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Edição Especial de Comemoração dos 20 ano do curso de Jornalismo e Comunicação, produzida pelos alunos de 2º ano de Jornalismo da Escola Superior de Educação de Portalegre.

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Revista 20 anos

  1. 1. alunos aderem À moda da MARmita A festa das tunas eseprevistadigital Junho 2015 Edição especial - 20anosJC preço e comida saudável motivam opção Música “anima” o estudo REVISTA PRODUZIDA com peças dos alunos de jornalismo
  2. 2. PUB
  3. 3. 20 anos JC • esep revista digital • 3 EDITORIALLuís Bonixe - Director do curso de Jornalismo e Comunicação Ao comemorar 20 anos de existência, o curso de Jornalismo e Comunicação coloca-se na linha de partida para enfrentar um conjunto de desafios que se avizinham. Desde logo, consolidar esta oferta formativa e assumi-la como uma das mais importantes no contexto do IPP e da região. A criação de proje- tos de Investigação que promovam a proximidade com a comunidade envolvente e que contribuam para o conhecimento científico das áreas do curso é, neste contexto, essencial. Aspeto incontornável desta afirmação é, naturalmente, os estudantes, que têm, ao longo destes anos dado força ao curso. Nesse sentido, o olhar deverá continuar a estar focalizado na captação de alunos para o curso procurando manter os excelentes níveis alcançados nos últimos anos, quer ao nível da quantidade, quer da qualidade. Por fim, não menos importante, num contexto de Bolonha, as ofertas formativas assumem cada vez mais um carácter integrado e, nesse sen- tido, é preciso reconhecer que a afirmação do curso de JC passa também pela afirmação de uma oferta formativa que o complemente. O nosso mestrado em Jornalismo, Comunicação e Cultura é essa oferta e com ela estamos certos de que a formação em Jornalismo e Comunicação na ESE se torna mais forte. LOCAL 04 “Do abandono à memória” 06 Viajar através do Geocaching 09 “Portalegree Acolhe” refugiados ECONOMIA 10 Menos Estudantes, menos clientes SOCIEDADE 11 A moda da marmita 13 Sonhos em paisagens desempregadas CULTURA 14 Mais do que uma tuna, uma família 16 Rebuçados de Portalegre na bocados portugueses 18 Digital precisa-se para gatantir cinema na cidade 19 Laboratório de Dança Sevilhana DESPORTO 20 BTT em terras alentejanas 21 Basquetebol perde jogadores 22 Futebol no feminino breves
  4. 4. LOCAL 4 • esep revista digital • 20 anos JC ortalegre tem um problema em mãos para resolver. Cada vez existem menos habitantes e menos estudantes no município, o que leva a que muitos dos edifícios sejam abandonados, muitos deles no centro histórico da cidade, ou por falta de condições económicas ou por simples abandono. Cidade em que, no ano de 1981, o número de edifícios construídos antes do ano de 1919 rondava os 3500. Este número tem vindo a diminuir, chegando-se a contabilizar ser cerca de 1200 edifícios no ano de 2011, segundo o site da base de dados PORDATA. Para além de edifícios de habitações, existem também aqueles que fazem parte da paisagem e da história da cidade de Portalegre, como é o caso da emblemática fábrica de cortiça que recebeu o nome do seu fundador, George Robinson, no século XIX. A reabilitação arquitetónica e paisagística de todo o Espaço Robinson inclui o perímetro da Fábrica Robinson, do Convento e Igreja de São Francisco e do Lagar adjacente. Este projeto visa a valorizar a perspetiva histórica da cidade, como também enaltecer e revitalizar o Património através da sua recuperação e adequação. Apesar de grande parte deste espaço já se encontrar reestruturado e renovado, ainda há vestígios de abandono, como o espaço da própria fábrica que atrai vários curiosos a visitar o local. Outro caso de renovação de edifícios bem conhecido por parte dos Portalegrenses, é o atual edifício da Câmara Municipal de Portalegre que antigamente fazia parte das “Do abandono à memória” Nuno Saraiva, vice- -presidente da Câmara Municipal de Portalegre, lembra que “a comuni- dade tem de começar por se identificar com a sua própria cidade, e tem quem ganhar consciência da im- portância da reabilita- ção, da reutilização dos edifícios.” POR JOSÉ ANTUNES P
  5. 5. LOCAL 20 anos JC • esep revista digital • 5 A comunidade tem de começar por se identificar com a sua própria cidade, e tem de ganhar consciên- cia da importância da reabilitação dos edifícios.”. instalações da Real Fábrica de Lanifícios, construída em 1772, por ordem do Marquês de Pombal. Em conversa com Nuno Saraiva, vice- presidente da Câmara Municipal de Portalegre, quando questionado sobre a possível reutilização e renovação de edifícios abandonados para dinamizar a cidade, o autarca responde que “essa reutilização muitas vezes é obtida, por exemplo, através de junção de edifícios.” “As políticas de reabilitação e revitaliza- ção dos centros históricos atualmente apostam na coabitação de várias funções (habitação, serviços e comércio) porque só assim se entende que o tecido se torna vivo, ou seja, que a utilização é totalmente garantida”, acrecenta. O vice-presidente considera o turismo como “um motor económico que ofe- rece retorno e nesse sentido qualquer acção que beneficie o turismo, a reabili- tação é encarada como um investimento.“ E afirma que a Câmara Municipal de Portalegre tem em implementação uma “estratégia de reabilitação urbana no centro histórico de Portalegre e Alegrete, oferecendo isenções de taxas e de bene- fícios fiscais para ações de reabilitação.”. A Câmara pretende também “aumentar a proteção dos edifícios de interesse arquitetónico para que a cidade man- tenha a sua identidade e autenticidade.” Nuno Santana termina afirmando: “A comunidade tem que começar por se identificar com a sua própria cidade, e tem quem ganhar consciência da importância da reabilitação, da reutiliza- ção dos edifícios.”. Exemplo disso é Mariana Costa, de 25 anos, administradora da conta na rede social Facebook“Portalegre Abandonada”. A página onde Mariana aproveita os seus tempos livres para colocar as suas foto- grafias de edifícios abandonados, dentro e fora do município, como forma de apelo à sociedade. Como Portalegrense, Mariana sentiu-se na obrigação de “fazer alguma coisa para mudar o rumo da cidade”. “Decidi começar a fotografar o aban- dono a que Portalegre tinha chegado e publicar na minha página de maneira a poder espevitar algumas mentalidades. De maneira a poder mostrar que temos muito potencial, só falta quem aposte em nós,” conta. “Hoje em dia, em cada um desses pas- seios existem sempre edifícios aban- donados a estragar a paisagem. Não pelo facto de serem feios, muito pelo contrario, mas pelo facto de serem lindís- simos e estarem praticamente em ruinas.“ Expressa a jovem portalegrense. Mariana considera que uma das causas de tanto abandono é o facto de “as pes- soas irem embora à procura de melhor qualidade de vida e o que ficou para trás, ficou. São apenas recordações.” A jovem apela também para que “alguém consiga despertar Portalegre do sono profundo. Existe tanto para ver, conhecer. As cascatas, os conventos, os jardins, os vários castelos, as belas fontes, os mira- douros, as ruas calcetadas, os túneis sub- terrâneos e os maravilhosos fragmentos da muralha medieval. Portalegre é feita de tudo isto e muito mais. E por tudo isto eu fico triste por ver que a cada dia que passa, cada vez mais pessoas a irem embora.”
  6. 6. 6 • esep revista digital • 20 anos JC Passei a conhecer melhor a cidade onde vivo e locais muito interessantes.” LOCAL
  7. 7. 20 anos JC • esep revista digital • 7 Geocaching destaca-se por ser uma actividade que necessita essen- cialmente de um GPS e coordenadas para que seja mais fácil a descoberta das caches. Estas podem con- ter objectos simples como canetas, lápis, ou mesmo objectos mais complexos e passiveis de uma consulta acerca da sua origem e utilidade. No concelho de Portalegre, tal como em vários outros pontos do país, esta activi- dade tem sido desenvolvida e explorada. Existem cerca de dez caches neste ter- ritório, algumas de fácil acesso, outras que exigem mais recursos. “Tenho um enorme gosto pela aven- tura, mistério, pela exploração, foi por essa razão que me interessei pelo Geocaching”, conta Inês Cândido, que pratica esta actividade há cerca de dois anos. Inês tem vindo a aumentar o seu desejo pela procura de todas as caches que ainda não conseguiu encontrar. Mas também aproveita para “poder conhecer a cidade e os seus recantos”: “Desde que iniciei esta actividade passei a conhe- cer melhor a cidade onde vivo e alguns locais muito interessantes e que nunca imaginei que existissem”, diz a habitante de Portalegre. Esta acção torna-se assim também dinamizadora do turismo. O Geocaching permite que as pessoas passem a conhe- cer, por caminhos que têm de percorrer, e que podem ser desde o meio urbano ao meio rural - conforme as coordenadas que lhes são impostas - os locais ocultos de Portalegre e todos os lugares que visitam em busca das caches. Em 2014 verificou-se um crescimento no número de indivíduos, oriundos de vários países, principalmente de Espanha e Suíça, que analisando o território, encontraram em Portalegre as caixas, deixando a marca da sua passagem. Estes mesmos dados ajudam a perceber que o Geocaching pode ajudar a contribuir para o aumento do Turismo na cidade. Os adeptos da modalidade garantem que em 2015 aumentou o número de indi- víduos que procuraram em Portalegre as caixas. Contudo, Raquel Matias, residente na cidade de Leiria,considera“que esta acção devia ser mais divulgada em Portalegre”, devido ao facto de noutras cidades por- tuguesas o conceito de Geocaching ser mais conhecido e “seduzir” mais o públi- co-alvo. “Mesmo na Internet, ao procurar as coordenadas para que se possam encontrar as caches, o acesso é mais escasso e é mais difícil de obter resposta do que noutras cidades onde já pratiquei esta actividade”. Por isso mesmo, Raquel acha importante motivar este tipo de ini- ciativas por assegurar “poder dinamizar a cidade, pela abrangência de culturas que este tipo de temas pode suscitar”. O Geocaching vai sendo desenvolvido, tanto a nível de resursos, tecnologia, per- cursos, como de mais caches que todos os dias podem ser encontradas. Ao longo dos anos pelo avanço das tecnologias e o este conceito foi atraindo mais pessoas, o que levou a autarquias a investirem e a dar uma maior visibilidade ao tema, de acordo com Inês Cândido e Raquel Matias, “esta acção como sendo saudável e dar aos seus praticantes a oportuni- dade de conhecer Portugal e o Mundo inteiro.” VIAJAR através do Geocaching O Tenho um enorme gosto pela aventura O conceito de Geocaching tem vindo a ser mais amplo e diversificado, desde o seu começo, em 2000. O gosto pelo desporto ou a simples atividade de lazer, despertam a curiosidade do público, tendo ao longo destes anos mais aderências, como também mais caches para serem en- contrados pelos inte- ressados. POR PATRÍCIA BATISTA LOCAL
  8. 8. 8 • esep revista digital • 20 anos JC Cáritas de Portalegre começou a apoiar refugiados no fim de 2012 com a chegada de três refugiados vindos do centro de acolhimento da Bobadela (CAR), que decidiu criar mais “postos” de acolhi- mento, redistribuindo assim os que chegam pelas capitais de distrito de Portugal. “Portalegre acolhe” de momento cerca de 15 refugiados de nacionalidades como Bielorrússia, Serra Leoa, Costa de Marfim, Etiópia, Nigéria, Mali, e Congo. Os refugiados que chegam a Portugal vêm a maioria das vezes porque pediram junto da embaixada asilo político, ou por recearem serem perseguidos devido à sua raça, religião ou nacionalidade. Ao chegarem a Portugal são encaminhados para o centro de acolhimento para refugiados (CAR). No âmbito do Programa do Fundo Europeu para a Integração de Nacionais de Países Terceiros (FEINPT), a Cáritas de Portalegre desenvolveu o projeto “Portalegre Acolhe”, e no decorrer do mesmo foram realizadas algumas atividades interculturais, nomeadamente algumas festas e passeios pelos arredores de Portalegre, Alter do Chão e Nisa foram alguns dos locais visita- dos pelos refugiados. Segundo Luís Mamão, da Cáritas, os refugiados dizem que “se sentem [dentro dos possíveis] muito bem em Portalegre e que na cidade têm de tudo um pouco e são apoiados de uma maneira tal, que nunca seria possível em Lisboa”. “Portalegre acolhe” refugiados A POR DANIELA PAULO Portalegre recebeu em 2015 cinco refugiados que vão receber o apoio da Cáritas, totalizando assim cerca de 15 refugiados ao cargo desta mesma instituição. LOCAL Actividades interculturais como festas e passeios ten- tam integrar comunidades. ”
  9. 9. 20 anos JC • esep revista digital • 9 ão mais de 100 portas comerciais que todos os dias encerram em Portugal, e Portalegre não é exceção. O encerramento de estabelecimentos é consequência da crise. “A cidade tem vindo a perder estudantes, devido à crise e também porque vivemos numa cidade que não tem emprego para os jovens”, afirma Hugo Ossuman, gerente do Álamo, um dos bares que ainda resiste na zona. Empregado no local há mais de 6 anos, Hugo Ossuman conta ter assistido a um decréscimo na vinda de estudantes. “A cidade só tem vida quando estão cá os estudantes! De ano para ano são menos, e eles dão alegria, agitação, tudo a esta cidade!”, acrescenta. As noites portalegrenses avizinham-se tristes para os residentes, que cada vez mais decidem abandonar a cidade. “Converso com amigos meus que trabalham em Évora, Castelo Branco e Lisboa, e eles próprios dizem que a noite está cada vez pior”, afirma o gerente de um dos bares mais frequentados em Portalegre. Uma das razões que Hugo Ossuman considera como sendo a fonte de problemas na região, é a existência de muita concorrên- cia num local tão restrito. “Por haver diversos bares, as pessoas escolhem os preferidos, ganham rotinas e devido à pouca popu- lação/clientes, as despesas aumentam e o lucro baixa”, lamenta. Estabelecimentos encerrados como Alibábá, Lagartos, Príncipe Real, República, Tapas Bar, Tasca Académica e Tasca Moka são muitos dos nomes que o gerente enuncia para mostrar a con- tinuidade desta situação. O bar que recentemente fechou portas foi o Príncipe Real, bar/café que era o mais frequentado pelos estudantes portalegrenses. Por isso, constata-se que os “bares cada vez menos apostam nos artistas pela falta de dinheiro, trabalhando com os mínimos possíveis”, informa. Na luta diária por angariar clientes, os proprietários tentam chamar à atenção me mais clientela trazendo artistas, mas o cenário parece não mudar muito. “Aposta-se em grandes artistas, mas funciona numa semana, na outra está tudo vazio outra vez,” afirma Hugo Ossuman. Por este motivo, a instabi- lidade sentida no negócio dos bares, em Portalegre, preocupa os residentes e proprietários:. “Hoje em dia temos bares muito bons em Portalegre, mas acredito que nenhum bar tenha esta- bilidade, isto porque os dias fracos são mesmo muito fracos. Os dias fortes, são normais! Normais porquê? Porque um bar tem imensas despesas”, acrescenta. S ECONOMIA Menos estudantes, Menos CLIENTES Condições económicas cada vez mais desfavoráveis obrigam proprietários do distrito alentejano a fechar portas POR GLÓRIA FONTOURA
  10. 10. 10 • esep revista digital • 20 anos JC ara quem estuda ou trabalha longe de casa, levar refeições caseiras parece ser a melhor hipótese. Com o aumento dos preços e a situação económica do país, comer fora fica caro. Até porque nos restaurantes nem sempre se tem à dis- ponibilidade comida saudável a preços em conta. A moda da marmita veio mesmo para ficar. Quem o diz são os alunos e fun- cionários da Escola Superior de Educação de Portalegre (ESE) que já aderiram à tendência e garantem não haver desvan- tagens. Uma das adeptas das marmitas é Isa Pinheiro Ceia, aluna do primeiro ano de jornalismo e comunicação, que confessa ter aderido a esta moda: “Dois meses depois de ter chegado à escola. Não só devido aos preços mas também porque sabe melhor comer a nossa comida casei- ra.” Mas a marmita acaba também por ser uma forma de economizar assume-o Catarina Bugia, aluna do 2º ano, perfil de comunicação: “Almoçava fora três dias por semana o que rondava um gasto de 20 euros. Agora, gasto por volta de 5 euros. No final do mês é uma diferença muito grande.” Preparar a própria marmita possibilita também o reaproveitamento da comida que sobra de outras refeições. Permitindo alternar o que se come “um dia peixe, um dia carne” confessa Andreia Costa, aluna do primeiro ano de serviço social. Na realidade uma opção para quem gosta de cuidar da sua alimentação. A maioria dos alunos adotou esta medida recentemente. No secundário tinham à disposição uma cantina escolar e por terem subsídios escolares, não pagavam as refeições. Não se justificava o uso da marmita. Este objeto que anda na moda parece ser um simples recipiente só que há muito que faz parte da sociedade por- tuguesa. A crise só lhe deu destaque e uso mais frequente. Os trabalhadores dos campos e os operários da construção civil sempre levaram refeições caseiras para o trabalho. No Alentejo as pessoas que trabalhavam no campo levavam as suas refeições em tarros (recipientes em cortiça). Domingos Silva, funcionário da ESE, afirma que desde que se iniciou no mercado de trabalho optou pelas marmitas: “O trabalho assim o exigia. A MODA DA MARMITA P Levar marmita para o trabalho ou para a universidade tornou-se moda. Quer seja por razões económicas ou por motivos nutricionais. POR MARIA NOGUEIRA SOCIEDADE
  11. 11. A MARMITA DE... RECEITA 20 anos JC • esep revista digital • 11 Atualmente continuo a trazer. Tenho um horário direto o que não me permite ir a casa ou a um restaurante.” Outra fã desta moda é Irene Melita, tesoureira da ESE, que prepara as suas refeições para levar para o local de trab- alho há 10 anos: “Aderi às marmitas por ser mais económico. Comecei a prepará- las quando casei e tive a minha própria casa.” Vanda Almeida, atual proprietária do bar da ESE, junta-se ao grupo de funcionários da Escola que levam marmita: “Mesmo tendo à disposição uma variedade de produtos expostos na vitrina do bar, opto por trazer a minha própria marmita. Acabo por ter mais oferta de escolha além de conseguir economizar.” Quando questionada sobre a influência desta tendência nas vendas do estabe- lecimento, Vanda Almeida afirma: “ O facto de os alunos trazerem as suas próprias marmitas influenciou o nível de vendas, que baixou particularmente neste segundo semestre” e acrescenta “ deixou de compensar fazer sopa para vender no estabelecimento, não dava lucro.” Em alternativa, os alunos podem recorrer à cantina central do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) e ao bar da ESE. Mesmo assim, Margarida Batista, aluna do curso de jornalismo e comunicação, reconhece: “ É mais saudável e mais equilibrado comer uma refeição que é preparada em casa do que comer tostas, sandes ou sumos todos os dias. Para além disso fica mais barato.” A ESE teve de se adaptar aos novos hábi- tos e dispõe de uma sala onde os alunos e funcionários podem aquecer a sua comida, comer e conviver. É lhes provi- denciada uma televisão e ar condicio- nado para oferecer um melhor ambiente a quem usufrui do espaço. Lúcia Ferro constata: “Consigo conviver e criar novas relações com as pessoas que também utilizam o mesmo espaço que eu.” A modernidade do tema surge por ser tendência nas universidades. As dificul- dades financeiras que se sentiram nos últimos quatro anos obrigaram os estu- dantes a rever os seus hábitos de con- sumo. Os alunos e funcionários da ESE reforçam que foi a pensar em poupar que aderiram a esta moda e só depois se junta a questão nutritiva. Quanto à escolha dos alimentos a maioria prefere pratos de carne e saladas mas logo a seguir surgem as alternativas: sopas, peixe e sandes. A marmita deixa assim de ser tabu e passa a ser um hábito comum. Segundo um estudo da Escola de Marketing IPAM “78% dos inquiridos reduziram as suas idas aos restaurantes sobretudo em dias úteis”. O que reforça o hábito de preparar a comida em casa para a levar para o trabalho. O famoso recipiente também se revela um negócio com sucesso no mercado. As pessoas começam a dar mais atenção ao design e à funcionalidade. Marcas como a SmartLunch são exemplo disso mesmo. Comer quando, onde apetece e o que se considera mais saudável e saboroso. Poder variar consoante o gosto pessoal e garantir que o que se come é bem con- fecionado, são algumas das vantagens de transportar a comida caseira. Segundo dados da Kantar Worldpanel “cerca de 40% dos lares portugueses preparam marmitas para levar para o emprego. Cerca de mais de metade dos valores apresentados em 2009.” O melhor é habituarmo-nos à imagem das marmitas nas ruas e espaços públi- cos. Parece que vieram para ficar. Consigo conviver e criar novas rela- ções com as pes- soas que também utilizam o mesmo espaço que eu.” Catarina Bugia Aluna do curso de Jornalismo e Comuni- cação (perfil comuni- cação) aderiu à moda da marmita no início do 2º semestre do 2º ano. Adepta de comida saudável foi uma forma de aliar bons hábitos alimentares à poupança. O calor chegou à séria! E para quem tem tensão baixa, estes não são os melhores dias. Daí, e para tornar um pouco mais suave um chá verde, acrescentam-se cascas de laranja (bem lavadas) à infusão e deixam-se resfriar mais um pouco no frigorífico antes de beber. O chá verde ajuda a eliminar a celulite, por isso o casa- mento é promissor. Fonte: http://amarmitalisboeta.blogspot.pt/ SOCIEDADE
  12. 12. 12 • esep revista digital • 20 anos JC Sonhos em paisagens desempregadas O Alentejo foi eleito a melhor região de turismo nos Prémios Portugal Travel Awards. A National Geographic considerou a região no top dos 21 países a visitar. Apesar disto os estudantes de turismo temem desemprego e falta de oportunidades. POR MARTA RAMOS SOCIEDADE
  13. 13. 20 anos JC • esep revista digital • 13 cidade de Portalegre dispõe de instituições edu- cacionais direccionadas para a área do turismo, com o objetivo de formar e qualificar os alunos face às necessidades do mercado, no entanto os respectivos estudantes sentem algumas fragilidades. O sector turístico na região do Alentejo tem vindo a aumentar a sua visibilidade, com o desenvolvimento de um conjunto estratégico. O desejo de viajar pela História e abundância do Património tem motivado a criação de actividades e eventos que permitem o reconhecimento da região e um valor acrescentado para a mesma. “O turismo é um sector essencial para a notoriedade do ter- ritório. É preciso reforçar e ampliar de forma a ser decisivo na excelência e afirmação da marca Alentejo no Mundo que nos dias de hoje já conseguimos.” expressa Ceia da Silva, Presidente do Turismo do Alentejo. A Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre (EHT Portalegre) foi considerada um projecto inovador e um marco importante para toda a região alentejana, de acordo com Maria Conceição Grilo, Directora da instituição. “A escola dá apoio a todos os seus alunos, temos estágios longos e serviços escolares com o privilégio de ter contacto com pes- soas experientes na área contudo Portalegre não tem capacid- ade para empregar jovens deste sector.” declara Ana Rodrigues, aluna do curso de Técnicas de Serviço de Restauração e Bebidas, da EHT Portalegre. André Coutinho, aluno do curso de Técnicas de Cozinha e Pastelaria na instituição anteriormente referida afirma com alguma motivação e ao mesmo tempo preocupação: “Temos formadores na área da cozinha, turismo, gestão hoteleira, gestão de serviço de bar e restaurante que preparam muito bem os alunos para o mercado de trabalho. Os maiores desafios são os eventos para os quais a escola é convidada a participar e o facto da cidade não ajudar.” O curso de turismo também é promovido na Escola Superior de Educação de Portalegre mas as visões quanto ao apoio forne- cido por parte do estabelecimento de ensino diferencia-se em relação aos estudantes da EHT Portalegre e recordam o quão diferente é o rigor em cada uma das instituições. “A escola não presta o apoio suficiente, precisamos de mais especialização e eventos para comunicarmos e socializarmos com pessoas referentes na área”, critica Ana Mendes, com algu- ma desmotivação. Do ponto de vista de Elisabete Rodrigues, Directora do Curso de Turismo da ESEP, a actual situação é de um esforço tal como expressa: “Com o que conheço da cidade de Portalegre e da ESEP, considero que tanto uma como a outra estão preparadas para responder às expectativas dos alunos, embora possamos sempre melhorar sendo que nada é finito”. Os alunos mostram descontentamento com as carências que este sector apresenta e contestam os desafios que podem vir a ter no futuro tendo em conta que consideram a cidade de Portalegre incapaz de corresponder às suas expectativas. Em contrapartida Ceia da Silva considera: “Nenhum outro sec- tor tem criado tanto emprego como o turismo e o Alentejo está preparado para ir ao encontro das perspectivas dos jovens. O emprego jovem é determinante. São os jovens que têm que criar o seu próprio emprego, como por exemplo animação turística.” Ana Rodrigues com algum receio recorda: “O hotel que temos nem um restaurante tem, é necessário desenvolvimento e por esse motivo a cidade em questão não tem capacidade para empregar os jovens desta área.” Em Portalegre grande parte dos monumentos, pontos de refe- rência encontram-se fechados e muitos estabelecimentos são negócios de família o que faz com que a área de turismo esteja limitada para estes alunos e por esse motivo sentem dificuldade em conseguir oportunidades. “Um dia posso vir a precisar de jovens mas já tenho pessoas efectivas e quando algo acontece abro as portas a pessoas da casa”, declara Palmira Pires, proprietária de um restaurante. O Alentejo foi eleito a melhor região de turismo nos Portugal Travel Awards e a National Geographic incluiu-o na sua lista mundial de 21 destinos a visitar. A paisagem, o cheiro, a tranquilidade e a diversidade são ele- mentos que se realçam cada vez mais como marca do Alentejo assim como as fortalezas, castelos, muralhas, parques naturais e restos arqueológicos que são facilmente encontrados por toda a região. Embora apresente grandes dimensões geográficas o Alentejo é a região menos povoada do país e por esse motivo sente-se algu- mas fragilidades e limitações tal como os estudantes referiram. “Penso que não há apoios suficientes mas já começamos a trabalhar para inverter a situação. Devia haver ligações mais fortes com entre todas as entidades deste sector” reforça Sónia Mendes,Técnica-Superior da Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo. A Sector do turismo tem sido o que mais cria emprego Penso que não há apoios suficientes mas já começa- mos a trabalhar para inverter a situação. Deve haver ligação entre as entidades.” SOCIEDADE -- ARQUIVO
  14. 14. 14 • esep revista digital • 20 anos JC m Março de 1994, um grupo de colegas que gostavam de cantar juntou-se já que “na altura o único grupo de músicas existente na Escola Superior de Educação (ESEP) de Portalegre (ESEP) não se sentia realizado” conta Rui Serras, um dos fundadores da Tuna Papasmisto. Inicialmente, a ideia era formar uma tuna masculina só da ESEP, mas a adesão por parte dos homens não era muita e, além disso, a dificuldade de arranjar instrumentos fez com que o grupo recorre-se a colegas da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG). “Fizemos a divulgação e nos primeiros ensaios deparámo-nos com quarenta elementos,apenas com dois instru- mentos” A luz dos holofotes fez com que a música fosse tocada de outra forma. O convite por parte de um canal televisivo para que a “tuna da ESEP participasse num programa televisivo” fez com que Rui Serra e os colegas reunissem com o Professor Fortunado Queiroz, na altura Presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), para falarem com ele acerca da formação da tuna. Quando a tuna foi formada houve um encontro, onde convida- ram duas tunas de Coimbra, uma de Castelo Branco, de Évora e ainda a tuna de medicina de Badajoz, que se realizou com os “25 contos (125 euros) que tínhamos no bolso que juntámos a fazer arruadas na altura do Natal e das Janeiras” referiu Rui Serras. Na altura, receberam apoio do IPP e do Instituto Português da Juventude (IPJ), que forneceu alojamento e refeições. No fim “tínhamos 1000 contos no bolso (5000 euros) ” Atualmente, a tuna organiza um encontro chamado “Capotes Negros” que tem como objetivo “juntar várias tunas do país.” Mas neste entcontro não não se esquecem as tunas da cidade de Portalegre. “Com isso queremos proporcionar aos estudantes uma noite académica diferente e especial”, conta Maria Castelo Branco. Este encontro é um marco importante, dado que “exige muita dedicação e trabalho”. No fim da noite todos sentem “sat- isfação por mais um ano cumprido”. Hoje são cerca de 28 os membros ativos da tuna, ou seja, são “28 personalidades completamente diferentes, o que é normal gerar alguns conflitos, mas são tão necessários como os momentos de alegria” e como tuna nunca se esquece que “existe sempre um objetivo em comum que é levar o “barco” para o melhor caminho”, diz Maria Castelo Branco. Muitos tunantes vêm o grupo como uma família, tal como Marta Ramos refere: “Vi que havia ali uma família e o facto de estar tão longe de casa, levou-me a querer entrar na tuna”. Para João Guimarães, a tuna significa “poder ter atuações quer na cidade em que se está a estudar, quer levar o nome da cidade para fora, dar a conhecer às pessoas e fazê-las felizes e, acima de tudo, Mais que uma Tuna, uma família E POR CLÁUDIA ROCHA “É sem dúvida um enorme prazer dar um pouco de mim a esta tuna, mas com toda a certeza que nunca lhe vou dar tanto a ela como ela me dá a mim”, afirma Maria Castelo Branco, atual presidente da Tuna Papasmisto. CULTURA
  15. 15. 20 anos JC • esep revista digital • 15 sair da rotina.” Quanto ao futuro da tuna Maria afirma que “não podia estar mais contente por ver a dedicação e a força de vontade de todos nós para que isto continue”. Quando se fala em “tuna”, muitos pensam que isso se baseia em copos e bebedei- ras mas,“na verdade acima disso tudo está uma tradição a manter, uma enorme vontade de tocar e cantar e passar aos que vêm, aquilo que os que já foram nos passaram a nós, sempre com “amor à camisola”. Maria refere ainda que tem a certeza de que a tuna tem “condições para continuar a representar a nossa cidade com muita alegria e continuar a contar uma história que já vai em 21 anos.” Vi que havia ali uma família. E o facto de estar longe de casa, levou-me a querer entrar para a tuna.” CULTURA
  16. 16. 16 • esep revista digital • 20 anos JC Rebuçados de Portalegre na boca dos portugueses Os rebuçados de ovos de Portalegre vieram trazer o reconhecimento à cidade de onde são originais. É um produto que se distingue como “uma jóia da doçaria conventual portuguesa”. POR DANIELA PAULO CULTURA ARQUIVO
  17. 17. 20 anos JC • esep revista digital • 17 oi em 2005 que nasceu a tão “prestigiada” fábrica de rebuçados de ovos de Portalegre. A ideia partiu de Daniel Roldão, zootécnico de pro- fissão. A criação da fábrica de rebuçados de ovos surgiu durante um projeto bem dife- rente: “Um parque com galinhas, capoei- ras, ervas e minhocas”, conta Daniel Roldão. O principal objetivo era a criação de galinhas poedeiras num ambiente biológico e saudável. Durante o projeto que desenvolvia Daniel percebeu que 30 por cento dos ovos que produzia não podiam ser comercializados devido ao seu calibre, pois estes têm de obedecer a determinados parâmetros. O produtor achou “engraçado encontrar uma utilização para esses ovos” e per- cebeu ainda que seria “muito apropriado agarrar num doce ou num produto da zona que sempre foi conhecido por ser muito bom mas que poucas pessoas tin- ham acesso pois só eram confecionados por encomenda e em épocas festivas”. Posto isto, surge em 2005 a fábrica de rebuçados de ovos, ao fim de dois anos de investigação intensiva e aperfeiçoa- mento da receita. Esta investigação foi realizada em parceria com a Escola de Hotelaria do Estoril, com o objetivo de estender o prazo de validade. A principal preocupação de Daniel Roldão foi o respeito pelo modo de fabrico tradicional e “ a responsabilidade de não adulterar mas sim de melhorar o produto, não utilizando produtos de enchimento, produtos de coloração, nem outro produto que desvirtude o produto original, no fundo é o respeito pela ori- gem sem fundamentalismo” A receita dos rebuçados de ovos já não é a mesma, que a criada pelas freiras do Convento de Santa Clara, há três séculos. Nessa altura como forma de aproveita- rem as gemas dos ovos após a confeção das hóstias. Hoje a receita está adaptada às novas exigências do consumidor, visto que os hábitos alimentares de hoje não são os mesmos do século XVIII e “o tradi- cional de hoje não será o tradicional de amanhã” O rebuçado de ovo “O rebuçado de ovo é um produto com grande valor, com história e que se dis- tingue como uma jóia da doçaria con- ventual portuguesa”, segundo o funda- dor da fábrica de rebuçados, este é um “doce magnífico”, considerado um ícone da cidade de Portalegre. Segundo Carla Oliveira, chefe de produção desde o primeiro dia de ativi- dade da fábrica, afirma que diariamente é possível produzir e embrulhar 400 rebuçados em oito horas de trabalho. A confeção dos rebuçados conta ape- nas com dois ingredientes: gemas de ovos e açúcar, no entanto cada lote de rebuçados pode demorar entre quatro a seis dias a ser produzido sem máquinas na linha de produção “é um modo de fabrico muito lento, em que a massa do rebuçado tem de ganhar consistência para poder ser trabalhada fase a fase” diz Carla Oliveira ao explicar que depois de a massa obter a consistência correta, são feitas as bolinhas que posteriormente são passadas por açúcar em pó e por último em calda de açúcar em ponto de rebuçado para que estes fiquem esta- ladiços. Depois de arrefecidos estes são embrul- hados em papel de seda e fechados nas suas “latinhas” amarelas, desenhadas pela Shift Design, de modo a apelarem o consumidor, com o seu aspeto “vintage”. O caminho dos rebuçados Depois de produzidos os rebuçados, chega a hora de distribui-los pelos por- tugueses, já existem pontos de venda de norte a sul do país incluindo as ilhas, Viana do Castelo, Porto, Coimbra, Leiria, Santarém, Évora e Lisboa são exemplos de onde é comercializado o produto, sem esquecer claro a cidade de Portalegre, de onde estes são oriundos. Os principais pontos de venda em Portalegre são as lojas “Hiperfrutas” e a “Sons e Sabores”, que são das poucas no distrito que se adequam ao tipo de mercado. Lisboa é o distrito que conta com o maior número de pontos de venda, pois existem mais oportunidades de mer- cado, tendo em conta que o produto é essencialmente dedicado a um segmento “premium”, onde é necessário dedicação e formação. Por isso mesmo, “Portalegre não tem um comércio de grande volume, poucas lojas são especializadas e este é um produto que requer dedicação e formação, por- tanto não há muito espaços comerciais para nós trabalharmos, daí Lisboa ser uma boa escolha” A opção de exportar o produto para mais pontos da Europa ou mesmo do mundo, por enquanto não está nos planos da empresa pois como já foi referido os rebuçados são um produto muito especí- fico, com características únicas e com um prazo de validade curto que ao ser com- ercializado para o estrangeiro poderia perder muito da sua qualidade. F Agarrar num doce ou num produto da zona que sempre foi conhecido por ser muito bom mas que poucas pessoas tinham acesso pois só eram feitos por encomenda e em épocas festivas” CULTURA
  18. 18. 18 • esep revista digital • 20 anos JC ma das surpresas que a maior parte dos estudantes do Instituto Politécnico de Portalegre tem quando chegam à cidade é a falta de um cinema. Para estes jovens este é um dos hobbies de eleição. Hoje a maior parte dos filmes são disponibilizados em formato digital o que coloca um problema à única sala de cinema de Portalegre – o Centro de Artes e Espetáculos (CAEP). A Câmara Municipal e o CAEP estão a trabalhar em conjunto para tentarem uma solução. “Atualmente já não há praticamente filmes em 35 mm, as chamadas bobines, e todos os filmes serem disponibilizados em formato digital, a Câmara Municipal de Portalegre e o CAEP, apesar das dificuldades económicas, irão tentar obter esse novo formato para o Centro de Artes, através de candidaturas a fun- dos comunitários”, diz Gaspar Garção, funcionário do CAEP. O Centro tenta substituir uma sala de cinema, mas os filmes chegam tarde. Pedro Barbas, Chefe da Divisão de Cultura, Juventude, Desporto, Educação e Turismo de Portalegre, admite que o CAEP não substitui um cinema, mas “é como se fosse um” e que “a verdade é que há falta de investimento em todas as áreas que se dedicam à cultura”. O responsável conta ainda que “quase todos os filmes são casa cheia,principalmente os infantis, chegamos a ter três sessões completamente esgotadas”. Gaspar Garção, funcionário do centro, explica: “o CAEP não é um cinema, é um Centro de Artes e Espetáculos, que como o nome indica, tem várias atividades, desde cinema, a música de vários tipos, até dança, teatro, exposições, conferências, etc.” Mas multiplicam-se as iniciativas para substituir a inexistência de um cinema em Portalegre. Além de exibições de filmes no CAEP, há exibições no Porta-Aviões todos os domingos à noite. E há ainda o CINESEP na Escola Superior de Educação, todas as terças à noite. Digital precisa-se para garantir cinema na cidade U Apesar das sessões regulares de cinema no CAEP, os filmes são pouco comerciais e afastam jovens desta sala. CULTURA POR BÁRBARA FANTONE ARQUIVO
  19. 19. 20 anos JC • esep revista digital • 19 Todas as semanas há danças de sevilhanas no CAEP que assim promove a abertura dos habitantes portalegrenses a outras culturas, nomeadamente à espanhola. As senhoras e crianças que se juntam todas as quartas-feiras, entre as 18:15h e as 19:15h, demonstram que existe uma “grande paixão pelas dan- ças Sevilhanas uma vez que são bastante vivas e alegres”, revela Teresa. As Sevilhanas que advêm da evolução do Flamenco são carac- terizadas como uma dança de par. Estas danças são ainda adje- tivadas de graciosas, espontâneas e bastante dinâmicas e é isso que tem vindo a cativar cada vez mais o público portalegrense. Ana Nunes, aluna deste grupo diz-se “simplesmente encantada pela dança que vi num bar em Sevilha. Depois de terminar o curso comecei a ter aulas de Sevilhanas em Lisboa, isto já há muitos anos, mas desde aquela noite em Sevilha, o bichinho pelas Sevilhanas nunca mais desapareceu”. Segundo Teresa, “a dança Sevilhana tem vindo a popularizar-se por toda a parte” e é por isso que a aposta na mesma se tornou óbvia para o CAEP, uma vez que o Centro de Artes do Espetáculo, como o seu próprio nome indica, pretende dar às pessoas aquilo que tem a ver com a arte e a cultura, não só do nosso país, mas do mundo inteiro. Este grupo, embora se trate de um grupo amador, tem conse- guido fazer algumas atuações de forma a mostrar ao público aquilo que vão desenvolvendo nas aulas e os progressos que vão fazendo. Estas atuações servem ainda para tentar cativar mais gente para a prática desta dança. Laboratório de dança sevilhana “O objectivo é dar a conhecer a dança espanhola aqui em Portalegre”. É assim que a professora Teresa Sequeira carac- teriza a aposta do CAEP LAB na dança Sevilhana. As aulas realizam-se todas as quartas-feiras ao fim da tarde no CAEP. POR JOÃO BAPTISTA ARQUIVO
  20. 20. 20 • esep revista digital • 20 anos JC A apresentação do projeto foi feita há cerca de dois meses em Alter do Chão e as inscrições já se encontram abertas. Este even- to resulta de uma parceira entre o Centro Cultural e Desportivo Ases do Pedal, com sede em Portalegre, e o clube Alter Real BTT de Alter do Chão. Esperam-se atletas vindos de todo o país naquela que será uma prova de 190 quilómetros, com a duração de dois dias, a decorrer entre Portalegre e Alter. O percurso será entre caminhos rurais e uma breve passagem pela serra de S. Mamede mas, a organiza- ção alerta: “O percurso será efetuado com a orientação de um GPS e não existirão marcações no terreno.” Os atletas podem inscrever-se para os dois dias ou apenas para um, com equipas de um a três elementos de ambos os sexos. O município de Alter do Chão disponibiliza ainda, gratuitamente, alojamento para aproximadamente 35 atletas, aos restantes será permitida estadia no pavilhão. João Figueira, aluno de serviço social da Escola Superior de Educação, praticante do desporto desde os seus 14 anos decidiu embarcar nesta aventura e confessa: “É a primeira vez que reali- zo uma prova deste tipo. Sou mais adepto de provas de resistên- cia, maratona e provas de XCO (modalidade do ciclismo de mon- tanha). Quanto a esta prova tenho a noção que não vai ser fácil, esperam-se dias com temperaturas elevadas e as distâncias são bastante longas mas, quem corre por gosto não cansa.” João Figueira participa na equipa de um dos fundadores do grupo Ases do Pedal, Júlio Ceia, que numa brincadeira com Manuel Vilela e João Cândido criam o Centro Cultural e Desportivo Ases do Pedal. Os Ases do Pedal, segundo Manuel Vilela: “Organizaram aquela que foi considerada, durante algum tempo, a melhor maratona de BTT que se fazia na europa”, a prova Portalegre BTT que atingiu o recorde em 2007 com a participação de 4750 praticantes de BTT. BTTem terras alentejanas É já nos dias 20 e 21 de junho que se realiza a 1ª travessia em BTT Portalegre – Alter do Chão. POR MARIA NOGUEIRA ATLETAS FARÃO 190 KM ENTRE ALTER E PORTALEGRE DESPORTO
  21. 21. ARQUIVO ARQUIVO 20 anos JC • esep revista digital • 21 DESPORTO O clube formou-se em Dezembro de 1999. António Jacques treinador de nível 2, e atual treinador, foi um dos fundadores. E ainda não desistiu da equipa. António Jacques manteve-se ao longo de todos estes anos a remar ‘’sozinho’’ contra todas as adversidades que lhe iam aparecendo no caminho. O Portalegre Basquete Clube começou com jovens que vinham das escolas, com eles, uma equipa de juniores foi formada tendo chegado a seniores, depois disso a equipa desmembrou-se, uns foram jogar para outras equipas e tantos outros foram estudar para fora da cidade. Foi já na temporada de 2005/2006 que o PBC começou com os mais novos, no mini basket que mais tarde transitaram para a formação. Ao longo dos anos as equipas iam-se formando com os jogadores que iam aparecendo e que consequentemente, traziam outros para a prática desportiva no clube. Inicialmente vinham pelo convívio mas depois acabavam por gostar e ficar. O clube chegou a ter 4/5 escalões a funcionar ao mesmo tempo entre 2006 a 2010, altura em que havia mais apoios entres eles o da Câmara Municipal de Portalegre. António Jacques afirma: ‘’Tenho levado o clube de todas as maneiras possíveis’’, ‘’Tive de deixar de ser treinador para arbi- trar um jogo porque não haviam árbitros no alentejo’’ referiu ainda. Em Portalegre há mais adeptos de futebol e andebol. O prob- lema, diz o treinador, “não é o Alentejo. Em Ponte de Sor, Beja, Elvas e Campo Maior, há apoio.” E considera que na base estão sobretudo “questões culturais, de hábito e com a falta de dinam- ização do desporto’’. A equipa técnica contava com António Jacques a treinador e alguns jovens aspirantes a treinadores que pelo clube passaram em temporadas distintas e que nunca acabaram por ficar. Os treinos do PBC funcionavam consoante os horários e as épocas. Enquanto nos outros clubes, cada escalão tem dias diferentes para treinar, em Portalegre eram todos os escalões ao mesmo tempo. Entre os anos de grande adesão, o clube chegou a ter cerca de 50 atletas, alguns deles foram treinar às seleções regionais. “Não é que não haja apoio porque houve apoio da autarquia de 2006 a 2010, mas depois disso começou a crise.Assim ano após ano, corte após corte, as coisas deixaram de funcionar”, lamentou António Jacques, com alguma tristeza nas palavras. O treinador recorda os momentos que altos do basquetebol na cidade. O clube chegou a organizar uma taça nacional de juniores masculinos, a final da taça do Alentejo e a final do campeonato regional de iniciados masculinos, e para António Jacques esses foram os pontos mais altos clube em conjunto com a participação de alguns atletas do Portalegre Basquete Clube nas seleções regionais. Um antigo jogador mostra a sua tristeza quanto ao fim do bas- quete em Portalegre: ”Oxalá possa voltar, era importante para a cidade” referiu. O basquetebol em Portalegre já viu dias melhores. Hoje há pouco mais do que um pavilhão vazio sem o barulho da bola a bater no chão. Basquete perde jogadores Foi um dos desportos influentes na ci- dade de Portalegre. Hoje o Basquetebol caiu de tal forma no esquecimento que não restam atletas no Portalegre Bas- quete Clube. POR RAFAEL VINTÉM
  22. 22. 22 • esep revista digital • 20 anos JC DESPORTO
  23. 23. 20 anos JC • esep revista digital • 23 Deixando “clichés” de lado entramos em campo com as mulheres que fazem do futebol uma paixão. Ana Valinho começou no desporto aos sete anos de idade. A jovem, natural de Fátima, começou no atletismo no clube da terra, na Casa do Povo de Fátima. Aos doze anos mudava- se para o futsal, no mesmo clube, mas rapidamente ascendia na sua carreira, mudando-se já mais tarde para o futebol. Aos 21 anos Ana Valinho envergava a camisola do 1º de Dezembro, clube da zona de Sintra, onde jogou três épocas e foi campeã nas mesmas três, erguendo ainda duas taças. Foi chamada à selecção nacional onde se tornou internacional pela equipa das quinas. Depois de uma experiência internacional, na Islândia, voltou a Portugal onde representa o Clube Atlético Oureense há quatro anos. No Oureense já foi campeã, já ganhou a Taça de Portugal, e conseguiu escrever linhas de história, em Portugal, ao serem o clube português que mais longe foi na Liga dos Campeões. Ana Valinho sublinha que o futebol não é igual para homens e para mulheres porque “se a mulher quer fazer desporto, normalmente tem de fazer muito mais sacrifí- cios do que os homens” e “a visibilidade e reconhecimento também é sempre maior nos homens do que nas mu- lheres” referindo-se ao facto da comunicação social não ter dado qualquer importância ao feito histórico do Clube Atlético Oureense. Esta foi a equipa portuguesa que mais avançou na Liga dos Campeões, contudo o facto de se tratar de uma equipa feminina afastou-a das notícias. Acima de tudo são mulheres com paixão pelo futebol, mulheres que muitas vezes lideram homens e conseguem manter o sangue frio para manter, dentro das quatro linhas, a serenidade, dignidade e respeito que o futebol assim pede. Mariana Domingos é natural de Leiria e tem 21 anos e sonha, um dia, fazer carreira no futebol. Sem bola nos pés, mas com cartões na mão, Mariana é árbitra no distrito de Portalegre tendo tirado a sua formação em Leiria, mas faz sentido perceber toda a sua história. Mariana sempre foi apaixonada pelo desporto e desde cedo praticou patinagem artística. Contudo, uma lesão grave afastou-a dos patins e das competições, mas levou- -a a virar-se para o futebol, ou mais especificamente, para a arbitragem de jogos de futebol. “Entrei na arbitragem principalmente por causa do meu pai. Ele era árbitro e lá em casa sempre fui habituada a ver e acompanhá-lo. O bichinho começou a crescer e fui tirar o curso, mas nunca pensei que viesse a gostar tanto disto”, revela Mariana. A atleta, natural da Cidade do Liz, é já árbitra há seis anos e desabafa: “No nosso país temos grandes árbitras que são destacadas a nível internacional, por isso qualidade não falta. Penso que o que falta é um pouco mais de reconhe- cimento, e capacidade para dar valor ao futebol feminino, e às atletas que o praticam”. futebol no feminino O futebol é o desporto rei e leva milhares de espetadores aos es- tádios para assistirem a uma boa partida de futebol. Quando falamos em futebol associamos ao sexo masculino, mas há um cada vez mais atletas. MAriana é árbitra há já seis anos POR TIAGO MARQUES mas lamenta falta de valorização DESPORTO ARQUIVO
  24. 24. 24 • esep revista digital • 20 anos JC Famílias acolhem animais abandonados ANA PARENTE O principal objetivo das FAT’S passa por oferecer uma vida de qualidade aos animais durante o período de espera por uma família que os adote. Atualmente, a associação “Arronches Adopta” conta com o apoio de duas FAT’S. Por norma, cada família acolhe uma ninhada, o que perfaz um total de 6 a 9 animais. No caso em que se trate de alguma doença, cada FAT fica apenas com um animal. Caso as famílias de acolhimento temporário não possam cuidar deles muito tempo ou caso não se encontre alguém que os adote, os animais voltam para o lagar de Arronches, local onde foram acolhidos inicialmente. De acordo com a responsável pelo projeto “Arronches Adopta”, Patrícia Flores, houve diversos casos em que os pequenos animais só se salvaram por serem integrados nestas famílias, “fazendo as contas por alto, já mais de 20 cachorros se salvaram por ficarem ao cuidado das FAT’S”. Acrescenta ainda que con- sidera que seja muito importante ajudar todos os animais que possamos. “É isso que o mundo em que vivemos precisa. Dar sem receber nada em troca. Pois apesar de não podermos salvar o mundo, podemos salvar pequenas vidas que fazem do nosso mundo, um lugar melhor”. SOCIEDADE BREVES Termas pouco rentáveis para investimentos feitos FÁBIO BELO No distrito de Portalegre existem três complexos termais. As Termas da Fadagosa de Nisa, a Fadagosa do Monte da Pedra e as Termas de Cabeço de Vide. Os complexos termais encontram- se abertos apenas durante a época balnear, mas as receitas não correspondem às expectativas. O complexo termal das Termas da Fadagosa de Nisa foi restruturado e abriu ao público em 2009. A restruturação do complexo custou cerca de dez milhões de euros. As terma, a oito quilómetros da vila de Alpalhão são um espaço sem rentabilização, considerando o investimento feito. “Criaram-se estruturas megalómanas e acabaram por não ter a rentabilidade prevista”, disse Rui Lopes Administrador de Hotelaria de um hotel próximo. O administrador admite que têm tido “prejuízos” e que “as termas eram de facto um verdadeiro ex-líbris para este hotel”. Rafael Moura, gerente da Tapada das Safras acha, que as termas de Nisa poderão vir a ter uma solução, “uma vez que são termas de uma excelente qualidade em termos técnicos e de recursos humanos”. O gerente da Tapada das Safras aponta que os “principais problemas são a falta de publicitação do espaço”. Já a autarca da freguesia de Alpalhão, Ana Cecília Manteiga, acha que se deveria enveredar por outros caminhos, e apostar-se num centro de recuperação. “No nosso concelho existem muitos idosos, acamados e como muitos problemas, muitos deles necessitam de fazer tratamentos e ir para centros de recuperação. Porque não, também fazer-se alguma coisa nesta área, uma vez que há equipamentos nas termas para se fazer isso”, referiu ainda Ana Cecília Manteiga, presidente de junta de Alpalhão. Falta de comboio sem soluções à vista DUARTE BIVAR O encerramento da ferrovia portalegrense veio colocar o distrito mais longe de “tudo e de todos”. Depois de desativadas as linhas férreas em 2012, os serviços rodoviários são a única solução para os moradores. Além dos táxis, cujo preço é mais alto, só a Rodoviária do Alentejo garante o transporte dos passageiros. Paulo Bizarro, porta-voz da empresa, refere que se tentam atenuar as carências, mudando rotas e horários de acordo com as necessidades mais presentes entre férias e períodos lectivos. E “qualquer cliente pode propor uma rota, nós depois vemos a fiabilidade que isso tem em termos de passageiros, horário, e outros critérios”, conclui. economia Local
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