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SOROS E
VACINAS
PROF. LUCAS BELFORT
HISTÓRICO
▶ Edward Jenner (Século XVIII)
▶ Varíola bovina (vacínia) conferia proteção contra a varíola humana;
▶ 1796: Inoculação com a varíola bovina protegia contra a varíola humana
–
surgimento do termo “Vacinação”;
▶ 1979: Uso da vacinação contra a varíola de forma universal pela OMS
- Erradicação da varíola;
▶ Robert Koch (Século XIX)
▶ Microrganismos causavam doenças infecciosas;
▶ Louis Pasteur
▶ 1880: vacina contra cólera e vacina antirrábica;
http://www.biography.co
m
en.wikipedia.or
g
estoriasdahistoria12.blogspot.co
m
INTRODUÇÃO
▶ Funções da resposta
imune
▶ Reconhecimento;
▶ Funções efetoras;
▶ Regulação imune;
▶ Memória imunológica;
Imunoprofilaxi
a
▶ Conjunto de métodos terapêuticos preventivos e
curativos utilizando a resposta imune como mecanismo
de ação na produção dos produtos terapêuticos;
IMUNIDADE ATIVA E PASSIVA
Tipo Aquisição através de...
Imunidade passiva Anticorpo materno
Imunoglobulinas
Imunidade ativa Infecção natural
Vacinas
Organismos atenuados
Organismos inativados
IMUNIZAÇÃO
PASSIVA
▶ Natural:
▶ O feto recebe IgG materno através da placenta;
▶ Transferência de IgA materno durante a amamentação;
▶ Artificial:
▶ Transferência de anticorpos: comumente utilizada em doenças fatais
causadas
por toxinas, tais como o tétano;
▶ Anticorpos contra veneno de serpente podem ser salvadores
quando administrados após a picada;
▶ Desvantagens: transmissão de doenças, reação contra Ig (doença do
soro);
▶ A imunidade passiva tem vida curta porque o hospedeiro não responde
à imunização, e a proteção dura apenas o tempo em que os anticorpos
injetados persistem.
▶ Não induz memória.
EXIGÊNCIAS PARA UMA VACINA
EFETIVA
▶ Varia de acordo com a natureza do organismo infectante:
▶ Extracelulares: anticorpos;
▶ Intracelulares: resposta T CD8+;
▶ Defesa ao ponto de entrada do organismo: estímulo da
imunidade mucosa;
▶ As respostas imunes geralmente envolvem anticorpos dirigidos
contra múltiplos epítopos, e apenas alguns desses anticorpos
conferem proteção;
▶ As vacinas são eficazes se o agente infeccioso não estabelecer
latência, se não sofrer variação antigênica e se não interferir
na resposta imune do hospedeiro (caso do HIV);
▶ As vacinas são mais eficazes contra infecções que são limitadas
aos hospedeiros humanos e não apresentam reservatórios
animais;
CARACTERÍSTICAS DE VACINAS
EFETIVAS
Segurança A vacina não deve causar doença ou
morte
Proteção A vacina deve proteger contra a doença
resultante da exposição ao patógeno
vivo
Fornecer proteção prolongada Proteção contra a doença deve durar
muitos anos
Induzir anticorpos neutralizantes Alguns patógenos (como o vírus da
pólio) infectam células que não podem
ser substituídas (Ex: neurônios). O
anticorpo neutralizante é essencial
para prevenir a infecção de tais células
Induzir células T protetoras Alguns patógenos, particularmente os
intracelulares, são mais efetivamente
atacados por meio de respostas
mediadas por células
Considerações práticas Baixo custo por dose
Estabilidade biológica
Fácil administração
Poucos efeitos
colaterais
A VIA DE VACINAÇÃO É UM
IMPORTANTE DETERMINANTE DE
SUCESSO
▶ Subcutânea>intraperitoneal>intravenosa ou intragástrica
▶ Subcutânea: antígenos são capturados pelas células
de Langerhans;
▶ Injeção
▶ Desvantagens:
▶ Dolorosas, caras, requerem agulhas, seringas e um aplicador treinado;
▶ Impopulares junto ao receptor, reduzindo a aceitação;
▶ Vacinação em massa é trabalhosa;
▶ Problema imunológico: não é a via mais eficaz, uma vez que não imita a
via
usual de entrada da maioria dos patógenos;
▶ A vacina Sabin de vírus da poliomielite é administrado por via
oral (Zé Gotinha);
A EFICÁCIA DE UMA VACINA PODE SER
AUMENTADA DIRIGINDO-A PARA OS LOCAIS
DE APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS
▶ Estratégias para o aumento da eficácia na apresentação de
antígenos:
▶ Impedir a proteólise do antígeno quando está se dirigindo para
as APCs (por isso muitas vacinas são injetáveis, pois por via
oral, são digeridas);
▶ Dirigir seletivamente a vacina para as APCs
▶ Revestimento com manose (para aumentar a captura com receptores de
manose);
▶ Antígenos ligados a proteínas de membrana associados aos lisossomas e
endossomas;
▶ Antígeno acoplado com anticorpos (opsonização);
▶ Desenvolver métodos de Engenharia Genética para a captação
seletiva de antígeno dentro das células;
Atenuad
as
Organismos inteiros
Inativad
as
DIFERENÇAS ENTRE VACINAS
ATENUADAS E INATIVADAS
VACINAS ATENUADAS
Vacina contra a tuberculose (BCG)
Vacina oral contra a poliomielite (tipo Sabin)
Vacina contra o sarampo
Vacina contra a rubéola
Vacina contra a caxumba
Vacina tríplice viral (contra sarampo/ caxumba/
rubéola)
Vacina dupla viral (contra sarampo/
rubéola) Vacina contra a catapora
(varicela)
Vacina contra a varíola
Vacina contra a febre amarela
BCG
Bacilo de Calmete-Guérin (M. bovis)
13 anos de atenuação, através de 231
passagens em meio de cultura.
• 1921 – início dos ensaios clínicos
• 1927 – liberado para uso humano
• 1929 – 72 crianças mortas após vacinação
•Contaminação com cepa virulenta de
M.tuberculosis
Vacina humana mais antiga em uso
BCG
Composição:
- Bacilos vivos atenuados de Mycobacterium
bovis
e glutamato de sódio.
Aplicação intradérmica
Músculo deltoide, braço direito
Formação de pápula 🡪 pústula 🡪 úlcera (3
meses)
Dose única ao nascer
CONTRA-INDICAÇÕES
Imunodeficientes e
imunocomprometidos;
Crianças com peso inferior a 2 kg;
Lesões ativas extensas na pele.
POLIOMIELITE OU PARALISIA INFANTIL
•Enterovírus (RNA) – 3 sorotipos;
•Infecção fecal-oral ou oral-oral;
•Faringe 🡪 Intestino 🡪 Vasos linfáticos e
sanguíneos
🡪 Sistema nervoso central (3%);
•Destruição de neurônios motores 🡪 paralisia
flácida em membros inferiores (1%);
•Infecção em células nervosas que controlam
músculos respiratórios e da deglutição 🡪
Morte
VACINAS INATIVADAS
1.Microorganismos inteiros e inativados por meios físicos ou
químicos, geralmente o formaldeído, de tal modo que perdem sua
capacidade infecciosa, mas mantêm suas propriedades protetoras.
2. Produtos tóxicos dos microrganismos inativados.
3. Vacinas de Subunidades ou de fragmentos de microorganismos.
4. Vacinas obtidas por engenharia genética.

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  • 1. SOROS E VACINAS PROF. LUCAS BELFORT HISTÓRICO ▶ Edward Jenner (Século XVIII) ▶ Varíola bovina (vacínia) conferia proteção contra a varíola humana; ▶ 1796: Inoculação com a varíola bovina protegia contra a varíola humana – surgimento do termo “Vacinação”; ▶ 1979: Uso da vacinação contra a varíola de forma universal pela OMS - Erradicação da varíola; ▶ Robert Koch (Século XIX) ▶ Microrganismos causavam doenças infecciosas; ▶ Louis Pasteur ▶ 1880: vacina contra cólera e vacina antirrábica; http://www.biography.co m en.wikipedia.or g estoriasdahistoria12.blogspot.co m INTRODUÇÃO ▶ Funções da resposta imune ▶ Reconhecimento; ▶ Funções efetoras; ▶ Regulação imune; ▶ Memória imunológica; Imunoprofilaxi a ▶ Conjunto de métodos terapêuticos preventivos e curativos utilizando a resposta imune como mecanismo de ação na produção dos produtos terapêuticos;
  • 2. IMUNIDADE ATIVA E PASSIVA Tipo Aquisição através de... Imunidade passiva Anticorpo materno Imunoglobulinas Imunidade ativa Infecção natural Vacinas Organismos atenuados Organismos inativados IMUNIZAÇÃO PASSIVA ▶ Natural: ▶ O feto recebe IgG materno através da placenta; ▶ Transferência de IgA materno durante a amamentação; ▶ Artificial: ▶ Transferência de anticorpos: comumente utilizada em doenças fatais causadas por toxinas, tais como o tétano; ▶ Anticorpos contra veneno de serpente podem ser salvadores quando administrados após a picada; ▶ Desvantagens: transmissão de doenças, reação contra Ig (doença do soro); ▶ A imunidade passiva tem vida curta porque o hospedeiro não responde à imunização, e a proteção dura apenas o tempo em que os anticorpos injetados persistem. ▶ Não induz memória. EXIGÊNCIAS PARA UMA VACINA EFETIVA ▶ Varia de acordo com a natureza do organismo infectante: ▶ Extracelulares: anticorpos; ▶ Intracelulares: resposta T CD8+; ▶ Defesa ao ponto de entrada do organismo: estímulo da imunidade mucosa; ▶ As respostas imunes geralmente envolvem anticorpos dirigidos contra múltiplos epítopos, e apenas alguns desses anticorpos conferem proteção; ▶ As vacinas são eficazes se o agente infeccioso não estabelecer latência, se não sofrer variação antigênica e se não interferir na resposta imune do hospedeiro (caso do HIV); ▶ As vacinas são mais eficazes contra infecções que são limitadas aos hospedeiros humanos e não apresentam reservatórios animais; CARACTERÍSTICAS DE VACINAS EFETIVAS Segurança A vacina não deve causar doença ou morte Proteção A vacina deve proteger contra a doença resultante da exposição ao patógeno vivo Fornecer proteção prolongada Proteção contra a doença deve durar muitos anos Induzir anticorpos neutralizantes Alguns patógenos (como o vírus da pólio) infectam células que não podem ser substituídas (Ex: neurônios). O anticorpo neutralizante é essencial para prevenir a infecção de tais células Induzir células T protetoras Alguns patógenos, particularmente os intracelulares, são mais efetivamente atacados por meio de respostas mediadas por células Considerações práticas Baixo custo por dose Estabilidade biológica Fácil administração Poucos efeitos colaterais
  • 3. A VIA DE VACINAÇÃO É UM IMPORTANTE DETERMINANTE DE SUCESSO ▶ Subcutânea>intraperitoneal>intravenosa ou intragástrica ▶ Subcutânea: antígenos são capturados pelas células de Langerhans; ▶ Injeção ▶ Desvantagens: ▶ Dolorosas, caras, requerem agulhas, seringas e um aplicador treinado; ▶ Impopulares junto ao receptor, reduzindo a aceitação; ▶ Vacinação em massa é trabalhosa; ▶ Problema imunológico: não é a via mais eficaz, uma vez que não imita a via usual de entrada da maioria dos patógenos; ▶ A vacina Sabin de vírus da poliomielite é administrado por via oral (Zé Gotinha); A EFICÁCIA DE UMA VACINA PODE SER AUMENTADA DIRIGINDO-A PARA OS LOCAIS DE APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS ▶ Estratégias para o aumento da eficácia na apresentação de antígenos: ▶ Impedir a proteólise do antígeno quando está se dirigindo para as APCs (por isso muitas vacinas são injetáveis, pois por via oral, são digeridas); ▶ Dirigir seletivamente a vacina para as APCs ▶ Revestimento com manose (para aumentar a captura com receptores de manose); ▶ Antígenos ligados a proteínas de membrana associados aos lisossomas e endossomas; ▶ Antígeno acoplado com anticorpos (opsonização); ▶ Desenvolver métodos de Engenharia Genética para a captação seletiva de antígeno dentro das células; Atenuad as Organismos inteiros Inativad as DIFERENÇAS ENTRE VACINAS ATENUADAS E INATIVADAS
  • 4. VACINAS ATENUADAS Vacina contra a tuberculose (BCG) Vacina oral contra a poliomielite (tipo Sabin) Vacina contra o sarampo Vacina contra a rubéola Vacina contra a caxumba Vacina tríplice viral (contra sarampo/ caxumba/ rubéola) Vacina dupla viral (contra sarampo/ rubéola) Vacina contra a catapora (varicela) Vacina contra a varíola Vacina contra a febre amarela BCG Bacilo de Calmete-Guérin (M. bovis) 13 anos de atenuação, através de 231 passagens em meio de cultura. • 1921 – início dos ensaios clínicos • 1927 – liberado para uso humano • 1929 – 72 crianças mortas após vacinação •Contaminação com cepa virulenta de M.tuberculosis Vacina humana mais antiga em uso BCG Composição: - Bacilos vivos atenuados de Mycobacterium bovis e glutamato de sódio. Aplicação intradérmica Músculo deltoide, braço direito Formação de pápula 🡪 pústula 🡪 úlcera (3 meses) Dose única ao nascer CONTRA-INDICAÇÕES Imunodeficientes e imunocomprometidos; Crianças com peso inferior a 2 kg; Lesões ativas extensas na pele.
  • 5. POLIOMIELITE OU PARALISIA INFANTIL •Enterovírus (RNA) – 3 sorotipos; •Infecção fecal-oral ou oral-oral; •Faringe 🡪 Intestino 🡪 Vasos linfáticos e sanguíneos 🡪 Sistema nervoso central (3%); •Destruição de neurônios motores 🡪 paralisia flácida em membros inferiores (1%); •Infecção em células nervosas que controlam músculos respiratórios e da deglutição 🡪 Morte VACINAS INATIVADAS 1.Microorganismos inteiros e inativados por meios físicos ou químicos, geralmente o formaldeído, de tal modo que perdem sua capacidade infecciosa, mas mantêm suas propriedades protetoras. 2. Produtos tóxicos dos microrganismos inativados. 3. Vacinas de Subunidades ou de fragmentos de microorganismos. 4. Vacinas obtidas por engenharia genética.