Reflexões sobre a avaliação no processo de ensino e aprendizagem

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Reflexões sobre a avaliação no processo de ensino e aprendizagem

  1. 1. FABÍOLA PrNEDA LOPES REFLEXÕES SOBRE A A VALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM ~ r' ~ r>. Ponta Grossa r=. 2003 r">; " r--- r>
  2. 2. FABÍOLA PINEDA LOPES REFLEXÕES SOBRE A AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM Monografia apresentada como avaliação parcial do curso de Especialização em Matemática: Dimensões Teórico- Metodológicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Orientadora: Prof. Ms. Marlene Perez . Ponta Grossa 2003
  3. 3. AGRADECIMENTOS Á Deus, por ser a força que encontrei durante minha caminhada. Ao meu pai, César, que me apoiou na realização do curso. Ás amigas, Angelita e Márcia, por estarmos sempre juntas. Ao meu marido, Eros, que me incentivou. 11
  4. 4. SUMÁRIO RESUMO iv INTRODUÇÃO 1 CAPÍTULO I - DIFERENTES OLHARES SOBRE A AVALIAÇÃO .4 CAPÍTULO II - RELACIONANDO A AVALIAÇÃO A PRÁTICA DO PROFESSOR DE MATEMÁ TICA ]O CAPÍTULO III - O PROCESSO DE AVALIAÇÃO SOBRE TRÊS PONTOS DE VIST A 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS 26 REFERÊNCIAS CITADAS 29 REFERÊNCIAS CONSUL TADAS 31 ANEXO I - DELIBERAÇÃO 33 ANEXO 2 - OS NOVE JEITOS MAIS COMUNS DE AVALIAR. .42 111
  5. 5. RESUMO r A pesquisa foi desenvolvida a partir da preocupação com o sistema de avaliação que as escolas ainda se utilizam refletindo, a partir de um referencial bibliográfico, sobre o significado da avaliação no processo de ensino e aprendizagem do sistema escolar, relatando o caminho da avaliação através da história, relacionando-a com o momento atual; procurou-se identificar o papel da avaliação no processo de ensino e aprendizagem da matemática, buscando identificar alguns dos instrumentos de avaliação utilizados pela maioria dos professores no processo educacional. Subsidiou-se a pesquisa na literatura existente, buscando junto ao regimento escolar uma reflexão das características de diferentes sistemas de avaliação. Palavras-chave: avaliação, prática pedagógica. f" IV
  6. 6. 2 que objetivos do ensino já atingiram num determinado ponto do percurso e que dificuldades estão a revelar. Oportunidade ímpar encontrei então, no Curso de Especialização, onde havia um ambiente propício para pesquisar o que me preocupa no Ensino: A forma como o sistema de avaliação vem sendo proposto atualmente para a formação matemática do aluno de sa a 83 séries do Ensino Fundamental. Centrei-rne então, em três objetivos: 1. Refletir sobre o significado da avaliação no processo de ensino e aprendizagem dos sistemas utilizados em alguns dos estabelecimentos de Ensino do Município de Ponta Grossa. 2. Verificar o papel da avaliação no ensino e aprendizagem da matemática. 3. Identificar os instrumentos de avaliação mais utilizados pela maioria dos professores no processo de ensino e aprendizagem da matemática na atualidade. Norteando meus objetivos, proponho as seguintes hipóteses: ~ Muitos professores utilizam vários processos de avaliação, sem conhecer a fundo a essência de cada um . ~ Considerada como um componente fundamental da prática pedagógica, a avaliação tem sido vista como um aspecto problemático, pois, os professores vão se adaptando a novas metodologias de ensino, mas continuam a avaliar da forma antiga. ~ Para que um professor de matemática possa se fazer presente na busca do sucesso de seus alunos, deve ter uma boa relação com a matemática, refletindo sobre suas próprias experiências e desbravando caminhos possíveis na construção dos saberes matemáticos, além de escolher, utilizar e avaliar os efeitos de várias ferramentas didáticas. Busco através desse trabalho, uma reflexão direcionada para uma mudança de atitude com relação à avaliação, tendo em vista um trabalho que vise a construção do conhecimento e que leve este aluno a pensar, necessitando assim, de uma avaliação, seja ela diagnóstica (pretende deixar óbvio as dificuldades futuras e em certos casos, de resolver situações presentes), formativa
  7. 7. 3 (visa identificar dificuldades e Ihes dar soluções) ou sornativa (corresponde a um balanço final, aferindo resultados de aprendizagem). Caracterizo a pesquisa como bibliográfica, sendo esta indispensável para o confronto de idéias e elucidação de indagações que acompanham a prática de um professor reflexivo. Com o suporte teórico foi possível refletir sobre a história e evolução da avaliação, sobre a avaliação na atualidade, diretamente ligada à prática dos professores, e ainda proporcionou uma reflexão sobre a minha prática em sala de aula. "A pesquisa bibliográfica se constitui num procedimento formal para a aquisição de conhecimentos sobre a realidade. Exige pensamento reflexivo e tratamento científico. Não se resume na busca da verdade; aprofunda-se na procura de respostas para todos os porquês envolvidos pela pesquisa." (ZUNINO, 1995, p.4O). No primeiro capítulo relato sobre alguns momentos dentro da história da avaliação e das diferentes visões que vários povos tiveram sobre avaliação, relacionando com o momento histórico em que viveram. Comento também sobre a ligação da avaliação com o conceito de sociedade e o tipo de homem que se deseja formar. No segundo capítulo comento sobre a postura que muitos professores têm com relação ao resultado de uma avaliação direcionando a culpa apenas no aluno, sem refletir sua prática ou suas formas de avaliar. A avaliação é um procedimento sério e complexo que envolve domínio do conteúdo, clareza nos objetivos a serem atingidos e conhecimento das características da comunidade e da realidade onde o aluno está inserido. Para que o aluno tenha sucesso em uma avaliação, precisa compreender aspectos da matemática como: abstração, raciocínio, linguagem e interpretação. Indago ainda sobre o que leva alguns professores a escolherem certas formas de avaliação. No terceiro capítulo apresento uma síntese do sistema de avaliação de três escolas, confrontando suas características e comentando o funcionamento de cada uma.
  8. 8. I.DIFERENTES OLHARES SOBRE A AVALIAÇÃO Muitos entendem que avaliação está diretamente ligada a um processo de classificação, gerando práticas que dificultam a expressão dos saberes, silenciando as pessoas, suas culturas e seus processos de construção de conhecimento.Mas para compreendermos a expansão do processo de seleção e de exclusão, veremos que a denominação avaliação é uma prática que por muito tempo foi chamada de "exame". Estabeleceu-se um falso princípio didático de que um melhor sistema de exame levaria a um melhor sistema de ensino. A seguir falaremos da evolução da prática do exame na história da pedagogia, prática esta que produziu uma infinidade de problemas dos quais hoje padecemos. O exame não surgiu na escola, como muitos acreditam. "A primeira notícia que temos de exame nos é trazida por Weber quando se refere ao uso pela burocracia chinesa, nos idos de 1200 a.c. , para selecionar, entre sujeitos do sexo masculino, aqueles que seriam admitidos no serviço público." (GARCJA apud ESTEBAN, 2002, p.30). Portanto exame aparece como instrumento de controle social e não como caráter educativo. Segundo ESTEBAN, Durkhein encontrou exame na universidade medieval em três situações: para o Bacharel, para o Licenciado e para o Doutor, onde os candidatos teriam que mostrar certo grau de maturidade intelectual adquirido durante a escolaridade para poder ser reconhecido como Bacharel, Licenciado ou Doutor. No século XVII surgem duas formas de institucionalizar o exame: uma de Comenius e outra de La Salle, cujos efeitos se podem sentir até hoje. Para Comenius o exame era um auxílio para a prática docente mais adequada ao aluno, portanto caso o aluno não aprendesse, o método de ensino deveria ser repensado e que o processo ensino e aprendizagem se constitui numa dialética em que dois sujeitos interagem, influindo e sendo influenciados um pelo outro. Para La Salle, quem ensina contribui para que o aluno efetivamente aprenda. Para os seguidores de La Salle o importante é medir os resultados do ato de ensinar para aquele que aprende e o que considera importante ser aprendido, ou antes, memorizado. Alguns simpatizantes desse enfoque avaliativo acreditam que somente o tempo de aula é tempo de ensinar e de aprender e a prova é a
  9. 9. 5 única forma de avaliar. Nesse sentido se compara o que está sendo ensinado e, aqueles que fazem certo, se sobressaem sobre os que não sabem bem o que fazem. Segundo GARCIA apud ESTEBAN (2002,p. 35) , o Sistema de Avaliação instituído no Brasil segue o proposto por La Salle, que está sendo aplicado ao Sistema Educacional Brasileiro desde as Ia séries do ensino fundamental até a pós-graduação, mesmo que os que o formulam não tenham consciência disto. Historicamente o exame foi perdendo a dimensão pedagógica e metodológica defendida por Comenius, ao passo que a defendida por La Salle assumiu crescente influência na escola, tomando o exame um espaço de problemas das mais diversas ordens podendo ser sociológico, técnico e psicopedagógico. Se o exame não é um problema ligado historicamente ao conhecimento, é um problema marcado pelas questões sociais, sobretudo aquelas que não se podem resolver. Assim, o exame é na realidade um espaço de convergência de inúmeros problemas". (...) "Em certo sentido, quando a sociedade não pode resolver problemas de ordem econômica (definição de orçamento), de ordem social (justiça na distribuição de satisfações), de ordem psicopedagógica (conhecer e promover os processos de conhecimento de cada sujeito) transfere essa impotência para uma excessiva confiança em "elevar a qualidade da educação", só através de racionalizar o uso de um instrumento: o exame. (BARRIGA apud ESTEBAN ,2002, p.56) r. Portanto o exame não pode por si só resolver tais problemas se a estrutura social for injusta. Melhorar a qualidade da educação com docentes mal pagos ou pouca formação intelectual; analisar os processos de aprendizagem de cada sujeito e seus problemas sociais; são algumas das muitas dificuldades encontradas hoje em nosso sistema educacional. "Os problemas de ordem social: possibilidade de acesso à educação, justiça social, estratos de emprego, estrutura de desenvolvimento industrial etc., são transladados a problemas de ordem técnica: objetividade, validade, confiabilidade". (BARRIGA apud ESTEBAN, 2002, p59) r O exame tomou-se um campo de estudo e foi usado muitas vezes como controle individual e social. Na evolução o termo exame se tornou um pouco mais sutil, mas neutro e igualmente efetivo: avaliação. As diferentes formas de avaliar, também estão ligadas à visão que o homem tem de sociedade, de trabalho e dos próprios homens, e esta faz com que diferentes caminhos se abram para as avaliações. Vamos lembrar algumas formas de avaliar ao longo da história. Pela visão grega, o homem é um ser racional que tem raciocínio e potencial para aprimorar seu modo de pensar. O trabalho é considerado serviço para classe inferior, para os
  10. 10. 6 artesãos e escravos da época e cada sujeito da sociedade nascia predestinado a ser escravo, artesão ou cidadão, este com direito total a se dedicar somente a pensar, discursar, argumentar. Havia, então, a desigualdade entre os homens onde alguns nasciam para trabalhar e suprir as necessidades daqueles que deverias pensar sobre as coisas. Sob esta forma de ver o mundo, os gregos consideravam que a avaliação serviria para aperfeiçoar cada um e cada grupo de pessoas. Assim o escravo era avaliado pela qualidade dos produtos que oferecia ao cidadão, e este, pela qualidade de argumentar, descrever, fazer diferenças e ver semelhanças entre as coisas do mundo. Outra visão é a feudal, onde o homem é um animal racional porque Deus lhe deu alma que faz a diferença entre os vários seres do mundo. A característica de ter uma alma exige que todo empenho educativo deva-se ao conhecimento que cada um detém sobre Teologia, sobre a Sagrada Escritura, sobre os conhecimentos religiosos, que se tomam indispensáveis para o homem para que ele possa atingir seu fim, no Reino dos Céus. Essa valorização se toma tão importante que surge na Idade Média as primeiras universidades, onde só podem ser ensinados assuntos da Igreja, por teólogos e sacerdotes, e aquela valorização ao discurso, a argumentação sobre qualquer assunto deixa de existir. Cada homem, ao nascer, tinha na sociedade um lugar definido onde se discutia ,por exemplo, se o escravo tinha alma ou não. São Paulo afirmava a necessidade de subordinação dos escravos aos seus senhores uma vez que havia diferença entre os homens. Já Santo Agostinho e Tomás de Aquino justificavam a escravidão, a desigualdade entre os homens. As classes inferiores, não podiam tomar parte nos negócios e na direção do Estado. Esta forma de ver e analisar o mundo exigia que avaliações correspondessem à maneira de viver e de pensar da Idade Média e a preocupação com o conhecimento religioso e com a ordem social exigia também instrumentos de avaliação para a correção do comportamento dos homens, na sociedade, para que ninguém subvertesse a estrutura social já definida por leis divinas. A Inquisição Religiosa recebia dos govemantes do Estado todo o apoio para o extermínio das idéias ou das pessoas que sugerissem uma nova forma de pensar, de viver ou de trabalhar. A importância dada ao trabalho começa a aparecer na sociedade dos séculos XV, XVI e XVII. O trabalho - como fonte de riqueza para melhorar as condições de vida de todos os homens - não é mais entendida como expiação de pecados nem destinados a seres inferiores. A --r'-----------••~~~~~~~~~~~~~A>~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~------------ Com as varias crises economicas o nJvel de vIda da populaçao bâixõú e o analfabetIsmo cresceu. A Escola percebeu o erro, a falta de organização e de administração; então a Escola Tecnicista mostra o conhecimento da técnica, da elaboração de objetivos. E foi nesse período (entre 1968 - 1974) que o Brasil se transformou em potência econômica, pois nunca se produziu nem exportou
  11. 11. 8 tanto. Em contrapartida a desigualdade econômica, ao contrário do que se imaginava, aumentou. A reprovação e a evasão escolar assustaram os educadores e os incentivaram a buscar novos caminhos, novas idéias, e encontrar uma pedagogia certa. Surge a necessidade de analisar a sociedade sobre problemas que enfrentam desde os idos de 1789 até os dias atuais, pois para uma sociedade sadia, devemos conhecer a evolução dos homens, suas conquistas e necessidades. Empregamos aqui um recurso de que a sociedade se utiliza: a avaliação. E esta começa com duas perguntas: -Que sociedade se pretende formar? Por que transformar a sociedade em que vivemos? E nesse processo de questionamento, a avaliação deve fazer com que cada educador pergunte o que sabe realmente sobre o mundo e os homens. Como diz NAGEL (1986, p.20): "Como haver seriedade em avaliações que partem do desconhecimento de como a sociedade e a escola se comportam, frente aos problemas do próprio homem?". Por isso a avaliação hoje se encontra na maioria dos discursos pedagógicos, seu papel, os instrumentos e meios utilizados para auxiliar o processo de ensino e aprendizagem. Estamos num momento de transformações políticas em um processo de democratização e exigências cada vez maiores de uma sociedade consciente de seus direitos. Por isso a preocupação com uma escola que desenvolva projetos compatíveis com a nova realidade transformando a avaliação de uma prática classificatória num processo de investigação. Mas por mais diferentes e criativas que sejam as propostas de trabalho, a maioria dos professores chega à mesma avaliação tradicional, vinculados a uma produção previamente determinada seguindo modelos pré-estabelecidos e impondo critérios para determinar o rendimento do aluno. Até pouco tempo ensinar estava associado à transmissão de conhecimentos e informações e a aprendizagem era vista como a capacidade de reproduzir o que o professor ensinou, também fortemente ligada à memória e a ênfase nos resultados. Ainda muitos profissionais da educação elogiam o bom nível do ensino tradicional, acreditando que o fracasso não provém do professor que transmite o conhecimento, mas de quem o recebeu e aprendeu mal. "...a ação de avaliar apresenta-se como uma competência profissional muito genérica que pode compreender práticas muito diversas". (SACRIST ÁN ]998, p.303) A prática da avaliação é muitas vezes explicada pela forma que cada instituição escolar desempenha suas funções, ou ainda, os diferentes estilos com que cada educador desenvolve seu
  12. 12. 9 processo de transmissão de conhecimento, determinando assim diferenças nos resultados obtidos. Pergunta-se então por que determinadas formas de avaliar que as escolas usam não conduz o aluno' a superar as dificuldades nesse processo de ensino/aprendizagem? Por que os alunos estão sendo aprovados ou reprovados em função de critérios sem significado? Refletindo sobre tais questionamentos, vemos que, apesar das várias mudanças que vem ocorrendo no processo ensino/aprendizagem (objetivos, métodos, técnicas) a escola não consegue mudar a sociedade, pois essa mudança precisa estar em harmonia entre escola e sociedade, visto que uma é reflexo da outra. A avaliação começa dentro da escola, sobre um mundo que está fora dela e é um procedimento que deve levar cada educador a se perguntar o que ele realmente sabe sobre os homens que vivem nessa sociedade.
  13. 13. 2. RELACIONANDO À AVALIAÇÃO A PRÁTICA DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA A idéia de avaliar, atualmente não pode ser mais um instrumento de controle, classificação e seleção de saberes e pessoas, negando as diferenças e contribuindo para o silenciamento dos alunos que não se enquadram nos limites de avaliação pré-determinados, muitas vezes pelo regimento das escolas: semelhança e acerto. A avaliação em nível de educação fundamental deve exercer uma função informativa (outros níveis podem vir a exercer uma função somativa), isto é, fornecer informações para que professores e alunos conheçam pontos positivos e negativos do processo de ensino e aprendizagem, possibilitando a tomada de providências necessárias para que este se desenvolva com sucesso. A avaliação é considerada uma tarefa didática importante e permanente no trabalho docente, pois através dela os resultados obtidos no desenvolver das funções em conjunto com o professor e o aluno, serão comparados com os objetivos propostos para se constatar progressos, dificuldades e redefinir o trabalho para as correções necessárias. No pensamento e nas práticas de avaliações que ocorrem dentro do sistema educativo se misturam as diferentes missões e concepções de que foi objeto, de acordo com a evolução das instituições educativas. Hoje temos a avaliação desde uma perspectiva compreensiva, cujos objetos são muito avaliados, com as mais diversas metodologias ou técnicas de realiza-Ia e a serviço de um conhecimento melhor da realidade e do progresso dos alunos/as em particular. Mas na prática nas aulas, a avaliação evidencia sua servidão a serviço de outras políticas e de outras idéias: seleção, hierarquização, controle de conduta, etc. (SACRISTÁN, GÓMEZ, 1998, p.299) Muitas são as razões pelo insucesso do aluno e esse fracasso se localiza muito mais no âmbito da escola e do sistema educativo, do que no âmbito do aluno mas, é ele que acaba recebendo o rótulo de fracassado. Não devemos responsabilizar exclusivamente a avaliação como responsável pelo fracasso escolar, e também não isentá-Ia inteiramente dessa responsabilidade. Ela faz parte de um conjunto de mecanismos responsáveis pelo sucesso ou não do aluno. Um dos pensamentos que há tempos concluí sobre esta prática, vem de encontro com uma frase de LIBÂNEO (199], p.l 95) "A avaliação é uma tarefa complexa que não se resume à realização de provas e atribuição de notas."
  14. 14. 11 Na prática, observando o trabalho de vários colegas de profissão, colhi dados importantes e ao mesmo tempo assustadores. Os profissionais em educação não se preocupam em inovar sua prática pedagógica utilizando os resultados da avaliação e ainda alguns trazem aqueles cadernos amarelados de planejamentos e as idéias já ultrapassadas a respeito dos assuntos específicos que devem ser tratados em sala de aula, e utilizam modelos de provas já aplicados em anos anteriores. No entanto, hoje todos têm a oportunidade de melhora, de mudança nessa prática de simplesmente "dar nota" ou "tirá-Ia". Cursos, Palestras, Seminários, Sites Educativos, Artigos, Revistas especializadas em Educação, estão aí para auxiliar-nos e promover uma melhora no sistema educacional. Valorização e sanção realizada a partir da atribuição, por saber e por autoridade, de que a instituição escolar investe nos professores/as, legitimada pela seleção que se realizou destes: o professor/a é um/a" especialista "de competência reconhecida para avaliar seus alunos/as. Função exercida sem mais bagagens técnicas do que aplicar uma escala de pontuação simples.Subentende-se que se tratava de uma atividade profissional pouco complicada: dar nota. Na realidade, hoje em dia, muitos docentes a exercem assim. (SACRIST ÁN, GÓMEZ, 1998, p.300) Acreditamos que um dos pontos pnncipais para inverter esse quadro concentra-se no trabalho bem feito do docente. Os professores, teoricamente gastam, ou deveriam gastar, a maior parte do seu tempo no planejamento, no preparo de aulas e na transmissão de conhecimentos. Dentro das escolas ainda observando a ação avaliativa do corpo docente, percebemos que esta ainda se apresenta como somativa, isto é, se preocupa somente com os resultados finais,e a atuação da equipe pedagógica auxiliando e acompanhando os métodos avaliativos realizados pelo docente, influi diretamente na qualidade da aprendizagem dos alunos. Muitos professores fazem o que querem dentro de salas de aula, sem refletir sobre sua prática pedagógica, desenvolvendo avaliações totalmente desvinculadas da epistemologia do conhecimento (estudo das teorias do conhecimento. ) Os professores não têm conseguido usar os procedimentos de avaliação para atender a sua função educativa e o mais comum é tomar a avaliação unicamente como o ato de aplicar provas, atribuir notas e classificar alunos. A prática docente (métodos, objetivos, procedimentos) é um dos, se não o mais importante fator para compreendermos o porque do fracasso escolar, visto que o meio em que
  15. 15. 12 nossos alunos se encontram, ou ainda a situação social, econômica e cultural, as condições de ensino, as diferenças de cada indivíduo mediante aos requisitos necessários para compreender um assunto subseqüente, nível de desenvolvimento intelectual, influem para essa questão. "Levar em conta o sistema e as práticas de avaliação, integrá-Ios à reflexão e modificá-Ios para permitir a mudança" . (PERRENOUD, 1999, p.75). Logo o professor deve refletir sobre sua própria prática colocando a avaliação como um processo, e não como uma etapa final promovendo assim a interação entre alunos e professores. Como diz GONÇALVES (1997, p.95) "a reflexão constitui um momento de profunda avaliação". Dentro de escolas que atuei e atuo, já ouvi relatos de professores dizendo que os alunos estão cada vez mais desinteressados e não aprendem, por mais que o professor se esforce; que há muita indisciplina em sala de aula. Neste caso, parece que o professor não está refletindo sobre sua prática, não assumindo talvez o comprometimento de realmente ensinar, fazendo com que problemas como estes se tornem culpa somente dos alunos e não se perguntam aonde pode estar a solução desses problemas. Outro ponto preocupante é o da nota como punição. Tirar "nota" conforme o comportamento dos alunos desinteressados ou indisciplinados, reprovando alunos, às vezes por causa de décimos. As provas apenas medem a capacidade de memorização de livros didáticos e algumas tarefas dadas pelos professores estão repletas de exercícios desse tipo. Para o aluno devem ser asseguradas condições e meios pedagógicos/didáticos para que sejam estimulados a aprender, sem haver necessidade de intimidação. O entendimento talvez mais certo de avaliação é que o professor deve promover o desenvolvimento autônomo e independente dos alunos, assim a quantificação deve transformar-se em qualificação. Provas escritas e outros instrumentos de verificação são necessários para analisar o trabalho desenvolvido. E a escola, os professores, os alunos e os pais necessitam de comprovação dos resultados de ensino e aprendizagem. Portanto se o professor demonstra um propósito educativo, as provas dissertativas ou objetivas, o controle de tarefas e exercícios, e outros tipos de verificação, poderão ser vistos pelos alunos como ajuda ao seu desenvolvimento mental, pois mostram evidências concretas da realização dos objetivos propostos. Todas as atividades hoje realizadas dentro das instituições de ensino deveriam relacionar objetivos, conteúdos e métodos, objetivando conhecimento, habilidade e compreensão, dando
  16. 16. 13 significado a um exercício ou trabalho ou até mesmo prova. Se hoje a realidade dentro das escolas é a realização de provas com o propósito de obter notas, deve-se então construir na prática diária, o conhecimento. "Teorizar é transformar um assunto em problema. Teorizar é um processo constante de reflexão sobre as próprias vivências com o objetivo de reconstruir a teoria, tornando-se o autor destas mesmas experiências." (FARIA apud ENRICONE; GRlLLO, 2000, p.72) Todas as atividades avaliativas caminham para o desenvolvimento intelectual, social e moral do aluno, diagnosticando como a escola está contribuindo para isso. A escola deve criar um ambiente que valorize a descoberta, onde os alunos possam construir sua aprendizagem, pesquisando, reconstruindo, isto é, aprendendo a aprender, sem medo da avaliação realizada pelos mestres ou colegas. Há poucos dias me deparei com uma situação de pânico de um aluno de sa série mediante a nota de uma prova. Incrível perceber como uma criança chega totalmente dependente de uma "nota" e desmistificar uma prova, ou simplesmente uma nota, se torna um processo longo e exaustivo. Não devemos esquecer que os alunos não são iguais, nem no nível sócio econômico nem nas suas características individuais. E a avaliação bem encaminhada possibilita o conhecimento de cada um, estabelecendo um caminho para desenvolver atividades de ensi no/aprendizagem. Nem sempre é fácil identificar os significados que o estudante utiliza para interpretar novas informações, para organizar a percepção do saber, como também não é fácil integrar conteúdos trabalhados em sala, com a visão pessoal de mundo que os alunos trazem consigo, cuidando para que os assuntos estudados não fiquem sem sentido. Se atividades forem desenvolvidas a esmo sem a orientação adequada e a compreensão conseguida pelo aluno (sem ajudá-lo a superar, a desenvolver seu conhecimento), este aluno pode não ter acesso ao saber, logo essas mudanças superficiais ou incompletas podem trazer prejuízos significativos. Mas se mudanças didáticas são muitas vezes complicadas, elas se tornam ainda mais complicadas no ensino da matemática, em razão de vários fatores: /I- seu caráter abstrato; /I- a precisão dos conteúdos;
  17. 17. 14 /I- o rigor do raciocínio; /I- a linguagem matemática; /I- a organização de situações de ensino/aprendizagem relacionando o saber e o pensamento matemático; O caráter abstrato surpreende os principiantes com pensamentos ainda em desenvolvimento e idéias e procedimentos matemáticos parecem muito diferentes dos utilizados na vida diária. A matemática propicia aos alunos o contato com sistemas de conceitos e representação para resolver problemas e fazer novas deduções, regras que regem ações abstratas, a compreensão da escrita matemática (sem este conhecimento torna-se difícil ligar as expressões com os seus significados) enfim, tudo isso diferencia o saber matemático de outros saberes."O êxito do profissional prático depende de sua habilidade para manejar a complexidade e resolver problemas práticos. A habilidade requerida é a interação inteligente e criadora do conhecimento e da técnica". (YfNGER apud SACRlSTÁN ,GÓMEZ, 2000, p.368) O papel da avaliação no processo de ensino e aprendizagem da matemática torna-se mais delicado, pois a própria disciplina exige o domínio de certas particularidades como a abstração, o raciocínio, a compreensão da linguagem matemática e a interpretação de situações- problema, além de já ser considerada e vista pelos alunos como complicada e com inúmeras regras e conceitos que precisam ser decorados. Tudo isso causa certo medo ou repulsa por parte do aluno, o que prejudica ou influencia muito uma avaliação matemática. Por isso o professor de matemática deve, ao pensar em avaliação, estabelecer relação entre o conteúdo e o método, permitindo assim, organizar situações de aprendizagem para desenvolver o saber matemático. Os instrumentos de avaliação mais utilizados pela maioria dos professores no ensino e aprendizagem da matemática, na atualidade, são ainda provas de caráter quantitativo, que visam à verificação do conhecimento que foi memorizado e a reprodução de técnicas operatórias treinadas em sala de aula. Assim as provas são aplicadas como recurso de avaliação para posteriormente separar os alunos que "não sabem" daqueles que "sabem" resolver certos algoritmos ou problemas. No entanto, as atuais propostas pedagógicas acentuam a interação do
  18. 18. 15 aluno com o objeto de estudo, a pesquisa, a construção do conhecimento, ao contrário da proposta do ensino tradicional de transferência de conteúdo. As aulas atualmente devem ser consideradas como situação de aprendizagem, aonde devem ser valorizado, o trabalho dos alunos tanto individual como coletivo na apropriação do conhecimento mediado pelo professor. "Os novos procedimentos didáticos envolvem mudanças na avaliação. Os erros deixam de indicar fracasso dos alunos, passam a constituir fontes de informação que o professor pode utilizar para perceber os percursos seguidos na interação com o objeto de estudo". (MICOTTI, 1999, P. 159) Assim, na matemática as aulas precisam ser organizadas com situações escolhidas com a participação dos alunos aonde, estes realizam atividades de resolução de problemas reais para atingir objetivos. Com essas mudanças no ensino e aprendizagem cresce a tendência da avaliação formativa, a qual cria uma situação de progresso em que se identifica onde estão as dificuldades e os caminhos para superá-Ias. É um sistema que consiste em recolher, em ocasiões diferentes, no decorrer do estudo, informações úteis para verificar a qualidade da aprendizagem; seu objetivo é detectar a deficiência ou as dificuldades da aprendizagem. Na avaliação formativa o ritmo de cada aluno é considerado e a avaliação de cada indivíduo independe de uma meta coletiva pré- estabelecida. Trabalha-se com o retomo à deficiência procurando saná-Ia e não simplesmente, verificá-Ia. Cabe ao professor planejar situações com sentido que tenham significado para os estudantes, o domínio da matéria de estudo, reconhecimento dos conceitos básicos do assunto. Nas situações voltadas para a construção do saber matemático, a efetiva participação dos alunos depende do significado das situações propostas e conceitos que já dominam. A noção de avaliação formativa foi criada - há cerca de vinte anos (Scriven,1967) - em oposrçao a avaliação sumativa." (...) "A expressão avaliação formativa vem de G. de Landsheere (1979) "frisa bem que a avaliação faz parte integrante do processo educativo normal, devendo os erros ser considerados como momentos na resolução de um problema, e não como fraquezas passíveis de repreensão , ou como manifestações patológicas (ABRECHT , 1994, p,33). Essa avaliação é praticada, com certeza por muitos docentes mesmo que estes não saibam que recebe este nome. Para esclarecer melhor em que consiste a avaliação formativa, veremos algumas definições que chegam a um mesmo ponto.
  19. 19. 16 Segundo G. de Landsheere, A avaliação formativa deve criar uma situação de progresso, e reconhecer onde e em que o aluno tem dificuldades, e ajuda-Io a supera-Ias. Esta avaliação não se traduz em níveis e, muito menos em classificações numéricas. Trata-se de uma informação feedback para aluno e professor. (1980, p.226) G. Scallon, do Quebeque, define a avaliação de modo bastante semelhante; A avaliação formativa é um sistema de avaliação, que consiste em recolher, em ocasiões diferentes, no decorrer de um programa de estudos ou de um curso, informações úteis para verificar, periodicamente, a qualidade da aprendizagem .... A avaliação formativa tem por objetivo detectar as deficiências ou as eventuais dificuldades da aprendizagem (1982 , p.35) . (ABRECHT, 1994, p.31) A avaliação formativa é dirigida ao aluno, tomando-o consciente de sua própria aprendizagem e procura adaptar-se às situações individuais e da importância às dificuldades, tentando descobrir-lhes as causas e não sancioná-Ias como se fossem de uma avaliação do tipo prova. É essencial nessa perspectiva, observar o ritmo de cada aluno e que logicamente não é igual para todos, e avaliar de acordo com critérios independentes de resultados obtidos por outros colegas ou relacionados a uma norma. Uma evidência dos efeitos negativos que uma maneira inadequada de avaliar produz, pode ser encontrada nos próprios professores, quando se lembram das experiências de avaliações que viveram como estudantes. Mas, uma situação de avaliação não seria vista ou sentida como uma situação constrangedora, caso estivesse orientada para o crescimento das pessoas avaliadas. Se isso ainda não acontece, as razões precisam ser investigadas para que possam ser evitadas. É possível identificar equívocos inaceitáveis que estão presentes ainda nas avaliações realizadas em nossas escolas. A avaliação as vezes é utilizada por alguns professores como repressão ou punição, ou como meio de impor ordem e disciplina em classe. O que nos informa uma nota do aluno sobre o que ele sabe ou não sabe sobre suas necessidades ou dificuldades, sobre suas qualidades ou interesses? Nessas condições como pode um professor sentir-se moralmente autorizado a decidir sobre a promoção ou reprovação de um aluno? Como pode sentir-se profissionalmente realizado e satisfeito com seu trabalho? Enquanto recusamos a perspectiva de que os estudantes de Magistério necessitam ser iluminados sobre o verdadeiro significado da realidade e manipulados para que aceitem a 'correta' solução de nossos problemas (doutrinamento), também recusamos o relativismo moral que nos conduz a nos darmos por satisfeitos com qualquer conhecimento gerado pela investigação dos estudantes, pela mera razão de que
  20. 20. 17 tal investigação foi desenvolvida por eles mesmos. Pensamos que existe uma obrigação moral por parte dos formadores de professores/as de chamar sua atenção sobre as impl icações éticas e morais das práticas estruturadas das realidades de cada aula. (GORE E ZEICHNER apud SACRISTÁN, GÓMEZ, 2002, p..374) o magistério é um campo de atividade profissional que exige de todos uma formação específica e múltipla competência e habilidade. Não basta saber muito bem e dominar um determinado conteúdo para que alguém se sinta em condições de ser um bom professor. O magistério é parte integrada do trabalho rotineiro de todo o professor em planejar, definir estratégias de ação e métodos de ensino e estabelecer objetivos compatíveis com o nível de desenvolvimento dos alunos, selecionar e desenvolver recursos didáticos, tudo voltado para a formação do estudante. Saber avaliar bem, é uma competência que todo professor precisa ter, embora, na realidade, essa não seja uma qualidade que hoje se perceba. Segundo F. Viallet e P. Maisonneuve (1981), B. Petitjean (1984,pp.8 e 9): -As técnicas utilizadas(exames, testes, etc.) são freqüentemente pouco válidas, no sentido em que nem sempre se sabe o que se mede, e que as medidas não são nem representativas, nem estáveis, e nem sempre exatas. -Raramente se analisam os resultados dos exames, seja por falta de tempo, seja por insuficiência de meios e, por isso, poucas vezes se melhoram os resultados. -O sucesso ou insucesso do aluno depende, na maior parte dos casos, mais na posição que ocupa no panorama geral das notas do que da sua capacidade de ação ou de criação. -As provas de avaliação levam os alunos a desvios de comportamentos indesejáveis. Por exemplo, começar a trabalhar apenas em função da nota, procurando adivinhar as questões da prova ou do exame. Dedicar-se mais a estudar o professor do que a matéria, etc. -Corn a avaliação sumativa, só no final de um período de ensino, se podem identificar as dificuldades de aprendizagem e as partes não assimiladas. Já é, então tarde para remediar tal situação. -O aluno, que é controlado apenas no final de um período, não teve oportunidade de desenvolver a capacidade de auto- avaliação, porque não foi preparado para tal. É por isso que, muitas vezes, surgem divergências entre o juízo que faz de si próprio e os resultados obtidos no exame. E é por isso, também que cada vez mais se generaliza a opinião de que exames e sistema escolar padecem de arbitrariedade. (ABRECHT, 1994, p. 36) Felizmente nem todos cometem esse tipo de equívoco e procuram realizar seus trabalhos de modo a cumprirem com o verdadeiro papel de uma avaliação de qualidade. Mas que papel é esse? O que pretende o professor ao avaliar? Por que avaliar? Com que freqüência se deve avaliar? Existem algumas razões que respondem a essas perguntas:
  21. 21. 18 é uma exigência regimental e só assim se pode saber, ao final do ano se o aluno pode ser aprovado ou não verificar se houve ou não aprendizagem de conteúdo ensinado tornar possível atribuir uma nota que represente e expresse o quanto ele assimilou do que foi ensinado num determinado período informar ao professor quanto à eficácia do seu trabalho e ter elementos que lhe permitam promover mudanças que julgue necessárias poder distinguir os seus alunos em função do seu desempenho e atribuir, com critérios, nota ou conceito que melhor expresse a situação de cada um obter informações seguras para orientar os alunos e informar seus pais quanto a algum atendimento especial de que necessitem ser objetivo e justo no julgamento dos seus alunos quanto à aprovação ou reprovação. "Na prática da aferição do aproveitamento escolar, os professores realizam, basicamente, três procedimentos sucessivos :medida do aproveitamento escolar; transformação da medida em nota ou conceito; utilização dos resultados identificados" (LUCKESI 1997, p.87). O padrão de medida utilizado pela maioria dos professores, vem a ser a contagem dos acertos das questões realizados em provas ou trabalhos, etc. Outro comportamento do professor no processo de aferição do aproveitamento é a conversão da medida em nota ou conceito, expresso por símbolo alfabético ou por palavras que conhecemos bem: Excelente ou Regular, por exemplo. Faz-se necessário fazer o registro dos resultados que na maioria das vezes são feitos no Diário de Classe ou em caderno próprio. Através desses resultados deve-se oferecer àqueles com conceito inferior uma oportunidade de melhora caminhando assim para uma verdadeira aprendizagem e principalmente preocupar-se com aqueles que apresentam desvios da aprendizagem e trabalhar para que aprendam.
  22. 22. 3.0 PROCESSO DE AVALIAÇÃO SOB TRÊS PONTOS DE VISTA· Cada escola organiza um regimento escolar, constatando as regras usadas para a avaliação do aproveitamento escolar, recuperação de estudos e promoção de alunos. Este regimento, é baseado na deliberação n° 007/1999, aprovado em 09/04/99 (anexo 1), a qual afirma que a verificação do rendimento escolar é feita através da avaliação do aproveitamento, sendo que esta é entendida como um dos aspectos de ensino pelo qual o professor estuda e interpreta os dados da aprendizagem e de seu próprio trabalho a finalidade de acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, diagnosticar seus resultados e atribuir-Ihes valor. Essa avaliação deve dar condições à escola de reformular sua ação pedagógica e adequar seu conteúdo e métodos de ensino, possibilitando novas alternativas para o planejamento. O que norteará sua realização serão os objetivos pré-estabelecidos no planejamento em diferentes situações de aprendizagem e respeitando as diferenças individuais dos alunos, sendo que estes objetivos, em cada nível, serão traçados pela equipe técnico-pedagógica e pelos professores, e devem ser fundamentados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais. Pensando sobre a forma que o sistema de avaliação vem sendo proposto atualmente e se esta forma contribui para a formação do aluno, percebemos através da bibliografia existente, que há uma ênfase na atribuição de notas e na classificação de desempenho, em testes e provas com resultados quantitativos e numéricos. Tentando encontrar na realidade da avaliação hoje, escolhi três escolas do município de Ponta Grossa (uma delas particular e duas estaduais de 3° e 4° ciclo do Ensino Fundamental com aproximadamente 1000 alunos), procurar a ponte entre a teoria e a prática, refletindo sobre os sistemas de avaliação além de buscar no relato de alguns professores práticas usadas na avaliação dos mesmos sobre a formação de seus alunos. A primeira escola foi escolhida pelo fato de obter destaque em seu modelo de ensino, pois apresenta um projeto próprio tanto na sua forma de ensinar quanto na sua forma em avaliar. Segundo o regimento desta escola a avaliação deve utilizar técnicas e instrumentos diversificados, jamais submetendo o aluno a uma só oportunidade de confrontar e demonstrar o seu conhecimento já construído. Aqueles objetivos que não forem atingidos deverão ser retomados e reavaliados e os procedimentos utilizados devem assegurar a comparação do conhecimento demonstrado pelo
  23. 23. 20 aluno com os conteúdos de ensino, sem comparação entre os alunos entre si. Essa avaliação deve primar o aspecto qualitativo da aprendizagem, dando relevância à atividade crítica e à capacidade de síntese e elaboração de conceitos e não à memorização. A avaliação deve ser contínua, permanente e cumulativa, obedecendo à ordem de seqüência do ensino de acordo com a orientação do currículo. Os resultados considerados serão aqueles obtidos durante o período letivo num processo contínuo e harmonioso de modo que o resultado final demonstre a totalidade do aproveitamento escolar. A equipe técnica- pedagógica, juntamente com os professores irá elaborar um documento próprio (fichas, pareceres) de acordo com cada nível contendo os objetivos do processo de avaliação, sendo que este deve assegurar, dentro da individualidade do aluno, o domínio dos conteúdos necessários. Os alunos e seus responsáveis devem ser comunicados bimestralmente sobre os resultados das avaliações, através de pareceres e fichas próprias. Assim como a avaliação deve ser contínua, contínua também é a recuperação da aprendizagem dos alunos caso o aproveitamento seja insuficiente, sendo que esta recuperação deve ser obrigatoriamente proporcionada pela escola de forma paralela, tendo em vista o domínio dos conteúdos previstos em cada nível. A metodologia utilizada na recuperação deve ser diversificada e não espelhada na prática usada pelo professor no seu dia a dia, a qual já é conhecida pelo aluno. Depois de obtidos e apurados o resultado final, juntamente com a freqüência, no final de cada nível, será considerado aprovado o aluno que se apropriou de, no mínimo, 61% dos conteúdos básicos estabelecidos para cada nível e com freqüência igualou superior a 75%.(setenta e cinco por cento). A retenção do aluno se dará, se necessário, somente ao final de cada nível, caso não atinja a apropriação de 61% dos conteúdos curriculares propostos ou não atinja 75%.(setenta e cinco por cento) durante o ano letivo de freqüência, sendo que o Conselho de Avaliação, através de análise em relatório descritivo do desempenho individual do aluno, decidindo sobre a promoção ou retenção dos alunos. É importante ressaltar que o aluno que não obtiver o mínimo de 75% de freqüência, será retido, independente do percentual de aproveitamento dos conteúdos obtidos. Seguem os Artigos 80,81 e 90 transcritos do Regimento Escolar da referida escola.
  24. 24. 21 Art. 80 - Cada objetivo trabalhado receberá um índice de aproveitamento particular, variando de O a 100%. Art. 81 - Os índices particulares, de cada objetivo, serão sintetizados em índices de aproveitamento bimestrais, que correspondem a uma faixa percentual. § 10 - Os índices do aproveitamento correspondem a seguinte faixa percentual: Faixa percentual Indice de Aproveitamento O a 20% I 21 a 40% 2 41 a 60% 3 62 a 80% 4 81 a 100% 5 Seção III DA PROMOÇÃO Art. 90 - Será considerado aprovado o aluno que apresentar freqüência igualou superior a 75% do total das horas letivas e índice do aproveitamento anual igualou superior a 4 (quatro), resultante da média aritmética dos bimestres, nas respectivas disciplinas. Já a segunda escola, a particular, escolhi pelo fato de ser renomada nesta cidade pela sua organização e seriedade na condução do processo de ensino. Consta no seu regimento que o ano letivo é dividido em quatro bimestres que tem peso igual e os resultados serão expressos em notas que variam de 1 a 100 (um a cem). Serão utilizados, dentro da avaliação, trabalhos individuais e coletivos, provas e testes individuais e em grupo, discussões e debates, pesquisas orientadas, etc. Para o aluno ser aprovado quanto ao seu aproveitamento, ele deve obter média anual igual ou superior a 60 (sessenta) em cada disciplina, e essa média será determinada, somando as notas finais dos quatro bimestres, e o seu resultado dividido por quatro. O aluno que não alcançar 60 (sessenta) terá direito à prova de recuperação final dos estudos.
  25. 25. 22 o aluno que se submeter à recuperação final, receberá uma nota que varia de Oa 100 (zero à cem) e o resultado alcançado será a nota da recuperação final dividida por quatro e somada à média anual. Este aluno deverá obter, ao final dos estudos nota mínima do 60 (sessenta). Será reprovado o aluno que não obter esse resultado. Salvo que se o conselho de classe examinar a situação desses alunos reprovados e decidir quanto à aprovação, estes seguirão para o próximo nível. Para ocorrer recuperação paralela de estudos para aqueles alunos que não tenham alcançado mínimo de 60 (sessenta) em qualquer disciplina, terão oportunidade em participar de programas de recuperação imediata, e a partir desse momento, serão novamente avaliados. Se portanto obtiverem resultado melhor, então, será atribuído este novo valor. Segue a transcrição do Artigo 75, da Seção Il do Regimento Escolar da referida escola. Seção n DA PROMOÇÃO Art. 75 - No Ensino Fundamental e Médio, considerar-se-á aprovado, quanto ao aproveitamento escolar, o aluno que obtiver a MA - Média Anual - igualou superior a 60 (sessenta) em cada uma das disciplinas ministradas em série. Parágrafo único: A Média Anual será determinada mediante a soma das notas finais dos quatro bimestres, sendo seu resultado dividido por quatro, conforme a seguinte fórmula: 1°Bim. + 2°Bim. + 3°Bim. + 4°Bim. Médi A I --------------=lVie Ta nua 4 A última escolhida foi pelo fato de conhecer alguns profissionais que lá atuam, além de ser uma escola que completou 25 anos de contribuição para a formação de várias gerações, sendo que alguns dos professores que hoje trabalham nela, já estudaram lá e outros que completam bodas junto com o colégio.
  26. 26. 23 De acordo com o seu regimento os resultados do aproveitamento escolar serão notas bimestrais expressas numa escala de O a 10,0 (zero a dez), fracionados até uma casa decimal.. Esta avaliação será registrada em boletins de notas ou outro equivalente. Será considerado aprovado o aluno que atingir média anual igualou superior a 5,0 (cinco) e freqüência anual igualou superior a 75% (setenta e cinco por cento). Será considerado aprovado ou reprovado o aluno que atingir média anual inferior a 5,0 (cinco) e freqüência anual igualou inferior a 75% (setenta e cinco por cento). Para os alunos de baixo rendimento, isto é, se não atingir aos objetivos propostos no processo de ensino e aprendizagem este poderá participar de recuperação de estudos de forma paralela. Essa instituição entende por recuperação de estudos de forma paralela, aquela em que estudo, avaliação e reavaliação caminhem juntas. Para considerar o aluno aprovado ou reprovado, ao final dos estudos, será realizada a média dos quatro bimestres, tendo esse aluno que atingir 5,0 (cinco). Segue a transcrição dos Artigos 26 e 27 da Seção 11do Regimento Escolar da referida escola. Seção 1Il DA PROMOÇÃO Art. 96 - Após a apuração dos resultados finais de aproveitamento e freqüência serão definidas as situações de aprovação ou reprovação dos alunos. Art. 97 - Será considerado aprovado o aluno que apresentar freqüência igualou superior a 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas e média anual igualou superior a 5,0 (cinco vírgula zero), resultante da média aritmética do bimestre, nas respectivas disciplinas como segue: sendo que MF = Média Final Através dessas informações, percebi algumas semelhanças em relação aos objetivos que uma avaliação deve atingir, como por exemplo, o desempenho do aluno em diferentes situações
  27. 27. 24 de aprendizagem, dar importância à atividade crítica e a capacidade de síntese dos alunos, etc. As diferenças são mais claras em relação à obtenção de um resultado final, pois ainda acredito, que à maioria das escolas trabalha valorizando uma nota, apesar de que hoje, alguns professores que usam nota, estão mais preocupados com o processo pelo qual o aluno passou para atingir determinada nota. Ao observar o trabalho feito na primeira instituição, percebi uma nova maneira de chegar a resultados sem os famosos números. Uma preocupação muito significativa, seria em relação aos professores que trabalham novos métodos de avaliação sem conhecer em detalhes seu funcionamento então, estes professores poderão apresentar dificuldades na realização dessas avaliações e, prejudicar os alunos. Quando tratei de apresentar o regimento dessas três escolas, encontrei um sistema de avaliação "perfeito", com preocupações em desenvolver o caráter critico desses alunos respeitando sempre suas individualidades e utilizando técnicas e instrumentos dos mais diversificados para avaliar os alunos: observações diárias do desempenho dos alunos, auto- avaliações, experimentos, pesquisas, entre outras. Mas será que na prática em sala de aula isso realmente acontece? Para poder ter uma idéia mesmo que geral de como é a prática dos professores a respeito das considerações acima citadas, fiz duas perguntas a 9 professores destas três escolas: I. Você acha que a nota de uma prova é o único instrumento de avaliação usado nas escolas? 2. A nota atribuída contribui para a formação do aluno? Como resposta à 13 pergunta, 3 professores disseram que não, pois avaliam seus alunos não somente com uma prova, mas com trabalhos em grupo, pesquisas, atividades em sala de aula, auto- avaliação. Mas que sempre ao final de cada atividade, é atribuída uma nota. Os professores restantes afirmaram usar notas em qualquer tipo de avaliação pois os trabalhos feitos pelos alunos deveriam ser revertidos em notas e o aluno precisa alcançar uma média mínima para ser aprovado, sendo que um dos seis professores revelou sua preocupação não com uma nota, mas com o processo pelo qual o aluno passou ao atingir essa nota. Comentou ainda que todas as
  28. 28. 25 atividades realizadas em sala de aula possuem um valor ou peso, que até ao final do bimestre, somado perfazem 10,0 pontos. Respondendo a 2a pergunta, dois dos professores disseram que não, pOIS a nota não contribui para a formação do aluno, ela faz parte da burocracia escolar. Outros cinco professores disseram que sim, pois mesmo ela não sendo única, ela deve estar presente na vida escolar dos alunos, pois sempre somos avaliados por notas em nossa sociedade. Uma das professoras relatou que nem sempre a nota contribui para a formação do aluno, mas na nossa vida tudo depende de prova, nota (vestibular, concursos,etc.) , sente que o aluno gosta de ser avaliado, e por enquanto a nota que ele alcança serve de base para avaliar sua competência. Por fim, um relato de um professor que me chamou a atenção foi à preocupação, não com a nota em si, mas com o processo de formação do aluno para se chegar a essa nota: "Os alunos ao estudarem para a realização de uma prova, necessitam rever assuntos já tratados em outras aulas e retomar a conteúdos vistos anteriormente em sala de aula, e muitos destes alunos diante dessa prova, sentem a necessidade em esclarecer suas dúvidas e preocupam-se em compreender determinado conteúdo, mesmo que todo esse trabalho vise uma nota." Sabemos que não existe fórmula pronta para realizar uma boa avaliação e que vários fatores devem mover um profissional em educação a buscar com criatividade maneiras de contribuir para a construção do conhecimento pois uma avaliação quando bem planejada, pode promover o bem comum. Devemos, antes de tudo, traçar objetivos para serem atingidos, mesmo que ao final de um período, tenhamos que apresentar um valor numérico para avaliar o rendimento dos alunos. A questão em discussão não é apresentar a melhor forma de avaliar, mas sim mostrar que novas maneiras estão surgindo e que devemos avaliar de uma forma contínua, permanente e cumulativa. Não podemos simplesmente acreditar que um sistema de avaliação desperte o interesse e compreensão dos alunos como num passe de mágica, devemos sim acreditar que mudanças devem ocorrer e que professores necessitam constantemente avaliar a sua prática para que se aproximem do processo de ensino e aprendizagem dos alunos, entendendo que a sala de aula é como um laboratório da prática pedagógica e da aprendizagem, um ambiente de investigação e um lugar de pesquisa didática, de produção de saberes e desenvolvimento de competências.
  29. 29. CONSIDERAÇÕES FINAIS Através desta pesquisa percebemos que o processo de avaliação dentro do ensmo e aprendizagem , passou e passa por diversas transformações e o caminho dessa evolução é influenciado pelas características de cada sociedade e pelo momento histórico de cada etapa. Repensando o problema que mais me preocupa, nota-se que o atual sistema de avaliação proposto pela maioria dos professores não contribui para a formação do aluno, pois tem como princípio norteador à nota, sem considerar a heterogeneidade dos alunos e sem que os objetivos a serem atingidos estejam claros. Em contrapartida, notamos a preocupação de vários professores em promover uma mudança, tentando desenvolver formas que contribuam para a formação de seus alunos. Percebemos que hoje o significado da avaliação no processo de ensino e aprendizagem visto por alguns professores é caminhar para um desenvolvimento intelectual, social e moral do aluno, transformando-o em um cidadão crítico capaz de desenvolver com autonomia o seu conhecimento. Sabe-se que essa tarefa não é simples, pois exige o trabalho portanto do professor para auxiliar o aluno na transformação das suas idéias particulares em saber. Mas na prática, ainda não é esta a idéia que os professores têm ao pensar na avaliação, e por isso a mesma permanece como mero instrumento quantitativo, sem a preocupação com o diagnóstico da situação. No relato de alguns professores, vemos que não basta apenas querer mudar pois existe um sistema que rege os estabelecimentos de ensino em que trabalham, e que este limita os professores a somente avaliarem por uma prova que tenha um peso maior que outras atividades que venham a desenvolver em sala de aula. Existem várias maneiras diferentes de avaliar e cabe ao professor analisar, utilizar e proporcionar as melhores situações que se encaixem na sua realidade escolar. São várias as ferramentas usadas nas escolas para a avaliação. Analisando o quadro (anexo 2) , montado com a acessoria da pedagoga lIza Martins Sant' Anna e da consultora pedagógica da Fundação Victor Civita, Heloisa Cerri Ramos, vemos que não existe um método melhor que o outro. "O ideal é mesclá-I os, adaptando-os às necessidades, (e a realidade) de cada turma - e, claro, dos objetivos de cada educador". (GENTILE; ANDRADEL, 2001, p.IS)
  30. 30. 27 Revendo minhas hipóteses percebi que muitos professores utilizam diversas formas de . avaliação, muitas vezes confundindo-as, sem buscarem conhecer a fundo a essência de cada tipo, sem mesmo ter clareza do que desejam buscar com "este ou aquele" tipo de avaliação. Outros ainda, apesar de desenvolverem novas metodologias, ainda avaliam de forma antiga, aplicando testes que refletem somente uma nota. O professor de matemática deve transmitir em sua prática, além de segurança uma objetividade e clareza no processo de ensino/aprendizagem da matemática, fazendo com que o caminho da construção do conhecimento matemático seja o mais agradável possível, e escolher as melhores ferramentas para usar, seja no decorrer do processo ou na avaliação do ensino. Essa maneira de avaliar que a maioria das escolas usa, não conduz o aluno a superar as dificuldades no processo ensino/aprendizagem, por isso os alunos estão sendo aprovados ou reprovados por mero de critérios sem significado. Precisamos entender qual o melhor encaminhamento para a recuperação do aluno, portanto é necessário passarmos de uma preocupação centrada no que se pretende medir ou pesar, para uma preocupação centrada no processo de produção. Uma vez que esse tipo de avaliação que temos nas escolas não leva os alunos a superação das dificuldades, então ela não pode ser considerada avaliação no seu sentido pleno. Portanto os alunos estão sendo aprovados ou reprovados baseados em critérios pouco significativos e as provas aplicadas hoje nas escolas, revelam-se de pouca utilidade, já que são focadas mais do desconto do que na análise dos erros, somente para uma mera classificação do aluno do que como identificação do nível de domínio de cada um. Provas assim somente penalizam os erros sem que o professor busque meios para transformá-Ios em estratégias de aprendizagem. A avaliação está diretamente ligada com os processos de ensino que devem estar em harmonia com o tipo de avaliação utilizada pois de nada terá resultado um ensino de qualidade com provas que analisam os resultados somente como classificatório. Ao refletir sobre o significado da avaliação estou me reportando à possibilidade que esta oferece de conhecer os processos de aprendizagem dos alunos e de reorganizar atividades de ensino. Concebida assim, a avaliação pode ser considerada uma aliada do professor na busca pela melhoria do ensino e aprendizagem, não só da matemática mas de todo conhecimento. Pelas "falas" dos professores, percebi que esta ainda não é a concepção da maioria, que mesmo
  31. 31. 28 colocando vários instrumentos de avaliação ainda não conseguiram analisar os erros dos alunos e a partir deles, impulsionar a aprendizagem promovendo dessa forma a melhoria do ensino.
  32. 32. REFERÊNCIAS CITADAS ABRECHT, Roland. A avaliação formativa. l.ed. Portugal: ASA, 1994. ENRICONE, Délcia; GRILLO, Marlene (org). Avaliação: uma discussão em aberto. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000. ESTEBAN, Maria Tereza et ali (org). Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. 4. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. GENTILE, Paola; ANDRADE, Cristiana.A avaliação nota 10. Nova Escola. São Paulo. Ano XVI. N° 147. p.I5 . Novembro de 2001. LlBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1991. MICOTTI, Maria Cecília de Oliveira. °ensino e as propostas pedagógicas. In BICUDO, Maria Aparecida Viggiani (org). Pesquisa em educação matemática: concepções e perspectivas. São Paulo: Editora Unesp, 1999. NAGEL, Lizia Helena. Avaliação, sociedade e escola:fundamentos para reflexão. Curitiba: Secretaria de Estado da Educação, 1985. PÉREZ, Jesus Martin. °que não se fala sobre avaliação. Enfoque. São Paulo. N° ]O, set/93. PERRENOUD, Phillipe. Avaliação: excelência à regulação das aprendizagens - entre duas lógicas. Porto Alegre. ARTMED, 1999. SACRIST ÁN, J. Gimeno; GÓMEZ, A. I. Pérez. Compreender e transformar o ensino. 4. ed. Porto Alegre: ARTMED, 2000.
  33. 33. 30 ZUNINO, Déli Lerner D. A matemática na escola: aqui e agora. 2. ed. Porto Alegre: ARTEMED, 1995.
  34. 34. REFERÊNCIAS CONS ULTADAS ABRANTES, Paulo. Avaliação e educação matemática. vol.1.Portugal: MEM/USU - GEPEM, 1995. Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática/Secretaria da Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. CASTRO, Cláudio de Moura. Quem tem medo da avaliação? Veja. Julho de 2002. p.20. CHALUB, Ana Luiza. Avaliação e aprendizagem estréiam na TV escola. Jornal do MEC. Brasília: Ano XV. N° 22. outubro de 2002 FALZETT A, Ricardo. A matemática pulsa no dia- a- dia. Nova Escola. Ano XVII. N° 150. março de 2002. FRANCO, Creso. (org). Avaliação, ciclos e promoção na educação. Porto Alegre: ARTMED, 200l. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 6. ed. São Paulo: Cortez, 1997. Paraná. Secretaria do Estado da Educação. Diretoria geral. Coordenação de informações educacionais. Cadernos AVA 2000: Matemática, uma análise pedagógica. Curitiba: SEED, 2001. PELLEGRINI, Denise. Avaliar para ensinar melhor. Nova Escola. São Paulo: XVIII. N° 159. jan/fev 2003.
  35. 35. 32 RIEDEL, Harald. Didática e prática de ensino: aspectos ideológicos, científicos e técnicos. São Paulo: EPU, 1981. SPARTALIS, Eros. Escola pública revitalizada, à luz de novos padrões da educação: a avaliação da aprendizagem.(monografia). Ponta Grossa, 2002. STAFIN, Maria Margaret. Avaliação: uma atitude de ação-reflexão. (monografia). Ponta Grossa, 2001. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da aprendizagem: práticas de mudança. São Paulo: Sibertad, 1998. VIANNA, Heraldo Marelim. Avaliação do rendimento escolar e interação aluno/professor. Dois Pontos. Vol. 2. N° 15. outubro de 1993. VILARINHO, Lucia Regina Goulart. Didática: temas selecionados. Rio de Janeiro: LTC, 1984.
  36. 36. 33 ANEXO 1 DELIBERAÇÃO .r' r-
  37. 37. PROCESSO N.o091/99 DELIBERAÇÃO N.O007/99 CÂMARAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APROVADO EM 09/04/99 INTERESSADO: SISTEMA ESTADUAL DE ENSINO ESTADO DO PARANÁ ASSUNTO: Normas Gerais para Avaliação do Aproveitamento Escolar, Recuperação de Estudos e Promoção de Alunos, do Sistema Estadual de Ensino, em Nível do Ensino Fundamental e Médio. RELATORES:MARÍLIA PINHEIRO MACHADO DE SOUZA E ORLANDO BOGO O Conselho Estadual de Educação, do Estado do Paraná, no uso de suas atribuições e tendo em vista o que consta da Indicação n." 001199,das Câmaras de Ensino Fundamental e Médio, que a esta se incorpora e ouvida a Câmara de Legislação e Normas: Delibera: CAPÍTULO I DA AVALIAÇÃO DO APROVEITAMENTO Art. 1.· A avaliação deve ser entendida como um dos aspectos do ensino pelo qual o professor estuda e interpreta os dados da aprendizagem e de seu próprio trabalho, com as finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados e atribuir-lhes valor. § 1:-A avaliação deve dar condições para que seja possível ao professor tomar decisões quanto ao aperfeiçoamento das situações de aprendizagem. § 2.·- A avaliação deve' proporcionar dados que permitam ao estabelecimento de ensino promover a reformulação do currículo com adequação dos conteúdos e métodos de ensino. § 3:- A avaliação deve possibilitar novas alternativas para o planejamento do estabelecimento de ensino e do sistema de ensino como um todo. Art. 2.· - Os critérios de avaliação, de responsabilidade dos estabelecimentos de ensino, devem constar do Regimento Escolar, obedecida a legislação existente.
  38. 38. PROC. N.o091/99 Parágrafo Único - Os critérios de avaliação do aproveitamento escolar serão elaborados em consonância com a organização curricular do estabelecimento de ensino. Art. 3: - A avaliação do aproveitamento escolar deverá incidir sobre o desempenho do aluno em diferentes situações de aprendizagem. §1.-- A avaliação utilizará técnicas e instrumentos diversificados. § 2.· - O disposto neste artigo aplica-se a todos os componentes curriculares, independente do respectivo tratamento metodológico. § 3.° - É vedada a avaliação em que os alunos são submetidos a uma só oportunidade de aferição. Art. 4.- - A avaliação deve utilizar procedimentos que assegurem a comparação com os parâmetros indicados pelos conteúdos de ensino, evitando-se a comparação dos alunos entre si. Art. 5:- Na avaliação do aproveitamento preponderar os aspectos qualitativos da aprendizagem, interdisciplinariedade e a multidisciplinariedade dos conteúdos escolar, deverão considerada a Parágrafo único. Dar-se-á relevância à atividade crítica, à capacidade de síntese e à elaboração pessoal, sobre a memorização. Art. 6:- Para que a avaliação cumpra sua finalidade educativa, deverá ser contínua, permanente e cumulativa. § 1.-- A avaliação deverá obedecer à ordenação e à seqüência do ensino e da aprendizagem, bem como à orientação do currículo. §2:- Na avaliação deverão ser considerados os resultados obtidos durante o período letivo, num processo contínuo cujo resultado final venha a incorporá-los, expressando a totalidade do aproveitamento escolar, tomado na sua melhor forma. §3: - Os resultados obtidos durante o período letivo preponderarão sobre os da prova final, caso esta conste do regimento. Art. 7.-- Caberá ao órgão indicado pelo Regimento Escolar o PROC. N.o091/99 2
  39. 39. acompanhamento do processo de avaliação da série, ciclo, grau ou período, devendo debater e analisar todos os dados intervenientes na aprendizagem. § 1.· - O órgão será composto, obrigatoriamente, pelos Professores, pelo Diretor e pelos profissionais de supervisão e orientação educacional. § 2.0 - É recomendável a participação de um representante dos alunos. § 3.·- A individualidade do aluno e o seu domínio dos conteúdos necessários deverão ser assegurados nas decisões sobre o processo de avaliação. Art. 8.· - A avaliação do ensino da Educação Física e de Arte, deverá adotar procedimentos próprios, visando ao desenvolvimento fonnativo e cultural do aluno. Parágrafo único. A aprendizagem de que trata este artigo deverá levar em consideração a capacidade individual, o desempenho do aluno e sua participação nas atividades realizadas. Art. 9.0 - A avaliação deverá ser registrada em documentos próprios, a fim de serem asseguradas a regularidade e a autenticidade da vida escolar do aluno. CAPÍTULO 11 DA RECUPERAÇÃO DE ESTUDOS Art. 10 - O aluno cujo aproveitamento escolar for insuficiente poderá obter a aprovação mediante recuperação de estudos, proporcionados obrigatoriamente pelo estabelecimento. Parágrafo Único - A proposta de recuperação de estudos deverá indicar a área de estudos e os conteúdos da disciplina em que o aproveitamento do aluno foi considerado insuficiente. Art. 11 - A recuperação é um dos aspectos da aprendizagem no seu desenvolvimento contínuo, pela qual o aluno, com aproveitamento insuficiente, dispõe de condições que lhe possibilitem a apreensão de conteúdos básicos. PROC. N.o 091/99 3
  40. 40. § 1.° - O processo de recuperação deverá ser descrito no regimento escolar. § 2.· - as propostas de recuperação deverão receber das mantenedoras as condições necessárias para sua execução. Art. 12 - O estabelecimento de ensino deverá proporcionar recuperação de estudos, preferencialmente concomitante ao período letivo, assegurando as condições pedagógicas definidas no Artigo 1.° desta Deliberação. Parágrafo Único - Entende-se por período letivo a carga mínima anual de 800 horas distribuídas por um mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado às provas fmais. Art. 13 - A recuperação de estudos deverá constituir um conjunto integrado ao processo de ensino, além de se adequar às dificuldades dos alunos. Parágrafo Único - A recuperação de estudos realizada durante o ano letivo será considerada para efeito de documentação escolar. Art. 14 - A recuperação, após o encerramento do período letivo, destina-se a corrigir as deficiências que ainda persistam, apesar dos estudos de recuperação realizados durante o período letivo. Parágrafo Único - A época da recuperação de estudos, após o período letivo regular, será prevista no calendário escolar do estabelecimento. Art. 15 - A recuperação de estudos, após o período letivo, destina-se a alunos: a) com freqüência mínima de 75% do total das horas letivas; b) com resultados de aprendizagem abaixo dos parâmetros estabelecidos pela escola. Art. 16- Os resultados da recuperação deverão incorporar-se aos das avaliações efetuadas durante o período _letivo, constituindo-se em mais um componente do aproveitamento escolar. Parágrafo Único - A proporcionalidade ou a integração entre os resultados da avaliação e da recuperação deverá ser estabelecida no Regimento Escolar. PROC. N.O 091/99 4
  41. 41. CAPÍTULO rn DA PROMOÇÃO Art. 17 - A promoção deverá ser o resultado da avaliação do aproveitamento escolar do aluno expresso conforme critério e forma determinada pelo estabelecimento em seu Regimento Escolar. Art. 18 - A avaliação fmal deverá considerar, para efeito de promoção, todos os resultados obtidos durante o período letivo, incluída a recuperação de estudos. Art. 19 - Encerrado o processo de avaliação, o estabelecimento registrará, no histórico escolar do aluno, sua condição de aprovado ou reprovado. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 20 - As questões pertinentes à Educação Infantil e Educação de Jovens e Adultos serão tratadas em deliberação própria. Art. 21 - Esta Deliberação entrará em vigor após a sua publicação, ficando revogadas as Deliberações n.Os033/87, 004/88, 012/88 e 006/92. Sala Pe. Anchieta, em 09 de abril de 1999. PROCESSO N.o 091/99 INDICAÇÃO N.o 001199 APROVADO EM 09/04/995
  42. 42. cÂMARAs DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO INTERESSADO: SISTEMA ESTADUAL DE ENSINO ESTADO DO PARANÁ ASSUNTO: Normas Gerais para Avaliação do Aproveitamento Escolar, Recuperação de Estudos e Promoção de Alunos, do Sistema Estadual de Ensino, em Nível do Ensino Fundamental e Médio. RELATORES:MARÍLIA PINHEIRO MACHADO DE SOUZA E ORLANDO BOGO A revisão das normas gerais para avaliação do aproveitamento escolar, recuperação de estudos e promoção de alunos, do Sistema Estadual de Ensino, em nível da educação básica, é parte do processo de atualização das legislações existentes, que este Conselho Estadual de Educação efetiva, com a fmalidade de compatibilização ao estabelecido na Lei n" 9394/96, que fixa as diretrizes e bases da educação nacional. A Deliberação n·033/87-CEE, até então vigente, é muito adequada em seu conteúdo teórico, podendo-se afirmar que a Indicação que acompanha o documento, revela um estudo que se mantém atualizado ao texto da atual lei de educação. Dessa forma repetimos a conceituação expressa na citada Deliberação: "... é preciso acrescentar que a avaliação hoje aplica-se não somente ao nível da aprendizagem do aluno, mas também do aperfeiçoamento do ensino e da reformulação do currículo. Apresenta-se portanto como um elemento necessário em diferentes níveis doplanejamento, exercendo nesses níveis afunção diagnóstica eformativa. Com isso pretende-se ultrapassar definitivamente a concepção de avaliação na função de certificação e seleção que vinha exercendo dentro de um contexto clássico de ensino cartorial e seletivo. No desenvolvimento conceitual do processo, coloca-se a escola como unidade do sistema de ensino, configurando-se o Regimento Escolar como expressão do conjunto de decisões tomadas pela equipe escolar sobre seu trabalho." ( Relatora Conselheira Lilian Wachowicz, 1987). PROC. N.o091/99 6
  43. 43. Da análise do inciso V, do artigo 24 da Lei n" 9394/96, que estabelece a organização da· educação básica, verifica-se que o rendimento escolar deverá seguir critérios estabelecidos: "a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventual provas finais; b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado; d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos. " Com muita clareza a Lei defme que a avaliação não pode ser aceita como um simples instrumento classificatório, mas de acompanhamento da construção da aprendizagem, indicando um processo contínuo e cumulativo, que venha incorporar todos os resultados obtidos durante o período letivo. Aponta a possibilidade de aceleração de estudos para alunos que apresentam atraso escolar, situação que merece projeto próprio, com aprovação específica deste Conselho Estadual de Educação, para que não se corram riscos da simplificação de estudos, perdendo-se a qualidade de ensino para a quantidade de alunos aprovados. Possibilita, ainda a Lei, os avanços nos cursos e nas séries e mantém a obrigatoriedade dos estudos de recuperação, de preferência paralela ao período letivo, situações que devem merecer de cada instituição de ensino um rigoroso- programa, capaz de promover a valorização real dos alunos nelas envolvidos. E é nesse sentido que a aprendizagem como um processo contínuo, com registros permanentes do aproveitamento escolar, pode se tomar um indicativo seguro para apontar alunos que precisam de recuperação da aprendizagem, antes que o resultado fmal se concretize. Cabe assim a responsabilidade às mantenedoras dos estabelecimentos de ensino, quanto à viabilização dos estudos de recuperação, criando condições que tomem exeqüíveis os programas previstos em cada situação escolar. PROC. N.o 091/99 7
  44. 44. o Conselho de Classe, quando instituído na escola, tem o sentido de acompanhamento de todo processo da avaliação, analisando e debatendo todos os componentes da aprendizagem dos alunos. Como instrumento democrático na instituição escolar, o Conselho de Classe garante o aperfeiçoamento do processo da avaliação, tanto em seus resultados sociais como pedagógicos. É necessário que a teoria da avaliação e a prática acontecida nas salas de aulas caminhem juntas, para que a prática, ajuizando a teoria, permita avanços tanto no procedimento metodológico da escola, como no programa social da educação, que passa necessariamente pela avaliação, capaz de apontar caminhos para toda construção e reconstrução dos currículos, da atuação dos professores e enfim do conjunto de cada escola. A presente Indicação, objetivando assegurar critérios para a avaliação do aproveitamento escolar, recuperação de estudos e promoção de alunos em todo Sistema Estadual de Ensino do Paraná e, também, atualizar as normas vigentes em consonância com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, apresenta ao Conselho Pleno a proposta de deliberação anexa. É a Indicação. 8
  45. 45. ANEXO 2 OS NOVE JEITOS MAIS COMUNS DE AVALlAR
  46. 46. NOVA ESCOLA' NOVEM6RO, 2001 Série de perguntas diretas. para respostas curtas, com apenas uma solução possível Séríe de perguntas que exijam capacidade de estabelecer relações, resumir, analisar e julgar Exposição oral para um público leigo, utilizando a fala e materiais de apoio adequados ao assunto I I I ---------- Avaliar quanto o aluno apreendeu sobre dados singulares e específicos do conteúdo ~ familiar às crianças, simples de preparar e de responder e pode abranger grande parte do exposto em sala de aula Pode ser respondida ao acaso ou de memória e sua análise não permite constatar quanto o aluno adquiriu de conhecimento oaluno tem liberdade para expor os pensamentos, mostrando habilidades de organização, interpretação e expressão Não mede o domínio do conhecimento. cobre amostra pequena do conteúdo e não permite amostragem Conheça as características pessoais de cada aluno para evitar comparações na apresentação de um tímido ou outro desinibido Esse procedimento não tira do professor a necessidade de buscar informações para orientar as equipes. Nem deve substituir os momentos individuais de aprendizagem Selecione os conteúdos para elaborar as questões e faça as chaves de correção; elabore as instruções sobre a maneira adequada de responder às perguntas Elabore poucas questões e dê tempo suficiente para que os alunos possam pensar e sistematizar seus pensamentos Ajude na delimitação do tema, forneça bibliografia e fontes de pesquisa, esctareça os procedimentos apropriados de apresentação; defina a duração e a data da apresentação; solicite relatório individual de todos os alunos Proponha uma série de atividades relacionadas ao conteúdo a ser trabalhado, forneça fontes de pesquisa. ensine os procedimentos necessários e indique os materiais básicos para a .consecução dos objetivos Defina o valor de cada questão e multiplique-o pelo número de respostas corretas Defina o valor de cada pergunta e atribua pesos a clareza das idéias, para a capacidade de argumentação e conclusão e a apresentação da prova Atribua pesos à abertura, ao desenvolvimento do t~ma.aos materiais utilizados e à conclusão. Estimule a classe a fazer perguntas e emitir opiniões Discussão em que os Texto produzido pelo I Análise oral ou por escrito, Análise do desempenho do alunos expõem seus aluno depois de atividades em formato livre, que o aluno em fatos do cotidiano pontos de vista a respeito práticas ou projetos aluno faz do próprio escolar ou em situações de assunto polêmico ternáticos processo de aprendizagem planejadas --L-------------- Como mediador, dê chance de participação a todos e não tente apontar vencedores, pois em um debate deve-se priorizar o fluxo de informações entre as pessoas oaluno só se abrirá se sentir que há um clima de confiança entre o professor e ele e que esse instrumento será usado para ajudá-Ia a aprender Evite julgar a opinião do aluno . /...:j. ", ~1! Conhecendo a pauta de discussão, liste os itens que pretende comentar. Todos os participantes devem ter direito à palavra para enriquecer o diagnóstico dos problemas, suas causas e soluções Esse instrumento i serve como uma lupa I sobre o processo de desenvolvimento do aluno e permite a elaboração de Iintervenções específicas para cada caso I oprofessor deve usar essas reuniões como ferramenta de auto-análise. A equipe deve prever mudanças tanto na prática diária de cada docente como também no currículo e na dinâmica escolar, sempre que necessário ~

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