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  1. 1. Caso Clínico - Acidentes Ofídicos - 5º Ano (v1-2016) 1/1 Caso Clínico - Acidentes Ofídicos - 5º Ano B.N.C., masculino, 47 anos, natural e procedente de Itatinga. Às 10:30 hs. do dia 22/Set/2015 foi picado por serpente desconhecida na perna esquerda, quando andava em trilha em sua plantação de laranjas. Não percebeu a presença do animal até o acidente, acha que pisou em cima dele e sentiu a picada. Vestia apenas bermudas e chinelo. Conta que na sequencia ouviu um barulho semelhante a um chocalho, mas não visualizou a serpente, pois ela desapareceu rapidamente na vegetação. Não apresentou sintomas imediatos, e só foi procurar atendimento médico após três horas, após inicio de sensação de parestesia, discreta dor e inchaço no local da picada. Chegou no PS de Itatinga após três horas da picada, e o médico plantonista relatou no encaminhamento ter encontrado paciente hemodinamicamente estável, eupneico, mas apresentando leve a moderada ptose palpebral bilateral além de oftalmoplegia. Em transição de panturrilha para tornozelo esquerdo, referiu dois pontos escuros de inoculação, e leve edema e hiperemia. Como conduta, providenciou acesso venoso calibroso, medicou a dor com dipirona e solicitou encaminhamento ao Serviço de Infectologia - PS HC UNESP, referência para realização de soroterapia antiofídica da região. O paciente deu entrada no PS HC UNESP cinco horas após o acidente queixando-se de turvação visual, diplopia e intensa mialgia. A equipe médica que o atendeu relatou moderada a intensa ptose palpebral bilateral e oftalmoplegia, tendo sido colhido exames laboratoriais (Sangue e Urina). A hipótese diagnóstica foi de Acidente Crotálico, de classificação grave. O paciente recebeu ainda na SEC do PS HC UNESP a soroterapia específica, e foi posteriormente internado para acompanhamento clínico. Questões para Orientar a Discussão 1. Porque o diagnóstico foi interpretado como Acidente Crotálico? 2. Quais os principais aspectos ambientais que permitem diferenciar o acidente crotálico do botrópico? 3. Quais as principais diferenças entre os aspectos morfológicos entre a cascavel e a jararaca? 4. Qual a diferença entre as frações (componentes) tóxicas entre os venenos crotálico e botrópico? 5. Quais os principais aspectos clínicos que permitem diferenciar o acidente crotálico do botrópico? 6. Quais os fatores que podem ter contribuído para a magnitude dos sintomas? 7. Como o paciente poderia ter se protegido de acidentes semelhantes? 8. Quais os erros e acertos do médico do PS de Itatinga na condução do caso? 9. Quais os determinantes para classificação de gravidade de um acidente crotálico e botrópico? 10. Quais os exames laboratoriais necessários em pacientes vítimas de acidentes crotálicos e botrópicos? 11. Quais são as alterações laboratoriais mais frequentes nos acidentes crotálicos e botrópicos? 12. Como quantificar a dose de soro a ser administrada? Quais os eventos adversos esperados? 13. Quais os parâmetros de sucesso terapêutico nos dois acidentes, e quais as possíveis complicações? 14. Quais as taxas de mortalidade com e sem intervenção terapêutica nos dois tipos de acidente? Sugestão para Estudo: - CEVAP - Centro Virtual de Toxinologia: www.cevap.org.br - Ministério da Saúde - Secretaria de Vigilância em Saúde - Animais Peçonhentos - Serpentes: http://goo.gl/yJXTOF - Secretaria de Estado da Saúde (SP) - Centro de Vigilância Epidemiológica - Animais Peçonhentos: http://goo.gl/YL2XkF - Dr. Alexandre Barbosa: www.drbarbosa.org (Repositório de aulas, artigos, consensos, documentos, entrevistas, etc)
  • tatianaFrancisco3

    Mar. 30, 2021

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