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Título de especialista em Reprodução Humana.


O estudo da reprodução humana é algo antigo. Anteriormente era focado mais na

Anticoncepção do que na Reprodução Humana propriamente dita. Há pouco mais de 30

anos com o advento do nascimento do primeiro bebê através de uma inovadora

técnica, iniciava-se uma revolução na Reprodução Humana. Este acontecimento foi um

divisor de águas não só na área da reprodução, como na medicina em geral. A

fertilização in vitro ( FIV), popularmente conhecida como “bebê de proveta”, vem se

aperfeiçoando cada vez mais, assim como a medicina como um todo. A introdução de

novas técnicas, de novos medicamentos, novos profissionais (geneticistas, psicólogos)

fizeram com que as taxas de gravidez que no início giravam em torno de 6% , hoje

alcancem na média dos casais 35 a 40%, aumentando também a complexidade do

tratamento. Com a mudança provocada pela nova realidade, houve necessidade até de

criar-se novas leis ou diretrizes para regular e guiar de forma ética os tratamentos

realizados já que em alguns paises o percentual de crianças nascidas por alguma técnica

de reprodução assistida é alto, e também para evitar riscos e complicações que estes

tratamentos podem provocar.

Se uma área da medicina que provoca uma mudança tão grande que altera drasticamente

as possibilidades de um casal procriar, necessita de uma legislação específica, e pode

colocar em risco pacientes que a ela recorrem, ela pode ser exercida por qualquer

médico, ginecologista ou não?

O próprio Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira

(AMB) nos dizem que não, pois consideram a Reprodução Humana uma das áreas de

atuação dentro da ginecologia e obstetrícia, assim como a endoscopia ginecológica, a

medicina fetal, a sexologia e a ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia. Para se

conseguir o título de especialista na área de atuação o ginecologista deve ou prestar um
concurso para residência medica num programa credenciado pelo MEC na área

desejada, ou submeter-se a uma prova para a obtenção do título junto a Febrasgo e a

AMB neste caso em específico.

Ocorre que diferentemente das outras áreas de atuação que possuem como pré -requisito

o título ou a residência médica em GO, na Reprodução Humana não há a prova de título

pela federada e AMB, restando apenas a opção da residência médica.

A presença do título de especialista na RH, através de residência médica ou da prova de

especialista, é importante para a boa prática da medicina ao separar o profissional

capacitado daquele que não está capacitado.

O título não é para impedir que o ginecologista deixe de seguir seu paciente, muito

menos para implodir ou seguimentar ainda mais a atuação do ginecologista. Assim

como uma enfermeira obstetriz pode realizar um pré natal de baixo risco, desde de que

esteja inserida em um serviço que ofereça a troca de informação com o médico

obstetra, para resguardar a paciente no caso do surgimento de um agravante ou um

risco. Não queremos fazer com que o ginecologista fique limitado a fazer partos e a

tratar vulvovaginites e sim integrá-lo a uma equipe multidiciplinar, juntamente com o

infertileuta, o urologista, a bióloga, a geneticista, a psicóloga, a enfermeira,o

oncologista para que sua paciente possa ser melhor atendida. Desta maneira

diminuiríamos os riscos de um hiperestímulo ovariano, uma gestação gemelar, e até

os custos do tratamento com o uso de drogas e quantidades mais adequadas.

Diminuiríamos o tempo do diagnóstico e do tratamento, evitando que algumas mulheres

chegue ao especialista quando pouco ou nada pode ser feito e tê-la que encaminhar para

fila da ovoduação ou após um tratamento oncológico sem que nada tivesse sido feito

para minimizar ou anular os efeitos de uma quimioterapia.
A presença de um profissional capacitado (titulado) ainda precisa ser pensada na

educação médica e do GO. Se estes forem minimamente treinados a saúde reprodutiva

melhora evitando-se desde uma obstrução tubária secundária a uma salpingite, ou

mesmo com uma orientação em relação ao estilo de vida ( Tabagismo, atividades

ocupacionais, idade ,etc).

A existência de uma prova de título pela Febrasgo/ AMB seria uma forma democrática

de atestar a capacidade do profissional de desempenhar bem a especialidade, bem como

de incentiva-lo a se manter atualizado.

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  • 1. Título de especialista em Reprodução Humana. O estudo da reprodução humana é algo antigo. Anteriormente era focado mais na Anticoncepção do que na Reprodução Humana propriamente dita. Há pouco mais de 30 anos com o advento do nascimento do primeiro bebê através de uma inovadora técnica, iniciava-se uma revolução na Reprodução Humana. Este acontecimento foi um divisor de águas não só na área da reprodução, como na medicina em geral. A fertilização in vitro ( FIV), popularmente conhecida como “bebê de proveta”, vem se aperfeiçoando cada vez mais, assim como a medicina como um todo. A introdução de novas técnicas, de novos medicamentos, novos profissionais (geneticistas, psicólogos) fizeram com que as taxas de gravidez que no início giravam em torno de 6% , hoje alcancem na média dos casais 35 a 40%, aumentando também a complexidade do tratamento. Com a mudança provocada pela nova realidade, houve necessidade até de criar-se novas leis ou diretrizes para regular e guiar de forma ética os tratamentos realizados já que em alguns paises o percentual de crianças nascidas por alguma técnica de reprodução assistida é alto, e também para evitar riscos e complicações que estes tratamentos podem provocar. Se uma área da medicina que provoca uma mudança tão grande que altera drasticamente as possibilidades de um casal procriar, necessita de uma legislação específica, e pode colocar em risco pacientes que a ela recorrem, ela pode ser exercida por qualquer médico, ginecologista ou não? O próprio Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) nos dizem que não, pois consideram a Reprodução Humana uma das áreas de atuação dentro da ginecologia e obstetrícia, assim como a endoscopia ginecológica, a medicina fetal, a sexologia e a ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia. Para se conseguir o título de especialista na área de atuação o ginecologista deve ou prestar um
  • 2. concurso para residência medica num programa credenciado pelo MEC na área desejada, ou submeter-se a uma prova para a obtenção do título junto a Febrasgo e a AMB neste caso em específico. Ocorre que diferentemente das outras áreas de atuação que possuem como pré -requisito o título ou a residência médica em GO, na Reprodução Humana não há a prova de título pela federada e AMB, restando apenas a opção da residência médica. A presença do título de especialista na RH, através de residência médica ou da prova de especialista, é importante para a boa prática da medicina ao separar o profissional capacitado daquele que não está capacitado. O título não é para impedir que o ginecologista deixe de seguir seu paciente, muito menos para implodir ou seguimentar ainda mais a atuação do ginecologista. Assim como uma enfermeira obstetriz pode realizar um pré natal de baixo risco, desde de que esteja inserida em um serviço que ofereça a troca de informação com o médico obstetra, para resguardar a paciente no caso do surgimento de um agravante ou um risco. Não queremos fazer com que o ginecologista fique limitado a fazer partos e a tratar vulvovaginites e sim integrá-lo a uma equipe multidiciplinar, juntamente com o infertileuta, o urologista, a bióloga, a geneticista, a psicóloga, a enfermeira,o oncologista para que sua paciente possa ser melhor atendida. Desta maneira diminuiríamos os riscos de um hiperestímulo ovariano, uma gestação gemelar, e até os custos do tratamento com o uso de drogas e quantidades mais adequadas. Diminuiríamos o tempo do diagnóstico e do tratamento, evitando que algumas mulheres chegue ao especialista quando pouco ou nada pode ser feito e tê-la que encaminhar para fila da ovoduação ou após um tratamento oncológico sem que nada tivesse sido feito para minimizar ou anular os efeitos de uma quimioterapia.
  • 3. A presença de um profissional capacitado (titulado) ainda precisa ser pensada na educação médica e do GO. Se estes forem minimamente treinados a saúde reprodutiva melhora evitando-se desde uma obstrução tubária secundária a uma salpingite, ou mesmo com uma orientação em relação ao estilo de vida ( Tabagismo, atividades ocupacionais, idade ,etc). A existência de uma prova de título pela Febrasgo/ AMB seria uma forma democrática de atestar a capacidade do profissional de desempenhar bem a especialidade, bem como de incentiva-lo a se manter atualizado.