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Procedimentos
Profº Enf. Francielly Maira Bordon
Introdução
• A equipe de enfermagem é um dos pilares para a diferenciação do
atendimento prestado aos usuários dos serviços de saúde, e para
tanto se faz necessário à busca contínua pela excelência técnica que
permita uma prática consistente e segura para o profissional e
cliente/usuário.
• O ato de cuidar tem como objetivo reduzir ou eliminar o sofrimento
do cliente enquanto passa por um tratamento, e embora haja
evolução na tecnologia e na ciência, a assistência à saúde ainda
possui o potencial de causar danos.
• É de responsabilidade da Enfermagem diminuição da incidência
desses erros.
Alimentação por sonda nasogástrica (SNG)
Definição: É a introdução de uma sonda no estômago
através da boca ou nariz.
Indicações:
•Alimentação e medicação para pacientes
impossibilitados de deglutir.
• Drenar conteúdo gástrico para evitar distensão.
• Lavagem gástrica para drenagem de substâncias tóxicas
e nos casos de hemorragia.
• Preparo pré-operatório para determinadas cirurgias.
Material
Bandeja contendo:
• Sonda nasogástrica de Levine n.º 14 a 16 para mulheres e
n.º 16 a 18 para homens.( Existem sondas de 10 a 22)
• Lubrificante: xylocaína gel.
• Seringa de 20 ml com bico.
• Esparadrapo ou micropore.
• Gaze.
• Estetoscópio.
• Copo com água.
• Luva de procedimento.
• Toalha de rosto.
Procedimento
• Orientar o paciente e preparar o ambiente.
• Lavar as mãos.
• Separar o material e lavá-lo ao quarto.
• Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito dorsal.
• Proteger o tórax com a toalha.
• Calçar as luvas.
• Medir o comprimento da sonda: da ponta do nariz ao lóbulo da orelha e daí até o apêndice xifóide.
Marcar com uma pequena tira de esparadrapo.
• Lubrificar a sonda com xilocaína (10 cm).
• Introduzir a sonda por uma das narinas, sem forçar para não ferir.
• Parar quando sentir obstáculo (em torno de 10 cm), a partir daí flexionar a cabeça e pedir para o
paciente deglutir. Pode oferecer um pouco de água.
• Introduzir a sonda até a marca do esparadrapo.
• Testar a localização da sonda:
• Adaptar uma seringa vazia na sonda e aspirar, se retornar suco gástrico, é indicativo da localidade
correta.
• Injetar ar em torno de 10 ml pela sonda, com auxílio de uma seringa (quantidade de ar varia de acordo
com a idade) e auscultar com estetoscópio posicionado sobre a região epigástrica, se ouvir um som
borbulhante, significa que está no estômago.
• Retirar a oleosidade do nariz e fixar a sonda com esparadrapo ou micropore.
• Retirar as luvas.
• Organizar o material.
• Lavar as mãos.
• Anotar o procedimento no prontuário.
Ausculta Epigástrica
Observações
• Se a finalidade da sonda for alimentação, deixá-la
fechada e abri-la somente na gavagem.
• Se a finalidade for drenagem, deixá-la aberta,
adaptada a uma extensão de borracha e esta a
um frasco coletor. Deve também observar e
anotar o volume e a característica do líquido
drenado.
• Manter o paciente na posição de Fowler após a
sondagem, se for possível.
Retirada da SNG:
• Calçar luvas
• Fechar a sonda
• Envolver a sonda com gaze e puxá-la
firmemente
• Desprezar a sonda no lixo contaminado, não
deixar no lixo do paciente.
Lavagem Gástrica
•Definição: É a introdução de líquido (soro
fisiológico principalmente) através de SNG para
lavagem gástrica.
• Indicações:
• Eliminar do estômago substâncias tóxicas ou
irritantes.
• Estancar hemorragia gástrica ou esofágica através
da introdução de soro gelado.
Material:
• Seringa de 50 ml ou equipo de soro.
• Frasco de solução prescrita (se for fazer lavagem com frasco
de soro)
• Suporte de soro.
• Cuba rim com solução (se for utilizar lavagem com seringa)
• Gazes.
• Toalha.
• Balde.
• Luva de procedimento.
• Extensão de borracha.
• Saco plástico para lixo.
Alimentação por Sonda
•Definição: É o método empregado para introduzir
alimentos no trato gastrintestinal, por meio de sonda
nasogástrica, nasoentérica e gastrostomia.
• Indicações:
• Após cirurgias da boca, esôfago, estômago e outras;
• Para pacientes inconscientes;
• Para pacientes debilitados e com impossibilidade de
deglutir.
Alimentação por gavagem (por sonda
nasogástrica)
• Suporte de soro;
• Frasco de alimentação com equipo próprio na
cor azul;
• Seringa de 20 ml com bico ou seringa azul;
• Copo com água filtrada.
Procedimento(SNG)
• Preparar o paciente, o material e o ambiente;
• Elevar a cabeceira da cama, se não houver contraindicação;
• Dobrar a extremidade da sonda antes de adaptar a seringa ou equipo.
Se o alimento vier em copo, introduzi-lo pela seringa desconectando a
seringa do êmbolo de tal forma que faça uma espécie de funil;
• Introduzir o alimento vagarosamente, evitando deixar entrar ar na
sonda;
• Desconectar a seringa da sonda;
• Introduzir água pela seringa o suficiente para lavar a sonda (10 a 20ml)
dependendo da idade do paciente;
• Fechar a sonda;
• Deixar o paciente confortável, em Fowler ou decúbito lateral esquerdo;
• Lavar as mãos;
• Anotar o cuidado prestado.
Alimentação por gastrostomia:
• Definição: É a introdução de alimentos
líquidos ou pastosos diretamente no
estômago por meio de tubo de silicone
introduzido através da parede abdominal.
Material:
• Recipiente com alimento
• Seringa de 20 ou 50 ml
• Copo com água
• Luva de procedimento
Gastrostomia
Procedimento:
• Lavar as mãos
• Explicar ao paciente o que será feito
• Preparar o material
• Elevar a cabeceira da cama
• Calçar as luvas de procedimentos
• Comprimir a sonda com os dedos polegar e indicador da mão não
dominante e retirar o tampão com a mão dominante
• Adaptar o corpo da seringa como funil, e introduzir o alimento
vagarosamente
• Introduzir água (20 a 30 ml) para lavar a sonda após o término da
introdução do alimento
• Fechar a sonda com o tampão próprio
• Retirar as luvas
• Deixar o paciente confortável
• Lavar as mãos
• Anotar no prontuário
Quais os cuidados com a gastrostomia
ou a jejunostomia?
• A sonda é presa à parede do abdômen, mas é
útil fixá-la com fita adesiva hipoalergênica ou
esparadrapo para evitar trações e
deslocamentos acidentais. Seguir as
orientações do enfermeiro quanto ao curativo.
Em caso de deslocamento, vazamento ao
redor da sonda ou dor no momento da
administração da dieta, comunicar o
Enfermeiro.
Alimentação por sonda nasoenteral
(SNE)
• Definição: É a administração de alimentos por uma sonda
especial (DOBBHOFF) que passa pelo estômago e chega ao
duodeno. A introdução desta sonda é atribuição exclusiva
do enfermeiro.
• A sonda nasoenteral tem comprimento variável de 50 a 150
cm, e diâmetro médio interno de 1,6mm e externo de 4
mm, com marcas numéricas ao longo de sua extensão,
facilitando posicionamentos, maleáveis, com fio-guia
metálico e flexível, radiopaca.
• RX-4 hs
• Na medida acrescentar 10 cm.
Material:
• Frasco com alimento (que pode ser preparado
no próprio hospital ou comprado já contendo
os requisitos básicos)
• Equipo próprio ou de bomba de infusão
• Frasco contendo água limpa (filtrada)
• Bomba de infusão (de preferência)
Procedimento:
• Lavar as mãos
• Preparar o material
• Elevar a cabeceira da cama, senão houver contraindicação, ou
colocar o paciente em decúbito lateral direito
• Conectar o equipo a sonda e controlar o gotejamento manualmente
se não houver bomba de infusão
• Regular o fluxo para 60 a 100 ml/hora, ou conforme padronização
da instituição, pois se for infundido rapidamente, pode ocorrer
diarréia e cólica
• Infundir água filtrada para lavar a sonda após a introdução da dieta
(+ 2 horas)
• Fechar a sonda
• Lavar as mãos
• Anotar no prontuário
Observações
• observar rigorosamente o gotejamento, pois a sonda pode obstruir
facilmente, dependendo do tipo de dieta utilizada. Ao terminar a dieta,
desconectar o equipo e lavar a sonda imediatamente para evitar
obstrução.
• Observações Gerais:
• Testar o posicionamento da sonda nasogástrica e nasoenteral antes de
administrar a dieta.
• Observar a fixação correta da sonda.
• Realizar higiene oral freqüente.
• Oferecer pequena porção da dieta por via oral, se não houver
contraindicação, para que o paciente possa sentir o sabor, e ministrar o
restante pela sonda (este procedimento é recomendado nas dietas para
sondas nasogástricas e gastrostomias).
• Oferecer a dieta à temperatura ambiente, o aquecimento prévio deve ser
cuidadoso.
• Verificar o tipo de dieta, o volume, o aspecto, o odor, antes de administrá-
la.
• Verificar se há estase gástrica antes da gavagem ou da alimentação por
gastrostomia.
Como evitar obstrução da sonda
nasoenteral?
• Como evitar obstrução da sonda
nasoenteral?
Por ser muito fina, a sonda pode entupir-se
facilmente, impossibilitando a administração da
dieta enteral.
• Para evitar este problema:
Em adultos injetar, com uma seringa, 20 ml de
água filtrada, fervida e fria na sonda, antes e
após a administração da dieta ou de
medicamento;
Continuação...
• Em crianças menores de 1 ano que não possuam
restrição hídrica lavar a sonda com 5ml de água
filtrada, fervida e fria antes e após a
administração de dieta ou medicação;
•Crianças maiores de 1 ano que não possuam
restrição hídrica lavar a sonda com 10ml de água
filtrada, fervida e fria antes e após a
administração de dieta ou medicação;
• Em caso de obstrução, injetar lentamente 20 ml
de água filtrada ou fervida, morna até
desobstrução da sonda.
Que tipo de dieta pode passar pela
sonda?
• Existem dois tipos de dieta enteral:
• Dieta caseira: é uma dieta que você prepara na sua casa com
alimentos em sua forma natural (leite, mel, açúcar, óleos
vegetais, caldo de carne, farinhas, ovo, etc.) O volume a ser
administrado deve ser liquidificada e passado na peneira,
coada de 5 a 7 vezes, devido ao risco de obstrução da sonda. É
necessária uma adequada combinação de alimentos para que
a dieta esteja completa e equilibrada. Portanto, siga a receita
fornecida e orientada pelo (a) nutricionista.
• Dieta industrializada: é uma dieta pronta,
balanceada, possuindo todos os nutrientes
necessários. Pode ser
apresentada sob a forma de pó, que deverá ser diluído com
água, ou sob a forma líquida, pronta para ser administrada. O
Nutrição Parenteral
• Entende-se por nutrição parenteral (NP) a
administração, por via endovenosa, de
nutrientes como glicose e proteínas, bem
como água, eletrólitos, sais minerais e
vitaminas, possibilitando, deste modo, a
manutenção da homeostase, uma vez que as
calorias e os aminoácidos são supridos. Esta
forma de nutrição tem como finalidade
complementar ou substituir a alimentação
oral ou enteral.
As vias de administração da NP podem
ser duas:
•Periférica: utilizam-se somente soluções
hipoosmolares, hipoconcentradas e lipídeos.
• Central: esta é a via mais utilizada, na qual é
feita a infusões de soluções hipertônicas de
glicose e proteínas, vitaminas, dentre outros.
Geralmente realiza-se a canulação da veia
subclávia, por via infraclavicular, para se ter
acesso à veia cava superior, devendo
posicionar o cateter no átrio direito.
Indicações....
•Utiliza-se a NP em casos de terapia de apoio,
complementando as necessidades nutricionais de
pacientes nos quais a via enteral não é capaz de
suprir, bem como em pacientes que estão sob
terapia exclusiva, nos quais o uso da via enteral é
proibida. Alguns exemplos de pacientes que são
submetidos a NP são:
• Recém-nascidos prematuros, que possuem ainda
um sistema digestivo imaturo, incapaz de
processar o leite materno que modo que o
mesmo atenda às suas necessidades;
• Pacientes que passaram por
cirurgias gastrointestinais de
grande porte
Indicações....
• Fístulas enterocutâneas;
• Insuficiência hepática;
• Insuficiência renal aguda;
• Pancreatite aguda;
• Indivíduos com a síndrome do intestino curto;
• Enteropatias inflamatórias
• Traumas, que geralmente resultam em
estados hipermetabólicos;
Jejunostomia
Jejustomia: É um procedimento cirúrgico que permite o acesso
direto ao jejuno.(intestino). Este método pode ser usado
quando é preciso evitar a passagem do alimento pelo
estomago.
Alimentação: Mesmo procedimento que a gastrostomia.
Enema
• Definição: É a introdução de líquido no intestino
através do ânus ou boca de colostomia.
• Finalidades:
• Aliviar a constipação facilitando a eliminação das fezes.
• Remover o sangue no caso de melena.
• Preparar para cirurgia e exames.
• Administrar medicamentos.
Tipos:
• Lavagem intestinal: também chamada de enteróclise ou enteroclisma. É a
introdução de grande volume de líquido, geralmente 1000 a 2000 ml,
utilizando para isto um irrigador.
• Clister: é a introdução de líquido de 150 a 500 ml feita com
material industrializado, utilizando o próprio frasco ou conectando
a sonda.
• Protóclise: também chamada de Murphy, é a lavagem feita gota a gota, ou
seja, o frasco de solução é conectado ao equipo e este à sonda.
• Soluções mais usadas (para 1000 ml) - Soro fisiológico ou água morna
acrescidos de:
• Glicerina: 20 ml
• Vaselina: 20 ml
• Ou solução pronta
Procedimento
• Explicar ao paciente o que será feito
• Lavar as mãos
• Preparar o material (no posto):
• Frasco de solução pronta ( Clister 500 ml ou 1000 ml)
• Equipo de soro e sonda retal nº 18 ou 20
• Lubrificante para sonda
• Papel higiênico
• Gazes.
• Saco plástico.
• Luvas de procedimento
• Máscara
• Lençol (forro)
• Comadre
• Colocar o biombo se necessário.
• Colocar a bandeja na mesa de cabeceira e a comadre na cadeira.
• Colocar o forro sob o paciente.
• Colocar o paciente em posição de Sims (DLE), conforme o desenho.
• Montar o equipo de soro à sonda retal, retirar o ar do circuito.
• Penduraro frasco no suporte de soro.
• Calçar as luvas.
• Lubrificar a 5 cm da ponta da sonda, utilizando uma gaze.
• Pegar a sonda com a gaze, afastar a prega interglútea e introduzir 6 a 10 cm, no caso de adulto.
• Abrir a pinça do equipo e deixar correr a solução.
• Fechar a pinçar, quando a solução estiver acabando, impedindo a entrada de ar.
• Retirar a sonda e desprezá-la no saco plástico.
• Colocar a comadre ou encaminhá-lo para o banheiro.
• Oferecer papel higiênico.
• Desprezar o conteúdo fecal no vaso sanitário, observando o volume e o aspecto.
• Retirar as luvas.
• Organizar o material.
• Fazer higiene íntima para o paciente acamado.
• Lavar as mãos.
• Anotar o procedimento e as observações no prontuário.
Observação:
• Nunca forçar a introdução da sonda, pois pode
estar dobrada ou ocorrer contratura muscular do
reto.
• Orientar para que a solução fique pelo menos 10 minutos
antes de oferecer a comadre.
• A posição Genupeitoral tem sido mais eficiente que a Sims,
pois o líquido chega ao cólon.
• Se o paciente for ao sanitário sozinho, pedir para não dar
descarga antes do efeito da lavagem ser verificado.
• Observar o estado geral do paciente,
principalmente aqueles que recebem lavagem
com freqüência.
•No caso de refluxo do líquido pelo ânus ao infundir a
solução, tentar introduzir um pouco mais a sonda, se o
problema persistir, o reto pode conter fezes endurecidas
(fecalomas) sendo necessário à retirada manual
Termos Técnicos
• Afagia: incapacidade para deglutir.
• Disfagia: dificuldade para deglutir.
• Polifagia: aumento do apetite.
• Anorexia ou inapetência: falta de apetite.
• Polidipsia: aumento da necessidade de beber água.
• Língua saburrosa: esbranquiçada com pontos brancos.
• Língua hiperemiada: muito vermelha.
• Sialorréia: aumento da secreção salivar.
• Halitose: mau hálito.
• Êmese: vômito.
• Náuseas: enjôo, vontade vomitar.
• Regurgitação: volta do alimento digerido à boca, pouco
depois de deglutido.
• Eructação: arroto.
Termos Técnicos
• Dispepsia: digestão difícil.
• Azia ou pirose: sensação de ardor estomacal e azedume na garganta.
• Hematêmese: vômito com sangue.
• Melena: fezes escuras como “borra de café” decorrente de hemorragia
alta.
• Abdômen timpânico: distensão do intestino por gases com sonoridade
exagerada à percussão.
• Flatos: saída de gases pelo ânus.
• Flatulência: distensão abdominal devido acúmulo de gases no intestino.
• Fecaloma: fezes endurecidas.
• Diarréia: evacuação líquida e abundante.
• Disenteria: evacuação líquida e constante, com muco ou sangue
acompanhada de cólicas e dores abdominais.
• Constipação ou obstipação intestinal: prisão de ventre.
• Enterorragia: hemorragia intestinal (sangue vivo nas fezes).
• Tenesmo: sensação dolorosa na região anal devido esforço para evacuar.
Procedimentos de Enfermagem no
Sistema Urinário
Procedimentos de Enfermagem no
Sistema Urinário
Cateterismo ou Sondagem Vesical
• Definição: Consiste na introdução de uma
sonda estéril na bexiga, através da uretra, a
fim de drenar a urina. É um procedimento que
exige técnica ASSÉPTICA.
Finalidades:
• Esvaziar a bexiga devido retenção urinária.
• Obter amostra estéril de urina para pacientes
com incontinência urinária.
• Controlar o volume urinário para pacientes
graves ou incontinentes.
• Preparar para grandes cirurgias,
principalmente as abdominais.
• Fazer diagnóstico diferencial entre retenção
ou supressão da urina.
Indicações Especiais:
• Para retenção urinária, antes de passar uma sonda, devem ser feitos os
seguintes procedimentos:
• Abrir uma torneira próxima do paciente.
• Colocar uma bolsa de água quente na região hipogástrica.
• Colocar a comadre ou papagaio e elevar a cabeceira da cama, se não
houver contra-indicação.
• Despejar água morna na região perineal.
• Proporcionar privacidade.
• Para incontinência urinária, antes de fazer uma sondagem, verificar a
possibilidade de usar:
• Calças plásticas e fralda descartável para adulto, mais indicado para
mulheres.
• Para homem, usar dispositivo urinário externo (URIPEN), tipo
condon ligado a um intermediário e este a um coletor urinário. Este
sistema
não é estéril. Deve ser retirado todos os dias para fazer a higiene
íntima.
Resolução COFEN nº 450/2013
“A Sondagem Vesical é um procedimento invasivo e
que envolve riscos ao paciente , que está sujeito a
infecções do trato urinário e/ou trauma uretral ou
vesical. Requer cuidados de Enfermagem de maior
complexidade técnica, conhecimento de base
científica e capacidade de tomar decisões imediatas
e, por essas razões, no âmbito da equipe de
Enfermagem, a inserção de cateter vesical é
privativa do Enfermeiro, que deve imprimir rigor
técnico-científico ao procedimento.”
Cateterismo vesical feminino de
demora:
• Material:
• Pacote esterilizado contendo:
• Pinça Pean ou Kocher ou Kelly
• Cúpula pequena
• Cuba rim
• 5 gazes ou bolas de algodão
• Campo fenestrado
• Solução antisséptica: PVP-I tópico
• Sonda Folley n.º 14 a 18 estéril
• Coletor de urina sistema fechado
• Esparadrapo ou micropore
• Ampola com 10 ml de água destilada
• Agulha 30x8ou maior
• Seringa 10 ml com bico
• 1 par de luva estéril
• Xilocaína gel (frasco novo)
• Saco plástico para lixo
• Biombo se necessário
• Material para lavagem externa se necessário.
Procedimento
• Explicar à paciente o que será feito.
• Lavar as mãos.
• Preparar todo o material e levá-lo ao quarto.
• Cercar a cama com biombo.
• Fazer ou encaminhar a paciente para higiene íntima.
• Colocar o material sobre a mesa de cabeceira e prender o saco plástico.
• Colocar em posição ginecológica.
• Abrir o pacote sobre a cama, entre as pernas da paciente, e abri-lo usando o campo do pacote com
o forro.
• Abrir a bolsa coletora dentro do campo estéril.
• Colocar solução antisséptica na cúpula, desprezando a 1ª porção.
• Abrir a sonda sobre o campo.
• Colocar xilocaína na cuba, desprezando a 1ª porção.
• Abrir a seringa e a agulha dentro do campo.
• Calçar as luvas.
• Adaptar a seringa na agulha e aspirar o conteúdo da ampola com auxílio de outra pessoa (isto se a
ampola não vier junto no pacote de cateterismo)
• Retirar a agulha e com o bico da seringa, introduzir no orifício da sonda referente ao balonete.
• Verificar a capacidade do balonete e injetar o conteúdo líquido.
• Desconectar a seringa para testar a válvula.
Procedimento
• Aspirar novamente e deixar a seringa do campo (o teste do balonete também pode ser feito injetando ar pela
seringa).
• Conectar a bolsa coletora na sonda.
• Com a pinça montada com a gaze, fazer a antissepsia com movimento único no sentido anteroposterior, seguindo
a ordem:
• Região supra púbica
• Grandes lábios
• Pequenos lábios, com a ajuda da mão esquerda
• Vestíbulo vaginal
• Meato uretral
• Desprezar as gazes no saco plástico.
• Desprezar a pinça em um local afastado, mas dentro do campo
• Manter a mão esquerda na posição, ou seja, abrindo a genitália
• Colocar o campo fenestrado sobre a região perineal, permanecendo a mão esquerda sob o campo.
• Lubrificar a ponta da sonda com a mão direita e enrolá-la entre os dedos, de tal forma que a parte distal fique
dentro da cuba rim.
• Introduzir cuidadosamente a sonda no meato urinário até iniciar a drenagem (em torno de 5 a 8 cm)
• Injetar água destilada pelo orifício do balonete.
• Tracionar a sonda levemente.
• Retirar o campo fenestrado.
• Fixar a sonda com esparadrapo ou micropore na coxa da paciente.
• Fechar o campo, colocando o material na cuba.
• Observar o aspecto da urina.
• Retirar as luvas.
• Organizar o material.
• Lavar as mãos.
• Anotar o procedimento no prontuário.
Cateterismo vesical masculino de
demora:
Material: Seguir os mesmos para o cateterismo
feminino acrescido de: seringa de 10ml com bico para
injetar xilocaína pela uretra.
Procedimento:
• Seguir a técnica para o cateterismo feminino com as seguintes diferenças:
• Paciente em decúbito dorsal com as pernas afastadas.
• Colocar xilocaína gel na seringa (em torno de 5 a 10ml), com auxílio de
outra pessoa.
• Fazer antissepsia afastando o prepúcio com a mão esquerda.
• Colocar o campo fenestrado mantendo a mão esquerda fixa no local.
• Com a mão direita, injetar a xilocaína no meato uretral.
• Pressionar a glande por 2 a 3 minutos para evitar o refluxo.
• Segurar o pênis perpendicularmente com a mão esquerda e com a direita,
introduzir a sonda até a extremidade (cerca de 18 a 20cm).
• Recobrir a glande com o prepúcio.
• Proceder à tração, e fixação da sonda.
• Conectá-la ao sistema de drenagem fechado.
• Fixar a sonda externamente na coxa de forma lateralizada para evitar a
formação de fístulas uretrais.
Irrigação vesical:
• Definição: É a irrigação contínua a fim de lavar a
bexiga principalmente após RTU (ressecção
transuretral da próstata).
• Material:
• Sonda de 3 vias (sonda de Owens), que é passada
pelo médico no centro cirúrgico ou na unidade de
internação se o procedimento não necessitar de
cirurgia.
• Frascos de soro fisiológico de 1000 ml.
• Equipo de soro.
Procedimento:
• Conectar o equipo ao soro.
• Ligar o equipo à 3ª via da sonda.
• Controlar o gotejamento: 30 a 60 gts/min.
• Verificar se o líquido está sendo drenado pela sonda, caso
contrário é indicativo de obstrução.
• Controlar rigorosamente, em impresso próprio, o volume
de entrada e o de saída para fazer o balanço.
• Observar a anotar o aspecto do líquido drenado, que
normalmente é bem hematúrico no início.
• Trocar o frasco de soro antes do término, para evitar
obstrução.
Coleta para exames
Retirada da sonda:
• Material:
• Seringa de 10ml com bico.
• Luva de procedimento.
• Saco plástico para lixo.
• Procedimento:
• Calçar as luvas.
• Retirar o esparadrapo com cuidado.
• Adaptar a seringa à válvula e deixar refluir o líquido.
• Retirar a sonda e desprezá-la no saco de lixo junto com o coletor,
esvaziado previamente.
• Retirar as luvas.
• Lavar as mãos.
• Anotar o procedimento.
• Observar a próxima micção e anotar.
Cistostomia
• Cistostomia suprapúbica ou vesicostomia é
uma conexão criada cirurgicamente entre a
bexiga urinária e a pele a qual é utilizada para
drenar urina da bexiga em indivíduos com
obstrução do fluxo urinário normal. O fluxo
urinário pode estar bloqueado por aumento
da próstata (hiperplasia prostática benigna),
lesão traumática da uretra, doenças
congênitas do trato urinário ou por obstruções
como pedras nos rins que passaram para a
uretra e câncer.
Obs: A troca da sonda deve ser
realizada pelo Profissional
Enfermeiro

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Procedimentos de alimentação enteral e cuidados com sondas

  • 2. Introdução • A equipe de enfermagem é um dos pilares para a diferenciação do atendimento prestado aos usuários dos serviços de saúde, e para tanto se faz necessário à busca contínua pela excelência técnica que permita uma prática consistente e segura para o profissional e cliente/usuário. • O ato de cuidar tem como objetivo reduzir ou eliminar o sofrimento do cliente enquanto passa por um tratamento, e embora haja evolução na tecnologia e na ciência, a assistência à saúde ainda possui o potencial de causar danos. • É de responsabilidade da Enfermagem diminuição da incidência desses erros.
  • 3. Alimentação por sonda nasogástrica (SNG) Definição: É a introdução de uma sonda no estômago através da boca ou nariz. Indicações: •Alimentação e medicação para pacientes impossibilitados de deglutir. • Drenar conteúdo gástrico para evitar distensão. • Lavagem gástrica para drenagem de substâncias tóxicas e nos casos de hemorragia. • Preparo pré-operatório para determinadas cirurgias.
  • 4.
  • 5. Material Bandeja contendo: • Sonda nasogástrica de Levine n.º 14 a 16 para mulheres e n.º 16 a 18 para homens.( Existem sondas de 10 a 22) • Lubrificante: xylocaína gel. • Seringa de 20 ml com bico. • Esparadrapo ou micropore. • Gaze. • Estetoscópio. • Copo com água. • Luva de procedimento. • Toalha de rosto.
  • 6. Procedimento • Orientar o paciente e preparar o ambiente. • Lavar as mãos. • Separar o material e lavá-lo ao quarto. • Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito dorsal. • Proteger o tórax com a toalha. • Calçar as luvas. • Medir o comprimento da sonda: da ponta do nariz ao lóbulo da orelha e daí até o apêndice xifóide. Marcar com uma pequena tira de esparadrapo. • Lubrificar a sonda com xilocaína (10 cm). • Introduzir a sonda por uma das narinas, sem forçar para não ferir. • Parar quando sentir obstáculo (em torno de 10 cm), a partir daí flexionar a cabeça e pedir para o paciente deglutir. Pode oferecer um pouco de água. • Introduzir a sonda até a marca do esparadrapo. • Testar a localização da sonda: • Adaptar uma seringa vazia na sonda e aspirar, se retornar suco gástrico, é indicativo da localidade correta. • Injetar ar em torno de 10 ml pela sonda, com auxílio de uma seringa (quantidade de ar varia de acordo com a idade) e auscultar com estetoscópio posicionado sobre a região epigástrica, se ouvir um som borbulhante, significa que está no estômago. • Retirar a oleosidade do nariz e fixar a sonda com esparadrapo ou micropore. • Retirar as luvas. • Organizar o material. • Lavar as mãos. • Anotar o procedimento no prontuário.
  • 7.
  • 9.
  • 10. Observações • Se a finalidade da sonda for alimentação, deixá-la fechada e abri-la somente na gavagem. • Se a finalidade for drenagem, deixá-la aberta, adaptada a uma extensão de borracha e esta a um frasco coletor. Deve também observar e anotar o volume e a característica do líquido drenado. • Manter o paciente na posição de Fowler após a sondagem, se for possível.
  • 11. Retirada da SNG: • Calçar luvas • Fechar a sonda • Envolver a sonda com gaze e puxá-la firmemente • Desprezar a sonda no lixo contaminado, não deixar no lixo do paciente.
  • 12. Lavagem Gástrica •Definição: É a introdução de líquido (soro fisiológico principalmente) através de SNG para lavagem gástrica. • Indicações: • Eliminar do estômago substâncias tóxicas ou irritantes. • Estancar hemorragia gástrica ou esofágica através da introdução de soro gelado.
  • 13. Material: • Seringa de 50 ml ou equipo de soro. • Frasco de solução prescrita (se for fazer lavagem com frasco de soro) • Suporte de soro. • Cuba rim com solução (se for utilizar lavagem com seringa) • Gazes. • Toalha. • Balde. • Luva de procedimento. • Extensão de borracha. • Saco plástico para lixo.
  • 14. Alimentação por Sonda •Definição: É o método empregado para introduzir alimentos no trato gastrintestinal, por meio de sonda nasogástrica, nasoentérica e gastrostomia. • Indicações: • Após cirurgias da boca, esôfago, estômago e outras; • Para pacientes inconscientes; • Para pacientes debilitados e com impossibilidade de deglutir.
  • 15. Alimentação por gavagem (por sonda nasogástrica) • Suporte de soro; • Frasco de alimentação com equipo próprio na cor azul; • Seringa de 20 ml com bico ou seringa azul; • Copo com água filtrada.
  • 16. Procedimento(SNG) • Preparar o paciente, o material e o ambiente; • Elevar a cabeceira da cama, se não houver contraindicação; • Dobrar a extremidade da sonda antes de adaptar a seringa ou equipo. Se o alimento vier em copo, introduzi-lo pela seringa desconectando a seringa do êmbolo de tal forma que faça uma espécie de funil; • Introduzir o alimento vagarosamente, evitando deixar entrar ar na sonda; • Desconectar a seringa da sonda; • Introduzir água pela seringa o suficiente para lavar a sonda (10 a 20ml) dependendo da idade do paciente; • Fechar a sonda; • Deixar o paciente confortável, em Fowler ou decúbito lateral esquerdo; • Lavar as mãos; • Anotar o cuidado prestado.
  • 17. Alimentação por gastrostomia: • Definição: É a introdução de alimentos líquidos ou pastosos diretamente no estômago por meio de tubo de silicone introduzido através da parede abdominal.
  • 18. Material: • Recipiente com alimento • Seringa de 20 ou 50 ml • Copo com água • Luva de procedimento
  • 20. Procedimento: • Lavar as mãos • Explicar ao paciente o que será feito • Preparar o material • Elevar a cabeceira da cama • Calçar as luvas de procedimentos • Comprimir a sonda com os dedos polegar e indicador da mão não dominante e retirar o tampão com a mão dominante • Adaptar o corpo da seringa como funil, e introduzir o alimento vagarosamente • Introduzir água (20 a 30 ml) para lavar a sonda após o término da introdução do alimento • Fechar a sonda com o tampão próprio • Retirar as luvas • Deixar o paciente confortável • Lavar as mãos • Anotar no prontuário
  • 21. Quais os cuidados com a gastrostomia ou a jejunostomia? • A sonda é presa à parede do abdômen, mas é útil fixá-la com fita adesiva hipoalergênica ou esparadrapo para evitar trações e deslocamentos acidentais. Seguir as orientações do enfermeiro quanto ao curativo. Em caso de deslocamento, vazamento ao redor da sonda ou dor no momento da administração da dieta, comunicar o Enfermeiro.
  • 22. Alimentação por sonda nasoenteral (SNE) • Definição: É a administração de alimentos por uma sonda especial (DOBBHOFF) que passa pelo estômago e chega ao duodeno. A introdução desta sonda é atribuição exclusiva do enfermeiro. • A sonda nasoenteral tem comprimento variável de 50 a 150 cm, e diâmetro médio interno de 1,6mm e externo de 4 mm, com marcas numéricas ao longo de sua extensão, facilitando posicionamentos, maleáveis, com fio-guia metálico e flexível, radiopaca. • RX-4 hs • Na medida acrescentar 10 cm.
  • 23.
  • 24. Material: • Frasco com alimento (que pode ser preparado no próprio hospital ou comprado já contendo os requisitos básicos) • Equipo próprio ou de bomba de infusão • Frasco contendo água limpa (filtrada) • Bomba de infusão (de preferência)
  • 25. Procedimento: • Lavar as mãos • Preparar o material • Elevar a cabeceira da cama, senão houver contraindicação, ou colocar o paciente em decúbito lateral direito • Conectar o equipo a sonda e controlar o gotejamento manualmente se não houver bomba de infusão • Regular o fluxo para 60 a 100 ml/hora, ou conforme padronização da instituição, pois se for infundido rapidamente, pode ocorrer diarréia e cólica • Infundir água filtrada para lavar a sonda após a introdução da dieta (+ 2 horas) • Fechar a sonda • Lavar as mãos • Anotar no prontuário
  • 26. Observações • observar rigorosamente o gotejamento, pois a sonda pode obstruir facilmente, dependendo do tipo de dieta utilizada. Ao terminar a dieta, desconectar o equipo e lavar a sonda imediatamente para evitar obstrução. • Observações Gerais: • Testar o posicionamento da sonda nasogástrica e nasoenteral antes de administrar a dieta. • Observar a fixação correta da sonda. • Realizar higiene oral freqüente. • Oferecer pequena porção da dieta por via oral, se não houver contraindicação, para que o paciente possa sentir o sabor, e ministrar o restante pela sonda (este procedimento é recomendado nas dietas para sondas nasogástricas e gastrostomias). • Oferecer a dieta à temperatura ambiente, o aquecimento prévio deve ser cuidadoso. • Verificar o tipo de dieta, o volume, o aspecto, o odor, antes de administrá- la. • Verificar se há estase gástrica antes da gavagem ou da alimentação por gastrostomia.
  • 27. Como evitar obstrução da sonda nasoenteral? • Como evitar obstrução da sonda nasoenteral? Por ser muito fina, a sonda pode entupir-se facilmente, impossibilitando a administração da dieta enteral. • Para evitar este problema: Em adultos injetar, com uma seringa, 20 ml de água filtrada, fervida e fria na sonda, antes e após a administração da dieta ou de medicamento;
  • 28. Continuação... • Em crianças menores de 1 ano que não possuam restrição hídrica lavar a sonda com 5ml de água filtrada, fervida e fria antes e após a administração de dieta ou medicação; •Crianças maiores de 1 ano que não possuam restrição hídrica lavar a sonda com 10ml de água filtrada, fervida e fria antes e após a administração de dieta ou medicação; • Em caso de obstrução, injetar lentamente 20 ml de água filtrada ou fervida, morna até desobstrução da sonda.
  • 29. Que tipo de dieta pode passar pela sonda? • Existem dois tipos de dieta enteral: • Dieta caseira: é uma dieta que você prepara na sua casa com alimentos em sua forma natural (leite, mel, açúcar, óleos vegetais, caldo de carne, farinhas, ovo, etc.) O volume a ser administrado deve ser liquidificada e passado na peneira, coada de 5 a 7 vezes, devido ao risco de obstrução da sonda. É necessária uma adequada combinação de alimentos para que a dieta esteja completa e equilibrada. Portanto, siga a receita fornecida e orientada pelo (a) nutricionista. • Dieta industrializada: é uma dieta pronta, balanceada, possuindo todos os nutrientes necessários. Pode ser apresentada sob a forma de pó, que deverá ser diluído com água, ou sob a forma líquida, pronta para ser administrada. O
  • 30.
  • 31. Nutrição Parenteral • Entende-se por nutrição parenteral (NP) a administração, por via endovenosa, de nutrientes como glicose e proteínas, bem como água, eletrólitos, sais minerais e vitaminas, possibilitando, deste modo, a manutenção da homeostase, uma vez que as calorias e os aminoácidos são supridos. Esta forma de nutrição tem como finalidade complementar ou substituir a alimentação oral ou enteral.
  • 32. As vias de administração da NP podem ser duas: •Periférica: utilizam-se somente soluções hipoosmolares, hipoconcentradas e lipídeos. • Central: esta é a via mais utilizada, na qual é feita a infusões de soluções hipertônicas de glicose e proteínas, vitaminas, dentre outros. Geralmente realiza-se a canulação da veia subclávia, por via infraclavicular, para se ter acesso à veia cava superior, devendo posicionar o cateter no átrio direito.
  • 33. Indicações.... •Utiliza-se a NP em casos de terapia de apoio, complementando as necessidades nutricionais de pacientes nos quais a via enteral não é capaz de suprir, bem como em pacientes que estão sob terapia exclusiva, nos quais o uso da via enteral é proibida. Alguns exemplos de pacientes que são submetidos a NP são: • Recém-nascidos prematuros, que possuem ainda um sistema digestivo imaturo, incapaz de processar o leite materno que modo que o mesmo atenda às suas necessidades; • Pacientes que passaram por cirurgias gastrointestinais de grande porte
  • 34. Indicações.... • Fístulas enterocutâneas; • Insuficiência hepática; • Insuficiência renal aguda; • Pancreatite aguda; • Indivíduos com a síndrome do intestino curto; • Enteropatias inflamatórias • Traumas, que geralmente resultam em estados hipermetabólicos;
  • 35.
  • 36.
  • 37. Jejunostomia Jejustomia: É um procedimento cirúrgico que permite o acesso direto ao jejuno.(intestino). Este método pode ser usado quando é preciso evitar a passagem do alimento pelo estomago. Alimentação: Mesmo procedimento que a gastrostomia.
  • 38. Enema • Definição: É a introdução de líquido no intestino através do ânus ou boca de colostomia. • Finalidades: • Aliviar a constipação facilitando a eliminação das fezes. • Remover o sangue no caso de melena. • Preparar para cirurgia e exames. • Administrar medicamentos.
  • 39. Tipos: • Lavagem intestinal: também chamada de enteróclise ou enteroclisma. É a introdução de grande volume de líquido, geralmente 1000 a 2000 ml, utilizando para isto um irrigador. • Clister: é a introdução de líquido de 150 a 500 ml feita com material industrializado, utilizando o próprio frasco ou conectando a sonda. • Protóclise: também chamada de Murphy, é a lavagem feita gota a gota, ou seja, o frasco de solução é conectado ao equipo e este à sonda. • Soluções mais usadas (para 1000 ml) - Soro fisiológico ou água morna acrescidos de: • Glicerina: 20 ml • Vaselina: 20 ml • Ou solução pronta
  • 40.
  • 41. Procedimento • Explicar ao paciente o que será feito • Lavar as mãos • Preparar o material (no posto): • Frasco de solução pronta ( Clister 500 ml ou 1000 ml) • Equipo de soro e sonda retal nº 18 ou 20 • Lubrificante para sonda • Papel higiênico • Gazes. • Saco plástico. • Luvas de procedimento • Máscara • Lençol (forro) • Comadre • Colocar o biombo se necessário. • Colocar a bandeja na mesa de cabeceira e a comadre na cadeira. • Colocar o forro sob o paciente. • Colocar o paciente em posição de Sims (DLE), conforme o desenho. • Montar o equipo de soro à sonda retal, retirar o ar do circuito. • Penduraro frasco no suporte de soro. • Calçar as luvas. • Lubrificar a 5 cm da ponta da sonda, utilizando uma gaze. • Pegar a sonda com a gaze, afastar a prega interglútea e introduzir 6 a 10 cm, no caso de adulto. • Abrir a pinça do equipo e deixar correr a solução. • Fechar a pinçar, quando a solução estiver acabando, impedindo a entrada de ar. • Retirar a sonda e desprezá-la no saco plástico. • Colocar a comadre ou encaminhá-lo para o banheiro. • Oferecer papel higiênico. • Desprezar o conteúdo fecal no vaso sanitário, observando o volume e o aspecto. • Retirar as luvas. • Organizar o material. • Fazer higiene íntima para o paciente acamado. • Lavar as mãos. • Anotar o procedimento e as observações no prontuário.
  • 42. Observação: • Nunca forçar a introdução da sonda, pois pode estar dobrada ou ocorrer contratura muscular do reto. • Orientar para que a solução fique pelo menos 10 minutos antes de oferecer a comadre. • A posição Genupeitoral tem sido mais eficiente que a Sims, pois o líquido chega ao cólon. • Se o paciente for ao sanitário sozinho, pedir para não dar descarga antes do efeito da lavagem ser verificado. • Observar o estado geral do paciente, principalmente aqueles que recebem lavagem com freqüência. •No caso de refluxo do líquido pelo ânus ao infundir a solução, tentar introduzir um pouco mais a sonda, se o problema persistir, o reto pode conter fezes endurecidas (fecalomas) sendo necessário à retirada manual
  • 43.
  • 44.
  • 45. Termos Técnicos • Afagia: incapacidade para deglutir. • Disfagia: dificuldade para deglutir. • Polifagia: aumento do apetite. • Anorexia ou inapetência: falta de apetite. • Polidipsia: aumento da necessidade de beber água. • Língua saburrosa: esbranquiçada com pontos brancos. • Língua hiperemiada: muito vermelha. • Sialorréia: aumento da secreção salivar. • Halitose: mau hálito. • Êmese: vômito. • Náuseas: enjôo, vontade vomitar. • Regurgitação: volta do alimento digerido à boca, pouco depois de deglutido. • Eructação: arroto.
  • 46. Termos Técnicos • Dispepsia: digestão difícil. • Azia ou pirose: sensação de ardor estomacal e azedume na garganta. • Hematêmese: vômito com sangue. • Melena: fezes escuras como “borra de café” decorrente de hemorragia alta. • Abdômen timpânico: distensão do intestino por gases com sonoridade exagerada à percussão. • Flatos: saída de gases pelo ânus. • Flatulência: distensão abdominal devido acúmulo de gases no intestino. • Fecaloma: fezes endurecidas. • Diarréia: evacuação líquida e abundante. • Disenteria: evacuação líquida e constante, com muco ou sangue acompanhada de cólicas e dores abdominais. • Constipação ou obstipação intestinal: prisão de ventre. • Enterorragia: hemorragia intestinal (sangue vivo nas fezes). • Tenesmo: sensação dolorosa na região anal devido esforço para evacuar.
  • 47. Procedimentos de Enfermagem no Sistema Urinário
  • 48. Procedimentos de Enfermagem no Sistema Urinário Cateterismo ou Sondagem Vesical • Definição: Consiste na introdução de uma sonda estéril na bexiga, através da uretra, a fim de drenar a urina. É um procedimento que exige técnica ASSÉPTICA.
  • 49. Finalidades: • Esvaziar a bexiga devido retenção urinária. • Obter amostra estéril de urina para pacientes com incontinência urinária. • Controlar o volume urinário para pacientes graves ou incontinentes. • Preparar para grandes cirurgias, principalmente as abdominais. • Fazer diagnóstico diferencial entre retenção ou supressão da urina.
  • 50. Indicações Especiais: • Para retenção urinária, antes de passar uma sonda, devem ser feitos os seguintes procedimentos: • Abrir uma torneira próxima do paciente. • Colocar uma bolsa de água quente na região hipogástrica. • Colocar a comadre ou papagaio e elevar a cabeceira da cama, se não houver contra-indicação. • Despejar água morna na região perineal. • Proporcionar privacidade. • Para incontinência urinária, antes de fazer uma sondagem, verificar a possibilidade de usar: • Calças plásticas e fralda descartável para adulto, mais indicado para mulheres. • Para homem, usar dispositivo urinário externo (URIPEN), tipo condon ligado a um intermediário e este a um coletor urinário. Este sistema não é estéril. Deve ser retirado todos os dias para fazer a higiene íntima.
  • 51.
  • 52. Resolução COFEN nº 450/2013 “A Sondagem Vesical é um procedimento invasivo e que envolve riscos ao paciente , que está sujeito a infecções do trato urinário e/ou trauma uretral ou vesical. Requer cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica, conhecimento de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas e, por essas razões, no âmbito da equipe de Enfermagem, a inserção de cateter vesical é privativa do Enfermeiro, que deve imprimir rigor técnico-científico ao procedimento.”
  • 53. Cateterismo vesical feminino de demora: • Material: • Pacote esterilizado contendo: • Pinça Pean ou Kocher ou Kelly • Cúpula pequena • Cuba rim • 5 gazes ou bolas de algodão • Campo fenestrado • Solução antisséptica: PVP-I tópico • Sonda Folley n.º 14 a 18 estéril • Coletor de urina sistema fechado • Esparadrapo ou micropore • Ampola com 10 ml de água destilada • Agulha 30x8ou maior • Seringa 10 ml com bico • 1 par de luva estéril • Xilocaína gel (frasco novo) • Saco plástico para lixo • Biombo se necessário • Material para lavagem externa se necessário.
  • 54.
  • 55.
  • 56. Procedimento • Explicar à paciente o que será feito. • Lavar as mãos. • Preparar todo o material e levá-lo ao quarto. • Cercar a cama com biombo. • Fazer ou encaminhar a paciente para higiene íntima. • Colocar o material sobre a mesa de cabeceira e prender o saco plástico. • Colocar em posição ginecológica. • Abrir o pacote sobre a cama, entre as pernas da paciente, e abri-lo usando o campo do pacote com o forro. • Abrir a bolsa coletora dentro do campo estéril. • Colocar solução antisséptica na cúpula, desprezando a 1ª porção. • Abrir a sonda sobre o campo. • Colocar xilocaína na cuba, desprezando a 1ª porção. • Abrir a seringa e a agulha dentro do campo. • Calçar as luvas. • Adaptar a seringa na agulha e aspirar o conteúdo da ampola com auxílio de outra pessoa (isto se a ampola não vier junto no pacote de cateterismo) • Retirar a agulha e com o bico da seringa, introduzir no orifício da sonda referente ao balonete. • Verificar a capacidade do balonete e injetar o conteúdo líquido. • Desconectar a seringa para testar a válvula.
  • 57. Procedimento • Aspirar novamente e deixar a seringa do campo (o teste do balonete também pode ser feito injetando ar pela seringa). • Conectar a bolsa coletora na sonda. • Com a pinça montada com a gaze, fazer a antissepsia com movimento único no sentido anteroposterior, seguindo a ordem: • Região supra púbica • Grandes lábios • Pequenos lábios, com a ajuda da mão esquerda • Vestíbulo vaginal • Meato uretral • Desprezar as gazes no saco plástico. • Desprezar a pinça em um local afastado, mas dentro do campo • Manter a mão esquerda na posição, ou seja, abrindo a genitália • Colocar o campo fenestrado sobre a região perineal, permanecendo a mão esquerda sob o campo. • Lubrificar a ponta da sonda com a mão direita e enrolá-la entre os dedos, de tal forma que a parte distal fique dentro da cuba rim. • Introduzir cuidadosamente a sonda no meato urinário até iniciar a drenagem (em torno de 5 a 8 cm) • Injetar água destilada pelo orifício do balonete. • Tracionar a sonda levemente. • Retirar o campo fenestrado. • Fixar a sonda com esparadrapo ou micropore na coxa da paciente. • Fechar o campo, colocando o material na cuba. • Observar o aspecto da urina. • Retirar as luvas. • Organizar o material. • Lavar as mãos. • Anotar o procedimento no prontuário.
  • 58. Cateterismo vesical masculino de demora: Material: Seguir os mesmos para o cateterismo feminino acrescido de: seringa de 10ml com bico para injetar xilocaína pela uretra.
  • 59. Procedimento: • Seguir a técnica para o cateterismo feminino com as seguintes diferenças: • Paciente em decúbito dorsal com as pernas afastadas. • Colocar xilocaína gel na seringa (em torno de 5 a 10ml), com auxílio de outra pessoa. • Fazer antissepsia afastando o prepúcio com a mão esquerda. • Colocar o campo fenestrado mantendo a mão esquerda fixa no local. • Com a mão direita, injetar a xilocaína no meato uretral. • Pressionar a glande por 2 a 3 minutos para evitar o refluxo. • Segurar o pênis perpendicularmente com a mão esquerda e com a direita, introduzir a sonda até a extremidade (cerca de 18 a 20cm). • Recobrir a glande com o prepúcio. • Proceder à tração, e fixação da sonda. • Conectá-la ao sistema de drenagem fechado. • Fixar a sonda externamente na coxa de forma lateralizada para evitar a formação de fístulas uretrais.
  • 60. Irrigação vesical: • Definição: É a irrigação contínua a fim de lavar a bexiga principalmente após RTU (ressecção transuretral da próstata). • Material: • Sonda de 3 vias (sonda de Owens), que é passada pelo médico no centro cirúrgico ou na unidade de internação se o procedimento não necessitar de cirurgia. • Frascos de soro fisiológico de 1000 ml. • Equipo de soro.
  • 61.
  • 62. Procedimento: • Conectar o equipo ao soro. • Ligar o equipo à 3ª via da sonda. • Controlar o gotejamento: 30 a 60 gts/min. • Verificar se o líquido está sendo drenado pela sonda, caso contrário é indicativo de obstrução. • Controlar rigorosamente, em impresso próprio, o volume de entrada e o de saída para fazer o balanço. • Observar a anotar o aspecto do líquido drenado, que normalmente é bem hematúrico no início. • Trocar o frasco de soro antes do término, para evitar obstrução.
  • 63.
  • 65. Retirada da sonda: • Material: • Seringa de 10ml com bico. • Luva de procedimento. • Saco plástico para lixo. • Procedimento: • Calçar as luvas. • Retirar o esparadrapo com cuidado. • Adaptar a seringa à válvula e deixar refluir o líquido. • Retirar a sonda e desprezá-la no saco de lixo junto com o coletor, esvaziado previamente. • Retirar as luvas. • Lavar as mãos. • Anotar o procedimento. • Observar a próxima micção e anotar.
  • 66. Cistostomia • Cistostomia suprapúbica ou vesicostomia é uma conexão criada cirurgicamente entre a bexiga urinária e a pele a qual é utilizada para drenar urina da bexiga em indivíduos com obstrução do fluxo urinário normal. O fluxo urinário pode estar bloqueado por aumento da próstata (hiperplasia prostática benigna), lesão traumática da uretra, doenças congênitas do trato urinário ou por obstruções como pedras nos rins que passaram para a uretra e câncer.
  • 67. Obs: A troca da sonda deve ser realizada pelo Profissional Enfermeiro