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UNIVERSIDADE ANHAGUERA EDUCACIONAL-UNIDERP
CURSO: SERVIÇO SOCIAL
DISCIPLINA: ORGANIZAÇÃO SOCIAL NO BRASIL
Sonara Fernanda J. De Araújo
RA: 7983718448
Josefa Irandi Vieira de Souza
Maria Helena de Almeida Souza
RA: 407423
Josiellem Nery de Oliveira
RA: 7926688965
Edjane Maria Carlos
RA:446968
Marliete Laurentino Braz
RA:8323761972
Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes
JOÃO PESSOA
2014
VISÃO SOCIAL
INTRODUÇÃO
O caso da homossexualidade, é um grande desafio para pensar em estratégias de
intervenção frente á realidade e contradição que é a sociedade.
Buscamos um reflexão inicial, mas com o objetivo de trazer à tona a discussão em
torno da questão social da homofobia.
A questão de gênero aparece como um eixo para pensar a mulher e o homem não só
como seus papéis pré-definidos socialmente.
PROBLEMAS ENFRENTADOS PELA COMUNIDADE
GLBT
De acordo com um estudo publicado pelo Grupo Gay da Bahia em 2008, O Brasil é o
país desarrolhado do mundo, mais homófobo, com mais de 2.998 mortes por esta
causa, desde 1980 quando este estudo começou. Desde 2012, foram contabilizados 310
mortes de homossexuais neste país. Enquanto a lei permita até o casamento entre
homossexuais, a população parece que ainda não tem muita consciência, embora com
estas medidas, a violência contra esta comunidade aumentou um 166% no último ano.
Os dados mostram preocupação do governo que tenta lutar contra a violência
homófobia. A ministra brasileira de Direitos Humanos, Maria do Rosário, diz que é
preciso avançar na aprovação das leis que protejam os direitos dos homossexuais. O
problema também acaba envolvendo pessoas como João Campos, o propulsor da “Cura
Gay”, que pretende o tratamento psicológico para as pessoas homossexuais. Além
disso, Marco Feliciano, outro deputado, aprovou uma medida que permite as igrejas
rechaçar estas pessoas homossexuais.
PORQUE CRIMINALIZAR A HOMOFOBIA ?
O contrário do que muitos pensam, ser homossexual não é uma opção, não é uma escolha,
segundo estudos recentes a homossexualidade esta intimamente ligado a fatores genéticos e
hormonais, fatores estes que são inerentes a escolha, ou seja, não é passível de se escolher ser
homossexual ou não, afinal, em uma sociedade onde homossexuais são mortos a pedradas,
pauladas, tiros, esfaqueados, vítimas de bullying na escola quem iria escolher ser
homossexual? Estes problemas por si só, já mostram a necessidade de se ter uma lei que
criminalize os crimes contra orientação sexual, mais existem outros agravantes, você sabia
que a cada 3 suicídios 1 é cometido por homossexual? Você sabia que os homossexuais são
66% mais propensos a desenvolver doenças psicológicas, como Depressão, Síndrome do
Pânico, Transtorno Obsessivo Compulsivo ( TOC ), Transtorno de Ansiedade Generalizada
( TAG ), Fobia Social, Anorexia, Bulimia, Crises Psicóticas e Paranóicas? Você sabia que
em 70% dos casos de suicídio é cometido por pessoas com doenças psicológicas? E que pra
homossexuais de 70% sobe para 90%? Você acha realmente que um homossexual escolheu
isso?
HOMOFOBIA E CULTURA
Refletir sobre a questão da homofobia requer sempre certa contextualização cultural. O
comportamento surge como manifestação individual, mas tem seus instituístes fortemente
assentados na cultura onde se inscreve, assim como a manifestação de outros
comportamentos, também regulados por um intricado sistema de normas sociais.
Em nossa cultura – que supomos ser de base heteronormativa e heterocêntrica –, a questão
geralmente se apresenta de maneira bastante evidenciada. Pais vigiam seus filhos desde
muito cedo, observando atitudes que possam apontar uma possível homoafetividade e não
hesitam, inclusive, em reprimir algumas manifestações de afeto e outras próprias do
desenvolvimento psicossexual de todo sujeito em formação. Dentro dessas características,
agregadas a uma cultura conceituada por Gregory Zilboorg como falocêntrica, ocorre
extrema vigilância sobre comportamentos identificados como indicadores de
homossexualidade.
Pensar na diversidade sexual como algo que faz parte da nossa humanidade é combater toda
e qualquer prática da homofobia no meio social, prática essa muitas vezes exercida de
forma velada, mas em algumas situações peculiares expressa com extrema violência e
perseguição.
A homofobia hoje é como uma “peste emocional” que deve ser combatida de todas as
formas, sob pena de continuarmos construindo uma sociedade apoiada em valores
normativos excludentes, não acolhendo a diversidade que fala do humano, de tudo que se
move em direção a uma construção do diferente como parte do que forma o tecido social.
Não cabe a nenhuma corrente científica fornecer argumentação para esse equívoco. Os
grupos religiosos já constroem argumentações suficientes para nos horrorizarmos com essa
prática, sendo a maioria de suas argumentações totalmente destituídas de qualquer valor,
mesmo que olhemos pela questão moral. Hoje sabemos que devemos ter como orientadora a
construção de algo que passe por uma ética, e nunca pela moralidade, que tende a se apoiar
em crenças dominantes, defendendo o que há de mais retrógrado nas instituições sociais.
O ASSISTENTE SOCIAL E A HOMOFOBIA
A parti da profissionalização da profissão, o assistente social passou a intervir em tais
questões sociais não como uma pratica de ajuda mas, respondendo a uma demanda
dinâmica que vem se transformando juntamente com a sociedade.
Iamamoto(2006) caracteriza o/a assistente social como “um profissional do novo tipo,
comprometido com sua atualização permanente capaz de atualizar-se com o ritimo das
mudanças que presidem o cenário social contemporâneos” ( Iamamoto 2006, p145).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
.A base de aceitação para qualquer tipo de comportamento, seja ele de gênero, raça ou
de cunho religioso é o “respeito”.
Cabe à nós assistentes sociais lutar por políticas sociais que enfatize a promoção da
cidadania e dos direitos humanos. Temos o compromisso de defender e lutar pelas
causas minoritárias, assegurando seus direitos e deveres.
... É nessa tensão entre produção da desigualdade, da rebeldia e da resistência, que trabalham
os assistentes sociais, situados nesse terreno movido por interesses sociais distintos, os
quais não é passível abstrair ou deles fugir porque tecem a vida em sociedade ( Iamamoto
2006, p28).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DISPONÍVEL EM:
http://www.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0912200_2011_cap_5.pdf
http://www.upf.br/comarte/?p=5136
http://homofobiabasta.wordpress.com/homofobia-o-que-e-de-onde-vem-o-que-ocasiona/
http://eduhonorato.wordpress.com/2009/06/20/de-onde-vem-a-homofobia-%E2%80%93-por-denise-des
diariodeumgay2010.blogspot.com 
www.sentidog.com 
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UNIDERP Disciplina aborda homofobia

  • 1. UNIVERSIDADE ANHAGUERA EDUCACIONAL-UNIDERP CURSO: SERVIÇO SOCIAL DISCIPLINA: ORGANIZAÇÃO SOCIAL NO BRASIL Sonara Fernanda J. De Araújo RA: 7983718448 Josefa Irandi Vieira de Souza Maria Helena de Almeida Souza RA: 407423 Josiellem Nery de Oliveira RA: 7926688965 Edjane Maria Carlos RA:446968 Marliete Laurentino Braz RA:8323761972 Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes JOÃO PESSOA 2014
  • 3. INTRODUÇÃO O caso da homossexualidade, é um grande desafio para pensar em estratégias de intervenção frente á realidade e contradição que é a sociedade. Buscamos um reflexão inicial, mas com o objetivo de trazer à tona a discussão em torno da questão social da homofobia. A questão de gênero aparece como um eixo para pensar a mulher e o homem não só como seus papéis pré-definidos socialmente.
  • 4. PROBLEMAS ENFRENTADOS PELA COMUNIDADE GLBT De acordo com um estudo publicado pelo Grupo Gay da Bahia em 2008, O Brasil é o país desarrolhado do mundo, mais homófobo, com mais de 2.998 mortes por esta causa, desde 1980 quando este estudo começou. Desde 2012, foram contabilizados 310 mortes de homossexuais neste país. Enquanto a lei permita até o casamento entre homossexuais, a população parece que ainda não tem muita consciência, embora com estas medidas, a violência contra esta comunidade aumentou um 166% no último ano. Os dados mostram preocupação do governo que tenta lutar contra a violência homófobia. A ministra brasileira de Direitos Humanos, Maria do Rosário, diz que é preciso avançar na aprovação das leis que protejam os direitos dos homossexuais. O problema também acaba envolvendo pessoas como João Campos, o propulsor da “Cura Gay”, que pretende o tratamento psicológico para as pessoas homossexuais. Além disso, Marco Feliciano, outro deputado, aprovou uma medida que permite as igrejas rechaçar estas pessoas homossexuais.
  • 5.
  • 6. PORQUE CRIMINALIZAR A HOMOFOBIA ? O contrário do que muitos pensam, ser homossexual não é uma opção, não é uma escolha, segundo estudos recentes a homossexualidade esta intimamente ligado a fatores genéticos e hormonais, fatores estes que são inerentes a escolha, ou seja, não é passível de se escolher ser homossexual ou não, afinal, em uma sociedade onde homossexuais são mortos a pedradas, pauladas, tiros, esfaqueados, vítimas de bullying na escola quem iria escolher ser homossexual? Estes problemas por si só, já mostram a necessidade de se ter uma lei que criminalize os crimes contra orientação sexual, mais existem outros agravantes, você sabia que a cada 3 suicídios 1 é cometido por homossexual? Você sabia que os homossexuais são 66% mais propensos a desenvolver doenças psicológicas, como Depressão, Síndrome do Pânico, Transtorno Obsessivo Compulsivo ( TOC ), Transtorno de Ansiedade Generalizada ( TAG ), Fobia Social, Anorexia, Bulimia, Crises Psicóticas e Paranóicas? Você sabia que em 70% dos casos de suicídio é cometido por pessoas com doenças psicológicas? E que pra homossexuais de 70% sobe para 90%? Você acha realmente que um homossexual escolheu isso?
  • 7.
  • 8. HOMOFOBIA E CULTURA Refletir sobre a questão da homofobia requer sempre certa contextualização cultural. O comportamento surge como manifestação individual, mas tem seus instituístes fortemente assentados na cultura onde se inscreve, assim como a manifestação de outros comportamentos, também regulados por um intricado sistema de normas sociais. Em nossa cultura – que supomos ser de base heteronormativa e heterocêntrica –, a questão geralmente se apresenta de maneira bastante evidenciada. Pais vigiam seus filhos desde muito cedo, observando atitudes que possam apontar uma possível homoafetividade e não hesitam, inclusive, em reprimir algumas manifestações de afeto e outras próprias do desenvolvimento psicossexual de todo sujeito em formação. Dentro dessas características, agregadas a uma cultura conceituada por Gregory Zilboorg como falocêntrica, ocorre extrema vigilância sobre comportamentos identificados como indicadores de homossexualidade. Pensar na diversidade sexual como algo que faz parte da nossa humanidade é combater toda e qualquer prática da homofobia no meio social, prática essa muitas vezes exercida de forma velada, mas em algumas situações peculiares expressa com extrema violência e perseguição.
  • 9.
  • 10. A homofobia hoje é como uma “peste emocional” que deve ser combatida de todas as formas, sob pena de continuarmos construindo uma sociedade apoiada em valores normativos excludentes, não acolhendo a diversidade que fala do humano, de tudo que se move em direção a uma construção do diferente como parte do que forma o tecido social. Não cabe a nenhuma corrente científica fornecer argumentação para esse equívoco. Os grupos religiosos já constroem argumentações suficientes para nos horrorizarmos com essa prática, sendo a maioria de suas argumentações totalmente destituídas de qualquer valor, mesmo que olhemos pela questão moral. Hoje sabemos que devemos ter como orientadora a construção de algo que passe por uma ética, e nunca pela moralidade, que tende a se apoiar em crenças dominantes, defendendo o que há de mais retrógrado nas instituições sociais.
  • 11. O ASSISTENTE SOCIAL E A HOMOFOBIA A parti da profissionalização da profissão, o assistente social passou a intervir em tais questões sociais não como uma pratica de ajuda mas, respondendo a uma demanda dinâmica que vem se transformando juntamente com a sociedade. Iamamoto(2006) caracteriza o/a assistente social como “um profissional do novo tipo, comprometido com sua atualização permanente capaz de atualizar-se com o ritimo das mudanças que presidem o cenário social contemporâneos” ( Iamamoto 2006, p145).
  • 12. CONSIDERAÇÕES FINAIS .A base de aceitação para qualquer tipo de comportamento, seja ele de gênero, raça ou de cunho religioso é o “respeito”. Cabe à nós assistentes sociais lutar por políticas sociais que enfatize a promoção da cidadania e dos direitos humanos. Temos o compromisso de defender e lutar pelas causas minoritárias, assegurando seus direitos e deveres. ... É nessa tensão entre produção da desigualdade, da rebeldia e da resistência, que trabalham os assistentes sociais, situados nesse terreno movido por interesses sociais distintos, os quais não é passível abstrair ou deles fugir porque tecem a vida em sociedade ( Iamamoto 2006, p28).