Capítulo 7:
Pecado
Tratado deTeologia Adventista do Sétimo
Dia
Apresentado por: Sócrates Quispe-
Condori
Pós-graduação Lato Sensu em Teologia e Estudos Adventistas
Disciplina: Tópicos em
Soteriologia
Docente: Dr. Adolfo Suarez
I. A Humanidadee o
Pecado
Entrada do
pecado na
história
humana
Criação do
Homem
O homem e a mulher em estado de bondade
A criação da humanidade envolvia elementos de exclusividade
divina
1. Imagem de Deus.
2. Domínio da Terra
4.
A. A Imagemde Deus
• Ser santo.
• Ser moralmente correto
• Amar a justiça
• Viver e se relacionar com base no amor.
• Ser justo e íntegro.
• Escolher a harmonia com tudo que é bom e belo,
• Obedecer às leis do Criador.
• Compreender o que é divino.
• Evitar tudo que estiver em desarmonia com a
vontade de Deus.
• Ser individualmente singular, mas coletivamente harmonioso
5.
B. O PlanoDivino para a Humanidade
• Renderiam somente a Deus sua total lealdade e adoração.
• Adoração exclusiva e completa lealdade.
• Louvor sem reservas, obediência incondicional e
gratidão absoluta.
• Devia ter domínio sobre os seres criados.
• Participar criativamente no estabelecimento e na continuação
do gênero humano.
Responsabilidade pela adoração e comunhão
6.
C. Pecado ea Imagem de Deus
• Os seres humanos recusam viver sob as prescrições da imagem
de Deus: adoração ao Criador e necessidade de companheirismo,
igualdade e dignidade humana.
• Os seres humanos estão perdidos por causa do pecado; levam uma
vida alienada de seu Criador; estão desfigurados e feridos pelo
poder e influências do pecado.
• Mas a latência da imagem de Deus não minimiza de maneira
nenhuma a monstruosidade que herdamos do pecado, tanto
individual quanto coletivamente.
• Dentro da alma há guerras raivosas entre o ideal e o real, e entre
impulsos, ambições e paixões contraditórias.
7.
II. Terminologia Bíblica
A.No Antigo Testamento
Termos Hatta’th Āwôn Pesha‘ Reshd
Citações 293 229 135 30
Tradução Errar o alvo. Iniquidade,
tortuosidade,
Violação
deliberada,
Turbulência e
desassossego.
falsidade, premeditada e
engano. obstinada de
uma norma.
Definição Aquilo que Aquilo que se Violação de Condição
de pecado falha em desvia da contrato, à oscilante dos
cumprir o retidão divina e quebra ímpios que são
padrão divino. se envolve em
comportamento
intencional de
um acordo.
lançados para a
frente e para
perverso. trás e vivem em
confusão.
8.
B. No NovoTestamento
Termos Citações Tradução Significado de pecado
Hamartia 175 Errar o alvo Algo tão grave que é capaz de afastar o
pecador de Deus e torná-lo Seu opositor
Parakoê 3 Deixar de
ouvir
fechar os ouvidos para Deus, para não
escutá-Lo, mas somente a nós mesmos
Parabasis 7 Ir além,
transgressão
Deliberada quebra da lei, a violação de um
mandamento, a entrada numa zona
proibida
Paraptõma 23 Queda,
ofensa,
transgressão
Queda, enquanto alguém devia
permanecer em pé.
Anomia 14 Iniquidade,
ilegalidade
Condição de uma pessoa que vive e age
contrariamente à lei
Adikia Injustiça Injustiça ou crime para com o semelhante.
9.
III. A Origemdo
Pecado
Deus é santidade, bondade
e veracidade absoluta
O que vemos na cruz é a resposta
eterna de Deus para o problema do
pecado.
10.
A. Origem Pré-Humanae Angélica
Orgulho e a presunção
Desafiar a prerrogativa divina de estabelecer limites às Suas
criaturas, combinado com o desejo egoísta de ser semelhante ao
Altíssimo foi o pecado que deflagrou a guerra no Céu entre Cristo e
Lúcifer, o principal dos anjos.
11.
B. A Quedada Humanidade
Fatores Implicâncias
1. Um ato
histórico
Seu impacto sobre o drama da história humana, sua derrota na
cruz e sua erradicação definitiva no juízo final são retratados na
Escritura como etapas históricas importantes, que vão desde a
rebelião até a restauração.
2. Um ato
responsável
O teste propriamente dito não tinha que ver com comer do fruto,
mas com escolher obedecer ou desobedecer a Deus. Adão e Eva
estavam clara e responsavelmente exercendo seu livre- arbítrio,
que era um dom de Deus.
3. Um ato
espiritual e
moral
Colocaram sua vontade e seu desejo acima e antes da vontade e
desejo de seu Criador. Pecado é um substituto espiritual.
4. Tentação e
queda
A tentação em si não é desculpa para o pecado. Deus concede
liberdade aos seres humanos, não para que se degradem ou
destruam essa liberdade, mas para que escolham um modo de
agir superior que engrandeça essa liberdade para a glória de
Deus e o crescimento do ser humano.
12.
IV. Natureza eEssência do Pecado
A. Pecado como Rebelião contra Deus
• O pecado começou como uma rebelião contra Deus
e Sua vontade.
• A essência do pecado é revolta contra Deus,
recusa em sujeitar-se a Ele e inimizade contra Deus.
B. Pecado como Relacionamento Desfeito
• A separação entre Deus e o ser humano provoca um estado
de culpa.
• O sintoma básico desse relacionamento quebrado com Deus é
o desassossego interno.
• A ruptura no relacionamento não se restringe
somente à
dimensão vertical, mas se estende também à horizontal.
13.
C. Pecado comoum Estado
• O pecado é um poder demoníaco, que invade o
coração humano e ali estabelece seu reino.
• Torna-se o poder controlador dos pensamentos, das emoções e
das ações do indivíduo.
• O pecado inferioriza a pessoa humana.
D. Pecado como um Tipo Específico de Mal
• Trata-se de um mal espiritual, moral e ético.
• Egocentrismo, orgulho, revolta, oposição, cobiça e
negação de Deus.
• Os atos pecaminosos específicos se manifestam
em diferentes atos de comissão e omissão.
14.
E. Pecado comoDeficiência
• O pecado é um ato voluntário pelo qual a lei de Deus para a
existência humana é desafiada, desobedecida e frustrada.
• Qualquer tentativa de substituir a vontade e a lei de Deus
por nossa própria é não alcançar Suas
expectativas e, portanto, pecar.
F. Pecado como Transgressão
• A gravidade e a especificidade do pecado
residem na escolha de ir contra a lei de Deus.
• O pecado, por ser iniquidade, torna-se impiedade.
• Os princípios da lei são tão permanentes quanto o próprio
Deus, baseado no amor a Deus e ao próximo.
15.
G. Pecado comoEgoísmo e Orgulho
• Parteessencial da natureza do pecado é o
egoísmo e o egocentrismo.
• Toda espécie de amor que retira de Deus a primazia na vida é
pecado.
• O egocentrismo pode ser considerado a raiz da qual brotam
muitos outros atos maus.
• O egocentrismo é, em essência, hostilidade contra Deus.
• Ser egocêntrico é o contrário de ser Cristocêntrico.
• A salvação é vista, portanto, como uma mudança radical do
eu para Cristo.
• O orgulho prepara o terreno para a destruição.
16.
H. Pecado comoPoder Escravizador
• Na condição de pecadores, estamos sob a
escravidão e o poder do pecado.
• C omo um mestre, o pecado exerce poder e
controle,
reinando “em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às
suas paixões”.
• O pecado como um mestre, e nós somos os
escravos. O pecado é o governante e nós somos os
governados.
• O poder escravizador do pecado é tão grande sobre a raça
humana que o Filho do homem veio para “dar a Sua vida
em resgate por muitos".
17.
I. Pecado comoCulpa e Contaminação
• Na medida em que o pecado é um princípio que habita na
natureza humana, ele inclui a contaminação.
• A contaminação:
Corrompe o coração e o toma enganoso "mais do que
todas as coisas" (Jr 17:9).
Obscurece o entendimento (Ef 4:18).
Torna maus e vãos os desígnios do coração (Gn 6:5; Rm
1:21).
Gera “palavra torpe” (Ef 4:29).
Corrompe a mente e a consciência (Tt 1:15).
Deixa o ser humano morto em “delitos e pecados”.
• Ao conceito de pecado como culpa e contaminação, a Bíblia
também acrescenta a impureza e a imundícia.
18.
J . Pecadocomo Negligência do Dever
• A descrição bíblica do pecado inclui atos tanto de comissão
como de omissão.
• A maior parte dos pecados é por comissão,
exemplificado em Gênesis 3.
• O segundo tipo de pecado, o de omissão do
dever, é
ilustrado em Gênesis 4.
19.
V. Consequências doPecado
A. Consequências para os Seres Humanos
Para ... Consequências
1. Adão e Eva Descobriram o enorme preço do pecado: ele os separou de Deus,
fazendo com que entrassem num estado de alienação e
estranhamento e morte, transmitido à sua posteridade.
O trabalho que devia ser uma alegria se tornou uma coisa
penosa
2. A raça humana Tanto homens quanto mulheres se tornaram presas de
perversões antinaturais, e se encheram de “toda injustiça,
malícia, avareza e maldade”. Ficaram “possuídos de inveja,
homicídio, contenda, dolo e malignidade”, e muito mais.
A consequência final do pecado para a raça humana é a
morte
3. O mundo físico Os espinhos e cardos (Gn 3:17 e 18), as consequências do dilúvio
(Gn 7:12), as terras desertas e áridas, os gemidos da Terra por
libertação (Rm 8:19- 22) são algumas das imagens usadas pela
Bíblia para descrever o efeito do pecado sobre o mundo.
20.
B. Consequências paraDeus
• O pecado tem a audácia de acusar a Deus de ser o motivo que o
causou.
• O amor de Deus pelo pecador custou a vida de Seu Filho.
• O pecado interrompeu o relacionamento de Deus com Adão e
Eva, que era franco, aberto e face a face (Gn 3:8-10; Is 59:1 e
2).
• A consequência final do pecado para Deus é enfrentar o desafio
do usurpador, o demônio.
21.
VI. A Extensãoe Eliminação do Pecado
A. A Extensão do Pecado
Extensão Consequências
1. O efeito cósmico
do pecado
• Estamos expostos diante do Universo.
• Somos um espetáculo no qual se demonstra a luta entre a
justiça e o pecado, entre Cristo e Satanás.
• A batalha pela raça humana perdida é real.
• O Céu presta atenção ao pecado e sua história, e o mundo
angélico observa constantemente os efeitos do pecado.
• A Bíblia garante que aquilo que foi perdido por Adão será
reconquistado pelo sacrifício de Cristo
2. A universalidade
do pecado
• Toda a humanidade vive numa tríplice revolta:
Revolta contra Deus.
Revolta contra os semelhantes.
Revolta dentro de si mesmo.
• O AT ensina claramente que ‘não há homem que não
peque.
• Ninguém escapa à contaminação e ao ônus do pecado,
pois
“não há justo, nem um sequer”.
22.
B. A Transmissãodo Pecado
• A queda de Adão como a fonte do pecado e da morte que lhe é
subsequente.
• Apesar dessa herança, os descendentes de Adão
podem se
gloriar “em Deus por nosso Senhor J esus
C risto: reconciliação.
• O pecado é uma experiência humana real, e a salvação por
meio de Cristo também é real.
• A tendência para pecar ou a tentação para pecar
não é pecado.
• Ceder ao pecado e cometer o ato pecaminoso, transgredindo
assim a lei de Deus.
23.
C. Morte, oCastigo do Pecado
Aspectos Definições
1. A ira de Deus • A ira de Deus se origina de Sua santidade e justiça, e é Sua
resposta de revolta contra o pecado
• A ira divina é a reação natural do santo amor de Deus contra o
pecado.
• A ira de Deus tem um aspecto presente e futuro.
2. A justiça de
Deus
• A justiça de Deus exige que Ele execute a sentença de morte
que a desobediência merece (Gn 2:17).
• Existe a primeira morte, resultado do pecado de Adão, comum a
todos. J á a segunda morte é aquela que põe fim à carreira do
pecado.
• A segunda morte é por escolha.
24.
C. A Erradicaçãodo Pecado
• A erradicação do pecado só se tornou possível pela
morte expiatória de Jesus.
• A cruz sobre a qual foi oferecido o sacrifício definitivo (Heb.
9:26) foi a forma de Deus lidar com o pecado.
• “Cristo morreu pelos nossos pecados,
segundo as
Escrituras" (ICo 15:3).
• A morte vicária de Jesus na cruz — o inocente morrendo pelos
pecados de todos — esmagou a força do pecado e o poder de seu
originador.
• A erradicação final do pecado do Universo está reservada para
o futuro, para depois do milênio, no dia do Senhor.
25.
VII. Contexto Histórico
A.A Igreja Primitiva
• A igreja pós-apostólica não sistematizou
imediatamente uma doutrina formal sobre o pecado.
• Para a igreja primitiva, era suficiente dizer que
todos os seres humanos são pecadores.
Representantes Ensinamentos
1. Irineu
(115 – 202 a.C.)
• Fazia distinção entre a “imagem de Deus" e a "semelhança de
Deus.
• Deus desceu aos seres humanos pecadores para poder elevá-los
até Ele.
2. Orígenes
(195 – 254 a.C.)
• Achava que as almas humanas pecaram em uma existência
anterior: entraram no mundo em uma condição pecaminosa.
• Aprisionadas em corpos humanos, as almas começavam uma
peregrinação em busca de Deus.
• Ao aceitarem o evangelho entram em um processo de salvação e
restauração.
26.
B. Pelágio eAgostinho
Representantes Ensinamentos
1. Pelágio
(350 – 425 a.C.)
• Se as pessoas são realmente humanas, elas devem possuir a
liberdade responsável de escolha.
• Os seres humanos são perfeitamente capazes de obedecer a
Deus, assim como Adão o era ao ser criado.
• Os indivíduos são responsáveis apenas pelos pecados que
cometem pessoalmente e conscientemente.
2. Agostinho
(354 – 430 a.C.)
• Argumentava que a perfeição não podia ser alcançada pelo
esforço humano, porque os seres humanos são culpados e
ofensivos a Deus.
• Antes da queda, Adão possuiu livre-arbítrio limitado.
• Quando Adão decidiu exercer a capacidade de pecar, perdeu a
capacidade de se abster do pecado. Perdeu a liberdade de
escolha.
• O "pecado original’’ era o pecado de toda a raça humana, e não
apenas de Adão.
• Os seres humanos não podem ser salvos por seus próprios
méritos ou esforços, mas somente pelo amor e graça de Deus
27.
C. Idade Média
RepresentantesEnsinamentos
1.
Anselmo
(1033 – 1109
d.C.)
• Definia pecado original como a "ausência de bondade”.
• Para os escolásticos, o pecado, é uma ofensa infinita contra
Deus e requer infinita satisfação.
• O ser humano não havia sofrido a corrupção total da natureza
espiritual, mas apenas a perda de alguns dons, como santidade,
imortalidade, sabedoria e domínio.
2.
Tomás de
Aquino (1224
– 1274 d.C.)
• Imagem: natureza intelectual da pessoa (racionalidade,
capacidade moral e aptidão para compreender e amar a Deus).
Adão perdeu essa imagem na queda
• Semelhança: dotação sobrenatural da graça (amar e obedecer a
Deus). Isso se perdeu com a queda, mas é restaurado no batismo.
• Dois são os tipos de pecado:
Mortal: a alma humana vira as costas para Deus.
Venial: quando há distúrbio na alma, mas não a ponto de
virar o rosto para Deus.
• Esses pecados só são perdoados pelo sacramento da penitência.
28.
D. Reforma
Representantes Ensinamentos
1.
Martinho
Lutero(1483
– 1546 d.C.)
• Antes da queda, Adão tinha inclinação somente para o bem.
Depois da queda, ele e seus descendentes ficaram sujeitos ao
pecado.
• A natureza humana se tornou pecaminosa e cheia de
concupiscência.
• O pecado é, acima de tudo, falta de fé.
2. João Calvino
(1509 – 1564
d.C.)
• A natureza humana mudou substancialmente depois da queda, a
ponto de os seres humanos serem capazes de fazer o bem civil,
mas não o bem moral.
• Pecado não é apenas cometer atos pecaminosos; é também a
“depravação hereditária e a corrupção hereditária”.
• Mesmo antes da queda ou da criação, Deus em Seu eterno
conselho e sabedoria predestinou algumas de Suas criaturas
para a salvação e outras para a perdição.
29.
Representantes Ensinamentos
3. UlricoZwínglio
(1484 – 1531
d.C.)
• O pecado original como uma enfermidade moral, mas não lhe
atribuía culpa.
• Fé era essencial à salvação e que o foco dessa fé era a morte de
Cristo.
• Aceitava a predestinação incondicional para a salvação.
4. Reformadores
anabatistas
• Pecado é a transgressão da lei de Deus, uma rebelião individual
contra a vontade divina.
• O pecado é um ato individual e não coletivo.
• O perdão do pecado baseia-se, portanto, no arrependimento e
confissão individual do pecado a Deus.
30.
E. Pós-Reforma
Representantes Ensinamentos
1.Jacó
Armínio
(1560 – 1609
d.C.)
• Adão, no seu estado original, era plenamente capaz de
obediência total e voluntária a Deus.
• Por causa do pecado, perdeu a justiça original, ficando exposto à
miséria e à morte. Essa fraqueza foi transmitida aos seus
descendentes.
• Os seres humanos são inteiramente incapazes de obedecer a
Deus ou alcançar vida eterna.
• O pecado, bem como a perda eterna, são de inteira
responsabilidade das decisões da vontade humana.
2. O Concílio de
Trento
(1545 – 1563
d.C.)
• Como resultado do pecado, Adão perdeu o dom da justiça que
lhe fora concedido.
• O pecado de Adão prejudicou a raça humana, com exceção de
Maria.
• Na vida espiritual, o livre-arbítrio foi enfraquecido, mas não
perdido.
• Ordenou que crianças fossem batizadas para serem purificadas
da contaminação herdada de seus pais.
31.
F. Séculos 17e 19
Representantes Ensinamentos
1.
Johannes
Cocceius
(1603 – 1669
d.C.)
• Teologia Federal:
Adão era representante federal da raça humana.
O pecado de Adão foi imediatamente imputado a todos os
seus descendentes.
A punição pela desobediência foi a corrupção e a morte de
Adão e de todos os seus descendentes.
2. Josua
Placaeus (1509
– 1564 d.C.)
• Imputação Mediata:
A base para a condenação da raça humana é nossa natureza
corrupta e não a de Adão.
O Sínodo de Charenton (1644) rejeitou essa posição.
estabeleceu assím uma distinção entre a imputação
imediata e mediata, mas negou que a imputação fosse
imediata
32.
Representantes Ensinamentos
3. JohnWesley
(1703 – 1791
d.C.)
• Metodismo:
Deus comunica aos seres humanos graça preveniente.
Dotados dessa capacidade de autodeterminação, os seres
humanos são capazes de escolher entre o bem e o mal.
Tanto a justificação quanto a santificação são essenciais no
trato com o pecado.
Distinguia entre pecados típicos e atípicos.
4. Nathaniel
Taylor (Início
Século 19.)
• Teologia da Nova Escola.
Negava a imputação do pecado de Adão.
Os seres humanos não regenerados podem reagir
favoravelmente ao sacrifício de Cristo sem esperar pelo
Espírito Santo para dar o primeiro passo.
5. William G. T.
Shedd (Meados
Século 19)
• Escola Realística:
Afirmava que Deus imputou a cada um dos descendentes de
Adão culpa, depravação e pena de morte.
O pecado começou com o egoísmo, e o orgulho foi o pai de
todos os pecados.
33.
G. Século 20
RepresentantesEnsinamentos
1. Karl Barth
(1886 – 1968 d.C.),
Emil Brunner
(1889-1966 d.C.),
Reinhold
Niebuhr
(1892-1971 d.C.)
• Nova Ortodoxia:
Pecado como “inutilidade”, “uma contradição à vontade
positiva de Deus e uma brecha na aliança divina.
No ser humano não habita nada de bom.
Cada pessoa peca individualmente.
O pecado original não é herdado, mas um fato da vida
2. Ritschl • Evangelho Social:
O pecado: atos individuais que surgem da ignorância
ou de uma falha em conceber valores éticos.
3. Vários • Teologia da Libertação:
O pecado não deve ser compreendido apenas em termos
religiosos, mas em termos de opressão social, política e
econômica dos pobres.
O pecado é transmitido por meio da corrupta rede de
instituições, relações, atitudes e do egoísmo social,
principalmente o egoísmo empresarial.
34.
H. Concepção Adventista
•Tem raízes no conceito bíblico do grande conflito, uma guerra
cósmica que envolve os poderes sobre-humanos do bem e do
mal.
• A questão central do conflito é o caráter de Deus: Deus de
Amor.
• Os adventistas enfatizam que o pecado de Adão trouxe como
resultado a condição de alienação de Deus na qual todo ser
humano nasce.
• A perfeição só é possível como um dom da graça de Deus,
conferido aos fiéis no momento do segundo advento.
35.
“O grande conflitoterminou. Pecado e
pecadores não mais existem. O Universo
inteiro está purificado. Uma única
palpitação de harmonioso júbilo vibra
por toda a vasta criação. D’Aquele que
tudo criou emanam vida, luz e alegria
por todos os domínios do espaço infinito.
Desde o minúsculo átomo até ao maior
dos mundos, todas as coisas, animadas
e inanimadas, em sua serena beleza e
perfeito gozo, declaram que Deus é
amor" (GC, 678).
36.
VIII. Implicações paraa Vida Cristã
A. Natureza de Deus:
• Ensina que Deus decidiu confiar às Suas criaturas o poder da
escolha, e que partilhou com a humanidade algo de Seu poder
criativo.
• Ensina que Deus é amor e justiça.
B. Natureza e Dignidade dos Seres Humanos
• Ensina que fomos criados à imagem de Deus, à
Sua semelhança, um pouco abaixo dos anjos.
• Deus compartilhou conosco uma parte dEIe mesmo e
nos dotou de imaginação, intelecto e criatividade.
37.
C. Grandeza doAmor de Deus
• Deus não somente nos amou e tomou providências para nossa
salvação, senão também que nos tornou possível partilhar
amor uns com os outros.
• A operação do companheirismo cristão só é possível por causa
do amor redentor de Deus.
D. Poder sobre a Tentação
• A história do pecado nos mostra, que não precisamos nos
tornar vítimas da tentação: mediante a graça de um Deus
amoroso, podemos alcançar a vitória.
38.
E. Responsabilidade Moral
•A lei moral externa e a lei interna da consciência se unem
para nos fazer lembrar que não somos e não podemos ser iguais
a Deus.
• Temos o compromisso de partilhar valores, e esses só fazem
sentido dentro do contexto da glória de Deus.
F. Significado e Propósito da Vida
• Na história, quando chegou a "plenitude do tempo”
(G ên. 4:4), Jesus resolveu o problema do pecado.
• Quando novamente chegar a plenitude do tempo do
fim,
Jesus voltará para erradicar o pecado e estabelecer o reino
justo de Deus.
39.
IX. Comentários deEllen G. White
A. A Humanidade diante do Pecado
“Certamente, não era o propósito de Deus
que o homem fosse pecaminoso. Fez a
Adão puro e nobre, sem nenhuma
tendência para o mal. Colocou-o no
Éden, onde havia todo estímulo para
permanecer leal e obediente. A lei foi
posta ao redor dele como uma
salvaguarda” (SDABCl,1084)
40.
B. A Origemdo Pecado
"Adão cedeu à tentação, e visto termos
tão claramente diante de nós a questão
do pecado e de suas consequências,
podemos ler da causa para o efeito e
ver que o que constitui o pecado não é
a magnitude do ato, senão a
desobediência à vontade expressa de
Deus, o que é uma negação virtual de
Deus, uma rejeição das leis de Seu
governo” (SDABCl, 1083).
41.
C. A Naturezae Essência do Pecado
“O homem foi originariamente dotado de nobres
faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um
ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus
pensamentos eram puros, santos os seus intentos. Mas
pela desobediência, suas faculdades foram
pervertidas, e o egoísmo tomou o lugar do amor.
Sua natureza tornou-se tão enfraquecida pela
transgressão que lhe era impossível, em sua
própria força, resistir ao poder do mal. Fez-se
cativo de Satanás, e assim teria permanecido
para sempre se Deus não tivesse intervindo de
modo especial” (CC, 17).
42.
D. Consequências doPecado
"Cada ato de transgressão, cada
negligência ou rejeição da graça de
Cristo, recai sobre vós mesmos;
endurece o coração, deprava a
vontade, entorpece o entendimento,
tornando-vos não só menos inclinados a
ceder à terna súplica do Santo Espírito
de Deus, como também menos capazes
de o fazer” (CC, 33).
43.
E. Extensão eEliminação do Pecado
“Contemplai a cruz do Calvário. Ali está
Jesus, que deu a vida, não para que os
homens continuassem no pecado, não
para que tivessem licença para quebrar
a lei de Deus, mas a fim de que, pelo
Seu infinito sacrifício, possam ser
salvos de todo o pecado”. (TM, 161,
162).
44.
F. Implicações paraa Vida Cristã
“A vida cristã é uma milícia. [...] Nesse
conflito da justiça contra a injustiça, só
podemos ser bem-sucedidos mediante o
auxílio divino. Nossa vontade finita precisa ser
levada em submissão à vontade do Infinito;
a vontade humana deve se fundir com a
divina. Isso trará o Espírito Santo em nosso
auxílio; e cada conquista tenderá
para o restabelecimento da possessão
adquirida
de Deus e a restauração de Sua imagem