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A PRÁTICA DO CUIDADO NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO
DE LESÕES EM MEMBROS INFERIORES
Sindy Lamônie do Espirito Santo Barbosa
Enfermeira Graduada pela Universidade Federal de Sergipe
Mestranda Pela Universidade Federal de Sergipe
Especialista em Saúde do Adulto e do Idoso (Residência)
Qualificada em Fotobiomodulação aplicada ao tratamento de feridas e podiatria clínica
Membra da Sobende Regional Sergipe
COMO IDENTIFICAR ÚLCERAS VENOSAS ARTERIAIS E MISTAS?
LINHA DE CUIDADO
O QUE PRECISO SABER?
COMO IDENTIFICAR ÚLCERAS
VENOSAS ARTERIAIS E MISTAS?
• Investigue
problemas e
causas;
• Examine o
• paciente;
• Defina Melhor o
que avaliou:
1. Diagnóstico de
risco?
2. Diagnóstico
Real?
3. Diagnóstico de
Promoção?
4. Diagnóstico de
Síndrome?
• O que espero
para esses
problemas?
• Determine
prioridades de
atendimento
voltadas para o
problema
identificado
• Prescreva
cuidados
baseados
nos
problemas
• Determine
• horários
• Implemente
• Acompanhe
as respostas
dos pacientes
aos cuidados
• Faça o exame
físico
• Se necessário
trace novos
diagnósticos e
prescrições
ÚLCERAS VASCULARES
As úlceras vasculares dos
membros inferiores
aparecem como causa
PRIMÁRIA OU SECUNDÁRIA
a uma patologia de origem
vascular.
O defeito no vaso produz uma
diminuição da quantidade de
sangue que chega até aos
tecidos da pele (doença
arterial) ou por uma
hipertensão venosa
(insuficiência venosa);
Originam uma
diminuição na
quantidade de
oxigénio e
nutrientes
essenciais para a
pele.
As úlceras vasculares dos membros inferiores podem ser Arteriais, Venosas ou Mistas.
SISTEMA
FISIOPATOLOGIA DA IVC
ÚLCERAS VENOSAS
IVC
ÚLCERA
HIPERTENSÃO
VENOSA
ALTERAÇÕES DE
MMII
HIPÓXIA
• 70 a 90% do total das úlceras de perna – Insuficiência Venosa (Hipertensão Venosa);
• Prevalência: 80-90% das úlceras vasculares, têm uma maior incidência em mulheres.
EPIDEMIOLOGIA
AVALIAÇÃO CLÍNICA
• Consulta de Enfermagem;
• Histórico de Saúde (obesidade, gestação, doenças);
• Fatores de Risco (histórico de trombose, histórico de cirurgias, tabagismo e etilismo);
Exame físico :
Edema, alteração vascular superficial, lesão, celulites, pele ressecada,
panturrilha endurecida, varizes, prurido)
Condição da pele (hemosiderose)
Mobilidade funcional (movimento tornozelo e força muscular da panturrilha)
Palpação dos pulsos.
Exames laboratoriais.
C
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O
http://www.sbacv.org.br/lib/media/pdf/diretrizes/insuficiencia-venosa-cronica.pdf
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TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE LESÕES EM MEMBROS INFERIORES
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CARACTERÍSTICAS DAS ÚLCERAS VENOSAS
• Localização: se situam no terço inferior da perna e
na área supramaleolar interna.
• Pulso pedioso: presente e normais;
• Dor: Moderadamente dolorosas que se aliviam com
o decúbito elevado das pernas.
• Edema: Presente + na perna principalmente no fim
do dia.
• Dermatitis ocre (hipercromatose).
• Calor local.
• Varicosidades
• Prurido.
• Pele enrijecida, (lipodermatoesclerose)
• Eczema.
CARACTERÍSTICAS DAS ÚLCERAS VENOSAS
Lesão Vascular venosa. Ambulatório de Cicatrização UFS
Lagarto
• São mais extensas e com formato irregular;
• Quando não tratadas podem expor tecidos
nobres;
• Tendem a ser mais exudativas;
• Tempo de cicatrização atrelado à insuficiência
venosa e às complicações durante o tratamento.
• Patologia limitante.
CARACTERÍSTICAS DAS ÚLCERAS VENOSAS
Lesão Vascular venosa. Ambulatório de
Cicatrização UFS Lagarto
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
• Controle da Dor;
• Controle da Umidade e preservação da pele peri-lesão;
• Manutenção do leito da ferida viável e úmido;
• Controle da Infecção e do biofilme através do uso de soluções surfactabtes (PHMB,
iodosforo) + inibidores de crescimento bacteriano
• Terapia compressiva
• Repouso.
PADRÃO OURO PARA TRATAMENTO DE ÚLCERAS VENOSAS
TERAPIA COMPRESSIVA IDEAL
• Confortável para o paciente
• Indicada de acordo com o grau de instrução do paciente
• Observar a fase da lesão e os sinais clínicos
PADRÃO OURO PARA TRATAMENTO DE ÚLCERAS VENOSAS
• Meias de Descanso: 15 a 20 mmHg
• Meias de Suave Compressão: 20 a 30 mmHg
• Meias de Média Compressão: 30 a 40 mmHg
• Meias de Alta Compressão: 40 a 50 mmHg
As meias de descanso são indicadas para pessoas
normais com tendência hereditária para varizes durante
trabalho prolongado em pé ou sentado.
LUCAS e ROCHA,2009
PADRÃO OURO PARA TRATAMENTO DE ÚLCERAS VENOSAS
Óxido de zinco: ciclo de
reprodução celular e estabiliza a
membrana lisossômica de
leucócitos. Maior capacidade de
degradação bacteriana.
CONTRAINDICAÇÕES E OBSERVAÇÕES
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
*
Objetivo: analisar o processo de reparo tecidual de pacientes com úlcera venosa em uso da
terapia compressiva inelástica (Bota de Unna), em comparação ao uso da bandagem elástica.
Método: ensaio clínico controlado randomizado em que os pacientes (n=18) foram alocados em
dois grupos, os que utilizavam a Bota de Unna (grupo B) e os que utilizavam a atadura elástica
(grupo A).
Resultados: ocorreu redução significativa, no nível de 5%, na área, em centímetros quadrados,
das úlceras do grupo B ao longo de todo o tratamento, e tendência do grupo A à redução, na
área da úlcera, em centímetros quadrados apenas após a quinta semana.
Conclusão: o tratamento com a Bota de Unna apresentou melhor resultado em úlceras venosas
com áreas superiores a 10cm², e a atadura elástica com a gaze Petrolatum® em úlceras venosas
inferiores a 10cm².
ENFERMEIRO PODE
PRESCREVER TERAPIA
COMPRESSIVA?
“A prescrição de uma meia elástica, realizada em receituário, deve conter
informações necessárias para a decisão clínica de qual melhor produto deve ser
utilizado. Portanto compreendendo que esses dispositivos não são invasivos e
observando que não fere ao legado do exercício de outras profissões, o
Enfermeiro e/ou Enfermeiro Estomaterapeuta quando treinado e
capacitado pode prescrever terapia compressiva, para prevenção e
tratamento de úlceras venosas como: meias elásticas, sistema muiticâmeras,
meia elásticas com zíper e polaina de Luccas.”
PARECER Nº04/2016 COFEN
FISIOPATOLOGIA DA IAC
ÚLCERAS ARTERIAIS
IAC
ÚLCERA
ATEROSCLEROSE
ALTERAÇÕES DE
MMII
MORTE
CELULAR
DOR
<0,9 não indicada terapia compressiva
INSUFICIÊNCIA
ARTERIAL
ATEROSCLEROSE
DOENÇA
INFLAMATÓRIA
DEGENERAÇÃO
DE VASOS
ATEROMA
FISIOPATOLOGIA DA IAC
TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE LESÕES EM MEMBROS INFERIORES
INSUFICIÊNCIA
ARTERIAL
CRÔNICA
Causas:
Arteriosclerose;
Fatores de Risco
(idade, sexo, fator
mecânico,
permeabilidade
endotelial)
Alterações:
Redução gradual
do fluxo; Redução
da luz do vaso.
Isquemia Gradual Necrose tecidual Úlcera
AGUDA Causas: trombo; êmbolo;
Arterioesclerose
Isquemia Grave
Gangrena
Reconstrução
arterial/amputação
ALTERAÇÕES DECORRENTES DA INSUFICIÊNCIA ARTERIAL
• Prevalência: 10-20% das úlceras vasculares, nos idosos acima de 65 anos e em homens.
• Dados sobre a doença Arterial Obstrutiva Periférica:
• prevalência de 10 a 25% na população acima de 55 anos, sendo que aumenta com a
idade.
• Cerca de 70 a 80% dos pacientes acometidos são assintomáticos.
EPIDEMIOLOGIA
AVALIAÇÃO CLÍNICA
• Consulta de Enfermagem;
• Histórico de Saúde (obesidade, gestação, doenças);
• Fatores de Risco (histórico de trombose, histórico de cirurgias, tabagismo e etilismo);
Exame físico :
 Pele atrófica
 Pálida
 Isquêmica
 Pele fria, pele ressecada.
 Sem edema;
CARACTERÍSTICAS DAS ÚLCERAS ARTERIAIS
• Localização: geralmente nos dedos dos pés, calcanhar,
lateral da perna; Aspecto regular (arredondada,
ovalada);
• Pulso pedioso: Pulso não detectável ou filiforme ;
 Dor: Dor: Intermitente; Claudicante;Aumenta com a
elevação do membro melhora ao deixar os MMII
pendentes;
• Exsudato: Pouco exsudativa
Lesão Vascular Arterial Ambulatório
de Cicatrização UFS Lagarto
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
• Controle da Dor;
• Controle da Umidade e preservação da pele peri-lesão;
• Manutenção do leito da ferida viável e úmido;
• Controle da Infecção e do biofilme através do uso de soluções surfactabtes (PHMB,
iodosforo) + inibidores de crescimento bacteriano
• CONTRA-INDICADA Terapia compressiva
• Sabedoria no uso de substâncias vasoconstrictoras como o Alginato de Calcio e Sódio
que pioram a dor.
• A melhora dependerá do grau de obstrução e provável revascularização.
>0,9 Indicada Terapia Compressiva
<0,9 não indicada terapia compressiva
AVALIAÇÃO DA CIRCULAÇÃO-ITB
• normal é de 1,0 a 1,4.
• Um ITB menor do que 0,4 sugere
doença arterial periférica grave.
• Um ITB > 1,3 indica resistência arterial,
artérias que não se comprimem e estão
severamente calcificadas, o que
aumenta a pressão sanguínea.
 Diabetes de longa duração ou
doença renal crônica podem levar a
este estado.
𝐼𝑇𝐵 =
𝑃𝑟𝑒𝑠𝑠ã𝑜 𝑠𝑖𝑠𝑡ó𝑙𝑖𝑐𝑎 𝑡𝑜𝑟𝑛𝑜𝑧𝑒𝑙𝑜
𝑃𝑟𝑒𝑠𝑠ã𝑜 𝑠𝑖𝑠𝑡ó𝑙𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑜 𝑏𝑟𝑎ç𝑜
HIDRATAÇÃO DA ÁREA
ATÉ RESULTADO DO
EXAME
MANEJO DA DOR
AJUSTES DE
MEDICAMENTOS
ENCAMINHAMENTO
MÉDICO
VASCULAR
REALIZAÇÃO DO ITB
DOPPLER
• Investigue
problemas e
causas;
• Examine o
• paciente;
• Defina Melhor o
que avaliou:
1. Diagnóstico de
risco?
2. Diagnóstico
Real?
3. Diagnóstico de
Promoção?
4. Diagnóstico de
Síndrome?
• O que espero
para esses
problemas?
• Determine
prioridades de
atendimento
voltadas para o
problema
identificado
• Prescreva
cuidados
baseados
nos
problemas
• Determine
• horários
• Implemente
• Acompanhe
as respostas
dos pacientes
aos cuidados
• Faça o exame
físico
• Se necessário
trace novos
diagnósticos e
prescrições
PROCESSO DE ENFERMAGEM
DESAFIO
TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE LESÕES EM MEMBROS INFERIORES
TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE LESÕES EM MEMBROS INFERIORES
“Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força da
sua alma, todo o universo conspira a seu favor”
(Johann Goeth)
TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE LESÕES EM MEMBROS INFERIORES
• Harding K et al (2015) Simplifying venous leg ulcer management: consensus recommendations. Wounds International.
• Martson W (2011) Mixed arterial and venous ulcers. Wounds 23(12): 351-6
• Azevedo MF. Feridas.: incrivelmente fácil. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
• Belo Horizonte. Protocolo de Assistência para Portadores de Ferida. Belo Horizonte: Secretaria Municipal de Saúde, 2006.
• Costa, Idevânia Geraldina. Prevenção e tratamento de feridas: Guia prático. 3ª Ed. Cuiabá: Práxis Educativa, 2008.
• Hess, C. T. Tratamento de feridas e úlceras. 4. ed. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2002. 226p.
• Mandelbaum SH, Di Santis EP, Mandelbaum MHS. Cicatrização: conceitos atuais e recursos auxiliares- parte II. An bras Dermatol, Rio de Janeiro,
78(5):525-542, set./out. 2003.
• Potter, P A. ; Perry, AG. Fundamentos de enfermagem: conceitos, processo e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999
• Prazeres SJ. Tratamento de feridas: teoria e pratica. Porto Alegre: Moriá, 2009.
• Rabelo ER, Aliti GB. Exame Físico. In: SOUZA, EM. Casos clínicos para a enfermagem. Porto Alegre: Moriá, 2010.
• Universidade Estadual de Campinas. Manual de Tratamento de Feridas.Hospital das Clinicas de Campinas. Grupo de Estudos de feridas.
Campinas, 2000.
• World Union of Wound Healing Societs (WUWHS). Principios de las mejores prácticas: exsudado en las heridas y utilidade de los
apósitos. Documento de consenso. London: MEPLtd. 2007
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TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE LESÕES EM MEMBROS INFERIORES

  • 1. A PRÁTICA DO CUIDADO NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE LESÕES EM MEMBROS INFERIORES Sindy Lamônie do Espirito Santo Barbosa Enfermeira Graduada pela Universidade Federal de Sergipe Mestranda Pela Universidade Federal de Sergipe Especialista em Saúde do Adulto e do Idoso (Residência) Qualificada em Fotobiomodulação aplicada ao tratamento de feridas e podiatria clínica Membra da Sobende Regional Sergipe COMO IDENTIFICAR ÚLCERAS VENOSAS ARTERIAIS E MISTAS?
  • 2. LINHA DE CUIDADO O QUE PRECISO SABER?
  • 3. COMO IDENTIFICAR ÚLCERAS VENOSAS ARTERIAIS E MISTAS? • Investigue problemas e causas; • Examine o • paciente; • Defina Melhor o que avaliou: 1. Diagnóstico de risco? 2. Diagnóstico Real? 3. Diagnóstico de Promoção? 4. Diagnóstico de Síndrome? • O que espero para esses problemas? • Determine prioridades de atendimento voltadas para o problema identificado • Prescreva cuidados baseados nos problemas • Determine • horários • Implemente • Acompanhe as respostas dos pacientes aos cuidados • Faça o exame físico • Se necessário trace novos diagnósticos e prescrições
  • 4. ÚLCERAS VASCULARES As úlceras vasculares dos membros inferiores aparecem como causa PRIMÁRIA OU SECUNDÁRIA a uma patologia de origem vascular. O defeito no vaso produz uma diminuição da quantidade de sangue que chega até aos tecidos da pele (doença arterial) ou por uma hipertensão venosa (insuficiência venosa); Originam uma diminuição na quantidade de oxigénio e nutrientes essenciais para a pele. As úlceras vasculares dos membros inferiores podem ser Arteriais, Venosas ou Mistas.
  • 6. FISIOPATOLOGIA DA IVC ÚLCERAS VENOSAS IVC ÚLCERA HIPERTENSÃO VENOSA ALTERAÇÕES DE MMII HIPÓXIA
  • 7. • 70 a 90% do total das úlceras de perna – Insuficiência Venosa (Hipertensão Venosa); • Prevalência: 80-90% das úlceras vasculares, têm uma maior incidência em mulheres. EPIDEMIOLOGIA
  • 8. AVALIAÇÃO CLÍNICA • Consulta de Enfermagem; • Histórico de Saúde (obesidade, gestação, doenças); • Fatores de Risco (histórico de trombose, histórico de cirurgias, tabagismo e etilismo); Exame físico : Edema, alteração vascular superficial, lesão, celulites, pele ressecada, panturrilha endurecida, varizes, prurido) Condição da pele (hemosiderose) Mobilidade funcional (movimento tornozelo e força muscular da panturrilha) Palpação dos pulsos. Exames laboratoriais.
  • 12. CARACTERÍSTICAS DAS ÚLCERAS VENOSAS • Localização: se situam no terço inferior da perna e na área supramaleolar interna. • Pulso pedioso: presente e normais; • Dor: Moderadamente dolorosas que se aliviam com o decúbito elevado das pernas. • Edema: Presente + na perna principalmente no fim do dia.
  • 13. • Dermatitis ocre (hipercromatose). • Calor local. • Varicosidades • Prurido. • Pele enrijecida, (lipodermatoesclerose) • Eczema. CARACTERÍSTICAS DAS ÚLCERAS VENOSAS Lesão Vascular venosa. Ambulatório de Cicatrização UFS Lagarto
  • 14. • São mais extensas e com formato irregular; • Quando não tratadas podem expor tecidos nobres; • Tendem a ser mais exudativas; • Tempo de cicatrização atrelado à insuficiência venosa e às complicações durante o tratamento. • Patologia limitante. CARACTERÍSTICAS DAS ÚLCERAS VENOSAS Lesão Vascular venosa. Ambulatório de Cicatrização UFS Lagarto
  • 15. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM • Controle da Dor; • Controle da Umidade e preservação da pele peri-lesão; • Manutenção do leito da ferida viável e úmido; • Controle da Infecção e do biofilme através do uso de soluções surfactabtes (PHMB, iodosforo) + inibidores de crescimento bacteriano • Terapia compressiva • Repouso.
  • 16. PADRÃO OURO PARA TRATAMENTO DE ÚLCERAS VENOSAS
  • 17. TERAPIA COMPRESSIVA IDEAL • Confortável para o paciente • Indicada de acordo com o grau de instrução do paciente • Observar a fase da lesão e os sinais clínicos
  • 18. PADRÃO OURO PARA TRATAMENTO DE ÚLCERAS VENOSAS • Meias de Descanso: 15 a 20 mmHg • Meias de Suave Compressão: 20 a 30 mmHg • Meias de Média Compressão: 30 a 40 mmHg • Meias de Alta Compressão: 40 a 50 mmHg As meias de descanso são indicadas para pessoas normais com tendência hereditária para varizes durante trabalho prolongado em pé ou sentado. LUCAS e ROCHA,2009
  • 19. PADRÃO OURO PARA TRATAMENTO DE ÚLCERAS VENOSAS Óxido de zinco: ciclo de reprodução celular e estabiliza a membrana lisossômica de leucócitos. Maior capacidade de degradação bacteriana.
  • 21. Objetivo: analisar o processo de reparo tecidual de pacientes com úlcera venosa em uso da terapia compressiva inelástica (Bota de Unna), em comparação ao uso da bandagem elástica. Método: ensaio clínico controlado randomizado em que os pacientes (n=18) foram alocados em dois grupos, os que utilizavam a Bota de Unna (grupo B) e os que utilizavam a atadura elástica (grupo A). Resultados: ocorreu redução significativa, no nível de 5%, na área, em centímetros quadrados, das úlceras do grupo B ao longo de todo o tratamento, e tendência do grupo A à redução, na área da úlcera, em centímetros quadrados apenas após a quinta semana. Conclusão: o tratamento com a Bota de Unna apresentou melhor resultado em úlceras venosas com áreas superiores a 10cm², e a atadura elástica com a gaze Petrolatum® em úlceras venosas inferiores a 10cm².
  • 22. ENFERMEIRO PODE PRESCREVER TERAPIA COMPRESSIVA? “A prescrição de uma meia elástica, realizada em receituário, deve conter informações necessárias para a decisão clínica de qual melhor produto deve ser utilizado. Portanto compreendendo que esses dispositivos não são invasivos e observando que não fere ao legado do exercício de outras profissões, o Enfermeiro e/ou Enfermeiro Estomaterapeuta quando treinado e capacitado pode prescrever terapia compressiva, para prevenção e tratamento de úlceras venosas como: meias elásticas, sistema muiticâmeras, meia elásticas com zíper e polaina de Luccas.” PARECER Nº04/2016 COFEN
  • 23. FISIOPATOLOGIA DA IAC ÚLCERAS ARTERIAIS IAC ÚLCERA ATEROSCLEROSE ALTERAÇÕES DE MMII MORTE CELULAR DOR <0,9 não indicada terapia compressiva
  • 26. INSUFICIÊNCIA ARTERIAL CRÔNICA Causas: Arteriosclerose; Fatores de Risco (idade, sexo, fator mecânico, permeabilidade endotelial) Alterações: Redução gradual do fluxo; Redução da luz do vaso. Isquemia Gradual Necrose tecidual Úlcera AGUDA Causas: trombo; êmbolo; Arterioesclerose Isquemia Grave Gangrena Reconstrução arterial/amputação ALTERAÇÕES DECORRENTES DA INSUFICIÊNCIA ARTERIAL
  • 27. • Prevalência: 10-20% das úlceras vasculares, nos idosos acima de 65 anos e em homens. • Dados sobre a doença Arterial Obstrutiva Periférica: • prevalência de 10 a 25% na população acima de 55 anos, sendo que aumenta com a idade. • Cerca de 70 a 80% dos pacientes acometidos são assintomáticos. EPIDEMIOLOGIA
  • 28. AVALIAÇÃO CLÍNICA • Consulta de Enfermagem; • Histórico de Saúde (obesidade, gestação, doenças); • Fatores de Risco (histórico de trombose, histórico de cirurgias, tabagismo e etilismo); Exame físico :  Pele atrófica  Pálida  Isquêmica  Pele fria, pele ressecada.  Sem edema;
  • 29. CARACTERÍSTICAS DAS ÚLCERAS ARTERIAIS • Localização: geralmente nos dedos dos pés, calcanhar, lateral da perna; Aspecto regular (arredondada, ovalada); • Pulso pedioso: Pulso não detectável ou filiforme ;  Dor: Dor: Intermitente; Claudicante;Aumenta com a elevação do membro melhora ao deixar os MMII pendentes; • Exsudato: Pouco exsudativa Lesão Vascular Arterial Ambulatório de Cicatrização UFS Lagarto
  • 30. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM • Controle da Dor; • Controle da Umidade e preservação da pele peri-lesão; • Manutenção do leito da ferida viável e úmido; • Controle da Infecção e do biofilme através do uso de soluções surfactabtes (PHMB, iodosforo) + inibidores de crescimento bacteriano • CONTRA-INDICADA Terapia compressiva • Sabedoria no uso de substâncias vasoconstrictoras como o Alginato de Calcio e Sódio que pioram a dor. • A melhora dependerá do grau de obstrução e provável revascularização.
  • 31. >0,9 Indicada Terapia Compressiva <0,9 não indicada terapia compressiva AVALIAÇÃO DA CIRCULAÇÃO-ITB • normal é de 1,0 a 1,4. • Um ITB menor do que 0,4 sugere doença arterial periférica grave. • Um ITB > 1,3 indica resistência arterial, artérias que não se comprimem e estão severamente calcificadas, o que aumenta a pressão sanguínea.  Diabetes de longa duração ou doença renal crônica podem levar a este estado. 𝐼𝑇𝐵 = 𝑃𝑟𝑒𝑠𝑠ã𝑜 𝑠𝑖𝑠𝑡ó𝑙𝑖𝑐𝑎 𝑡𝑜𝑟𝑛𝑜𝑧𝑒𝑙𝑜 𝑃𝑟𝑒𝑠𝑠ã𝑜 𝑠𝑖𝑠𝑡ó𝑙𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑜 𝑏𝑟𝑎ç𝑜
  • 32. HIDRATAÇÃO DA ÁREA ATÉ RESULTADO DO EXAME MANEJO DA DOR AJUSTES DE MEDICAMENTOS ENCAMINHAMENTO MÉDICO VASCULAR REALIZAÇÃO DO ITB DOPPLER
  • 33. • Investigue problemas e causas; • Examine o • paciente; • Defina Melhor o que avaliou: 1. Diagnóstico de risco? 2. Diagnóstico Real? 3. Diagnóstico de Promoção? 4. Diagnóstico de Síndrome? • O que espero para esses problemas? • Determine prioridades de atendimento voltadas para o problema identificado • Prescreva cuidados baseados nos problemas • Determine • horários • Implemente • Acompanhe as respostas dos pacientes aos cuidados • Faça o exame físico • Se necessário trace novos diagnósticos e prescrições PROCESSO DE ENFERMAGEM
  • 37. “Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força da sua alma, todo o universo conspira a seu favor” (Johann Goeth)
  • 39. • Harding K et al (2015) Simplifying venous leg ulcer management: consensus recommendations. Wounds International. • Martson W (2011) Mixed arterial and venous ulcers. Wounds 23(12): 351-6 • Azevedo MF. Feridas.: incrivelmente fácil. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. • Belo Horizonte. Protocolo de Assistência para Portadores de Ferida. Belo Horizonte: Secretaria Municipal de Saúde, 2006. • Costa, Idevânia Geraldina. Prevenção e tratamento de feridas: Guia prático. 3ª Ed. Cuiabá: Práxis Educativa, 2008. • Hess, C. T. Tratamento de feridas e úlceras. 4. ed. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2002. 226p. • Mandelbaum SH, Di Santis EP, Mandelbaum MHS. Cicatrização: conceitos atuais e recursos auxiliares- parte II. An bras Dermatol, Rio de Janeiro, 78(5):525-542, set./out. 2003. • Potter, P A. ; Perry, AG. Fundamentos de enfermagem: conceitos, processo e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999 • Prazeres SJ. Tratamento de feridas: teoria e pratica. Porto Alegre: Moriá, 2009. • Rabelo ER, Aliti GB. Exame Físico. In: SOUZA, EM. Casos clínicos para a enfermagem. Porto Alegre: Moriá, 2010. • Universidade Estadual de Campinas. Manual de Tratamento de Feridas.Hospital das Clinicas de Campinas. Grupo de Estudos de feridas. Campinas, 2000. • World Union of Wound Healing Societs (WUWHS). Principios de las mejores prácticas: exsudado en las heridas y utilidade de los apósitos. Documento de consenso. London: MEPLtd. 2007 REFERÊNCIAS