Curso de introducao ao candomble

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Curso de introducao ao candomble

  1. 1. CURSO DEINTRODUÇÃO AOCANDOMBLÉ
  2. 2. ILÊ AXÉ OXOSSI E OXALÁJULHO DE 1994 DEDICATÓRIA Esta modesta contribuição ao nosso amado Candomblé eu dedico àqueles que a prestigiaremcom sua leitura e críticas construtiva e a todos àqueles que tornaram possível sua realização. Em especial: Meu Pai, AGUINALDO DE OXOSSI, Minha Mãe, IZETE DE OXUM, Meus Pais de Santo, JOÃO BOSCO e LURDES DE OBALAUAÊ, Meu Babakekerê, ALEFÁ, Ao meu amor, WALKINHO
  3. 3. Aos amigos que me inspiraram, como professores e mestres, meu agradecimento especial àFERNANDES PORTUGAL e FÁTIMA.
  4. 4. AgradecimentosAos meus irmãos: Alexandre,Richard e Renato.À querida Hellen e a Janaína.Aos amigos queridos:WalkerBrancaWalmaNinaAna NascimentoAída de XangôYundia ( Regina )Maria GordaAna de OxaláBomboxéBiau e CleuniceGílio e famíliaNevinhaNeuzi e sua amigaDaniJoel e esposaDona MariaE aos demais Irmãos e crianças do Ilê Axé Oxossi e Oxalá
  5. 5. MÓDULO II – Cargos no BarracãoII – Termos e nomes no ritoIII – A dança dos OrixásIV – Tipos de Ejé que existemV – Tipos de mediunidadeVI – Comportamento do Filho-de-santoVII – ElekéVIII – LôorogunIX – Termos e palavras em Yorubá
  6. 6. HISTÓRICOO Candomblé é uma religião originária da África, trazida ao Brasil pelos negros escravizados na épocada colonização brasileira. A presença das religiões africanas é uma conseqüência imprevista do tráficodos escravos, que determinou a afluência de cativos Gegês e Nagôs (Daomeanos e Yorubás), trazidosda Costa dita dos Escravos e desembarcados, principalmente, na Bahia e em Pernambuco.A extraordinária resistência oposta pelas religiões africanas às formas de alienação e de extermíniohaveria de surpreender. A religião foi tolerada porque os senhores julgavam as danças e os batuquessimples divertimentos de negros nostálgicos, úteis para que eles guardassem a lembrança de suasorigens diversas e de seus sentimentos de aversão recíproca.O Candomblé se difundiu no Brasil no século passado, com a migração de africanos como escravospara os senhores de terra. A população escrava no Brasil consistia quase totalmente de negros deAngola. No momento da chegada dos nagôs, um século e meio de escravidão havia passado,distribalizando o negro e apagando seus costumes, crenças e sua língua nacional. Mas o elementoafricano, resistiu e criou uma forma de cultuar seus deuses através do sincretismo com os santoscatólicos.Mesmo levando em conta a pressão social e religiosa, era relativamente fácil para os escravos, nasonolência geral, reinstalar na Bahia as crenças e práticas religiosas que trouxera da África, pois, aigreja católica estava cansada do esforço despendido na criação de irmandades de negros comotentativa de anular toda sua cultura, mas todos os meses novas levas de escravos, adeptos ao cultoaos Orixás, desembarcavam na Bahia.Por volta de 1830 três negras conseguiram fundar o primeiro templo de sua religião na Bahia,conhecida como Ylê Yá Nassó, casa da mãe Nassó. (Nassó seria o título de princesa de uma cidadenatal da costa da África). Esta seria a primeira a resistir às opressões católicas, desta casa se originammais três que sobrevivem até hoje e que fazem parte do grande Candomblé da Bahia, sendo elas: OEngenho velho ou Casa Branca, Gantóis, cuja ilustre dirigente foi mãe menininha do gantóis (falecidaem 1986) e do Alaketu.Os Candomblés se diversificaram desde 1830, a medida que a religião dos nagôs se firmava, primeiroentre os escravos e for fim, no seio do povo. Hoje há quatro tipos de Candomblé ou Candomblé dequatro nações: Kêtu (povo nagô), Jêje (povo nagô, mas obedientes a uma outra cultura), Angola-congo (povo bantu, este culto é mais abrasileirado) e de caboclo (cultuam mais os caboclos, mistura-secom a Umbanda).O Candomblé baseia-se no culto aos Orixás, deuses oriundas das quatro forças da natureza: Terra,Fogo, Água e Ar. Os Orixás são, portanto, forças energéticas, desprovidas de um corpo material. Suamanifestação básica para os seres humanos se dá por meio da incorporação. O ser escolhido peloorixá, um dos seus descendentes, é chamado de elegum, aquele que tem o privilégio de ser montadopor ele. Torna-se o veículo que permite ao orixá voltar à Terra para saudar e receber as provas derespeito de seus descendentes que o evocaram. Cada orixá tem as suas cores, que vibram em seuelemento visto que são energias da natureza, seus animais, suas comidas, seus toques (cânticos), suassaudações, suas insígnias, as suas preferências e suas antipatias, e aí daquele que devendo obediênciaos irrita.A síntese de todo o processo seria a busca de um equilíbrio energético entre os seres materiaishabitantes da Terra e a energia dos seres que habitam o orum, o suprareal (que tanto poderialocalizar-se no céu - como na tradição cristã - como no interior da Terra, ou ainda numa dimensãoestranha a essas duas, de acordo com diferentes visões apresentadas por nações e tribos diferentes).Cada ser humano teria um orixá protetor, ao entrar em contato com ele por intermédio dos rituais,estaria cumprindo uma série de obrigações. Em troca, obteria um maior poder sobre suas própriasreservas energéticas, dessa forma teria mais equilíbrio.Cada pessoa tem dois Orixás. Um deles mantém o status de principal, é chamado de orixá de cabeça,que faz seu filho revelar suas próprias características de maneira marcada. O segundo orixá, ou ajuntó,apesar de distinção hierárquica, tem uma revelação de poder muito forte e marca seu filho, mas demaneira mais sutil. Um seria a personalidade mais visível exteriormente, assim como o corpo de cadapessoa, enquanto o outro seria a face oculta de sua personalidade, menos visível aos que conhecem apessoa superficialmente, e às potencialidades físicas menos aparentes.Como qualquer outra religião do mundo, o Candomblé possui cerimoniais específicos para seus adeptosporém, esses ritos mostram singularidades especialíssimas, como a leitura de búzios (um primeiro eocular contato com os Orixás), a preparação e entrega de alimentos para cada uma das entidades ouas complexas e prolongadas iniciações dos filhos-de-santo. Através da observância dessesprocedimentos é que o Candomblé religa os humanos aos seres astrais, proporcionando àqueles oequilíbrio desejado na existência.
  7. 7. O CANDOMBLÉ a uma estrutura de culto às forças da natureza, a um hino à vida como EternoMovimento, que se manifesta nas danças, nas cores dos ORIXÁS, nos alimentos sacramentais. Ritualcomunitário de cantos, danças e alimentos sagrados na sua forma pública, o Candomblé ésacramentado pelo Pai ou Mãe de Santo, pelos Filhos de Santo, pelos tocadores de atabaque (OGAN),que entoam os cantos sagrados possibilitando a vinda do ORIXÁ, com a participação da comunidadedos mais velhos às criancinhas. Todos cantam e saúdam os ORIXÁS, executam a dança sagrada, numhino à Alegria, Amor e Partilha. O CANDOMBLÉ se expressa nos terreiros ou roças, onde se cultuam os ORIXÁS e os ancestraisilustres. O terreiro contém dois espaços, com características e funções diferentes: (a) um espaçourbano, construído, onde se dá a dança; (b) um espaço virgem (árvores e uma fonte, equivalentes àfloresta africana), que é considerado sagrado. O chefe supremo do terreiro é o BABALORIXIÁ ou IYALORIXÁ (pai ou mãe que possuem oORIXÁ). Eles são detentores de um poder sobrenatural - o AXÉ, a força propulsora de todo Universo. OAXÉ impulsiona a prática sagrada que, por sua vez, realimenta o AXÉ, pondo todo sistema emmovimento. O AXÉ sendo principio e força é neutro. Transmite-se, aplica-se e combina-se aoselementos naturais, que contam e expressam o AXÉ do terreiro, que pode ser: (a) o AXÉ de cadaORIXÁ, realimentado através das oferendas e da ação ritual; (b) o AXÉ de cada membro do terreiro,somado ao do seu ORIXÁ, recebido na iniciação, mais o AXÉ do seu destino individual (ODU) e oherdado dos próprios ancestrais; (c) o AXÉ dos antepassados ilustres. O AXÉ como força pode diminuir ou aumentar dependendo da prática litúrgica e rigorosaobservância dos deveres e obrigações. A força do AXÉ é contida e transmitida através de elementosrepresentativos do reino vegetal, animal e mineral (oferendas) e podem ser agrupados em trêscategorias: (a) sangue vermelho do reino animal (sangue), vegetal (azeite de dendê) e mineral(cobre); (b) sangue branco do reino animal (sêmen, a saliva), vegetal (seiva), mineral (giz); (c)sangue preto do reino animal (cinzas de animais), vegetal (sumo escuro de certos vegetais) e mineral(carvão, ferro). Estes três tipos de sangue, por onde veicula o AXÉ, com sua coloração, vai determinara fundamental importância da cor no culto. Resumindo: o AXÉ é, portanto, um poder que se recebe,partilha-se e distribuí-se através da prática ritual, da experiência mística e iniciática, conceitos eelementos simbólicos servindo de veículo. É a força do AXÉ que permite que o ORIXÁ venha e realize-se. A existência transcorre em dois planos: o AIYE (mundo, habitação do homem) e o ORUN (além,habitação dos ORIXÁS, mundo paralelo ao mundo real, que coexiste com todos os conteúdos deste).Cada indivíduo, árvore, animal, cidade etc, possui um duplo espiritual e abstrato no ORUN. Os mitosrevelam que, em épocas remotas, o AIYÉ e o ORUN estavam ligados, e os homens podiam ir e virlivremente de um local a outro. Houve, porém, a violação de uma interdição e a conseqüenteseparação e o desdobramento da existência. Um mito da criação nos conta que nos primórdios, nadaexistia além do ar. Quando OLORUN começou a respirar, uma parte do ar transformou-se em massa deágua, originando ORIXALÁ - o grande ORIXÄ FUNFUN do branco. O ar e as águas moveram-seconjuntamente e uma parte deles transformou-se em bolha ou montículo uma matéria dotada de forma- um rochedo avermelhado e lamacento. OLORUN soprou vida sobre ele e com seu hálito deu a vida aEXU, o primeiro nascido, o procriado, o primogênito do Universo. OLORUN abrange todo espaço e detém três poderes que regulam e mantém ativos a existênciae o Universo: IWÁ, que permite ao Universo genérico o ar, a respiração; AXÉ, que permite a existênciaadvir dinâmica; ABÁ, que outorga propósito e dá direção. Ou como diz o poeta Moraes Moreira em"Pensamento Ioruba": Para tudo ser tem que ter IWA. Para vir a ser tem que ter AXÉ. Para o sempreser tem que ter ABÁ Ao combinar esses três poderes de forma específica, OLORUN transmite-os aos IRUNMALÉ,entidades divinas que remontam aos primórdios de universo, encarregados de mantê-las nas diferentesesferas de seu domínio. Os IRUNMALÉ seriam em número de seiscentos, quatrocentos da direita (osORIXÁS, detentores dos poderes masculinos) e duzentos da esquerda (os EBORAS, detentores dospoderes femininos). Os ORIXÁS são massas de movimentos lentos, serenos, de idade imemorial. Estãodotados de um grande equilíbrio que controlam as relações do que nasce, do que morre, do que édado, do que deve ser resolvido. São associados à Justiça e ao equilíbrio, principio regulador dosfenômenos cósmicos, sociais e individuais. Vimos que quando OLORUN começou a respirar, gerou ORIXALÁ e EXU, o procriado. Naqualidade de procriado, EXU não pode ser isolado nem classificado em qualquer categoria. Minhahomenagem ao meu BARA! Nestes escritos sobre os ORIXÁS, EXU com seu perfil psicológico e o tipodeterminante dos seus filhos, abrirão os caminhos sendo o primeiro a ser evocado.
  8. 8. I – CARGOS NO BARRACÃO O candomblé é uma seita de origem africana na qual se presta culto aos Orixás. Chegou aoBrasil através dos negros africanos, que para cá vieram como escravos, mas trouxeram consigo o AXÈdos ORIXÀS e a forma de cultuá-los, o que foi o princípio do que até hoje é praticado. A hierarquia no Egbé (barracão) é fundamentada no tempo de iniciação no culto, obrigaçõesrealizadas (“tempo de santo”), qualidade do Orixá, sexo do filho-de-santo e, especialmente, pelaindicação do Babalorixá, que o fará segundo a determinação dos Orixás. A seguir relacionam-se alguns cargos no culto: ATÔ-AXOGUN: Sacrificador de animais de dois pés. AXOGUN: Sacrificador de todo tipo de animais. ABAXÉ: Pessoa que ajuda na cozinha, ou cuida das crianças enquanto as mães estãoocupadas. IYÁ-BASSU: Pessoa responsável pela cozinha. EBÂMI ou EBÔMI: Após sete anos como Iaô, ofertadas as obrigações devidas, o iniciado élevantado EBÔMI. A situação do Iaô que passa à ebômi é modificada, pois ao receber o DEKÀ (cuia doaxé), poderá iniciar outras pessoas, assumindo a direção de outro barracão. Caso não assuma taisresponsabilidades e continue na mesma casa, assumirá funções específicas como Mãe-Pequena ou Pai-Pequeno, organizador de rituais, etc... IYÁ-KEKERÊ: Substituta da YALORIXÁ, também conhecida como Mãe-Pequena EKEDE: Cuida dos assentamentos e quartinhas do Babá, ajuda a Mãe-Criadeira, transmiteensinamentos soa Abiãs e zela pelos Orixás durante os rituais. DAGÃ e OSSIDAGÃ: Despacham o padê e determinadas oferendas a Exu. IYÁ-TEBEXÉ: Dirige o canto, obedecendo às normas do ritual. MÃO-DE-OFÁ: Conhece e colhe as ervas do culto aos Orixás. IABÁ (IYÁBÁ): Cozinheira do culto aos Orixás. TIBONÃ: Fiscal das cerimônias. OGÃ: Significa padrinho. ALABÊ: Tocador de atabaques. OGÃNILÛ: Chefe dos alabês, os quais dirige sob ordem direta do Babalorixá. TÁTA: Quando o Babalorixá atinge 21 anos de atividade no seu Egbé é proclamado TÁTA(Grande Pai). Nesse caso, ele pode escolher um filho para substituí-lo, este passará à ser Babalorixá,dando ao Táta oportunidade de elevar-se. VODUNCES: Poucos conseguem atingir esse grau, devido às exigências, especialmente detempo que é de 50 anos de culto ou Chefia. DENOMINAÇÕES DE ZELADORES: BABALAWÔ: Pai de Segredo
  9. 9. BABALORIXÁ: Pai de Orixá BABALAXÉ: Pai da Força BABALADÊ: Pai da Coroa BABAOXÉ: Pai do Axé BABAEWÉ: Pai da Folha BABAODÊ: Pai da Navalha BABAKEKERÊ: Pai Pequeno BABAEFUM: Pai da Pintura do Iaô. II – TERMOS E NOMES NO RITO Conforme dissemos, o candomblé no Brasil tem origem africana, sendo assim, utiliza termose nomes cuja tradição, mantém em uso corrente no culto. A seguir, citamos alguns termos e nomes de uso freqüente: ATABAQUES: RUM: É o maior deles, pertence ao Orixá dono do ILÊ. RUMPI: Menor que o Rum, seria o de tamanho médio. LÊ: É o menor entre os três. ILÛ: Pequeno atabaque usado na nação IJEXÁ. AKIDAVÍ ( AGHIDAVÍ): É o nome dado às varas com que se toca os atabaques. AXÉ: Princípio e poder de realização. Força que dá o movimento, sem ele tudo estariaparalisado. É a fonte que torna possível a renovação da vida. Pode ser transmitido através de comidase bebidas ou pelo contato, já que pode ser transmitido a objetos e seres humanos. Para que o Agbé possa atender à sua função de vê ter AXÉ. Para isso o “plantamos”, ouseja, fazemos símbolos que representam pontos de culto do axé. Uma vez plantado, se fortificacombinando todas as formas nele existentes: (a) O Axé de cada Orixá, obtido através de oferendas, bori e iniciação. (b) O Axé de cada membro do terreiro (Egbé), somado com os de seu Orixá, através de um elo de ligação entre o filho-de-santo e o Orixá (Cuidado com os assentamentos e zelo pelas coisas do Orixá, além de respeito pelos irmãos e Babalorixá. (c) O Axé dos antepassados do Egbé, seus ilustres mortos, cujo poder é acumulado e mantido ritualmente nos assentamentos do ILÊ-IBÓ OKU. EWÓ: São cuidados com oque o filho-de-santo come e faz, afim de não agredir ao Orixá (é omesmo que quizila). Quem desobedece pode ter as mais variadas reações, tais como: enjôos,problemas materiais, espirituais, etc... ADÔXU: Nome dado às pessoas iniciadas no culto aos Orixás (Oxú). Pequeno cone feito deervas e outros axés, colocados no alto do Ori do Iaô. ATAKÂN: Pano que envolve o peito da filha-de-santo quando está incorporada pelo Orixá.
  10. 10. AGOGÔ: instrumento de ferro com dois sinos, badalo, superpostos, um menor que o outro,donde se tira som batendo-se com um pedaço de ferro. ADJÁ: Sinos de metal, usados pelos zeladores para chamar os orixás. ABIÃ: São filhos ou filhas-de-santo que ainda não se iniciaram, ou seja, não nasceram. AJUNTÓ ou JUNTÓ: É o segundo Orixá que comanda a pessoa junto com o seu Orixáassentado no Ori no dia de sua feitura. ABASSÁ: Salão onde se realizam as cerimônias públicas do candomblé. AYÊ: Terra (planeta). ORUN: Além do céu. ILÊ: Terra (chão). ILÉ: Pombo. Exemplos: ILÊ-AXÉ: Casa privada destinada ao recolhimento do Iaô. ILÊ-IBÓ OKU: Casa onde são adorados os mortos e onde se encontramseus assentamentos. O local deve ser guardado por sacerdotes preparados para este mistério. Éseparado do resto do terreiro (Egbé), sendo conhecida também como ILÊ ISINMI. EGBÉ: Nível, perto, roça-de-santo, terreiro. EJÉ: Sangue. ILARE: brado de guerra do Orixá, erradamente chamado “ilá”. ILÁ: Quiabo. ADOBALE: Bater cabeça ao Orixá. DIDÊ: Levantar. Exemplo: “Didê Orixá!” JOKÔ: Sentar. ADUPÉ ou DUPÉ: Obrigado. Exemplo: “Adupé lowó Olorum” (obrigado à Olorum, agradeçoà Olorum) DIJINA ou DJINA: Nome da iniciada ou iniciado. IRUNMALÉ ou IRUNMOLÉ: São aqueles que habitam o Orum, também chamadosIrunmolés e ARA_ORUM. Usa-se essa terminologia durante as invocações, no começo dos rituais, comopor exemplo: “Awom irinwó Irunmolé ojû kofun” (Os quatrocentos Irunmolés do lado direito e osduzentos do lado esquerdo). OSIWAJU: O primeiro cargo, primeiro Orixá para os Yorubás (Oduduwa e Oxalá). Na BahiaOgum, Exu, e Oxossi. OSI: Lado esquerdo. OTUM: Lado Direito. ORI: Cabeça. PARTES EM QUE SE DIVIDE O ORI:
  11. 11. ORI: Centro da cabeça. ÔJU-ORI: Parte da frente. IKÔKO ORI: Parte de trás. OPÁ OTUM: Lado direito. OPÁ OSI: Lado esquerdo. IBORI ou BORI: É a cerimônia realizada dentro do culto para adoração à cabeça (ori). Sãooferecidos sacrifícios ao ORI-INU e ao IGBÁ-ORI da pessoa. Durante este ritual, quaisquer que sejamas oferendas devem ser dadas à cabeça. Todos deverão comer obi. O OBI E SUA IMPORTÂNCIA: O Obi é um fruto africano, produtor da noz de cola.É utilizado em quase todas as oferendas(cerimônias). É o primeiro oferecimento que se faz à cabeça antes de qualquer obrigação. Pode seroferecido inteiro ou triturado pelos dentes. A massa mastigada é oferecida aos quatro lados da cabeçae ao centro. SAUDAÇÃO AO ORI: “ Ori pele atete miran atete gbeni kòósá ko sòósa tu danil gbé léyin ori eni ori pélé ori aloiye eni oriba gboboo re re yo sebe kó yó sésé” OJÚ-ORUN: O céu. ORUPIN: Cargo de todos os axés das obrigações do Iaô. OTÁ: Pedra do Santo. Cuidados com o Otá: - Não lavá-lo com sabão, esponja e similares; - Não mudar sua posição; - Limpá-lo com farinha de acaçá; - Pode-se colocar o sumo das ervas do Axé do Orixá; - Recomenda-se rezar para o Orixá durante o ossé; - Colocar somente o necessário, sem exageros; - Transmita a ele somente energias positivas; - Evite que outras pessoas zelem por ele, a obrigação é sua. PAÓ: Bater de palmas ritmado e específico, para demonstrar respeito, reverência e submissão. Representa o ato de despertar os Orixás, usado antes e depois das incorporações, oferendas, etc... IPADÊ ou PADÊ: Significa ato de reunir. Trata-se de cerimônia pública realizada no início de qualquer festividade (de saída de Iaô ao Axexê).
  12. 12. No Ipadê é oferecido a Exu: OMI (água): que é a oferenda por excelência I EFUN (farinha): caracteriza abundância EPÔ (dendê): poder de gestação, ação OTÍ (cachaça): bebida destilada de sua preferência OYIN (mel): beleza, energia AKAÇA: pasta feita com milho branco, enrolado na folha de bananeira (alternativo), éfeito ao por do sol. Observação: Tipos de toques executados nas cerimônias ALUJÁ: Toque predileto do Orixá XANGÔ. OPANIJÉ: Toque específico de OBALUAÊ. AGUERÊ: Toque cadenciado com duas em duas variações, uma para OXOSSI e outrapara OYÁ, mais conhecido como “Quebra-pratos”. ADARRUM: Toque muito rápido e contínuo, usado para chamar os Orixás às cabeças dosfilhos. BOLONÃ: Toque para bolar. III – A DANÇA DOS ORIXÁS As chamadas danças ritualísticas são em forma de círculo ou semicírculo (metade de umcírculo), ao redor de algum símbolo, acompanhada de sons que representam a natureza viva(ar, fogo, animais, vento, chuva tempestade, etc...), havendo uma harmonia entre ocomponente da roda e a natureza, junto aos astros. O CÍRCULO simboliza o movimento dos astros, o poder de renovação junto à forçaespiritual. As CANTIGAS encantam os Orixás que estão relacionados aos astros. Os PASSOS E GESTOS representam as características do Orixá. Exemplo: A dança de OGUM simboliza a luta, desbravamento de caminho; A dança de NANÃ representa o embalo de uma criança; A de OXOSSI figura a caça; A de LOGUN mudança; A dança de BESSÉM representa o arco-íris, céu e terra, a serpente (AIDÃ); INHASÃ representa em sua dança os movimentos de despachar Egum, dominá-los,espalhar o vento;
  13. 13. OPARÁ o ato ou ação de por fogo no mato; XANGO figura a corte, o bater do pilão e OXALÁ os movimentos do pombo. IV – TIPOS DE EJÉ QUE EXISTEM IV . 1 – SANGUE VERMELHO: REINO ANIMAL: Corrimento menstrual, sangue humano e sangue de animais. REINO MINERAL: Cobre, bronze, etc... IV . 2 – SANGUE BRANCO: REINO VEGETAL: Seiva, sumo, álcool e as bebidas brancas extraídas das palmeiras ealguns vegetais. IYÊROSUN – pó branco extraído do IRÔSUN. ORI – MANTEIGA VEGETAL. REINO MINERAL: Sais, giz, prata, chumbo, platina, etc... IV . 3 – SANGUE PRETO: REINO ANIMAL:Cinza de animais, fósseis, petróleo REINO VEGETAL: Sumo escuro de certos vegetais como o ILÚ ÍNDICO, extraído dediferentes tipos de árvores. V – OS TIPOS DE MEDIUNIDADE: MÉDIUM CONSCIÊNTE: É aquele em que a manifestação não toma por completo seussentidos, independentemente do tipo de entidade que esteja se manifestando (Preto-Velho,Caboclo, Orixá). Ele escuta, enxerga, mas não tem controle sobre seus sentidos. MÉDIUM CONSCIÊNTE DE FORMA PARCIAL: Parte dos acontecimentos ficamregistrados outros não, a entidade se encarrega de limpar sua memória. A maior parte dosmédiuns está neste nível. MÉDIUM INCONSCIENTE: Acontece de forma mais limitada, são raros os casos, poisenvolve todo um aspecto físico, emocional e significa que este conseguiu um controle do seuinterior, entrando em transe completo. VI – COMPORTAMENTO DO FILHO-DE-SANTO, REGRAS BÁSICAS: • Ao entrar no portão saudar Exu: “ Laroiê Exu ! Peço licença ! “ • Ogum: “ Ogum Patacory ! Ogum Jacy Jacy ! ” • Ir até a árvore de Bará • Cumprimentar Ossanhe • Cumprimentar Tempo
  14. 14. • Cumprimentar Oxossi • Cumprimentar o seu Orixá • Reverenciar o assentamento de seu Egbé • Pedir a Benção do seu Babá e da sua Yiá • Cumprimentar seus irmãos • Nunca chegar da rua dando notícias boas ou ruins, sem aguardar uma oportunidade conveniente • Não fumar durante as obrigações nem perto das oferendas • Não entrar na cozinha onde se prepara as oferendas para os Orixás, sem tomar banho e descansar da rua • Evitar certos tipos de assuntos • Quando duas ou mais pessoas com tempo de santo estiverem conversando, não entrar sem ser chamado nem cortar o assunto, ou mesmo passar sem pedir licença • Durante as rezas ficar deitado de cabeça baixa. Com essas medidas simples estarás honrando teu Orixá, a casa onde ele está assentado, oteu Babá, a tua Tia, além de estar ensinando aos mais novos que respeito é o primeiro sinal de amor ede força espiritual. OBSERVAÇÕES: 1 – Quando falamos de cumprimentar os Orixás ou saudá-los, falamos em pedir licença paraque através das saudações, do paó, Exu nos olhe com bons olhos e transmita ao Orixá que chegamos.Assim, parte das energias negativas que adquirimos no dia-a-dia seja encaminhada peloscoordenadores das energias negativas. Esta regra se aplica também, antes de entrarmos na casa de Exu, Orixá, Ronco, Ilê Ibó Oku.Deve-se bater na porta 3 vezes a dar paó. Tal atitude faz com que evitemos tomar sustos ou vermoscoisas indesejáveis, uma vez que estamos desrespeitando o Ilê do Orixá. Paó significa despertar o Orixá, para que ele venha ao nosso encontro e receba nossahomenagem. No momento em que estamos emitindo sons, estamos fazendo um elo de ligação entrenós e o Orixá. 2 – Para colher essabas, deve-se proceder da seguinte forma: • Saudar Ossanhe • Saudar Omulú, senhor da terra • Bater paó • Pedir ago ao orixá • Agradecer • Nunca retirar essabas após as 18: h, fazendo-o somente em casos de extrema necessidade, principalmente se você não estiver preparado. VII – ELÉKÉ
  15. 15. Elékés são fio de conta diferentes do Delogun, usados por aqueles que já possuemdeterminado tempo de iniciação. Cabe destacar que delogun é usado pelos iniciados recentes. O eleké indica a hierarquia no culto e fornece uma identificação com o Orixá. A tradiçãoexige adoração e respeito por estes elementos que não são bijuterias ou adornos, mas possuempara nós a mesma importância que terço na Santa Igreja Católica. Suas cores podem variar de acordo com a nação, o tipo e a qualidade do orixá, cujarepresentação é dada a seguir: EXÙ: preto, vermelho e todas as demais cores em pequena proporção. OGUN: Azul-marinho, verde e branco. OXOSSI: Azul claro, verde e branco. OSSANHE: Verde musgo, branco e amarelo. OMOLÚ: Preto, branco, marrom, vinho e coral. OXUM: Amarelo, salmão, rosa, azul, branco, dourado. OYÁ: Vermelho, branco, rosa e cobre. YEMONJÁ: Azul em todas as tonalidades, branco e prateado. BESSÉM: Amarelo, verde e as cores do arco-íris. NANÃ: Branco, lilás e rosa. OXALÁ: Branco. IBEJI: Todas as cores, menos preto. Existem cerimônias que são de grande importância para a consagração do eleké, comopor exemplo a LAVAGEM, que consiste em retirar as impurezas físicas e astrais. No ritual da lavagem utilizam-se efusão de ervas (quinadas), que devem ser preparadaspor sete moças virgens, de preferência crianças. Enquanto as moças quinam as ervas em umagrande bacia, os filhos da casa formam uma roda ao redor delas, rezam e batem paó. Para esta cerimônia solene, todos devem estar de corpo limpo e respeitosamente lavarseu eleké, sacando-o em seguida com uma pequena toalha branca. Devem ser acendidas velas paratodos os Orixás. O período mais propício para esta cerimônia é o das águas de Oxalá ou final de ano. VIII – LOÔROGUN O Lôorogun é uma cerimônia fechada, ou seja, somente participam os filhos da casa.Consiste no “fechamento” do Egbé durante a Quaresma. Este ritual evita que forças negativasatinjam o Egbé e os filhos-de-santo, que deverão permanecer resguardados durante este período. Para que se realize o Lôorogun são necessários os seguintes procedimentos: - Todos devem chegar cedo ao Egbé e tomar o banho de costume; - É indispensável a participação de todos os filhos-de-santo; - Preparar um grande Ebó com todos os tipos de comida;
  16. 16. - Agradar Exu e Egun; - Todos deverão agradecer seus Orixás e; - Todos os Orixás deverão permanecer acesos durante a quaresma. É evidente que todo Egbé possui seu ritual próprio e isto de ser respeitado. A realização do Lôorogun é indispensável em um Egbé,pois o Axé é a fonte da realização e do poder e uma vez abalado todos serão atingidos e responsáveis. Se o indivíduo se diz filho-de-santo, às vezes com orgulho exagerado, deve saber que possui direitos e OBRIGAÇÕES. O final desta cerimônia é marcado pela manifestação de todos os Orixás nos filhos-de- santo, que são a seguir recolhidos ao Roncó, de onde sairão com as respectivas folhas de cada Orixá incorporado na palma da mão e comidas cruas dentro de uma sacola branca de murim. Na saída dos Orixás canta-se: “O Lôorogun eu O lôorogun já já Acajá loni ago man sãn O loôrogun já já”. (Bis) Os Orixás fazem um sacudimento em todos os presentes e distribuem as comidas. Os Ogãs e todas as demais pessoas que não estão incorporadas retiram os enfeites do Barracão e colocam em um cesto junto com as folhas que foram usadas no sacudimento. Tudo será despachado em lugar determinado pelo Babá. Todos deverão levar flores para ofertar aos Orixás após a realização do sacudimento. IX – TERMOS E PALAVRAS EM YORUBÁ NÚMERAÇÃO EM YORUBÁ1 : Éni, Ókan 14 : Érinlá 8 : Ejó2 : Êji 15 : Édogun 9 : Ésan3 : Etá 16 : Érindi lógun 10 : Éwá4 : Erin 17 : Étadilogun 11 : Ókanlá5 : Árun 18 : Egidilogun 12 : êjilá6 : Éfá 19 : Ókandilogun 13 : Étalá7 : Êjê 20 : ÔgunGoma : ódá Anil : Ilú Pimenta : atáAzeite : epô Milho : agbádô-óká Pimenta da costa : ataré
  17. 17. NOME DE ANIMAIS:Boi ou varão : málú, akô Veado : agburim Galinha : adié, uabaodiéOvelha : agutan, abô-agutan Elefante : erim, Pombo : eiyêle adjiniju,zambaÁguia : idi Rabo de cavalo : éru exin Caracol : igbinCabra : agbárigbá, ewré Abutre : gunungun Coelho : ehrôrôAvestruz : ôgôngô Cordeiro : odó agutan Coruja : owiwiCarne de vaca : eranlá Caramujo : okotó Abelha : agbónJibóia : êré Égua : abô axin Andorinha : olopandédéGato : ôlogbô, ifé, Gaivota : adie ôdôolofu Leão : kiniu, koji Carneiro : abô, oubikó, eranJacaré : ôni kadá Mosca : êxinxin Galinha d’angola : coquem,Pato : pépeiyé, pekeié, Camaleão : agemó sacuêapepeié Bode : ôlubé, ôuko Vaca : aban-maluCachorro : aja, ajaú, adiaia Peru : tolótoló, taleu-taleu Burro : patapáPorco : eledé, aledá,ledé Esquilo : ókéré Cágado : ajapá, logozéGalo : akukó, akokorô, Formiga : káriká, êrá Rabo grande : ouê-êyáuabaodié Gavião : auôdi Periquito : alodéCupim : ikan Cavalo : exin, exie-atabexi Macaco : ohá, dudôSapo : ópoló, xenimi,xenifidam Borboleta : labálabá Peixe : oguri FRUTAS:Fruta : obi Laranja : osan ôibô Limão : rômbô êwêAbacaxi: Abocatí Côco : fiju, ibêpê Manga : mangórôBanana : ógédé LEGUMESCebola: alubôsa Azedinhas : amukan Inhame : icuAbóbora : é ué êrê awunjé Batatas : kukundukun Quiabo : iláFeijão : é ué êrê aunjé Cana : irêkê Mandioca : gbágubáErvilha : orubú Cera : idá UTENCÍLIOS:
  18. 18. Prato : awô Rede : anda Navalha : abeGarrafa : igô Lâmpada, luz, clarão : tânta- Cama : ibusun akété, laiáFaca : obé cumbaú Quarto : jaráColher : xibi Esteira : éni, jajá Banco : aputiColher pequena : xibi kêkêrê Travesseiro : irôri Cozinha : ilê-ageunColher de pau : xibi igi Pilão : ódô Fogão : ajeké-neuluneGarfo : agunjé Pedra de ralar : ôló Candieiro de querosene :Toalha de mesa : axó tabilé Panela : otun, ikkô teçuPrato de pimenta : awô ataré Balde, pote : akruba Panela grande : odu-ikekêToalha de prato : axó awô Saco grande : apô ôkê Travessa, tijela de louça vidrada : itaAçucareiro : awô ijó ôibô Casa : ilê Faca tridente ou garfoXícara : ago sikara Mesa : ajaké, tapacê, tridente ou lança tridente : tainguém obé-faráFósforo : ixánã Carvão : egui Alguidar : oberóVassoura : igbalé Teto : nlê Faca de ponta : obé-nuxo-Cadeira : aga-ijôkô, idiôçu inxó PARENTESCO :Parentes : ará-ibatan Irmão gêmeo : babassá Irmão mais moço : aburôAvô : babá agbá ôkurin Esposo, marido : okorimAvô patriarca : babá-nla Tio : arákurin babá, aua- Esposa, mulher : obirim meteAvó : iyá agbá, ya-nla Mulher favorita : yá-lé Tia : arábirin yiáMãe : iyá, yá Minha mulher : mô-obirim, Primo : omôkurin, arakurin, obirim-mimPai : babá táta-mete Viúva : bi-egun, muturiFilho : ómô-kurin, omam Prima : omôbirin, arabirinomoborim Noivo : okebiã Marido : o’kóFilha : ómô-birin, exi Solteiro : ikobassuomobirim Senhora : ayá Homem : oko-okorimIrmã : arábiri Moça : o’módê birin Menino : ô-madêIrmão mais velho : égbon Rapaz : o’módê kurinôkurin Casado : okuamuri SENTIMENTOS :Inveja : ilárá Raiva : binu Duvidar : xé iyémeji si
  19. 19. Escutar : desiti Mentir : ro mó Tocar : gôgôBater, sacudir : já, bajá Desprezar : gan Sofrer : ranFome : ebi npá Falar : soro Sono : orun nkunOdiar, aborrecer : karijá Piedade : fun Amor : iféIgnorar : kómó Chamar : fun pê Querer, amar : féPraguejar : ro Ódio : fagurômo Ignorante, ignorância: aimó MEDIDAS DE TEMPO: Os meses do ano : awón oxúJaneiro : oxú kini ti ódun Maio : oxú kárun ti ódun Setembro : oxú kesan ti ódunFevereiro : oxú kêji ti ódun Junho : oxú kefá ti ódun Outubro : oxú kéwá ti ódunMarço : oxú kêtá ti ódun Julho : oxú kéjê ti ódun Novembro : oxú kókanla ti ódunAbril : oxú kerin ti ódun Agosto : oxú kejó ti ódun Dezembro : oxú kêjilá ti ódunÓdun kan : um ano Ixéjú kan : um minuto Lólá : amanhãÓdun tókójá : o ano passado Ósan : aurora Lótunlá : depois de amanhãÓdun to mbó : próximo ano Órun aú : tarde Ibéré : princípioÓjó-kan : um dia Óganjó : meia noite Ari i ósan : meioWakati : uma hora Lonim : hoje Nijelo : passadoAbó wakati : meia hora Lanan : ontem Opin : fimWakati kan pêlu ábó : umahora e meia Nijétá : antes de ontem VESTUÁRIO:Axó : roupa Fila : gorro, capuz de Obaluayê Peké-pé`é : chapéu de solUbatá : sapato Akêtê : chapéu Axó-dudu : roupa sujaAbata e Bata >: sapatos Ojá : fita, faixa Abade : toalha
  20. 20. CORES:Dudu : preto Obádo : verde Mucumbe : roxoFin-fun, mandulé : embolo e Elvikei : vermelhoputi-branco Kiobambo : amarelo Okâm : azul BEBIDAS :Omim : água Xeketé : milho e gengobre Oin : melOtin-nibé : cerveja Emelum : feito com epô Aluá : Brasil, refresco feito deOtin-dudu : vinho tinto rapadura com casca de Furá : feito com diversas abacaxi ou tamarindo frutasOtin-fum-fum : aguardente CORPO HUMANO :Ará : corpo Enum : bocaOry : cabeça Era e Ancê : carneIpakó : nuca Ejé : sangueEtu : orelha Euú e oju : olhosImum : nariz Okan : coraçãoIban : queixo Elgiká : ombrosIrun : cabelo Obó : nádegasIrun-ban : barba, bigode Akô : machoEfin : dente Abam : fêmeaEeté : lábios Mulembu : dedoApá : braço Rivenum : barrigaQué : mãoEsse e Alessé : péItankô : coxasIdi-cu : ânusKitaba e ebeu : vaginaÉepã : testículoOgungum : osso
  21. 21. VOCABULÁRIO YORUBÁ: Aféfé - Vento Àfin – Palácio“A” AFIN – 0 mesmo que ifin. Designa a noz-de-cola branca, na língua yorùbá; por extensão a cor branca (vd. efun).A dúpé - agradecemos a você Afóju - CegoÀàbò - metade Àfomó - doença infecciosa, trazida pelo OrixáÀàfin - Palácio, residência de um rei (Oba) das doenças infecciosas (Babaluaiyé; Xapanã)ÀÀJÀ – Sineta de metal composta de uma, duas Afonjá - É uma qualidade de Xangô.ou mais campainhas utilizadas por pais-de- Àga - Cadeirasanto (vd.) para incentivar o transe. Também Àgàn - mulher estérilchamado Adjarin. Agbádá - vestes sacerdotaisÀáké – machado Àgbàdo - milho, sagrado para o Orixá ÈsùAará – Raio (Bará)Aará Òrun - Relâmpago Àgbaiyé - o mundo inteiroÀàrè - doença, fadiga, cansaço Agbára - PoderÀàyè - vida Agbèdù – estômagoAba - escada de mão ÀGBO – Infusão proveniente do maceramentoAbadá - Blusão usado pelos homens africanos. das folhas sagradas as quais se vem juntar oAbadô - Milho torrado sangue dos animais utilizados no sacrifício eAbánigbèro - conselheiro, aquele que substancias minerais como o sal. Esse Iíquido,aconselha, um sábio mais velho acondicionado em grandes vasilhames de barroAbanijé - difamador (porrões), é empregado ao longo do processoAbassa - Salão onde se realizam as cerimônias de iniciação e para fins medicinais sob a formapúblicas do candomblé, barracão. de banhos e beberagens.Abaya - rainha mãe Agbô - Carneiro.Abebé - Leque. Àgbon – cocoAbélà – vela AGÈ – Instrumento musical constituído por umaABIà – Posição inferior da escala hierárquica cabaça envolta numa malha de fios de contas,dos candomblés ocupada pelo candidato antes de sementes ou búzios (vd.).do seu noviciado; em yorùbá significa "aquele Agemo – Camaleãoque vai nascer". AGERE – Ritmo dedicado a Òsóòsi executadoAbomalè - aquele que cultua os ancestrais aos atabaques (vd.).(egúngún) AGOGO – Instrumento musical composto deAbòrisà - aquele que cultua/adora os orixás uma ou mais campânulas, geralmente de ferro,ABORÔ – Denominação genérica dos òrìsà (vd.) percutido por uma haste de metalmasculinos, por oposição as iabás, que são as Àgo Lónan - Com licençadivindades femininas. AGONJÚ – Um dos doze nomes de Sòngó (vd.)Aboyún - mulher grávida conhecidos no BrasilAbuku - desgraça Àgòtàn - OvelhaÀbúrò - Irmã mais nova Aguntam - Ovelha.ADAHUN – Tipo de ritmo acelerado e contínuo Ahón - Linguaexecutado nos atabaques (vd.) e agogós (vd.). Áike - machadoÉ empregado sobretudo nos ritos de possessão Àìsàn - doençacomo que para invocar os òrìsà (vd.). Àiya - PeitoAdé - Coroa. Àiyé – Mundo; Palavra de origem yorùbá queADE – Termo com que se designam (nos designa o mundo, a terra, o tempo de vida e,candomblés) em especial os efeminados e, mais amplamente, a dimensão cosmológica dagenericamente, os homossexuais masculinos. existência individualizada por oposição a òrunAdèbo - pessoa que prepara a comida com os (vd.), dimensão da existência genérica e mundoanimais oferecidos em sacrifício de acordo com habitado pelos òrisà (vd.), povoado, ainda,as regras religiosas pelos espíritos dos fiéis e seus ancestraisAdie - Galinha. ilustres.Adití – surdo Ajá – CãoADÓSÙU – Diz-se daquele que teve o osùu (vd.) ÅJÀLÁ – vd. Òòsàáláassentado sobre a cabeça. 0 mesmo que iaô. AJALAMO – vd. ÒòsàáláADUFE – Pequeno tambor. Instrumento de Àjapá - Tartarugapercussão de uso mais frequente nos xangôs Àjé - Bruxa(vd.) no Nordeste Ajeum - Comida.Adupé = Dupé - Obrigado. AJOGÚN – Palavra de origem yorùbá queAdúrà - Oração designa os infortúnios, como a morte, a doença,Afará - oyin - fovo de mel a dor intolerável e a sujeição
  22. 22. Àkàrà Jé – Acarajé recintos apropriados de uma casa-de-santo. AÀKÀSA – Bolinhos de massa fina de milho ou centralidade do conjunto é dada por um òta,farinha de arroz cozidos em ponto de gelatina e pedra-fetiche do òriìsà (vd.)envoltos, ainda quentes, em pedacinhos de Àso - Roupafolha de bananeira. (Acaçá) Ata – PimentaAKIDAVIS – Nome dado nos candomblés Kétu e ATABAQUES – Trio de instrumentos deJeje (vd. Nação) as baquetas feitas de pedaços percussão semelhantes a tambores quede galhos de goiabeiras ou araçazeiros, que orquestram os ritos de candomblé. Apresentam-servem para percutir os atabaques (vd.). se em registro grave, médio e agudo, sendoÀkùko – Galo chamados respectivamente Rum, Rumpi e LéÁLÁ – Pano branco usado ritualmente como (ou Runlé). Nos candomblés angola sãopálio para dignificar os òrìsà (vd.) primordiais. chamados de Angombas. Sua utilização noGeralmente feito de morim âmbito das cerimonias, cabe a especialistasAláàfin - título tradicional para o rei de Oyó rituais (vd. Alabê e Ogã)Alabá - Título do sacerdote supremo no culto Atégùn - Brisaaos eguns. Àwa - NósALABÊ – Título que designa o chefe da Àwó - Cororquestra dos atabaques (vd.) encarregado de Àwo Ewé - Verdeentoar os cânticos das distintas divindades Àwo Ojú Òrun - AzulAlagba – Senhor Àwo Pako - MarromALAMORERE – vd. Òòsàálá Àwodi - GaviãoAlaruê - Briga. Àwon - Eles (as)Alàyé - Explicação Axé - Assim sejaAledá - Porco. Axó - Roupa.ALÉKESSI – Planta dedicada a Òsóòsi (vd.). Axogum - Auxiliar do terreiro, geralmenteTambém conhecida como São Gonçalinho – importante na hierarquia da casa, encarregadoCasaina silvestre, SW. F LACOURTIACEAE de sacrificar os animais que fazem parte dasALIÀSE – vd. runko oferendas aos orixás. - Importante especialistaAlubaça - Cebola. ritual encarregado de sacrificar, segundo regrasÀlubósà – Cebola precisas, animais destinados ao consumo votivoAMACIS (ou AMASSIS) – Abluções rituais ou Àya - Esposabanhos purificatórios feitos com o líquidoresultante da maceração de folhas frescas. “B”Entram geralmente em sua composição asfolhas votivas do òrìsà do chefe-de-terreiro do Báàlè - chefe de um povoado, com menosiniciando, e as assim chamadas "folhas de status que um Obanação" (vd.). Bàbà - milho da GuinéANIL – vd. Wàjì. Bàbá - Pai.ANGOLA – vd. Nação. Bàbá nlá – VovôANGOMBAS – vd. Atabaques BABAÇUÉS – vd. CandomblésApá - Braço Babagba - homem velho, geralmente o avôApeja - Pescador BÀBÁLÁWO – Sacerdote encarregado dosApère - exemplo procedimentos divinatórios mediante o òpèlè deArailé - Parentes Ifá, ou rosário-de-IfáÀríwá – Norte Bàbálórìsà - Pai de SantoARREBATE – Abertura rítmica das cerimonias BABALORIXÁ – Sacerdote chefe de uma casa-publicas dos candomblés. 0 modo vibrante de de-santo. Grau hierárquico mais elevado dotocar os atabaques (vd.); eqüivale a uma corpo sacerdotal, a quem cabe a distribuição deconvocação todas as funções especializadas do culto. É oÀSE – Termo de múltiplas acepções no universo mediador por excelência entre os homens e osdos cultos: designa principalmente o poder e a òrìsà. 0 equivalente feminino é denominadoforça vital. Além disso, refere-se ao local ialorixá. Na linguagem popular, sãosagrado da fundação do terreiro, tanto quanto a consagrados os termos pai e mãe-de-santo. Nosdeterminadas porções dos animais sacrificiais, candomblés jeje – doté e vodunô; e nos angolabem como ao lugar de recolhimento dos – tata de inkiceneófitos (vd. Runko). É usado ainda para BABALOSSAIN – vd. Olossaindesignar na sua totalidade a casa-de-santo e a Babaojê - Sacerdote do culto dos eguns; Ojé ésua linhagem. o nome de todos iniciados no culto aos eguns.ASSENTAMENTO – Objetos ou elementos da Babassá - Irmão gêmeo.natureza (pedra, árvore, etc.) cuja substância e Báde - caçar em grupoconfiguração abrigam a força dinâmica de uma Bájà - lutar, brigardivindade. Consagrados, são depositados em Bàlagà - entrar na maturidade
  23. 23. Balê - Casa dos mortos.Balé - Chefe de danças nos terreiros; por extensão designacomunidade. também as danças.Balògun - chefe da sociedade dos guerreiros BATUQUES – vd. Batucajé. vd. CandomblésBalùwè – Banheiro Béèni - SimBANHA-DE-ORI – Espécie de gordura vegetal Beji - Orixá dos gêmeos.obtida pelo processamento das amêndoas do Berè - Perguntarfruto de uma árvore africana que é vendida nos Bèré - Começarmercados brasileiros para uso ritual nas casas- Bèru - Medode-santo. Diz-se também "banha-de-Oxalá" e Bi - Nascer"limo-da-costa". A mesma denominação é dada Biyi - Nasceu aqui, agora.a gordura de origem animal extraída do Bô - Adorar.carneiro BOMBOJIRA – vd. Èsù.BANHOS – vd. Àgbo. vd. Amacis. BORÍ – Ritual que, juntamente com a lavagem-BARCO – Termo que designa o grupo dos que de-contas, abre o ciclo iniciático. Fora destese iniciam em conjunto. Suas dimensões são ciclo, rito terapêutico. Em ambos os casos,variáveis. Há barcos de mais de vinte neófitos e consiste em "dar de comer e beber a cabeça""barcos-de-um-só". Através do barco se Buburú - Maldosoconsegue a primeira hierarquização dos seus Burú - ruim, negativo, destrutivomembros na carreira iniciática. Como unidade Buruku – Maude iniciação gera obrigações e precedências BÚZIOS – Tipos de conchas de uso recorrenteimperativas entre os irmãos-de-barco ou na vida cerimonial dos candomblés.irmãos-de-esteira Especialmente servem às práticas do dilogun –Barapetu - grande, uma pessoa de distinção sistema divinatório onde são empregadosBARRACÃO – vd. Casa-de-santo. geralmente dezesseis búziosBATUCAJÉ – Com este termo costumavadesignar-se a percussão que acompanha as“C”Cabaça – Fruto do cabaceiro (Cucurbita CASA-DE-SANTO – Designação do espaçolagenaria L., ou Lagenaria vulgaris – circunscrito que constitui a sede de um grupocucurbitácea, e outras espécies). Sua carcaça de culto. Costuma chamar-se também de iléé freqüentemente utilizada nos cultos afro- (kétu), roga e terreiro (angola) e, em algunsbrasileiros como utensílio, instrumento casos, barracão. Este ultimo termo servemusical" insígnia de òriìsà ou mesmo para também para designar o recinto onde ocorremrepresentar a união de Obàtálá e Odùduwà (o as festas públicas.Céu e a Terra). CATIMBO – vd. CandomblésCABOCLOS – Espíritos ancestrais cultuados Catular - Cortar o cabelo com tesoura,nos candomblés-de-angola, de caboclos e na preparando para o ritual de raspagem paraumbanda. São representados, geralmente, iniciação no Candomblé.como índios do Brasil ou de terreiros da África CAURIS – vd. Búzios.mítica. CAXIXI – Chocalho de cabaça e de vimeCafofo - Túmulo. trançado, contendo sementes ou seixos. EmCambaú - Cama. alguns casos, vasilhames rituais em miniatura.CAMARINHA – vd. Runko. CESTO-DA-CRlAÇÃO – 0 saco-de-existênciaCANDOMBLÉS – Designação genérica dos (àpò aiyé), que, na cosmologia do povo-de-cultos afro-brasileiros. Costumam, no entanto, santo, Olódùmarè deu a Obàtálá para quedistinguir-se pelas suas designações regionais: criasse o mundo a flor das águas primordiais.candomblés (leste-setentrional, especialmente Foi, no entanto, Odùduwà quem verteu o seuBahia), xangôs (nordeste-oriental, conteúdo sobre a superfície das águasespecialmente Pernambuco), tambores CONGO – vd. Nação(nordeste ocidental, especialmente São Luís Conguém - Galinha da Angola.do Maranhão), candomblés-de-caboclo (faixa CONTRA-EGUN – Trança de palha-da-costalitorânea, da Bahia ao Maranhão), catimbós que os neófitos trazem amarrada nos dois(Nordeste), batuques ou parás (região braços, logo abaixo do ombro, com ameridional, Rio Grande do Sul,,Santa Catarina finalidade de afastar os espíritos dos mortose Paraná), batuques e babaçuês (região Cutilagem - É o corte que se faz na cabeça dosetentrional, Amazonas, Pará e Maranhão), iniciado; é realizado para abrir o canalmacumba (Rio de Janeiro e São Paulo). energético principal que o ser humano tem noCANDOMBLÉS-DE-CABOCLO – vd. Caboclo. corpo, exatamente no topo da cabeça, (novd. Candomblés Ori), por onde vibra o axé dos Orixás para oCaô - É um tipo de Xangô. interior de uma pessoa.
  24. 24. “D”Dã - Orixá das correntes oriundas do Daomé. considerado indispensável para a elaboraçãoDáàdáà - bom ou bonito de grande parte das comidas-de-santo. SuasDabòbò - proteger, fornecer proteção folhas servem para guarnecer entradas eDáda - Beleza saídas das casas-de-santo (vd. màrìwò)Dàgalágbà - tornar-se um homem adulto DESPACHO – Tipo de oferenda dedicada a Èsù,Dàgbá - envelhecer, ficar velho, crescer quer no início das crimônias (vd.Pàdé), querDagô - Dê licença. nas encruzilhadas, nos matos, rios eDáhùn - Responder cemitérios.Dalè - quebrar uma promessa DIA-DO-NOME – vd. OrúkoDAN – Serpente sagrada (Daomé – Benin) Dídá - ara - boa saúderepresentando a eternidade e a mobilidade Dide - Levantar.sob a figura de uma cobra que engole a Dígí – espelhoprópria cauda. Genericamente designa os DIJINA – Nome iniciático dos filhos-de-santofilhos-de-santo da nação jeje; encontrando-se dos candomblés de nação angolasincretizada com Òsùmàrè e Besen. DILOGUN (Érìn dínlógun) – Nome dado àDANDALUNDA – vd. Yemoja adivinhação com búzios que podem ser de 4 aDara - Bom, agradável. 36 (mais comumente 16). Nesse jogo de IfáDára - bom, ser bom as respostas ao oráculo são dadas por ÈsùDáradára - muito bom, tudo certo Dín – FritarDê - Chegar. DÓBÁLÈ – Cumprimento prescrito aosDEFUMADOR – Composto de essências iniciados de òrìsà femininos diante dos lugaresaromáticas, folhas e cascas, usado ritualmente consagrados ao culto, pai ou mãe-de-santo,em fumigações propiciatórias e terapêuticas òrìsà e graus hierárquicos elevados. 0 termoDélade - coroar um rei iká designa o seu correspondente para o casoDele - chegar em casa de filhos-de-santo de brisa masculinosDENDÊ – Palmeira africana aclimatada no Dùbúlè – deitarBrasil (Elaeis guineensis; Jacq.) de ampla Dudu - Preto.utilização na liturgia dos candomblés. 0 óleo Dúpé - Agradecerobtido dos seus frutos (azeite-de-dendê) é Dúro - De pé“E”E Káàárò - Bom-dia efun" (vd. 18-Efun). Como sinônimo de efunE Káàsán - Boa-tarde ocorre, também, afinE Kále - Boa-noite Ègbé - comunidade de pessoas com o mesmoEbí - Família propósitoEbi – Fome Égbéé - amuleto de proteção para o OrixáEBO – Termo que designa, genericamente, (Ògún)oferendas e sacrifícios, Usa-se também Egbò - chaga, feridatrabalho, despacho e, as vezes, feitiço. Ègbón - Irmão mais velhoEBÔMIN – Pessoa veterana no culto; título Ègé - Aipimadquirido após a obrigação de sete anos. Egun - Alma, espírito. Nome genérico dosOpõe-se a iaô, sendo equivalente a vodunci espíritos dos mortosÈdán àrá - pedra de raio, sagrada para o Orixá Égún - espírito dos ancestraisSàngó Egúngún - Espíritos dos ancestrais, cultuadosÈdò - Fígado especialmente em terreiros situados na Ilha deEdu - Carvão. Itaparica, na BahiaEdùn - machado Èhin - CostasÉèdì - encanto, feitiço Ehín - DenteÉègun - ossos, ossos humanos Eiye - pássaroÈÈWÒ – vd. Quizila Eiyelé - PomboEfi - fumar Eja - PeixaEfó - vegetais verdes Èjè - SangueÈfóri - dor de cabeça Eji - chuvaEFUN – Nome dado a argila branca com que Èjìká - Ombrosão pintados os neófitos. Essa pintura Ejò - cobracorresponde ao que se chama de "mão-de- Ejó - Cobra. Èkáná - Unha
  25. 25. Èké - pessoa mentirosa, falsa, fraudulenta Erin - ElefanteÉkú - rato Erinká - milho na espigaElebó - Aquele que está de obrigação. Aquele Eró – Segredoem nome do qual se faz o sacrifício ou Erú - carregamento, fardooferenda Erú - Carrego; carga.Èlédà - Criador Erú - CinzaEledá - Orixá guia. Erú - EscravoElégbògi - curandeiro que usa ervas Èrúbo - compromisso de fazer uma oferendaElésù - pessoa que adora o mensageiro Èsú aos OrixásElìkan - Ninguém Erupe - sujoElu - estranho Esan - Vingança.Èmi - Eu Èsin – ReligiãoÈmí - respiração, também se refere a alma ESSA – Espíritos de ancestrais ilustres dohumana candombléEmi – Vida Èsù – Primogênito da criação. TambémENI – Nome dado a esteira de palha utilizada conhecido como Elégbára (jeje) épelos neófitos, sobretudo durante o período de popularmente referido como compadre oureclusão. É empregada como "mesa", "cama" homem-da-rua. Suscetível, irritadiço, violento,e "tapete" em distintos ritos. No candomblé é malicioso, vaidoso e grosseiro. Dizem queusual a expressão "irmãos-de-esteira" para provoca as calamidades publicas e privadas,designar o conjunto de neófitos reclusos ao os desentendimentos e as brigas. Mensageiromesmo tempo, e que eventualmente tenham dos òrìsà e portador das oferendas. GuardiãopartiIhado esse artefato simbólico na liturgia dos mercados, templos, casas e cidades.da iniciação Ensinou aos homens a arte divinatória.Ènia - Ser humano Costuma-se sincretizá-lo com o diabo. OcorreEnìní - inimigo tanto em representações masculinas comoEnini - orvalho da manhã femininas. Nas casas angola é Bombogira; nasEnu - Boca casas angola-congo é (Exúlonã). Na umbandaEnyin - você tem múltiplas personagens, entre elas,Epô - Azeite, óleo Pomba-gira. Suas cores são o vermelho e oEpô-pupa - Azeite de dendê preto. Saudação – "Laró yè!"Equê - Mentira. ESTEIRA – vd. EniEQUÉDE – Cargo honorífico circunscrito às Eti - Ouvidomulheres que servem os òrìsà sem, Èwà - Feijãoentretanto, serem por eles possuídos. É o Ewé - folha de plantaequivalente feminino de ogã Èwòn – correnteEran - Carne Ewú - cabelo grisalho, sinal de dignidadeEranko – Animal Ewu - perigoERÉ – Termo que caracteriza um estágio de Èwúre - cabratranse atribuído a um espírito-criança Eya - triboÉre - Estátua Eyin - OvoErè - Lama Eyin - Vós“F”Fá - Raspar Fenukó - BeijarFadaka - Prata Féran - GostarFaiya - encantar, seduzir Fèrè - flautaFAMÍLIA-DE-SANTO – Termo de referencia Ferese - janelaque designa os laços de parentesco místico Fijúbà - respeitarnos quais incorre o filho-de-santo em virtude Filá - Gorro, chapéuda iniciação FILHO-PEQUENO – Termo de parentescoFári - cortar o cabelo com lâmina (raspar) místico que se refere a um laço interpostoFarí - Raspar cabeça pela iniciação entre um noviço e seu padrinho,Fé - amar gerando obrigações e deveres semelhantesFe - há muito tempo aos do compadrio (vd. Mãe-pequena).FEITO – 0 mesmo que adósùu e iaô. FILHO-DE-SANTO – Diz-se de todo aquele queFEITURA – Processo de iniciação que implica é afiliado ao candomblé. (vd.Povo-de-santo).em reclusão, catulagem, raspagem, pintura, FIRMA – Fecho de colar de forma cilíndrica.instrução esotérica, imposição do osùu (vd.) e Suas cores indicam a vinculação de seuapresentação publica (vd.) orúko portador a um determinado òrìsàFéniyawo - casar Fò - Lavar
  26. 26. Fó - Quebrar Funfun - BrancoFòiya - estar com medo, amedrontado Fúnlèfólorun - dar liberdade, agir de maneiraFÓN – vd. Jeje. vd. Nação certaFowólérán - agir com paciência Fúnwiniwini - garoarFún - Dar Fúù - o som feito pelo ventoFunfun - branco“G”Ga - Alta, grande Gbìn - PlantarGáàri - refeição feita de farinha de mandioca Gbó - OuvirGala - veado, alce Gbogbo - TodosGANZÁ – Instrumento musical de percussão, Gbóju - bravosemelhante a um chocalho, geralmente de Gbórín - grandefolha-de-flandres e forma cilíndrica, contendo Gbúròó – ouvirem seu interior pedaçosde chumbo ou seixos Gé - CortarGari - Farinha Gé Irun - Cortar o cabeloGB Gèlédé - sociedade dedicada a homenagear osGbabe - esquecer ancestraisGbada - faca com lâmina grande Géndé - homem forteGbàdúrà - rezar Gibá - JogarGbagbo - acreditar Gòmbó - cicatriz; marca no rosto que indicaGbaguda - farinha de mandioca linhagemGbajumo - cavalheiro; homem gentil Góòlù - ouroGbé - levantar Gùn - pessoa altaGbédè - agir de maneira inteligente Gun - subirGbérè - cumprimentos Gunnugun - abutre, urubuGbese - dívida Gúrúrú – PipocaGbéyàwó - casar“H”Hà - expressão de prazer He - pegar, apanharHalè - amedrontar, ameaçar, intimidar Hó - ferverHAMUNYIA – Cadencia executada pelos Hun - tecer, trançaratabaques e agogôs que capitula a estrutura Hùwà - comportar-sedos diferentes toques que marcam o siré(vd.). Mais conhecida por Avamunha“I”Ia - Mãe Ibá - Colar, cheio de objetos ritualísticoIa ia – Avó Ìbà - homenagem em respeito aos OrixásIABÁ – vd. Aborô. Ibà pójúpójú - febre muito altaIÁBASSÉ – Especialista ritual encarregada do Ìbamolè - forças espirituais que sãopreparo das comidas votivas dos òrìsà. merecedoras de respeitoIÁ-EFUN – Especialista ritual encarregada das Iban - Queixopinturas corporais durante o período de Ìbanújé - Tristezainiciação. Embora esse título honorífico Ibéjì - Gêmeossignifique literalmente "mãe-do-efun", o ofício Ìbere - Origemlitúrgico não se limita às pinturas com o Ìbí - Nascimentopigmento branco (efun). São também Ìbínu - Raivaempregados: wájí e osùn, respectivamente as Ibó - Lugar de adoraçãocores azul e vermelho Ibô - MatoIÁLAXÉ – Titulo honorifico geralmente Ibòòji - sombraostentado pela própria mãe-de-santo, Ibúlè - àrun - leito de doençasignificando "mãe-do-axé" ou "zeladora-do- Ibúlè - ikú - leito de morteaxé" Ibùsùn òkú - cemitérioIalorixá - Mãe de santo (sacerdote de orixá) Idà - EspadaIAÔ – Termo que designa o noviço após a fase Ida-oba - Espada do Reiritual da reclusão iniciatória. Em yorùbá Ìdáwò - consulente de adivinhaçãosignifica "esposa mais jovem" Ide - Pulseira
  27. 27. Ideruba - Fantasma nascimento do novo filho-de-santo e, de umIdí - Ânus, nádega modo geral, a fecundidadeÌdódò - Umbigo Ìkú - MorteIdunnu – Felicidade Ikùn - estômagoIFÁ – Deus dos oráculos e da adivinhação. Ilà - marcas faciaisSenhor do destino. Há quem afirme ser sua Ilá - Quiaborepresentação a cabaça envolvida por uma Ìlà Òrùn - Lestetrama de fios de búzios. Sua cor é o branco. Ilê – Casa - vd. Casa-de-santoSeu dia é a quinta-feira. Conhecido também Ilè - Terracomo Òrúnmìlà, "somente-o-céu-sabe-quem- Ilé Okú – Cemitérioserá-salvo". Saudação – "Eèpààbàbá/" ILÉ-ÒRÌSÀ – Expressão yorùbá que designa aIfá - Adivinhação dependência de uma casa-de-santo onde seIfáiyable - visão mística encontram depositadas as diferentes insígniasÌfeseji - perdão e objetos que compõem a representaçãoÌfun - Intestino emblemática de cada um dos òrìsà. É tambémIga - quintal de um ancião conhecida a forma "quarto-de-santo" ouÌgbà - história "casa-do-santo"Igbado - milho Ìlú - CidadeÌgbàlè – cemitério Ìlù - tamborIGBÁ ODÙ – Expressão yorubá que designa a Ìmale - respeito ao ancestralcabaça ou o artefato litúrgico que contém no Ìmáwò - ara - encarnação, estado deseu interior os elementos simbólicos e as reencarnaçãosubstancias que tornam possfvel a existência Imo - ope - folhas de palmeiraindividualizada. Ìmólè - forças da natureza (Òrìsà) Imonamona - raioIGBÁ-ORÍ – Expressão yorùbá que designa, no Imú - Narizrito do borí, o recipiente em que vão sendo Iná - fogodepositadas as substancias constitutivas e Inã – Fogoreveladoras da identidade do sacrificante. INKICE – vd. ÒrìsàLiteralmente significa "cabaça-da-cabeça". Na Inón - Fogoliturgia dos candomblés é freqüentemente Ìpàdé - encontroutilizada a forma ibá, com o mesmo sentido Ipadê - ReuniãoIgbe – Grito Ìpelé - pequena cicatriz facial que indica aÌGBÍN – Cadência rítmica lenta executada pela linhagem familiarorquestra cerimonial em louvor a Òòsàálá. 0 Ipin - guardiãotermo designa também o molusco Ìpitan - tradição oralgasterópode terrestre, com concha univalva, Ìràwò - estrelascorpo prolongado e tentáculos na cabeça. E o Ìrèmòjé - cânticos do funeral dos caçadorescaracol também conhecido como "o boi de Ìrépo - HarmoniaÒòsàálá" e sua oferenda predileta. Na Ìrésì - arrozlinguagem corrente dos candomblés é usual a Irin - ferro, sagrado para o Orixá Ògúnforma ibí IRMÃO-DE-AXÉ – Termo de referência queÌgbín - lesma, caracol designa a relação de parentesco místico entreIgbó - floresta os membros de uma mesma casa-de-santo.Igbódù Òrìsà - local sagrado para iniciar uma Diz-se, também, irmão-de-santo.pessoa nos mistérios dos Orixás IRMÃO-DE-BARCO – vd. Barco.Ìgboro - rua, estrada IRMÃO-DE-ESTEIRA – vd. EniIgi - Árvore Iró - MentiraIgi - òpe - palmeira Irun - cabeloIhò - buraco Irúnmòle - forças da natureza (Òrìsà)Ija - luta, briga Ìsàlè - órgãos reprodutoresÌjábà - Acidente Ise - trabalhoÌjéta - Anteontem Ìségún - reverência aos antepassadosIjexá - Nome de uma região da Nigéria e de Isinkú - funeral, enterroum toque para os Orixás Oxum, Ogum e Ìtan - àtowodowo - lenda tradicional, históriaOxalá. sobre os orixásIji - Árvore Ìtan - história, lenda, mitologiaIjo - Dança Ìtefá - iniciado nos fundamentos de IfáÌka – Dedo Ito - urinaIKÁ – vd. Dòbálé Ìwà - àgba - caráter de um anciãoÌkóòdíde – Pena vermelha do papagaio-da- Ìwà - édá - naturezacosta (Psittacus eritacus, sp.). Simboliza o Ìwà - Respeito
  28. 28. Iwájú orí - Testa Iyalaxé - Mãe do axé do terreiroÌwé Ìrohin - Notícia do jornal Ìyálè - esposa mais velha em uma famíliaÌwo - Chifre polígama.Ìwo - Tu ÌYálorísà - mulher iniciada nos mistérios dasÌwò Òrùn - Oeste forças da natureza (Òrìsà), mãe de santo.Iwóòrò - ouro ÌYÁSAN – Divindade das tempestades e do RioÌyá - àgan - mulher mais velha, (anciã), Niger, mulher de Ògún, e, depois, de Sòngó.dentro da sociedade dos médiuns ancestrais Relacionada com os vendavais, os raios e osÌyá - mãe trovões. Sincretizada com Santa Bárbara. SeuÌyá nlá - Vovó dia da semana é a quarta-feira. Suas insígniasÌyáàgbà - avóÌyáláwo - divindade de ifá são a espada e o espanta-moscas de crinas defeminina, significa: " mãe dos mistérios ". cavalo. Suas cores são o vermelho escuro e oIyabasé – Cozinheira marrom. Considerada a mãe dos egún, que éIYÁ EGBÉ – Titulo honorífico importante na a única a dominar. Saudação – "Eparrei !"hierarquia dos terreiros que distingue sua Iyekan - ancestrais do paiportadora como "mãe-da-comunidade" Iyo – SalÌyáláwo - divindade feminina, mãe dosmistérios“J”Jáde - Sair Jéwó - confessarJádeogun - preparar o combate Ji - Acordar, roubarJádi - atacar Jigi - espelhoJagunjagun - Guerreiro, Soldado Jije - comerJajá - Esteira Jikelewi - borrifarJalè - Roubar Jimi - Acorda-meJé - acordar Jó - DançarJe - comer Jóko - sentarJe ewo - má sorte que vem como o resultado Jóná - estar em chamasde uma violação de tabu/regra Jóò - desculpar, perdoarJéjé - rogar uma praga Jowo - grande favorJEJE – vd. Nação. vd. Fón. Júbà - RespeitarJELÚ – Um dos nomes pelos quais é conhecido Juba - rezas, pedidoÈsù Àjelú ou Ijelú Juwó – AcenarJeun - Comer“K”Kà - Ler, contar Kíkún - mortalKábiyèsí - cumprimento de respeito a um rei Kiniun - leão(oba) Kó - AprenderKábíyèsìlè - expressão de respeito a um chefe Ko Dara - Ruimou mais velho Kò Tòpé - De nadaKàdárà - destino Kókóró - chave; sagrado para o mensageiroKàgò - pedir permissão para entrar em uma Exu (Èsú)casa Kòla - noz de cola amarga. Sagrada para aKalè - sentar maioria dos OrixásKan - Azedo Korin - cantarKaná - estar em chamas Kórira - odiarKárò - bom dia Koró - Fel, amargoKárùn - ficar doente Kosi – NadaKàwé - ler Kòtò - BuracoKáwó - saudação, aclamação Ku - morrerKé - cortar Ku - MorrerKedere - clarear, esclarecer Kunle - ajoelhar no chão como um gesto deKéhìndé - o segundo gêmeo a nascer respeito, tanto para um local sagrado comoKekerê - Pequeno para uma pessoa mais velhaKékeré - pequeno Kunrin - cantarKéré - ser pequeno Kuru - LongeKÉTU – vd. Nação Kurumu – redondo
  29. 29. “L”Là - Abrir Léwà - ser bonitoLá - sonhar Lile - Feroz, violentoLabalábá - Borboleta Liló - PartirLábelè - secretamente Ló - IrLàí - làí - o começo (considerar tempo) Lódè - do lado de foraLáí - láí - para sempre Lodê - Lado de fora, lá foraLáikú - imortal Lodê oni - no presenteLailai - Para sempre Lodo - No rioLála - Sonhar LÒGÚN EDE – Divindade yorùbá consideradaLálé - De noite no Brasil filho de Ibualama ou Inle (Òsóòsì) eLàlóju - esclarecer, iluminar Òsun Yéyéponda. Homem durante seis meses,Láná - Ontem jovem e caçador. Nos outros seis, mulher,Larin – Moderado bela ninfa que só come peixes. Suas insígniasLAVAGENS – Termo genérico pelo qual são são o ofà (vd.) e o leque dourado (abebe) dedesignados os ritos Iustrais dos candomblés. Òsun. Suas cores são o azul e o amarelo-ouroEsses ritos purificatórios podem ser translúcido. Seu dia da semana é quinta-feira.exercitados sobre os colares cerimoniais, as Saudação – "Lóògún!"pedras (òtá) consagradas aos òrìsà, e nos Lókan - bravotemplos. A mais tradicional manifestação Lókun - fortepublica dessa cerimônia é realizada na Igreja Lóla - Amanhãde N. S. do Bonfim, na Bahia. Lona - No caminhoLAVAGEM-DE-CONTAS – Rito de agregação Lóni - hojeque consiste em lustrar os colares sagrados. Lósàn - De tardeEsse ritual marca o aparecimento do Lowo - Ricopostulante como abiã, vinculando-o a Lówò - ser rico, ter abundânciaestrutura hierárquica de uma casa-de-santo Lu - FurarLê - Forte Lukoun – pênisLétòltò - segmentos de um ritual“M”Ma - de fato, realmente Cheval, PALMAE) que guarnecem as entradasMACUMBAS – vd. Candomblés. de uma casa-de-santo contra os egún, osMÃE-CRIADEIRA – Termo de referência que espíritos dos mortosdesigna a ebômin encarregada de atender o MATAMBA – vd. Ìyásan.noviço durante o seu período de reclusão. É a MAWU – vd. Òòsàáláresponsável pelo preparo e administração dos Meje - Setealimentos; higiene pessoal; guarda-roupa e Mejeji - Duas vezesinstrução do neófito nos mistérios do culto. Méjì - doisPor isso, diz-se que "cria" aquele que está Mérin - quatrosendo iniciado. Mérìndílógún - dezesseis (16), também usadoMÃE-DE-SANTO – vd. Babalorixá. para referir a um sistema de adivinhaçãoMÃE-PEQUENA – Título honorífico feminino usado pelos iniciados de Orixás que estáque corresponde à segunda pessoa na ordem baseado nos primeiros dezesseis versos dahierárquica de uma casa-de-santo. Também divindade Ifá (Odù)ocorre a forma ia-kekerê. Seu equivalente Meta - trêsmasculino é pai-pequeno. Diz-se, também, Méwà - dezmãe ou pai-pequeno daquele que, ao lado da Mi - engolir, respirarmãe ou pai-de-santo, encarrega-se da Mí - Viverformação do iaô (vd. Filho-pequeno) Mi-amiami - Farofa oferecida para exuMaga - sacerdote chefe do Orixá Xangô Mímo - sagrado, divino(Sàngó) Míràn - outroMaleme - Pedido de perdão Mò - ConhecerMalú - Vaca Mo - EuMalu - Boi Modê – ChegueiMalú Ako - Boi Mojú - saber, conhecerMàlúù - boi Mojubá - Apresentando meu humilde respeito.Mandinga - Feitiço Louvação endereçada aos ancestrais ilustres,Màrìwò - folhas de palmeira - As folhas forças da natureza e aos próprios òrìsà,desfiadas do dendezeiro (Elaeis guyneensis, A. durante os ofícios litúrgicos
  30. 30. Móoru - tempo quente MUZENZA – Diz-se dos filhos-de-santo nosMú - Pegar candomblés de "nação" angola. 0 mesmo queMu – beber iaô. Por extensão, designa a primeira saídaMuló - Levar embora pública do neófito no rito angola. Significa,Mun – Beber literalmente, "estranho ser animado", na etimologia da língua kikongo.“N”Nà - Bater Nlo - indoNá - Gastar Nmu – bebendoNá - primeiro de todos NOZ-DE-COLA – vd. ObìNAÇÃO – Designa, no Brasil, os grupos que Nrin - caminhandocultuam divindades provenientes da mesma Nro - pensandoetnia africana, ou do mesmo subgrupo étnico. Nu - SumirMo exemplos do primeiro caso as "nações" Nyín – vocêcongo, angola, jeje, ao passo que o segundocaso é ilustrado por kétu, ijesà eòyó,correspondentes aos subgrupos da etnianagô. Trata-se, na verdade, de categoriasabrangentes as quais se reduziram asmúltiplas etnias que o tráfico negreiro fezrepresentadas no Pais. 0 termo tem servidopara circunscrever os traços diacríticos atravésdos quais se revela um mundo caracterizadopor um notável conjunto de elementoscomuns. Tem servido, além disso, paiahierarquizar esse universo em termos damaior ou menor "pureza" atribuída a cada"nação" em virtude de uma suposta fidelidadee autenticidade litúrgicas.Najé - Prato feito com argilaNÀNÁ – Divindade das águas primordiais, dospântanos e brejos. Daí associada quer ao limofertilizante e a vida, quer a putrefação e amorte. Considerada mãe de Omolú ésincretizada com SantAna. Suas cores são overmelho, o branco e o azul que exibe emseus colares. Sua insígnia é o Ibiri – artefatoconfeccionado com a nervura central dasfolhas do dendezeiro, de ápice recurvo comoum báculo. Seu dia é sábado. Saudação –"Sálùba"Nba - juntar-seNfe - amarNi - dizer, ser, alguém, aquele, depende docontextoNí - TerNi Àárò - De manhãNíbi - No lugarNígbàtí - quandoNikan - sozinhoNíle - em casaNínú - dentroNipa - SobreNipon - Grosso.Nítorí - Por queNítorípè - PorqueNje - bemNjo - dançarNko - nãoNlá - grande
  31. 31. “O” Òde - do lado de foraO - ele, ela, isto Odê - Fora, ruaObá – Rei Òde ayé - o mundo todoOBÁ – Terceira mulher de Sòngó, Obá é a Odideé - papagaiodeusa nigeriana do rio do mesmo nome. Odò - RioMuitas vezes se confunde com Ìyásan, pois, Òdodo - justiçaalém de casada com Sòngó, usa também Odù – Destinoespada de cobre. Na outra mão leva, seja um ODÙ – Pronunciamento oracular resultante daescudo, seja um leque com o qual esconde prática divinatória com o òpèlè (vd.), com osuma de suas orelhas em lembrança do cocos de dendê (vd.) ou com os búzios (vd.).episódio mítico que deu margem à sua Há 16 odù primários ou maiores. Suasrivalidade com Òsun. No Brasil é sincretizada combinações com os 16 secundários resultamcom Santa Catarina e Santa Joana dArc. Seu em 256, cujos desdobramentos chegam adia é quarta-feira. Seus colares são de contas 4.096. Cada odù é nominado e pertence aalternadamente amarelas e vermelhas de uma divindadetonalidades leitosas. E saudada como ODÙDUWÀ – Divindade yorubá, ora"Obáxireê!" apresentada, nos mitos, como masculino eOBALÚWÀIYÉ – É a "forma" jovem de irmão de Obàtálá (vd.) (vd. também Cesto-da-Sòpònnón, do qual Omolu é a "forma" velha. criação), ora como feminino e, no caso,Divindade da varfvola e das moléstias infecto- esposa deste ultimo. Odùduwà significa "acontagiosas e epidêmicas, consta como filho cabaça de onde jorrou a vida". É evocada, node Nàná, criado por Yemoja, e, portanto, Brasil, em alguns terreiros (vd.) e, também,irmão de Òsùmàrè Veste-se todo de palha, no candomblé-dos-eguns de Itaparica (vd.com o que cobre as suas ulcerações. Sua Egúngún).saudação – "Atotó!" – significa "Calma!", ODUNDUN – A folha-da-costa ou saiãoexigida a um deus tão poderoso e temível. africano (Kalanchoe brasiliensis, Comb.–Sua insígnia é o sàsàra – feixe de nervuras CRASSULACEAE). Uma das folhas rituais maisdas folhas do dendezeiro, amarrado com tiras importantes dos candomblésde couro, em vermelho e preto (ou branco e Odukun - batata docepreto), incrustradas de búzios. É sincretizado, Odún - Anono Brasil, com São Roque, as vezes, com São Òdúndún - erva medicinalLázaro e ainda com São Sebastião, em Recife OFÀ – Designa o instrumento simbólico deOba obìnrin - Rainha mãe Òsóòsi, consistindo num arco e flecha unidosOBÀTÁLÁ – vd.Òòsàálá em metal branco ou bronzeObé - Termo que designa a faca usada nos Ofá - Arco e flechasacrifícios, por extensão qualquer faca no Ofà - flechajargão do candomblé Òfin - lei, direitoObé fari - Navalha Ofò - feitiçariaOberó - Alguidar Òfurufú - Respirar, ar, espaçoObì - noz de cola, usado num sistema OGÃ – Título honorífico conferido, seja pelosimplificado de adivinhação. Fruto de uma chefe do terreiro, seja por um òrìsàpalmeira africana (Cola acuminata, Schott. & incorporado, aos beneméritos da casa-de-Endl. – STER-CULIACEAE) aclimatada no santo, que contribuam com sua riqueza,Brasil. Indispensável no candomblé, onde prestígio e poder, para a proteção e o brilhoserve de oferenda para os òrìsà e é usado nas do àse (vd.). Esse tipo de titulatura admitepráticas divinatórias simples, cortado em uma série de especificações que abrangem,pedaços desde cargos administrativos, até funçõesObí - sexo feminino .rituais. A iniciação dos ogãs é mais breve e seObinrin - Mulher distingue daquela dos iaôs (vd.), por excluir aObirim - Mulher, feminino catulagem, a raspagem e alguns outrosÒbo - Macaco rituais. Tal como as equédes (vd.) os ogãs nãoÓbo – vagina são passíveis de transe.OBRIGAÇÃO – vd. Ebo. Ògá - ChefeOBRIGAÇÃO DE SETE ANOS – E uma das Ogbe - crista de galoobrigações mais importantes da carreira Ogbo ato - ficar velho, vida longainiciática. Equivale a um autentico rito de Ogboni - sociedade de homens anciões queinvestidura, a partir do qual, tornando-se adoram o Orixá Onileebômin, o filho-de-santo pode proceder a Ògèdè - Bananainiciação de outros Ògèdè - encanto, feitiçariaÒbukó - bode Ogìnrin – mulherOdé - Caçador

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