Metodologia da pesquisa científica                 ANGELA BITTENCOURT                 INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO       ...
Como fazer pesquisa?realizar a pesquisa                                           interpretar resultados                  ...
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Etapas da investigação científica 1 - Escolha do tema                Redação do projeto 2 - Planejamento da investigação  ...
Redação do projeto de pesquisa    Título / participantes / local / (financiamento)    Introdução: exposição do tema, de as...
Etapas da investigação científica 1 - Escolha do tema 2 - Planejamento da investigação3 - Coleta e armazenamento de inform...
1 - Escolha do tema  Pesquisas originais, ou de confirmação ou ainda   de repetição para aprendizado  Derivado de conhecim...
1 - Escolha do tema   Pesquisa bibliográfica     levantamento de trabalhos já realizados      sobre o mesmo tema, num dete...
1 - Escolha do tema    O tema escolhido deve      representar   uma questão relevante, cujo       melhor modo de solução s...
2 - Planejamento da investigação  Pesquisadores, técnicos e suas atribuições no   projeto  Materiais a serem utilizados:  ...
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2 - Planejamento                             da investigação   Como serão coletados, armazenados e    analisados os dados:...
3 - Coleta e armazenamentode informações   Realização de estudos observacionais    (aplicação de questionários, estudos de...
Estudos observacionais    Questionário: instrumento ou programa de coleta de     dados       confecção pelo pesquisador, p...
Estudos observacionais   Observação     conhecimento prévio do que observar     planejamento de um método de registro     ...
Estudos experimentais   Sujeitos ou objetos a serem estudados no experimento:    grupos controle e experimental      grupo...
Estudos experimentais Perigo do viés (bias): influência inconsciente ou  consciente por parte dos sujeitos ou  pesquisador...
4 - Análise dos resultados, elaboração dasconclusões  Dois tipos de dados e análises:     Qualitativos     Quantitativos  ...
Classificação  Dividir um todo em partes, dando ordem as   partes e colocando cada uma no seu lugar     critério ou fundam...
Codificação    Colocar determinada informação na categoria     que lhe compete, atribuindo-se para cada     categoria um s...
Tabulação  Disposição   gráfica dos dados obtidos.
O papel da estatística  Os resultados quase sempre são variáveis,   principalmente em biologia e medicina  É necessário de...
Descrição e análise dos dadosO que os dados significam para a nossapesquisa? o que é típico no grupo (média, mediana e mod...
Elaboração das conclusões   Após estas etapas ³o    pesquisador fará as ilações que    a lógica lhe permitir e    aconselh...
5 - Divulgação dos resultados    Seminário / journal club    Apresentação em congresso                 (resumo, poster, co...
Parte II Qual o valor das respostas que a ciência atual nos dá?
O objetivo básico da atividade científica não é o  de descobrir verdades ou ser uma compreensão  plena da realidade, mas s...
1 - Exemplos de visões diferentes de    fenômenos semelhantes   Ou: porque não devemos    rir daquilo que não    compreend...
1a - A magnetoterapia como pseudociência                  A MAGNETOTERAPIA é a ciência e a arte de cura através           ...
2a - A reflexoterapia como pseudociência                                              REFLEXOTERAPIA                      ...
3a - A urinoterapia como pseudociência                            O padre Dillon com um copo de urina: água da vida   Elix...
1b - A magnetoterapia como ciência Coll Antropol 1997 Jun;21(1):139-50 Anthropometric and quantitative EMG status of femor...
2b - A reflexoterapia como ciência Rev Neurol 1996 Jan;24(125):81-3 Somatosensory evoked potentials by acupunctural stimul...
3b - A urinoterapia como ciênciaNat Med 1998 Apr;4(4):428-34Effects of a urinary factor from women in early pregnancy on H...
4a - Acreditamos nas notícias que recebemos em formato ³apropriado´...                               Agora, num ousado ava...
4b - ...mesmo quando se tratam de grande bobagem.CORREÇÃO: Na sua edição no.764, de 27 de abril último, VEJApublicou um ar...
2 - UMA NOVA CIÊNCIA
Henri   Poincaré³Para fazer aritmética, assim como para fazergeometria, ou para fazer qualquer ciência, épreciso algo mais...
Paul   Feyerabend³A ciência reclama pessoas flexíveis einventivas e não rígidos imitadores de padrõesde comportamento esta...
Fritjof   Capra³A Terra é, pois, um sistema vivo; ela funciona não apenas comoum organismo, mas, na realidade, parece ser ...
Teoria   de Santiago (Maturana e Varela):A cognição não é a representação de um mundo pré-dado, independente, mas, em vez ...
Referências consultadas http://   .nib.unicamp.br/slides/etapas/sld001.htm http://   .vademecum.com.br/iatros/science.htm ...
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  1. 1. Metodologia da pesquisa científica ANGELA BITTENCOURT INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIENCIA E TECNOLOGIA RIO DE JANEIRO CAMPUS REALENGOabittenc@gmail.com
  2. 2. Como fazer pesquisa?realizar a pesquisa interpretar resultados formular a pergunta divulgar resultados
  3. 3. Como fazer pesquisa? Interpretar resultadosRealizar a pesquisa posição produtividade formação de recursos humanos CNPq formular a perguntaFINEP PADCT FAPs Divulgar resultados etc
  4. 4. Metodologia científica: definição É um conjunto de abordagens, técnicas e processos utilizados pela ciência para formular e resolver problemas de aquisição objetiva do conhecimento, de uma maneira sistemática.
  5. 5. Metodologia científica: adaptações Considerar: natureza do conhecimento: científico, filosófico, artístico, místico, etc. ciência pura (aquisição do conhecimento sem finalidades de utilização prática) x aplicada (utilização dos conhecimentos da ciência pura e da tecnologia em aplicações práticas)
  6. 6. Metodologia científica: adaptações Considerar: operações lógicas no conhecimento científico indução, dedução, inferência o método científico hipótese (afirmação ainda não comprovada sobre algum fenômeno) x tese (afirmação comprovada sobre algum fenômeno) x teoria (conjunto de teses que explicam o fenômeno) x modelo (descrição formal de um fenômeno, que pode ser utilizado para testar novas hipóteses e fazer predições)
  7. 7. Metodologia científica: adaptações Considerar: estudo observacional (coleta de dados sem influenciar os eventos) x experimental (influência deliberada nos eventos, buscando verificar os efeitos da intervenção) estudo transversal (coleta dos dados num único instante no tempo, obtendo um recorte momentâneo do fenômeno investigado) x longitudinal (coleta dos em dois ou mais momentos, havendo um acompanhamento do desenrolar do fenômeno considerado)
  8. 8. Metodologia científica: adaptações Considerar: dados e análises qualitativos x quantitativos o papel da estatística descrição da variabilidade e tendências centrais dos resultados, para entender o fenômeno.
  9. 9. Etapas da investigação científica 1 - Escolha do tema Redação do projeto 2 - Planejamento da investigação de pesquisa
  10. 10. Redação do projeto de pesquisa Título / participantes / local / (financiamento) Introdução: exposição do tema, de aspectos gerais até específicos; bibliografia adequada e atualizada Objetivos: gerais e específicos; justificativa Materiais e métodos: detalhados ou com referências bibliográficas Cronograma de execução: referenciais de acompanhamento Exequibilidade Referências bibliográficas
  11. 11. Etapas da investigação científica 1 - Escolha do tema 2 - Planejamento da investigação3 - Coleta e armazenamento de informações (observação, experimentação)4 - Análise dos resultados, elaboração das conclusões5 - Divulgação dos resultados
  12. 12. 1 - Escolha do tema Pesquisas originais, ou de confirmação ou ainda de repetição para aprendizado Derivado de conhecimento/investigações anteriores do tema Derivado de idéias dadas pelo orientador ou colegas, ou de idéias totalmente originais (insight) Derivado da literatura científica, pesquisa bibliográfica Objetivos parciais e finais da pesquisa
  13. 13. 1 - Escolha do tema Pesquisa bibliográfica levantamento de trabalhos já realizados sobre o mesmo tema, num determinado período - nível geral x nível específico levantamento dos métodos e técnicas a serem utilizadas na investigação realizada com metodologia específica e utilizando publicações e bancos de dados especiais (índices) utilização da Internet
  14. 14. 1 - Escolha do tema O tema escolhido deve representar uma questão relevante, cujo melhor modo de solução se faz por meio de uma pesquisa científica ser factível em relação à competência dos pesquisadores, à infraestrutura do laboratório e ao tempo e recursos disponíveis (apresentar um alto grau de interesse/satisfação ao pesquisador).
  15. 15. 2 - Planejamento da investigação Pesquisadores, técnicos e suas atribuições no projeto Materiais a serem utilizados: equipamentos, material de consumo, veículos etc estão ou serão disponíveis ao longo do projeto?
  16. 16. 2 - Planejamento da investigação Métodos a serem utilizados: identificação e seleção de todos os métodos e técnicas (inclusive computacionais e estatísticas) a serem usadas na pesquisa; treinamento e validação da metodologia através de projeto piloto ou protótipo ANTES de iniciar o projeto. ou: Desenvolvimento ou aperfeiçoamento de técnicas e métodos (pesquisa metodológica)
  17. 17. 2 - Planejamento da investigação Como serão coletados, armazenados e analisados os dados: tamanho da amostra, formas de tabulação e tratamento dos dados, testes estatísticos a serem utilizados. Cronograma de desenvolvimento: quais metas serão atingidas em que momentos ao longo do projeto?
  18. 18. 3 - Coleta e armazenamentode informações Realização de estudos observacionais (aplicação de questionários, estudos de campo, registro de dados exploratórios, etc.) Realização de estudos experimentais (manipulação das variáveis de estudo, coleta de resultados) Mensuração e comparação de dados de desempenho, uso, impacto, etc (quando for pesquisa metodológica)
  19. 19. Estudos observacionais Questionário: instrumento ou programa de coleta de dados confecção pelo pesquisador, preenchimento pelo informante linguagem simples e direta etapa de pré-teste, num universo reduzido Entrevista plano caráter exploratório ou coleta de informações
  20. 20. Estudos observacionais Observação conhecimento prévio do que observar planejamento de um método de registro fenômenos não esperados registro fotográfico ou vídeo relatório.
  21. 21. Estudos experimentais Sujeitos ou objetos a serem estudados no experimento: grupos controle e experimental grupo controle não recebe a influência da variável independente grupo experimental recebe a variável independente Relação causa-efeito determinada pela comparação estatística entre os grupos Observação dos resultados.
  22. 22. Estudos experimentais Perigo do viés (bias): influência inconsciente ou consciente por parte dos sujeitos ou pesquisadores sobre o resultado da pesquisa Eliminação ou redução do viés: atribuição aleatória dos sujeitos aos grupos sujeitos ignoram a que grupo pertencem (estudo cego) pesquisadores também ignoram (estudo duplo- cego)
  23. 23. 4 - Análise dos resultados, elaboração dasconclusões Dois tipos de dados e análises: Qualitativos Quantitativos Classificação, codificação e tabulação dos resultados.
  24. 24. Classificação Dividir um todo em partes, dando ordem as partes e colocando cada uma no seu lugar critério ou fundamento base da divisão a ser feita. Ex: sexo é o critério; masculino e feminino são classes ou categorias.
  25. 25. Codificação Colocar determinada informação na categoria que lhe compete, atribuindo-se para cada categoria um símbolo (palavra ou números).
  26. 26. Tabulação Disposição gráfica dos dados obtidos.
  27. 27. O papel da estatística Os resultados quase sempre são variáveis, principalmente em biologia e medicina É necessário descrever a variabilidade e as tendências centrais, para entender o fenômeno Para comprovar diferenças entre situações observacionais e experimentais, é necessário usar métodos estatísticos.
  28. 28. Descrição e análise dos dadosO que os dados significam para a nossapesquisa? o que é típico no grupo (média, mediana e moda)? até que ponto variam os indivíduos no grupo (amplitude, desvio médio e desvio padrão)? como os indivíduos se distribuem com relação à variável que está sendo medida (distribuição é normal ou não)? qual a relação entre as diversas variáveis (na estatística há vários métodos, mas nenhum deles garante a existência de um nexo causal)?
  29. 29. Elaboração das conclusões Após estas etapas ³o pesquisador fará as ilações que a lógica lhe permitir e aconselhar, procederá as comparações pertinentes e, com base nos resultados alcançados, enunciará novos princípios e fará as generalizações apropriadas´.
  30. 30. 5 - Divulgação dos resultados Seminário / journal club Apresentação em congresso (resumo, poster, comunicação oral) Relatório Dissertação / tese Artigo científico Livro / capítulo de livro Internet variam regras, finalidade, público atingido, etc
  31. 31. Parte II Qual o valor das respostas que a ciência atual nos dá?
  32. 32. O objetivo básico da atividade científica não é o de descobrir verdades ou ser uma compreensão plena da realidade, mas sim o de fornecer um conhecimento que, ao menos provisoriamente, facilite a interação com o mundo, permitindo previsões confiáveis sobre eventos futuros e indicando mecanismos de controle para que se possa intervir favoravelmente sobre os mesmos. A ³verdade´ em ciência nunca é absoluta ou final, pode sempre ser modificada ou substituída. Um conhecimento é válido apenas até que novas observações ou experimentações o contradigam.
  33. 33. 1 - Exemplos de visões diferentes de fenômenos semelhantes Ou: porque não devemos rir daquilo que não compreendemos.
  34. 34. 1a - A magnetoterapia como pseudociência A MAGNETOTERAPIA é a ciência e a arte de cura através de ímãs. Sistema natural de tratamento, baseia-se na aplicação externa de ímãs e na ingestão de água imantada, estimulando os canais de energia da pessoa, sem danificar seu organismo. A técnica segue os princípios e leis do eletromagnetismo universal. No antigo Egito, Cleópatra enfeitava seu rosto com pequenos ímãs (magnetos) para manter a beleza. Na Índia, a utilização de magnetos, na prática da medicina alternativa, é comum há mais de dois mil anos. O mundo atual parece ter retomado este antigo sistema de tratamento e confirmado seus resultados clínicos benéficos, em quase todas as doenças funcionais do corpo humano. http://209.182.24.141/
  35. 35. 2a - A reflexoterapia como pseudociência REFLEXOTERAPIA Como ustedes saben la Reflexoterapia es una medicina alternativa que se practicaba ya en el antiguo egipcio, pues en una de las pirámides hay varias inscripciones talladas en piedra donde se refleja la práctica de la Reflexoterapia en las manos y en los pies. ¿Por que en los Pies y en las Manos ? Como todos sabemos el cuerpo está gobernado por el Sistema Nervioso. Todos los Organos del cuerpo humano tienen terminales nerviosos en pies y manos de manera que actuando sobre estos terminales Nerviosos llegamos a los distintos Organos Internos del Cuerpo Humano. Esta es la misión de la Reflexoterapia, llegar a los distintos órganos para lograr el equilibrio del Cuerpo y Mente del enfermo. http://www.readysoft.es
  36. 36. 3a - A urinoterapia como pseudociência O padre Dillon com um copo de urina: água da vida Elixir de água do joelho A crença popular é algo que não se controla. O exemplo é a urinoterapia, prática que aconselha ao paciente tomar a própria urina. O líquido, garantem os seguidores, seria o melhor remédio contra alergias, micoses e distúrbios gastrointestinais e renais. É a água da vida, define o padre Joseph Dillon, 53 anos, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. ... A urina serve para reequilibrar o sistema hormonal e fortalecer as defesas do organismo, garante o padre. A convicção do religioso é rebatida pela ciência. A urina serve para expelir substâncias tóxicas. Tanto que se um indivíduo ficar sem urinar ele morre, afirma o urologista Miguel Srougi.IstoÉ, 28 de maio de 1997
  37. 37. 1b - A magnetoterapia como ciência Coll Antropol 1997 Jun;21(1):139-50 Anthropometric and quantitative EMG status of femoral quadriceps before and after conventional kinesitherapy with and without magnetotherapy. Graberski Matasovic M, Matasovic T, Markovac Z
  38. 38. 2b - A reflexoterapia como ciência Rev Neurol 1996 Jan;24(125):81-3 Somatosensory evoked potentials by acupunctural stimulus and cortical functional projection. Abad-Alegria F, Prieto M, Perez-Trullen JM
  39. 39. 3b - A urinoterapia como ciênciaNat Med 1998 Apr;4(4):428-34Effects of a urinary factor from women in early pregnancy on HIV-1, SIV andassociated disease.Lunardi-Iskandar Y, Bryant JL, Blattner WA, Hung CL, Flamand L, Gill P,Hermans P, Birken S, Gallo RCOs efeitos de preparações de grau clínico da gonadotrofina coriônica humana(hCG) sobre sarcoma de Kaposi, HIV, SIV e hematopoiese foram examinados invitro e in vivo. ... encontramos que a atividade antiviral de fatores associados ahCG não é devida ao heterodímero hCG nativo, incluindo sua subunidadespurificadas ou seu principal produto de degradação, o núcleo-beta. Utilizandocromatografia de filtragem em gel de hCG de grau clínico e de concentrados deurina de mulheres grávidas, demonstramos que um fator associado ao hCG (HAF),ainda não identificado e com atividades anti-HIV, anti-SIV, anti-KS e pró-hematopoiética, elui como dois picos correspondendo a 15-30 kDa e 2-4 kDa.
  40. 40. 4a - Acreditamos nas notícias que recebemos em formato ³apropriado´... Agora, num ousado avanço da biologia molecular, dois biólogos da Universidade de Hamburgo, na Alemanha, fundiram pela primeira vez células animais com células vegetais - as de um tomateiro com as de um boi. Deu certo. Barry MacDonald e William Wimpey, que fizeram a experiência, obtiveram como resultado um tomateiro capaz de produzir frutos parecidos com tomates mas dotados de uma casca mais resistente e de uma polpa muito mais nutritiva. A experiência dos pesquisadores alemães, porém, permite sonhar com um tomateiro do qual já se colha algo parecido com um filé ao molho de tomate. ... Os biólogos alemães conseguiram alterar o curso da lei natural, que impede a reprodução de indivíduos de espécies diferentes, Veja 764 (23/04/83). diz Ricardo Brentane, engenheiro genético da Universidade de São Paulo. Essa subversão é estimulante para todo pesquisador.
  41. 41. 4b - ...mesmo quando se tratam de grande bobagem.CORREÇÃO: Na sua edição no.764, de 27 de abril último, VEJApublicou um artigo em sua seção de Ciência que narrava umaexperiência«.Tratou-se de lastimável equívoco. A informaçãofora publicada originalmente pela revista inglesa New Scientist naprimeira semana de abril e não passava de uma brincadeira, aindaque a primeira vista estivesse apresentada como uma notíciasemelhante a todas as outras da revista. ... Apesar da noticia daNew Scientist oferecer algumas pistas para que se percebesse otruque, falharam os mecanismos e as práticas habituais de queVEJA se vale para confirmar a veracidade das informações quepublica. ... No caso, VEJA considera sua obrigação não apenascorrigir o erro, mas, dada sua extensão, desculpar-se dele peranteseus leitores.Veja 774 (06/07/83).
  42. 42. 2 - UMA NOVA CIÊNCIA
  43. 43. Henri Poincaré³Para fazer aritmética, assim como para fazergeometria, ou para fazer qualquer ciência, épreciso algo mais que a lógica pura. Paradesignar essa outra coisa, não temos outrapalavra senão intuição.´ (ver também L. De Meiss)
  44. 44. Paul Feyerabend³A ciência reclama pessoas flexíveis einventivas e não rígidos imitadores de padrõesde comportamento estabelecidos.´
  45. 45. Fritjof Capra³A Terra é, pois, um sistema vivo; ela funciona não apenas comoum organismo, mas, na realidade, parece ser um organismo Gaia,um ser planetário vivo. Suas propriedades e atividades não podemser previstas com base na soma de suas partes; cada um de seustecidos está ligado aos demais, todos eles interdependentes; suasmuitas vias de comunicação são altamente complexas e não-lineares; sua forma evoluiu durante bilhões de anos e continuaevoluindo.´
  46. 46. Teoria de Santiago (Maturana e Varela):A cognição não é a representação de um mundo pré-dado, independente, mas, em vez disso, é a criação deum mundo.O que é criado por um determinado organismo noprocesso de viver não é o mundo, mas sim um mundo,um mundo que é sempre dependente da estrutura doorganismo... assim, não existem coisas que sejamindependentes do processo de cognição.
  47. 47. Referências consultadas http:// .nib.unicamp.br/slides/etapas/sld001.htm http:// .vademecum.com.br/iatros/science.htm http:// .angel ire.com/sk/alequadros/metcient.html     http:// .nib.unicamp.br/slides/etapas/sld001.htm

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