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Report Diário: impactos do Covid-19
para o agronegócio global e brasileiro
Overview 30/03/2020
Consolidado: 19h45
PÁGINA 2
➢ OMS: 775.306 casos de Covid-19 em 178 países e 37.083 mortes - até 30/03/2020,
com letalidade de 4,7%.
➢ Brasil contabiliza 4.584 casos, com 143 mortes até 30/03/2020: letalidade de 3,1%.
➢ As mortes pelo novo coronavírus no Brasil chegaram a 143 nesta segunda-feira
(30/03), um aumento de 23 óbitos na comparação com o dia anterior.
➢ O número de casos confirmados de Covid-19, de 4.584 infectados, representa
aumento de 323 (7,5%) em relação ao dia anterior.
➢ São Paulo segue como o Estado mais afetado pelo novo coronavírus, com 1.517
casos diagnosticados. As outras unidades com mais casos são: Rio de Janeiro
(657), Ceará (372), D. Federal (312), Minas Gerais (261) e Rio Grande do Sul (241).
OVERVIEW 30/03/2020: STATUS DO COVID-19
ÍNDICE
PÁGINA 3
ÍNDICE
PÁGINA 4
ÍNDICE
PÁGINA 5
➢ A maioria das bolsas da Europa fechou em alta nesta segunda-feira (30/03), com
apenas Madri em queda, com investidores assimilando medidas de contenção do
Covid-19 por governos e informações de que o surto começa a recuar em alguns
locais da Europa, como no Reino Unido, graças ao isolamento social.
➢ A esperança de uma vacina contra o coronavírus aliada ao avanço para criação de
testes rápidos do vírus trouxe otimismo para os mercados acionários.
➢ O governo dos Estados Unidos percebeu que é necessário manter a quarentena até
o final de abril – a notícia de que a ciência está orientando as decisões na maior
economia do mundo deu ritmo aos mercados em Nova York e fôlego à Europa, que
reverteu a tendência de queda vista na abertura.
OVERVIEW 30/03/2020: CENÁRIO INTERNACIONAL
ÍNDICE
PÁGINA 6
ÍNDICE
POSIÇÃO EM 30/03/2020 ÀS 18h500
PÁGINA 7
➢ O dólar à vista fechou a segunda-feira (30/03) em alta de 1,47%, cotado a R$
5,1815, a segunda maior cotação da história, puxado por um dia de fortalecimento
generalizado da moeda norte-americana, conforme agentes financeiros ainda
buscam a segurança da divisa diante da perspectiva de recessão global.
➢ Petróleo (Brent) sofreu baixa de 5,47% na segunda-feira (30/03), para 26,42/barril –
o menor valor em 18 anos, em meio às renovadas incertezas sobre o impacto do
coronavírus na demanda global e a expansão da produção pela Arábia Saudita.
➢ Ibovespa fechou a segunda-feira (30/03) em alta de 1,65%, para 74.639 pontos,
acompanhando o movimento de avanço das bolsas dos Estados Unidos, mas
acumulando uma perda de 28,3% neste mês de março e 35,4% no ano.
ÍNDICE
OVERVIEW 30/03/2020: SITUAÇÃO NO BRASIL
8
PÁGINA 8
➢ As medidas de aumento de liquidez anunciadas até aqui pelo Banco Central (BC)
para mitigar os impactos negativos da pandemia de Covid-19 na economia têm um
impacto total de R$ 1,2 trilhão, equivalente a 17% do Produto Interno Bruto (PIB).
➢ Já as medidas de cunho fiscal anunciadas até o momento pelo governo somam R$
150 bilhões em termos diretos, mas chegam a R$ 300 bilhões quando incluídas
ações voltado ao crédito direto para empresas.
➢ No caso das políticas de cunho monetário adotadas pelo BC, a liberação total de
liquidez, de 17% do PIB, é quase seis vezes maior do que os 3,5% do PIB injetados
na crise financeira global de 2008.
➢ O impacto potencial sobre o crédito é também de R$ 1,2 trilhão.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: IMPACTO DAS MEDIDAS DO GOVERNO
9
PÁGINA 9
➢ O Conselho Monetário Nacional aprovou medidas que facilitam a renegociação de
dívidas de empresas e famílias junto ao sistema bancário, ao reduzir as
necessidades de provisionamento para créditos de liquidação duvidosa, e diminuiu
também as exigências de capital dos bancos para a concessão de empréstimos.
➢ Essas medidas se somam à redução de alíquotas de compulsórios sobre depósitos
a prazo, anunciada em 20 de fevereiro, de 31% para 25%, complementada por uma
nova redução, para 17%, em 20 de março.
➢ Pelo lado do impacto fiscal, as medidas anunciadas pelo governo até agora somam
R$ 150 bilhões, porém, a intervenção total do governo, que inclui financiamentos e
crédito às empresas, especialmente pequenas e médias, supera R$ 300 bilhões.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: IMPACTO DAS MEDIDAS DO GOVERNO
10
PÁGINA 10
➢ PORTOS: estão operando normalmente e o decreto federal sobre atividades
essenciais tem garantido o transporte interno de produtos agropecuários.
➢ A movimentação de cargas para dentro e fora do País foi decretada como uma
atividade essencial e os portos têm funcionado normalmente.
➢ Houve uma ameaça de paralisação dos estivadores no Porto de Santos (SP) no
começo de março, mas, por enquanto, o problema parece ter sido resolvido.
➢ FRETES: no transporte interno, ocorrem casos isolados de autoridades municipais
que restringiram a circulação de veículos, afetando a movimentação de agrícolas.
➢ Com o decreto federal que classifica como essenciais produção, transporte e
entrega de alimentos, as atividades devem ser mantidas durante a pandemia.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: SITUAÇÃO DA LOGÍSTICA
PÁGINA 11
➢ Soja (mai/20) alta de 0,09% a US$ 8,82/bushel – ajustes de posições
➢ Milho (mai/20) baixa de 1,37% a US$ 3,41/bushel – forte baixa do preço do petróleo
➢ Algodão (mai/20) baixa de 1,23% a 50,70 cents – forte baixa do preço do petróleo
➢ Café (mai/20) alta de 2,98% a 119,30 cents – recuperação técnica
➢ Açúcar (mai/20) forte baixa de 3,33% a 10,73 cents – desvalorização do Real
AGRONEGÓCIO: COTAÇÕES EXTERNAS E INTERNAS – 30/03/2020
ÍNDICE
➢ Soja (Paranaguá): tendência altista – R$ 100,66/saca 60 Kg (+1,86%)
➢ Milho (São Paulo): tendência altista – R$ 60,08/saca 60 Kg (+0,97%)
➢ Café (Minas Gerais): tendência altista – R$ 577,85/saca 60 Kg (+1,97%)
➢ Açúcar (São Paulo): tendência baixista – R$ 75,13/saca 50 Kg (-1,60%)
➢ Boi (São Paulo): tendência altista – R$ 203,16/arroba (+1,00%)
12
PÁGINA 12
ÍNDICE
-0,2% -1,3%
-6,3%
4,3%
15,3%
-31,0%
-13,6%
20,4%
34,7%
0,2% 2,7%
-10,3%
1,3%
2,3%
-24,9%
-27,2%
22,0%
19,4%
SOJA FARELO MILHO TRIGO ARROZ ALGODÃO AÇÚCAR CAFÉ DÓLAR
EVOLUÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO EXTERNO (%)
VAR 12 MESES (%) VAR 30 DIAS (%)
13
PÁGINA 13
ÍNDICE
1,50
2,00
2,50
3,00
3,50
4,00
4,50
5,00
5,50
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
TAXA DE CÂMBIO NO BRASIL (R$/US$) - MÉDIA MENSAL
14
PÁGINA 14
ÍNDICE
9,1%
45,0%
0,3%
24,3%
-14,7%
32,2%
54,2%
30,6%
34,7%
0,1%
19,9%
2,6%
14,9%
93,7%
4,0%
16,2% 14,2%
19,4%
CANA CAFÉ ALGODÃO TRIGO FEIJÃO ARROZ MILHO SOJA DÓLAR
EVOLUÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO INTERNO (%)
VAR 12 MESES (%) VAR 30 DIAS (%)
maio | 2018
PÁGINA 15
CULTURA
EVOLUÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO DOMÉSTICO
VARIAÇÃO ÚLTIMOS 30 DIAS VARIAÇÃO ÚLTIMOS 12 MESES
SOJA +14,2% +30,6%
MILHO +16,2% +54,2%
ARROZ +4,0% +32,2%
TRIGO +14,9% +24,3%
FEIJÃO +93,7% -14,7%
ALGODÃO +2,6% +0,3%
CAFÉ +19,9% +45,0%
AÇÚCAR -5,1% +13,2%
DÓLAR +19,4% +34,7%
PÁGINA 16
➢ VAREJO: desde o início da semana passada, quando o avanço do Covid-19 no país
determinou o isolamento social, ocorreu uma corrida aos supermercados com o
objetivo de estocar alimentos essenciais nos domicílios.
➢ A alta brusca da demanda provocou demora no atendimento online e presencial,
falta de produtos e também reajustes de preço de produtos básicos.
➢ Dentre os produtos que apresentaram altas mais elevadas na última semana,
destacam-se: feijão (+50,3%), arroz (+9,8%), leite longa vida (+36,4%), batata
(+64,5%), cebola (+36,1%), alho (+18,2%) e tahiti (+72,1%).
➢ Nas próximas semanas, a tendência é estabilização de preços, com redução do
movimento no varejo, ofertas suficientes com reposição dos estoques.
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
ÍNDICE
PÁGINA 17
➢ SOJA: no mercado físico brasileiros, os preços registram novas altas, puxadas pela
forte escalada do dólar, que atingiu a 2ª maior cotação da história, levando a
cotação nos portos brasileiros para patamares entre R$ 101 e R$ 102/saca 60 Kg.
➢ O dólar à vista fechou a segunda-feira (30/03) em alta de 1,47%, cotado a R$
5,1815, a segunda maior cotação da história.
➢ As exportações crescem com avanço da colheita em todas as regiões, a demanda
é aquecida para vendas externas e, também, para esmagamento interno.
➢ As indústrias nacionais têm acirrado a competição com os compradores externos
pelo grão, com repasses das valorizações do grão aos derivados, já que a demanda
por farelo e óleo está firme e pode aumentar ainda mais.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 18
ÍNDICE
70,00
72,00
74,00
76,00
78,00
80,00
82,00
84,00
86,00
88,00
90,00
92,00
94,00
96,00
98,00
100,00
102,00
104,00
2019
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
2020
FEV
MAR
SOJA EM GRÃOS: PREÇO DIÁRIO FAS PORTO DE PARANAGUÁ - R$/60 KG
ÍNDICE PÁGINA 19
46,8%
64,5%
44,4%
64,7% 57,5% 55,7%
55,0% 51,7% 49,1% 49,7%
51,3%
-500,00
500,00
1.500,00
2.500,00
3.500,00
4.500,00
5.500,00
2009/2010
2010/2011
2011/2012
2012/2013
2013/2014
2014/2015
2015/2016
2016/2017
2017/2018
2018/2019
2019/2020
SOJA: CUSTO TOTAL DE PRODUÇÃO, RECEITA BRUTA, MARGEM
LÍQUIDA E EBITDA (R$ NOMINAIS) - SUL/SUDESTE
CUSTO DE PRODUÇÃO RECEITA BRUTA MARGEM LÍQUIDA EBITDA
ÍNDICE PÁGINA 20
27,9%
48,0% 45,2% 40,4%
45,4%
30,3% 26,0%
19,5%
29,2% 26,1%
27,3%
0,00
500,00
1.000,00
1.500,00
2.000,00
2.500,00
3.000,00
3.500,00
4.000,00
4.500,00
2009/2010
2010/2011
2011/2012
2012/2013
2013/2014
2014/2015
2015/2016
2016/2017
2017/2018
2018/2019
2019/2020
SOJA: CUSTOTOTAL DE PRODUÇÃO, RECEITA BRUTA, MARGEM
LÍQUIDA E EBITDA (R$ NOMINAIS) - CERRADOS
CUSTO DE PRODUÇÃO RECEITA BRUTA MARGEM LÍQUIDA EBITDA
PÁGINA 21
➢ ARROZ: tendência é de novas altas dos preços ao produtor, com consumidores
ainda formando estoques, porém, a partir do final deste 1º semestre, deverá haver
retração de demanda no varejo e acomodação das cotações, pois parte do
consumo nacional do 2º semestre foi absorvido no mês de março, com o receio do
agravamento da pandemia.
➢ FEIJÃO: preços do carioca se mantêm firmes nas principais regiões produtoras,
com o produto de notas 8,5/9,5 cotado entre R$ 210 a R$ 280 por saca de 60 Kg,
com as melhores mercadorias cotadas em até R$ 330,00 por saca de 60 Kg,
enquanto o feijão preto segue com cotações sustentadas, com negócios nas
regiões produtoras entre R$ 160 e R$ 230 por saca de 60 Kg,
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 22
➢ AÇÚCAR: com incertezas causadas pela pandemia de Covid-19, os consumidores
estão aumentando suas aquisições de mantimentos nos supermercados, e o
açúcar, que faz parte da cesta básica, foi um dos produtos que apresenta vendas
aquecidas nos últimos dias.
➢ No atacado, em São Paulo, o açúcar cristal empacotado está cotado a R$ 9,12 por
saca de 5 Kg, alta de 4,4% nos últimos sete dias.
➢ No longo prazo, os fundamentos são baixistas, com o dólar fortemente apreciado
em relação ao Real, podendo estimular as exportações brasileiras de açúcar e com
o petróleo tipo Brent abaixo dos US$ 30,00 por barril, o que poderá induzir a um
aumento na produção brasileira de açúcar e maior oferta internacional.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 23
➢ BOI: preços mais valorizados em importantes regiões de comercialização do País,
sustentados pelo retorno de frigoríficos às compras para reabastecer estoques a
fim de atender o mercado doméstico e também compromissos de exportação.
➢ Apesar das incertezas que a crise do Covid-19 provoca no mercado, a tendência é
de firmeza no mercado físico nos próximos dias, sobretudo porque as condições
das pastagens permitem que os pecuaristas limitem as ofertas.
➢ Além disso, a perspectiva é de que o consumo doméstico continue aquecido com a
aproximação do período de pagamento de salários.
➢ Os frigoríficos precisam comprar para reabastecer estoques, após uma demanda
mais aquecida no atacado de carne bovina na última semana.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 24
ÍNDICE
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
PETRÓLEO BRENT: COTAÇÕES MÉDIAS ANUAIS
US$/BARRIL
PÁGINA 25
ÍNDICE
0,00
0,20
0,40
0,60
0,80
1,00
1,20
1,40
1,60
1,80
PETRÓLEO BRENT X COMBUSTÍVEIS NO VAREJO
(MÉDIA BRASIL) - US$/LITRO
GASOLINA C ETANOL HIDRATADO PETRÓLEO
PÁGINA 26
ÍNDICE
0,00
0,20
0,40
0,60
0,80
1,00
1,20
1,40
1,60
1,80
2,00
2,20
2,40
ETANOL: PREÇOS DO HIDRATADO E DO ANIDRO FOB
USINAS DE SÃO PAULO - R$/LITRO
HIDRATADO ANIDRO
PÁGINA 27
ÍNDICE
40%
45%
50%
55%
60%
65%
70%
75%
80% 2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019-JAN
2019-FEB
2019-MAR
2019-APR
2019-MAY
2019-JUN
2019-JUL
2019-AUG
2019-SEP
2019-OCT
2019-NOV
2019-DEC
2020-JAN
2020-FEB
2020-MAR
COMBUSTÍVEIS: COMPETITIVIDADE DO ETANOL HIDRATADO EM
RELAÇÃO À GASOLINA NO VAREJO - MÉDIA BRASIL
HIDRATADO/GASOLINA NÍVEL COMPETITIVIDADE ETANOL
PÁGINA 28
ÍNDICE
PETRÓLEO
ETANOL
GASOLINA
USINA DE CANA
ETANOL AÇÚCAR
MIX DE PRODUÇÃO
OFERTA PREÇO
AÇÚCAR
PÁGINA 29
ÍNDICE
0,00
2,00
4,00
6,00
8,00
10,00
12,00
14,00
16,00
18,00
20,00
22,00
24,00
26,00
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
AÇÚCAR DEMERARA: COTAÇÕES FUTURAS NA ICE US (NEW
YORK) EM CENTS DE DÓLAR POR LIBRA-PESO
MÉDIA MENSAL MÉDIA 2010 A 2019
PÁGINA 30
ÍNDICE
0,00
10,00
20,00
30,00
40,00
50,00
60,00
70,00
80,00
90,00
100,00
110,00
AÇÚCAR CRISTAL: PREÇOS NO ATACADO SÃO PAULO
R$/50 KG
R$ US$
PÁGINA 31
➢ LEITE: preço ao produtor brasileiro subiu 1,42% em março e alcançou R$ 1,4376 por
litro, na média nacional, de acordo com dados do Cepea, da Esalq/USP.
➢ O valor se refere ao leite captado pelos laticínios no mês de fevereiro.
➢ O movimento de alta, que ocorre desde dezembro passado, deve-se à concorrência
entre laticínios pela matéria-prima diante da oferta limitada no País.
➢ A captação de leite recuou 7,9% no acumulado deste ano.
➢ A menor disponibilidade de leite em pleno período de safra resulta da instabilidade
climática e, além disso, a alta nos valores do concentrado (puxada pelo aumento
dos grãos) fornecido ao gado leiteiro e o maior abate de vacas leiteiras têm
desestimulado o incremento da produção de leite.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 32
➢ LÁCTEOS: ainda não foram captados efeitos da crise do Covid-19 sobre os preços
do leite ao produtor de leite em março, mas as cotações subiram no atacado.
➢ As incertezas entre os consumidores acerca da manutenção do abastecimento
levaram atacadistas e varejistas a intensificar a procura por derivados em março,
em especial do leite longa vida (UHT).
➢ No acumulado de março, o preço nominal do leite longa vida (UHT) recebido pelas
indústrias em São Paulo subiu 24,7%.
➢ Porém, o fechamento de restaurantes e bares afetou negativamente o consumo de
lácteos refrigerados, como queijos - que respondem por mais de 30% da alocação
do leite nas indústrias.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 33
➢ LÁCTEOS: no segmento de queijos, em regiões que direcionam maior parte da
matéria-prima para o produto, a coleta de leite no campo foi interrompida.
➢ O fechamento do comércio em geral e o esquema de delivery adotado pelos
restaurantes em vários Estados brasileiros por causa da quarentena como
prevenção ao coronavírus afetou a cadeia produtiva de queijo.
➢ As vendas recuaram 60% desde o início da quarentena, ao contrário das semanas
anteriores, quando a corrida aos supermercados para estocar alimentos provocou
uma aceleração no consumo do laticínio.
➢ Mas, com o fechamento do comércio e dos restaurantes as vendas despencaram.
➢ A cadeia depende bastante das vendas para alimentação fora de casa.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 34
➢ LÁCTEOS: no segmento de queijos, restaurantes e food service absorvem no
mínimo 30% da produção nacional, que é de 1,2 milhão de toneladas por ano.
➢ A maior parte do consumo é dos queijos prato, muçarela e requeijão, que perfazem
450 mil toneladas do total produzido por ano no País e são destinados, em sua
maioria, para restaurantes, pizzarias, lanchonetes e fast foods.
➢ Por mais que restaurantes possam operar em esquema de delivery, na quarentena,
as pessoas reduziram bastante o consumo deste tipo de serviço e a maior parte
está elaborando as refeições em casa.
➢ Como reflexo na redução expressiva no consumo, as indústrias reclamam da falta
de espaço nas câmaras frias para armazenar o produto que deixou de ser vendido.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 35
➢ OVOS: preço seguem em alta, com reajuste de 19,1% nos últimos sete dias e de
46,1% no acumulado dos últimos 12 meses, com disponibilidade insuficiente para
atender a demanda, pois os consumidores seguem formando estoques nesse
período de reclusão domiciliar.
➢ Os preços estão firmes e novos reajustes poderão ocorrer, já que a disponibilidade
ainda é baixa na cadeia de comercialização, com alto giro da mercadoria no varejo.
➢ Redes de supermercados, atacadistas e varejistas têm aumentado pedidos por
novos lotes de ovos, mas a oferta do produto está baixa desde o início de 2020.
➢ Com a semana atual é período de virada do mês e de recebimento de salários, deve
persistir a insuficiência de produto para atender a demanda, com preços firmes.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 36
➢ CEBOLA: alta de 30,5% ao produtor em sete dias na região de Ituporanga (SC) –
principal supridora nacional atualmente –, com redução das importações da
Argentina, que cessou envios para prevenir a disseminação do Covid-19.
➢ Diante da oferta reduzida no País – devido à redução dos estoques no Sul,
limitação no envio de cebolas da Argentina e entressafra e chuvas no Nordeste, os
preços registraram novos aumentos.
➢ Alguns atacadistas da Ceagesp estão fechando os boxes mais cedo devido à baixa
movimentação e redução dos pedidos, que vêm sendo feitos, em sua maioria, por
telefone ou por e-mail e, além disso, restaurantes e escolas encontram-se com
suas atividades reduzidas e paradas, impactando no consumo.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 37
➢ BATATA: após as fortes altas nos últimos dias, a tendência é de recuo dos preços
ao produtor, com demanda em queda pelos atacadistas, que diminuíram os
pedidos, gerando sobras de produto no mercado.
➢ O maior problema registrado nos últimos dias foi a demanda bastante reduzida por
hortícolas, diante da recomendação de isolamento domiciliar, e falta de transporte,
com dificuldades em escoar a produção aos centros consumidores.
➢ Atividades relacionadas ao abastecimento (beneficiamento, processamento,
escoamento, distribuição e comercialização) foram mantidas e ocorrem com certa
normalidade – tomando-se as precauções sanitárias recomendadas pelo Ministério
da Saúde.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 38
➢ TOMATE: tendência de baixa acentuada dos preços, diante da demanda bastante
reduzida, decorrente da recomendação de isolamento domiciliar, e a falta de
transporte, com dificuldades em escoar a produção aos centros consumidores.
➢ Com isso, pela segunda semana consecutiva, houve significativa desvalorização,
com os valores da caixa do tomate salada longa vida 3A de 18 a 20 Kg, nos
atacados cotados em: R$ 48,89 (-20,7%) na Ceagesp, R$ 49,32 (-34,5%) no Rio de
Janeiro (RJ) e R$ 55,00 (-19,5%) em Campinas (SP).
➢ Há sobras de produto e o cenário só não é mais severo, pois a oferta de tomate não
está elevada neste período do ano, mas deverá aumentar (diante da previsão de
aumento nas temperaturas), causando perdas, descartes e novas desvalorizações.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 39
➢ BANANA: a boa comercialização registrada na semana retrasada, diante do
anúncio do período de quarentena, não se repetiu na Ceagesp na última semana.
➢ Os principais compradores da fruta já estavam com seus estoques abastecidos e o
fim de mês geralmente é marcado por menores vendas.
➢ Assim, mesmo com a menor oferta, as cotações da banana nanica de 1ª qualidade
recuaram 7% nos últimos sete dias, para R$ 42,00/caixa de 22 Kg na Ceagesp.
➢ Outro fator que reduziu o comércio foi a paralisação nas atividades de escolas e
creches, que representam uma grande parcela deste mercado.
➢ Como a oferta de nanica deve aumentar, devido ao maior ritmo de colheita no Vale
do Ribeira (SP), as cotações da variedade tendem a ter novas reduções.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 40
➢ MAMÃO: a variedade havaí voltou a se valorizar em decorrência da menor oferta.
➢ No Norte do Espírito Santo, a variedade registrou média de R$ 0,76/Kg na última
semana, alta de 43% em relação à semana anterior.
➢ Porém, houve uma grande dispersão dos preços ao longo do período analisado,
muito devido ao mercado enfraquecido com a pandemia de Covid-19 no Brasil.
➢ A boa comercialização decorreu do boom de compras diante da incerteza
comercial das próximas semanas com o avanço do coronavírus no Brasil.
➢ Entretanto, os pedidos foram se reduzindo, pela menor procura da fruta, dado o
acúmulo de estoques no varejo e a dificuldade nos transportes de algumas regiões,
já que os caminhoneiros estão cobrando frete de ida e volta do trajeto.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 41
➢ MELÃO: os impactos do coronavírus começaram a limitar a comercialização na
Ceagesp, em decorrência do isolamento da população e da paralisação de
instituições, como escolas e restaurantes.
➢ Nos último dias, a demanda caiu consideravelmente, o que resultou em descontos.
➢ Mesmo diante das vendas enfraquecidas, o preço médio do melão pouco se alterou
nos últimos sete dias: o amarelo tipo 6 e 7 foi cotado a R$ 35,33 a caixa de 13 Kg,
estável em relação à semana anterior.
➢ O cenário de baixa oferta permanece, por conta do encerramento da safra do Rio
Grande do Norte/Ceará e da oferta ainda pequena do Vale do São Francisco
(BA/PE), mas a procura limitada devem impedir altas dos preços.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 42
➢ MANGA: no Vale do São Francisco (PE/BA), o mercado segue enfraquecido.
➢ A comercialização está muito limitada no mercado interno e também já houve
significativa queda das exportações, o que via gerar maior competição nas vendas
para o mercado doméstico.
➢ Com isso, houve nova queda nas cotações de ambas variedades nos últimos sete
dias: a palmer teve média de R$ 1,07/Kg (-6,2%) e a tommy, de R$ 0,81/Kg (-4,1%).
➢ O 1º semestre costuma ser um período de preços mais elevados, o que não vem
ocorrendo neste ano e, principalmente, nas últimas semanas.
➢ Além do efeito da pandemia de coronavírus, os preços não atingiram patamares
compatíveis com a oferta, visto que a disponibilidade nacional não é elevada.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 43
➢ CITROS: apesar de ainda estarem fora do estágio ideal de maturação, as laranjas
precoces da safra 2020/2021 têm sido comercializadas no mercado in natura para
suprir a baixa oferta de pera temporã e de tardias.
➢ Além disso, a moagem está desacelerada nas indústrias paulistas de suco, o que
implica no direcionamento quase exclusivo das frutas ao mercado de mesa.
➢ Dessa forma, nos últimos sete dias, a variedade hamlin registrou média de R$ 28,23
a caixa de 40,8 Kg, na árvore, alta de 7,7% frente à semana anterior, enquanto a
laranja pera teve leve alta (+0,6%), comercializada a R$ 35,77 a caixa de 40,8 Kg.
➢ Para a lima ácida tahiti, os preços subiram expressivamente, impulsionados pelo
elevado teor de vitamina C, com alta de 61,1% nos últimos sete dias.
ÍNDICE
AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
PÁGINA 44
Fontes de Consultas
ÍNDICE
Agências: Broadcast Agro, Reuters, Agência Brasil, Valor Econômico e Bloomberg
Cepea – Centro de Pesquisas Econômicas da Esalq/USP
MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
OMS – Organização Mundial da Saúde
ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
Elaboração: COGO INTELIGÊNCIA EM AGRONEGÓCIO
+55 51 32481117
+55 51 999867666
consultoria@carloscogo.com.br
www.carloscogo.com.br
@carloscogo

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  • 1. Report Diário: impactos do Covid-19 para o agronegócio global e brasileiro Overview 30/03/2020 Consolidado: 19h45
  • 2. PÁGINA 2 ➢ OMS: 775.306 casos de Covid-19 em 178 países e 37.083 mortes - até 30/03/2020, com letalidade de 4,7%. ➢ Brasil contabiliza 4.584 casos, com 143 mortes até 30/03/2020: letalidade de 3,1%. ➢ As mortes pelo novo coronavírus no Brasil chegaram a 143 nesta segunda-feira (30/03), um aumento de 23 óbitos na comparação com o dia anterior. ➢ O número de casos confirmados de Covid-19, de 4.584 infectados, representa aumento de 323 (7,5%) em relação ao dia anterior. ➢ São Paulo segue como o Estado mais afetado pelo novo coronavírus, com 1.517 casos diagnosticados. As outras unidades com mais casos são: Rio de Janeiro (657), Ceará (372), D. Federal (312), Minas Gerais (261) e Rio Grande do Sul (241). OVERVIEW 30/03/2020: STATUS DO COVID-19 ÍNDICE
  • 5. PÁGINA 5 ➢ A maioria das bolsas da Europa fechou em alta nesta segunda-feira (30/03), com apenas Madri em queda, com investidores assimilando medidas de contenção do Covid-19 por governos e informações de que o surto começa a recuar em alguns locais da Europa, como no Reino Unido, graças ao isolamento social. ➢ A esperança de uma vacina contra o coronavírus aliada ao avanço para criação de testes rápidos do vírus trouxe otimismo para os mercados acionários. ➢ O governo dos Estados Unidos percebeu que é necessário manter a quarentena até o final de abril – a notícia de que a ciência está orientando as decisões na maior economia do mundo deu ritmo aos mercados em Nova York e fôlego à Europa, que reverteu a tendência de queda vista na abertura. OVERVIEW 30/03/2020: CENÁRIO INTERNACIONAL ÍNDICE
  • 6. PÁGINA 6 ÍNDICE POSIÇÃO EM 30/03/2020 ÀS 18h500
  • 7. PÁGINA 7 ➢ O dólar à vista fechou a segunda-feira (30/03) em alta de 1,47%, cotado a R$ 5,1815, a segunda maior cotação da história, puxado por um dia de fortalecimento generalizado da moeda norte-americana, conforme agentes financeiros ainda buscam a segurança da divisa diante da perspectiva de recessão global. ➢ Petróleo (Brent) sofreu baixa de 5,47% na segunda-feira (30/03), para 26,42/barril – o menor valor em 18 anos, em meio às renovadas incertezas sobre o impacto do coronavírus na demanda global e a expansão da produção pela Arábia Saudita. ➢ Ibovespa fechou a segunda-feira (30/03) em alta de 1,65%, para 74.639 pontos, acompanhando o movimento de avanço das bolsas dos Estados Unidos, mas acumulando uma perda de 28,3% neste mês de março e 35,4% no ano. ÍNDICE OVERVIEW 30/03/2020: SITUAÇÃO NO BRASIL
  • 8. 8 PÁGINA 8 ➢ As medidas de aumento de liquidez anunciadas até aqui pelo Banco Central (BC) para mitigar os impactos negativos da pandemia de Covid-19 na economia têm um impacto total de R$ 1,2 trilhão, equivalente a 17% do Produto Interno Bruto (PIB). ➢ Já as medidas de cunho fiscal anunciadas até o momento pelo governo somam R$ 150 bilhões em termos diretos, mas chegam a R$ 300 bilhões quando incluídas ações voltado ao crédito direto para empresas. ➢ No caso das políticas de cunho monetário adotadas pelo BC, a liberação total de liquidez, de 17% do PIB, é quase seis vezes maior do que os 3,5% do PIB injetados na crise financeira global de 2008. ➢ O impacto potencial sobre o crédito é também de R$ 1,2 trilhão. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: IMPACTO DAS MEDIDAS DO GOVERNO
  • 9. 9 PÁGINA 9 ➢ O Conselho Monetário Nacional aprovou medidas que facilitam a renegociação de dívidas de empresas e famílias junto ao sistema bancário, ao reduzir as necessidades de provisionamento para créditos de liquidação duvidosa, e diminuiu também as exigências de capital dos bancos para a concessão de empréstimos. ➢ Essas medidas se somam à redução de alíquotas de compulsórios sobre depósitos a prazo, anunciada em 20 de fevereiro, de 31% para 25%, complementada por uma nova redução, para 17%, em 20 de março. ➢ Pelo lado do impacto fiscal, as medidas anunciadas pelo governo até agora somam R$ 150 bilhões, porém, a intervenção total do governo, que inclui financiamentos e crédito às empresas, especialmente pequenas e médias, supera R$ 300 bilhões. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: IMPACTO DAS MEDIDAS DO GOVERNO
  • 10. 10 PÁGINA 10 ➢ PORTOS: estão operando normalmente e o decreto federal sobre atividades essenciais tem garantido o transporte interno de produtos agropecuários. ➢ A movimentação de cargas para dentro e fora do País foi decretada como uma atividade essencial e os portos têm funcionado normalmente. ➢ Houve uma ameaça de paralisação dos estivadores no Porto de Santos (SP) no começo de março, mas, por enquanto, o problema parece ter sido resolvido. ➢ FRETES: no transporte interno, ocorrem casos isolados de autoridades municipais que restringiram a circulação de veículos, afetando a movimentação de agrícolas. ➢ Com o decreto federal que classifica como essenciais produção, transporte e entrega de alimentos, as atividades devem ser mantidas durante a pandemia. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: SITUAÇÃO DA LOGÍSTICA
  • 11. PÁGINA 11 ➢ Soja (mai/20) alta de 0,09% a US$ 8,82/bushel – ajustes de posições ➢ Milho (mai/20) baixa de 1,37% a US$ 3,41/bushel – forte baixa do preço do petróleo ➢ Algodão (mai/20) baixa de 1,23% a 50,70 cents – forte baixa do preço do petróleo ➢ Café (mai/20) alta de 2,98% a 119,30 cents – recuperação técnica ➢ Açúcar (mai/20) forte baixa de 3,33% a 10,73 cents – desvalorização do Real AGRONEGÓCIO: COTAÇÕES EXTERNAS E INTERNAS – 30/03/2020 ÍNDICE ➢ Soja (Paranaguá): tendência altista – R$ 100,66/saca 60 Kg (+1,86%) ➢ Milho (São Paulo): tendência altista – R$ 60,08/saca 60 Kg (+0,97%) ➢ Café (Minas Gerais): tendência altista – R$ 577,85/saca 60 Kg (+1,97%) ➢ Açúcar (São Paulo): tendência baixista – R$ 75,13/saca 50 Kg (-1,60%) ➢ Boi (São Paulo): tendência altista – R$ 203,16/arroba (+1,00%)
  • 12. 12 PÁGINA 12 ÍNDICE -0,2% -1,3% -6,3% 4,3% 15,3% -31,0% -13,6% 20,4% 34,7% 0,2% 2,7% -10,3% 1,3% 2,3% -24,9% -27,2% 22,0% 19,4% SOJA FARELO MILHO TRIGO ARROZ ALGODÃO AÇÚCAR CAFÉ DÓLAR EVOLUÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO EXTERNO (%) VAR 12 MESES (%) VAR 30 DIAS (%)
  • 14. 14 PÁGINA 14 ÍNDICE 9,1% 45,0% 0,3% 24,3% -14,7% 32,2% 54,2% 30,6% 34,7% 0,1% 19,9% 2,6% 14,9% 93,7% 4,0% 16,2% 14,2% 19,4% CANA CAFÉ ALGODÃO TRIGO FEIJÃO ARROZ MILHO SOJA DÓLAR EVOLUÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO INTERNO (%) VAR 12 MESES (%) VAR 30 DIAS (%)
  • 15. maio | 2018 PÁGINA 15 CULTURA EVOLUÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO DOMÉSTICO VARIAÇÃO ÚLTIMOS 30 DIAS VARIAÇÃO ÚLTIMOS 12 MESES SOJA +14,2% +30,6% MILHO +16,2% +54,2% ARROZ +4,0% +32,2% TRIGO +14,9% +24,3% FEIJÃO +93,7% -14,7% ALGODÃO +2,6% +0,3% CAFÉ +19,9% +45,0% AÇÚCAR -5,1% +13,2% DÓLAR +19,4% +34,7%
  • 16. PÁGINA 16 ➢ VAREJO: desde o início da semana passada, quando o avanço do Covid-19 no país determinou o isolamento social, ocorreu uma corrida aos supermercados com o objetivo de estocar alimentos essenciais nos domicílios. ➢ A alta brusca da demanda provocou demora no atendimento online e presencial, falta de produtos e também reajustes de preço de produtos básicos. ➢ Dentre os produtos que apresentaram altas mais elevadas na última semana, destacam-se: feijão (+50,3%), arroz (+9,8%), leite longa vida (+36,4%), batata (+64,5%), cebola (+36,1%), alho (+18,2%) e tahiti (+72,1%). ➢ Nas próximas semanas, a tendência é estabilização de preços, com redução do movimento no varejo, ofertas suficientes com reposição dos estoques. AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS ÍNDICE
  • 17. PÁGINA 17 ➢ SOJA: no mercado físico brasileiros, os preços registram novas altas, puxadas pela forte escalada do dólar, que atingiu a 2ª maior cotação da história, levando a cotação nos portos brasileiros para patamares entre R$ 101 e R$ 102/saca 60 Kg. ➢ O dólar à vista fechou a segunda-feira (30/03) em alta de 1,47%, cotado a R$ 5,1815, a segunda maior cotação da história. ➢ As exportações crescem com avanço da colheita em todas as regiões, a demanda é aquecida para vendas externas e, também, para esmagamento interno. ➢ As indústrias nacionais têm acirrado a competição com os compradores externos pelo grão, com repasses das valorizações do grão aos derivados, já que a demanda por farelo e óleo está firme e pode aumentar ainda mais. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 19. ÍNDICE PÁGINA 19 46,8% 64,5% 44,4% 64,7% 57,5% 55,7% 55,0% 51,7% 49,1% 49,7% 51,3% -500,00 500,00 1.500,00 2.500,00 3.500,00 4.500,00 5.500,00 2009/2010 2010/2011 2011/2012 2012/2013 2013/2014 2014/2015 2015/2016 2016/2017 2017/2018 2018/2019 2019/2020 SOJA: CUSTO TOTAL DE PRODUÇÃO, RECEITA BRUTA, MARGEM LÍQUIDA E EBITDA (R$ NOMINAIS) - SUL/SUDESTE CUSTO DE PRODUÇÃO RECEITA BRUTA MARGEM LÍQUIDA EBITDA
  • 20. ÍNDICE PÁGINA 20 27,9% 48,0% 45,2% 40,4% 45,4% 30,3% 26,0% 19,5% 29,2% 26,1% 27,3% 0,00 500,00 1.000,00 1.500,00 2.000,00 2.500,00 3.000,00 3.500,00 4.000,00 4.500,00 2009/2010 2010/2011 2011/2012 2012/2013 2013/2014 2014/2015 2015/2016 2016/2017 2017/2018 2018/2019 2019/2020 SOJA: CUSTOTOTAL DE PRODUÇÃO, RECEITA BRUTA, MARGEM LÍQUIDA E EBITDA (R$ NOMINAIS) - CERRADOS CUSTO DE PRODUÇÃO RECEITA BRUTA MARGEM LÍQUIDA EBITDA
  • 21. PÁGINA 21 ➢ ARROZ: tendência é de novas altas dos preços ao produtor, com consumidores ainda formando estoques, porém, a partir do final deste 1º semestre, deverá haver retração de demanda no varejo e acomodação das cotações, pois parte do consumo nacional do 2º semestre foi absorvido no mês de março, com o receio do agravamento da pandemia. ➢ FEIJÃO: preços do carioca se mantêm firmes nas principais regiões produtoras, com o produto de notas 8,5/9,5 cotado entre R$ 210 a R$ 280 por saca de 60 Kg, com as melhores mercadorias cotadas em até R$ 330,00 por saca de 60 Kg, enquanto o feijão preto segue com cotações sustentadas, com negócios nas regiões produtoras entre R$ 160 e R$ 230 por saca de 60 Kg, ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 22. PÁGINA 22 ➢ AÇÚCAR: com incertezas causadas pela pandemia de Covid-19, os consumidores estão aumentando suas aquisições de mantimentos nos supermercados, e o açúcar, que faz parte da cesta básica, foi um dos produtos que apresenta vendas aquecidas nos últimos dias. ➢ No atacado, em São Paulo, o açúcar cristal empacotado está cotado a R$ 9,12 por saca de 5 Kg, alta de 4,4% nos últimos sete dias. ➢ No longo prazo, os fundamentos são baixistas, com o dólar fortemente apreciado em relação ao Real, podendo estimular as exportações brasileiras de açúcar e com o petróleo tipo Brent abaixo dos US$ 30,00 por barril, o que poderá induzir a um aumento na produção brasileira de açúcar e maior oferta internacional. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 23. PÁGINA 23 ➢ BOI: preços mais valorizados em importantes regiões de comercialização do País, sustentados pelo retorno de frigoríficos às compras para reabastecer estoques a fim de atender o mercado doméstico e também compromissos de exportação. ➢ Apesar das incertezas que a crise do Covid-19 provoca no mercado, a tendência é de firmeza no mercado físico nos próximos dias, sobretudo porque as condições das pastagens permitem que os pecuaristas limitem as ofertas. ➢ Além disso, a perspectiva é de que o consumo doméstico continue aquecido com a aproximação do período de pagamento de salários. ➢ Os frigoríficos precisam comprar para reabastecer estoques, após uma demanda mais aquecida no atacado de carne bovina na última semana. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 25. PÁGINA 25 ÍNDICE 0,00 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40 1,60 1,80 PETRÓLEO BRENT X COMBUSTÍVEIS NO VAREJO (MÉDIA BRASIL) - US$/LITRO GASOLINA C ETANOL HIDRATADO PETRÓLEO
  • 26. PÁGINA 26 ÍNDICE 0,00 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40 1,60 1,80 2,00 2,20 2,40 ETANOL: PREÇOS DO HIDRATADO E DO ANIDRO FOB USINAS DE SÃO PAULO - R$/LITRO HIDRATADO ANIDRO
  • 28. PÁGINA 28 ÍNDICE PETRÓLEO ETANOL GASOLINA USINA DE CANA ETANOL AÇÚCAR MIX DE PRODUÇÃO OFERTA PREÇO AÇÚCAR
  • 29. PÁGINA 29 ÍNDICE 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 16,00 18,00 20,00 22,00 24,00 26,00 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 AÇÚCAR DEMERARA: COTAÇÕES FUTURAS NA ICE US (NEW YORK) EM CENTS DE DÓLAR POR LIBRA-PESO MÉDIA MENSAL MÉDIA 2010 A 2019
  • 31. PÁGINA 31 ➢ LEITE: preço ao produtor brasileiro subiu 1,42% em março e alcançou R$ 1,4376 por litro, na média nacional, de acordo com dados do Cepea, da Esalq/USP. ➢ O valor se refere ao leite captado pelos laticínios no mês de fevereiro. ➢ O movimento de alta, que ocorre desde dezembro passado, deve-se à concorrência entre laticínios pela matéria-prima diante da oferta limitada no País. ➢ A captação de leite recuou 7,9% no acumulado deste ano. ➢ A menor disponibilidade de leite em pleno período de safra resulta da instabilidade climática e, além disso, a alta nos valores do concentrado (puxada pelo aumento dos grãos) fornecido ao gado leiteiro e o maior abate de vacas leiteiras têm desestimulado o incremento da produção de leite. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 32. PÁGINA 32 ➢ LÁCTEOS: ainda não foram captados efeitos da crise do Covid-19 sobre os preços do leite ao produtor de leite em março, mas as cotações subiram no atacado. ➢ As incertezas entre os consumidores acerca da manutenção do abastecimento levaram atacadistas e varejistas a intensificar a procura por derivados em março, em especial do leite longa vida (UHT). ➢ No acumulado de março, o preço nominal do leite longa vida (UHT) recebido pelas indústrias em São Paulo subiu 24,7%. ➢ Porém, o fechamento de restaurantes e bares afetou negativamente o consumo de lácteos refrigerados, como queijos - que respondem por mais de 30% da alocação do leite nas indústrias. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 33. PÁGINA 33 ➢ LÁCTEOS: no segmento de queijos, em regiões que direcionam maior parte da matéria-prima para o produto, a coleta de leite no campo foi interrompida. ➢ O fechamento do comércio em geral e o esquema de delivery adotado pelos restaurantes em vários Estados brasileiros por causa da quarentena como prevenção ao coronavírus afetou a cadeia produtiva de queijo. ➢ As vendas recuaram 60% desde o início da quarentena, ao contrário das semanas anteriores, quando a corrida aos supermercados para estocar alimentos provocou uma aceleração no consumo do laticínio. ➢ Mas, com o fechamento do comércio e dos restaurantes as vendas despencaram. ➢ A cadeia depende bastante das vendas para alimentação fora de casa. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 34. PÁGINA 34 ➢ LÁCTEOS: no segmento de queijos, restaurantes e food service absorvem no mínimo 30% da produção nacional, que é de 1,2 milhão de toneladas por ano. ➢ A maior parte do consumo é dos queijos prato, muçarela e requeijão, que perfazem 450 mil toneladas do total produzido por ano no País e são destinados, em sua maioria, para restaurantes, pizzarias, lanchonetes e fast foods. ➢ Por mais que restaurantes possam operar em esquema de delivery, na quarentena, as pessoas reduziram bastante o consumo deste tipo de serviço e a maior parte está elaborando as refeições em casa. ➢ Como reflexo na redução expressiva no consumo, as indústrias reclamam da falta de espaço nas câmaras frias para armazenar o produto que deixou de ser vendido. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 35. PÁGINA 35 ➢ OVOS: preço seguem em alta, com reajuste de 19,1% nos últimos sete dias e de 46,1% no acumulado dos últimos 12 meses, com disponibilidade insuficiente para atender a demanda, pois os consumidores seguem formando estoques nesse período de reclusão domiciliar. ➢ Os preços estão firmes e novos reajustes poderão ocorrer, já que a disponibilidade ainda é baixa na cadeia de comercialização, com alto giro da mercadoria no varejo. ➢ Redes de supermercados, atacadistas e varejistas têm aumentado pedidos por novos lotes de ovos, mas a oferta do produto está baixa desde o início de 2020. ➢ Com a semana atual é período de virada do mês e de recebimento de salários, deve persistir a insuficiência de produto para atender a demanda, com preços firmes. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 36. PÁGINA 36 ➢ CEBOLA: alta de 30,5% ao produtor em sete dias na região de Ituporanga (SC) – principal supridora nacional atualmente –, com redução das importações da Argentina, que cessou envios para prevenir a disseminação do Covid-19. ➢ Diante da oferta reduzida no País – devido à redução dos estoques no Sul, limitação no envio de cebolas da Argentina e entressafra e chuvas no Nordeste, os preços registraram novos aumentos. ➢ Alguns atacadistas da Ceagesp estão fechando os boxes mais cedo devido à baixa movimentação e redução dos pedidos, que vêm sendo feitos, em sua maioria, por telefone ou por e-mail e, além disso, restaurantes e escolas encontram-se com suas atividades reduzidas e paradas, impactando no consumo. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 37. PÁGINA 37 ➢ BATATA: após as fortes altas nos últimos dias, a tendência é de recuo dos preços ao produtor, com demanda em queda pelos atacadistas, que diminuíram os pedidos, gerando sobras de produto no mercado. ➢ O maior problema registrado nos últimos dias foi a demanda bastante reduzida por hortícolas, diante da recomendação de isolamento domiciliar, e falta de transporte, com dificuldades em escoar a produção aos centros consumidores. ➢ Atividades relacionadas ao abastecimento (beneficiamento, processamento, escoamento, distribuição e comercialização) foram mantidas e ocorrem com certa normalidade – tomando-se as precauções sanitárias recomendadas pelo Ministério da Saúde. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 38. PÁGINA 38 ➢ TOMATE: tendência de baixa acentuada dos preços, diante da demanda bastante reduzida, decorrente da recomendação de isolamento domiciliar, e a falta de transporte, com dificuldades em escoar a produção aos centros consumidores. ➢ Com isso, pela segunda semana consecutiva, houve significativa desvalorização, com os valores da caixa do tomate salada longa vida 3A de 18 a 20 Kg, nos atacados cotados em: R$ 48,89 (-20,7%) na Ceagesp, R$ 49,32 (-34,5%) no Rio de Janeiro (RJ) e R$ 55,00 (-19,5%) em Campinas (SP). ➢ Há sobras de produto e o cenário só não é mais severo, pois a oferta de tomate não está elevada neste período do ano, mas deverá aumentar (diante da previsão de aumento nas temperaturas), causando perdas, descartes e novas desvalorizações. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 39. PÁGINA 39 ➢ BANANA: a boa comercialização registrada na semana retrasada, diante do anúncio do período de quarentena, não se repetiu na Ceagesp na última semana. ➢ Os principais compradores da fruta já estavam com seus estoques abastecidos e o fim de mês geralmente é marcado por menores vendas. ➢ Assim, mesmo com a menor oferta, as cotações da banana nanica de 1ª qualidade recuaram 7% nos últimos sete dias, para R$ 42,00/caixa de 22 Kg na Ceagesp. ➢ Outro fator que reduziu o comércio foi a paralisação nas atividades de escolas e creches, que representam uma grande parcela deste mercado. ➢ Como a oferta de nanica deve aumentar, devido ao maior ritmo de colheita no Vale do Ribeira (SP), as cotações da variedade tendem a ter novas reduções. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 40. PÁGINA 40 ➢ MAMÃO: a variedade havaí voltou a se valorizar em decorrência da menor oferta. ➢ No Norte do Espírito Santo, a variedade registrou média de R$ 0,76/Kg na última semana, alta de 43% em relação à semana anterior. ➢ Porém, houve uma grande dispersão dos preços ao longo do período analisado, muito devido ao mercado enfraquecido com a pandemia de Covid-19 no Brasil. ➢ A boa comercialização decorreu do boom de compras diante da incerteza comercial das próximas semanas com o avanço do coronavírus no Brasil. ➢ Entretanto, os pedidos foram se reduzindo, pela menor procura da fruta, dado o acúmulo de estoques no varejo e a dificuldade nos transportes de algumas regiões, já que os caminhoneiros estão cobrando frete de ida e volta do trajeto. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 41. PÁGINA 41 ➢ MELÃO: os impactos do coronavírus começaram a limitar a comercialização na Ceagesp, em decorrência do isolamento da população e da paralisação de instituições, como escolas e restaurantes. ➢ Nos último dias, a demanda caiu consideravelmente, o que resultou em descontos. ➢ Mesmo diante das vendas enfraquecidas, o preço médio do melão pouco se alterou nos últimos sete dias: o amarelo tipo 6 e 7 foi cotado a R$ 35,33 a caixa de 13 Kg, estável em relação à semana anterior. ➢ O cenário de baixa oferta permanece, por conta do encerramento da safra do Rio Grande do Norte/Ceará e da oferta ainda pequena do Vale do São Francisco (BA/PE), mas a procura limitada devem impedir altas dos preços. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 42. PÁGINA 42 ➢ MANGA: no Vale do São Francisco (PE/BA), o mercado segue enfraquecido. ➢ A comercialização está muito limitada no mercado interno e também já houve significativa queda das exportações, o que via gerar maior competição nas vendas para o mercado doméstico. ➢ Com isso, houve nova queda nas cotações de ambas variedades nos últimos sete dias: a palmer teve média de R$ 1,07/Kg (-6,2%) e a tommy, de R$ 0,81/Kg (-4,1%). ➢ O 1º semestre costuma ser um período de preços mais elevados, o que não vem ocorrendo neste ano e, principalmente, nas últimas semanas. ➢ Além do efeito da pandemia de coronavírus, os preços não atingiram patamares compatíveis com a oferta, visto que a disponibilidade nacional não é elevada. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 43. PÁGINA 43 ➢ CITROS: apesar de ainda estarem fora do estágio ideal de maturação, as laranjas precoces da safra 2020/2021 têm sido comercializadas no mercado in natura para suprir a baixa oferta de pera temporã e de tardias. ➢ Além disso, a moagem está desacelerada nas indústrias paulistas de suco, o que implica no direcionamento quase exclusivo das frutas ao mercado de mesa. ➢ Dessa forma, nos últimos sete dias, a variedade hamlin registrou média de R$ 28,23 a caixa de 40,8 Kg, na árvore, alta de 7,7% frente à semana anterior, enquanto a laranja pera teve leve alta (+0,6%), comercializada a R$ 35,77 a caixa de 40,8 Kg. ➢ Para a lima ácida tahiti, os preços subiram expressivamente, impulsionados pelo elevado teor de vitamina C, com alta de 61,1% nos últimos sete dias. ÍNDICE AGRONEGÓCIO: O MOVIMENTO DOS PREÇOS AGRÍCOLAS
  • 44. PÁGINA 44 Fontes de Consultas ÍNDICE Agências: Broadcast Agro, Reuters, Agência Brasil, Valor Econômico e Bloomberg Cepea – Centro de Pesquisas Econômicas da Esalq/USP MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos OMS – Organização Mundial da Saúde ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Elaboração: COGO INTELIGÊNCIA EM AGRONEGÓCIO
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