Educaçao sexual

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Educaçao sexual

  1. 1. Psicóloga: Bruna Meurer Antunes brumeurer@hotmail.com
  2. 2. O desenvolvimento infantil ...  Os primeiros anos de vida são os mais importantes na formação, estruturação da personalidade e no futuro desenvolvimento:  Cognitivo,  Social,  Afetivo-emocional,  Moral e SEXUAL do ser humano.
  3. 3. Como você foi Educado Sexualmente???
  4. 4. PEDAGOGIA DO SILÊNCIO, Ou diálogo do silêncio  É bom saber que.... assumindo ou não a tarefa de orientá-los, conversando ou não, estaremos dando educação sexual. Remetendo-se às nossas próprias dúvidas a este respeito quando éramos crianças e a como teríamos gostado que tivesse sido nossa orientação entender a curiosidade de nossos filhos e educandos!!!
  5. 5. Desenvolvimento infantil x sexualidade Sexo = biológico x Sexualidade = é uma coisa NATURAL nos seres humanos, é uma função como tantas outras.  Estimulamos a evolução de nossos filhos em vários aspectos (comer sozinhos, andar, ler…), mas com a sexualidade somos cuidadosos e até mesmo preconceituosos.  A criança fica com a sensação de que faltam pedaços em seu corpo – elogiamos olhos, perninhas, cabelos e outros, mas não falamos em seus órgãos sexuais.
  6. 6. Desenvolvimento infantil x sexualidade Exercício - Não é fácil para pais que não foram educados desta forma em sua infância, mas o importante é tentar melhorar a educação que possam oferecer a seus filhos.  Dependendo da atitude dos pais, as crianças aprendem se sexo é bonito ou feio, certo ou errado, conversável ou não. Livrando do sentimento de culpa:  Educação sexual é um processo de vida inteira: teremos tempo de melhorar o que não conseguirmos explicar da forma como gostaríamos.
  7. 7. A educação sexual acontece indiscriminadamente na família, na escola, no bairro, amigos, músicas, televisão, jornais, revistas, internet...
  8. 8. Mídia Sexualização infantil = banalização da sexualidade  Matérias sobre sexo não são informativas = sensacionalismo (Ibope).  Tecnologias - celulares com mídia ou TV= cuidadores e babás substitutos;  Induz o consumismo e a repetição estereótipos que se tornam referência para o ser em formação;  Diminuição da fase infantil identificação da criança com modelos e jovens que atendam aos padrões estéticos, fazendo com que essas crianças, gostem, queiram e se comportem da mesma forma.  Erotização precoce: projetam na criança a moda adulta, só que no tamanho infantil. Nos shoppings, mães e filhas trocam de papéis. Mães querem voltar a ser jovens e filhas querem crescer rapidamente. Como compreender isso: Participem ativamente do que sua criança vê e escuta; ajudem a desenvolver a autocrítica, o senso do que é certo ou errado.
  9. 9. Desenvolvimento sob o aspecto sexual x Educação Sexual  Repressão/modelo punitivo  Modelo biológico  Omissão  Falsa Liberalidade “(...) è importante que as crianças e jovens sejam criados sem sentimentos de culpa em relação à sexualidade e ao seu próprio corpo. Sexualidade é mais do que genitália e, como tal, é parte inerente do ser humano” Araújo, 1977, p.63
  10. 10. Desde pequenos devemos estabelecer com os filhos e educandos...  Uma relação baseada na VERDADE!!! Fale sobre as verdades da vida...
  11. 11. IDADES COMPORTAMENTOS Até 18 Meses Capacidade sexual-erótica-fisiológica-reflexa (princípio de prazer-dor e não em comparação com a capacidade sexual do adulto – erótica); Ereções penianas e clitorianas espontâneas, lubrificação vaginal; Conhecimento do próprio corpo através da auto-exploração; Desenvolvimento da capacidade de falar, andar, etc; Afagos e carícias permitem o desenvolvimento da sensualidade corporal; Importância da amamentação e contato físico (inclusive durante a higiene). 18 Meses / 3 Anos Desenvolvimento da identidade sexual; Aprendizagem do controle esfincteriano; Reconhecimento do próprio corpo; Descoberta do prazer no próprio corpo: auto- erotismo; Definição dos limites entre “eu” e o “outro”; 3 Anos / 4 Anos Curiosidades a cerca das diferenças sexuais; Desenvolvimento da socialização; Curiosidade a cerca do processo reprodutivo; Jogos sexuais. 5 Anos / 6 Anos Intensificação das aquisições anteriores; Contatos sociais mais íntimos – escola, playground, clube, etc; Grupos de meninas; Grupos de meninos; Desenvolvimento dos papéis sexuais.
  12. 12. IDADES COMPORTAMENTOS 7 Anos / 9 Anos Intensificação das aquisições anteriores; Socialização estabelecida; Despertar sexual no encontro com outra pessoa – início do interesse pelo sexo oposto; Masturbação;  Aprendizagem através dos amigos do mesmo sexo;  Formação de grupo de iguais (clube do bolinha e da luluzinha)  União muito forte por sexo (radicais, marginalizam o outro sexo, “meninas frescas”, “meninos brutos”);  Fortalecimento dos papéis sexuais: Meninos (mais machões que os homens) e Meninas (mais frescas que as mulheres);  Estereótipos sexuais extremamente fortes; No final da fase pode aparecer a puberdade. 10 Anos / 12 Anos  Puberdade (pré-adolescência);  Mudança abrupta do esquema corporal;  Masturbação intensa;  Início da “saída” do grupo fechado para o relacionamento entre eles; entre sexos;  Namorados, “ficantes”, etc.
  13. 13. FASES DO DESENVOLVIMENTO 1) Descoberta...  Ereção infantil é reflexa (por volta 18 meses)  Se o menino ficar com o pênis duro quando estiver brincando ou quando alguém for dar banho ou higienizá-lo, não é para se assustar achando que isso significa um desejo sexual explicitado, que ele quer transar com a mãe, com a avó ou com a babá.  Essa ereção é reflexa e pode acontecer por vários motivos: vontade de urinar, sensação gostosa de um toque (que ele se fez ou recebeu na higiene), o roçar da roupa...  O importante é não assustar-se e nem reprimir a criança.
  14. 14. FASES DO DESENVOLVIMENTO  1) DESCOBERTA 3-4 anos  Corpo / Prazer/Reprodução. “ Papai me encontrou no shopping” “Fui presente de Natal do papai noel” “Mamãe me encontrou no hospital” “Foi a cegonha que me trouxe, numa entrega especial” “Papai colocou uma sementinha dentro da mamãe;
  15. 15. 1) Descoberta  Pais e professores... não se surpreendam...  Se encontrar seu filho ou aluno de 3 anos com um amiguinho ou amiguinha, ambos sem roupa e mexendo nos órgãos genitais.  Nessa fase aflora a curiosidade sobre o corpo e a criança começa a comparar seu corpo com o das outras.  Ex: Banho com os pais.
  16. 16. 1) Descoberta  Ex = Pegar seu filho manipulando o pênis do amiguinho x Filha vive de mãos dadas e agarradinha com a melhor amiga da escola.  Os pais ficam logo preocupados pensando que isso pode ser indício de homossexualidade/homoafetividade.  Mas essa escolha segue caminhos complexos (biológicas, sociais, afetivas) e tem muito mais a ver com a relação afetiva da criança com os pais do que com suas brincadeiras infantis...
  17. 17. 1) Descoberta Situação muito comum na escola e nas unidades de educação infantil.  Relatos indicam que, por volta de 4 a 6 anos, muitas crianças indicam e verbalizam no grupo o fato de estarem “namorando” esta ou aquela outra criança.  A criança NÃO VIVE UM REAL NAMORO, é um pseudo namoro, baseado em imitações da TV e dos estereótipos de namoro do momento.  Toma força por volta dos 8 ou 9 anos, sendo um jogo carregado de emoções para a criança. Orientação: Deixá-los viver essa fase tão necessária e passageira, mantendo-os sob uma observação pedagógica discreta calcada no bom senso.
  18. 18. 2) Autoerotismo infantil  Ele ou ela começam a brincar com os órgãos genitais, passando a mão nessa região durante um tempão (intensificação a partir de 3 anos...). Ou roçando essa parte do corpo em um brinquedo, móvel, ou outro objeto. Sim, ele(a) está se masturbando!!! PRAZER que sentem, embora localizado, é difuso, e NÃO SE IGUALA AO AUTOEROTISMO ADULTO.  Faz parte do processo de descobrimento do corpo e as suas sensações.  É importante desde cedo dar aos filhos a noção de limite, mas também é importante respeitar o direito dele viver seu prazer corporal.  Delimitar espaços e locais.  Orientar sobre objetos que possam machucá-los.  Alvo de preconceito adulto. Orientação: Falar para a criança que é gostoso acariciar o próprio corpo, mas que não dá para fazer isso o tempo todo (senão pode machucar, deixar assado), e nem dá para fazer em qualquer lugar, como também não se faz xixi em qualquer lugar.
  19. 19. 3) Jogos sexuais Jogos sexuais entre crianças da mesma idade ou idade aproximada:  Jogos sexuais (tocar o outro) e observacionismo entre as crianças, comuns entre 3 a 6 anos: são uma atitude típica da ansiedade em conhecer as identidades sexuais do outro.  Atitudes como espiar nos banheiros, espiar a cor da calcinha e da cueca, levantar as saias, brincar de médico, são expressões dessa curiosidade. Como agimos???  Castigamos os envolvidos, fazemos um discurso moral. Fazemos uma análise maliciosa e contamos piadinhas sobre o fato. Achamos que o mundo está perdido... O que podemos fazer? Sugestões...  Encarar esses jogos como forma de satisfazer a curiosidade sexual, não existindo contra-indicação para eles.
  20. 20. 3) Jogos sexuais Orientação:  Ficar atentos se ocorrer entre faixas de idade diferentes – coerção sexual. Abuso sexual infantil -É muito importante também que os pais expliquem que sexo ou toque nos órgãos sexuais é algo que é realizado entre dois adultos, e nunca entre adulto e criança, e que, se qualquer adulto sugerir algum tipo de atividade ou brincadeira sexual, a criança deve se recusar e contar aos pais imediatamente.
  21. 21. • Espaço para discussão e crescimento • A criança descobre o outro e a si própria • IDENTIDADE SEXUAL • PAPEL SÓCIO-SEXUAL • IDENTIFICAÇÃO SEXUAL Importância da Família
  22. 22. Importância da Família  Na troca de carícias,  nos gestos protetores  nas palavras carinhosas de seus pais  Durante seu desenvolvimento, a criança transita das sensações graduais do conhecimento do próprio corpo à curiosidade sobre o corpo das outras pessoas:  à descoberta do prazer ligado aos seus órgãos sexuais  aprende a encontrar o prazer erótico nos brinquedos e na fantasia.  Com o passar do tempo, ela vai tomando consciência de sentimentos e sensações que não fazem parte do seu universo infantil e evolui então para a busca de emoções compartilhadas, a busca do outro - o par.
  23. 23. Como responder? Quando devo falar sobre sexualidade?  As respostas devem ser simples e claras, não havendo necessidade de responder além do que lhe for perguntado.  Dar respostas insuficientes faz com que a criança pergunte mais e mais ou, ainda, que vá procurar as respostas em outras fontes nem sempre confiáveis; por outro lado  Dar respostas extensas demais, do tipo “aula completa”, também não é indicado, é preciso buscar respostas de acordo com o que a criança for solicitando...  É preciso buscar respostas de acordo com o que a criança for solicitando.  A própria criança dará os sinais do momento mais adequado de saber cada coisa.
  24. 24. Dicas...  Quem deve falar com a criança???  O ideal será sempre que o casal possa fazer isto junto, pois oferecerão visões diferentes e enriquecedoras, mas dependerá da identificação que a criança tiver com os pais ou com um deles em especial naquela fase da vida, ou, ainda, do temperamento de cada um.  Pode ser mais fácil para um dos dois tocar neste assunto, evitando o “jogo do empurra”. Ajudará muito o casal discutir claramente entre si antes de conversar com a criança.  Como deve ser a atitude ao responder às perguntas???  O tom de voz, a segurança nas informações, o fato de estarmos ou não à vontade, tudo isto é captado pela criança também sob a forma de informação.
  25. 25. Dicas... Fale de sexo com a criança de forma objetiva, da mesma maneira que você falaria sobre qualquer outro assunto;  Evite fazer sermões sobre sexo;  Certifique-se de que suas explicações incluam mais do que simples fatos biológicos;  Quando a criança usar palavrões, explique o que significam e depois diga porque você não quer que ele use essas palavras. Lembre de que rir ou fazer brincadeira sobre os palavrões que a criança diz, poderá encorajá-lo a repetição do feito;
  26. 26. Dicas... Utilize os nomes corretos para as partes sexuais do corpo, em vez de usar termos como: “pintinho” “lulu” para o pênis e “periquita” “pepeca” para a vulva; Fale com as crianças sobre as transformações físicas (desenvolvimento dos seios, menstruação, poluções noturnas...) antes que elas ocorram, de maneira natural e afetiva; Ensine à criança que é certo dizer “não” a um adulto, afim de que ela possa se defender de abusos sexuais;
  27. 27. Dicas  Auxilie a criança a se sentir confortável em falar com você sobre sexo;  Não faça a criança ficar constrangida diante de acontecimentos de ordem sexual;  Se você não sabe a resposta para uma pergunta feita pela criança, não tenha medo de confessá- lo;  Depois de ter respondido às perguntas da criança, verifique se ele entendeu sua resposta e dê-lhe a oportunidade de fazer outras perguntas.
  28. 28. Por derradeiro...  Aos pais  Quanto aos desenvolvimento sexual e afetivo de nossos filhos... Não devemos nos culpar por isto!!!  Não nascemos sabendo e somos frutos da educação que tivemos.  Assim como nossos pais, certamente fazemos o melhor que somos capazes, e será muito bom que possamos ter a oportunidade de repensar algumas situações e atitudes.
  29. 29. Por derradeiro...  Aos educadores e a escola...  Jogos, vídeos que abordem temáticas especificas a cada fase do desenvolvimento, brincadeiras, imitação, representação, teatro, dança, música e artes plásticas, de um modo geral, são de extrema importância para se trabalhar a temática sexualidade com crianças. Essa forma não inibe a criança, permitindo que ela avance no sentido de superação de suas curiosidades e com isso manifeste novos interesses pelo assunto. Pensando no desenvolvimento como algo sexual- estamos trabalhando com prevenção e naturalizando esse processo... Evitando o pensamento mágico – isso só acontece com esse individuo e não com os outros...
  30. 30. Parábola do homem que vivia no mundo subterrâneo...
  31. 31.  OBRIGADA(O) POR SUA ATENÇÃO... Contato: brumeurer@hotmail.com

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