Bíblia dake josué

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Bíblia dake josué

  1. 1. O LIVRO DE História de Josué — Conquista e divisão de Canaã — Conflito civil — Aliança de Josué — Conselho —Morte de Josué SUMÁRIO Data e local: A parte de Josué no livro foi talvez escrita em Gilgal, na terra de Canaã, à medida que os eventos se sucederam, entre 1646-1616 a.C. Não se sabe quando e quem escreveu o pós-escrito (24.29- 33); mas a tradição judaica diz que os w. 29-32 do último capítulo foram acrescentados por Eleazar, e ‘o v. 33, por Finéias. Autor: Josué, exceto pelo pós-escrito e por alguns versículos. Ele era da tribo de Efraim (Nm 14.8,16) e se tomou o líder de Israel depois de Moisés (Js 1.9-14; 24.13; Nm 27.18-23; Dt 1.38; 3.21,28; 31.3-23; 34.9). Ele é mencionado no livro de Josué 171 vezes como o 2o grande líder de Israel. O nome Josué é encontrado 216 vezes nas Escrituras. Na Septuaginta, o nome encontrado é Jesus, que é mantido no Novo Testamento grego (At 7.45; Hb 4.8). Josué é também chamado de Oséias (Nm 13.8,16). Ele foi escravo no Egito. Ele morreu aos 110 anos, a mesma idade que José tinha quando morreu (Js 24.29). Ele se tornou o 2° líder de Israel quando ele tinha cerca de 40 anos, na época do êxodo do Egito. Prova da autoria: Em cada geração de Israel, havia homens chamados escribas que atualizavam os registros nacionais dos acontecimentos (Êx 17.14; 34.27; Nm 5.23; 17.2,3; Dt 17.18; Js 10.13; Jz 5.14; 2 Sm 1.18; 8.16,17; 20.24,25; 1 Rs 4.3; 2 Rs 12.10; 18.18; 19.2; ètc.). Havia também muitos profetas que escreviam livros de registro dos eventos nacionais (Js 24.26; 1 Sm 10.25; 1 Rs 11.41; 14.19,29; 15.7,23,31; 16.5,14,20,27; 23.39,45; 2 Rs 1.18; 8.23; 10.34; 12.19; 13.8,12; 14.6,15,18,28; 15.6,11,15,21,26,31,36; 16.19; 20.20; 21.17; 22.13; 23.3,21,24,28; 24.5; 1 Cr 9.1; 29.29; 2 Cr 9.29; 12.15; 13.22; 16.11; 17.9; 20.24; 25.26; 27.7; 28.26; 33.18,19; 35.27; 36.8). Não há dúvidas de que Jo­ sué escreveu todo o livro que leva o seu nome, exceto o pós-escrito (24.29-33); a história de 15.16-19 de Otniel (o primeiro juiz de Israel depois de Josué), que conseguiu uma esposa por sua conquista (Jz 1.1,10-15); e a história de Dã conquistando a Lesém ou Laís (19.47), o que só foi totalmente concluído após a morte de Josué (Jz 18). Desconsiderando essas exceções - registros que poderíam ter sido acrescentados por Eleazar, Finéias, Samuel ou algum outro profeta ou escriba de Israel -, concluímos que Josué foi o seu autor. Isso parece claro em 24.26. Ao menos, muitas das referências neste livro indicam que os eventos deJosué foram escritos por uma testemunha ocular de seus feitos (1.10-18; 2.1; 3.1-17). Tema: O livro trata da consumação da redenção de Israel fora do Egito, pois a redenção tem duas partes -fora e dentro (Dt 6.23). Ele registra o cumprimento das profecias de Abraão, de Isaque, de Jacó e de Moisés relativas ao recebimento da terra da promessa; e a conquista e a divisão dessa terra entre as tribos.Josué pode tê-lo dividido em duas partes iguais de 12 capítulos cada: 1-12 tratando da conquista e 13-24 tratando da divisão da terra entre as tribos, com 1.1-9 formando a introdução e 24.29-33 a conclu­ são. A inspiração do livro é confirmada por várias citações no Novo Testamento. Cf. 1.5 com Hebreus 13.5; 2.1-24 com Tiago 2.25; 6.20 com Hebreus 11.30; 6.23 com Hebreus 11.31; 14.1,2 com Atos 13.19; e 24.32 com Atos 7.16 e Hebreus 11.22. Estatísticas: O 6olivro da Bíblia; 24 capítulos; 658 versículos; 624 versículos de história; 42 versículos de profecias cumpridas; nenhum de profecias não cumpridas; 21 perguntas; 14 mensagens de Deus (1.1; 3.7; 4.1,15; 5.2,14; 6.2; 7.10; 9.1,18; 10.8; 11.6; 13.1; 20.1); 98 ordens; 44 predições; e 15 promessas.
  2. 2. JO S U É 1 384 I. O segundo líder de Israel 1. Os encargos deJosué (Nm 27.15) 1B 'E SUCEDEU, ^depois da morte de Moisés, 'servo do Senhor, que do Senhor falou a 'Josué, filho de Num/servo de Moisés, dizendo: * A « 2 'Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, ago­ ra, passa este 4Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. A3Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vô-lo tenho dado, como eu disse a Moisés. A4 Desde o deserto e desde este Líbano 'até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos 'hcteus e até o 'grande mar para o poente do sol será o vosso termo. A5 Ninguém se susterá diante de ti, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim “serei contigo; não te deixarei nem te desampararei. A « 6 “Esforça-te e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. A » 7 Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo “para teres o cuidado de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. A » 8 Não se aparte da tua boca o “livro desta Lei; antes, ^medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás. 1.1a E liga o livro de Josué intimamente ao Pentateuco e o expõe como sendo uma con­ tinuação do livro anterior. Dos 12 livros histó­ ricos, 9 estão ligados dessa forma com os que os antecedem. Veja os primeiros versículos de cada livro. 1.1b Talvez depois dos 30 dias de luto de Deu- teronômio 34.8 - aproximadamente no I aou 2a dia de março (nota, Dt 1.3). 1.1c Veja nota, Deuteronõmio 34.5. I.ld n senhor falou (a Josué) é encontrado 7 vezes (i.i; 4.1,8; 15; 14.10,12; 20.1). O Se- nhnr disse é encontrado 10 vezes (3.7; 5.2,9; 6.2; 7.10; 8.1,18; 10.8; 11.6; 13.1). Como Deus falou não está escrito, mas pode ter sido por voz audível, sonho, visão, profecia, por urim e Tumim (Nm 27.21), ou por algum outro meio. A primeira comunicação pode ser considerada uma introdução ao livro inteiro e uma garantia de que a teocracia iniciada por Moisés continu­ aria com a nação e que a instrução divina teria seqüência com Josué como novo líder, embora pudesse não ser uma comunicação face a face 0 tempo todo (Nm 12.8). 1 .le veja Sumário de Josué. p. 383. 1.1f Veja Ministros do Antigo e do Novo Tes­ tamentos. p. 421. 1.2a 1aprofecia em Josué (1.2-9, cumprida). Pró­ xima, v. 11. 7 orediçõns de Deus: 1 Todo lugar que vocês pisarem será seu, do Mediterrâneo ao Eufrates, e o deserto do Líba­ no (w. 3,4). 2 Nenhum homem será capaz de se levantar perante você por todos os dias da sua vida (v. 5). 3 Como eu fui com Moisés, assim serei com você. 4 Não falharei com você. 5 Não o abandonarei. 6 você dividirá esta terra como herança para a#9“Nao to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem tc espantes, porque o Se n h o r , teu Deus, é contigo, por onde quer que andares. 2. Josué, o segundo líderprofético de Israel, assume o comando 10“Então, deu ordemJosué aos príncipes do povo, dizendo: ★ A *11“Passai pelo meio do arraial be ordenai ao povo, dizendo: Provede-vos de comida, porque, dentro de três dias, passareis esteJordão, para que tomeis posse da terra que vos dá o Se n h o r , vosso Deus, para que a possuais. 12E falou Josué aos rubenitas, e aos gaditas, e à meia tribo de Manasses, dizendo: • ° Lembrai-vos da palavra que vos mandou Moisés, o servo do Senhor, dizendo: O Senhor, vosso Deus, vos dá descanso e vos dá esta terra. •* 4“Vossas mulheres, vossos meninos e vosso gado fi­ quem na terra que Moisés vos deu desta banda do Jor­ dão; porém vós passareis armados na frente de vossos irmãos, todos os valentes e valorosos, e ajudá-los-eis, A15“até que o Se n h o r dê descanso avossos irmãos, como a vós, e eles também possuam a terra que o Se n h o r , vos­ so Deus, lhes dá; então, tornareis à terra da vossa herança e possuireis a que vos deu Moisés, o servo do Se n h o r , desta banda do Jordão, ^para o nascente do sol. 3. Israel aceita Josué e lhe promete obediência “ Então, responderam aJosué, dizendo; “Tudo quanto nos ordenaste faremos e aonde quer que nos enviares iremos. Moisés e ao qual Josué acrescentou seu escrito (24.26). 1.8b Esse é o segredo da obediência, que, por sua vez, contém o segredo do sucesso (v. 8; SI 1.3,4). 1.9a Pergunta 1. Próxima, 4.6. 1.10a Então - quando ele recebeu a mensa­ gem de Jeová (w. 2-9). 1.11a 2aprofecia em Josué (1.11, cumprida). Pró­ xima, 3.5. 1.11b 4 ordens -preparação naraa jornada: 1 Passem pelo meio do arraial (v. 11). 2 Ordenem ao povo. 3 Preparem comida para a jornada. 4 Lembrem-se da palavra de Moisés para que vocês ajudem seus irmãos a conquistar Canaã e para que vocês se estabeleçam em suas possessões (w. 13-15). Essa ordem foi dada às tribos a leste do Jordão. De acordo com o cap. 4.13, apenas 40.000 soldados de um total de 110.000 seguiram adiante na terra para ajudar seus irmãos (Nm 26.7,18,34). Os 70.000 perma­ neceram na terra para proteger as mulheres, as crianças e suas novas possessões. 1.14a Além das mulheres e das crianças, foi deixado um número suficiente de homens para proteger as novas conquistas de inva­ sores que poderiam querer se aproveitar e expulsar os novos colonizadores, ou fazer pi­ lhagens (nota, 1.11). 1.15a 2 condições nara interrnmner a aiuria aos irmãos: 1 Até a conquista completa de Canaã (v. 15). 2 Até todas as tribos se estabelecerem. 1.15b Uma outra forma de dizer nara o leste (v. 15). 1.16a Consagração e promessa em 3 narres: 1 Obedeceremos todas as suas ordens (v. 16). 2 Iremos aonde você nos enviar. 3 Destruiremos qualquer um que se rebelar contra você (v. 18). Israel (v. 6). 7 Estarei com você aonde quer que você vá (v. 9). Note as ordens dessa profecia (nota, v. 6). Deus estava sob o compromisso de cumprir as pre- dições quando as ordens fossem totalmente obedecidas. 1.2b veja o Rio Jordão, p. 421. 1.4a Cf. Gênesis 15.18-21; Êxodo 23.31; Núme­ ros 34.3-12; Deuteronõmio 11.24; Ezequiel 48. 1.4b Um grande povo belicoso que ocupava os campos montanhosos do sul de Canaã. Esse nome é usado aqui talvez em referência a to­ das as nações de Canaã, como o nome amor- reus em outros lugares. Receber tal promessa deve ter encorajado os israelitas (v. 4). 1.4c O Mediterrâneo é chamado de grande em comparação com os pequenos mares da Palestina - mar da Galiléia, mar Morto e mar Vermelho, ao sul (v. 4; 15.12; 23.4; Nm 34.6,7; Ez 47.10-20). 1.5a Essa promessa foi feita primeiramente a Jacó (v. 5; Gn 28.15; Dt 34.6). 1.6a 6ordens- obediência: 1 Seja forte e tenha bom ânimo. Repetida 3 ve­ zes (w. 6,7,9). 2 Cuide para cumprir toda a lei (v. 7). 3 Não se desvie dela nem para a direita nem para a esquerda. 4 Não aparte da sua boca este livro, mas medi­ te nele de dia e de noite (v. 8). 5 Não tema (v. 9). 6 Não se espante. 1.7a 4 grandes benefícios da obediência: 1 Para que você possa prosperar aonde quer que você vá (v. 7). 2 Para que você faça prosperar o seu caminho (v. 8). 3 você será bem-sucedido. 4 Deus estará com você aonde quer que você vá (v. 9). 1.8a Refere-se ao livro da lei completado por
  3. 3. 385 JO S U E 2 17Como em tudo ouvimos a Moisés, assim te ouviremos a ti; tão-somente que o Senhor, teu Deus, seja contigo, fcomo foi com Moisés. • 18Todo homem que for rebelde à tua boca e não ouvir as tuas palavras em tudo quanto lhe mandares ‘'morrerá; 4tão-somente esforça-te e tem bom ânimo. II. Os segundos espiões são enviados (cf. Nm 13.17-25, refs.; Dt 1.20,22) 1. Número e encargo 2 E ENVIOU Josué, filho de Num, "dois homens des­ de ^Sitim a espiar secretamente, dizendo: Andai e observai a terra e a cJericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher ^prostituta, cujo nome era Raabe, e dormiram ali. 2. Os espiõesprotegem Raabe, aprostituta (Hb 11.31) 2 Então, deu-se notícia ao rei de Jerico, dizendo: Eis que esta noite vieram aqui uns homens dos filhos de Israel para espiar a terra. 3 Pelo que enviou o “rei de Jerico a Raabe, dizendo: Tira fora os homens que vieram a ti e entraram 4na tua casa, porque vieram espiar toda a terra. 4 Porém aquela mulher tomou a ambos aqueles homens, e os escondeu, e disse: E verdade que vieram homens a mim, porém eu não sabia de onde eram. 5E aconteceu que, havendo-se de fechar a porta, sendo já escuro, aqueles homens saíram; não sei para onde aqueles homens se foram; ide após eles depressa, porque vós os alcançareis. 6 Porém ela os tinha feito subir ao “telhado e os tinha es­ condido entre as canas do linho, que pusera em ordem sobre o telhado. 7E foram-se aqueles “homens após os espias, pelo cami­ nho do Jordão, até aos vaus; e ^fechou-se a porta, haven­ do saído os que iam após eles. 3. O sucesso dos espiões 8E, “antes que eles dormissem, ela subiu a eles sobre o telhado 9e disse aos homens: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desmaiados diante de vós. “ “Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Seom e a Ogue, que estavam dalém do Jordão, os quais destruístes. 11“Ouvindo isso, desmaiou o nosso coração, e em nin­ guém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; ^porque o Senhor, vosso Deus, cé Deus em cima nos céus e embaixo na terra. 4. A aliança com Raabe 12Agora, pois, jurai-me, vos peço, pelo Senhor, pois que vos fiz beneficência, que vós também fareis beneficência à casa de meu pai, e dai-me um sinal certo, 13de que dareis a vida a meu pai e a minha mãe, como também a meus irmãos e a minhas irmãs, com tudo o que têm, e de que livrareis'as nossas vidas da morte. 14Então, aqueles homens responderam-lhe: A nossa vida responderá pela vossa até ao ponto de morrer, se não de­ nunciardes este nosso negócio; e será, pois, que, dando- nos o Senhor esta terra, usaremos contigo de beneficên­ cia e de fidelidade. 15Ela, então, os fez descer por uma “corda pela janela, 1.17a Era natural esperar que Deus fosse com Josué, o novo líder, como ele fora com Moisés, que havia se tornado um ideal e um exemplo a ser seguido, tal como Cristo se tornou o ideal e o exemplo para todos os cristãos (v. 17; 1 Pe 2.21; 4.1). 1.18a A lei marcial era necessária; e se todos os homens de guerra concordassem total­ mente com a pena de morte, ficaria mais fácil para Josué esforçar-se e ter bom ânimo. Por insubordinação, seus pais haviam fracassado 40 anos antes; portanto, para se proteger do fracasso, essa penalidade foi aceita para qualquer um que se recusasse a obedecer ao líder (v. 18). 1.18b O povo encorajou Josué a esforçar-se e ter bom ânimo, como Deus lhe havia ordenado 3 vezes ao comissioná-lo (v. 18 com w. 6,7,9). 2.1a Esse era o acampamento de Israel antes de entrar em Canaã (v. 1; 3.1; Nm 25.1; cf. Jl 2.18; Mq 6.5). 2.1b O próprio Josué foi um dos 12 espiões enviados de Cades (Nm 13), e um dos únicos 2 homens que não se rebelaram. Agora, em vez de enviar 12, apenas 2 espiões foram enviados, e estes secretamente, em vez de publicamen­ te, como os 12. O objetivo era impedir infor­ mações negativas que pudessem surgir num acampamento como aquele e causar pânico, caso as descobertas dos espiões fossem desfa­ voráveis. Josué, tendo confiança em Jeová, usa­ va de todos os meios naturais para assegurar o sucesso, agindo assim pela fé, pois, se não, não haveria obras (Tg 2.19-26). Como qualquer outro bom comandante, ele queria obter todas as informações relativas ao local, acesso e fra- gilidades da cidade, como também às defesas e recursos dos habitantes. Josué compreendeu mais tarde que aquilo tudo era desnecessário, pois nada que descobriram foi usado na der­ rubada de Jerico, que caiu pelo poder sobre­ natural (6.1-27). 2.1c Veja A cidade deJericó, p. 421. 2.1d Essa era Raabe, da genealogia de Cristo, porém nada é ganho ao se tentar amenizar os fatos sobre ela por causa disso (v. 1; Mt 1.5; Hb 11.31; Tg 2.25).Tudo o que é dito sobre ela está neste capítulo. 2.3a O rei e os seus súditos estavam alertas a qualquer estranho que entrasse em Jerico. A cidade foi fechada para tráfego poucos dias depois (6.7), e é claro que a defesa da cidade estava intensamente alerta (w. 2,3). 2.3b Raabe talvez fosse dona de uma hos­ pedaria. Ela levou os espiões para o telhado da sua casa e os escondeu entre canas de linho. Ela disse ao rei que os homens já ha­ viam escapado da cidade. Desse modo, ele enviou homens para capturá-los antes que cruzassem o Jordão, que estava em época de cheia (w. 4-7). 2.6a os telhados planos das casas, que ficavam expostos ao sol e ao vento, estavam bem adap­ tados para o amadurecimento ou secagem de frutas e grãos. As canas de linho, empilhadas sobre o teto para secar, tornaram-se um bom esconderijo para os espiões (v. 6). 2.7a Os oficiais do rei de Jerico (w. 2,3,7,16,22). 2.7b Os portões das cidades muradas eram sempre fechados ao anoitecer, ou pouco depois. Viajantes que não conseguiam alcançá-los an­ tes de serem fechados eram obrigados a passar a noite do lado de fora, ficando expostos às tem­ pestades e aos ladrões, a menos que houvesse um fundo de agulha. Em algumas cidades, havia uma pequena entrada no portão grande, a qual era chamada de fundo de agulha, por meio de que os que chegavam mais tarde poderiam ser admitidos (nota, Mt 19.24). 2.8a Antes que eles dormissem, Raabe veio até eles no telhado e então fizeram um acordo. Veja O contrato entre Raabe e os espiões, p.421. 2.9a 3 coisas oue Raabe sabia (v. 9): 1 o senhor lhes deu a terra. 2 o seu pavor caiu sobre nós. 3 Os cananeus desfaleceram por causa de vo­ cês. 2.10a 2 coisas ouvidas sobre Deus e Israel: 1 Como o Senhor havia secado o mar vermelho para Israel (v. 10). 2 O que Israel fez aos 2 reis amorreus, Seom e Ogue, com a ajuda de Deus, e como eles foram totalmente destruídos. 2.11a 2 efeitos sobre os cananeus (v. 11): 1 Nosso coração desfaleceu. 2 Em ninguém há mais ânimo algum. 2.11b Todos os cananeus tiveram de reconhe­ cer que o Deus vivo e verdadeiro estava por trás dos israelitas e que foi através do poder dele que esses milagres foram feitos (v. 11). 2.11c veja O propósito dos milagres, p. 422. 2.15a Do heb. chebel, traduzida como corda, ou sinônimos (v. 15; 36.8; Jó 41.1; Ec 12.6; Et 1.6; SI 140.5; Pv 5.22; Is 5.18; 33.20; Jr 38.6-13; Ez 27.24; Os 11.4; 2 Sm 17.13; 1 Rs 20.31,32); a t madilha (Jó 18.10); e cordel (2 Sm 8.2; SI 78.55; Am 7.17).
  4. 4. JO S U E 3 386 porquanto a sua casa estava ‘sobre o muro da cidade, e ela morava sobre o muro. 16E disse-lhes: Ide-vos ao monte, para que, porventura, vos não encontrem os perseguidores; “e escondei-vos lá três dias, até que voltem os perseguidores, e, depois, ide pelo vosso caminho. 17E disseram-lhe aqueles homens: Desobrigados seremos deste teu juramento que nos fizeste jurar, 18se, vindo nós à terra, não atares este cordão de fio de “escarlata à janela por onde nos fizeste descer; e se não recolheres em casa contigo a teu pai, e a tua mãe, e a teus irmãos, e a toda a família de teu pai. 15Será, pois, que qualquer que sair fora da porta da tua casa, o seu sangue será sobre a sua cabeça, e nós seremos sem culpa; mas qualquer que estiver contigo em casa, o seu sangue seja sobre a nossa cabeça, se nele se puser mão. 20Também, se tu denunciares esse nosso negócio, se­ remos desobrigados do teu juramento, que nos fizeste jurar. 5. A despedida e o relato 21E ela disse: Conforme as vossas palavras, assim seja. Então, os despediu; e eles se foram; c “ela atou o cordão de escarlata à janela. 22“Foram-se, pois, e chegaram ao monte, e ficaram ali três dias, até que voltaram os perseguidores; porque os perseguidores os buscaram por todo o caminho, porém não os acharam. 23Assim, aqueles dois homens voltaram, e desceram do monte, e passaram, e vieram a Josué, filho de Num, e contaram-lhe tudo quanto lhes acontecera; 24e disseram a Josué: “Certamente o Senhor tem dado toda esta terra nas nossas mãos, pois até todos os mora­ dores estão desmaiados diante de nós. III. A travessia do Jordão (Js 3.1-5.15; cf. Êx 14; 2 Rs 2) 1. A chegada noJordão 3 “LEVANTOU-SE, pois, Josué de madrugada, e par­ tiram de ‘Sitim, e vieram até ao Jordão, ele e todos os filhos de Israel, e pousaram ali antes que passassem. 2. Josué instrui Israel 2 E sucedeu, “ao fim de três dias, que os príncipes passa­ ram pelo meio do arraial • *123e ordenaram ao povo, dizendo: “Quando virdes a arca do concerto do Se n h o r , vosso Deus, e que os sacerdo­ tes levitas a levam, parti vós também do vosso lugar e segui-a. • 4Haja, contudo, distância entre vós e ela, como da me­ dida de “dois mil côvados; e não vos chegueis a ela, para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir; porquanto por este caminho ‘nunca passastes ames. ★ A» 5 “Disse Josué também ao povo: ‘Santificai-vos, por­ que amanhã fará o Se n h o r maravilhas no meio de vós. • 6E falou Josué aos sacerdotes, dizendo: “Levantai a arca do concerto epassai adiante deste povo. Levantaram, pois, a arca do concerto e foram andando adiante do povo. 3. A profecia de Deus paraJosué * a b7“E o Se n h o r disse a Josué: ‘ Este dia começarei a engrandecer-te perante os olhos de todo o Israel, para que saibam que assim como fui com Moisés assim serei contigo. • 8Tu, pois, ordenarás aos sacerdotes que levam a arca do concerto, dizendo: Quando vierdes até à borda das águas do Jordão, parareis no Jordão. 4. A profecia deJosué para Israel • 9Então, disse Josué aos filhos de Israel: “Chegai-vos para cá e ouvi as ‘palavras do Se n h o r , vosso Deus. ★ A10 “Disse mais Josué: Nisto conhecereis que o Deus 2.15b construída dentro do muro ou acima dele para que ela pudesse ver sobre ou através dele da sua janela (v. 15). 2.16a Eles tinham de viajar durante a noite e se esconder durante o dia para que os persegui­ dores não os encontrassem (w. 16.22,23). 2.17a Do heb. chut, fio; corda para coser. 2.21a Havia algo meritório em Raabe - ela es­ tava disposta a desistir do pecado e a obedecer a Deus para ter parte com o seu povo. Ela tinha fé no Deus de Israel e reconhecia os seus po­ derosos atos. Ela foi sincera e inteligente - foi capaz de antever a destruição das nações de Canaã e, portanto, planejou o bem-estar da sua própria gente. Raabe obedeceu aos espiões e cumpriu à risca sua parte no acordo (v. 21). Por tudo isso, ela foi ricamente recompensada e se tornou uma das únicas 4 mulheres menciona­ das na genealogia de Jesus Cristo (Mt 1.5). 2.22a os 2 espiões foram como Caiebe e Josué quando comparados com os 10 espiões que trouxeram más noticias (Nm 13-14). Isso lhes deu a segurança de que o Senhor tinha ido à frente deles e estava preparando a comple­ ta derrota dos cananeus ao fazer com que o medo tomasse conta deles (w. 22-24). 2.24a Compare esse relato do v. 24 com aquele dado pelos 10 espiões (Nm 13.28-33). 3.1a Essa expressão é encontrada 35 vezes nas Escrituras; e. a partir de certas passagens, desco­ samos que ela significa antes ou durante o ama- -necar 5.15; 2 RS3.22; Mt 20.1; Mc 16.2; Jo 20.1). 3.1b De Sitim até o Jordão eram cerca de 12 quilômetros. Eles acamparam perto do Jordão, prontos para entrar em Canaã (v. 1). 3.2a Isso se refere ao final dos 3 dias, depois que os espiões retomaram com a boa notícia. Eles evidentemente acamparam no Jordão por 3 dias (w, 1,2). 3.3a Esse deveria ser o sinal para o povo co­ meçar a entrar em Canaã. A arca carregada pelos sacerdotes e pelos levitas deveria ir à frente, e depois o povo deveria segui-los, mantendo uma distância de 2.000 côvados (w. 3,4). Isso simplesmente significava que Israel só podería partir quando essa distância fosse percorrida, pois a arca pararia no meio do Jordão para que todo o povo atravessasse o rio (v. 17; 4.10). 3.4a Sendo um côvado 63,5 centímetros, 2.000 côvados eram 1.270 metros (v. 4). 3.4b A distância de 1.270 metros éra mantida de modo que todo o acampamento pudesse ver a arca e segui-la. Ela podería ser considera­ da um guia no caminho desconhecido (v. 4). 3.5a 3anrnfeoia em iosué (3.5, cumprida no dia seguinte, w. 15-17). Próxima, v. 7. 3.5b Essa passagem fica clara quando consi­ deramos que santificar significa separar (v. 5). Aqui 0 povo deveria santificar-se lavando suas roupas e 0 corpo, a fim de se preparar para ver os grandes milagres que aconteceriam no dia seguinte - a retenção das águas do Jordão e o desaparecimento de suas águas durante todo 0 período da travessia, ou um dia inteiro. 3.6a Naquele momento, realmente iniciou-se os dias de maravilhas que Deus prometera mostrar a israel. A ordem de Josué aos sacer­ dotes para pegarem a arca e caminharem em direção às águas do Jordão marcou 0 inicio de tais maravilhas (v. 6). 3.7a 4aprofecia em Josué (3.7,8, cumprida no v. 15; 4.14). Próxima, v. 10. 3.7b Veja 4.14. 3.9a Veja 6 ordens - atravessando o Jordão. p. 422. 3.9b Todas as verdadeiras profecias são pala­ vras de Jeová, pois elas são dadas quando os homens são movidos pelo Espírito Santo (At 3.21; 2Tm 3.15-17; 2 Pe 1.21). 3.10a 5aprofecia em Josué (3.10-13, cumprida nos w. 15,16). Próxima, 6.2. 2 grandes nredicôes feitas por Josué: 1 Certamente lançarão de diante de vocês: (1) Os cananeus (v. 10). (2) Os heteus. (3) Os heveus. (4) Os ferezeus. (5) Os girgaseus. (6) Os amorreus. (7) Os jebuseus. 2 Assim que as plantas dos pés dos sacerdotes, que levam a arca do Senhor, repousarem nas águas do Jordão, as águas serão separadas, e as águas que vêm de cima pararão amontoa­ das (v. 13)
  5. 5. 387 JO S U É 4 vivo está no meio de vós e que de todo lançará de diante de vós ios cananeus, e os heteus, e os heveus, e os fere- zeus, e os girgaseus, e os amorreus, e os jebuseus. " Eis que a arca do concerto do Senhor de toda a terra passa o Jordão diante de vós. • ’2Tomai, pois, agora, doze homens das tribos de Israel, de cada tribo um homem; 13porque há de acontecer que, assim que as plantas dos pés dos sacerdotes que levam a arca do Senhor, o Se­ nhor de toda a terra, repousem nas águas do Jordão, se 'separarão as águas do Jordão, e as águas que de cima descem pararão num montão. 7. A retenção doJordão:primeiro milagre (cf. Êx lí. 8) 14E aconteceu que, partindo o povo das suas tendas, para passar o Jordão, levavam os sacerdotes a arca do concer­ to diante do povo. , 15E, quando os que levavam a arca chegaram até ao Jor­ dão, e os pés dos sacerdotes que levavam a arca se 'molha­ ram na borda das águas 4(porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega), 16pararam-se as águas que vinham de cima; 'levantaram- se num montão, mui longe da ''cidade de Adã, que está da banda de Sartã; e as que desciam ao mar das Campinas, rque é o mar Salgado, faltavam de todo e separaram-se; então, passou o povo defronte de Jerico, 6. A travessia do Jordão ' 17Porém os sacerdotes que levavam a arca do concerto do Se n h o r pararam firmes em 'seco no meio do Jordão; e todo o Israel passou em seco, até que todo o povo aca­ bou de passar o Jordão. 7. Os dois memoriais da travessia doJordão 4m SUCEDEU, pois, que, 'acabando todo o povo de passar o Jordão, falou o Senhor a Josué, dizendo: • 2'Tomai do povo doze homens, 4de cada tribo um ho­ mem, • 3e mandai-lhes, dizendo: "Tomai daqui, do meio do Jordão, do lugar do assento dos pés dos sacerdotes, dòzc pedras; e levai-as convosco ã outra banda e depositai-as no alojamento em que haveis de passar esta noite. 4 Chamou, pois, Josué os doze homens que escolhera dos filhos de Israel, “de cada tribo um homem, • 5e disse-lhes: “Passai diante da arca do Senhor, vosso Deus, ao meio do Jordão; e levante cada um uma pedra sobre o seu ombro, 4segundo o número das tribos dos filhos de Israel, 6 para que isto seja por sinal entre vós; e, quando vossos filhos no futuro perguntarem, dizendo: 'Que vos signifi­ cam estas pedras?, 7 então, lhes direis que as águas do Jordão se separaram diante da arca do concerto do Senhor; passando ela pelo Jordão, separaram-se as águas do Jordão; assim que es­ tas pedras serão para sempre por memorial aos filhos de Israel. 8 Fizeram, pois, os filhos de Israel como Josué tinha or­ denado, e levantaram doze pedras “do meio do Jordão, como o Senhor dissera a Josué, segundo o número das tribos dos filhos de Israel, e levaram-nas consigo ao alo­ jamento, e as depositaram ali. 9 'Levantou Josué também doze pedras no meio do Jor­ dão, no lugar do assento dos pés dos sacerdotes que leva­ vam a arca do concerto; e ali estão 4até ao dia de hoje. 3.10b Aqui temos 7 grandes nações listadas, as mesmas que estão em Deuteronômio 7.1-5, e que são parcialmente listadas muitas outras ve­ zes (1.4; 9.1; 12.8; 17.15; 24.11; Gn 15.18-21; êx 3.8,17; 13.5; 23.23,28; 33.2,11; 34.11; Dt 20.17). 3.13a Esse foi um grande milagre - separar as águas de um rio que transbordava sobre as suas ribanceiras (v. 15), retendo-as por um dia (v. 13) e fazendo com que elas voltassem para trás e se espalhassem pela terra. Cf. Salmos 114.3. 3.15a Os pés dos sacerdotes tocaram a borda das águas que transbordavam e imediatamen­ te um caminho se abriu pelo meio delas. O leito do rio secou-se, e as águas se amontoaram (v. 15; ÊX 15.8). 3.15b Isso acontecia toda primavera devido ao derretimento da neve nas montanhas ao norte 0o Líbano (v. 15; 1 Cr 12.15). Aparentemente, Deus escolheu essa época do ano para con­ firmar o fato adicional de que um milagre fora realizado por Ele, e para dar a Israel um sinal de que Ele estava com o seu povo e que as nações x Canaã seriam lançadas dè diante deles com a 3(Uda divina (w. 9-13). 3.14a isso indica que as águas acima desse Ligar de passagem continuaram fluindo e que =es subiram como uma represa, enchendo até que houvesse uma imensa coluna de água co- arroo todo o iugar acima de onde Israel estava aravessando. O fluxo começou a voltar em areçio ao mar da Galiléia, que podia conter •Hutc mais água do que normalmente supor­ i a : * . 16). 3.16b isso mostra que as águas continuaram sLonao até depois da cidade de Adã, perto □e Sartã. uma cidade na terra ao norte de Ma­ nasses. A cidade de Adã se encontrava a cerca de 32 quilômetros ao norte do vau de Jerico e somente a uns poucos quilômetros ao nor­ te do mar Morto. Assim, as águas voltaram de 32 a 48 quilômetros. Do mar da Galiléia até o mar Morto, o Jordão corre com não menos que 27 grandes corredeiras e cascatas, além das muitas corredeiras menores, que correm com velocidades de 6 a 8 km/h em média, mas com velocidades ainda maiores na época do ano em que as águas estão subindo. Sem dúvida, os habitantes de Jerico dependiam do trasbordamento do Jordão para manterem os israelitas do lado leste do rio por algum tem­ po e, portanto, não estavam preparados para a travessia deles, que se deu através de um notável milagre. 3.16c Isso significa que as águas desde esse lugar de passagem até o mar Morto secaram- se. Desse modo, havia uma larga passagem de vários quilômetros (v. 16). 3.17a O leito do rio e as ribanceiras, por onde as águas corriam, ficaram secos, não úmidos ou barrentos, o que aumenta ainda mais a grandeza do milagre. Os rebanhos, os carros e as outras coisas puderam passar sem se atola­ rem em lama ou areia (v. 17). 4.1a Depois que as pessoas acabaram de atra­ vessar, o Senhor ordenou que fosse erguido um memorial desse tão grandioso milagre (w. 1- 10). 4.2a Ordem - erguendo um memorial: Pegue 12 homens, um de cada tribo, e ordene que tirem 12 pedras do meio do Jordão e que as carreguem até ao lugar onde se alojaram na noite passada antes de atravessarem o Jordão, para fazerem um memorial da milagrosa tra­ vessia (w. 2-8). 4.2b Mencionada 3 vezes (w. 2,4; 3.12). 4.3a 2 memoriais da travessia: 1 As 12 pedras que foram tiradas do meio do rio e carregadas até Gilgal, o local do primeiro acampamento em Canaã (4.19,20), e erguidas como memorial de travessia, para que as ge­ rações futuras tivessem um sinal de que aquilo realmente acontecera (w. 3-8). 2 As 12 pedras colocadas no meio do Jordão, no lugar onde os pés dos sacerdotes descansaram com a arca (w. 9,10). Ambos foram memoriais para testificar que o Jordão realmente secou e que a travessia se deu sobre chão seco. 4.4a Essa política de atividade e de governo representativos é evidenciada muitas vezes nas Escrituras (w. 2,4; 3.12; Nm 1.4; 13.2-15; 34.18; Dt 1.23). 4.5a Veja nota, v, 3. 4.5b As 12 pedras deveríam representar o fato de que todas as 12 tribos atravessaram o Jor­ dão sobre chão seco, no dia daquele notável milagre. A pilha de pedras deveria ser um sinal e um memorial para todas as gerações futuras (W. 6,7). 4.6a Pergunta 2. Próxima, v. 21, 4.8a Não se sabe desde quando as pedras estariam no fundo do Jordão - talvez desde o inicio da criação (Gn 1.1), desde os tempos do dilúvio de Noé (Gn 6-8), ou do tempo em que a terra foi dividida (Gn 10.25). Sem dúvida, as águas tinham estado correndo sobre elas por séculos e eram tranquilas e límpidas (v. 8). 4.9a Não se sabe de onde essas pedras foram tiradas, a menos que se originassem do meio do rio, de onde as outras 12 vieram (w. 3,9). 4.9b Até o dia da escrita de Josué.
  6. 6. 388JO S U É 4 10 «pararam> pois, os sacerdotes que levavam a arca no meio do Jordão, em pé, atéque se cumpriutudo quanto o Se n h o r aJosué mandara dizer ao povo, conforme tudo quanto Moi­ sés tinha ordenado aJosué; be apressou-se o povo e passou. 8. A ordem da multidão na travessia do rioJordão 11E sucedeu que, assim que todo o povo acabou de pas­ sar, então, passou a arca do Senhor, “e os sacerdotes, à vista do povo. 12E passaram os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manasses, armados, na frente dos filhos de Israel, como Moiscs lhes tinha dito; 13uns •'quarenta mil homens de guerra armados passaram diante do SENHOR para batalha, às campinas de Jerico. 9. Josué é engrandecido por Deus, cumprindoJosué 3.7 14"Naquele dia, o Senhor engrandeceu a Josué diante dos olhos de todo o Israel; *e temeram-no, como haviam temido a Moisés, ‘todos os dias da sua vida. 10. O Jordão volta ao normal: o segundo milagre (Js3.14) ■ 15Falou, pois, o Se n h o r a Josué, dizendo: • u ‘Dá ordem aos sacerdotes que levam a arca do Teste­ munho que subam do Jordão. • 17E deu Josué ordem aos sacerdotes, dizendo: Subi do Jordão. 18 E aconteceu que, como os sacerdotes que levavam a arca do concerto do Senhor subiram do meio do Jor­ dão, e as "plantas dos pés dos sacerdotes se puseram em hseco, as águas do Jordão se tornaram ao seu lugar e cor­ riam, como antes, ‘sobre todas as suas ribanceiras. 11. O acampamento e o memorial em Cilgal (Js 4.1-10) ^Subiu, pois, o povo doJordão no dia "dez do mês primei­ ro; e alojaram-se cm ''Gilgal, da banda oriental de Jericó. 20E as doze pedras que tinham tomado do Jordão levan­ tou Josué em Gilgal. 12. O propósito do memorial 21E falou aos filhos de Israel, dizendo: Quando no futu­ ro vossos filhos perguntarem a seus pais, "dizendo: Que significam estas pedras?, • 22fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou em seco este Jordão. 23Porque o Senhor, vosso Deus, fez secar as águas do Jordão diante de vós, até que passásseis, como o Senhor, vosso Deus, fez ao mar Vermelho, que fez secar perante nós, até que passamos. 24"Para que todos os povos da terra conheçam a mão do Senhor, que é forte, para que temais ao Senhor, vosso Deus, todos os dias. 4.10a Não foi fácil para os homens segurarem a arca nos ombros e permanecerem seguran­ do-a durante o tempo necessário para o povo atravessar o Jordão (w. 10-18). 4.10b isso dá a entender que seria preciso um dia inteiro para fazer a travessia, de modo que eles se apressaram para fazer a travessia durante o dia, a fim de estarem prontos para acampar à noite (v. 10). 4.11a Os sacerdotes foram os primeiros a co­ meçar a travessia, indo 2.000 côvados (cerca de 1.300 metros) à frente do povo, até que eles estivessem no centro do leito do rio, onde per­ maneceram enquanto o povo fazia a travessia. Eles, então, receberam a ordem de passar para o outro lado a fim de que as águas pudessem fluir como antes (w. 11-18). 4.13a Apenas 40.000 dos 110.000 soldados dessas tribos atravessaram o Jordão para aju­ dar a conquistar Canaã (v. 12; Nm 26.7,18,34). 4.14a isso é o que Deus prometeu no cap. 3.7,8. 4.14b Foi necessário todo o sofrimento de Moisés durante os 40 anos para fazer com que Israel respeitasse os seus lideres, tal como eles fizeram a Josué (v. 14). Ele não teve de suportar o que Moisés suportou; talvez ele nem conse­ guisse ser tão paciente e altruísta. Todos nós colhemos frutos daqueles que nos precederam na vida, e os problemas e sofrimentos experi­ mentados por essas pessoas tornam mais fácil para as gerações futuras apreciar circunstân­ cias normais. 4.14cTalvez cerca de 30 anos. 4.16a Ordem - Ordene que os sacerdotes que carregam a arca (e que estiveram de pé o dia todo com ela no meio do Jordão) saiam do rio (w. 15-18). Isso mostra que cada passo de dire­ ção foi divinamente dado por Deus, e revela de modo claro o segredo do sucesso de Josué e de Israel naquele momento. A Biblia é cheia de tais exemplos de sucesso quando a ordem de Deus era obedecida; e existem muitos exem­ plos de ordens divinas que foram ignoradas, resultando sempre em fracasso. Há também muitos outros exemplos em que a direção não foi dada por Deus. Todos estão registrados para o nosso proveito, para que possamos aprender que o sucesso verdadeiro e eterno vem apenas através da liderança e orientação diretas de Deus. É de extrema importância para um filho de Deus que ele seja guiado pelo Espírito de Deus, que viva e ande no Espírito, e que medite na Palavra e a obedeça, se quiser ter sucesso e viver uma vida cristã (Rm 8.1-16; Cl 5.16-26; Js 1.8; S11.3,4). 4.18a isso era agora a reversão do primeiro milagre, e talvez tão grande quanto aquele que impediu, durante todo um dia, que as águas corressem (v. 18; 3.13-17). 4.18b Até mesmo o leito do rio ficou seco (3.17). Assim, a idéia expressa aqui é de que eles saí­ ram do que era normalmente molhado para as ribanceiras do rio, que eram chão seco (v. 18). 4.18c isso mostra que o trasbordamento do Jordão na primavera se dava reaimente e que o rio não se elevou apenas um pouco, mantendo- se contido em suas ribanceiras (v. 18). 4.19a A travessia do Jordão ocorreu no 10° dia do primeiro mês, 9 dias depois da morte de Moisés, que ocorreu no 1“ dia desse mês (v. 19; notas. Dt 1.3,10; 31.2; 34.7). Isso significa en­ tão que a travessia ocorreu durante os 30 dias de luto por Moisés, provando que a vida não parava durante tais períodos. Significa também que os 2 espiões foram e voltaram de Jericó durante esse período (cap. 2). O 10° dia do pri­ meiro mês estava a 5 dias da data em que se completariam 40 anos da saída do Egito, que se deu no 15° dia do primeiro mês (Nm 33.3). Veja 5.6; Números 14.33,34; 32,13; Deuteronõmio 2.7; 8.2,4; 29.5. Não se sabe quantos atraves­ saram o Jordão lado a lado ou quão larga era a passagem, mas se 400 pessoas passaram lado a lado, elas sem dúvida levariam um dia inteiro para atravessá-lo. Veja nota, Êxodo 13.18, 4.19b A palavra heb. galquer dizer rolar. As pa­ lavras galgai ou gilgal significam retirar. O nome foi apropriado, pois, ao circuncidar os filhos de Israel naquele lugar, o opróbrio do Egito foi ar­ rancado (v. 19; 5.2-9). 14 razões pelas ouais Gilgal foi importante: 1 O lugar do monumento da travessia do Jor­ dão em chão seco (w. 19,20). 2 o primeiro acampamento de Israel depois de entrar em Canaã. 3 o lugar de circuncisão daqueles que nasce­ ram no deserto durante os 40 anos de pere­ grinação (5.2-9). 4 O primeiro acampamento fortificado de Josué na conquista de Canaã e para onde o seu exército continuamente retornava de di­ ferentes direções, e o abrigo para mulheres, crianças e soldados protetores durante toda a guerra de Canaã (5.2-12; 9.6; 10.6-15,43; 14.6; 15.7) 5 O lugar da primeira páscoa em Canaã (5.9-10). 6 O lugar ondeo maná cessou (5.11,12). 7 o lugar onde Deus apareceu pessoalmente a Josué como comandante supremo do exército de Israel para as conquistas futuras (5.13-15). 8 O lugar da próxima aparição de Deus a Israel (Jz 2.1). 9 Um lugar de idolatria durante o período dos juizes (Jz 3.19, nota). 10 Um dos compromissos de pregação de Sa­ muel (1 Sm 7.16). 11 o primeiro lugar aonde Saul, o 1« rei de Isra­ el desde Moisés (Dt 33.5), foi para encontrar-se com Samuel (1 Sm 10.8), onde o novo reino foi renovado (1 Sm 11.14,15), onde Israel se jun­ tou a Saul para lutar contra os filísteus (i Sm 13.1-15), e onde Saul foi rejeitado como rei (1 Sm 15.21-31). 12 O lugar em que Davi foi recebido novamente após a guerra civil (2 Sm 19.15,40). 13 O lugar ao qual Elias foi enviado em seu ca­ minho para ser trasladado (2 Rs 2.1), e usado por Eliseu como quartel-general (2 Rs 4.38). 14 Um lugar de muita idolatria e pecado nos dias dos reis (Os 4.15; 9.15; 12.11; Am 4.4; 5.5). 4.21a Pergunta 3. Próxima, 5.13, 4.24a A retenção do Jordão não foi somente um sinal de Deus para Israel, mas também um sinal da grandeza de Deus para os gentios (w. 23,24).
  7. 7. 389 JO S U E 5 13. O efeito do milagre doJordão sobre os cananeus 5'E SUCEDEU que, ^ouvindo todos os reis dos amor- reus que habitavam desta banda do Jordão, ao oci­ dente, e todos os reis dos cananeus que estavam ao pé do mar que o Se n h o r tinha secado as águas do Jordão, de diante dos filhos de Israel, até que passamos, ‘derreteu- se-lhes o coração, e não houve mais ânimo neles, por causa dos filhos de Israel. 14. Circuncisão: a remoção do opróbrio do Egito •B 2Naquele tempo, disse o Se n h o r a Josué: Faze facas de pedra e “torna a circuncidar os filhos de Israel. 3 Então, Josué fez para si “facas de pedra e circuncidou aos filhos de Israel em Gibeate-Haralote. *E “foi esta a causa por que Josué os circuncidou: todo o povo que tinha saído do Egito, os varões, todos os ho­ mens de guerra, eram já mortos no deserto, pelo cami­ nho, depois que saíram do Egito. 5 Porque todo o povo que saíra estava circuncidado, mas a nenhum do povo que nascera no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam cir- cuncidado. A6Porque quarenta anos andaram os filhos de Israel pelo deserto, “até se acabar toda a nação, os homens de guer­ ra, que saíram do Egito, que não obedeceram à voz do Se n h o r , aos quais o Se n h o r tinha jurado que lhes não havia de deixar ver a terra que o Sf.n h o r jurara a seus pais dar-nos, terra que mana leite e mel. 7 Porém, em seu lugar, pôs a seus filhos; a estes Josué cir­ cuncidou, porquanto estavam incircuncisos, porque os não circuncidaram no caminho. 8 E aconteceu que, acabando de circuncidar toda a nação, 5.1a Esse notável milagre da secagem do Jor­ dão em sua época de cheia fez com que os reis de Canaã compreendessem que o Deus vivo estava verdadeiramente do lado de Israel e que pôdia fazer todas as coisas. Ele fez com que eles perdessem o coração e a coragem para lutar, e não havia mais nada a ser feito a menos que eles quisessem se entregar. Eles provavel­ mente tinham ouvido falar da ordem de Deus para que Israel os destruíssem totalmente (Dt 7.1-6), pois Ele não ordenou que tal informação fosse mantida em segredo. Os reis sabiam que era necessário lutar por suas casas e famílias independentemente das aparentes impossibi- lidades diante deles (v. 1). 5.1b sem dúvida, eles tinham espiões que vi­ giavam cada movimento de Israel, de modo que um acontecimento como a retenção do Jordão seria conhecido tão logo acontecesse. Ninguém consegue imaginar a consternação do povo ao ouvir o relato de tamanho milagre sem prece­ dentes (v. 1). 5.1cveja 2,9,11. 5.2a Não significa que Josué deveria circuncidar de novo os indivíduos que já haviam sido circun- cidados, pois isso seria impossível, mas essa era a segunda ocasião para circuncidá-los como nação, isso implica que, como nação, aquilo ha­ via sido feito antes de deixarem o Egito. Israel não circuncidou as crianças do sexo masculino no deserto, logo foi para esses que a ordem foi dada (v. 5). Isso também implica que, durante a peregrinação no deserto, o cumprimento da lei foi deixado de lado em muitos aspectos. 5.3a Naqueles dias, era habitual usar pedras afiadas para a circuncisão. Ferro e aço eram ficaram no seu lugar no arraial, “até que sararam. 9Disse mais o Senhor a Josué: Hoje, revolvi de sobre vós o opróbrio do Egito; “pelo que o nome daquele lugar se chamou Gilgal, até ao dia de hoje. 15. A primeira Páscoa em Canaã 10Estando, pois, os filhos de Israel alojados em Gilgal, celebraram a Páscoa no dia ‘catorze do mês, à tarde, nas campinas dc Jericó. 16. Mudança de dieta. O maná acaba: fim dos quarenta anos de milagres (Êx 16.35) 11E “comeram do trigo da terra, do ano antecedente, ao outro dia depois da Páscoa; pães asmos e espigas tostadas comeram no mesmo dia. 12E cessou o maná no dia seguinte, depois que comeram do trigo da terra, do ano antecedente, e os filhos de Israel não tiveram mais maná; porém, no mesmo ano, comeram das novidades da terra de Canaã. 17. Deus, o comandante supremo, aparecefisicamente 13E sucedeu que, estando Josué ao pé de Jericó, levantou os seus olhos, e olhou; e eis que “se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou- se Josué a ele e disse-lhe: kEs tu dos nossos ou dos nossos inimigos? ■ 14E “disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então, Josué se prostrou sobre o seu rosto na terra, e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo? • ’5Então, disse o príncipe do exército do Se n h o r a Jo­ sué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim. usados para algumas coisas, mas parece ter sido costume, ou talvez lei, que só se circunci- dasse com facas de pedra (êx 4.25; cf. Êx 20.25; Dt 27.5). Parecia que a ferida cicatrizava mais rapidamente quando era usada a pedra. 5.4a Aqui temos a explicação para a nova or­ dem de circuncisão (w. 4-9). Todos os homens de guerra que saíram do Egito e que foram circuncidados morreram no deserto, mas to­ dos os que haviam nascido desde a época do deserto até aquele dia não tinham sido círcun- cidados (w. 4,5,7). 5.6a Esse foi o cumprimento da profecia de Nú­ meros 14.22-35. 5.8a Veja Proteção divina, p. 422. 5.9a Esse acampamento de Israel foi chamado de Gilgal porque o opróbrio de Israel foi reti­ rado no dia em que eles foram circuncidados (w. 7-9). Por não estarem circuncidados, eles eram repreensíveis como os não-circuncidados egípcios. Israel considerava como imundos e em estado de extrema impureza aqueles que não eram circuncidados. Assim, ao serem cir­ cuncidados, esse opróbrio lhes foi tirado. A cir­ cuncisão veio através dos israelitas e não dos egípcios, como alguns supõem. 5.10a Isso aconteceu 4 dias após a travessia do Jordão (v. 10; 4.19), durante o tempo em que os homens recém-circuncidados estavam so­ frendo com as feridas, a menos que Deus as tenha cicatrizado. 5.11a Onde eles conseguiram comida na terra de Canaã? Talvez com os habitantes ao redor, pagando-lhes dinheiro por ela, conforme suge­ rido em Deuteronômio 2.5,6; ou eles podem ter tomado alguns armazéns na vizinhança (w. 11,12). No dia seguinte ao banquete das co­ lheitas da terra, o maná acabou, depois de cair por 40 anos, 6 vezes por semana (v. 12). Ou­ tros tipos de alimento começaram a se tornar abundantes à medida que Israel conquistava as muitas cidades e vilas de Canaã. 5.13a Esse homem provou ser o Deus dos céus, uma das pessoas da Trindade Divina que estava conduzindo pessoalmente Israel ao sair do Egito. Naquele momento, Ele revelou- se como homem, a fim de que, a partir de sua aparência externa, Josué pensasse que Ele era homem. Ele estava de pé como um homem, tinha aparência de homem, segurava uma es­ pada como um homem, falava com voz audível como um homem, e Josué abordou-o como a um homem (v. 13). 5.13b Perguntas 4-5. Próxima, 7.7. 5.14a 5 orovas de que Ele era Deus e não ho­ mem: 1 Ele alegou ser o capitão do exército do Senhor (v. 14). Essa foi uma marca pela qual Josué o identificou como sendo Deus, pois Deus era o capitão de Israel. Ele prometera ir à frente deles e conduzi-los até Canaã, e isso Ele estivera fa­ zendo por 40 anos (ÊX 3.8,12,17-22; 6.1-8; 10.2- 6; 23.20-33; 33.1-3; Js 1.2-9; 3.7,8; At 7.31-37). 2 Josué o adorou (v. 14), e tal reverência perten­ cia somente à Trindade Divina. Se Ele fosse ape­ nas um mensageiro de Deus, não teria pemródo tal adoração. Cf. Apocalipse 19.9,10; 22.8-10. 3 Josué o chamou de Senhor (em heb. Adon, soberano; senhor; mestre; dono, v. 14). 4 Josué reconheceu-se como servo dele. 5 A mesma coisa dita a Moisés foi dita a Josué. Somente Deus poderia dar tal ordem (v. 15 com
  8. 8. JO S U E 6 390 IV. A conquista de Canaã (Js 6.1-11.23) 1. A queda deJerico (Hb 11.30) (1) O plano de batalha (cf. Js 8.1-29; 10.1-12.7) 6 ORA, Jerico cerrou-sè e ‘estava cerrada por causa dos filhos de Israel; nenhum saía nem entrava. ★ ■ 2“Então, disse o Senhor a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jerico, e ao seu rei, e aos seus valentes e valorosos. • 3‘Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a ci­ dade, cercando a cidade uma vez; assim fareis p o r seis dias. • 4E ‘sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifre de carneiro diante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes; e os ^sacerdotes tocarão as buzinas. • 5E será que, tocando-se longamente a buzina de chi­ fre de carneiro, ouvindo vós o sonido da buzina, todo o povo gritará com grande grita; e o ‘muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá nele, cada qual em frente de si. • 6Então, chamou Josué, filho de Num, os sacerdotes e dissé-lhes: ‘Levai a arca do concerto; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifre de carneiro diante da arca do Senhor. • 7E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e ‘quem esti­ ver armado passe adiante da arca do Senhor. (2) Sítio: marchas silenciosas ao redor deJerico 8E assim foi, como Josué dissera ao povo, que os sete sacerdotes, ‘levando as sete buzinas de chifre de carneiro diante do Senhor, passaram e tocaram as buzinas; e a arca do concerto do Senhor os ''seguia. 9E os armados iam adiante dos sacerdotes que tocavam as buzinas; e a retaguarda seguia após a arca, andando e ‘tocando as buzinas. • 10Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: Gritai! Então, gritareis. 11E fez a arca do Senhor rodear a cidade, rodeando-a uma vez; e vieram ao arraial e passaram a noite no ar­ raial. 12Depois, ‘Josué se levantou de madrugada, e os sacerdo­ tes levaram a arca do Senhor. 13E os sete sacerdotes que levavam as sete buzinas de chi­ fre de carneiro diante da arca do Senhor iam andando e tocavam as buzinas; e os armados iam adiante deles, e a retaguarda seguia atrás da arca do Senhor; os sacerdotes iam andando e tocando as buzinas. 14Assim rodearam outra vez a cidade no segundo dia e tornaram para o arraial; e assim fizeram ‘seis dias. 15E sucedeu que, ao ‘sétimo dia, madrugaram ao subir da alva e da ''mesma maneira rodearam a cidade sete vezes; naquele dia somente, rodearam a cidade sete vezes. (3) Instrução para a entrada em Jerico a» 16‘E sucedeu que, tocando os sacerdotes a sétima vez as buzinas, disseJosué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos tem dado a cidade! A »I7Porém a cidade será ‘anátema ao Senhor, ela e tudo Êx 3.1-8). 6.1a Isso significa que todos os habitantes de Jerico foram mantidos dentro das muralhas e que nenhum tráfego de entrada ou de saída da cidade foi permitido (v. 1). Eles estavam es­ perando pelo ataque de Israel, e se achavam temerosos da iminente destruição que eles pressentiam estar prestes a cair sobre eles (2.10,11; 5.1). 6.2a 6aprofecia em Josué (6.2-5, cumprida nos w. 8-26). Próxima, v. 26.0 Senhor aqui é o mes­ mo homem que apareceu a Josué em 5.13-15. Estes versículos deveríam ser a primeira parte deste capítulo. 2 predições para Josué: 1 Tenho lhe dado a cidade de Jericó, juntamen­ te com o seu rei e o seu exército (v. 2). 2 Quando os sacerdotes tocarem prolongada- mente os chifres de carneiro e todo o povo gritar com grande brado, a muralha da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ela e tomará a cidade (w. 4,5). 6.3a 5 ordens - conoiiista de Jericó: 1 vocês contornarão a cidade com os homens de guerra uma vez por dia, durante 6 dias (v. 2). 2 E 7 sacerdotes levarão 7 chifres de carneiro adiante da arca ao redor da cidade (v. 4). 3 No 7odia, vocês contornarão a cidade 7 vezes. 4 No final da 7avez, os sacerdotes tocarão pro- longadamente os chifres de carneiro e o povo gritará com grande brado (v. 5). 5 Cada homem subirá para tomar a cidade. 6.4a Não há nenhum significado espiritual es­ pecífico para o número sete usado aqui ou em algum outro lugar, mas é um fato interessante que tenha havido: 1 7 sacerdotes (w. 3,4,6). 2 7 chifres de carneiro. 3 7 dias nos quais a cidade foi contornada. 4 7 voltas ao redor da cidade no 7° dia. 6.4b É notável que os sacerdotes, os ministros de Deus, tenham liderado o exército na guerra e tomado parte importante em todas as ativi­ dades de Israel (w. 4-6; 3.3,8,13-17; 4.3 etc.). 6.5a Na septuaginta, lê-se: "os muros da cida­ de cairão por si próprios" (v. 5). 6.6a Aqui Josué transmitiu as ordens de Jeová a Israel, para que eles soubessem exatamente como agir na conquista de Jericó (w. 6,7). 6.7a Somente uma parte dos homens armados de Israel deveria contornar a cidade (w. 3,7). 6.8a Levar diante do Senhor quer dizer diante da arca da aliança do Senhor, a representação visí­ vel de Jeová no meio de Israel (w. 4,6,8,9,11). 6.8b A ordem da marcha é bastante clara. A arca e os sacerdotes foram no meio de duas partes do exército, sendo a primeira parte lide­ rada por Josué, sem dúvida (w. 8,9). 6.9a Por essa passagem, parece que os sa­ cerdotes tocaram suas trombetas em todas as marchas (w. 5,13), sendo o sinal para o brado um toque longo no último dia, depois da 7a volta ao redor da cidade (v. 5). O toque das trombetas era todo o barulho que deveria ser feito. Os homens armados não podiam gritar ou fazer nenhum outro barulho com suas vozes e deveríam ficar completamente em silêncio até o final da 7* volta ao redor da cidade no 7“ dia, quando os sacerdotes tocassem prolongada- mente os chifres (w. 5,10). 6.12a Josué acompanhou todas as 13 marchas ao redor da cidade, embora tivesse pelo me­ nos 80 anos. Ele tinha 110 quando morreu, e calcula-se que ele serviu em Israel por cerca de 30 anos (24.29). 6.14a Cumprindo o v. 3. 6.15a Os judeus consideram que esse dia era um sábado, que as muralhas caíram à noite, e que a tomada efetiva dacidadeocorreude fato no fim do sábado. Disto nós sabemos: tinha de haver um sá­ bado durante os 7 dias, de modo que oconeu pelo menos uma marcha no sábado e isso não que- brantou a ordem de Deus. Ou Deus ordenou que o sábado não fosse guardado nessa ocasião em especial, ou o povo não considerou que marchar ao redor da cidade com a arca e os sacerdotes to­ cando astrombetas fosse umaviolaçãodo sábado. Talveztenha sido considerada uma mera procissão religiosa, realizada sob a ordem de Deus, na qual nenhum trabalho servil foi feito. Para os cananeus, essafoi uma maneira estranha de lutar- marchan­ do em silêncio, exceto pelo toque das trombetas. Não houve nenhuma tentativa de escalar os mu­ ros, nenhuma arma foi usada, nenhum mecanismo de invasão foi criado, e nenhum outro meio co­ mum de guerra foi usado de forma alguma.Assim, aquela cena dos homens armados marchando dia apósdia e 7 vezes no 7° dia deve tersido um espe­ táculo divertido para os habitantes de Jericó. Eles jamais haviamvisto ou ouvido tamanha tolice, nem mesmo os israelitas o tinham, mas eles estavam em estrita obediência àquele que usa as coisas to­ las para confundir as sábias e as coisas fracas para destruir as fortes (1 Co 1.18-31). 6.15b As marchas foram feitas da mesma ma­ neira nos 6 dias (w. 3-14). Todas as 13 marchas tinham de ser completamente ao redor da ci­ dade. Não se sabe o tamanho de Jericó. Mesmo se os contornos da cidade tivessem 8 km de comprimento, o total das 7 marchas (56 km) no último dia com a tomada posterior da cidade significaria um dia duro de trabalho. 6.16a Isso cumpriu os w. 4,5. 6.17a Do heb. cherem, dedicado à destruição (v. 17; nota, Lv 27.28). A devoção a qualquer ob­ jeto de idolatria - pessoa, cidade ou qualquer coisa assim usada - deveria ser totalmente destruída. Quando tamanha maldição era pro- - nunciada sobre uma cidade, significava que todas as pessoas, animais e todos os despojos
  9. 9. 391 JO S U E 7 quanto houver nela; ‘somente a prostituta Raabe viverá, ela e todos os que com ela estiverem em casa, porquanto escondeu os mensageiros que enviamos. • ls'Tão-somente guardai-vos do anátema, ‘para que não vos metais em anátema tomando dela, e assim façais mal­ dito o arraial de Israel, e o turveis. • 19'Porém toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal e de ferro são consagrados ao Se n h o r ; irão ao tesouro do Se n h o r . (4) Os muros deJerico caem: o terceiro milagre 20Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da buzina, gri­ tou o povo com grande grita; e 'o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e tomaram a cidade. (í) Vitória completa e destruição deJerico 21E 'tudo quanto na cidade havia destruíram totalmente a fio de espada, desde o homem até à mulher, desde o menino até ao velho, até ao boi e gado miúdo e ao ju­ mento. • 22Josué, porém, 'disse aos dois homens que tinham es­ piado a terra: Entrai na casa da mulher prostituta e tirai de lá a mulher com tudo quanto tiver, como lhe tendes jurado. 23Então, entraram os 'jovens, os espias, e tiraram a Ra­ abe, e a seu pai, e a sua mãe, e a seus irmãos, e a tudo quanto tinha; tiraram também a todas as suas famílias e puseram-nos fora do arraial de Israel. 24Porém a cidade e tudo quanto havia nela queimaram- no a fogo; tão-somente a prata, e o ouro, e os vasos de metal e de ferro deram para o tesouro da Casa do Se­ n h o r . (6) A aliança com Raabe é cumprida (Js 2.8-21; Hb 11.31) 25Assim, deu Josué vida à prostituta Raabe, e à fa­ mília de seu pai, e a tudo quanto tinha; e habitou no meio de Israel ‘até ao dia de hoje, porquanto escon­ dera os mensageiros que Josué tinha enviado a espiar a Jerico. (7) Maldição sobreJerico cumprida (1 Rs 16.34) * 26'E, naquele tempo, Josué os ‘esconjurou, dizendo: Maldito diante do Se n h o r seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jerico! Perdendo o seu primo­ gênito, a fundará e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas. 27 Assim, era o Se n h o r com Josué; e corria a 'sua fama por toda a terra. 2. O fracasso em Ai (1) Causa: opecado de Acã (Js 6.18; D t 23.9) 7 E ‘PREVARICARAM os ‘filhos de Israel no ‘anáte­ ma; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema, e a fira do Se n h o r se ‘acendeu contra os filhos de Israel. (2) A segunda derrota de Israel (cf. Nm 14.41) 2 Enviando, pois, Josué, de Jerico, alguns homens a Ai, que está junto a Bete-Aven, da banda do oriente de Betei, falou-lhes, dizendo: 'Subi e espiai a terra. Subiram, pois, aqueles homens e espiaram a Ai. que fossem usualmente tomados e guardados pelas pessoas deveriam ser completamente queimados no fogo ou consagrados ao santuá­ rio (w. 19.24). Josué pronunciou essa proibição sobre Jerico, uma grande e rica cidade, eviden­ temente por decreto divino, e a severidade da destruição que veio sobre todos os violadores está ilustrada na punição de Acá, no cap. 7. Essa maldição foi justificada não apenas por­ que os seus habitantes eram parte de um povo que havia transbordado a sua taça de iniqui­ dade (Gn 15.16), mas pelo fato de que muitos guerreiros de várias localidades próximas es­ tavam em Jerico ajudando a defendê-la contra Israel (Js 24.11). A sua destruição serviria para paralisar outras resistências a Israel em outras cidades de Canaã, quando eles vissem o poder de Deus no milagre da queda das muralhas. 6.17b Josué foi fiel em observar suas obriga­ ções até mesmo com os gentios, ordenando que o seu exército poupasse Raabe e toda a sua casa conforme combinado com os 2 espi­ ões do cap. 2 (w. 17,22,23). 6.18a 2 ordens - anátemas: 1 Guardem-se dos anátemas (v. 18). 2 Toda a prata, ouro e vasos de bronze e de ferro irão para o tesouro do Senhor (v. 19). 6.18b Qualquer um que violasse a lei do aná­ tema seria não somente punido, mas também traria maldição sobre Israel (v. 18; 7.1-26). 6.19a Veja nota, Levitico 27.28. 6.20a Isso deve ser entendido no sentido lite­ ral, conforme escrito aqui e no v. 5. 6.21a Tal destruição completa era especial, como primícias a Deus e como exemplo de sua ira sobre a depravação dos cananeus. Em todos os outros lugares, as leis de conquista foram cumpridas, o que significa que as mu­ lheres que eram virgens, o gado e os despojos foram tomados pelo povo de Israel (11.11-14; Nm 31.9-35; Dt 20.14). 6.22a Instruções já haviam sido dadas aos 2 espiões para que corressem até à casa de Ra­ abe e salvassem tudo o que estivesse com ela, conforme haviam prometido no cap. 2. Mesmo isso foi um ato de fé, pois, sob circunstâncias normais, esses homens teriam sido mortos an­ tes que chegassem à casa; mas, visto que Deus estava lutando por Israel, nenhum homem per­ deu a vida. 6.23a Que alegria deve ter havido no salvamen­ to de Raabe e de toda a sua casa. Ela e seus familiares se tornaram parte de Israel, e ela própria se casou com um importante homem de Judá que era da mesma linhagem do futuro Messias (Mt 1.5), As pessoas da familia de Ra­ abe foram deixadas de fora do acampamento temporariamente, sendo consideradas imun­ das até que os homens fossem circuncidados e todo o grupo se tornasse puro e fizesse parte de Israel (w. 23-25; cf. Lv 13.46; Nm 12.14). 6.25a uma prova de que o livro de Josué foi es­ crito pouco tempo depois dos eventos relatados nele. Cf. 4.9; 5.9; 6.25; 7.26; 8.28,29; 9.27; 13.13; 15.63; 22.2,17; 23.8,9; Deuteronômio 34.6. 6.26a T profecia em Josué (6.26, cumprida cer­ ca de 600 anos mais tarde, 1 Rs 16.28). Próxima, 8.1. 2 predicões de Josué: 1 O homem que reconstruir Jericó perderá o seu primogênito quando sua fundação for as­ sentada. 2 Ele perderá o seu filho mais novo quando co­ locar as portas. 6.26b Do heb. shaba, ser completo; repetir sete vezes; isto é,jurar repetindo uma declaração sete vezes; esconjuraq encarregar por meio de um ju­ ramento; fazer um juramento (v. 26; 1 Rs22.16; 2 Cr 18.15).Aqui Josué impôs sobre o seu povo um solene juramento, ordenando-lhes, como tam­ bém às gerações futuras, que não construíssem Jericó nunca mais, para que aquela cidade fosse um monumento eterno da repulsa de Deus pela idolatria e por todos os seus vícios e imoralida­ des. Eleentão amaldiçoou o homem que ousasse reconstruir Jericó e fortificá-la (v. 26). 6.27a Naquele dia, Josué não apenas foi engran­ decido aos olhos de Israel (3.7; 4.14), mas tam­ bém se tomou famoso entre todas as nações (v. 27). 7.1a Do heb. maal, uma violaçao da fé; traição; transgressão (v. 1; 22.16;20,31; Lv 5.15; 6.2; 26.40; Nm 5.12,27; 31.16; 2 Cr 33.19; Ed 9.2; Ez 15.8; 17.20; 18.24; 20.27; Dn 9.7). 7.1b Nem todos eles transgrediram, mas o ho­ mem que cometeu a transgressão trouxe des­ graça sobre todos os filhos de Israel (w. 1,19-26). 7.1c 0 anátema é qualquer coisa que é dedicada à destruição. Podería ser algo consagrado ao san­ tuário, se tomado por alguém ilegalmente; isto é, aquilo se tornaria anátema para o pecador (nota, 6.17). Esse foi o mesmo pecado que Ananias e Safira cometeram, de acordo com Atos 5.1-3. 7.1d A primeira vez que Deus se irou com Is­ rael sob a liderança de Josué (v. 1). Veja Ira, no Dicionário Enciclopédico. 7,le VejaA ira de Deus e ad o homem, p. 422. 7.2a Ordem - Subam e espiem a terra (v. 2). Josué voltou sua atenção para Ai (Gn 12.8), que estava a leste de Betei e a cerca de 16 a 19 km ao norte de Jericó. Certamente, por já ser um povo forte, agora ele escolhería a guerra, diferentemente do que aconteceu em Jericó. Ai é o único nome de cidade na Biblia que precisa
  10. 10. JO S U E 7 392 • 3E “voltaram a Josué e disseram-lhe: Não suba todo o povo; subam alguns dois mil ou três mil homens a ferir a Ai; não fatigues ali a todo o povo, porque poucos são os inimigos. 4 Assim, subiram lá do povo alguns três mil homens, os quais fugiram diante dos homens de Ai. 5E os homens de Ai feriram deles alguns “trinta e seis, e 4seguiram-nos desde a porta “até Sebarim, e feriram-nos na descida; e o coração do povo se derreteu e se tornou como água. (■3)Aprimeira e única reclamação deJosué (cf. Ex3.ll; 5.19) 6Então, Josué “rasgou as suas vestes e se prostrou em terra sobre o seu rosto perante a arca do Senhor até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre as suas cabeças. 7E disse Josué: “Ah! Senhor J eová! Tor que, com efeito, fizeste passar a “este povo o Jordão, para nos dares nas mãos dos amorreus, para nos fazerem perecer? ‘Tomara nos contentáramos com ficarmos dalém do Jordão. 8Ah! Senhor! “Que direi, pois Israel virou as costas dian­ te dos seus inimigos? 9Ouvindo isso, os cananeus e todos os moradores da ter­ ra nos cercarão e dcsarraigarão o nosso nome da terra; e, então, que farás ao teu grande nome? (4) A resposta de Deus: opecado é revelado • ■ 10Então, “disse o Senhor aJosué: '“Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o teu rosto? 11 “Israel '“pecou, e até transgrediram o meu concerto que lhes tinha ordenado, e até tomaram do anátema, e tam­ bém furtaram, e também 'mentiram, e até debaixo da sua bagagem o puseram. (5) O pecado deve serjulgado e limpo para afastar a derrota A12Pelo que os filhos de Israel “não puderam subsistir perante os seus inimigos; viraram as costas diante dos seus inimigos, porquanto estão amaldiçoados; hião serei mais convosco, se não desarraigardes o anátema do meio de vós. • 13Levanta-te, “santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Anátema há no meio de vós, Israel; diante dos vossos inimigos não podereis suster-vos, até que tireis o anátema do meio de vós. • 14“Amanhã, pois, vos chegareis, segundo as vossas tri­ bos; e será que a tribo que o Senhor tomar se chegará, segundo as famílias; e a família que o Senhor tomar se chegará por casas; e a casa que o Senhor tomar se chega­ rá homem por homem. • 15“E será que aquele que for tomado com o anátema será queimado a fogo, ele e tudo quanto tiver, porquanto transgrediu o concerto do Senhor e fez uma Moucura em Israel. (6) O pecado é achado em Acã 16 Então, Josué se levantou “de madrugada e fez chegar a ser soletrado a fim de ser pronunciado. 7.3a Os espiões retomaram e o relato deles foi favorável. Eles esperavam uma vitória fá­ cil, pelo que sugeriram que apenas 2 ou 3 mil soldados fossem enviados para tomar a cidade (v. 3). A sugestão foi aprovada por Josué, que evidentemente falhou em não perguntar ao Se­ nhor o que fazer, cerca de 3 mil homens foram enviados, mas foram derrotados e fugiram dos homens de Ai, perdendo 36 homens (w. 4,5). Isso tornou os corações de Israel temerosos, desencorajados e derretidos como água (v. 5). 7.5a Essas foram as únicas baixas registradas em todas as batalhas, até aquele momento. A razão para essa imunidade contra a morte era o miraculoso poder de Deus, que derrotara o povo de Canaã e do leste do Jordão. O fracasso aqui nunca teria acontecido se todo o Israel ti­ vesse ficado livre do pecado. A transgressão de um homem ocasionou essa derrota e a perda de 36 poderosos homens de guerra (w. 10-26). 7.5b Cf. isso com a promessa de Deus sob a condição de que Israel não pecasse (23.10; Lv 26.7,8; Dt 32.30). A última perseguição a Israel também foi por causa do pecado (Nm 14.44,45; Dl 1.44). 7.5c sebarim significa fendas ou lugares des­ truídos, talvez se referindo a um uádi acidenta­ do no pé da colina onde Ai foi construída (v. 5). a septuaginta omite a palavra completamente. 7.6a Josué evidentemente não foi nessa expe­ dição, de modo que, quando ouviu sobre a der­ rota, rasgou suas vestes e caiu sobre seu rosto diante da arca de Jeová e ficou ali até à noite. Ele e os anciãos de Israel assim o fizeram, com pó sobre suas cabeças (v. 6). 7.7a A oração de Josué foi de total desespero e seguiu os padrões das orações de Moisés em certas ocasiões de rebelião (Êx 5.22,23; 14.15; 17.4; Nm 11.11-15,21,22). Parte dela também foi semelhante às murmurações de Israel sob provação (êx 14.11,12; 16.2,3; Nm 11.1-9; 14.1- 4; 21.5). Foi uma oração de reclamação e de incredulidade (w. 7-9). 7.7b Perguntas 6-8. Próxima, v. 25. 7.7c Isso é o mesmo que "E por que o Senhor nos traz a esta terra para cairmos à espada?” (Nm 14.3), e "Por que nos fizeste subir do Egito para que morréssemos neste deserto?" (Nm 21.5). Josué devia conhecer bem aquilo por experiência própria, porém seres humanos en­ contram dificuldade para permanecer firmes e exercitar a fé em tempos de provação. 7.7d Isso é o mesmo que "Quem dera tivés­ semos morrido por mão do senhor na terra do Egito" (Êx 16.3), "Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito" (Nm 14.2), e "Quem dera tivéssemos perecido quando pereceram nossos irmãos" (Nm 20.3). 7.8a Josué deveria saber o motivo do fracasso, tendo experimentado semelhantes provações no deserto várias vezes, e deveria ter inquirido sobre o pecado, em vez de procurar pela culpa por toda parte. Mais de 10 pragas e a perda de centenas de milhares de pessoas em Israel já haviam demonstrado a causa do fracasso, con­ forme está registrado em Números. 7,10a 3 ordens - lidando com o pecado: 1 Josué, levante-se (v. 10). 2 Santifique o povo (v. 13). 3 Diga: Santifiquem-se. 7.10b Veja Levante-se - pare de orar, p 422. 7.11a Veja 6 acusações contra Israel, p. 422. 7.11b Pecado é a transgressão da lei (1 Jo 3.4). A parte da aliança que eles transgrediram em particular foi a relativa a tomar coisas oferecidas (nota, Lv 27.28). Isso significava roubar ou tomar para uso pessoal algo dedicado a Deus (v. 11). 7.11c Do heb. kachash, faltar com a verdade nas palavras; mentir; fingir; ocultar; lidar falsa­ mente; ser um hipócrita (v. 11; cf. Pv 26.4,24; Jr 42.20; Rm 12.9; Gl 2.12). Acã fingiu estar em obediência à lei, sabendo que havia pecado e enganado Israel e ocultado em sua tenda o que havia roubado. 7.12a Um pecado levou toda a nação à derrota e fez com que Deus interrompesse sua bênção. Um pecado é o que fez com que Adão e toda a raça humana estivessem sob a presente maldi­ ção (Gn 2.19; Rm 5.12-21). Cometer um pecado traz o mesmo resultado que cometer todos os pecados (Tg 2.9,10). Qualquer um dos pecados de pena de morte de Marcos 7.19-21; Romanos 1.21-32; 1 Coríntios 6.9-11; Gálatas 5.19-21; Co- lossenses 3.5-10 condenará a alma de qualquer pessoa, independentemente do seu direito de salvação, pois Deus não faz acepção de pes­ soas. A graça, amor, misericórdia e salvação de Deus não liberam uma pessoa para cometer pe­ cado, nem a livram da responsabilidade relativa à questão do pecado, o pecado tem um efeito mortal sobre todos igualmente, de qualquer ge­ ração, em qualquer lugar e de qualquer raça. 7.12b Deus definitivamente prometeu não es­ tar mais com Israel, a menos que esse pecado fosse desarraigado do meio deles (v. 12). Ele promete o mesmo para qualquer bomem, de qualquer idade, independentemente da lei ou da graça. Veja Apostasia, p. 377. 7.13a Veja Total simplicidade da santificação, p. 422. 7.14a Essa seleção de tribo a tribo, de família a família e de homem a homem foi feita talvez por Urim e Tumim (v. 14; Êx 28.30, nota). 7.15a Aqui novamente temos a terrível pena­ lidade de violação da lei. A pessoa deveria ser queimada, e tudo o que ela possuía deveria ser destruído no fogo, como uma sombra da pena de morte eterna no fogo eterno. Não seriam queimados vivos, e sim depois de terem sido apedrejados até á morte (w. 25,26). 7.15b Veja 15 coisas que eram loucura para Israel, p. 423.
  11. 11. 393 JO S U É 8 Israel, segundo as suas tribos; e a tribo deJudá foi tomada. 17E, fazendo chegar a tribo de Judá, tomou a família de Zerá; e, fazendo chegar a família de Zerá, homem por homem, foi tomado Zabdi; 18e, fazendo chegar a sua casa, homem por homem, foi tomado “Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá. (7) Acã confessa o roubo de uma capa 19Então, disse Josué a Acã: Filho meu, “dá, peço-te, gló­ ria ao Se n h o r , Deus de Israel, e faze confissão perante ele; e declara-me agora o que fizeste, não mo ocultes. 20E respondeu Acã a Josué e disse: “Verdadeiramente pe- quei contra o Se n h o r , Deus de Israel, e fiz assim e assim. 21Quando vi entre os despojos uma boa capa babilôni- ca, e “duzentos siclos de prata e, uma cunha de ouro do peso de cinqiienta siclos, ''cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, debaixo dela. (8) O castigo de Acã 22Então, Josué enviou mensageiros, que foram correndo à tenda; e eis que tudo estava escondido na sua tenda, e a prata, debaixo dela. 23Tomaram, pois, aquelas coisas do meio da tenda, e as trouxeram a Josué e a todos os filhos de Israel, e as “dei­ taram perante o Se n h o r . 24Então, Josué e todo o Israel com ele tomaram a Acã, filho de Zerá, e a prata, e a capa, e a cunha de ouro, e a “seus filhos, e a suas filhas, e a seus bois, e a seus jumen­ tos, e as suas ovelhas, e a sua tenda, e a tudo quanto tinha e levaram-nos ao vale de Acor. 25 E disse Josué: “Por que nos turbaste? O Se n h o r te tur­ bará a ti este dia. E todo o Israel o ''apedrejou com pedras, e os queimaram a fogo e os apedrejaram com pedras. 28 E levantaram sobre ele um grande “montão de pedras, até ao dia de hoje; 4assim o Se n h o r se tornou do ardor da sua ira; pelo que se chamou o nome daquele lugar co vale de Acor, até ao dia de hoje. 3. A queda de Ai (1) Plano de batalhapara eliminar os efeitos da derrota de Josué 7.2-5 8 ★ •■ “ENTÃO, disse o Se n h o r aJosué: 4Não temas e não te espantes; “toma contigo toda a gente de guerra, e levanta-te, e sobe a Ai; olha que te tenho dado na tua mão o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra. • 2Farás, pois, a Ai e a seu rei como fizeste aJerico e a seu rei, salvo que para vós “saqueareis os seus despojos e o seu gado; põe emboscadas à cidade, por detrás dela. 3 Então, Josué levantou-se, e toda a gente de guerra, para subir contra Ai; e escolheu Josué trinta mil homens va­ lentes e valorosos e enviou-os de noite. 4 E “deu-lhes ordem, dizendo: Olhai, ''poreis emboscadas à cidade, por detrás da cidade; não vos alongueis muito da cidade; e todos vós estareis apercebidos. 7.16a Ao amanhecer (nota, 3.1). 7.18a 0 perturbador, chamado Acar (1 Cr 2.7). 7.19a 3 ordens - confissão de Acã (v. 19): 1 Dê glória ao Deus de Israel. Em tal caso, dar glória a Deus seria para reconhecer a sua onis- ciência e confessar que Ele estava certo em sua acusação. 2 Faça confissão perante Ele. 3 Declare agora o que você fez e não me oculte. 7.20a Acã confessou corretamente o seu pe­ cado, o que está parcialmente registrado aqui (w. 20,21). A pena para seu crime foi a morte fí­ sica para ele e toda a sua família e a destruição do seu gado e dos seus bens materiais (v. 24). Entretanto, até onde está registrado, nenhum sangue foi derramado e nenhum ritual foi reali­ zado, pelo que não sabemos se a sua confissão trouxe perdão e salvação para sua alma. 7.21a 3 coisas roubadas por Acã (v. 21): 1 Uma capa babilônica. Do heb. addereth shinar, uma esplêndida e cara túnica de Sinar.A planície de Sinar era celebrada por suas belas túnicas de brilhantes e de cores variadas, em geral combi­ nando figuras padrão, provavelmente seguindo os padrões de tapeçaria do Oriente. As cores eram tecidas no próprio material ou bordadas com agulha. A capa aqui pode ter sido orna­ mentada com figuras idólatras, o que a tomava um anátema. Talvez fosse a túnica real do rei de jerico, pois a mesma palavra é usada em Jonas 3.6 para a túnica real que o rei de Nínive deixou de lado para buscar ao Senhor, quando ele se humilhou perante Deus. Não há dúvida de que a túnica ou manto era bonito e caro; e foi por isso que Acã a cobiçou (v. 21). 7 Os 200 siclos de prata. 3 [jma cunha de ouro rio neso de 50 siclos. 7.21b Isso violava o 8“ e o 10° mandamentos, como também a lei das coisas oferecidas (nota, ar 27.28). Uma pessoa pode cobiçar sem rou- bar. porem Acã cobiçou e roubou (v. 21). 7.23a Deus já tinha visto tudo, logo esse "colo­ car as coisas perante Ele" significa que eles as trouxeram aos olhos públicos diante do taberná- culo, onde o julgamento estava sendo feito. Afi­ nal de contas, Jeová era o líder de Israel e levar à vitória um povo manchado com o pecado seria uma mácula sobre o caráter divino, isso explica a necessidade de que cada homem estivesse puro e obediente à lei e à vontade de Deus. O método usado para detectar o exato pecado e a pessoa que o cometeu trouxe medo sobre todo o Israel e ajudou â restringir tais práticas duran­ te o restante da guerra (w. 10-15). 7.24a Os filhos e as filhas de Acã evidentemen­ te foram apedrejados com ele, pois o v. 25 diz que Israel os apedrejou e os queimou. Porque eles pereceram com Acã, entendemos que eles participaram do crime por lhe abrigarem e es­ conderem a informação de Josué, até que ele foi forçado a confessar por ter sido descoberto por Deus. Mesmo em governos civis, partici­ pantes de crimes também são considerados culpados e punidos. No governo de Deus, qual­ quer um que recebe alguém que traz a doutri­ na enganadora é considerado participante de suas más obras (2 Jo 10,11). A lei proibia que crianças fossem mortas por causa dos pecados dos pais, a menos que elas fossem participan­ tes dos crimes (Dt 24.16). Portanto, concluímos que os filhos de Acã participaram do seu crime e por isso tinham de sofrer com ele (w. 24,25). 7.25a Pergunta 9. Próxima, 9.7. 7.25b Apedrejaram-no com seus filhos, suas filhas, seus bois, seus jumentos e suas ovelhas e queimaram seus cadáveres no vale de Acor (w. 24-26). 7.26a Era costume levantar um montão de pe­ dras como monumento rude de acontecimen­ tos importantes (v. 26; 8.28,29; Gn 31.46-52; Dt 13.16; 2 Sm 18.17,18). Também era costume viajantes jogarem pedras sobre tais montões. Judeus e maometanos, por exemplo, tinham 6 hábito de jogar pedras sobre a tumba de Absa- lão, que ele erguera para si mesmo no vale do rei (2 Sm 18.18). 7.26b O Senhor ficou satisfeito porque todo o pecado havia sido tirado do meio de Israel. En­ tão, Ele retomou o comando de seu povo santo para punir as nações de canaã por seus crimes (v. 26; 8.18 etc.). 7.26c O crime de Acã é lembrado em algumas referências ao vale de Acor (v. 26; 15.7; Is 65.10; Os 2.15). Ele é chamado de ribeiro de Ouerite (1 Rs 17.3-5). 8.1a 8a profecia em Josué (8.1,2, cumprida, w. 3-29). Próxima, v. 18. 2 nredições nara Josué: 1 Tenho entregado em sua mão o rei de Ai, o seu povo, a sua cidade e a sua terra (v. 1). 2 Você fará a Ai e ao seu rei o mesmo que você fez a Jerico e ao seu rei (v. 2). 8.1b 6 ordens - conquista de Aí: 1 Não tema nem se espante (v. 1). 2 Tome com você toda a gente de guerra. 3 Levante-se e suba a Ai. 4 Faça a Ai e ao seu rei o mesmo que você fez a Jerico e ao seu rei (v. 2). 5 Somente os despojos e o gado vocês toma­ rão para si. 6 Ponha uma emboscada à cidade por detrás dela. 8.1c Essa ordem foi diferente do conselho dos espiões (em 7.3), que disseram a Josué que levasse apenas 2 ou 3 mil homens, sugerindo que eles poderiam facilmente tomar a cidade 8.2a Deus permitiu que Israel tomasse os des­ pojos de guerra depois de Jerico, conforme es­ tava previsto na lei (Nm 31.22-54). 8.4a Aqui temos a estratégia de Josué para a conquista seguinte (w. 4-8,12-19). O próprio Deus a ordenou (v. 2). 8.4b 3 ordens - destruição de Ai:
  12. 12. J O S U E 8 394 5Porém eu e todo o povo que está comigo nos achegare- mos à cidade; e será que, quando nos saírem ao encontro, como dantes, fugiremos diante deles. 6Deixai-os, pois, sair atrás de nós, até que os tiremos da cidade; porque dirão: Fogem diante de nós, como dantes. Assim, fugiremos diante deles. 7Então, saireis vós da emboscada e tomareis a cidade; ■“porque o Senhor, vosso Deus, vo-la dará na vossa mão. 8E será que, tomando vós a cidade, poreis a cidade a fogo; conforme a “palavra do Senhor fareis; olhai que vo-lo tenho mandado. (2) A execução do plano 9Assim, Josué os enviou, e eles se foram à emboscada; e ficaram “entre Betei e Ai, ao ocidente de Ai; porém b]o- sué passou aquela noite no meio do povo. 10E levantou-se Josué de “madrugada e ''contou o povo; e subiram ele e os “anciãos de Israel diante do povo contra Ai. 11Subiu, também, toda a gente de guerra que estava com ele, e chegaram-se, e vieram em frente da cidade, e alo- jaram-se da banda do norte de Ai; e havia um vale entre ele e Ai. 12Tomou, também, alguns “cinco mil homens, e pô-los entre Betei e Ai em emboscada, ao ocidente da cidade. 13E puseram o povo, todo o arraial que estava ao norte da cidade e a sua emboscada ao ocidente da cidade; e foi Josué aquela noite ao meio do vale. 14E sucedeu que, vendo-o o rei de Ai, se apressaram, e se levantaram de madrugada, e os homens da cidade sa­ íram ao encontro de Israel ao combate, ele e todo o seu povo, ao tempo assinalado, perante as campinas, porque ele não sabia que se lhe houvesse posto emboscada atrás da cidade. 15Josué, pois, e “todo o Israel se houveram como feridos diante deles e fugiram pelo caminho do deserto. 16Pelo que todo o povo, que estava na cidade, foi convo­ cado para os seguir; e seguiram a Josué e foram atraídos da cidade. 17E “nem um só homem ficou em Ai, nem em Betei, que não saísse após Israel; e deixaram a cidade aberta e segui­ ram a Israel. “Então, o Senhor disse a Josué: ''Estende a lança que tens na tua mão, para Ai, porque a darei na tua mão. É Josué estendeu a lança, que estava na sua mão, para a cidade. 19Então, a emboscada se levantou do seu lugar apressa­ damente, e correram, estendendo ele a sua mão, e vieram à cidade, e a tomaram; e apressaram-se e puseram a ci­ dade a fogo. (3) A vitória sobre Ai se completa 20E, virando-se os homens de Ai para trás, olharam, e eis que a fumaça da cidade subia ao céu, e não tiveram lugar para fugirem para uma parte nem outra; porque o povo, que fugia para o deserto, se tornou contra os que os seguiam. 21E, vendo Josué e“todo o Israel que a emboscada toma­ ra a cidade e que a fumaça da cidade subia, tomaram e feriram os homens de Ai. 22Também aqueles da cidade lhes saíram ao encontro e, “assim, ficaram no meio dos israelitas, uns de uma, e ou­ tros de outra parte; e feriram-nos, até que nenhum deles ficou, que escapasse. 23Porém ao rei de Ai tomaram vivo e o “trouxeram a Josué. 24E sucedeu que, “acabando os israelitas de matar todos os moradores de Ai no campo, no deserto onde os ti- 1 Ponham-se em emboscada perto da cidade e por detrás dela e estejam prontos (v. 4). 2 Saiam da emboscada e tomem a cidade (v. 7). 3 Quando vocês tiverem tomado a cidade, colo­ quem fogo nela como Deus ordenou (v. 8). 8.7a Josué repetiu o que Deus havia lhe dito, conforme os w . 1 e 2, baseando sua fé na pa­ lavra de Deus, 8.8a A ordem para colocar fogo na cidade, quando ela fosse tomada, lançou mais luz so­ bre a destruição de Jerico (v. 8). Evidentemente, Jerico também foi queimada, pois o v. 2 diz que Israel deveria fazer a Ai e ao seu rei o mesmo que havia feito a Jerico e ao seu rei. 8.9a Esse foi o local do segundo altar de Abraão depois .de entrar em Canaã, cerca de 470 anos antes (Gn 12.7,8). Josué edificou um altar na mesma vizinhança (w. 30-35). 8.9b Josué permaneceu com o primeiro escalão do exército, enquanto 35.000 partiram para ficar em emboscada por detrás da cidade (w. 3,4,12). 8.10a Veja nota. 3.1. 8.10b Inspecionou ou reuniu o exército pronto para marchar e lutar como planejado (w. 3-8). 8.10c Os anciaos de Israel incluiam os cabeças das tribos e outros escolhidos pelo conselho ge­ ral da nação. Eles são mencionados pela primei­ ra vez em Êxodo 3.16-18 e foram importantes em todos os eventos de Israel sob a liderança de Moisés, sendo mencionados 42 vezes no Pentateuco (êx 3.16-18; 4.29; 12.21; 17.5,6; 18.12; 19.7; 21,1-14; Lv 4,15; 9.1; Nm 11.16-30; 16.25; 22.4-7; Dt 5.23; 19.12; 21.2-20; 22.15- 18; 25.7-9; 27.1; 29.10; 31.9,28; 32.7); eles são mencionados 8 vezes sob a liderança de Josué (7.6; 8.10,33; 9.11; 20.4; 23.2; 24.1,31); sob a li­ derança dos juizes. apenas 3 vezes, mostrando o estado de anarquia que Israel vivia naquele momento (Jz 2.7; 1 Sm 4.3; 8.4); sob a liderança rins reis. 35 vezes (1 Sm 15.30; 30.26; 2 Sm 3.17; 5.3; 17.4,15; 19.11; 1 Rs 8.1-3; 20.7,8; 21.8-11; 2 Rs 6.32; 23.1; 1 Cr 11.3; 15.25; 21.16; 2 Cr 5.2- 4; SI 107.32; Jr 26.17; 29.1; Lm 1.19; 2.10; 4.16; 5.12-14; Ez 8.1; 14.1; 20.1-3; Jl 1.14; 2.16); e dü; rante o neríodn rio evangelho. 41 vezes (Mt 15.2; 16.21; 21.23; 26.3-59; 27.1-41; 28.12; Mc 7.3-5; 8.31; 11.27; 14.43,53; 15.1; Lc 7.3; 9.22; 20.1; 22.52,66; At 4.5,8,23; 22.5; 23.14; 25.15). Veja nota. Atos 14.23, relativa aos anciãos da igreja. 8.12a Esses foram em acréscimo aos 30.000 do v. 3. As duas companhias poderiam estar no lado oeste da cidade, tendo os 30.000 ido à frente do exército principal, e os outros 5.000 ido mais tarde para participar da emboscada à cidade e da captura de Ai. O exército inteiro foi até o vale diante da cidade e ficou ali durante a noite ante­ rior (w. 11,13,14). Eles não poderíam ter ficado em Gilgal até a manhã do ataque, pois era neces­ sária uma marcha de 4 a 6 horas para alcançar Ai, e o rei não podería ter saído contra Israel de madrugada, de acordo com os w. 13 e 14. 8.15a Todo o Israel aqui deve ser entendido num sentido limitado, pois 35.000 estavam em outros lugares (w. 3,12), e alguns permaneceram em Gilgal para proteger o acampamento de algum ataque. Isso nos ajuda a entender o toda a gente do v. 1. Veja o significado de todo, p. 2050. 8.17a Essa foi uma coisa muito tola que fizeram, mas talvez tais planos de batalha não fossem co­ nhecidos por aqueles cananeus. Teria sido mais sábio deixar a cidade protegida e fechada (v. 17). 8.18a 9aprofecia em Josué (8.18, cumprida, w. 20-26). Próxima, 10.8. 8.18b Ordem - estenda a lança que você tem na sua mão para Ai (v. 18). Esse foi o sinal aos que estavam em emboscada para que atacas­ sem a cidade (w. 18,19). 8.21a O tnrio o Israel que estava seguindo Jo­ sué, não a parte que tomou Ai, ou a parte que ficou no acampamento em Gilgal e.do outro lado do Jordão, dos quais apenas 40.000 ho­ mens de guerra cruzaram o Jordão para ajudar JOSUé (w. 3,12,21,22; 4.13). 8.22a Com essa estratégia, nenhum homem de Israel foi perdido. Ninguém em Ai e em Betei escapou, e 12.000 foram mortos (w. 22-26). 8.23a Teria sido interessante ver esse derrota­ do e orgulhoso rei sendo trazido perante Josué, o humilde e rústico servo de Deus, o qual era, de qualquer forma, um rei. Não sabemos nada sobre a conversa entre eles, mas sem dúvida Jo­ sué fez muitas perguntas e obteve muitas infor­ mações antes de destruir o rei (v. 24). Ele foi en­ forcado numa árvore dupla, talvez uma árvore bifurcada (de acordo com a Septuaginta), e seu corpo foi removido ao põr-do-sol. Não era lícito que corpos enforcados permanecessem assim até depois do pôr-do-sol (v. 29; cf. Ef4.26). 8.24a Primeiramente foram destruídos todos os cananeus que estavam no campo de bata­ lha, depois os que se encontravam na cidade, e finalmente a cidade foi queimada (w. 24,25,
  13. 13. 395 JO S U E 9 nham seguido, e havendo todos caído ao fio da espada até todos serem consumidos, todo o Israel se tornou a Ai, e a puseram a fio de espada. 25E todos os que caíram aquele dia, “assim homens como mulheres, foram doze mil; todos moradores de Ai. 26Porque Josué não retirou a sua mão, que estendera com a lança, até “destruir totalmente a todos os moradores de Ai. 27“Tão-somente os israelitas saquearam para si o gado e os despojos da cidade, conforme a palavra do Senhor, que tinha ‘ordenado a Josué. 28“Queimou, pois, Josué a Ai e a tornou num montão perpétuo, em assolamento, até ao dia de hoje. 29E ao rei de Ai “enforcou num madeiro, até à tarde; e, ao pôr-do-sol, ordenou Josué que o seu corpo se tirasse do madeiro; e o lançaram à porta da cidade e levantaram sobre elé um grande ‘montão de pedras, até ao dia de hoje. 4. A celebração da vitória 30Então, Josué “edificou um altar ao Senhor, Deus de Israel, no ‘monte de Ebal, 31como Moisés, “servo do Senhor, ordenou aos filhos de Israel, conforme o que está ‘escrito no livro da Lei de Moisés, a saber, 'um altar de pedras inteiras sobre o qual se não movera ferro; e ofereceram sobre ele holocaustos ao Se n h o r e sacrificaram sacrifícios pacíficos. 3. Os montes da bênção e da maldição, cumprindo Deuteronômio 11.29-32; 27.11-28.68 32Também escreveu ali cm pedras uma “cópia da lei de Moisés, que já ‘tinha escrito diante dos filhos de Israel. 33E “todo o Israel, com os seus anciãos, e os seus prínJ cipes, e os seus juizes estavam de uma e outra banda da arca, perante os sacerdotes levitas, que levavam a arca do concerto do Senhor, assim estrangeiros como naturais; metade deles em frente do monte Gerizim, e a outra ‘me­ tade em frente do monte Ebal; como Moisés, ‘servo do Senhor, ordenara, para abençoar primeiramente o novo de Israel. 34E, “depois, leu em alta voz todas as palavras da leu a bênção e a maldição, conforme tudo o que está escrito ‘no livro da Lei. 35“Palavra nenhuma houve, de tudo o que Moisés orde­ nara, que Josué não lesse perante toda a congregação de Israel, e das mulheres, e dos ‘meninos, e dos estrangeiros que andavam no meio deles. 6. Mobilização de toda a Canaã contra Israel 9b E SUCEDEU que, ouvindo isso “todos os reis que estavam daquém do Jordão, nas montanhas, e nas campinas, e em toda a costa do grande mar, e em frente do Líbano, os heteus, e os amorreus, e os cananeus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus, 2 se ajuntaram eles de comum acordo, para pelejar contra Josué e contra Israel. 7. Josué é enganado: violação das leis de Êxodo 23.32.; 34.13-17; Números 33.31-56; Deuteronômio 7.1,2; 20.16 (1) Preparação da farsa pelos gibeonitas 3E os moradores de “Gibeão, ouvindo o qüe Josué fizera com Jerico e com Ai, 4 “usaram também de astúcia, ‘e foram, e se fingiram em­ baixadores, e tomaram sacos velhos sobre os seus jumen- 28,29). 8.25a Nada é dito a respeito das crianças. Pode ser que a lei relativa às mulheres e crianças fosse cumprida - todas as crianças do sexo masculino e mulheres que haviam conhecido homens eram mortas, e as crianças do sexo feminino e as mulheres que eram virgens per­ maneciam vivas como esposas e servas dos Israelitas (Nm 31.17,18; Dt 21.10-14). 8.26a Isso se cumpriu literaimente, Deuteronô­ mio 7.2; 12.2; 20.17. 8.27a Veja essa lei em Números 31.22-54. 8.27b Josué deu essa ordem no v. 2. 8.28a O porquê de algumas cidades terem sido destruídas e outras poupadas não está daro, ex­ ceto pelo fato de que algumas eram mais notórias por causa de idolatrias, imoralidades e outras de- pravações que Deus odeia, e Ele queria tomá-las monumentos de sua ira sobre semelhantes peca­ dos Normalmente, as cidades e todo o despojo de­ veríam ser tomados por Israel, para que nenhuma nova cidade fosse construída (Dt 6.10,11; 19.1). 8.29a 0 enforcamento era um método de pena de morte segundo a lei (Dt 21.22,23; Gl 3.13). Em tempos antigos, o enforcamento era feito com uma corda. Também havia a crucificação. que era feita em uma árvore. 11 exemnlos de enforcamento ou crucificação: 1 O padeiro de faraó (Gn 40.19-23). 2 Os cabeças da rebelião em Israel (Nm 25.4). 3 O rei de Ai (Js 8.29). 4 Aitofel (2 Sm 17.23). 5 Os filhos de Saul (2 Sm 21.6-13). 6 Bigtã e Teres (Et 2.21-23). 7 Hamã e filhos (Et 7.9.10; 8.7; 9.13-25). 8 Judas iscariotes (Mt 27.5). 9 Cristo (Mt 23.39-43; At 5.30; 10.39; Gl 3.13; 1 Pe 2.24). 10 os dois malfeitores (Lc 23.39). Cf. o enfor­ camento de outros, mesmo depois de estarem mortos (Js 10.26; 2 Sm 4.12; 21.12,13). 11 Os dois salteadores (nota, Mt 27.38). 8.29b Veja nota, 7.26. 8.30a Veja construtores de altares nas Escritu­ ras. Gênesis 12.7, nota. 8.30b Veja nota, Deuteronômio 11.29; 27.4,13. 8.31a Veja nota, Deuteronômio 34.5. 8.3ib Veja notas. Êxodo 17.14; Sumário de Êxodo. 8.31c Veja Êxodo 20.25,26; Deuteronômio 27.5. 8.32a Talvez toda a lei (v. 32; Dt 27.8). 8.32b Não se sabe quanto do Pentateuco foi escrito diante do povo de Israel; sem dúvida, as leis foram escritas na presença deles (v. 32). 8.33a Todo o Israel - anciãos, oficiais, sacer­ dotes, levitas e estrangeiros em Israel foram divididos em duas partes. Metade deles ficou em frente ao monte Gerizim, e a outra, em frente ao monte Ebal, para ouvir a leitura da lei de Moisés (w. 33-35). Esses montes esta­ vam a apenas 48 lem de Gilgal e a 32 km de Ai. mas através de terra hostil. Contudo, Josué empreendeu o cumprimento de Deuteronômio 27.2,4-14 o mais rápido possível, e a tranqüila cerimônia religiosa aqui foi grandemente aju­ dada pela queda de Jericó e de Ai (6.1-8.35). Assim, Josué mostrou seu zelo em realizar ta­ refas religiosas diante dos afazeres urgentes da conquista e dos perigos dos inimigos das vi­ zinhanças. Pouco tempo depois, os gibeonitas se entregaram (9.1-27) e toda a Palestina ficou nas mãos de Israel (10.1-11.24). 8.33b veja notas, Deuteronômio 11.29; nota, Deuteronômio 27.9. 8.33c Veja nota, Deuteronômio 34.5. 8.34a. Depois de abençoar o povo de Israel. Josué leu todas as palavras da lei para ele, as bênçãos e as maldições, de acordo com tudo o que está escrito na lei (v. 35). 8.34b Isso prova que o Pentateuco foi oríginal- mente escrito como um único livro, não em 5 livros, como em nossa versão (v. 34). 8.35a Isso deixa claro que cada palavra do li­ vro da lei de Moisés foi lida para Israel naquele momento. 8.35b Esse é um bom exemplo para os pais que não levam os filhos pequenos à igreja, dando como desculpa que eles não entendem os longos sermões ou as leituras da Bíblia (v. 35). A verdade é que as crianças entendem mais do que os pais imaginam. Por estarem sempre atentas, terem simplicidade na fé, e não serem influenciadas por diferentes interpretações anteriormente ouvidas, as crianças com freqüência entendem melhor e retêm mais da verdade do que alguns adultos. 9.1a Ter um inimigo em comum frequentemen­ te une as pessoas, isso deve ser verdade entre os cristãos, que têm como inimigo o mais mor­ tal de todos - satanás. Aqui os reis de todas as partes de Canaã viram que eles seriam derro­ tados um a um, pelo que se ajuntaram para fa­ zer um grande esforço contra Israel (w. 1,2). A Septuaginta acrescenta o nome dos girgaseus a essa lista de nações que se uniram (v. 1). 9.3a Veja Gibeão, p. 423. 9.4a Literalmente, eles também usaram de as­ túcia, referindo-se à astúcia ou estratagema dos gibeonitas comparada com a usada por Israel na conquista de Ai. Isso dá a entender que os gibeonitas resolveram combater astúcia com astúcia para alcançar o seu propósito (v. 4).

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