MANIFESTO E CARTA ABERTA<br />Profa Soninha<br />
Manifesto<br />INTERLOCUÇÃO:<br /><ul><li>Voz coletiva: 1ª pessoa do plural (NÓS)
Linguagem clara e objetiva;
Uso de verbos no IMPERATIVO tom de exaltação;
Analisar o problema, fornecendo argumentos que mostrem a necessidade </li></ul>de se defender determinada causa;<br />PROP...
Convencer o leitor, defendendo uma reivindicação; mencionar local, data e assinatura dos defensores da causa.</li></ul>  <...
MANIFESTO FUTURISTA (Publicado em 20 de Fevereiro de 1909, no “Le Figaro”)<br />Nós queremos cantar o amor ao perigo, o há...
Nós estamos no promontório extremo dos séculos!… Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosa...
MURO DO IMIRÁ - QUEM VAI MIRAR O MAR?<br />Natal é uma das capitais brasileiras com uma das mais belas paisagens do mundo ...
MANIFESTO DO FÓRUM MUNDIAL DE SUSTENTABILIDADE<br />“POR UM PLANETA MAIS SUSTENTÁVEL”<br />	Nestas últimas décadas fomos t...
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  1. 1. MANIFESTO E CARTA ABERTA<br />Profa Soninha<br />
  2. 2. Manifesto<br />INTERLOCUÇÃO:<br /><ul><li>Voz coletiva: 1ª pessoa do plural (NÓS)
  3. 3. Linguagem clara e objetiva;
  4. 4. Uso de verbos no IMPERATIVO tom de exaltação;
  5. 5. Analisar o problema, fornecendo argumentos que mostrem a necessidade </li></ul>de se defender determinada causa;<br />PROPÓSITO:<br /><ul><li>Denunciar um problema que se passa na comunidade;
  6. 6. Convencer o leitor, defendendo uma reivindicação; mencionar local, data e assinatura dos defensores da causa.</li></ul>  <br />
  7. 7. MANIFESTO FUTURISTA (Publicado em 20 de Fevereiro de 1909, no “Le Figaro”)<br />Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade.<br />A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.<br />A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insónia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.<br />Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com o seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo… um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.<br />Nós queremos glorificar o homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.<br />É preciso que o poeta prodigalize com ardor, esforço e liberdade, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.<br />Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um carácter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante do homem.<br />
  8. 8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!… Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade omnipotente.<br />Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo –, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas ideias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher.<br /> Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de toda a natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda a vileza oportunista e utilitária.<br />Cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifónicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor nocturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas lutas eléctricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as fábricas penduradas nas nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta.<br />
  9. 9. MURO DO IMIRÁ - QUEM VAI MIRAR O MAR?<br />Natal é uma das capitais brasileiras com uma das mais belas paisagens do mundo que atrai milhares de pessoas por ano, para virem e vivenciarem essa beleza. E a Via Costeira é um marco nessa paisagem, pois faz uma receita mágica dessa paisagem, onde o fluir da mesma é intenso, tanto caminhando, pedalando, dirigindo e até mesmo voando.Essa paisagem tem sido privatizada devargazinho, por construção de hotéis e muros erguidos por particulares roubando um direito difuso e coletivo de usufruir do belo. Depois de muitas lutas esse direito foi conquistado no novo Plano Diretor de Natal, Lei Complementar 82/2007,art. 21, determina que na Via Costeira os prédios deverão ser construídos abaixo do nível da própria via.O que nos motiva escrever essa denúncia é, precisamente, o muro que está sendo erguido pelo Hotel Imirá desde poucas semanas. Como não bastasse o antigo, já construído, vem sendo ampliada a área de eventos do Hotel, através de limites físicos que comprometem o princípio da preservação da paisagem na Via Costeira.A situação torna-se mais grave quando constatamos que o caso constitui uma irregularidade negligenciada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), órgão responsável pela fiscalização das construções em Natal. A não manifestação do órgão o desmoraliza diante da opinião pública.Não se faça de surdo e mudo como um MURO, lute por sua paisagem, escreva um e-mail, uma carta ou telefone para SEMURB para derrubar esse ladrão do belo para nossos olhos.<br />
  10. 10. MANIFESTO DO FÓRUM MUNDIAL DE SUSTENTABILIDADE<br />“POR UM PLANETA MAIS SUSTENTÁVEL”<br /> Nestas últimas décadas fomos testemunhas das maiores mudanças que já ocorreram na história da humanidade. Além de um fantástico progresso material e tecnológico, a população mundial ultrapassou os sete bilhões de pessoas. Estamos exaurindo o capital natural da Terra. Não há mais nenhuma parte do planeta que não tenha sido impactada pela ação do homem. Nossos ecossistemas, cujos serviços de suporte de vida são insubstituíveis, estão à beira do colapso.<br /> As mudanças climáticas, a crescente escassez de água e alimentos, as grandes migrações de populações em busca de melhores oportunidades de vida são claros indícios de que nosso modelo econômico e social não é sustentável. Nesta época de crise ambiental, social e econômica, a união de esforços pelo bem comum torna-se imprescindível para garantir a sobrevivência da civilização, preservar os ecossistemas e assegurar a harmonia do homem com seu meio.<br />
  11. 11. As soluções existem e muitas já estão prontas para serem usadas. As que faltam virão rapidamente se engajarmos a capacidade intelectual, a seriedade e a criatividade das empresas, da sociedade civil e de governos que hoje compartilham um planeta cada vez menor e mais ameaçado.<br />Precisamos agora de lideranças fortes, determinadas e capazes de implementar essas soluções na velocidade que os problemas demandam. Precisamos de novas mentalidades que privilegiem a prosperidade a longo prazo, em vez do lucro a curto prazo. E que incorporem em seus modelos econômicos o valor de ter ecossistemas íntegros e saudáveis, para consolidar sociedades mais justas e equilibradas.<br /> Que este Manifesto do Fórum Mundial de Sustentabilidade 2011 ressoe, portanto, como uma convocação a líderes de todos os segmentos da sociedade – governo, empresas e sociedade civil – para colocarem no topo de suas agendas a construção de um planeta sustentável, em que a busca do bem-estar de todos resulte na preservação da natureza e no respeito ao ser humano. <br />Manaus, 26 de março de 2011.<br />
  12. 12. Carta aberta:<br />INTERLOCUÇÃO:<br /><ul><li>Voz individual ou coletiva (EU/NÓS)
  13. 13. Linguagem clara e objetiva;
  14. 14. Análise do problema e sugestões de solução;</li></ul>PROPÓSITO:<br /><ul><li>Permitir que o emissor  exponha em público suas opiniões ou reivindicações acerca de um determinado assunto
  15. 15. Fazer referência a assuntos cujo interesse é coletivo, normalmente se referindo a um problema de consenso geral.</li></li></ul><li>CARTA ABERTA AOS COMEDIANTES BRASILEIROS<br />Caros comediantes brasileiros,<br /> Analisar o humor é como dissecar um sapo, poucas pessoas se interessam e no final o sapo morre, disse o escritor E. B. White. Tudo bem, mas sem querer ensinar o padre a rezar a missa, acho que a ciência poderia ajudar vocês a evitarem alguns problemas judiciais sem perder – muito – a graça.<br />Tenho visto nos últimos tempos algumas polêmicas envolvendo piadas feitas por vocês. Isso acontece – vocês sabem – porque alguns temas são mais sensíveis do que outros, e não adianta reclamar do patrulhamento do politicamente correto, porque os tabus sempre existiram e vão continuar a existir. Por mais que a graça para uns dependa muitas vezes da desgraça de outros (Groucho Marx dizia que um comediante amador acha engraçado vestir um ator de velhinha e jogá-lo escada abaixo, mas um profissional sabe que isso só tem graça se for feito com uma velhinha de verdade) a arte do insulto consiste em dosar essa agressividade inerente ao humor.<br />Hoje em dia uma teoria que está na moda postula que as coisas são engraçadas quando provocam violações benignas. Primeiro porque desde Aristóteles o cômico está associado à agressão ou alguma outra forma de violação; segundo, e aparentemente contraditório, porque a graça também depende da percepção de certa segurança, garantindo a inocência da brincadeira. Assim, a teoria da violação benigna propõe que essas duas condições devam ser satisfeitas ao mesmo tempo.<br />
  16. 16. Para que a agressividade seja percebida como inocente – e, portanto, engraçada em vez de ofensiva – ao menos uma das seguintes condições deve ser preenchidas: 1) a regra violada deve ser contraditória com outra regra, que fica preservada, gerando uma contradição; 2) a regra violada é fraca, pouco importante para as pessoas; ou 3) a violação é psicologicamente distante do público. Essas características tornam a violação mais “aceitável”, garantindo que as pessoas se divirtam mais do que se enraiveçam.<br /> Fica mais fácil de entender o porquê dos recentes protestos contra os senhores, não é mesmo? Fazer piada com estupro só teria graça talvez se a vítima fosse a Cleópatra ou a Mona Lisa, psicologicamente muito distantes das pessoas (afinal, a comédia é a tragédia mais tempo, como se diz). E pela imensidão do sofrimento causado, o holocausto só poderia eventualmente ser tema de piada para uma civilização alienígena.<br /> Caros comediantes, despeço-me lembrando que o bobo da corte era o único que podia dizer certas verdades a respeito do rei e do reino, porque o fazia na forma de piada. Assim, desejo que vocês continuem sendo os bobos da corte modernos, mas que não se esqueçam que, se ele errasse na mão e ofendesse o rei, acabava no calabouço ou sem cabeça.<br />Daniel M Barros<br />

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