Super Saudável1SuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuS...
L
Levantamentorealizadopeloprograma
Prevenir, desenvolvido pelo Instituto de
Assistência Médica ao Servidor Público
Estadu...
EyeWire
Super Saudável13
60 anosCOQUETEL DE MEDICAMENTOS
OtratamentooferecidoparaidososcominfecçãopeloHIV/
aids não difere...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

A Aids depois dos 60 anos

357 visualizações

Publicada em

A Aids depois dos 60 anos, Infecção pelo HIV, Idoso

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
357
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
3
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

A Aids depois dos 60 anos

  1. 1. Super Saudável1SuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSuSupepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepepeperrrrrrrrrrrrrrrrrrrr SaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaSaududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududududávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávávelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelelel11111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111
  2. 2. L Levantamentorealizadopeloprograma Prevenir, desenvolvido pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), em São Paulo, indica a elevação expressiva no atendimento a idosos com aids no Ambulatório de Mo- léstiasInfecciosasdoHospitaldoServidor PúblicoEstadual(HSPE),quepertenceà rede Iamspe. Em 2009, os idosos repre- sentavam 3% dos pacientes infectados pelo vírus HIV atendidos no local, com 230indivíduos.Em2013,esseíndicepas- souarepresentar18%dosatendimentos, com 950 pacientes. Boletim Epidemioló- gico desenvolvido e atualizado pelo Mi- nistériodaSaúde,entretanto,nãosugere aumentonodiagnósticodecontaminação pelo HIV na população idosa no Brasil. Para o Ministério, a taxa de infecção nes- A aids depois dosAUMENTO DA EXPECTATIVA DE VIDA, MEDICAMENTOS PARA DISFUNÇÃO ERÉTIL E FALTA DE PRESERVATIVO CONTRIBUEM PARA OS CASOS te grupo está estável, com índices de 8,7 casos para 100 mil habitantes em 2012. Odiretordopronto-socorrodoHospi- tal do Servidor Público Estadual, Marco Broitman, explica que a unidade atende parcela significativa de pacientes com mais de 60 anos de idade e isso pode se refletir no número apontado pela pes- quisa. “O Iamspe responde por 10% do atendimentomédicoprestadoaidososno Estado de São Paulo”, revela. Segundo o infectologista,aincidênciadenovoscasos indicada no levantamento é maior entre oshomens,umavezqueosexomasculino apresenta maior rejeição ao uso do pre- servativo, principal recurso para evitar a contaminaçãopeloHIVeoutrosvírusse- xualmentetransmissíveis.Omédicolem- braque,háalgumasdécadas,aeducação sexual com abordagem preventiva prati- camenteinexistiaeousodopreservativo ainda está associado à contracepção por parte deste grupo. Oinfectologistaeprofessordoutorda disciplinadeImunologiaClínicaeAlergia daFaculdadedeMedicinadaUniversida- de de São Paulo (FMUSP), Esper Kallás, avalia se o aumento de casos de aids em idosos não é reflexo do envelhecimento dapopulação.Aexpectativadevidatam- bémestámaiore,em2012,atingiumédia de74,6anosnoBrasil.“Comamaiorlon- gevidadeháprolongamentoouintensifi- caçãodavidasexual,especialmentepelo uso de medicamentos contra disfunção erétil. Essa combinação pode levar à ex- posição não somente ao vírus que causa a aids, mas também às hepatites B e C, gonorreia, sífilis e clamídia”, salienta. Com o envelhecimento, o sistema imunetambémsedeteriora,processoque levaonomedeimunossenescência,queé a perda natural com comprometimento darespostaimunológica.Comisso,osis- tema imune de um indivíduo de 70 anos se assemelha, em muitos pontos, ao de uma pessoa que vive com o HIV. “Órgãos como os do sistema cardiovascular, cé- rebro, fígado, ossos e rins também são afetadospeloprocessocontínuodeinfla- mação e, com isso, se tornam menos ati- vos,favorecendoainstalaçãodedoenças crônicas, como a aterosclerose, distúrbio neurocognitivo, insuficiência renal e os- teoporose, entre outros”, alerta o profes- sordoutorAlexandreNaimeBarbosa,do Departamento de Doenças Tropicais da Faculdade de Medicina da Universidade EstadualPaulistaJúliodeMesquitaFilho (UNESP) – campus Botucatu. 12Super Saudável I abril a junho 2014 MEDICINA FlávioFogueral   ¡ ¢ £ ¤ ¤ ¡ ¥ ¦ £ § £ ¨ © ALEXANDRE NAIME BARBOSA MARCO BROITMAN ESPER KALLÁS
  3. 3. EyeWire Super Saudável13 60 anosCOQUETEL DE MEDICAMENTOS OtratamentooferecidoparaidososcominfecçãopeloHIV/ aids não difere em muito do que é administrado a pacien- tes mais jovens, uma vez que o enfoque prioriza sempre o controle do vírus. No entanto, é necessário fazer uma avaliaçãodetalhadaafimdeanalisarquaisdrogassãome- nostóxicas,sepodeminteragircomoutrosmedicamentos (comuns nesta faixa etária) e possíveis efeitos adversos. “O coquetel prescrito aos pacientes é composto por três fármacos: duas drogas inibidoras da transcriptase reversa análoga ao nucleotídeo, como o tenofovir e a lamivudina, e geralmente um medicamento inibidor de transcriptase reversa nãoanálogaaonucleotídeo,comooefavirenz,quepodeexercer efeito colateral sobre a qualidade do sono”, descreve o médico Alexande Naime Barbosa. OprofessorEsperKallásinformaquejáhánovosantirretrovi- rais(ARV)emusoemoutrospaíseseháesforçosdepesquisadores paraconcentrartodaamedicaçãonecessáriaemumaúnicacáp- suladiária.Alémdaingestãodemedicamentos,pacientesidosos comdiagnósticodeinfecçãopeloHIV/aidsdevemprestaratenção ao estilo de vida. “O efeito protetor das medicações antirretro- virais exige adicionalmente medidas preventivas, com redução à exposição aos riscos oferecidos por uma alimentação rica em gorduras e sedentarismo, por exemplo. A combinação de maus hábitos de vida é mais letal do que a doença. Mas é importante frisar que a expectativa de vida de indivíduos acima de 60 anos com infecção pelo HIV/aids não difere da estimada para pessoas saudáveisnamesmafaixaetária”,destacaoprofessorAlexandre Naime Barbosa, ao lembrar que a mudança de hábitos é um dos fatoresmaisdifíceisdeadministrarempessoasacimados60anos. Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde anun- ciou um novo protocolo para controle da doença que atinge to- dos os adultos com resultados positivos para o HIV, mesmo sem comprometimento do sistema imune. Com o acesso gratuito aos medicamentos ARV pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o órgão espera ampliar em 100 mil o número de pacientes beneficiados. Até então, apenas aqueles com células de defesa (CD4) inferior a500pormilímetrocúbicodesanguetinhamacessoaosmedica- mentos. “O tratamento precoce poupa o sistema imune, diminui aquantidadedevírusnoorganismoe,consequentemente,reduz achancedetransmissãodadoença”,acrescentaoprofessorEsper Kallás.Amánotíciaéque,comaevoluçãodosfármacos,melhoria dos tratamentos e oferta de medicamentos pelo SUS, boa parte da população tem deixado de lado a preocupação com a aids, o quelevaaomenorusodepreservativoseaomaiorusodedrogas injetáveise,consequentemente,elevaosriscosdecontaminação. Para discutir a epidemiologia do HIV, a distribuição dos diagnósticos de aids pelo mundo, as estratégias de prevenção e de tratamento, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), por meio do Departamento de Clínica Médica, promove anualmente o Curso Avançado de Patogênese do HIV. A nona edição foi em março e reuniu estudantes de Medicina, pós- graduandos, médicos, pesquisadores e profissionais de saúde pública. “As palestras foram ministradas por 16 profissionais estrangeiros e oito pesquisadores brasileiros”, informa o professor doutor Esper Kallás, coordenador do simpósio. Gratuito, o evento é um dos poucos no País a tratar do assunto e, pelo segundo ano consecutivo, recebeu o apoio da Yakult. PATOGÊNESE DO HIV abril a junho 2014 I Super Saudável13

×