhante em outroslugares, eram parte integrante da acumulação primitiva capitalista e que um quadrojurídico específico da propriedade privada da terra têm sido parte integrante dodesenvolvimento do capitalismo.[49][50]InstituiçõesA nova economia institucional, um campo aberto por Douglass North, salienta anecessidade de um quadro jurídico para que o capitalismo funcione em condiçõesótimas e enfoca a relação entre o desenvolvimento histórico do capitalismo e a criaçãoe manutenção de instituições políticas e econômicas.[51] Na nova economiainstitucional e em outros campos com foco nas políticas públicas, os economistasbuscam avaliar quando e se a intervenção governamental (tais como impostos,segurança social e a regulamentação do governo) pode resultar em ganhos potenciaisde eficiência. De acordo com Gregory Mankiw, um economista neo-keynesiano, aintervenção governamental pode melhorar os resultados do mercado em condições de"falha de mercado", ou situações em que o mercado por si só não aloca recursos deforma eficiente.[52]A falha de mercado ocorre quando uma externalidade está presente e um mercadosub-produz um produto com uma superprodução de externalização positiva ou umproduto que gera uma externalização negativa. A poluição do ar, por exemplo, é umaexternalização negativa que não pode ser incorporada em mercados, visto que o ar domundo não é propriedade e, consequentemente, não é vendido para uso dospoluidores. Então, muita poluição poderia ser emitida e as pessoas não envolvidas naprodução pagam o custo da poluição, em vez da empresa que, inicialmente, emitiu apoluição do ar. Os críticos da teoria da falha de mercado, como Ronald Coase,Demsetz Harold e James M. Buchanan, alegam que os programas e políticasgovernamentais também ficam aquém da perfeição absoluta. Falhas de mercado sãomuitas vezes pequenas, e falhas de governo são, por vezes de grandes dimensões. É,portanto, o caso que os mercados são imperfeitos, muitas vezes melhor do que asalternativas imperfeitas governamentais. Enquanto todas as nações têm atualmentealgum tipo de regulamentação do mercado, o grau de regulamentação desejável écontestado.DemocraciaA relação entre democracia e capitalismo é uma área controversa na teoria emovimentos políticos populares. A extensão do sufrágio universal masculino noReino Unido no século XIX ocorreu juntamente com o desenvolvimento do
  13. 13. capitalismo industrial. A democracia tornou-se comum ao mesmo tempo que ocapitalismo, levando muitos teóricos a postular uma relação causal entre eles, ou quecada um afeta o outro. No entanto, no século XX, segundo alguns autores, ocapitalismo também foi acompanhado de uma variedade de formações políticasbastante distintas das democracias liberais, incluindo regimes fascistas, monarquias eestados de partido único,[31] enquanto algumas sociedades democráticas, como aRepública Bolivariana da Venezuela e da Catalunha Anarquista, têm sidoexpressamente anti-capitalistas.[53]Enquanto alguns pensadores defendem que o desenvolvimento capitalista, mais oumenos inevitável, eventualmente, leva ao surgimento da democracia, outrosdiscordam dessa afirmação. A investigação sobre a teoria da paz democrática indicaque as democracias capitalistas raramente fazem guerra umas com as outros[54] e têmpouco de violência interna. Porém os críticos dessa teoria dizem que os estadoscapitalistas democráticos podem lutar raramente ou nunca com outros estadoscapitalistas democráticos devido à semelhança ou a estabilidade política e não porqueeles são democráticos ou capitalistas.Alguns comentaristas argumentam que, embora o crescimento econômico sob ocapitalismo levou a uma democratização no passado, não poderá fazê-lo no futuro,como os regimes autoritários têm sido capazes de gerir o crescimento econômico semfazer concessões a uma maior liberdade política.[55][56] Estados que têm grandessistemas econômicos capitalistas têm prosperado sob sistemas políticos autoritários ouopressores. Singapura, que mantém uma economia de mercado altamente aberta eatrai muitos investimentos estrangeiros, não protege certas liberdades civis, como aliberdade de opinião e de expressão. O setor (capitalista) privado na RepúblicaPopular da China tem crescido exponencialmente e prosperou desde o seu início,apesar de ter um governo autoritário. O governo de Augusto Pinochet no Chile, levouao crescimento econômico através de meios autoritários para criar um ambienteseguro para investimentos e o capitalismo.Em resposta às críticas do sistema, alguns defensores do capitalismo têm argumentadoque suas vantagens são apoiadas por pesquisas empíricas. Índices de LiberdadeEconômica mostram uma correlação entre as nações com maior liberdade econômica(como definido pelos índices) e pontos mais altos em variáveis como renda eexpectativa de vida, incluindo os pobres, nessas nações.Benefícios políticosCrescimento econômico
  14. 14. PIB mundial per capita mostra um crescimento exponencial desde o início daRevolução Industrial.[57]Capitalismo e a economia da República Popular da ChinaEntre os anos 1000-1820 economia mundial cresceu seis vezes ou 50% por pessoa.Após o capitalismo começar a se espalhar mais amplamente, entre os anos 1820-1998,a economia mundial cresceu 50 vezes, ou seja, nove vezes por pessoa.[58] Na maioriadas regiões econômicas capitalistas, como Europa, Estados Unidos, Canadá, Austráliae Nova Zelândia, a economia cresceu 19 vezes por pessoa, mesmo que estes países játinham um nível mais elevado de partida, e no Japão, que era pobre em 1820, 31vezes, enquanto no resto do mundo o crescimento foi de apenas 5 vezes por pessoa.[58]Muitos teóricos e políticos nos países predominantemente capitalistas têm enfatizadoa capacidade do capitalismo em promover o crescimento econômico, medido peloProduto Interno Bruto (PIB), a utilização da capacidade instalada, ou padrão de vida.Este argumento foi central, por exemplo, na defesa de Adam Smith de deixar umcontrole livre da produção e do preço do mercado, e alocar recursos. Muitos teóricosobservaram que este aumento do PIB mundial ao longo do tempo coincide com osurgimento do sistema mundial capitalista moderno.[59][60]Os defensores argumentam que o aumento do PIB (per capita) é empiricamentedemonstrado sobre um padrão de vida melhor, como uma melhor disponibilidade dealimentos, habitação, vestuário e cuidados de saúde.[61] A diminuição do número dehoras trabalhadas por semana e a diminuição da participação das crianças e dos idososno mercado de trabalho também têm sido atribuídas ao capitalismo.[62][63]Os defensores também acreditam que uma economia capitalista oferece muito maisoportunidades para os indivíduos aumentar a sua renda através de novas profissões ouempreendimentos que as outras formas econômicas. Para o seu pensamento, essepotencial é muito maior do que em qualquer das sociedades tradicionais tribais oufeudais ou em sociedades socialistas.
  15. 15. Liberdade políticaMilton Friedman argumentava que a liberdade econômica do capitalismo competitivoé um requisito da liberdade política. Friedman argumentou que o controle centralizadoda atividade econômica é sempre acompanhado de repressão política. Na sua opinião,as transações em uma economia de mercado são voluntárias e a grande diversidadeque permite o voluntariado é uma ameaça fundamental à repressão de líderes políticose diminui consideravelmente o poder de coagir do Estado. A visão de Friedman foitambém partilhada por Friedrich Hayek e John Maynard Keynes, tanto de quemacreditava que o capitalismo é vital para a liberdade de sobreviver e prosperar.[64][65]Auto-organizaçãoOs economistas da Escola Austríaca têm argumentado que o capitalismo pode seorganizar em um sistema complexo, sem uma orientação externa ou mecanismo deplanejamento. Friedrich Hayek considerou o fenômeno da auto-organização ésubjacente ao capitalismo. Preços servem como um sinal sobre a urgência dasvontades das pessoas e a promessa de lucros incentiva os empresários a utilizar osseus conhecimentos e recursos para satisfazer esses desejos. Assim, as atividades demilhões de pessoas, cada um buscando seu próprio interesse, são coordenadas.[66]Críticas Ver artigo principal: AnticapitalismoUm pôster da Industrial Workers of the World (1911), mostrando a Pirâmide doSistema CapitalistaNotáveis críticos do capitalismo têm incluído: socialistas, anarquistas, comunistas,tecnocratas, alguns tipos de conservadores, luddistas, narodniks, shakers e algunstipos de nacionalistas. Os marxistas defendiam uma derrubada revolucionária docapitalismo que levaria ao socialismo, até a sua transformação para o comunismo. Omarxismo influenciou partidos social-democratas e trabalhistas, bem como algunssocialistas democráticos moderados. Muitos aspectos do capitalismo estiveram sob
  16. 16. ataque do movimento anti-globalização, que é essencialmente contrário aocapitalismo corporativo.Muitas religiões têm criticado ou sido contra elementos específicos do capitalismo. Ojudaísmo tradicional, o cristianismo e o islamismo proíbem emprestar dinheiro ajuros, embora os métodos bancários tenham sido desenvolvidos em todos os três casose adeptos de todas as três religiões são autorizados a emprestar para aqueles que estãofora de sua religião. O cristianismo tem sido uma fonte de louvor para o capitalismo,bem como uma fonte de críticas ao sistema, particularmente em relação aos seusaspectos materialistas.[67] O filósofo indiano P.R. Sarkar, o fundador do movimentoAnanda Marga, desenvolveu a Lei do Ciclo Social para identificar os problemas docapitalismo.[68][69]Os críticos argumentam que o capitalismo está associado à desigual distribuição derenda e poder, uma tendência de monopólio ou oligopólio no mercado (e do governopela oligarquia); imperialismo, a guerra contra-revolucionária e várias formas deexploração econômica e cultural, a repressão dos trabalhadores e sindicalistas efenômenos como a alienação social, desigualdade econômica, desemprego einstabilidade econômica. O capitalismo é considerado por muitos socialistas umsistema irracional em que a produção e a direção da economia não são planejadas,criando muitas incoerências e contradições internas.[70]Os ambientalistas argumentam que o capitalismo exige crescimento econômicocontínuo, e, inevitavelmente, esgota os recursos naturais finitos da Terra e outrosrecursos amplamente utilizados. Historiadores e estudiosos, como ImmanuelWallerstein, argumentam que o trabalho não-livre, por escravos, servos, prisioneiros eoutras pessoas coagidas, é compatível com as relações capitalistas.[71]Ver também A Wikipédia possui o Portal de Economia e negócios • Liberalismo • Libertarianismo • Anarco-capitalismo • Comunismo • Liberalismo • Socialismo • Racionismo • Propriedade Privada • Globalização • Mário Murteira • Antiglobalização • Socialização fascista.Referências
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  21. 21. burguesia mercante começa a buscar riquezas em outras terras fora daEuropa. Os comerciantes e a nobreza estavam a procura de ouro, prata,especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu. Estescomerciantes, financiados por reis e nobres, ao chegarem à América,por exemplo, vão começar um ciclo de exploração, cujo objetivoprincipal era o enriquecimento e o acúmulo de capital. Neste contexto,podemos identificar as seguintes características capitalistas : busca dolucros, uso de mão-de-obra assalariada, moeda substituindo o sistemade trocas, relações bancárias, fortalecimento do poder da burguesia edesigualdades sociais.Segunda Fase: Capitalismo IndustrialNo século XVIII, a Europa passa por uma mudança significativa noque se refere ao sistema de produção. A Revolução Industrial, iniciadana Inglaterra, fortalece o sistema capitalista e solidifica suas raízes naEuropa e em outras regiões do mundo. A Revolução Industrialmodificou o sistema de produção, pois colocou a máquina para fazer otrabalho que antes era realizado pelos artesãos. O dono da fábricaconseguiu, desta forma, aumentar sua margem de lucro, pois aprodução acontecia com mais rapidez. Se por um lado esta mudançatrouxe benefícios ( queda no preço das mercadorias), por outro apopulação perdeu muito. O desemprego, baixos salários, péssimascondições de trabalho, poluição do ar e rios e acidentes nas máquinasforam problemas enfrentados pelos trabalhadores deste período.O lucro ficava com o empresário que pagava um salário baixo pelamão-de-obra dos operários. As indústrias, utilizando máquinas àvapor, espalharam-se rapidamente pelos quatro cantos da Europa. Ocapitalismo ganhava um novo formato.Muitos países europeus, no século XIX, começaram a incluir a Ásia ea África dentro deste sistema. Estes dois continentes foram exploradospelos europeus, dentro de um contexto conhecido comoneocolonialismo. As populações destes continentes, foram dominadasa força e tiveram suas matérias-primas e riquezas exploradas peloseuropeus. Eram também forçados a trabalharem em jazidas deminérios e a consumirem os produtos industrializados das fábricaseuropéias.Terceira Fase: Capitalismo Monopolista-FinanceiroIniciada no século XX, esta fase vai ter no sistema bancário, nasgrandes corporações financeiras e no mercado globalizado as molasmestras de desenvolvimento. Podemos dizer que este período está empleno funcionamento até os dias de hoje.Grande parte dos lucros e do capital em circulação no mundo passapelo sistema financeiro. A globalização permitiu as grandescorporações produzirem seus produtos em diversas partes do mundo,
  22. 22. buscando a redução de custos. Estas empresas, dentro de uma economia de mercado, vendem estes produtos para vários países, mantendo um comércio ativo de grandes proporções. Os sistemas informatizados possibilitam a circulação e transferência de valores em tempo quase real. Apesar das indústrias e do comercio continuarem a lucrar muito dentro deste sistema, podemos dizer que os sistemas bancário e financeiro são aqueles que mais lucram e acumulam capitais dentro deste contexto econômico atual.“Vivemos em um mundo capitalista!”. Certamente, esta frase foi dita ou ouvida pelamaioria das pessoas, porém muitos ainda não sabem o que significa viver em ummundo capitalista.Capitalismo é o sistema sócio-econômico em que os meios de produção (terras,fábricas, máquinas, edifícios) e o capital (dinheiro) são propriedade privada, ou seja,tem um dono.Antes do capitalismo, o sistema predominante era o Feudalismo, cuja riqueza vinhada exploração de terras e também do trabalho dos servos. O progresso e asimportantes mudanças na sociedade (novas técnicas agrícolas, urbanização, etc)fizeram com que este sistema se rompesse. Estas mesmas mudanças que contribuirampara a decadência do Feudalismo, cooperaram para o surgimento do capitalismo.Os proprietários dos meios de produção (burgueses ou capitalistas) são a minoria dapopulação e os não-proprietários (proletários ou trabalhadores – maioria) vivem dossalários pagos em troca de sua força de trabalho.CARACTERÍSTICAS- Toda mercadoria é destinada para a venda e não para o uso pessoal- O trabalhador recebe um salário em troca do seu trabalho- Toda negociação é feita com dinheiro- O capitalista pode admitir ou demitir trabalhadores, já que é dono de tudo (o capitale a propriedade)FASES DO CAPITALISMO- Capitalismo Comercial ou mercantil: consolidou-se entre os séculos XV e XVIII.É o chamado Mercantilismo. As grandes potências da época (Portugal, Espanha,Holanda, Inglaterra e França) exploravam novas terras e comercializavam escravos,metais preciosos etc. com a intenção de enriquecer.- Capitalismo Industrial: Foi a época da Revolução Industrial.- Capitalismo Financeiro: após a segunda guerra, algumas empresas começaram aexportar meios de produção por causa da alta concorrência e do crescimento daindústria.
  23. 23. O capitalismo vem sofrendo modificações desde a Revolução Industrial até hoje. Noinício do século XX, algumas empresas se uniram para controlar preços e matérias-primas impedindo que outras empresas menores tenham a chance de competir nomercado.Nessa época várias empresas se fundiram, dando origem as transnacionais (tambémconhecidas como multinacionais). São elas: Exxon, Texaco, IBM, Microsoft, Nike,etc.OBS: O nome transnacional expressa melhor a idéia de que essas empresas atuamalém de seu país. O termo multinacional nos levava a concluir que a empresa tinhavárias nacionalidades. Por esta razão, o termo foi substituído.A união de grandes empresas trouxe prejuízo para as pequenas empresas que nãoconseguem competir no mercado nas mesmas condições. Ou acabam sendo“devoradas” pelos gigantes ou conseguem apenas uma parcela muito pequena nomercado.Visando sempre o lucro e o progresso, grandes empresas passaram a valorizar seusempregados oferecendo-lhes benefícios no intuito de conseguir extrair deles a vontadede trabalhar.Consequentemente, essa vontade e dedicação ao trabalho levará o empregado adesempenhar o serviço com mais capricho e alegria, contribuindo para o sucesso daempresa.Infelizmente, muitas empresas não investem em seus operários e muitos delestrabalham sem a menor motivação, apenas fazem o que é preciso para se manterem noemprego e assegurar o bem-estar de sua família.CapitalismoA sociedade capitalista foi gestada em meio à dissolução da ordem feudal,particularmente na Inglaterra e o noroeste europeu mais desenvolvido (nosdemais países a dissolução do feudalismo deu lugar a estados absolutistas, ondeas revoluções burguesas adviriam quase dois séculos depois da inglesa, de 1640-60). O enfraquecimento da relação de servidão e da renda como relação deprodução predominante, e a concomitante expansão da produção de mercadoriasacabou por quebrar o isolamento dos feudos e levou à formação de um mercadounificado dentro do arcabouço institucional do Estado-nação burguês.Inicialmente as utopias construídas a partir da idéia de abolição da servidãopreconizavam uma sociedade organizada sob a égide do interesse coletivo, decunho socialista. No entanto, as revoltas populares inspiradas nessa idéia foramderrotadas (das guerras camponesas européias à liquidação dos Levellers naInglaterra) e acabou se implantando um processo diametralmente oposto: aeliminação das terras comunais através dos cercamentos e sua transformação empropriedade com o consequente assalariamento dos trabalhadores, que veio a sera nova relação de produção predominante.A generalização da forma-mercadoria é a tendência fundamental e força motor docapitalismo, procurando produzir sempre mais valores de uso enquanto valoresde troca na forma de mercadorias mediante trabalho assalariado. Os estágios de
  24. 24. desenvolvimento se definem precisamente de acordo com as condições em quetal tendência pode se concretizar. Nos primórdios do capitalismo, em seu estágioextensivo, a expansão da produção de mercadorias se dá primordialmente pelaextensão do assalariamento às relações pré-capitalistas: servos, produção parasubsistência, produtores independentes, acrescida do efeito do aumento daprodutividade.A regulação do capitalismo se dá por uma relação dialética do mercado, queatravés dos preços regula a quantidade e as técnicas de produção de mercadoriase a intervenção necessária ainda que antagônica do Estado que assegura ascondições institucionais e a infraestrutura para o funcionamento da produçào demercadorias e em última análise, da reprodução da sociedade capitalista.A construção da ideologia liberalAlém da coerção e a violência, a sociedade capitalista lança mão de uma ideologiadestinada a conseguir a dominação consentida da burguesia sobre as classessubalternas. As sociedades anteriores inscreviam as relações de classe em suaconstituição; a sociedade burguesa as escamoteia atrás das idéias do bemcomum (Commonwealth), interesse coletivo, liberdade e igualdade (apoiada naigualdade formal) entre os indivíduos da sociedade que então são induzidos aocomportamento racional. A forma política precípua da sociedade burguesa é ademocracia, que em épocas de crise e fallhas no domínio da ideologia pode setransformar em ditadura.Capitalismo no BrasilA base material da reprodução da sociedade brasileira é capitalista, na medidaem que a partir de 1850 (Lei das Terras; suspensão do tráfico negreiro) otrabalho assalariado torna-se predo○miinante e generalizado. O princípio daacumulação fica no entanto subordinado ao princípio da expatriacão, resultandoem acumulação entravada e perpetuando o padrão de expatriação de excedente,coondição da reprodução da sociedade de elite de extração colonial.

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