Diretrizescurriculares 2012

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Diretrizes Curriculares para Educação Infantil 2012

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Diretrizescurriculares 2012

  1. 1. DIRETRIZESCURRICULARESNACIONAIS PARAA EDUCAÇÃOINFANTILMinistério da EducaçãoSecretaria de Educação Básica
  2. 2. Ministério da EducaçãoSecretaria de Educação BásicaDiretoria de Concepções e Orientações Curriculares para a Educação BásicaCoordenação Geral de Educação Infantil
  3. 3. DIRETRIZESCURRICULARESNACIONAIS PARAA EDUCAÇÃOINFANTILMinistério da EducaçãoSecretaria de Educação BásicaBrasília 2010
  4. 4. © 2010 Ministério da Educação (MEC).DiagramaçãoVia Comunicação – Carlos DTarsoCapa e projeto gráficoVia Comunicação – Carlos DTarsoFotosWanderley Francisco da Silva Pessoa/MECAcervo do 5º Prêmio Educar para a Igualdade Racial/CEERTTiragem435.000Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil /Secretaria de Educação Básica. – Brasília : MEC, SEB, 2010.36 p. : il.ISBN: 978-85-7783-048-01. Educação Infantil. 2. Proposta Pedagógica. I. Título.CDU 373.21
  5. 5. SumárioApresentação7Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009 101. Objetivos 112. Definições 123. Concepção da Educação Infantil 154. Princípios 165. Concepção de Proposta Pedagógica 176. Objetivos da Proposta Pedagógica 187. Organização de Espaço, Tempo e Materiais 198. Proposta Pedagógica e Diversidade 219. Proposta Pedagógica e Crianças Indígenas 2210. Proposta Pedagógica e as Infâncias do Campo 2411. Práticas Pedagógicas da Educação Infantil 2512. Avaliação 2813. Articulação com o Ensino Fundamental 3014. Implementação das Diretrizes pelo Ministérioda Educação 3115. O Processo de Concepção e Elaboraçãodas Diretrizes 33
  6. 6. Foto:Acervo/CEERT
  7. 7. 7DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTILApresentaçãoO atendimento em creches e pré-escolas como direitosocial das crianças se afirma na Constituição de 1988, com oreconhecimento da Educação Infantil como dever do Estadocom a Educação. O processo que resultou nessa conquistateve ampla participação dos movimentos comunitários, dosmovimentos de mulheres, dos movimentos de trabalhadores,dos movimentos de redemocratização do país, além,evidentemente, das lutas dos próprios profissionais daeducação.Desde então, o campo da Educação Infantil vive umintensoprocessoderevisãodeconcepçõessobreeducaçãodecrianças em espaços coletivos, e de seleção e fortalecimentode práticas pedagógicas mediadoras de aprendizagense do desenvolvimento das crianças. Em especial, têm semostrado prioritárias as discussões sobre como orientar otrabalho junto às crianças de até três anos em creches ecomo assegurar práticas junto às crianças de quatro e cincoanos que prevejam formas de garantir a continuidade noprocesso de aprendizagem e desenvolvimento das crianças,sem antecipação de conteúdos que serão trabalhados noEnsino Fundamental.Esta publicação busca contribuir para disseminação dasDiretrizes Curriculares para a Educação Infantil.Foto:Acervo/CEERT
  8. 8. Foto:Wanderley/MEC
  9. 9. Foto:Wanderley/MECResolução nº 5, de 17 dedezembro de 2009
  10. 10. 10DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTILResolução nº 5, de 17 de dezembro de2009Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a EducaçãoInfantil
  11. 11. 11DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL1. Objetivos1.1 Esta norma tem por objetivo estabelecer as DiretrizesCurriculares Nacionais para a Educação Infantil aserem observadas na organização de propostaspedagógicas na educação infantil.1.2 As Diretrizes Curriculares Nacionais para a EducaçãoInfantil articulam-se às Diretrizes CurricularesNacionais da Educação Básica e reúnem princípios,fundamentos e procedimentos definidos pelaCâmara de Educação Básica do Conselho Nacionalde Educação, para orientar as políticas públicas e aelaboração, planejamento, execução e avaliação depropostas pedagógicas e curriculares de EducaçãoInfantil.1.3 Além das exigências dessas diretrizes, devem tambémser observadas a legislação estadual e municipalatinentes ao assunto, bem como as normas dorespectivo sistema.
  12. 12. 12DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL2. DefiniçõesPara efeito das Diretrizes são adotadas as definições:2.1 Educação Infantil:Primeira etapa da educação básica, oferecida emcreches e pré-escolas, às quais se caracterizam comoespaços institucionais não domésticos que constituemestabelecimentos educacionais públicos ou privados queeducam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade noperíodo diurno, em jornada integral ou parcial, reguladose supervisionados por órgão competente do sistema deensino e submetidos a controle social.É dever do Estado garantir a oferta de Educação Infantilpública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção.2.2 Criança:Sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relaçõese práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidadepessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende,observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidossobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura.2.3 Currículo:Conjunto de práticas que buscam articular as experiênciase os saberes das crianças com os conhecimentos que fazemparte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científicoe tecnológico, de modo a promover o desenvolvimentointegral de crianças de 0 a 5 anos de idade.
  13. 13. 13DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL2.4 Proposta Pedagógica:Proposta pedagógica ou projeto político pedagógico é oplano orientador das ações da instituição e define as metasque se pretende para a aprendizagem e o desenvolvimentodas crianças que nela são educados e cuidados. É elaboradonum processo coletivo, com a participação da direção, dosprofessores e da comunidade escolar.
  14. 14. Foto:Wanderley/MEC
  15. 15. 15DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL3. Concepção da Educação InfantilMatrícula e faixa etária:99 É obrigatória a matrícula na Educação Infantilde crianças que completam 4 ou 5 anos atéo dia 31 de março do ano em que ocorrer amatrícula.99 As crianças que completam 6 anos após odia 31 de março devem ser matriculadas naEducação Infantil.99 A frequência na Educação Infantil não épré-requisito para a matrícula no EnsinoFundamental.99 As vagas em creches e pré-escolas devemser oferecidas próximas às residências dascrianças.Jornada:99 É considerada Educação Infantil em tempoparcial, a jornada de, no mínimo, quatrohoras diárias e, em tempo integral, a jornadacom duração igual ou superior a sete horasdiárias, compreendendo o tempo total que acriança permanece na instituição.Foto:Wanderley/MEC
  16. 16. 16DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL4. PrincípiosAs propostas pedagógicas de Educação Infantil devemrespeitar os seguintes princípios:99 Éticos: da autonomia, da responsabilidade, dasolidariedade e do respeito ao bem comum,ao meio ambiente e às diferentes culturas,identidades e singularidades.99 Políticos: dos direitos de cidadania, doexercício da criticidade e do respeito à ordemdemocrática.99 Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, daludicidade e da liberdade de expressão nasdiferentes manifestações artísticas e culturais.
  17. 17. 17DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL5. Concepção de Proposta PedagógicaNa observância das Diretrizes, a proposta pedagógicadas instituições de Educação Infantil deve garantir queelas cumpram plenamente sua função sociopolítica epedagógica:99 Oferecendo condições e recursos para que ascrianças usufruam seus direitos civis, humanose sociais;99 Assumindoaresponsabilidadedecompartilhare complementar a educação e cuidado dascrianças com as famílias;99 Possibilitando tanto a convivência entrecrianças e entre adultos e crianças quanto àampliação de saberes e conhecimentos dediferentes naturezas;99 Promovendo a igualdade de oportunidadeseducacionais entre as crianças de diferentesclasses sociais no que se refere ao acesso abens culturais e às possibilidades de vivênciada infância;99 Construindo novas formas de sociabilidadee de subjetividade comprometidas com aludicidade, a democracia, a sustentabilidadedo planeta e com o rompimento de relaçõesde dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, linguística ereligiosa.
  18. 18. 18DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL6. Objetivos da Proposta PedagógicaA proposta pedagógica das instituições de EducaçãoInfantil deve ter como objetivo garantir à criança acessoa processos de apropriação, renovação e articulação deconhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens,assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade,à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, àconvivência e à interação com outras crianças.
  19. 19. 19DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL7. Organização de Espaço, Tempo eMateriaisPara efetivação de seus objetivos, as propostas pedagó-gicas das instituições de Educação Infantil deverão prevercondições para o trabalho coletivo e para a organização demateriais, espaços e tempos que assegurem:99 A educação em sua integralidade, entendendoo cuidado como algo indissociável ao processoeducativo;99 A indivisibilidade das dimensões expressivo-motora, afetiva, cognitiva, linguística, ética,estética e sociocultural da criança;99 A participação, o diálogo e a escuta cotidianadas famílias, o respeito e a valorização de suasformas de organização;99 O estabelecimento de uma relação efetivacom a comunidade local e de mecanismosque garantam a gestão democrática e aconsideração dos saberes da comunidade;99 O reconhecimento das especificidades etárias,das singularidades individuais e coletivasdas crianças, promovendo interações entrecrianças de mesma idade e crianças dediferentes idades;
  20. 20. 20DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL99 Os deslocamentos e os movimentos amplosdas crianças nos espaços internos e externos àssalas de referência das turmas e à instituição;99 A acessibilidade de espaços, materiais,objetos, brinquedos e instruções para ascrianças com deficiência, transtornos globaisde desenvolvimento e altas habilidades/superdotação;99 A apropriação pelas crianças das contribuiçõeshistórico-culturais dos povos indígenas,afrodescendentes, asiáticos, europeus e deoutros países da América.
  21. 21. 21DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL8. Proposta Pedagógica e DiversidadeAs propostas pedagógicas das instituições de EducaçãoInfantil deverão prever condições para o trabalho coletivoe para a organização de materiais, espaços e tempos queassegurem:99 O reconhecimento, a valorização, o respeito ea interação das crianças com as histórias e asculturas africanas, afro-brasileiras, bem comoo combate ao racismo e à discriminação;99 A dignidade da criança como pessoa humanae a proteção contra qualquer forma deviolência – física ou simbólica – e negligênciano interior da instituição ou praticadas pelafamília, prevendo os encaminhamentos deviolações para instâncias competentes.
  22. 22. Foto:Wanderley/MEC
  23. 23. 23DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL9. Proposta Pedagógica e CriançasIndígenasGarantida a autonomia dos povos indígenas na escolhados modos de educação de suas crianças de 0 a 5 anos deidade, as propostas pedagógicas para os povos que optarempela Educação Infantil devem:99 Proporcionar uma relação viva com osconhecimentos, crenças, valores, concepçõesde mundo e as memórias de seu povo;99 Reafirmar a identidade étnica e a línguamaterna como elementos de constituição dascrianças;99 Dar continuidade à educação tradicionaloferecida na família e articular-se às práticassocioculturais de educação e cuidado coletivosda comunidade;99 Adequar calendário, agrupamentos etáriose organização de tempos, atividades eambientes de modo a atender as demandasde cada povo indígena.Foto:Wanderley/MEC
  24. 24. 24DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL10. Proposta Pedagógica e as Infânciasdo CampoAs propostas pedagógicas da Educação Infantil dascrianças filhas de agricultores familiares, extrativistas,pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e acampadosda reforma agrária, quilombolas, caiçaras, povos da floresta,devem:99 Reconhecer os modos próprios de vida nocampo como fundamentais para a constituiçãoda identidade das crianças moradoras emterritórios rurais;99 Ter vinculação inerente à realidade dessaspopulações,suasculturas,tradiçõeseidentidades,assim como a práticas ambientalmentesustentáveis;99 Flexibilizar, se necessário, calendário, rotinase atividades respeitando as diferenças quanto àatividade econômica dessas populações;99 Valorizar e evidenciar os saberes e o papeldessaspopulaçõesnaproduçãodeconhecimentossobre o mundo e sobre o ambiente natural;99 Prever a oferta de brinquedos e equipamentosque respeitem as características ambientais esocioculturais da comunidade.
  25. 25. 25DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL11. Práticas Pedagógicas da EducaçãoInfantilEixos do currículo:As práticas pedagógicas que compõem a propostacurricular da Educação Infantil devem ter como eixosnorteadores as interações e a brincadeira eGarantir experiências que:99 Promovam o conhecimento de si e do mundopor meio da ampliação de experiênciassensoriais, expressivas, corporais quepossibilitem movimentação ampla, expressãoda individualidade e respeito pelos ritmos edesejos da criança;99 Favoreçam a imersão das crianças nasdiferentes linguagens e o progressivo domíniopor elas de vários gêneros e formas deexpressão: gestual, verbal, plástica, dramáticae musical;99 Possibilitem às crianças experiências denarrativas, de apreciação e interação coma linguagem oral e escrita, e convívio comdiferentes suportes e gêneros textuais orais eescritos;99 Recriem, em contextos significativos para ascrianças, relações quantitativas, medidas,
  26. 26. 26DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTILformas e orientações espaço temporais;99 Ampliem a confiança e a participação dascrianças nas atividades individuais e coletivas;99 Possibilitem situações de aprendizagemmediadas para a elaboração da autonomiadas crianças nas ações de cuidado pessoal,auto-organização, saúde e bem-estar;99 Possibilitem vivências éticas e estéticas comoutras crianças e grupos culturais, quealarguem seus padrões de referência e deidentidades no diálogo e conhecimento dadiversidade;99 Incentivem a curiosidade, a exploração,o encantamento, o questionamento, aindagação e o conhecimento das crianças emrelação ao mundo físico e social, ao tempo eà natureza;99 Promovam o relacionamento e a interaçãodas crianças com diversificadas manifestaçõesde música, artes plásticas e gráficas, cinema,fotografia, dança, teatro, poesia e literatura;99 Promovamainteração,ocuidado,apreservaçãoe o conhecimento da biodiversidade e dasustentabilidade da vida na Terra, assim comoo não desperdício dos recursos naturais;
  27. 27. 27DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL99 Propiciem a interação e o conhecimentopelas crianças das manifestações e tradiçõesculturais brasileiras;99 Possibilitem a utilização de gravadores,projetores, computadores, máquinasfotográficas, e outros recursos tecnológicos emidiáticos.As creches e pré-escolas, na elaboração da propostacurricular, de acordo com suas características, identidadeinstitucional, escolhas coletivas e particularidadespedagógicas, estabelecerão modos de integração dessasexperiências.
  28. 28. Foto:Wanderley/MEC
  29. 29. 29DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL12. AvaliaçãoAs instituições de Educação Infantil devem criarprocedimentos para acompanhamento do trabalhopedagógico e para avaliação do desenvolvimento dascrianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação,garantindo:99 A observação crítica e criativa das atividades,das brincadeiras e interações das crianças nocotidiano;99 Utilização de múltiplos registros realizadospor adultos e crianças (relatórios, fotografias,desenhos, álbuns etc.);99 Acontinuidadedosprocessosdeaprendizagenspor meio da criação de estratégias adequadasaos diferentes momentos de transição vividospela criança (transição casa/instituição deEducação Infantil, transições no interior dainstituição, transição creche/pré-escola etransição pré-escola/Ensino Fundamental);99 Documentação específica que permita àsfamílias conhecer o trabalho da instituiçãojunto às crianças e os processos dedesenvolvimento e aprendizagem da criançana Educação Infantil;99 A não retenção das crianças na EducaçãoInfantil.Foto:Wanderley/MEC
  30. 30. 30DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL13. Articulação com o EnsinoFundamentalNa transição para o Ensino Fundamental a propostapedagógica deve prever formas para garantir a continuidadeno processo de aprendizagem e desenvolvimento dascrianças, respeitando as especificidades etárias, semantecipação de conteúdos que serão trabalhados no EnsinoFundamental.
  31. 31. 31DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL14. Implementação das Diretrizes peloMinistério da EducaçãoCabe ao Ministério da Educação elaborar orientaçõespara a implementação das Diretrizes Curriculares.Visando atender a essa determinação, a Secretariade Educação Básica, por meio da Coordenação Geralde Educação Infantil, está elaborando orientaçõescurriculares, em processo de debate democrático e comconsultoria técnica especializada, sobre os seguintestemas:99 O currículo na educação infantil: o quepropõem as novas Diretrizes Nacionais?99 As especificidades da ação pedagógica comos bebês99 Brinquedos e brincadeiras na educaçãoinfantil99 Relações entre crianças e adultos na educaçãoinfantil99 Saúde e bem estar das crianças: uma metapara educadores infantis em parceria comfamiliares e profissionais de saúde.99 Múltiplas linguagens de meninos e meninasno cotidiano da educação infantil.
  32. 32. 32DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL99 A linguagem escrita e o direito à educação naprimeira infância.99 As crianças e o conhecimento matemático:experiências de exploração e ampliação deconceitos e relações matemáticas.99 Crianças da natureza99 Orientações curriculares para a educaçãoinfantil do campo99 Avaliação e transições na educação infantil.
  33. 33. 33DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL15. O Processo de Concepção eElaboração das DiretrizesEm 2008, a Coordenação Geral de Educação Infantildo MEC estabeleceu, com a Universidade Federal doRio Grande do Sul (UFRGS), convênio de cooperaçãotécnica para a articulação de um processo nacional deestudos e debates sobre o currículo da Educação Infantil.Disso resultou uma série de documentos, dentre eles“Práticas cotidianas na Educação Infantil: bases para areflexão sobre as orientações curriculares” (MEC/COEDI,2009). Esse processo serviu de base para a elaboraçãode “Subsídios para as Diretrizes Curriculares NacionaisEspecíficas da Educação Básica” (MEC, 2009), textoencaminhado ao Conselho Nacional de Educação peloSenhor Ministro de Estado da Educação.A proposta do MEC foi apresentada pela professora Mariado Pilar Lacerda Almeida e Silva, Secretária de EducaçãoBásica do MEC, na reunião ordinária do mês de julho de2009, da Câmara de Educação Básica. Nessa ocasião foidesignada a comissão que se encarregaria de elaborar novasDiretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil,presidida pelo Conselheiro Cesar Callegari e tendo comorelator o Conselheiro Raimundo Moacir Mendes Feitosa(Portaria CNE/CEB nº 3/2009).Em 5 de agosto de 2009, com a participação derepresentantes de entidades nacionais como UniãoNacional dos Dirigentes Municipais de Educação(UNDIME), Associação Nacional de Pós-Graduação ePesquisa em Educação (ANPED), Confedereção Nacional
  34. 34. 34DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTILdos Trabalhadores em Educação (CNTE), Fórum Nacionalde Conselhos Estaduais de Educação, MovimentoInterfóruns de Educação Infantil do Brasil (MIEIB), bemcomo da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), daSecretaria de Educação Continuada, Alfabetização eDiversidade (SECAD/MEC) e das especialistas da área deEducação Infantil Maria Carmem Barbosa (coordenadorado Projeto MEC/UFRGS/2008), Sonia Kramer (consultorado MEC responsável pela organização do documentode referência sobre as Diretrizes), Fulvia Rosemberg(da Fundação Carlos Chagas), Ana Paula Soares Silvae Zilma de Moraes Ramos de Oliveira (da Universidadede São Paulo, Campus de Ribeirão Preto), o relator daComissão, Raimundo Moacir Mendes Feitosa, apresentouum texto-síntese dos pontos básicos que seriam levadoscomo indicações para o debate em audiências públicasnacionais. Essas foram então promovidas pela Câmarade Educação Básica do CNE, em São Luis do Maranhão,Brasília e São Paulo.O processo de elaboração das Diretrizes incorporouas contribuições apresentadas por grupos de pesquisa epesquisadores, conselheiros tutelares, Ministério Público,sindicatos, secretários e conselheiros municipais deeducação, entidades não governamentais e movimentossociais que participaram das audiências e de debatese reuniões regionais (como os encontros da UNDIME– Região Norte e do MIEIB em Santarém, PA, ocorridoem agosto de 2009; o debate na ANPED, em outubrode 2009). Foram consideradas também as contribuiçõesenviadas por entidades e grupos como: OrganizaçãoMundial para a Educação Pré-escolar (OMEP); Núcleode Desenvolvimento Infantil (NDI/Universidade Federal
  35. 35. 35DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTILde Santa Catarina; Fórum de Educação Infantil do Pará(FEIPA); Fórum Amazonense de Educação Infantil (FAMEI);Fórum Permanente de Educação Infantil do Tocantins(FEITO); Fórum de Educação Infantil do Amapá; Fórumde Educação Infantil de Santa Catarina (contemplandotambém manifestações dos municípios de Jaguaré,Cachoeiro e Vitória); Fórum Paulista de Educação Infantil;Fórum Gaúcho de Educação Infantil; GT de EducaçãoInfantil da UNDIME; Centro de Estudos das Relações deTrabalho e Desigualdade (CEERT); GT 21 (Educação dasRelações Étnico-Raciais) da ANPED; Grupo de Estudos emEducação Infantil do Centro de Educação da UniversidadeFederal de Alagoas (UFAL conjuntamente com equipetécnica das Secretarias de Educação do Município deMaceió e do Estado de Alagoas); alunos do curso dePedagogia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul(UFMS); Centro de Investigação sobre Desenvolvimentoe Educação Infantil (CINDEDI/USP); representantes doSetor de Educação do Movimento dos Trabalhadores SemTerra (MST) de São Paulo; técnicos da Coordenadoria deCreches da USP; participantes de evento da Secretariade Educação, Esporte e Lazer de Recife e do SeminárioEducação Ambiental e Educação Infantil, em Brasília. AindapesquisadoresdasseguintesUniversidadeseInstituiçõesdePesquisa fizeram considerações ao longo desse processo:Faculdade de Educação da USP; Faculdade de Filosofia,Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP); FundaçãoCarlos Chagas (FCC); Centro Universitário ClaretianoBatatais; Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro(PUC-RIO); Universidade Federal do Estado do Rio deJaneiro (UNIRIO); Universidade de Campinas (UNICAMP);Universidade Federal do Ceará (UFC); Universidade Federaldo Pará (UFPA); Universidade Federal do Rio de Janeiro
  36. 36. 36DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAISPARA A EDUCAÇÃO INFANTIL(UFRJ); Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ);Universidade Federal do Paraná (UFPR); Universidade doEstado de Mato Grosso (UNEMAT); Universidade Federalde Minas Gerais (UFMG); Universidade Federal do RioGrande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de SantaCatarina (UFSC); Universidade Federal do Rio Grandedo Norte (UFRN); Universidade Federal do Mato Grossodo Sul (UFMS); Universidade Federal de Alagoas (UFAL);Universidade Federal do Maranhão (UFMA); UniversidadeEstadual do Maranhão (UEMA); Universidade Federal dePernambuco (UFPE).

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