Material espirita

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  1. 1. ) CONTRAA TIERESIAESPÍRTTA Llvros de OrÍentaçãoCatólica sobre o Espiritismo:As Fraudes Espíritas e os FenôrnenosMetapsíquicos pelo P e. Carlos Heredia , S . J . I v o l. b r. 150x230 mm, 367 pp. Cr$ 40,00.Estudo CrÍtiro das CiênciasOcultas,por F i I i p e ÀÍ a- FREI Bo*ver.ituRl, O. F. M. chado Carrion. 1 vo l. b r. 1 4 0 x 2 1 5 f f if f i, 175 pp. Cr$ 15,ü0.Os Segredos Espiritismo, do pelo Pe.-Júlio Ilaria. I r.o1.br. l25xlg5 mm, 272 pp. Cr$ 25,00Tolicesde A llan K ardec,por J u s t in o Me n d e s . Material para Instruções 1 vol, br. 135x190 mm, lgg pp. Cr.$ 20,00. sobrg .Ë!=s:ia<."A l l usão E spírita,por Ramo s c le O liv e ira . I vol. br. l35XigO mm, 101 pp. Cr$ 10,00.Por que a lgreja condenou o Espiritismo,por Frei a Heresia Espírita tr .. , ó1.1 Boaventura, O , F. À Í.1 v o l. b r. 1 2 5 x 1 8 0 mm, 4B pp. Cr$ 4,00Material parn Instrução sobre a Heresia Espírita (Pri- SEOTTNDOCICLCI meiroCiclo),por Frei B oaï e n t u ra , O . F . 1 v 1 . , i vol. br. 125X180 mm, 64 pp. Cr$ 5,00. II EDIç4q.._..<: .! .,, j ,,Material para Instruçãosobre a HeresiaEspirita (Se- gundoCÍclo),por FreiB oav e n t u ra , O . F . I , 1 . , 1 vol. trr. 125x18ümm, 96 pp. Cr$ 8,ft0Re sp ostaaos E spíritas, por F re i B o a v e n t ü ra , {_1. li.,.!. br. 125XI8C F, rol. rnm,144pp. Crg 13,0fi.FosÌçâoeat,5licaperanle a [ïrnbaruda, ììrei Iì o a*, For (no g:leic). ; c ri i. tt r ;1, O. F. .lì1,Por qil€ ü catsilico não podr s*r Esiririla, por Ì*rei tJoavcntiiÍa, O. F. ilÍ. Fclhet,; de lti pp.fa* trela; l0 exs. Cr$ 5,ff1; lOD ç:xs. 45,C{};5{ì[) exs. 200,C[Ì; l.üü{.1exs. 35q0O.Por que nãc adnrito a Reencarnação, por Frei B o a* ventura, O. F. h,l. Folheto rJe 16 pp. Tabela: l0 exs. Cr$ 5,0O; 100 exs. 45,00; 500 exs. 200,t10; 1.00ü exs. 350,00. 1s54 R. EDITORAVOZESLIMITADA,PETRÓPOLIS, J. Rro DE JANEIRO SÃ0 PAULO - Palavra telegráfica - (DATA)
  2. 2. CONTRA A FIERESIA ESPÍRITA FRet BolvenruRl, O. F. M. Material para fnsffuções .:.. *r-= sobre ìa .i =1 a . . fr,FteresiaEspírita q È*. i Ii SEGUNDOCICLO Êã3 II EDIçÃO !::- - .F !- fF r r Ë**u*-t ffi 1954 PETRÕPOLIS,R. J. EDITORA VOZES LI,4,IITADA, Rro DE JANETRO SÃO PAULO -
  3. 3. Neste segundo ciclo de instruçõesestudaremos dou- a trìna do Espiritismo, coteiando-a com a tradicional Doutrina Cristã tal como foi conservadapela lgreja e por ela a nós transmitida através dos séculos. Este confronto tem duas vanfagens:Dá-nos o ensejo de repetir as principais verdades de nossa santa fé e ao mesmo tempo mostra aos ouvintes a evidentíssima radical oposiçâoentre a doutrina espírita e e a Doutrina Cristã e, por conseguinte, permite-nos tirar sem- pre de novo a conclusão em que importa insistir muito - - de que é de todo em todo impossívelser ao mesmo tempo católico e espirita. I À{ PRÍ Ì I 1 ÂTUR Na determinaçáocla doutrina espírita inspiramo-nos di- POR COMISSÃO ESPECIAL DO E}:.ÌÍO. B REVMO. SR. DOM MANUEL PEDRO retamente nas obras dos maiores mestres do Espiritisrno. E DA CUNHA CINTRA, BISPO DE PE- o principal deles,reconhecido muito propagadopelos nos- e TRÓPOLIS. FlitsI LAURO OSTERÀ{ÂNN, O. F. Ív1.. PBTRóPOI,IS, l3-IX-1954. sos espíritas,é Leão Hipôlito Denizart Rivail (1804-1869), mais conhecido sob o pseudônimo Allan de Kardec. Foi ele, na r.erdade,quem ccimpilouou, como dízem, "codificou" a Doutrina Espíriia. E para mostrar que as lucubrações de Allan Kardec continuama ter plena atualidadenos meios es- píritas nacionais, será suficiente transcrever algumas de- claraçõesdo órgãc oÍicia1 da FederaçãoEspírita Brasileira íFEB), o Refornador de Setembrodo correnteano de [953, em que; à p. 199,se diz corn ufania: "Gi"aças FEB, ao seu à trabalhode propagauda, 99% dos espiritasbrasíieiros 9!ì, acei- tam a Dorrrrira de Kardec,Írrciuícia realidade a dos erisiilamen- tos reencarnacionistas"; mars: "Craças à FEB, aos tra- c ballros dos Íebianos,entre todos os países do mundo é o Brasil aqueie que se acha mais kardequizado"; ainda:e "Graças à IìEB, â propagandaque ela sempre desenvclveu em torno cias obras de Kardec,o Brasil delas editou rnuitas e muitas vezes mais que a soma das ediçõeslançadaspor todos os paísesdo mundo, e por preço sempre inferior, às vezes conr 60% de diferença"; e afinal: "Graças à FEB,TODOSOS DIREITOSRESERVÂDOS
  4. 4. Allan Kardec e Chico Xaxier estão penetrandoem 80 países, os ouvintes não tenham a -impressãode que o orador está através das suas edições em Esperanto". a inventar histórias. lmpue-seern seguida a cenclusão: é Basta isso para provãr que, se quisermos conhecer a impossível ser católico e espírita ao mesmo tempo.verdadeira doutrina espírita - esta que os nossos milharesde Centros espalhadospelo Brasil inteiro querem propagar 1) O Mlstérlo."por todas as formas e meios possíveis"- é preciso recorref A fonte principal dos erros doutrinários do Espiritismosobretudoàs obras de Allan Kardec. E porque corn muita fre- está na orgulhosapretensãoracionalistade querer compreen-quência devemos citar este nome, usaremos apenas as ini- der tudo a ponto de considerar errado e falso o que supeÍaciais AK (Allan Kardec). Para f acilitar as numerosase ou transcendeao entendimento da inteligênciahurnana, E inevitáveis citaçóes dos livros de AK, em vez de repetirmoe por isso que iniciamos este segundo ciclo de instruções comsempre de noyo o título e a edição brasileira dos mesmos, considerações sobre o mistério.indicaremos apenasum número romano (que corrcsponde às 1) a) A palavra mistériotem sua origem do verbo gregoobras segundo a ordem cronológica em que foram publi- mjeí.n: fechar, lapar, escurecer.Etimològicamente, portanto,caclas pelo autor) com a respectiva página. Eis a lista dos mistério significa uma coisa velada, arcana, desconhecida.lívros e a ordem em que serão citados: Comumente ernpregamos palavra para designaro que nos a l. O Livro dos Espiritos (1857), 22t ediçâo brasileira; é inteiramentedesconhecido cujo conhecimento pode ou só ll. O que ë o EspiritÌsmo í1859), 10r edição brasileira; ser adquirido com grande esforço, Ninguém nega que exis- IIL O Livro dos Médians (1861), 20Ç edição brasileira; tem verdades e leis naturais ainda não conheçidas e IV. O Euangelho segundo o Espiritísma (1864), 39 edi- outras conhecidassó por alguns especialistas apóf longos ção brasileira; esfudos e complicadas investigações gue os leigos no as- e V. O Céu e o Inferno (1865), 16+ rdição brasileira; sunto admitemsenr compreender só por causa da reconhe- e tI. Á Gênese (1868), edição de 1949. cida competênciado respectivocientista (leis da matemá- YIl. Obras Póstamas, 10+ edição brasileira. tica superior, da física ou química,etc.). - Em sentìdo es, por exernplo,a citação 1Ìll, 240 quer dizer: Obras .â.ssim, trilo e pròpriamenteteológico (como o entendemos aqui),Fóstumas,10 edição da FeCeração Espírita Brasileira, p. 240. a palavra mistério cornpreende verdadesdivinas que su- as -A.lém de AK citaremos ainda outros autores espíritas perarn,transcendene ultrapassam capacidades as naturaisdade competência reccnhecida nos arraiais do espiritismona- razão humana.São-nosconhecidas apeÍraspela autoridadedi-cional, como Leão Denis, "o f iiôsofo inconfuudíveldo Es- vina que não se engaÍìa(porqueDeLrs infirritamente é sábio)piritismo", e Carlos Imbassahy,"o nosso maior poiemista", neÍn ilos pode iludir (porque é inJinitamente santo).etc. Não nos serviremos,porént, de autores espiritas estran- b) A possihilidnde tais mistériosé evidente, de ta:rto dageiros ainda não importados. parte de Deus como da parte dos homens.Pois nâo custa O método que adotamosé muito fácil: No primeiro pott- compreender que Deus, infinitamenteinteligente, qual na- aoto resumimosalguma doutrina fundamentalda fé cristã e da escapa, possa revelar aos homens,de inteligêncialimi-que pode ser desenvoluida vontade; no segundoponto mos- à tada, verdadesque, em si, ultrapassem Íorças naturais da astramos coÍno a doutrina espírita se opõe direta e frontal- inteligênciacriada e principalmente verdadesque nos falemmente à exposta doutrina cristã, e para isso oferecernos ci- da própria naturezadivina e da nossa vida futura e outrastações textuais dos mestresreconhecidos Espiritismo Bra- do cujo conhecimentc Deus julgue necessário útil para a eteÍ- ousileiro; estes textos podem rnuito bem ser lidos, para que na salyaçãodos homens.Também da parte dos homensnão4
  5. 5. de compreendê-los como compreendeas verdades que cons- tituem o seu objeto próprio, pois os mistérios divinos, por sua própria natureza, excedem de tal modo a inteligência criada, que, mesmodepois de reveladose aceitospela fé, per- manecem ainda envoltos um nevoeiro, em enquanto durantees- ta vida vivermos ausentesdo Senhor; pois andamosguiados pela fé, e nã.oguiados pela contemplação Cor 5, 6 s)". (2 e) "Porém, ainda que a fé esteja acima da razáo, !a- mais pode haver verdadeiradesarmonia entre uma e outra, porquanto o mesmoDeus que revela os mistériose infunde a fé, dotou o espíritohumanoda luz da razáo; e Deus não pode negar-se si mesmo,nem a verdadejamais contradizer a distintas não só por à verdade. A vã aparênciade tal contradição nasce princi-que há duas ordens de conhecimento, poí seu objeto; por seu princí- palmenteou de os dogmas da fé não terem sido entendidosseu princípio,mas também pela razão natural e na outra e expostossegundoa mente da lgreja, ou de se terem as sim-pio, visto que numa conhecemos que pfes opiniõesem conta de axiomascertos da razáo... E nãopela fé divina; e poÍ seu objeto, porque além daquilo propõem-se-nos crer misté- a só não pode jamais haver desarmonia entre a fé e a razão,a rarão natural pode atingir, em Deus, que não podemosconhecersem a mas uma serve de auxílio à outra, visto que a reia razãorios escondidos divina. E eis porque o Apóstolo,que assegura que demonstraos fundamentos fé, e cultiva, iluminada com darevelaçãoo, g.ntio, conheceram Deus por meio das a suas obras (Rom a luz desta, a ciência das coisas divinas" (DB 1795-1799). -201,l, discorrendo,todavia, sobre a graça e verdade Que 2) A doutrina espirita é inteiramente racionalistq e ne-foram anunciados por JesusCristo (cÍr Jo 1, 17), diz: Fa- ga o mistério, O Espiritimso, declara AK, "proscrevendolamos da sabedorÌade Deus em mistérío,gue fora descoberta a Íé cega, quer ser compreendido. Para ele, absolutamente não há mistérios, mas uma fé racional,que se baseiaem fa- tos e que desejaa luz" e por isso "proclamao direito abso- Iuto à liberdadede consciência do livre exameem matéria e <le fé" (VIl, 201). "Não podem existir mistérios absolutos e Jesusestá com razão quandodiz que nada há secretoque não venha a ser conhecido"(lV, 295). Por isso AK reclama que "a ciênciacom seu escapelo, possasondartodos os dog- mas, todas as máximas, todas as manifestações; precísoque évemos estudar os misteriosda-fé: a razão possa tudo analisar, tudo elucídsr, antes de nada aceitar". DontÍe o grito racionalistapor ele repetido:"Que- remos livres pensadores!" Daí também esta recomendação: "Não admitais senão o que seja, aos vossos olhos, de ma- nifesta evidência.Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a pas- sar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombra-com o fim último do homem; nunca,porém, se totna capaz6
  6. 6. feprovaÍem" (lll, 242 damenteo que a razâoe o bom senso perante Deus e aceita os mistérios divinos porque sabe que ao cadinho da ra- Ji.-n ì".itrË: "Frecisamossubmetertudo não são contra mas acina das luzes de sua raz-ao. Rcnovemos. superioresnòs pois, a nossa fé inabalávelnos rnistériosde Deus. tâo,l $t,37). "Os Espíritos verdadeiramente as comunicações ,aao*.ndu* de contínuo que submetamos ao crisot da tazâo e da mais rigorosa lógica" (lll 149) etc 2) A Sagrada Escritura espiritas abrem também Com semelhantesprincípios os 1) Edoutrina da lgreja que os livros da SagradaEs. "Se os Evangelhos são os sagrados livros do Evangelho: submeter critura, tanto do Antigo corno do Novo Testamento, foram em muitos pontos, é, todavia, necessário escritos sob a inspiração do Espírito Santo e, portanto, têm (Denis Cristianis ;;; conjunto à inspeção clo raciocínio" "..itai"i* a Deus por autor. E uma das verdadesfundamentais Cris- do a razão detes *i-, ntpirítísmoS- àa p 33) E só^porque tianismo. Em iodos os séculos, apesaÍ de outras muitas di- irindade, a Divindade de Jesus o náo compteende SS a só por vergênciasentre os cristãos, todos sempre concordararnneste p..udo oiiginal, a redenção,a graça o inferno etc ponto básico. Negar a Bíblia seria meter o machado à raiz todas essasdoutrinas isso eles negam e reieitam to*J luttut da fé cristã. E fácil desenvolver este ponto. Aliáq a própria o orgulho raciona- Para mostrar até que ponto pode chegar Saglada Escritura nos ofereceos necessários elementospa- Para quem leu os lista dos espírilas, tomemos este exemplo; ra afirmarmosa inspiraçãodivina da Bíblia. Eis aí algumas Ëïeïe;ïilï- *"iii.rto que Jesus Íalou ciarissimamentedo indicaçõescoligidas por Mons. Salim enr sua Apologia do inf.rão; considerando, pórém, a eternidadedo inferno a che- Cristianismo: mentehumana encontia-não poucas diÏiculdades náo e a) Nos livros do Antigo Testamento várias passagensin- gr * .o*preender bem este ensino de Jesus; conclusão:-a aima verdadeiramente cristã, que reconheceos limites de dicam que determinados homens foram movidos por Deus embora não compreenda bem um estado de para escÍeverem certas coisas. "Disse o Senhor a Moisés: sua inteligência, que a revelacão.divi- Escrcve isto num livro, para monumento" (Êx 17, 14), Em .onn"nuçat sem Íim, mas verificando na é clara a este respeito,aceita sem scmhras de dirvida o Isaías: "E o Senhor me disse: Tona um livro grande e não tem €screvenele em estilo de homem..." (8, 1). quu n*u= lhe ensinou; pode ter dificuldadesmas é bem di- dúvidas.Ora,a posição racionalistados espíritas b) Nos livros do Novo TesÍamentoatribui-se às palavras (Ã margem da Es- da Escritura uma autoridade absoluta, só igual à que se ferente: Num lìrro de Cartcs Imbassahy pírítisnrc,2q p. 162), respoircle nossoespírita cd. o do segtLin- costurnaconsiderarem Dens. Por isso as fórmulas "a Es- te mado: se lor írr€sÍno prcvacloque a Bíblia elrsilla a esis- critura riì2", "Êstá escÍito", etc., rltre ali ocorrem 150 vezes, sc ttos tlc- tência do interrlo,então rejeitìnlcs Bíblia; e a valiam,por Lrm argutrtentode eficácia incÍubitável, o pró- E mongtrarem, nã,oobstante, qrte a Bíblia vem de l)eirs então prin Cristo argurnentava assim. E por essasfficsmasreferên- Deus está rnttito i*n.gur"n,os o próprio Deus, "etttão esse cias constaque a Escriturade que se trata são ou alguns tex- abaixo classolas dos rrossos sapatos e nós nos julgaiemospor tos (como ern Jo 19,36,37), ou toda a coleçãodos livros é.pata eles "Ía- iruo, rnuito superior a um tal Deus!" E isso sagrados (Lc 24,44; J!lt 5, 17), e tanto essestextos corno cional" e "cÍistão",.- ioda a coleçãosão encaradossob a Ínesmanatureza e au- e a espí- toridade: "E pÍecíso que se cumpÍam as Escrituras" (At l, Cortdttsão; oposiçãoentre a atitude católica A racionatista dos espiritas que 16); "não é assimque está escritoeín vossalei" {Jo 10,34). rita é evidenteA mentalidadeI pode de aniemão rejeita a possibilidade mistério iá não do c) A razáo disso é óbvia: a Escritura é a palavra de,l é mais humilde ser consiaeradã cristâ. O verdadeirocristão Deus: "Não tendes tido o que Deus disse, falando conosco: I
  7. 7. to ao que lhes é próprio" (VI, 84). Declara ainda expressa_Eu sou o Deus de Abraão.,." (Mt ?2,31ì PorqueÍoi Deusquem falou pelos escritotes sagrados, Cristo pôde senten-ciar: "E mais fácil passaÍ o céu e a t€rra, do que perder-seum til da lei" (Lc 16, 17). d) frÍais claramente ainda São Paulo, escrevendoa Ti-móteo, aÍirma que "toda a Escritura, divinamente inspitada(em grego: theopneustos; assoprada por Deus), e útil paraensinár... a fim de que o homem de Deus seja perÍeito" (2 Tim 3, i5 s). E São Pedro confirma dizendoque "em ne-nhum tempo foi dada a profecia peia vontade dos homens,mas os hornenssantos de Deus é que falaram inspirados pe- produto da inspiraçãodivina", mas que é ,ds origem pura_lo Espirito Santo" (2 Pd l, 20 s). rnente humana, semeadade ficções e alegorias, sob as quais e) A persuasão que toda a Escritura era inspirada pas- de o pensamento filosóficose dissimulae desaparece mais das para os escritores eclesiásticos os san- e osou dos Apóstolos vez€s". E esta tese que ele depois ienta provar em longastos Padres. Seria um não mais acabar se tivéssentosque páginaspara concluir que a Bíblia ,,não pode ser considerãdaaduzir as exaustivase convincentesdeclarações dos SS Pa a palavra de Deus nsm uma revelaçãosobrenatural,,(p. Zg}j,dres em tornc desse nunca contestado dogma, reafirmado mas "é bem a obra dos homens, o testemunhoda sua fé,solenementenos concilios de Florença, de Trento e do das suas aspirações,do seu saber, e tambérn dos seus elrosVaticano. e superstições.. Foi com o intuifo de dar a essesensinos . tão dilersos maior peso e autoridadeque foram eles apre_ sentados como emanados da soberana potência que rege os mundos" (p.283), b) Todos eles negam tambëm a uutorídadedo Novo Tes_ tamento: AK põe em dúvida os. próprios Evangelhos,por_ que, diz ele, os Ápôstolos interpretaraÍno pensamentode a) Negcm o ttalor do Arúigo TestçmenÍo:Embora o pró- desteproble- diretanrente Jesus conforme suas idéias pessoaismuitas vezes erradae,prio ÂK náo fale em parte nenÌtuma primitivas e supersticinsas(VI, 368). Falandodo celebrepró-ma, ele mostra csntudopelo modo como trafa ou melhor logo do Evangelhode São Joâo, ern que o Apdstoloafirma amaltrata constantemente Biblia que ele a tern como obra a Di,rindade Verbo -- doutrìna que AK não quer admitir __ dripuramente humana.EIe se comprâzem mostrar os "absurdos", observao mestreespirita: "E de notar-se,antesde tudo, queãs "cantratlições" € as "monstruosidades"do Antigo Testa- as palavras acima citadas são de João e não de !lncontestàvel- Jesus emento. Falando dos erros da Bíblia, pondera: que, ainda quando se admifa que não tenhamsido alteradas,mente, não é possívelque Deus, sendo todo verdade,induza pois, elas não exprimem,na realidade,mais que uma opinião pes_os homens em erro, neÍn ciente, nem inscientemente, soal, uma indução,efil que se depara com o misticismoha_do contrário, não seria Deus Logo, se os fatos (da Bíblia) bitual de sua linguagem"(VII, 135). euatquer texto do Evan_contradizemàs palavras que lhe são atribuídas,o que se gelho que apresentarmos AK e que não concordacom suadeve lògicarnenteconcÍuir é que ele (Deus) não as pronun- aciou, ou que tais paÍavras Íoram entendidasem seniido opos- doutrina espírita,será descartadocom uma d.estas quatro res-10 11
  8. 8. 3) A lgreJa l) al A lgreja era necesstiria pan coflservar, propagar e explicar a mensagem evangélica Cristo. Isso se infere do de próprio fracassodo "livre exams" dos racionalistase das con-cÍitos apostólicos (Atos, Epístolas, etc), dos quais escreve tradições da "inspiração individual, da dolorosa experiênciaexplìcitamente:"Todos os escritos posteriores(ao Evangelho) protestante.Seguetambémda naturezado homeminclinadoa vi-sen exclusão dos de S. Paulo, são apenas,e não podem veÍ em sociedade que, poÍ sua vez, é incapaz de manter-sesemdeixar de ser, simples comentários ou apreciações,reÍlexos uma autoridade competente. á conclusão que chegou,no Foi ade opiniões pessoais,muitas vezes contraditóriasque, em Íim de sua vidai o incrédulo Agostinho Thierry quandoionfes-caso algum, poderiamter a autoridadeda narrativa dos que sou: "Vejo, pela história, a necessidademanifestade uma autori-receberamdiretamentedo Mestre as instruções" (vlÍ, ll0 s). toridade que procuro, e a eta me submeto,. b) Cristo, de fato, lundou uma lgreja. Não é possível desenvolver aqui todo o tratado teológico sobre a lgreja. Álgumas indicaçõrs, ao menosl - Cristo anunciou a vinda do Reino de Deus como obratural, pela força que teve na formação cultural dos povoÉ sua: "Enecessário que eu anuncieo reino de Deus,pois pa_do ocidente". E o atual lider intelectual dos nossos espíritas, ra isso é que fui enviado" (Lc 4, 43). Em igual missão enviaCarlos Imbassahy, tira dai a conclusáológica: "Nem a Bí- também os discípulos; pro-blia prova coisa.nenhumanem temos a Bíblia como - é claro que o elemento principal deste Reino de Deusbante. O espiritismonão é um ramo do Cristlanismocomo é o interno e invisivel; mas é também externo e visível: Cris_as demais seitas cristâs. Não assentaseus princípios nas Es- to exige de seus seguidoresfé pública, prediz-lhes uma per-crituras.Não rodopia iunto à BÍblia... A nossa base é o seguição sem trégua, impõe mandamentos,prescÍeve sacra_ensino dos Espíritos, daf o nolne: Espiritisrno" (À Margem do rnentos; falando de sua obra, compara-a corn um reino, uma Espiritismo,2s ed u" 210) cidade, ilma cãsêr uma familia, ilma rede lançada no mar, um rebanho coÍn fim só pastor, etc,; E aí está, confessadopetos próprios espíritas: O Espi- - reüne seus discípulos, dos quais seleciona doze Após_ritismo não é Cristianismot tolos que recebeminstruções especiais,aos quais promete e Condusão:Mais uma vez vertficamosa radical e absolu- depois concede poderes bem concreios e urna particular as- sistência do EspÍrito Santo; - dá a esta sua sociedade explìcltamenteo norne de Igreja (Mt lO l8; lB, l?); - e esta sua lgreja não deve ser uma sociedade anár-critura e o nosso propósito de lermos com mais frequência, quica em que cada um acredita o que quer e Íaz o que en-piedade e amoÍ o livro que Deus escreveupara nós tende; sua ordem é expressa: Todo poder foi-me dado no12 l3
  9. 9. as naçõesE eis para ele: "O Espiritismoé a chave com que podemosp€ne-céu e na terra- Ide, portanto, ensinar todasque estou convosco até a consumação dos séculos (Ì1t 28 trar no espírito, isto é, no pensamento da letra evangé- e qflem vos re- ìica. . " O Evangelho deve ser interpretado à luz do Espiri-13-20); quem vos ouve, a mirn 6 Oul ouver á (Lc 10, 16); se algum irmão não tismo, pofque sem o auxilio do Espiritismo jamais .podería-ieita, mim é que rejeita mos aceitar conscientemente certas passagensevangélicas. , .lunii a lgreja, seja tido como pagão, seja excomungado; céu e tudo quan- Temos observado que atualnente ge procuía inverter a po-úo qrunõ ligardes na teÍra, setá ligado no (Ì1t 18 17-18); sição dos assuntos:O Espiritismo é que está sendo interpre-to desligardes terra, será desligadono céu na ordens e fa- tado pelo Evangelho,quando na realidadeé o Evangelho que - portanto, se Jesus, ao dar semelhantes deve ser interpretadopelo Espiritismo... Não é o Evange- zet tâo solenes pÍoÍnessas falou mesmo a ÍeÍdade é evi- integral- tho que explica o Espiritismo, mas o Espiritismo é que expti-dente que Ele quer que sua doutrina se conserve ca o Evangelho"! (Deolindo Amorirn, em Almenara,Abril demente ãté o tit do mundo e portanto coÍn os ensinamentos (batizar per- t953, p. 2).por Ele dados,com os ritos por Ele instituidos s€gue-semais que E impossível citar aqui as mil calúnias que os espíri-ãoar pecados,dar a Eucaristia, etc); sucedesse no tas constantemente escÍevemcontra a lgreja, que teria falha- rnorr*rido os Apôstolos, eles teriam quem lhes estes sacÌa- do em sua missão desde os tempos apostólicos, Lendo os oficio de ensinar aquelas verdades e administrar com eles livros e jornais espíritas, a gente tem a impressão de que mentos, pois Jesus asseverouque estaria sempre haveriam de mor- na Igreja de todos os tempos só tem havido má vontade, até o fim do mundo; e como os Apóstolos ganância, sede de pÍazeres e de domínio. A obra de Cristo pois de ,ar, **goa-re ainda que estaria com seus sÉcessores teria Jiascadocompletamente. sua pÍoÍn€ssa de estar com E ouiru Íìt*a não ficaria até "o fim do mufldo" como o soÍ ao a lgreia até a consumaçãodos temposnnão se teria curn- Tudo isso é para nós, católicos,claro prido. Para os espiritas a lgreja Católica é, entre todas as entenderame meio dia. Pois assim os prôprios Apóstolos religiôes, "a mais tirana", "a mais negocista,a mais materia- praticaram as palavras * oid.n" de Cristo e assim a lgreja convictade es- Iona, a rnais imoral", "religÌão de mentiras e comédias bu- durante vinte séculos,o entendeue praticott fas", "seita negocista,ultra-perversa,baseadanum Deus ma- tar com ela Cristo. terial, à sua imagem diabólica", "ufia associação, quando mui- qre as 2) Mas paÍa os espíritastuclo isso é mais negro to, de irÍolatria, imitadores do paganismo gregÕ,nada mais", táo bern conhe rnais densastrevas rta iCaOeMé6ia (que eles "o nìãior fnco de todas as mentiras, de todas as vergonhas, cenrl.tr. "Echegiida a hora - assiruproclanrao enérgÍcopro- de todas as rnisérias rnnrais qüe se conheceÍn","a rnais pu- Íeta da Terceiia Revelação, AK -* em qile a lgreja tem .de lha, a rnais lavrad€2, a mais assassinade quantas seÍïas se preslar contas oo depósito que lhe Íoi. confiado da maneira conheceín", etc. (são textos colfrldosem obras espfritas!)... que fez da sua po, qu* pratiea os ensinosdo Cristc, do uso a que levott tonclusã.o: E evidente tambérn aqui a oposição entre ãutoriC^,t*, entinr, do estado de increclulidade as doutrinas católica e espirita. Como pode alguém ser ca- os espíritos. A hara é vinda em que ela tem de dar a César de- to- tólico, professar-se discípulo de Jesus e ao mesmo tempo o qu* é de Cesar e de assumir a responsabiiidade injuriar assim a obra de Cristo? "Tu és Pedro - disse Jesus inapta daqui dos os seus atos. Deus a iulgou e reconheceu que incumbe a toda a Simâo, filho de Jonas - e sobre esta pedra ediÍicarei a por diante, pata a missão de progresso isso - dizem eles - minha lgreja e as portas do inferno não prevalecerãocontra autoridadeespiritual" (1Íll, 279) Por que oti- agora a época do Espiritismo e 0 magistérìo ela" (Mt 16, l8). Com estas palavras profetizou Nosso Se- ;;-;;; Evangelho passotl nhor a vitoriosa marcha da lgreja através do,sséculose pre- cialmente deve guardar e interpretar o 15 t4
  10. 10. e doutor de todos os cristãos,defíne com sua supremaauto- ,,poftas do inlerno" tudo Ìariam paradisse tambérn que as ridade apostólicaalguma doutrina referenteà fé e à moralprevalecer. Esta profecú d. 1.*ut se tetn realizado ao pé para toda a lgreja, em virtude da assistência divina prometidaâa tetra. Visivelmenteassistida por Cristo, a igreja atraves- a ela na pes$oa de São Pedro, goza daquela infalibilidadesou os séculos.Nascerarn, florescerame desabaramreinos com a qual Cristo quis munir a sua lgreja quando define al-e dinastìas,mas a lgreja e a dinastia de Pedro ficou sem- guma doutrina sobre a fé e a moral; e que, portanto, taispre a mesna, a continuar tranquila e segura a sua marcha declarações Romano PontíÍice são por si mesmas,e não dobnquanto mii heresias e as mais discrepantesÍilosofias se apenas em virtude do consensoda lgreia, irreformáveis. -levantavam e se sucediam, a Igreja continuava imperturbá- Se, porém, alguém ousar contrariar esta nossa definição, ove! e indefectívelsua vitoriosa caminhada.Sempre a mesma tlue Deus não permita, - seja excomungado" (DB 183g s),em sua doutrina, inflexível em seus princípios recebidosde b1 O que não é a inlalibilidode papal: l) não é impeca-Deus, intolerantediante do mal e intransigentefrente ao erro bilidade: o Papa pode pecar e até gravemente(por isso to-a lgreja sempreprosseguiua sua peregrinaçáode santificação das as histórias, verdadeiras umas poucas e caluniosas oue regeneração, Ievandoconsigo os hornensmais santos e mais ao menos muito exageradasoutras, que os espíritas contamsábios. Tudo Íizeram e ainda lazem as portas do inferno pa- sobre os maus Papas, náo são contra a sua infatibilidade);ra derribá-la, mil emboscadas the armaram, toda sorte de di- 2) não é inspiração positiva de Deus (diz o citado Concílioficuldades lhe opuseram,as mais negras calúnias contra ela Vaticano que o Espírito Santo "não Íoi prometido aos su-levantaram; debalde,porém: a lgreja prosseguiue continuará cessoÍesde S. Pedro para que estes,sob a revelaçãodo mes- a sua missão divina até à consumaçáo final. As portas do in- mo, pr€gassem uma nova doutrina,mas para quer com a suaïerno não prevaleceram, nem jamais prevalecerão- a $ÍâÍ1- E assistência,conservassem santamentee expusessem fielmentede promesia. Com essa garantia divina a lgreja continuará o depósito da fé, ou seja, a revelaçãoheriiada dos Apósto- vencedoratambém das atuais e futuras a rnarcha indefectível, los" (DB 1836); 3) nem quer dizer que sempreque o Papaínsídias que o inferno poderá urdir. f ala, é infalível. 4) O PaPa c) As quatro condições parã.ü inJalìbiíidade. Papa só é 0 infalírel quando se realizam conjuntamenteas seguintes qua- Na instrução precedenteconsicleramos lgreia e vir$os a tro condições: l) é necessário que ele fale nâo como pessoa ;larticular, inas olicialmente, como Pastor e Ìllestresrpr€mo de todos os fiéis de Cristo; 2) é necessário que ele fale so- bre questões ielativasà fé e à moral e não sobre coisaspura- mente cientifìcas disciplinares ou que nada têm a ver cünl osmais atacado. princípiosda fé e da moral; 3) é necessário que ele fale à Igreja tcda irrteira e não a uma dioceseou nação; 4) é ne- cessárioque ele tenha a intenção de decidir definitivamente uma certa questãode lé ou moral, querendo obrigar a lgreja universala aceitar a sua decisão. Só assim,realizadasto- - das as quatro condições, dizemosque o sucessor São Pe- de dro deve ser infalível, Faltando qualquer uma dessasquatro condições, iá nâo há garantia de infalibilidade.thed.ra,isto é, quanclo,no desempenho ministério de pastor do A H e r e sl a S- 2 l?l6
  11. 11. doutrina secular. Mais agitado e revolto do que nos sécutos 2) Contra o Papa, e particularm€nte contra sua in{alibili- passados, maÍ em que vivemostransformou-Be verdadeiro o em que es-dade, investemtodos os eipíritas, a começarpor AK, sorvedouro e é por isso que, com maig Íirmeza ainda, deve- "O Papa, príncÌpetemporal, espalhao erro pelo mun- Ínos agarrar-nos à barca de Pedro e dirigir-nos pelo farol"r.u*u, vez do Étpitito de Verdade, de que ele se constituiudo, em da doutrina de Cristo quÊ a lgreja nos conservoue transmi- doo emblemaartiiicial" (VII, 282) E talando do Papa e tiu e que o Papa não se cansa de nos anunciar.Sacro Colégio; "Todos esses homens são obstinados, igno-Íantes, habìtuados a todos os gozos profanos; necessitam 5) Deur. nos-do dinheiro para satisfazê-lo" (VIl, 2671 E eis o que o Novo 1) "A Santa lgreja Católica Apostólica Romana crê eso espírita kardecista,Dr. Yvon Costa nos conta em OClero: "Entregues ao desbaratamentodas coisas santas confessa que há um só Deus verdadeiro e vivo, Criador eo$ papas de ontem, de todos os tempos, de hoje tam- Senhor do céu e da terra, onipotente,eteÍno, imenso, incom- preensível,infinito em intelecto, vontade e toda a perfeição;rcm, iao rivais no luxo, na tibertinagem e miopia da dou- o qual, sendo uma substância espiritual e singular, inteira-Íriná cristã, da qual se arrogaram e arÍogam chefe intalíve!" (p. l 3);;se no catálogodos Papas criados desdea Íunda- mente simples e incomunicável, real e egsencialmente é dístin- quiséssemos fazer duas to do mundo,sunamentefeliz em si e por si Inesmo,e está ìão arigreia até ao nosso tempo, que acharíamos na primeira mendigose desocupados inefàvelmenteacima de tudo o que existe ou fora dele sesecções, possa conceber". Temos nesta Íormulação do Concílio Va-sótrilharamaestradadovícioparadesÍrutaremosdeleites pontifícia ticano (DB 1782) um clássico resumo dos dados de nossado murrdo; e veríamos na segunda subir a cadeiraurn bando de intrigantes, que, vivendo carregados de cri- santa fé sobre Deus. lnsistamosern alguns pontos:.mes,todos desceramao sepulcro cobertosda execraçãopúbli- a) Existe um só Deus verdadeiroe vivo, que ê, onipofente:ca" (F. 146). Bastam essestextos que já são claros demais "Há, porventura,alguma coisa que seja difícil a Deus?" (Gên e sempre 18, l4), "a Deus nada é impossível"(Lc l,37); ê eterno:Quando falam do Papa, os espÍritas, todos elessó conhecemsemeÍhantes expressões, sem início, sem Íim, seÍn suc€ssãode tempos, Deus é. "An- tes que os montes fossem formados e nascessea terra e o Conclusão:Reatirmentos nossa fé na doútrina de Cris- a mundo e desde a eternidade e para sempre, tu existes óto e o nosso propósito de seÍmos verdadeiros cristãos Não Deus" (Sl 89, 2l; é imenso.seÍn limites, sem medidas, semrlemos ouvido às calúnias, às mentiras, aos evidentesexage- circunscrição, Deus está ern toda parte: "Para onde irei, a Íos e à rná vontade dos espríritas Reavivemostamhém a firn de ficar longe de teu espírito?e para onde fugirei da tua ncssa fé na lgreja de Cristo e no vigárío de Crisfo N"lnt contrárias e irreserça?Se subo ao céu, tu lá estás; se me prostrar nos tempo como hoje, em que há tantas icteologias infernos,neleste encontraspresente;se cu tornar as asas dacontraclitóriasJeÍnquesurgemsemprenovastilosofiasecor- aurora e habitar nas extremidades mar: ainda lá me guia- do rentes religiosas,em que aumetttaÏantàsticamente confusão a asse- rá, a tua mã0" (Sl 183, 7 sI; é incompreensivell nunca a li* de idéias ã de religiôes,€m que somos constantemenÍe mitada menfe humana poderá conhecerperfeitamente Deus, pe- a diados peÌa técnicada moderna propagandapelos livros, sua essênciaserá para nós semprg e necessàriamente pelo um las revistase pelosfolhetos,pelos iornais e pelo cinema, misiério: "Crande é o Senhor,e rnuito digno de louvor, e rádio e pela televisão, necessário urgente qtÌe nos orien- é e a sua grandezaé insondável"(S! 144, 3. temos segundo as diretrizes do Papa. Firmes na mesma fé b) "Substânciaespiritual una e singular", Deus é "real de nossosantepassados na lgreja dos Santos, poderemos e e essencialmente drsfinfodo mundo". Anterior a toda criatu- também santificar-noshoie com os mesmosmeios e a mesma 2* t9 t8
  12. 12. I ra, independente mundo, infínitamente do superior ao univer" temente,porque,se não o fizesse,s€ria ,rum Deus ocioso" (cf. so limitado e mutável, Senhor absoluto e Criador de todas I; 56, 78; VI 107). as coisas existentesfora dEle, Deus é um ser pessoal, in b) Leão Denis, o "filósofo inconfundíveldo Espiritismo" dividual e singulàr e de modo nenhurn pode ser identificado e uma espéciede sucessorde AK, é abertarnentepanteista: com o mundo, nem podemos cogitá-Lo de tal maneira de- Para ele Deus é um seÍ, "de que tudo emana,para o qual tu- pendente do universo coÍno a alma depende do coÍpo: "Se do volta, eternamente.Deus é a grande atrna universal, de alguém disser que a substância ou essência de Deus é a que toda alma humana é uma centelha,uma irradiação.Ca- mesmaque a substânciaou essênciade todas as coisas, seia da um de nós possui, em estado latente, forças emanadasdo anáJema" (DB 1803). divino Foco" (Crrstianismo e Espiritìsmo, 5+ €d. p. 246)i , c) Deus é também "sumamente Íeliz em si e por si "Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, se- mesmo". Não necessita das criaturas para sua felicidade. parado do mundo, nem subsistir à parte,, (Depois d,a Ìrilorte, Deus criou o unjverso "nâo par,a adquirir nova felicidade ou 68 ed, p. 114); "o Ser supremo não existe fora do mundo, paÍa aumentá-la" (DB l?83) e por isso dizernosque criou porque este é a sua parte integrantee essencial, (p; tZ+); com vontade plenamente livre, sem necessidadenenhuma, "o Eu do Universo é Deus" (p. 3ag). Em vez do .,Deus fan- mas ap€nas "para manifestar a sua perfeição pelos bens tástico da Bíblia", ele quer o ,,Deus imanente,sempre pre- que prodigaliza às cÍiaturas" sente no seio das coisas" (p. 123): Deus está no mundo. 2) A grande rnaioria dos nossos espíritas brasileiros - como a alma no corpo (pp. 123 ss). todos os urnbandistas,teosofistas (que entre nós são prà- c) Também o Deus do "Espiritismo Racionale Científi- ticamente espíritas), ecléticos, esotéricos e quase todos os co" se identifica com o mundo: eles desprezamrnesmoa pa- kardecistas- cleÍendem monismo ou o pantercma,isto é: o Iavra "Deus" e preferem falar do ,Grande Foco", da ,.ln- identiÌicamDeus com o mundo: "Deus é como uma ïolha de teligência Universal", do "Orande Todo", da ,ruz Astral,. papel, rasgadinhaem milhões e não sei quantas mais divi- Esse Grande Foco é "o primeiro componente do uniÌ,erso,, sões. Lançados essespedacinhosde papel no Universo, cada é "parceladopor toclo o Universo" e a nossa alma é uma .,par- pedacinho de papel representa um homem e um ser exis- tícula da InteligênciaUniversal", etc. tente, e todos ,reunidos,formando o todo, é Dèrts" (modo po- d) Panteistaé ainda o Espiritismode Umbanda,A quin- pular como os espíritas explicam Deus; cf. K. Rangel re- ta conclusãounânimemente aceíta pelo prirneiro Congresso loso, PsErir/o-Sdúios Fa[sos Frofetas, 194T, p. 34). ou do Espiritisma de Umbanda {Río, lg41) diz assim: ,,Sua fi- losofia (de Umbanda) consisteno reconhecimento ser hu- do a) F.K pessoalmente não quer ser panteistae tárias ve- Ìnano como partícula da Divindade,dela emanada,lírnpida e zes fala contra semelhante teoria (1, 53 s; VII, 179); rnas tambérn ele tem expressões que levam ao monismo, assim, ilura, e nela fínalmente reintegrada iim clo neccssário ao ciclo er,olutir,o, mesnloestadode limpideze pureza,conquistacÌo no por exemplo,quandojulga possívetque a ncssa inteligência pelo seu próprio esforço e vcntade". E nos livros ,umbandis- seja uma "emanaçãoda Dir.indadc" (1, 58), orr quando ima- tas damoscom frasesassim:"Deus e o Todo e eu Sua parte"; gina Deus como um "centro de ação, um foco principal a "Deus dorme no mineral, sonha no vegetal,despertano ani- irradiar incessantemente, inunclando o Uniuerso com seus mal, é conscienteno homem" (cÍ. Doutrina e Ritual de IJm- eflúvios" (VI, 61), vivendo os espíritos "mergulhados no hando, Rio l95l). Jluido divino" (VI, 63). O Deus de AK, desdetoda a eterni- Conúusão: E evidenteque a ,.teologia,espirita não é dade criou necessàriamenie continua "irtadiando" incessan- e cristã e que os espíritassão atingidos diretamente por essa 20 2l
  13. 13. b) Muitíssimas vezes Jesus declarou claranrenteque ele é o "Filho de Deus" e isso - vê-lo-emos ainda melhar - em sentido próprio e natural, igualando-se inteiramente a Deus, de tal rnodo que os iudeus queriam matá-lo, "porque se fazía igual a Deus" (cf. Jo 5, 18; 10, 30-33). Portanto, Deus tem um Filho. De outro lado, é manifestoque o ,Pai", es-origem à universalidadedas coisas, distinta em gênero de quem Jesusnão se cansade ,falar,é verdadeiramente Deus.pe.i* u nos indivíduos - seja excomungado" (DB 1804) Mas Jesus também disse: "À{eu Pai e eu somos .uma mesma coisa" (Jo 10,30). Não são, pois, dois deuses,mas um só 6) A Sanfisdma Trlndade Deus e duas Pessoasdistintas, Cristo, todavia, fala tarnbém Cremos em um só Deus verdadeiro e distinto do mundo do Espírito Santo, como Terceira Pessoa, distinta .do pai e do Filho e verdadeiramente Deus (Jo 14, 16 s; 14, 26; 15, 26). Por conseguintetrês Pessoas distintas. Entretanto, de toda a Sagrada Escritura consta que existe um só Deus: ,.Ve- de que sou eu só e qire não há outro Deus fora de mim, (Deut 32, 39, etc.). ConclusãorDeus que se revela na Sa- grada Escritura diz-se um só em frâs pessoas.. pai, Filho e Espírito Santo. Eis o dogma cristão da Santíssima Trindade. c) Daí a ordem expressae clara de Jesus,que já ou- vimos, mandandobatizar a todas as gentes ,em norne do pai28, l9); nesta fé inicia o crisiáo suas oraçõese seus tra- e do Filho e do Espírito Santo" (Itt Zg, lg).balhos; e nesta fê queremos todos morreÍ d) E assimos Apóstoloso entenderam, praticarame pre_ l) E por que cremos na Santíssima Trindade? Sòmente garam. E assim iambém a lgreja primitiva, como con$taporpoÍque assim o pregou Nosso Senh-orJesus Cristo, assim o exemplo da Didaqué (do fim do primeiro sÉculo),do sím_ os Apóstolos e assim a Santa lgreja sempÍe o bolo apostólico dos SantosPadres.E por isso a lgreja não se e"tutà. cansa de repetir, desde o segundo séculol ,,Clória ao pai. ao Filho e ao Espirito Santo!, 2) O Espiriiìsmo, porém, neg.ü o augusto núsíéríc da SantissinzaTrÌndtdt. a) AK prelereignorar inteiramenteeste mistério[rásicoda doutrina e da vida cristã. Porénr,tratando-sesem drivida de um verdadeiromistério, e não admitïndo ele nenÍrummisté- rio (VII,201), náo concordará tambémcom o mistériode um só Deus em três Pessoas. b) Leão Denis, outro chefe da doutrina espírita, i(como ainda veremosem instruçõesespeciais);aí temos o ïr-b ge-se abertamente contra esta verdade, dela falandoPai, na voz do céu; aí temos o Espírito Santo, na forma fuma "estranha concepção Ser divino, que se dovisível de Pomba. mistério cla Trindade" (CristÌanìsmo Espiritismo, e ecl. p. :{! r#l22 9- b Y**f**t^/
  14. 14. e) E para os espíritasdo Centro Redentor,nosso Deus seria "um bonecomanipançudo, paganizado,, um Deus .,ani- malizado,escravocrata vingativo", uf, ,Deus manipançudo e que tem Mãe a quem denominam À{aria, um Deus portanto, católico apostólico romano, feroz, vingativo, estúpido, que atira os sgus filhos paÍa as caldeiras do inferno,, um ..Deus- B€zerro, Deus-Chacal,Deus Yingativo, Deus que manda as suas partículaspara as profundezas inferno,etc... do Conclusão; Só podemos ,ter sentimentos de compaixão paÍa com o cego ódio dos espíritas contra a doutrina cristã. Eies também são nossos irmãos, embora transviados,r,ítimas muitas vezes da ignorância ou da falsa propaganda espírita; mas eles têm também uma alma que foi criada para o céu, para ser ieliz com a "beatíssirnaTrindade", e enquanto ain- da peregrinaremconosconesta terra, podem voltar a Deus, Rezemospor eles, para que se convertam, afastando-sedo orgulhoso racionalismo de que são vítimas. Unamo-nos com Cristo nesta oração que ele pronunciou na noite antes de morrer: "Pai Santo, guarda em teu nome os que me deste, paÍa que sejam um, assim como o somos nós. Mas não rogo sòmente por eles, senão também pelos que por sua palavra chegarema cÍer em mim, para que sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti - que assim também eles se_ jam um em nós" (Jo lT, lt. ZO-AI). 7) A Criação. l) A doutrina cristâ sobre a criação se resumenos se- guintes pontos: a) O unii,ersonão é uma emanaçãode Deus (seria o panteísmo), nem coexistecom Deus desdetoda a eternidade, mas foi crÌado por Deus no lempo, consoanteas primeiras palavrasda SagradaEscritura:"No princípiocriou Deus o céuder, 8-3-1953). e a terra" (Cên l, 1); e mais: "porque Ele dissee tudo foi feito; Ele mandou, tudo existiu" (SI 32,9; 148,5); ,.tudoo e que qu€Í o faz o Senhor,no céu, na terra, no mar e em todos os abismosdas águas" (Sl 134,6; ll3, ll; Apoc 4, ll); "suplico-te, meu filho, que olhes para o céu e para a terra,do Universo". 2524
  15. 15. e-que te. capacites bems pada todas as coisasqrre há neles; e dos ser€s" (VI, 104), a "mãe fecunda de todas as coisas, b.u* u, criou do nada (eks ouk óntoon) a eÍes e a a primeira avó r, sobretudo,a eterna geratÍiz" (Vl, 109).;.";;;todoã os hornens" (2 À{acab ?, 28) b)Anjos, no sentidocatólícoda palavra,não existempa- Deus criou tarn- b) Atém deste muncÍomaterial e visível ra os eBpititas:"Os anjos - explica AK - são as almas de cuia existênciabém serespuramenteespirituais:os anjos dos homens chegados ao gráu de perfeição que a criatura nos falam quase todos iivros da Bíblia Alguns deles rebela- comporta"(V, 101; III, 15; VI, 28; Vll, 85). Do rnesmo modo frequente-Íam-se contia Deus, e sáo os demôníos também não existem demônios,pols aquilo que nós assim denomina- mente mencionadospela S, Escritura e para os Ou-ais-- mos, são as almas que ainda não estão evoluídas,mas que, -fiz (À{t 25 41) úo**o Senhor- "fái preparadoo fogo eterflo" pelo sistema das reencarnações, chegarão à perfeição final e imediata- de toíos os seres: "O Espiritismo - diz AK * não adrnite c) A Íorça crìadora de Deus interveio direta (Adão) e da primeira os demônios... no sentido vulgar da palavra, porérn, sim, mentc na formaçãodo primeirohamem em ÏeÍ no mulher (Eva). Náo é mais cristão qrem teima o$ maus espíritos.. . que são seres atrasados, ainda im- paulatina evoluçáo homem apenaso resultado de urna longa e perfeitos,mas aos quais Deus reservaráo futuro" (lÍ, 92); o pur"unOo pelos vários reinos, o mineral, o vegetal "ani- "os que se designam pelo nome de demônios,são Espíri- transição ime- mal, e queiendo encontrar no macacoo tipo de tos ainda atrasados e imperfeitos; que praticam o mal no que é o elernento aiaia para o homem-Pois a alma humana espaço, como o praticavarn na terra, mas que se adiantarão princiiat do composto humano,é um ser sirnplese espiritual e aperieiçoarão" (VI, 28; l, 98; III, 15; V, 114). e não pode ser concebido como tetmo final de um longo tra- c) O homem é - segundoa doutrina espírita - resul- balho de evolução. tado da er.olução."A vida orgânica e anímica vem, não te- sâa íithos de d) Todos os homens aiuaknente existentes nhamos dúvida (garante-nosLeopoldo ÀÍachado),de muito e não mitos Adão e Eva, que eÍam pessoasreais e históricas baixo e de muito longe, dos seres inorgânicos,até chegar a S Escritura ao homem, ao espírito, ao anjo... A especiehumana pro- ou símbolos.E o que nos relata singelamente e São Paulo resume-o nestas palavras: "De um só homem r.érn material e espiritualmen[eda pedra bruta, das plantas, (Deus) fez sair todo o gênero humano, para que habitasse dos peixes, dos quadrúpedeqdo mono. E, de homem ascen- torla a Íace da terra" (At I?, 26) derá a espíritc, anjo.. ." (Revista lnternadonal do Espirit[s- rruq Matão, SP, lg4l p. 193). "Da ti:ansformação constante 2) Tudo isso, ponto por ponto, é negadopelos espÍritas: da atrsaluta maioria da matéria, essa alrna surge, Êornose fasse ainda uma cen- a) Já rimos o ,nu=uo panteísno telha, da Fassag€m minerat ao vegetal, deste transrnigra dc são "irradiações do espíriia. Para eles, os seres de universo paÍa o animal na fornra mais rudimentar e, até atingir a FocoDivino"Elesreieitamânossadoutrinatlacriaçáoo espéciehumana, terá atravessado todas as escalasdos três teáo Denis que AK charnade "criàção miíaculosa"{Vï 82) e reinos da Natureza,formandoum Íeservâtório conhecirnen- de mira- explica assim: "Não há, portanto, criação espontânea tos que i,râo do chamado instinto à mais h.rcida inteligên- nem fim O Uni- culosa; a criação é continua,sem coÍneço cia. . - Nascer,ÍnorreÍ e renasceré o trabaiho contÍnuoa que veÌso sempre existiu; possui em si o seu princípio de força está sujeito o espírito, passando por todas essas transições, renova-s€ de rnovimento,Ttaz consigo seu Íito O Universo desdeo minério até o homerne, daí por diante,desdeo tipo (De- incessantemente suas partes; no conjunto é eterno" em boçat ao gênio. Não importa saber quantos milhares de pois da Mortt, 6n ed. p. tZ+). SegundoAK, tudo veio da anos foram precisospara tomar as feiçõeshumanas,o tem- do mundo "matéria cósmica prirnitlva" que é a "geradora po que demorou na raça indígenae na preta, até chegar à ffi n
  16. 16. que adotou 1u tT.u 11, 1-11). Nele os discípulos vêem aquilo que os profetasbranca, e nem as várias nacionalidades e reis em vão ansiaramver (Lc 70, 24l.. E maior também u olyo planeta mais adi-traietória.. E o ..pitito passará que os anjos: Íaz-se servir por eles (Mt 4, l1), basta uma de planeta emantado. Daí, em escala sempre ascensional palavra sua paÍa que o Fai lhe envie doze legiões de anios o Espirítismo 2u,;i;;;t". .." (A. Diísi, contiibuições. julga muito provável -lo:o (Iì,lt 26, 53) e a um sinal seu os anjos reunirío o mundoed. Rio 1950, p- rs is) Também AK todo ante o seu conspecto(À{t 13, 31; 24, 31). l{ais do que ao menos que o homem descendediretamente do macaco os hotnens e os anjos, acima de uns e de outros, ele toma parte espiritu-al quanto ao corpo (VI, 200 s) e quanto à assento imediatamentejunto a seu Pai celeste (Mc 13, 32). serie divinamentefa- ele declara que deve i"t pu*ãdo "pela b) Jesus exige de seus seguidores sentimentos que se se elabora lentarnente tal dos seres inÌerior"r,,"nt* os quais a obra da sua individualização" (VI 111 cf ib p 204 e devem sòrnentea Deus: Exìge fë absoluta em suas palavras e nas suas obras; não crer nele, ê o pecado do mundo (Jo I, 290). 16,9); assim como se crê em Deus, assim devem crer nele unidade do gênero hu- d) Os espíritas negam também a (Jo 14, 1) e quem não crê nele, também não crê em Deus Eva SegundoAK Adão mano: Não somostitnà de Adão e (Jo 5,37 ss; 12, M); exígeuÍft amor sem lÌmites.seus dis- que personificaas prirneiras foi "um mito ou uma alegoria que "Adão cípulos devem distinguir-se por seu amor a ele (Jo 8, 42; abertamente idades do mundo" if, osl"" deciara 14, 15; 21,23); "quem ama seu pai ou sua mâe mais do povoar a leÍra" náo ioi o primeiro, nem o único a que a mim, não é digno de mim" (J{t 10,37); "se alguém vem a mim e não odeia seu pai e sua mãe, sua mulher e 8) A Divindade de Cristo filhos e irmãos e até a sua própria vida, não pode ser Cristo é verdadeiramente meu discípulo" (Lc 14,25 s; ÀÍt 10, 35 s); "bem-atenturados SS. Trindade. Eis uma verd: os qlle padecemperseguição poÍ arnor da justiça, poÍ causa fundamentale negada a qual de mim..." (${t 12, 3S). por isso necessárío insistir n c) Faz rnilagrespor força e em virtude própria: este po- espirita Fa- de Crïsto, que é tu*úãrn negado pela heresia der sai dele como força e propriedade pessoal, quem quer tão importante e *ital as- Íemos diersas in,i"ç6"* soËre qrle se acerque dele tem esta sensação {ainda f alaremos alguns elemeltos sunto. consideraren ugoru ràpidamente ou sobre isso) e Cristo concedetambórn aos cliscípulos po- o p-eloseu rnodo de falar da Evangelhoem que Cristo mclmg der cle fazer milagÍes em nome dele (Mc 5, 9; Lc 8, 39; (primeiro ponto) para e agir, testenrutrìra sua divindade a Jo 5, l9; 11, 41; 14, 10). oposta a estas apreseÍìtar*rn ,*g,id a doltrina ,espírita d) Perdoa pecados,o que nenhunr profeta jamais fr- pontol declarações Jesus (segundo cle z.era. o que os s€us contemporâneos e qualificavamde bÍas- 1) /esus testemunha abertamente sus divindade: ü fêmia, opinião que ele aproyou tàcitamente. Disse ao para- sabe e lítico: "Tem fé, filho, perdoadoste são os teus pecados". a) Apesar de muito humilde e modesto Jesus acima dos homers E eis que alguns escribasdiziam entre si : "Ele blasfema!" declara que está acirna de todo o criado (Mt e dos anjos: afirma-se rnaior do que Jonas e Salomáo &Ias Jesus,conhecendo seus pensamentos, os disse: "Por que 12,41; ic tI,30); maior do que fr{oisés e Elias testemu- ajuizais mal em vossos corações?Pois o que é mais tácil nhas da transtiguiação (l{t 1?, 3); maior que David que dizer: perdoados te são os teus pecados; ou: Levanta-te e anda? Ora, veteis que o Filho do Homemtem na terra au- ochamadeSenhor(Mc12,35-3?);maiorqueJoáoBa- de mulher (Mt toridade para perdoar pecados"; disse então ao paral{tico: tísta, por sua vez o maior dentre os {ilhos 28 n
  17. 17. deres excepcionais, nras não superioresà natureza hurnana, "Levanta-te, toma a tua canta e vai para tua casa" (JUi 9, (Cristisnismo e EspÌritismo,5+ ed. p. Tgi, para ele 2 ss). Jesus chegou mesmo a transmitir aos seus discipulos Jesus "eÍa um divino missionário,dotado de poderosasfaculda_ a Íaculdade de perdoar pecados em seu nome (Jo 2O, 23; . des, um médiumincomparável, Bl), etc. {p. Mt 18, l8). c) Do mesmo modo os outros espíritas, também os não_ e) Cristo. atribui-se o poder de julgar os vivos e os kardecistas, contestam a divindade de Cristc. para todos mortos: o juízo e a sentençafinal são tão exclusivamente eles Jesus nãd passa de "urrJ grande médirim,, de um espÍ- coisa sua, que nem sequer o Pai celeste tomará parte nela rito "evoluído bastante pelas inúm€ras encaÍnaçõespor que (Jo 5, 22; Mc 14, 62). passou" (L. Braga, Untbanda e euimbanda Z, ed. p. 45), Í) Jesus fala como supÍerno Legislador, igual em tudo ou, como dizem os espíritas do Redentor, ,,o maior e, por- ao Pai da Lei antiga-"Foi dito aos antigos...; eu porém tanto, o mais esclarecido e liheral espírito que tem vindo vos digo..." (Mt S, Zl ss); é senhordo Sábado(Mc 2, XT) à t€rra". e proibe o divórcio, toleraclo por Moisés (Mt 5 32)- d) Tão comurn e propagada já é a negação da divin- g) ,A.ceita adotação do cego de nascença (Jo 9, l8) a dade de Cristo entre os nossos espílitas populares, que um dos discipulosdepois de um miiagre (l!tt 14, 33), das san- deles nos escrelreunuma carta o seguinte: ..Agora vamos tas mulheres depois de sua ressurreiçáo(À{t 28, 9-17; Lc esclarecervossa opiniáo sobre Cristo: Dizeis que Ete é 24, 52) e particularmente de Tomé que exclarna: "Senhor Deus; eu digo e todos os espíritas o dizem: Crìsto níÍo é meu e Deüs meu!" (Jo 20, 24-29). Delrs, e sim, um filho de Deus como todos nós o somos". Bastam por ora estas considerações para tirarmos â Conclusão: Atenção! os espíritas, embora negueÍn to- evidente conclusãode que Jesus não era apenas homem, dos eles e renitentementea divindade de Cristo, toclayia, não era pura criatura, mas que ele mesmo falando de si quando falam ou escÍeyemde Cristo, têm sempre muito cui- e exigindo para si direitos exclttsivamentedivinos se apre- dado e costumarnusar de palavras elogiosasque enaltecem sentou como verdadeiro Deus. Foi esta também a convicção a personalidadee a doutrina moral de Jesus, e com isso do mais sincero Cristianismo de vinte séculos. eles pretendem cobrir a negação da divindade de Cristo. JVluitos deixam iludir com semelhante se modo de falar. Aten- 2l iltlas os espÍriÍas negtrrn a divindade de Crtsto: ção, portanlo! Não se deixem os católicos ilaquear por tão a) AK, n coclificadorcla Doutrina F.spíriia,deixou en-lj íl lre suas úú;"cs PdsÍurrcs unl "Estudo sobre a ttatttrezade f alsa propaganda.A san,ta Íé nos diz que Cristo nâo era apenas um grande homem, um profundo filósofo, etc., masil Cristo" (pp. 110-l4i), feito exclusi,amente paÏa "pÍovar que ele é também verdarleïramente Deus. E este é o aspecto que Cristo não é Deus. As dificuldadesque ele e os rnais principal de Cristo. E este ponto, básico e fundamentalpara espíritas tevantam contra a Divindarie de Cristo, serãÜ exa- nossa fé, é unânimemente contestatlopela Doutrina Espírital minadasem instruçáoespecial. Para AK Cristo era llm gran- de méclium, ttada mais, era o maior dos médiuns,o "médium 9) Jesus, o Filho de Deus" de Deus" (Vl, 294), mas não era Deus. Insistamos ainda no dogma da Divindade de Cristo. Já bi TambémLeão Denis,Flarnmarion, Roustainge os mais vinros que os espíritas contestam unânimementeurna dou- doutrinadores espíritas negam unânimemente divindade de a trina tão imporfante e decisiva paÍa a nossa vida religiosa. Jesus. Por exemplo, para .L. Denis, Cristo "não é rnais que Em vista da intensa propaganda espírita entre o nosso po- o profeta de Deus, isto é, um intérprete, um porta-voz de vo, é necessáriorepetir a verdadelra doutrina sobre a na- Deus, um EspÍrito dotadc de iaculdadesespeciais,de po- 31 30

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