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Lícia Holanda
Ilustrações Juliana Chagas
VENDA PROIBIDA
Este livro integra a Coleção Juvenil MAIS PAIC MAIS LITERATURA,
composta de crônicas, contos, novelas, romances, cordéis e poesias.
Escrita e ilustrada por autores do Ceará, ela traz aventuras desafiadoras,
existenciais, em cenários da cultura e da história local. Sua temática
constitui estímulo a mais para se ler e dialogar nos Clubes de Leitura
dos 6° e 7° anos das escolas públicas do Ceará.
Saiba mais: http://www.paic.seduc.ce.gov.br
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Lícia Holanda
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Copyright © 2018 Lícia Holanda
Copyright © 2018 Juliana Chagas
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Sammya Santos Araújo
Conselho Editorial
Maria Fabiana Skeff de Paula Miranda
Sammya Santos Araújo
Antônio Élder Monteiro de Sales
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Antônia Varele da Silva Gama
Catalogação e Normalização
Gabriela Alves Gomes
Governador
Camilo Sobreira de Santana
Vice-Governadora
Maria Izolda Cela de Arruda Coelho
Secretário da Educação
Rogers Vasconcelos Mendes
Secretária-Executiva da Educação
Rita de Cássia Tavares Colares
Coordenador de Cooperação
com os Municípios (COPEM)
Márcio Pereira de Brito
Orientadora da Célula
de Apoio à Gestão Municipal
Gilgleane Silva do Carmo
Orientador da Célula
de Fortalecimento da Aprendizagem
Idelson de Almeida Paiva Júnior
Orientadora da Célula
do Ensino Fundamental II
Ana Gardennya Linard Sírio Oliveira
SEDUC - Secretaria da Educação do Estado do Ceará
Av. Gen. Afonso Albuquerque Lima, s/n - Cambeba
Fortaleza - Ceará | CEP: 60.822-325
(Todos os Direitos Reservados)
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H722c Holanda, Lícia.
Um castelo bem assombrado / Lícia Holanda; ilustrações de Juliana
Chagas. - Fortaleza: SEDUC, 2018.
24p. il.
ISBN 978-85-8171-221-5
1. Literatura infantojuvenil. I. Chagas, Juliana. II. Título.
CDU 028.5
Dedico este livro às minhas filhas Laura Pietra e
Petra Lorena, minhas fontes de inspiração. Aos meus
irmãos, Jorge e Lívia, por tantos momentos vividos
na infância e aos pequenos, Artur Holanda e Mirla
Campelo, em nome de todas as crianças do Brasil.
5
Era uma vez um castelo bem assombrado.
De tão assustador, ninguém tinha coragem
de passar por sua calçada, há muito tempo ele
estava abandonado. O velho castelo ficava ao
lado da casa de Júlia, uma menina corajosa, que
não tinha medo algum, pois já estava acostu-
mada com todos os barulhos que vinham de lá.
Todas as noites, a vizinhança se reunia nas
calçadas de suas casas e os mais velhos passa-
vam horas e horas contando histórias, senta-
dos em suas cadeiras de balanço, enquanto as
crianças escutavam atentamente. Certa vez,
contavam sobre a lenda do castelo assombra-
do. Diziam que há anos uma família havia
morado naquele lugar e o abandonado sem
explicação. Ninguém sabia seu paradeiro.
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Na verdade, esse castelo não passava de
um casarão, apelidado devido ao abandono,
sem explicação, dos donos. Como ninguém
cuidava, vivia fechado, empoeirado e com
matos ao redor. Os moradores diziam que
todas as noites apareciam fantasmas, que po-
deriam ser vistos, através dos vidros de todas
as janelas da casa. Na madrugada, poderia se
escutar as pisadas das almas dos antigos mo-
radores que vagavam. Diziam até que eram os
pais do garotinho que, inconformados por te-
rem perdido seu filho, voltavam àquela velha
casa à procura de lembranças.
9
Nas noites de lua cheia, escutavam o som
das correntes se arrastando pelo meio da sala,
além de terem certeza de ouvirem o choro
daquele pobre menino, carregado nos braços
da mãe há anos. Só de ouvirem as histórias as
crianças ficavam arrepiadas com medo daque-
le castelo assombrado e de sua lenda. Não ti-
nham coragem sequer de se aproximarem dele.
10
Um dia as crianças brincavam de futebol,
quando, por mais uma vez, um chute direcio-
nouabolaparadentrodaquelesmurosbaixos.
Era fim de jogo! Até que os garotos compras-
sem uma nova bola, pois não havia corajoso
algum para enfrentar aquele lugar assustador.
Mais uma bola perdida para os fantasmas!
Porém, numa noite, quando todos já es-
tavam dormindo, Júlia escutou um barulho
vindo do castelo assombrado. Ao chegar pró-
ximo à janela, a menina viu várias pessoas
saindo de um carro e entrando naquele caste-
lo. Ela não entendeu nada do que estava acon-
tecendo. Só sabia que aqueles homens haviam
passado a noite inteira lá. Isso se repetiu por
vários dias. Todos da cidade já estavam curio-
sos para saber se aquelas pessoas eram caça-
dores de fantasmas ou pesquisadores de fatos
11
12
assustadores. Será que conseguiriam afastar
seus fantasmas e desvendar aquele mistério?
Dias depois, como de costume, Júlia foi
para a escola. Quando todos já estavam sen-
tados, a professora entrou na sala trazen-
do uma menina e apresentou a nova colega
para a turma:
— Crianças, quero que todos conheçam
Lorena, a mais nova moradora de nossa ci-
dade. Ela mora no castelo assombrado... quer
dizer, no casarão que fica ao lado da casa de
Júlia e mudou-se essa noite.
A turma toda ficou pasma e cochicha-
vam, tentando descobrir como a família dela
iria conviver com todos aqueles fantasmas.
Na hora do intervalo, ninguém saiu da sala e
ficaram parados, olhando para a nova colega.
Lorena não entendia por que eles a olhavam
de maneira espantosa. Daí, quebrando o si-
lêncio Jorginho perguntou:
14
15
— Como sua família teve coragem de se
mudar para o castelo assombrado? Você não
tem medo de fantasmas? Quantos fantasmas
você já viu? – nessa hora, todos faziam per-
guntas ao mesmo tempo, bastante curiosos.
Quando viram, Lorena estava rindo de
todas aquelas perguntas:
— Rá, rá, rá... – e começou a respondê-los
– amigos, minha casa não é um castelo assom-
brado.
Novamente as vozes se repetiam junto
às outras:
— E as correntes? O fantasma da janela?
As pisadas das almas? E o choro do anjinho? -
todos não paravam de fazer perguntas.
Daí, Lorena calmamente foi respondendo
e desvendando os mistérios para todos eles.
16
— O que vocês achavam que eram fan-
tasmas, na verdade, não passavam de lençóis
que cobriam os antigos móveis. Com a entra-
da do vento pelo vidro quebrado da janela,
eles balançavam. As pancadas eram as bati-
das das portas sem fechaduras. As correntes
arrastadas, realmente eram verdadeiras, só
que elas ficavam no meio da sala, seguran
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18
8
19
— E aquela história do casal chorando,
carregando seu filho nos braços? - perguntou
um dos garotos.
A menina logo respondeu:
— Na verdade, isso aconteceu mesmo.
Aquela criança era papai que havia sido pi-
cado por uma cobra quando brincava no jar-
dim. Meus avós desesperados correram para
salvá-lo. Ele contou que devido à picada, ti-
nha ficado dias no hospital, entre a vida e a
morte. Seus pais traumatizados não tiveram
mais coragem de voltar a viver naquele lugar.
Viemos embora porque papai é o novo médi-
co da cidade e, nas horas vagas, gosta de estu-
dar espécies de cobras da região.
— Lorena, mas aqueles homens não eram
caçadores de fantasmas? -perguntou Júlia.
— Aqueles homens eram trabalhadores,
contratados para a reforma da casa. Como
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Lícia Holanda
Olá! Sou Lícia Holanda, nasci em Fortaleza e
moro em Palmácia. Sou professora e gosto de
escrever desde criança. Além deste, escrevi “Um
aniversário bem inesquecível” em 2013. Escrever
para mim é pôr no papel diversas possibilidades
de aventurar-se, sentir emoções e fantasiar
momentos através da imaginação. Participar
dessa coleção é continuar acreditando na arte de
escrever. Portanto, vem você também participar
desse mundo maravilhoso, levando alegria e
diversão através das letras.
Juliana Chagas
Oi! Sou Juliana Almeida Chagas, nasci em
Fortaleza-CE onde resido. Estudei Artes Plásticas
no IFCE, em 2007, e sou mestre em Sociologia
pela UFC desde 2015. Tenho paixão pelas Artes
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  • 1. Lícia Holanda Ilustrações Juliana Chagas VENDA PROIBIDA Este livro integra a Coleção Juvenil MAIS PAIC MAIS LITERATURA, composta de crônicas, contos, novelas, romances, cordéis e poesias. Escrita e ilustrada por autores do Ceará, ela traz aventuras desafiadoras, existenciais, em cenários da cultura e da história local. Sua temática constitui estímulo a mais para se ler e dialogar nos Clubes de Leitura dos 6° e 7° anos das escolas públicas do Ceará. Saiba mais: http://www.paic.seduc.ce.gov.br Realização Apoio
  • 2. Fortaleza ● Ceará Lícia Holanda Ilustrações Juliana Chagas
  • 3. Copyright © 2018 Lícia Holanda Copyright © 2018 Juliana Chagas Coordenação Editorial, Preparação de Originais e Revisão Kelsen Bravos Projeto e Coordenação Gráfica Daniel Dias Design Gráfico Emanuel Oliveira Eduardo Azevedo Revisão Final Marta Maria Braide Lima Sammya Santos Araújo Conselho Editorial Maria Fabiana Skeff de Paula Miranda Sammya Santos Araújo Antônio Élder Monteiro de Sales Sandra Maria Silva Leite Antônia Varele da Silva Gama Catalogação e Normalização Gabriela Alves Gomes Governador Camilo Sobreira de Santana Vice-Governadora Maria Izolda Cela de Arruda Coelho Secretário da Educação Rogers Vasconcelos Mendes Secretária-Executiva da Educação Rita de Cássia Tavares Colares Coordenador de Cooperação com os Municípios (COPEM) Márcio Pereira de Brito Orientadora da Célula de Apoio à Gestão Municipal Gilgleane Silva do Carmo Orientador da Célula de Fortalecimento da Aprendizagem Idelson de Almeida Paiva Júnior Orientadora da Célula do Ensino Fundamental II Ana Gardennya Linard Sírio Oliveira SEDUC - Secretaria da Educação do Estado do Ceará Av. Gen. Afonso Albuquerque Lima, s/n - Cambeba Fortaleza - Ceará | CEP: 60.822-325 (Todos os Direitos Reservados) Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) H722c Holanda, Lícia. Um castelo bem assombrado / Lícia Holanda; ilustrações de Juliana Chagas. - Fortaleza: SEDUC, 2018. 24p. il. ISBN 978-85-8171-221-5 1. Literatura infantojuvenil. I. Chagas, Juliana. II. Título. CDU 028.5
  • 4. Dedico este livro às minhas filhas Laura Pietra e Petra Lorena, minhas fontes de inspiração. Aos meus irmãos, Jorge e Lívia, por tantos momentos vividos na infância e aos pequenos, Artur Holanda e Mirla Campelo, em nome de todas as crianças do Brasil.
  • 5.
  • 6. 5 Era uma vez um castelo bem assombrado. De tão assustador, ninguém tinha coragem de passar por sua calçada, há muito tempo ele estava abandonado. O velho castelo ficava ao lado da casa de Júlia, uma menina corajosa, que não tinha medo algum, pois já estava acostu- mada com todos os barulhos que vinham de lá. Todas as noites, a vizinhança se reunia nas calçadas de suas casas e os mais velhos passa- vam horas e horas contando histórias, senta- dos em suas cadeiras de balanço, enquanto as crianças escutavam atentamente. Certa vez, contavam sobre a lenda do castelo assombra- do. Diziam que há anos uma família havia morado naquele lugar e o abandonado sem explicação. Ninguém sabia seu paradeiro.
  • 7. 6 6 6 6 6 V V V Vo o ov v vó ó ó N N No o o or ra a l le e e em m mb b b br r ra a av v va a a d d de e el l le e es s s: : — — — E E Er r ra am m m p pe e ess so oa as s s b b bo o oa a as s s. . L L Le e em m mb b br r ro o d d da a a ú ú úl lt ti im m m ma a a v v v ve e e ez z z z q q q q qu u u ue e e o o o os s s s v v vi i i. . . E Er r ra a a t t ta a ar r rd d d de e e d d d da a a n n no o oi i it te e e, , e e eu u u e es st t ta a av v va a c c co o- - l l lh h h h he e en n n nd d do o o u u u um m ma a as s s e er rv va a as s s p p pa a ar r ra a a f f fa a az z ze e er r r u u um m m m c c ch há á, , q q qu ua a an n n nd d do o o v v v vi i i a a a aq q q qu u u ue e el l l la a p p p po o ob b b br r re e e f f fa am mí í íl l li ia a a c c co o or r rr r re en n nd d do o o e e e c c ch h ho o or ra a an n nd d do o o d d d d de e e es s se e e es s sp p p pe e e er r ra a a ad d d da a a c co om m m s s se e eu u u fi fi fil l l lh h ho o o p p p pe e eq q qu u u ue en no o o n n no o os s b b br r ra a a- - - ç ç ç ço o o os s s s. . . E E E En n n nt t tr ra a ar ra a am m m c c co o om m m a a a c c c cr r ri i ia a an n nç ç ç ça a a n n no o o c c ca ar r rr ro o e e e e n nu u un n n- - - c c c ca a a a m m ma a a ai i i is s v v vo o ol l lt t t ta a ar ra a am m m. . A A At t té é é o o os s c c ch h h ha a am m me e ei i i, , p po o oi i is s s n n n no ot te e ei i i o o o d d d de e e e es s s se e es s s sp p pe e er r ro o o, , , m m ma a as s n nã ão o o ou uv v vi ir r ra a am m m. . D De e es s sd de e e e e es ss s se e e d d di i ia a a, , , n n n nu u u un n nc c c ca a m m m ma a ai is s s s s s so o ou u ub b be e e n n n no o ot t tí í íc c ci i i ia a as s. . . N N Na a a c ci i id d da ad d de e e e, , n n ni in n- - - g g g gu u u ué é ém m m m s sa a ab b bi i ia a a a o o o o q q qu u ue e e d d de e e f f f fa a at t to o o h h ha a a av vi ia a a a a ac co on nt t te ec c ci i id d do o o. . D D D D De e e es s ss s sa a a a f f f fo o o or r rm m m ma a a, , , , a a a l l le e en n nd d da a a d d do o o c c ca a as s st te el lo o a as s ss s so om m mb b br r ra a ad d do o o e e e er r ra a a u u u um m m m m m m m mi i is s s st t té é é ér r r ri io o o. .
  • 8.
  • 9. Na verdade, esse castelo não passava de um casarão, apelidado devido ao abandono, sem explicação, dos donos. Como ninguém cuidava, vivia fechado, empoeirado e com matos ao redor. Os moradores diziam que todas as noites apareciam fantasmas, que po- deriam ser vistos, através dos vidros de todas as janelas da casa. Na madrugada, poderia se escutar as pisadas das almas dos antigos mo- radores que vagavam. Diziam até que eram os pais do garotinho que, inconformados por te- rem perdido seu filho, voltavam àquela velha casa à procura de lembranças.
  • 10. 9 Nas noites de lua cheia, escutavam o som das correntes se arrastando pelo meio da sala, além de terem certeza de ouvirem o choro daquele pobre menino, carregado nos braços da mãe há anos. Só de ouvirem as histórias as crianças ficavam arrepiadas com medo daque- le castelo assombrado e de sua lenda. Não ti- nham coragem sequer de se aproximarem dele.
  • 11. 10 Um dia as crianças brincavam de futebol, quando, por mais uma vez, um chute direcio- nouabolaparadentrodaquelesmurosbaixos. Era fim de jogo! Até que os garotos compras- sem uma nova bola, pois não havia corajoso algum para enfrentar aquele lugar assustador. Mais uma bola perdida para os fantasmas! Porém, numa noite, quando todos já es- tavam dormindo, Júlia escutou um barulho vindo do castelo assombrado. Ao chegar pró- ximo à janela, a menina viu várias pessoas saindo de um carro e entrando naquele caste- lo. Ela não entendeu nada do que estava acon- tecendo. Só sabia que aqueles homens haviam passado a noite inteira lá. Isso se repetiu por vários dias. Todos da cidade já estavam curio- sos para saber se aquelas pessoas eram caça- dores de fantasmas ou pesquisadores de fatos
  • 12. 11
  • 13. 12 assustadores. Será que conseguiriam afastar seus fantasmas e desvendar aquele mistério? Dias depois, como de costume, Júlia foi para a escola. Quando todos já estavam sen- tados, a professora entrou na sala trazen- do uma menina e apresentou a nova colega para a turma: — Crianças, quero que todos conheçam Lorena, a mais nova moradora de nossa ci- dade. Ela mora no castelo assombrado... quer dizer, no casarão que fica ao lado da casa de Júlia e mudou-se essa noite. A turma toda ficou pasma e cochicha- vam, tentando descobrir como a família dela iria conviver com todos aqueles fantasmas. Na hora do intervalo, ninguém saiu da sala e ficaram parados, olhando para a nova colega. Lorena não entendia por que eles a olhavam de maneira espantosa. Daí, quebrando o si- lêncio Jorginho perguntou:
  • 14.
  • 15. 14
  • 16. 15 — Como sua família teve coragem de se mudar para o castelo assombrado? Você não tem medo de fantasmas? Quantos fantasmas você já viu? – nessa hora, todos faziam per- guntas ao mesmo tempo, bastante curiosos. Quando viram, Lorena estava rindo de todas aquelas perguntas: — Rá, rá, rá... – e começou a respondê-los – amigos, minha casa não é um castelo assom- brado. Novamente as vozes se repetiam junto às outras: — E as correntes? O fantasma da janela? As pisadas das almas? E o choro do anjinho? - todos não paravam de fazer perguntas. Daí, Lorena calmamente foi respondendo e desvendando os mistérios para todos eles.
  • 17. 16 — O que vocês achavam que eram fan- tasmas, na verdade, não passavam de lençóis que cobriam os antigos móveis. Com a entra- da do vento pelo vidro quebrado da janela, eles balançavam. As pancadas eram as bati- das das portas sem fechaduras. As correntes arrastadas, realmente eram verdadeiras, só que elas ficavam no meio da sala, seguran n n n ndo um velho lustre. Com mo u uma das correntes ha- via quebrado, arrastav va am m-se no chão quando eram balançadas pe el lo o v ve en nt to. Por sorte, não caiu na cabeça de p pa ap pai! !
  • 18. 17
  • 19. 18 8
  • 20. 19 — E aquela história do casal chorando, carregando seu filho nos braços? - perguntou um dos garotos. A menina logo respondeu: — Na verdade, isso aconteceu mesmo. Aquela criança era papai que havia sido pi- cado por uma cobra quando brincava no jar- dim. Meus avós desesperados correram para salvá-lo. Ele contou que devido à picada, ti- nha ficado dias no hospital, entre a vida e a morte. Seus pais traumatizados não tiveram mais coragem de voltar a viver naquele lugar. Viemos embora porque papai é o novo médi- co da cidade e, nas horas vagas, gosta de estu- dar espécies de cobras da região.
  • 21. — Lorena, mas aqueles homens não eram caçadores de fantasmas? -perguntou Júlia. — Aqueles homens eram trabalhadores, contratados para a reforma da casa. Como p p p p p p p pa a a a a a a a ap p p p p p p pai só tinha tempo de acompanhar à noite, , , , , , , , foi a a s s s s s s s s solução. Agora pela manhã, já devem m m m m m m m m t t t t t t t ter concluí í í í í í í í íd d d d d d d d do a pintura da casa. Quand d d d d d d do o o o o o o o t t t t t t t te e e e e e e e er r r r r r r r rminar a aula tod d d d d d d do o o o o o o os poderão vi i i i i i i is s s s s s s s si i i i i i i i it t t t t t t ta a ar nosso casarão.
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  • 24. 23 23 23 3 A A A A A A t t t t t tu u u u ur r r r r r rm m m m ma a a a a, , , m m m m mu u u u ui i i i it t t to o o o a a a an n n n ns s s si i i i io o o os s s sa a a a, , c c c co o o on n n nt t t ta a a a a a av v v v v v va a a a a a o o o o os s s s s s m m m m mi i i i i i- - - n n nu u u ut t t t to o os s s s p p p p p pa a ar r r ra a a a t te e er r rm m m mi i i in n na a ar r a a a a a au u ul l l l l la a a a a a. . E E E E En n n nfi fi fi fi fim m m m m m, , c c c ch h h h h he e e eg g ga an n n nd d do o l l l lá á á, , v v vi i i ir r ra am m q qu u ue e e e a aq q qu u u ue e e e el l l le e e e e e l l l l l l lu u u u u u- - g g ga ar r r a a a a as s s ss s s s s su u u u u us s s s s s st t t t ta a a ad d d do o o or r r r r h h h ha a a av v v v vi i ia a a a s s se e e e t t tr ra a an n ns s sf f fo o or r rm m ma a ad d do o o n n nu u u um m m m c c c c ca a a a a a- - - - s s sa a a ar r r rã ã ã ã ão o o o c c c c co o o o ol l l l lo o o o o or r r ri i id d d d do o o o o, , , , , c c c c co o o o o om m m m m u u u um m m m m m p p p p p pe e er r r rf f fu u u um m ma a a ad d do o j j ja ar r r rd d d d di i i im m m m. . . D D D D De e e e es s s sd d d d d de e e e e e e e e es s s ss s s se e d d d d di i i ia a a a a a, , , o o o c c c c ca a a a as s s s s st t t t te e el l l l lo o o o o a a a a as s s s s ss s s so o o o om m m m mb b b b br r r ra a ad d do o o p p pa a a as s s ss s s so o o ou u u u a a a a a s s s s se e e e er r r r c c c ch h h h ha a a am m m ma a a ad d d d d do o o o o d d d de e e c c c ca a a as s s s sa a a a ar r r rã ã ã ã ão o o o c c c c c co o o o o o ol l l l lo o o o or r r r r ri i i i i i id d d d do o o o. . . S S S Se e eu u u us s s m m m m mi i i is s st t té é é é é- - - r r r ri i i i i io o o o os s s s h h h ha a a av v vi ia a am m m s si i id d d do o o d d d de e es s sv v v ve e e en n n n n nd d d d d d da a a a ad d d d d do o o o os s s s s e e e e e e a a a a aq q q q qu u ue e el l l la a a h h h hi is st t tó ó ó- - - r r ri i ia a a a a a a a as s s ss s su u u us s s s st t t ta a a ad d d do o or ra a a a a, , t t ti i in n n nh h h h h ha a a a a v v v v vi i i ir ra a a ad d d d do o o o o o a a a a a ap p p p p p pe e e e en n n n n na a a a as s s s s m m m m m m ma a a ai i i i is s s s u u u um m m ma a a a l l l le e e en n nd d d d da a a a. . . E E E E E E, , , a a a a ao o o o o fi fi fi fin n n na a a a al l, , , a a a as s s s s c c c cr r r ri i i i ia a a an n n nç ç ç ç ça a a a as s s s s p p p pa a a as s s s ss s s s sa a a a ar r r ra a a am m m m o o o r r re e e e e es s st t t to o o o o d d d da a a a a t t t t ta a ar r r rd d d d de e e e b b b br r r r ri i i in n n n nc c c c ca a a a an n n nd d d do o o o o o c c c co o o om m m m a a a a as s s s s b b b b bo o o o ol l l l la a a a a as s s s s s r r re e e ec c c c cu u u u up p p p p pe e e er r ra a ad d d da a as s s s. .
  • 25. Lícia Holanda Olá! Sou Lícia Holanda, nasci em Fortaleza e moro em Palmácia. Sou professora e gosto de escrever desde criança. Além deste, escrevi “Um aniversário bem inesquecível” em 2013. Escrever para mim é pôr no papel diversas possibilidades de aventurar-se, sentir emoções e fantasiar momentos através da imaginação. Participar dessa coleção é continuar acreditando na arte de escrever. Portanto, vem você também participar desse mundo maravilhoso, levando alegria e diversão através das letras. Juliana Chagas Oi! Sou Juliana Almeida Chagas, nasci em Fortaleza-CE onde resido. Estudei Artes Plásticas no IFCE, em 2007, e sou mestre em Sociologia pela UFC desde 2015. Tenho paixão pelas Artes em geral mas me aventuro no universo das ilustrações e intervenções urbanas. Acompanhe minhas produções em www.flickr.com/photos/ juww Um abraço!