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  1. 1. Revista Brasileira de Geociências 23(3):248-259, setembro de 1993 FASES, IMPULSOS E CICLOS MAGMATICOS EM COMPLEXOS GRANITÓIDES ASSOCIADOS COM FALHAS TRANSCORRENTES, SP EBERHARD WERNICK*, PAUL K. HÖRMANN**, ANTÓNIO C. ARTUR*, CLÁUDIO J. FERREIRA.***, TAMAR M.B. GALEMBECK*, ANTÓNIO M. GODO Y*, e FÁBIO R.D. ANDRADE**** ABSTRACT MAGMATIC PHASES, IMPULSES AND CYCLES IN GRANITOID COMPLEXES ASSOCIATED WITH TRANSCURRENT FAULTS, SP, BRAZIL. Comparativo study of six granitoid complexes associated with transcurrent faults in the State of São Paulo, Brazil, concerning their architecture and magmatic cycles is presented. Three of these complexes are calc-alkaline (Itaqui, São Roque, Cantareira) and the other three are rapakivi ones (São Francisco, Sorocaba, Itu). The architecture of the complexes is the result of the coalition of severa! magmatic phases with the following temporal emplacement sequence: 1. Early Phase; 2. Main Phase; 3. Early Lateral Accretionary Phase; 4. Phase of Stocks and Circular Intrusions; 5. Final Lateral Accretionary Phase. Also the magmatic units whiçh built up the complexes belong to at least two magmatic cycles with or without an intra-cycle mafic dike phase. The recurrence of the architecture style and the presence of successive magmatic cycles in ali complexes independently of their serial character is discussed in terms of magma emplacement mechanisms, the presence of collecting magma chambers successively tapped and recharged and the reactivation-phases of the transcurrent faults to which the complexes are associated. Keywords: Magmatic cycles, granitoid complexes, transcurrent faults, Late Precambrian, Geochemistry, Main Elements. RESUMO É apresentado um estudo comparativo da arquitetura e da sequência temporal dos impulsos magmáticos de seis complexos granitóides associados com falhas transcorrentes no Estado de São Paulo. Três destes complexos são cálcio-alcalinos (Itaqui, São Roque, Cantareira) e três são rapakivi (São Francisco, Sorocaba, Itu). Os complexos têm sua arquitetura dada pela coalescência de várias fases magmáticas, cuja sucessão temporal é a seguinte: 1. Fase precoce; 2. Fase principal; 3. Fase de acresção lateral inicial; 4. Fase de colocação de stocks e intrusões circulares que cortam principalmente as unidades magmáticas da fase principal; 5. Fase de acresção final. Todos os complexos mostram, também, a presença de pelo- menos dois ciclos magmáticos, separados ou não por uma fase de intrusão de diques enriquecidos em minerais máficos. A recorrência da arquitetura e de sucessivos ciclos magmáticos em complexos com distintas características seriais (cálcio-alcalinas ou rapakivi) são discutidos baseando-se no mecanismo de ascensão magmática, da existência de câmaras coletoras sucessivamente drenadas e recarregadas e nas fases de reativação das falhas transcorrentes, com as quais os complexos se associam. Palavras-chave: Ciclos magmáticos, complexos granitóides, falhas transcorrentes, Pré-Cambriano Superior, Geoquímica, Elementos Maiores.INTRODUÇÃO A ascensão por flutuação e por propa- magmatogênicos, bem como os de coleta e maturaçãogação de diques são os principais mecanismos de movimen- magmática, profunda. .Subsequentemente, devem ser consi-tação de magmas granitóides. O primeiro mecanismo, deradas as modificações impostas durante a fase de trânsitorepresentado pela ascensão diapírica por diferença de densi- magmático e durante a fase de residência em câmarasdade, está restrita a níveis crustais bastante dúcteis, raramen- magmáticas coletoras mais ou menos rasas. Finalmente,te propiciando a colocação de corpos granitóides a ainda devem ser analisadas as mudanças que ocorrem duran-profundidades inferiores a 10 km (Marsh 1982, Castro te a cristalização magmática final e na fase subsequente, em1987). A propagação por diques (dike propagatiori) é um estado subsólido (Middlemost & Romey 1968). Neste es-mecanismo que permite o desenvolvimento de falhas quema, o mecanismo de ascensão magmática é de grandetensionais a mais de 40 km de profundidade, tendo em vista importância.que, na presença de uma fase fluida intersticial, sob elevadas Numa ascensão diapírica, os diferentes impulsospressões, as rochas se comportam como materiais quebra- magmáticos que constituem um complexo polidiapírico re-diços mesmo a grandes profundidades (Shaw 1980). O de- presentam sistemas mais ou menos fechados (Rambergsenvolvimento das falhas tensionais profundas resulta de 1981), que retraiam, na sequência temporal, com maior ouesforços regionais e frequentemente tais falhas tensionais menor fidelidade, a variação nos processos magmatogênicos(e estruturas pull-aparf) associam-se a zonas de falhas e evolutivos na área fonte. Na ascensão por propagação detranscorrentes, propiciando a colocação de magmas em ní- diques, que implica na maioria das vezes na existência deveis crustais bastante rasos (Hutton 1982, Guineberteau et uma fase de residência do magma em câmaras coletorasai 1987). mais ou menos rasas (Sibbet 1988), devem ser considerados O estudo da origem e evolução de magmas granitóides é também os processos de modificações do magma originalde extrema complexidade. Na análise desses processos, deve na fase de residência. Estes incluem, entre outros,ser considerado inicialmente o protólito fonte e os processos fracionamento e estratificação magmática por fenómenos de* Departamento de Petrologia e Metalogenia, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Caixa Postal 178, CEP 13506-900, Rio Claro, São Paulo, Brasil, Fax (0194) 249644** Mineralogisch-Petrographisches Institui, Christian-Albrechts Universitat, Ludewig-Meyn Strasse 10, W-24098 Kiel l, Alemanha*** Instituto Geológico, Secretaria do Meio Ambiente, Avenida Miguel Stéfano, 3900, CEP 04301-903, São Paulo, São Paulo, Brasil**** Curso de Pós-Graduação em Geociências, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, a/c DPM/IGCE/UNESP, CaixaPostal 178, CEP 13506-900, Rio Claro, São Paulo, Brasil, Fax (0194) 249644
  2. 2. Revista Brasileira de Geociências, Volume 23, 1993 249múltipla difusão em bases termo-químico-gravitacionais epor efeito Soret, além das modificações por misturasmagmáticas ligadas tanto ao recarregamento sucessivo dacâmara magmática coletora quanto pela inversão de câmarasestratificadas por instabilidade gravitacional (Hildreth 1981,Baley et al 1976, Walkers & Delong 1982, Martin et al1987, Campbell & Turner 1986, Eichelberger 1980, Rice1985). Por outro lado, é conhecida há longa data a vinculaçãoentre tectônica e magmatismo (Sheinmann 1971). A combi-nação entre as modificações ocorridas na fase de residênciamagmática e a colocação de impulsos magmáticos sucessi-vos como respostas a sucessivas fases tectônicas é a prová-vel causa da ocorrência de ciclos magmáticos em complexosgranitóides múltiplos e compostos vinculados a expressivas,persistentes e seguidamente reativadas zonas de fraquezacrustal (Bussel & Pitcher 1985). No Estado de São Paulo, apresença de ciclos magmáticos foi descrita detalhadamenteno Complexo Granitóide Itaqui, considerando-se elementosmaiores (Wernick et al 1993a) e elementos de terras raras(Wernick et al 1993c). Neste trabalho, os autores tentammostrar a existência de ciclos magmáticos em outros com-plexos granitóides vinculados a expressivas falhastranscorrentes no Estado de São Paulo e, assim, ressaltar aimportância do exame dos processos evolutivos que atuaramna fase de residência magmática.OBJETOS DE ESTUDO - DADOS E DEFINIÇÕESSão considerados neste trabalho dados referentes aos Com-plexos Granitóides Itaqui, São Roque, Cantareira, Sorocaba,São Francisco e Itu (Intrusão Cabreúva), os três primeiroscálcio-alcalinos e os demais granitos rapakivi. Estes com-plexos, do Ciclo Brasiliano, associam-se com o possante Figura 1 — Localização dos Complexos Itu, Sorocaba, Sãofeixe de falhas transcorrentes que corta o embasamento Francisco, Itaqui, São Roque e Cantareira no contexto dascristalino do Estado de São Paulo (Fig. 1), e cuja origem está principais falhas transcorrentes do Estado de São Pauloligada à colisão oblíqua entre as placas São Francisco e Figure l - Location of the Itu, Sorocaba, São Francisco, Itaqui, São RoqueParaná (Soares et al 1990, Wernick 1990). As falhas têm e Cantareira Granitoid Complexes in relation to the main transcurrentlonga história evolutiva, com numerosos períodos de faults in the State of São Paulo, Brazilreativações que deformam, seccionam e deslocam os com-plexos a eles associados. Desta maneira, os corpos aquiconsiderados são em sua maior parte alongados e apresen- pio e composto se desenvolve pela coalescência de sucessi-tam expressivos contatos tectônicos e importantes desloca- vos impulsos magmáticos (ou unidades magmáticas) reuni-mentos tectônicos internos. dos em fases magmáticas, que retratam a evolução tectônica Os dados geológicos, petrográficos e químicos utilizados do complexo, e em um ou mais ciclos magmáticos.estão detalhados nas bibliografias citadas e sofreram apenasum re-exame comparativo. A documentação básica é repre- UNIDADES (FÁCIES) E FASES MAGMÁTICAS EMsentada por dissertações e teses, executadas ou orientadas COMPLEXOS GRANITÓIDES ASSOCIADOS A ZO-pelos autores (Godoy 1989, Ferreira 1991, Galembeck 1991, NAS DE CISALHAMENTO Complexo Itaqui ÉAndrade 1993), que abordam os complexos granitóides aqui um corpo cálcio-alcalino 2com forma de gota alongada econsiderados, acrescida da literatura secundária, de cunho área de cerca de 120 km , intrusivo em metamorfïtos demais interpretativo, derivadas das mesmas. Adicionalmente, baixo grau do Grupo São Roque. Associa-se à expressivasão utilizados os dados de Dantas (1990) e de Wernick et al Falha Transcorrente Taxaquara que afeta o complexo, cons-(1985) para o Complexo Cantareira. O grande volume de tituindo seu limite sul. Ó complexo mostra-se em parteciados disponíveis obrigou a uma extrema compactação dos afetado pela fase de dobramento regional D3, a última dasmesmos e sua-restrição apenas aos aspectos mais relevantes três fases regionais que afetaram o Grupo São Roque (Fer-da problemática aqui abordada. reira 1991). As rochas filíticas junto aos contatos intrusivos Neste trabalho, o conceito de ciclo magmático é tomado apresentam recristalização pouco marcante, com o desen-próximo ao sentido de super-unit, de Pitcher (1985). Um volvimento de raras palhetas maiores de muscovita.ciclo é integrado por um conjunto de unidades magmáticas A arquitetura do complexo é dada por nove fáciesconsanguíneas (suíte magmática), que apresentam estreitas magmáticas (F, - F9), compreendendo principalmenterelações espaciais e temporais. Cada unidade (ou fácies, granodioritos e monzogranitos, ao lado de diques maisnum mapa de fácies magmáticas) do ciclo é caracterizada máficos (Ferreira & Wernick 1991) e resulta da coalescênciapor feições mineralógicas, petrográficas, texturais e quími- de cinco fases magmáticas (Wernick & Ferreira 1993): 1.cas específicas e corresponde a um impulso magmático uma fase de intrusões forçadas, compreendendo as fácies Ftsimples. A existência de vários ciclos magmáticos implica e F2; 2. uma fase de colocação de espessos corposna geração de complexos múltiplos e compostos. Denomi- subtabulares verticais dada pela fácies F3; 3. uma fase dena-se de fase magmática a um conjunto de unidades cuja diques mais máficos e mais rasos em relação aos preceden-colocação ocorreu sob condições tectônicas peculiares, que tes, que reúne as fácies F4 e F5; 4. uma fase de colocação dese retratam por tipos de jazimentos específicos (por exem- stocks rasos e de um dique anelar dado pelas fácies F6, F7, eplo, fase magmática de diques tardios). Um complexo múlti- F8; 5. uma fase de diques terminais com turmalina e muscovita dada, pela fácies F9.
  3. 3. 250 Revista Brasileira de Geociências, Volume 23,1993 Para os objetivos deste trabalho, as fases l, 2,4 e 5 foram de diques mais máficos dado pela fácies F4; 4. uma fase deredenominadas, respectivamente, de fase principal, de acres- colocação de diques terminais portadores, ou não, de turma-ção lateral inicial, de stocks e bossas, mantendo-se a desig- lina, representada pela fácies F9 (Andrade 1993).nação de fases dos diques máficos para a fase F3. A figura 2 Desta maneira, o Complexo São Roque tem uma históriamostra a arquitetura simplificada do Complexo Itaqui e a de colocação magmática muito semelhante à do Complexofigura 3 algumas composições modais de suas unidades Itaqui, faltando apenas a fase de acresção lateral inicial.magmáticas, reunidas em fases magmáticas. Na figura 4 Semelhança existe também nas litologias (domínio de grano-consta a variação química das nove unidades magmáticas dioritos e monzogranitos), inclusive com a presença dedo complexo e as figuras 7 a 10 expressam as relações turmalina nos aplitos tardios. A figura 2 mostra a arquitetura(Na2O + K2O) x SiO2, K2O x Na2O, K/Rb x SiO2 e Rb x Sr, simplificada do Complexo São Roque e a figura 3 algumasdas diversas fases magmáticas. composições modais de suas unidades magmáticas reunidas em fases magmáticas. Na figura 4 consta a variação químicaComplexo São Roque É um corpo cálcio-alcalino, com das nove unidades magmáticas do complexo e as figuras 7 aárea de cerca de 190 km2, forma grosseiramente triangular e 10 expressam as relações (Na2O + K2O) x SiO2, K2O x Na2O,contatos eminentemente tectônicos. Encontra-se embutido K/Rb x SiO2 e Rb x Sr das fases magmáticas.em metamorfitos de baixo grau do Grupo São Roque evinculado à falha transcorrente Taxaquara que constitui seu Complexo Cantareira É um corpo com fornia de gotacontato sul (Andrade et al. 1992). Fenómenos de espessada para SW, eixo maior segundo a direção N30E,metamorfismo de contato são discretos, restritos nos fïlitos área de cerca de 320 km2 e associado com a Falhaao desenvolvimento de palhetas maiores de muscovita. Em Transcorrente Mandaqui que delimita, junto com as Fa-rochas calcárias, presentes sob formas de enclaves e tetos lhas Barro Branco e Cabuçu, a maior parte do seu contatopendentes no complexo, os fenómenos termometamórfïcos oriental. Segundo Dantas (1990), trata-se de complexosão mais patentes, chegando ao desenvolvimento de sin a tardi-tectônico intrusivo em metamorfitos de baixodiopsídio (Andrade 1993). A sua arquitetura é dada por nove grau do Grupo São Roque, em relação aos quais desenvol-fácies magmáticas (Ft - F9), que compreendem principal- ve, localmente, fraco metamorfismo de contato que incluimente granodioritos e monzogranitos ao lado de diques a recristalização de filossilicatos das encaixantes, bemmais máficos, e resulta da coalescência de quatro fases como sua feldspatização e turmalinização. Característicamagmáticas: 1. uma fase de intrusões forçadas reunindo as é a elevada frequência de xenólitos e tetos pendentes defácies F! e F2; 2. uma fase de stocks e bossas de colocação rochas encaixantes, além da presença de uma constricçãocada vez mais rasa, iniciando com rochas cálcio-alcalinas transversal, na altura da cidade de Perus, que subdivide odas fácies F3, F5, e F6 e terminando com turmalina (mus- complexo geograficamente numa porção SW e outra NE.covita) granitos das fácies F7 e F8; 3. uma fase de colocação Para o qual existe um mapa faciológico detalhado, emFigura 2 -Arquitetura dos Complexos Granitóides Itaqui, São Roque e Cantareira sobre suas fases magmáticas constituintesFigure 2 - Architecture of the Itaqui, São Roque and Cantareira Granitoid Complexes in terms of their upbuilding magmatic phases
  4. 4. Revista Brasileira de Geociencias, Volume 23, 1993 251Figura 3 - Composição modal de algumas rochas das diversas unidades magmáticas (fácies magmáticas) dos ComplexosGranitóides Itaqui, São Roque, Cantareira, São Francisco, Sorocaba e Itu (Intrusão Cabreúva), agrupados em fasesmagmáticas, em diagrama QAP retangular. Fases: precoce (∆); principal (+); acresção lateral (X); stocks e intrusõescirculares (○); acresção final (□)Figure 3 - Modal composition of some rocks from different magmatic units (magmatic fácies) from the Itaqui, São Roque, Cantareira, São Francisco,Sorocaba and Itu (Cabreúva intrusion) granitoid complexes, assembled in magmatic phases, in a retangular QAP diagram. Phases:. early (A); main (+);lateral accretion (X); stocks and circular intrusions (○); final accretion (□)conjugação com estudos petrográficos e geoquímicos inicial, que reúne as fácies F2 e F3; 3. uma fase de intrusão de(Dantas 1990), que detalham consideravelmente stocks e bossas dada pelas fácies F4 e F5; 4. uma fase deos trabalhos de Rego (1937), Rego & Santos (1938) è acresção final, que reúne as fácies F6, F7 e Fg.Wernick et al. (1985). Desta maneira, o Complexo Cantareira tem uma história A semelhança dos Complexos Itaqui e São Roque, o de colocação magmática muito semelhante a dos ComplexosGranitóide Cantareira é constituído dominantemente por Itaqui e São Roque, faltando apenas a fase dos diquesgranodioritos e monzogranitos porfiróides, portadores ou máficos. Entretanto, rochas que podem ser referidas a estanão de pequenas quantidades de hornblenda. Segundo fase ocorrem sob forma de enclaves, cuja forma e disposiçãoWernick et al. (1985), baseado na tipologia de zircão, trata- espacial é a de diques sin-plutônicos disruptos (Wernickse de corpo com características transicionais entre granitos 1983, Dantas 1990). Semelhança existe também ao nível dascrustais profundos e cálcio-alcalinos, na classificação de litologias, dadas dominantemente por granodioritos ePupin (1980). monzogranitos, inclusive com a presença de turmalina nos A arquitetura da porção NE do complexo, com área de diques tardios. A figura 2 mostra a arquitetura simplificadaaproximadamente 230 km2, compreende oito fácies (F1 - F8), do Complexo Cantareira e a figura 3 algumas composiçõesdesignadas por Dantas (1990) de: F1 - Pirituba; F2 - modais de suas unidades magmáticas (extraídas de DantasItaguassu; F3 - Canivete; F4 - Petrópolis; F5 - Mandaqui; F6 - 1990), reunidas em fases magmáticas. Na figura 4, consta aTremembé; F7 - Hortolândia; e F8 - Santa Inês, e resulta da variação química das oito unidades magmáticas do comple-coalescência de 5 fases magmáticas: 1. uma fase principal xo e as figuras 7 a 10 expressam as relações (Na2O + K2O) xrepresentada pela fácies F1 2. uma fase de acresção lateral SiO2, K2O x Na2O, K/Rb x SiO2 e Rb x Sr das diversas fases
  5. 5. 252 Revista Brasileira de Geociências, Volume 23, 1993Figura 4 - Variabilidade química (elementos maiores) das unidades magmáticas (fácies) dos Complexos Granitóides Itaqui,São Roque e Cantareira, agrupados por fases de acresção magmática (FAM). Fases: principal (+); acresção lateral (X);stocks e intrusões circulares (○); acresção final (□)Figure 4- Chemical variability (major elements) of the magmatic units (Fácies) from the Itaqui, São Roque and Cantareira Granitoid Complexes, assembledin magmatic accretion phases (FAM). Phases: main (+); lateral accretion (X); stocks and circular intrusions (o); final accretion (□)magmáticas, baseadas em dados de Wernick et al. (1985) e pressivas falhas transcorrentes. A figura 5 mostra a arquite-Dantas (1990). tura simplificada do Complexo São Francisco e a figura 3 algumas composições modais de suas unidades magmá-Complexo São Francisco É um complexo rapakivi com ticas reunidas em fases magmáticas. Na figura 6 consta aforma de gota e área de 150 km2, intrusivo nos metamorfïtos variação química das oito unidades magmáticas do comple-de baixo grau do Grupo São Roque, nos quais origina xo e as figuras 7 a 10 expressam relações (Na2O + K2O) xdistinta auréola de contato. Vincula-se às Falhas Transcor- SiO2, K2O x Na2O, K/Rb x SiO2 e Rb x Sr das diversas fasesrentes Taxaquara e Pirapora, que determinam parte dos seus magmáticas.contatos. Sua disposição geral segue os eixos das estruturassinformais e antiformais ligados à fase de dobramento D3 Complexo Sorocaba Trata-se de um granito rapakivi(Godoy 1989). com forma sigmoidal e área de 180 km2- intrusivo em meta- Sua arquitetura compreende oito fácies (F, - Fg), dadas morfitos de baixo grau do Grupo São Roque, em relação aosprincipalmente por sienogranitos e, subordinadamente, quais desenvolve localmente distinta auréola de contato.monzogranitos (Godoy & Figueiredo 1991a) e resulta da Sua colocação é controlada pela continuidade da Falhacoalescência de quatro fases magmáticas (Godoy & Wernick Transcorrente Jundiuvira e apresenta posicionamento tardi a1992a, Wernick et al. 1993b): 1. uma fase precoce dada por pós D3 (Godoy 1989).quartzo monzodioritos (F1); 2. uma fase principal dada pelos O complexo foi seccionado por duas falhas nor-sienogranitos da unidade magmática F2; 3. uma fase de mais transversais originando três segmentos que foramcrescimento lateral representada pela fácies F3; 4. uma fase alçados diferencialmente em forma de escada, de talde colocação de stocks compreendendo as fácies F4 e F5; 5. modo que o segmento menos soerguido corresponde aouma fase final de crescimento lateral e de colocação de topo da intrusão, ainda contendo tetos pendentes dasdiques tardios dados pelas fácies F6, F7 e F8. Pairam dúvidas rochas encaixantes, e o mais alçado a níveis maissobre a real posição temporal da fácies F1 que ocorre sob profundos.forma de enclaves e megaenclaves nas fácies F2 e F3. A Sua arquitetura compreende 18 fácies (F, - F18), dadas porfácies F, pode representar tanto, como aqui considerado, um dioritos, granodioritos, monzogranitos e sienogranitosestágio precoce da fase intrusiva principal quanto diques (Godoy & Figueiredo 1991 b) e resulta da coalescência desinplutônicos, despedaçados e intrusivos entre as fácies cinco fases magmáticas (Godoy & Wernick 1992b, Wernickmagmáticas F3 e F4, à semelhança dos Complexos Itaqui e et al. 1993b): 1. uma fase precoce reunindo as fácies F,, F2São Roque. e F3; 2. uma fase principal, inferior, dada pela fácies F4, que Desta maneira, o Complexo São Francisco tem a mesma corresponde à maior parte do segmento mais alçado e englo-história de colocação magmática dos complexos cálcio-alca- ba rochas da fase anterior; 3. uma fase principal, superior,linos previamente descritos e também vinculados com ex- dada pelas fácies F5 e F6 e que constitui a maior parte do
  6. 6. Revista Brasileira de Geociências, Volume 23, 1993 253Figura 5 — Arquitetura dos Complexos Rapakivi São Francisco, Sorocaba e Itu (Intrusão Cabreúva), em termos de suas fasesmagmâticas constituintesFigure 5 - Architecture of the São Francisco, Sorocaba e Itu (Cabreúva Intrusion) rapakivi complexes in terms of their upbuilding magmatic phasessegmento menos soerguido; 4. uma fase de colocação de Complexo Itu É um complexo rapakivi constituído pelastocks e bossas dispostos paralelamente à borda longitudinal coalescência de quatro intrusões subcirculares a irregularesdo segmento central, dada pelas fácies F7 a F11; 5. uma fase (Intrusões Salto, Indaiatuba, Itupeva e Cabreúva), com umade colocação de stocks e bossas paralelamente à direção das área total de 310 km2. É intrusivo em metamorfïtos defalhas transversais,que seccionam o complexo e que reúne médio/alto grau dos Grupos Amparo e Itapira e associa-se àas fácies F12 a F15; 6. uma fase de intrusão de pequenos Falha Transcorrente Itu, uma ramificação da Falha Jundiuvi-corpos equigranulares, aplitos e pegmatitos finais, dada pe- ra. O complexo é seccionado por várias falhas transcorrenteslas fácies FÍ6 a Fi8. menores, que resultam do splitting offda Falha Itu (Galem- Dessa maneira, o Complexo Sorocaba apresenta a mes- beck 1991). A maior das intrusões, a Cabreúva, tem área dema história de colocação magmática do Complexo São 160 km2 e sua arquitetura compreende seis fácies (F, - F6)Francisco, apesar de sua estruturação mais complexa devi- dadas, principalmente, por quartzo sienitos e sienogranitosdo aos soerguimentos diferenciais dos seus diversos e, subordinadamente, por tonalitos, granodioritos, quartzosegmentos ao longo das falhas normais transversais. monzonitos e monzogranitos (Galembeck et al. 1991).Igualmente, pairam dúvidas sobre a real situação temporal A intrusão Cabreúva resulta da coalescência de três fasesda unidade magmática F1 (que ocorre sob forma de encla- magmâticas (Wernick et al 1993b): 1. uma fase precoce dadaves com dimensões variáveis na unidade F4) podendo cor- pela associação de fácies Fj que reúne tonalitos, granodioritosresponder tanto, como aqui considerado, à uma fase e quartzo monzonitos, cáïcio-alcalinos, ao lado de grano-magmática precoce quanto a diques máficos sin-plutônicos dioritos (F2) e quartzo monzonitos-monzogranitos (F3),desmembrados. As grandes dimensões dos enclaves, subalcalinos potássicos; 2. uma fase de intrusão de quartzoaté métricos, não é argumento que possa descartar a segun- sienitos/sienogranitos (F4), que constitui o grosso da estruturada hipótese, face as grandes espessuras dos diques máficos, circular. As rochas da fase magmática precoce ocorrem comoaté decamétricas, presentes no Complexo Itaqui (Wernick mega-enclaves na fase magmática 2; 3. uma fase de colocação& Ferreira 1987). A figura 5 mostra a arquitetura sim- de um dique anelar e de pequenas intrusões ao longo deplificada do Complexo Sorocaba e a figura 3 algumas falhas, além de diques terminais, dada pela fácies F5 e F6. AFcomposições modais de suas unidades magmâticas reuni- fácies F4, F5 e F6 são rochas com tendências alcalinas (Wernicdas em fases magmâticas. Na figura 6 consta a variação et al 1991,Paschoalattieí0/. 1987).química das 18 unidades magmâticas do complexo e as A segunda fase magmática, que origina o grosso dafiguras 7 a 10 expressam relações (Na2O + K2O) x SiO2, intrusão centrada Cabreúva, pode ser correlacionada com aK2O x Na2O, K/Rb x SiO2 e Rb x Sr, das diversas fases fase de colocação de bossas, stocks e intrusões circularesmagmâticas. presentes nos Complexos Cantareira, Itaqui, São Roque, São
  7. 7. 254 Revista Brasileira de Geociências, Volume 23,1993Figura 6 - Variabilidade química (elementos maiores) das unidades magmáticas (fácies) dos Complexos Rapakivi SãoFrancisco, Sorocaba e Itu (Intrusão Cabreúva), agrupados por fases de acresção magmáticas (FAM). Fases: precoce (A);principal (+); acresção lateral (X); stocks e intrusões circulares (○); acresção final ( □)Figure 6- Chemical variability (major elements) of the magmatic units (Fácies) from São Francisco, Sorocaba e Itu (Cabreúva Intrusion) rapakivi complexes,assembled in magmatic accretion phases (FAM). Phases: early (∆); main (+); lateral accretion (X); stocks and circular intrusions (o); final accretion (□)Francisco e Sorocaba. Em todos os seis complexos aqui dades magmáticas muito ricas em estruturas de fluxo, ex-considerados, estas intrusões são seccionadas pela última pressas por leitos alternadamente enriquecidos e empobreci-grande fase de reativação das falhas transcorrentes, às quais dos em megacristais de feldspato, megacristais dispostos emse vinculam. Quanto a fase magmática precoce, ela reúne estruturas "espiga de milho", concentrações coalescentes dedois tipos de litologias: rochas cálcio-alcalinas (F,) e rochas megacristais aos quais se associam leitos e schlieren margi-subalcalinas potássicas (F2 e F3), ambas presentes apenas nais empobrecidos ou desprovidos de megacristais, mega-sob forma de enclaves e mega-enclaves, até quilométricos, cristais isorientados, megacristais de feldspato coalescentespresentes na unidade F4. Enquanto as unidades F2 e F3 estão em forma de "asa de andorinha", megacristais arqueados,diretamente vinculadas com a Intrusão Cabreúva, a unidade enclaves fusiformes e isorientados, schlieren com disposi-F, representa enclaves de um magmatismo cálcio-alcalino ção paralela ou subparalela etc.precedente, ao qual o magmatismo rapakivi foi espa- Estas estruturas, conjuntamente com a posição espacialcialmente superimposto, à semelhança da Intrusão Rapakivi da fase principal, sugere que a colocação das unidadesSguario (Rothmaier 1994). A figura 2 mostra a arquitetura magmáticas ocorrem sob condições forçadas em espaçossimplificada da Intrusão Cabreúva e a figura 3 algumas tipo pull apart, gerados ao longo das falhas transcorrentes ecomposições modais de suas unidades magmáticas reu- marcam, assim, uma fase importante de sua movimentação.nidas em fases magmáticas. Na figura 6 consta a variação Segue uma fase de acresção lateral, com a colocação dequímica das seis unidades magmáticas do complexo e as novas massas magmáticas tanto sob a forma de espessosfiguras 7 a 10 expressam relações (Na2O + K2O) x SiO2, K2O diques precoces no interior do complexo quanto sob formax Na2O, K/Rb x SiO2 e Rb x Sr das diversas fases de acresções marginais em relação às unidades magmáticas,magmáticas. colocadas durante a fase principal. A próxima fase magmá- tica é dada pela colocação de stocks, bossas e intrusõesSEQÜENCIAÇÃO TEMPORAL DE FASES MAGMÁ- circulares com dimensões variadas que cortam as unidadesTICAS A prévia descrição da arquitetura de três com- magmáticas da fase principal. A colocação, em parte tam-plexos cálcio-alcalinos (Itaqui, São Roque, Cantareira) e três bém forçada, destas intrusões se manifestam por meio decomplexos rapakivi (São Francisco, Sorocaba, Itu), todos estruturas de fluxo subverticais presentes, por exemplo, nasassociados com expressivas zonas de cisalhamento ou suas bossas do Complexo Itaqui (Ferreira, em preparação). Aramificações, mostra a existência de uma mesma evolução história magmática se encerra com uma fase de acresçãoem termos da natureza e da sucessão temporal de suas fases final, durante a qual ocorre a colocação de diques, pequenasmagmáticas constituintes, se bem que, uma ou mais destas intrusões ao longo de falhas secundárias, diques anelares oufases possam faltar em certos complexos específicos. de massas irregulares nas porções terminais dos complexos Esta evolução é dada por uma fase inicial ou precoce cujo ovalados ou fusiformes (Figs. 2 e 5).registro se faz apenas por meio de enclaves e mega-enclaves Durante a sequência de colocação das fases magmáticaspresentes nas unidades magmáticas das fases mais jovens. são reconhecíveis pelo menos dois grandes períodos deSegue-se a fase magmática principal, caracterizada por uni- movimentação das falhas transcorrentes, às quais se asso-
  8. 8. Revista Brasileira de Geociências, Volume 23, 1993 255Figura 7 — Diagramas (Na2O+K2O) x SiO2 (óxidos em % depeso) para rochas das unidades magmáticas dos Complexos Figura 8 - Diagramas Na2O x K2O (óxidos em % de peso)Granitóides Itaqui, São Roque, Cantareira, São Francisco, para rochas das unidades magmáticas dos Complexos Gra-Sorocaba e Itu (Intrusão Cabreúva), agrupadas por fases nitóides Itaqui, São Roque, Cantareira, São Francisco,magmáticas. Fases: precoce (∆); principal (+); acresção la- Sorocaba e Itu (Intrusão Cabreúva), agrupadas por fasesteral (X); stocks e intrusões circulares (○); acresção final ( □ ) magmáticas. Fases: precoce (∆); principal (+); acresção la-Figure 7 - (Na2O+K2O) x SiO2 diagrams (oxides in weight %) for rocks teral (X); stocks e intrusões circulares (○); acresção final (□)from magmatic units from the Itaqui, São Roque, Cantareira, São Francis- Figure 8 – Na2O x K2O diagrams (oxides in weight %) for rocks fromco, Sorocaba e Itu (Cabreúva Intrusion) Granitoid Complexes, assembled magmatic units from the Itaqui, São Roque, Cantareira, São Francisco,in magmatic phases. Phases: early (□); main (+); lateral accretion (X); Sorocaba e Itu (Cabreúva Intrusion) Granitoid Complexes, assembled instocks and circular intrusions (○); final accretion (□) magmatic phases. Phases: early (A); main (+); lateral accretion (X); stocks and circular intrusions (○); final accretion (□)ciam os complexos, granitóides. Ao primeiro vincula-se ageração de espaços tipo pull apart que propicia a colocação crustais portadores de muscovita + ou - turmalina (unidadesforçada das unidades magmáticas da fase principal, enquan- F7 e F8), definiu dois ciclos magmáticos cálcio-alcalinos. Oto o segundo é posterior à colocação das unidades magmá- primeiro compreende as unidades F15 F2 e F3 e o segundo asticas da fase dos stocks, bossas e intrusões circulares, pois, unidades F5, F6 e F7. Também aqui os dois ciclos são separa-estas são seccionadas e deslocadas por falhas transcorrentes. dos pela fase magmática dos diques máficos, dada pelaO Complexo São Francisco (Fig. 5) retrata de maneira clara unidade F4.esta relação. No Complexo Cantareira os dados (Fig. 4) sugerem, também, a existência de dois ciclos magmáticos. O primeiroCICLOS MAGMÁTICOS Dados químicos (elemen- reúne as unidades magmáticas F1, F2, F3 e F4 e o segundo astos maiores) referentes a todas as unidades magmáticas unidades F5, F6, F7 e F8. Falta a fase magmática dos diques(fácies magmáticas) dos seis complexos granitóides consi- máficos que separa os dois ciclos nos Complexos Itaqui ederados, estão reunidos nos histogramas das figuras 4 e 6 e São Roque, se bem que a presença da mesma é sugerida poras relações (NajO + K2O) x SiO2, K2O x NaA K/Rb x SiO2 enclaves microgranulares máficos de diques sin-plutônicose Rb x Sr das fases magmáticas, nas quais são reunidas, disruptos (Dantas 1990).constam nas Figuras 7, 8, 9 e 10. Em relação aos ciclos magmáticos dos três complexos Para o Complexo Itaqui, o histograma da figura 4 permite cálcio-alcalinos aqui considerados, cabe ainda destacar que:a definição de dois ciclos magmáticos. O primeiro compre- • o impulso inicial do segundo ciclo pode ser tanto maisende as unidades magmáticas F1, F2 e F3 e o segundo as básico quanto mais ácido que o impulso magmático do ciclounidades F6, F7, F8 e F9. Os ciclos são separados pela fase inicial (Fig. 4);magmática dos diques máficos que reúne as unidades F4 e F5, • cada ciclo é constituído por unidades magmáticas qui-feição comum em complexos cálcio-alcalinos (Pitcher & micamente mais ou menos expandidas e que não existeBussel 1985). A caracterização detalhada destes ciclos uma relação entre a variabilidade química das unida-magmáticos, enfocando elementos maiores e de terras raras, des magmáticas e seu teor médio de SiO2. Tal fato indi-é devido a Wernick et al (1993a, c). ca que durante sua colocação e consolidação, os segui- A mesma situação ocorre no Complexo São Roque (Figu- dos impulsos magmáticos sofreram variados graus dera 4), onde Andrade (1993) não considerando os granitos fracionamento;
  9. 9. 256 Revista Brasileira de Geociências, Volume 23, 1993Figura 9 - Diagramas K/Rb x SiO2 para rochas das unida-des magmáticas dos Complexos Granitóides Itaqui, São Figura 10 - Diagramas Rb x Sr para rochas das unidadesRoque, Cantareira, São Francisco, Sorocaba e Itu (Intrusão magmáticas dos Complexos Granitóides Itaqui, São Roque,Cabreúva), agrupados por fases magmáticas. Fases: preco- Cantareira, São Francisco, Sorocaba e Itu (Intrusãoce (∆); principal (+); acresção lateral (X); stocks e in- Cabreúva), agrupados por fases magmáticas. Fases: preco-trusões circulares (○); acresção final ( □) ce (∆); principal (+); acresção lateral (X); stocks eFigure 9 - K/Rb x SiO2 diagrams for rocks from magmatic units from the intrusões circulares (○); acresção final (□)Itaqui, São Roque, Cantareira, São Francisco, Sorocaba e Itu (Cabreúva Figure 10 - Rb x Sr diagrams for rocks from magmatic units from theintrusion) granitoid complexes, assembled in magmatic phases. Phases: Itaqui, São Roque, Cantareira, São Francisco, Sorocaba e Itu (Cabreúvaearly (∆); main (+); lateral accretion (X); stocks and circular intrusions intrusion) granitoids complexes, assembled in magmatic phases. Phases:(○); final accretion (□) early (∆); main (+); lateral accretion (X); stocks and circular intrusions (○); final accretion (□)• os limites dos ciclos magmáticos não coincidem com oslimites das fases magmáticas. Este fato indica um retardoentre as mudanças químicas que ocorreram nas câmaras dês F6, F7 e F8. A presença de um terceiro ciclo, correspon-magmáticas coletoras (expressas pelos ciclos magmáticos) e dente à fase magmática precoce e representada pela unida-as mudanças no regime tectônico da colocação magmática de F1, é fato questionável tendo-se em vista que esta(expressas pelas fases magmáticas sucessivas). Tal fato é unidade também poderia corresponder à fase magmáticacorroborado pelas Figs. 3, 7, 8, 9 e 10; dos diques máficos, aqui representada por diques sin-• cada ciclo magmático compreende 3 a 5 impulsos magmá- plutônicos desmembrados em enclaves e megaenclaves.ticos que cristalizam originando fácies magmáticas, as quais Como o Complexo São Francisco reúne litologias muitoapresentam, ao mesmo tempo, características mineralógico- ricas em sílica, a definição dos ciclos baseia-se primordi-texturais específicas, mas cuja variação de fácies para fácies almente nos álcalis. Enquanto no primeiro ciclo os valoresna sequência temporal de sua colocação determina tendên- de K2O e Na2O, respectivamente, crescem e decrescemcias evolutivas definidas (Ferreira & Wernick 1991). Entre- gradualmete com a sucessão dos impulsos magmáticos,tanto, os dados químicos, quando tratados em diagramas no segundo ciclo observa-se uma variação oposta.multicatiônicos, revelam tanto tendências evolutivas contí- A figura 6 mostra também os dados químicos referentes ànuas nas fácies quimicamente expandidas (e que variam de variação composicional das 18 unidades magmáticas dofácies para fácies) quanto saltos composicionais de fácies Complexo Rapakivi Sorocaba. Este elevado número, opara fácies, indicando que as fácies mais novas não são o maior de todos os complexos granitóides aqui considerados,produto do fracionamento de impulsos magmáticos prece- resulta do alçamento vertical diferenciado "em escada" dedentes durante sua fase de colocação (Wernick et al. 1993a); diversos blocos tectônicos ao longo de falhas normais trans-• o número de impulsos magmáticos por ciclo magmático é versais, que cortam o Complexo Sorocaba. Esta ampla ex-compatível com o observado em outros complexos cálcio- posição vertical mostra que a arquitetura do complexoalcalinos múltiplos e compostos que, entretanto, podem assemelha-se a dos complexos múltiplos e compostos doapresentar um número de ciclos magmáticos mais elevado Peru (Thorpe & Francis 1979). O histograma dos dados(Pitcher 1985). químicos permite a definição de quatro ciclos magmáticos Os dados químicos referentes ao Complexo Rapakivi (Godoy & Wernick 1992b). O primeiro compreende as uni-São Francisco (Fig. 6) permitem a definição de dois ciclos dades magmáticas F1 a F6, o segundo as unidades F7 a F11, omagmáticos (Godoy & Wernick 1992a). O primeiro reúne terceiro as unidades F12 e F13 e o último as unidades F16, F17 eas unidades magmáticas F2, F3 e F4 e o segundo as unida- Fjg Todas as unidades apresentam teores de Na2O aproxima-
  10. 10. Revista Brasileira de Geociências, Volume 23* 1993 257damente constantes e os diferentes ciclos se caracterizam magmático que podem ser plurisseriais, caso do Complexopor teores de K2O crescentes, constantes ou decrescentes. Itu, ou não (Wernick et al. 1991, 1993a, b, c). Nos Comple- Os dados químicos das unidades magmáticas da Intrusão xos Itaqui, Cantareira, São Roque e Sorocaba as fases mag-Cabreúva, a maior das quatro intrusões centradas, que com- máticas terminais são caracterizadas por um enriquecimentopõe o Complexo Rapakivi Itu (Fig. 6), definem três ciclos em turmalina (Godoy 1989, Ferreira 1991, Andrade 1993).magmáticos para este granitóide pluriserial (Wernick et al. Em todos os complexos os ciclos finais são mais ricos em1993b). O primeiro compreende as rochas cálcio-alcalinas álcalis que os precedentes (Figs. 4 e 6).pretéritas à implantação do complexo rapakivi, ora presentes • Os diversos ciclos magmáticos dos complexos aqui consi-sob forma de enclaves e megaenclaves, e reunidas na asso- derados compreendem tanto unidades magmáticas quimica-ciação da fácies F1 O segundo reúne as rochas subalca- mente expandidas quanto restritas. Não existe correlaçãolinas potássicas das unidades F2 e F3, também presentes sob direta entre o teor médio de sílica das unidades magmáticas eforma de enclaves e megaenclaves nas unidades mais jovens sua variabilidade composicional. Também não é verificada(Fig. 5). O terceiro ciclo reúne as rochas com tendências uma variação sistemática na variabilidade composicionalalcalinas das unidades F4, F5 e F6 (Wemick et al. 1991). das unidades magmáticas de acordo com sua seqüenciaçãoA variação na fonte genética dos impulsos magmáticos dos temporal num dado ciclo magmático (Figs. 4 a 6).três ciclos é ressaltada pela figura 9. • Existem ciclos magmáticos com características distintas Sobre os ciclos magmáticos dos complexos rapakivi aqui quanto ao comportamento dos álcalis. Em alguns tanto o K2Oconsiderados, constata-se os mesmos aspectos gerais obser- quanto o Na2O aumentam com a sucessão temporal das uni-vados nos complexos cálcio-alcalinos e previamente men- dades magmáticas. Em outros, enquanto o K2O cresce, o Na2Ocionados. Cabe, entretanto, ainda destacar que os Grani- decresce gradualmente, ou vice-versa. Ainda, em outros, en-tóides Sorocaba, São Francisco e Itu, nesta sequência, apre- quanto um dos álcalis varia sistematicamente, o outro apre-sentam teores crescentes de álcalis (Fig. 7) e teores decres- senta valores aproximadamente constantes (Figs. 4 e 6).centes de K2O (Fig. 8) e que esta variação se correlaciona • Na maioria dos casos os ciclos magmáticos mais novoscom idades decrescentes globais de colocação dos comple- iniciam-se com termos litológicos mais básicos que os ter-xos (Godoy 1989, Wernick et al. 1993b). mos finais do ciclo precedente (Figs. 4 e 6). Os dados aqui apresentados revelam que a arquitetura dos • Em vários casos, não há coicidência entre os limites decomplexos e a presença de ciclos magmáticos independem fases e ciclos magmáticos. Tal fato indica a existência dede sua natureza serial (cálcio-alcalina ou rapakivi) e, conse- uma defasagem temporal entre as mudanças nas condiçõesqüentemente, as causas da recorrência devem ser procuradas tectônicas (retratadas nas fases magmáticas) e as mudançasnum mecanismo comum de ascenção magmática. A associa- químicas (dadas pelo início de um novo ciclo magmático).ção dos complexos granitóides com falhas transcorrentes é Tal fato reflete-se nas figuras 3, 7, 8, 9 e 10.sugestiva para que a ascensão se tenha dado por propagação • Entre os granitos rapakivi, a crescente alcalinidade quede diques. Este mecanismo frequentemente leva ao desen- caracteriza a Sequência Sorocaba - São Francisco - Itu,volvimento de câmaras magmáticas coletoras intra-crustais, sugere que a mesma corresponda, também, à ordem crono-nas quais operam mecanismos de fracionamento em estado lógica de sua colocação. Tal fato é corroborado pelo formatoessencialmente líquido e que são sucessivamente drenadas e circular das intrusões que compõe o Complexo Itu; pelorecarregadas. Como as grandes zonas de cisalhamento que controle do formato do Complexo São Francisco, pelascortam o embasamento cristalino do Estado de São Paulo estruturas D3 e pelo caráter sin a tardi-D3 do Complexo(Fig. 1) se vinculam à colisão oblíqua entre os blocos Paraná Sorocaba (Godoy 1989).e São Francisco (Soares et al. 1990), é de se esperar que a • Os Complexos Itaqui, São Roque e Cantareira iniciaram ahistória evolutiva das falhas transcorrentes mais expressivas sua colocação antes dos Complexos Sorocaba, São Francis-(Taxaquara, Jundiuvira, Cubatão etc.) seja, em termos gerais, co e Itu (pois foram parcialmente afetados pela deformaçãoa mesma. Deste aspecto resulta, por exemplo, que todas as D3), mas a presença da fase de colocação dos stocks e bossasunidades magmáticas oriundas da fase magmática de coloca- em todos os complexos sugere que o término da colocaçãoção de stocks e intrusões circulares acham-se seccionadas por dos granitóides cálcio-alcalinos coincidiu temporalmenteralhas transcorrentes ligadas a um período de reativação tar- com a dos granitos rapakivi. Tal fato indica a coexistênciadio. Desta maneira, as reativações sucessivas nelas detectadas temporal, durante certo período, entre os magmatismos cál-são essencialmente de mesma natureza e aproximadamente cio-alcalinos e rapakivi.isócronas, o que explica a recorrência de um mesmo padrão • Todos os complexos foram afetados por reativações dede estruturação nos diferentes complexos aqui examinados, falhas transcorrentes, às quais se vinculam. Os Complexosbem como a presença de sucessivos ciclos magmáticos. Itaqui, São Francisco e Itu indicam que as últimas reativa- ções foram posteriores à fase de colocação dos stocks eCONCLUSÕES Do estudo comparativo das fases de bossas, uma vez que nestes granitóides estas estruturas estãoacresção e dos ciclos magmáticos que constituem os Com- seccionadas e deslocadas ao longo de falhas transcorrentesplexos Cálcio-Alcalinos Itaqui, São Roque e Cantareira e os (Godoy 1989, Ferreira 1991, Galembeck 1991).Complexos Rapakivi Sorocaba, São Francisco e Itu, todos • O conjunto dos aspectos até agora considerado sugereassociados à falhas transcorrentes, resultam as seguintes uma vinculação entre as fases magmáticas e períodos deconclusões: movimentação recorrentes ao longo das falhas transcor-• Todos os complexos considerados apresentam estruturação rentes. A colocação da fase magmática principal, muitassemelhante dada por uma fase magmática principal, precedi- vezes com feições de injeção forçada, pode ser consideradada ou não por uma fase precoce, e seguida de uma fase de como associada a feições pull apart ao longo das falhascrescimento lateral dada por diques ou adições marginais, a trancorrentes (Hutton 1982, Guineberteau et al 1987).qual se segue uma fase de colocação de stocks e bossas, e uma A persistência da movimentação levou a uma posterior de-fase final de pequenos corpos locais, além de pegmatitos e/ou formação progressiva das massas já colocadas e propiciaramaplitos e adições laterais menores. A Intrusão Cabreúva, do o desenvolvimento de fraturas tensionais que controlaramComplexo Itu, representa a fase de stocks e bossas de coloca- novas adições magmáticas laterais, bem como a intrusão deção rasa na qual a estrutura circular preserva as fases prece- diques e plútons menores. Nova movimentação secciona edentes apenas sob forma de enclaves e megaenclaves, estes desloca as unidades magmáticas ligadas a fase de colocaçãoaté quilométricos (Wernick et al 1993c). desses stocks e bossas, bem como as unidades magmáticas• Todos os complexos são constituídos por mais de um ciclo precedentes.
  11. 11. 258 Revista Brasileira de Geociências, Volume 23,1993• A existência de sucessivos ciclos magmáticos com carac- impulsos quimicamente expandidos, pela superposição deterísticas químicas e tendências evolutivas distintas vincula- novos processos na fase de cristalização final que obliteram,das a sucessivas fases magmáticas sugere a existência de com maior ou menor intensidade, os processos que atuaramcâmaras magmáticas coletoras de pequena a média profun- na fase da residência magmática.didade, sucessivamente drenadas e recarregadas e nas quaisoperam diferentes processos de modificações magmáticas. Agradecimentos Os autores E. Wernick e A.C. ArturTal fato indica a importância da caracterização destes pro- agradecem a FINEP (processo 4.3.90.0315.00) e ao CNPqcessos na fase da residência magmática. A abordagem desta (processos 50.0459/90-8 e 300319/81-9) pelos auxílios con-problemática, entretranto, é dificultada principalmente nos cedidos para a realização deste trabalho. 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