Trabalho de filosofia

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Trabalho realizado pelos alunos do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Bom Jesus

Publicada em: Educação, Tecnologia, Turismo
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Trabalho de filosofia

  1. 1. Estética Antiguidade e Contemporaneidade Alunos: Bárbara Ferreira Denner Sampaio Josimar Santana Natiely Dias Viviane Almeida Welington Ramos Série: 3º ano ‘A’
  2. 2. O QUE É FILOSOFIA ? Á primeira vista, entendemos a filosofia como algo enigmático, profundamente abstrato e distante da realidade. Essa visão da filosofia decorre dos complexos trabalhos de pensadores que, ao longo da história, refletiram e buscaram diferentes respostas sobre questões que continuamente fazemos ao longo de nossa existência. Indagações sobre o conhecimento, sobre os valores, sobre a natureza, sobre a beleza, sobre o homem.
  3. 3. A complexidade da filosofia está na enigmática e surpreendente aventura de idéias que nos identifica e nos diferencia de outros seres. Portanto, a filosofia está presente na ciência, na arte, no mito, na religião, no cotidiano. Embora possamos afirmar que a filosofia esteja presente nas diversas manifestações do humano, ela não se confunde com nenhuma dessas formas de conhecimentos específicos, mas as fundamenta. Essa busca de fundamentos faz da história da filosofia uma história sem fim, porque diz respeito a todos em todas as épocas.
  4. 4. Estética <ul><li>Estética é a área da filosofia que estuda racionalmente o belo - aquilo que desperta a emoção estética por meio da contemplação - e o sentimento que ele suscita nos homens. A palavra estética vem do grego aesthesis, que significa conhecimento . </li></ul><ul><li>Embora a expressão &quot;estética&quot; tenha uso recente para designar essa área filosófica, ela já era abordada sob outros nomes desde a Antiguidade. Entre os gregos usava-se freqüentemente o termo poética (poeisis) - criação, fabricação -, que era aplicado à poesia e a outras artes. </li></ul>
  5. 5. História da Estética A Estética surge na Grécia antiga como disciplina da filosofia que estuda as formas de manifestação da beleza natural ou artística.
  6. 6. A principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada foi o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal, por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual a sua vista captava. Surgiram os primeiros trabalhos em escultura que foram as estatuetas femininas como por exemplo a Vénus de Laussel e a Vénus de Willendorf. Estas vénus apresentavam uma deformação adiposa conhecida por “esteatopigia”, ou seja, as partes do corpo relacionadas com a fecundidade estão exageradamente desenvolvidas. Estas vénus paleolíticas acentuavam os sinais de gravidez, em que o artesão pretendia assegurar não só a fertilidade da sua companheira como também demonstrava uma preocupação com a continuidade da espécie. Estas pequenas esculturas não exaltavam apenas a mulher mas constituíam uma homenagem à maternidade, testemunhando um aspecto cultural que era comum a toda a Europa: o culto da fecundidade feminina. Pré-História
  7. 7. Idade Média O pensamento Grego que consistia no equilíbrio, na unidade entre o sujeito e o objeto, não só autorizava como solicitava uma estética, mas esta filosofia foi substituída pela ascensão do pensamento Cristão. Segundo o ideal Cristão era preciso “matar” tudo o que era sensível e sensual no Homem. Os líderes religiosos manifestavam a sua indignação contra o uso de adornos ou maquiagem, que era encarada como uma força maléfica e sinal de impureza. As mulheres foram completamente apagadas enquanto seres sensuais. A higiene geral era praticamente nula nesta época, fator contributivo para o desenvolvimento das  pestes(exemplo: Peste Bubónica).
  8. 8. Renascimento Itália foi o marco de um novo conceito de beleza, desenvolvendo também novas tendências artísticas, literárias, científicas e principalmente estéticas. O Renascimento herdou uma desconfiança fundamental do corpo, da sua natureza efêmera, dos seus apetites perigosos e das suas inúmeras fraquezas. A Europa do século XVI viria a caracterizar-se tanto por uma vaga de puritanismo e de vergonha em relação ao corpo, à sua aparência e à sexualidade, como viria a celebrar-se pelo seu culto da beleza e pela redescoberta do nu. Nesta época, a mulher decidiu sair da obscuridade e revelar-se mais, visto que na Idade Média, muito pouco podia fazer, decidiu agora vir com novas exigências, principalmente a nível do seu aspecto.  
  9. 9. Século XVII O hábito do banho, quer em estabelecimentos públicos quer na privacidade do lar, praticamente desapareceu durante o século XVII. No caso dos banhos públicos, foi não só o receio de contágio (peste e sífilis) como uma atitude mais rígida em relação à prática da prostituição (atividade paralela em muitos banhos) que levaram ao encerramento da maior parte destes estabelecimentos. Por outro lado, no caso das abluções privadas, uma desconfiança crescente em relação à água e o desenvolvimento de novas técnicas de higiene pessoal, “secas” e elitistas, levaram ao quase desaparecimento de tina de banho. Passou a ser dada maior atenção às partes do corpo que se apresentavam descobertas: a cara e as mãos. Muito embora a água continuasse a ser utilizada, para as abluções matinais destas duas partes do corpo, no século XVII era considerada própria somente para enxaguar a boca e as mãos, mas apenas desde que lhe tivesse sido adicionado vinagre ou vinho para atenuar os seus eventuais efeitos nocivos. 
  10. 10. Século XX O Século XX pode ser considerado como um período de viragem em toda a história, grandes avanços, mudanças, conquistas marcaram e foram alcançados nesta época. Começa assim a luta das mulheres pela sua afirmação numa sociedade que as oprimia, “emancipação feminina” foi assim denominada. Enquanto os homens eram absorvidos pela Primeira Guerra Mundial, lutando nas frentes de batalha, as mulheres conquistavam o seu lugar no mercado do trabalho, mas nunca descurando da sua feminilidade. Intimamente ligada à Primeira Guerra Mundial está a “morte” do espartilho, pois as mulheres assumiam trabalhos nos campos, nas cidades e nas fábricas que exigiam espartilhos menores, simples e mais confortáveis. Durante os anos de guerra os espartilhos foram sendo gradualmente substituídos por cintas e seguidamente pelo soutien. No entanto é só com a Segunda Guerra Mundial que os espartilhos desaparecem por completo do cotidiano feminino.
  11. 11. A arte dos cosméticos
  12. 12. Principais Teóricos da Estética <ul><li>Platão e Aristóteles </li></ul>
  13. 13. Platão Em meados do século VI a.C., Platão entendeu que os objetos incorporavam uma proporção, harmonia e união, buscou entender estes critérios. O belo para Platão estava no plano do ideal, mais propriamente a idéia do belo em si, era colocada por ele como absoluto e eterno, não dependeria dos objetos, ou seja, da materialidade, era a própria idéia de perfeição, estava plenamente completo, restando ao mundo sensível apenas a imitação ou a cópia desta beleza perfeita.
  14. 14. Para Platão somente a partir do ideal de beleza suprema é que seria possível emitir um juízo estético, portanto definir o que era ou não belo, ou o que conteria maior ou menor beleza. Por estar fora do mundo sensível o belo platoniano está separado também da intromissão do julgamento humano cujo estado é passivo diante do belo. Ele estabelecia uma união inseparável entre o belo, a beleza, o amor e o saber.
  15. 15. Platão afirma que o belo é uma manifestação do bem, da perfeição. A Estética tem um papel muito importante ligado à beleza, bem estar, sedução, arte... Desde o dia em que Eva colheu uma folha para enfeitar a sua nudez, percebeu que a natureza lhe fornecia elementos para a beleza e sedução.
  16. 17. Aristóteles Discípulo de Platão, ao contrário de seu mestre, concebeu o belo a partir da realidade sensível, deixando este de ser algo abstrato para se tornar concreto, o belo materializa-se, a beleza no pensamento aristotélico já não era imutável, nem eterna, podendo evoluir.
  17. 18. Aristóteles dará o primeiro passo para a ruptura do belo associado à idéia de perfeição, trará o belo para a esfera mundana, colocará a criação artística sob a égide humana, já não mais separado do homem mas intrínseco a ele. Com Aristóteles abrem-se às perspectivas dos critérios de julgamento do fazer artístico, conferindo ao artista a possibilidade de individuação. O belo aristotélico seguirá critérios de simetria, composição, ordenação, proposição, equilíbrio.
  18. 20. Sócrates Um dos mais notórios pensadores gregos foi um dos primeiros a refletir sobre as questões da estética. Nos diálogos de Sócrates com Hípias, há uma refutação dos conceitos tradicionalmente atribuídos ao belo, ele não irá definir o que é belo julgando-se incapaz de explicar o belo em si.
  19. 21. Estética na Antiguidade A beleza era comum atributo divino e, portanto, as obras feitas pelos homens são consideradas imitações da realidade criada por Deus, excluindo assim qualquer possibilidade de processo criado pelo homem. Nessa época valorizavam-se as “gordas”, pois eram sinônimos de saúde, e a magreza era sinônimo de patologias.
  20. 23. Estética na Atualidade A beleza hoje e vista como sinônimo “magreza”, não ha mais valorização do natural, pois o mesmo foi substituído pelo artificial. A estética de hoje induz a população a fazer cirurgias plásticas, utilizando recursos sintéticos, para deixar o seu corpo a qualquer custo milimetricamente “perfeito”, em relação aos novos padrões de beleza.
  21. 25. Conclusão A estética em seu princípio surgiu na Grécia antiga como uma disciplina de Filosofia que estudava as formas de manifestações de beleza natural e artificial. Segundo Platão o belo era a manifestação do bom e do que era verdadeiro. Já Aristóteles defende que o belo é uma criação humana e é o resultado de um perfeito equilíbrio entre vários elementos .

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