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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA
Estudo da influência do exercício aeróbico na
Depressão Maior
MARIA DAS GRAÇAS RODRIGUES ARAUJO
Brasília
Novembro, 2011
MARIA DAS GRAÇAS RODRIGUES ARAUJO
Estudo da Influência do Exercício Aeróbico na
Depressão Maior
Trabalho apresentado em cumprimento às
exigências acadêmicas parciais da disciplina
Estágio Básico I – Projeto de Pesquisa
Qualitativa – do curso de Psicologia do Centro
Universitário de Brasília (UniCEUB).
Professor orientador: Rogério Lopes de Sousa.
Brasília
Novembro, 2011
SUMÁRIO
JUSTIFICATIVA........................................................................................................................4
INTRODUÇÃO..........................................................................................................................5
Método......................................................................................................................................10
Participantes..........................................................................................................................10
Local......................................................................................................................................10
Materiais e Instrumentos.......................................................................................................10
Procedimento........................................................................................................................11
Análise dos dados......................................................................................................................12
REFERÊNCIAS........ ...............................................................................................................13
ANEXOS..................................................................................................................................16
Anexo A: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. (TCLE)...........................................17
Anexo B: Beck Depression Inventory (BDI)…...……………………………….....................18
Anexo C: Controle de Exercícios (CE).....................................................................................20
4
JUSTIFICATIVA
Este projeto se justifica pelo fato de possibilitar uma investigação de possíveis
contribuições do exercício aeróbico na redução dos níveis de Depressão Maior, a qual,
segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), está sendo considerada um problema
prioritário de saúde pública estando, mundialmente, entre as cinco doenças mais
incapacitantes e para a qual a OMS estima, que até 2020, que passará da 4ª para a 2ª posição
entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo e que, devido aos gastos
com tratamento para a população e às perdas de produção, será a depressão a doença que mais
gerará custos econômicos e sociais para os governos. (OMS, 2001).
5
INTRODUÇÃO
Consta da “Revisão das diretrizes da Associação Médica Brasileira para o tratamento
da depressão” que a ocorrência da depressão é relativamente comum , frequentemente
associada a cronicidade, recorrência, incapacitação funcional, comprometimento da saúde
física, limitação da atividade e do bem estar, bem como uma maior utilização de serviços de
saúde. (Fleck, Berlim, Lafer, Sougey, Del Porto, Brasil, Juruena e Hetem (2009).
De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM-
IV-TR) da American Psychiatric Association (APA, 2003) a depressão maior é um período de
pelo menos duas semanas durante o qual existe humor depressivo ou perda de interesse em
quase todas as atividades. Os sujeitos devem, também, experimentar pelo menos um sintoma
adicional de uma lista que inclui alterações no apetite ou peso, sono e atividade psicomotora,
diminuição da energia, dificuldades em pensar, concentrar-se ou tomar decisões, ou
pensamentos recorrentes a propósito da morte ou ideação, planos ou tentativas suicidas,
sentimentos de desvalorização pessoal ou culpa.
Castro (2011), através da agência de notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa de
São Paulo (FAPESP), divulgou informações referentes a um estudo coordenado pelo
sociólogo Ronald Kessler, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, cujo resultado que a
depressão maior está em crescimento e começa a se tornar um problema de saúde pública no
mundo inteiro. Neste estudo foi feito um mapeamento do transtorno em 18 países (alta renda
- Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados
6
Unidos) e baixa e média renda (Brasil – com dados exclusivamente de São Paulo –,
Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul e Ucrânia), onde o Brasil como o país
com a maior número de pessoas deprimidas. O estudo foi coordenado pelo sociólogo Ronald
Kessler, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
O exercício físico é definido por Matsudo (2001) como uma subcategoria da atividade
física repetitiva planejada e estruturada, capaz de produzir melhoras ou manutenção da
aptidão física. Estudos têm sido realizados em relação ao potencial papel da atividade física
na reversão e/ou tratamento da depressão e dos sintomas depressivos (Paluska & Schwenk,
2000). Segundo Teychenne, Ball & Salmon, 2008, existe uma relação inversa entre atividade
física e a probabilidade de adultos sofrerem depressão. Numa investigação realizada por
Fukukawa, Nakashima, Tsuboi, Kozakai, Doyo, Niino et al. (2004), em 1.151 adultos, foi
constatado pelos mesmos que atividade física apresenta um efeito protetor quanto ao
surgimento de sintomas depressivos. A relação entre atividade física e depressão também foi
examinada por Harris, Cronkite e Moos (2006). O exercício aeróbico é aquele que é
produzido com baixa intensidade em um espaço longo de tempo (Ammerican College Sport
Medicine, 1971, citado por Ribeiro).
A depressão maior foi avaliada por Babyak, Blumenthal, Herman, Khatri,
Doraiswamy, Moore e colaboradores (1999) em 156 adultos com essa perturbação após a
execução de três tipos de atividades: exercícios aeróbios, terapia farmacológica ou a
combinação dos dois. Eles verificaram que, após quatro meses de tratamento, os três grupos
apresentaram significativa melhora e que, após 10 meses, os grupos de exercício aeróbico
apresentaram baixa mais significativa nas taxas de recaídas do que no grupo que utilizou
apenas medicamentos. Considera-se, portanto, que existem indicativos de que a utilização de
7
exercícios – contínuo e duradouro - produz benefícios terapêuticos em pessoas acometidas de
perturbação depressiva maior.
Segundo Vieira, Mauro Porcu e Marques da Rocha (2007), pesquisas têm mostrado
que o exercício físico pode ser um auxiliar nas terapêuticas tradicionais, demonstrando
influência positiva sobre os estados de depressão, sinalizam, inclusive, que a inatividade física
é um fator que tem se associado fortemente a estados variados dessa doença. Esses autores
relatam, também, resultados de estudos mostram que a intervenção com exercícios físicos em
pacientes com depressão aguda e crônica produziram efeitos redução nos níveis de depressão.
(Vieira, Mauro Porcu & Marques da Rocha, 2008).
Em relação à prática de atividade física, a escala de exercício físico de Prochaska,
Sallis e Long (2001) utiliza duas variáveis para avaliar a frequência rotineira do exercício
físico numa semana normal. Utiliza para tanto, uma escala que varia de zero a sete dias e
duração da sessão de 60 minutos. Por outro lado, recomendações atuais sugerem o mínimo de
30 minutos consecutivos ou fracionados em cinco ou mais dias da semana (Haskell et al.,
2007; Pate et al., 1995).
Um dos instrumentos que é utilizado para avaliar a depressão e sintomas depressivos é
o Beck Depressive Inventory (BDI) (Beck, Ward, Mendelson, Mock, & Erbaugh, 1961).
Esse inventário contém 21 itens com quatro frases, as quais descrevem quatro possibilidades
ordenadas por gravidade de depressão sintomática e com cotação de 0 a 3. Neste projeto de
pesquisa, as respostas serão dadas numa escala de tipo Likert, representando 1 – “discordo”,
2- “nem concordo nem discordo” e 3 – “concordo”. Os itens se referem a: tristeza,
pessimismo, sensação de fracasso, falta de satisfação, sensação de culpa, sensação de punição,
auto-depreciação, auto-acusação, idéias suicidas, crises de choro, irritabilidade, retração
social, indecisão, distorção da imagem corporal, inibição no trabalho, distúrbio de sono, perda
8
de apetite, perda de peso, preocupação somática, diminuição de libido. Conforme Pinto e
Vasconcelos-Raposo (2003), a BDI apresenta uma estrutura fatorial com 3 constructos: o
fator 1 representa a dimensão auto-depreciação e inclui os itens 1, 4, 12, 13 e 14; o fator 2
designado cognição-afeto é constituído pelos itens 3, 5, 6, 7, 15 e 17; e o fator 3 representa a
dimensão somática e engloba os itens 16,18, 19 e 21
Para Cozby (2003) usa-se o delineamento experimental de sujeito único quando se
deseja identificar o efeito de uma manipulação experimental num participante de uma
pesquisa. Nesse caso, registra-se o comportamento do sujeito durante um período de controle
de linha de base. A manipulação é introduzida durante um período de tratamento em que o
comportamento do sujeito continua sendo observado. Caso ocorra mudança no
comportamento no período de tratamento, em relação à linha de base, será um indicativo da
eficácia da manipulação. Segundo Sampaio, Azevedo, Cardoso, Lima, Pereira e Andery
(2008) “Os delineamentos de sujeito único constituem a abordagem experimental preferida
por muitos pesquisadores do comportamento”.
O Delineamento com Linha de Base Múltipla é uma das formas utilizadas para se
contornar o problema de possível existência de muitas outras razões para a mudança
verificada, além do tratamento, especialmente para os casos em que a reversão às condições
anteriores seja impossível ou antiética (Cosby, 2003). Num delineamento com linha de base
múltipla demonstra-se a eficácia do tratamento quando um comportamento muda apenas após
a introdução da manipulação e para que a eficácia do tratamento seja demonstrada, há a
necessidade de que a mudança seja verificada sob múltiplas circunstâncias, de forma a que se
possa excluir a possibilidade de que outros eventos estejam contribuindo para essas mudanças
(Cosby, 2003).
9
Uma das muitas variantes do delineamento com linha de base múltiplo é a utilização
de delineamento com linha de base múltipla entre sujeitos, na qual os comportamento de
vários sujeitos são registrados ao longo do tempo e onde a introdução da manipulação para
cada sujeito é introduzida em diferentes momentos. (Cosby, 2003). “Na linha de base múltipla
entre sujeitos, registra-se o comportamento de vários sujeitos ao longo do tempo; para cada
sujeito, no entanto, a manipulação é introduzida num momento diferente” (Cozby, 2003).
Neste trabalho está sendo proposta uma pesquisa quantitativa com delineamento de
sujeito único com base múltipla entre sujeitos, a qual terá uma duração de seis meses com o
objetivo de se avaliar os efeitos do exercício aeróbicos em pessoas com depressão maior. Para
tanto a variável dependente (VD) será a depressão, cujos níveis serão medidos através do
Beck Depression Inventory – BDI e o exercício será a variável independente (VI).
10
Método
Participantes
O experimento contará com a participação de oito voluntários diagnosticados com
depressão maior com base no DSM-IV-TR (APA, 2003) estando em tratamento convencional
com antidepressivos no Hospital Universitário de Brasília (HUB), mulheres e/ou homens,
com idade variando entre 25 e 30 anos, para os quais não está sendo utilizado tratamento
psicoterápico. Sendo, todos eles, sedentários, não submetido recentemente a cirurgias, não
existindo comprovadamente para os mesmos nem impedimento patológico nem
medicamentoso para realização de exercícios físicos.
Local e material
A aplicação do questionário BDI será realizada no UniCEUB. O programa de
exercícios aeróbicos estabelecido para cada participante será realizado em academia escolhida
pelo participante.
Serão utilizados os seguintes materiais: 10 canetas e 10 cópias do Termo de
Consentimento Livre e esclarecido – TCLE (Anexo A).
Instrumentos
Como instrumento de avaliação a será utilizado o Beck Depression Inventory – BDI
(Anexo B) adaptado para língua portuguesa na versão do Brasil por Gorestein e Andrade
(1998), bem como um programa individual de exercícios aeróbicos. Para o registro da
freqüência e participação será utilizado o formulário Controle de Exercícios (CE) constante
do Anexo C.
11
Procedimento
Todos os participantes assinarão o TCLE e responderão ao questionário BDI, antes de
iniciarem os seus respectivos programas de exercícios aeróbicos pelo ao menos cinco dias por
semana, cada sessão diária com duração mínima de 30 minutos.
Os professores de Educação Física - profissionais devidamente habilitados para essa
função - responsáveis pelo planejamento e condução dos exercícios aeróbicos a serem
realizados pelos sujeitos da pesquisa - fornecerão à pesquisadora, antes do início programa de
exercícios, uma cópia do planejamento proposto para cada sujeito. A pesquisadora solicitará
a esses profissionais que, ao final do programa, entregue à mesma o formulário “Controle de
Exercícios” devidamente preenchido com informações referentes à adesão do sujeito ao
programa estabelecido (freqüência e duração das sessões de exercícios) e que comunique à
pesquisadora sobre possíveis alterações na programação de exercício que foi planejada.
A pesquisa se desenvolver em três fases, descritas a seguir.
Primeira Fase
Apenas quatro participantes - identificados como S1, S2, S3 e S4 - iniciarão os seus
programas de exercícios aeróbicos.
Segunda fase: Doze semanas após início da pesquisa
Os participantes S1, S2, S3 e S4 responderão, novamente, ao questionário BDI, após o
que darão continuidade aos seus programas de exercícios.
Nesta ocasião, quatro novos participantes - identificadas como S5, S6, S7 e S8 -
iniciarão os respectivos programas de exercícios aeróbicos.
12
Terceira fase: Vinte e quatro semanas após o início da pesquisa
Todos os participantes responderão ao questionário BDI após o que a pesquisa é
encerrada.
Análise de dados
A análise dos dados ocorrerá através da avaliação dos participantes que atingirem
duração mínima de exercício de 30 minutos e freqüência mínima de cinco vezes por semana,
onde serão verificadas, para cada participante, as possíveis relações existentes entre a variável
dependente e a variável independente, através da comparação dos resultados da VD obtidos
no período de controle de linha de base com os apresentados em outros momentos, após a
intervenção com exercícios aeróbicos.
13
REFERÊNCIAS
American Psychiatric Association (APA). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos
mentais. DSM-IV-TR. 4ª. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.
Babyak, M., Blumenthal, J., Herman, S., Khatri, P., Doraiswamy, M., Moore., K. et al.
(1999). Exercise treatment for major depression: Maintenance of therapeutic benefit at 10
months. Psychosomatic Medicine, 62, 633-638.
Beck, A.T., Ward, C., Mendelson, M., Mock, J. & Erbaugh, J. (1961). An inventory for
measuring depression. Archives of General Psychiatry, 4, 561-571.).
Castro, F. Mapa global da depressão. Agência de Notícias FAPESP. (Especiais, 2011, julho
26). Acesso em 14 de novembro, 2011, em http://agencia.fapesp.br/14229.
Cozby, Paul. Métodos de pesquisa em ciências do comportamento. São Paulo. Ed. Atlas.
2003.
Fleck, Berlim, Lafer, Sougey, Del Porto, Brasil, Juruena & Hetem. Revisão das diretrizes da
Associação Médica Brasileira para o tratamento da depressão in Rev Bras Psiquiatr.
2009; 31(Supl I):S7-17.
Fukukawa, Y., Nakashima, C., Tsuboi, S., Kozakai, R., Doyo, W., Niino, N. et al. (2004).
Age differences in the effect of physical activity on depressive symptoms. Psychology and
Aging, 19 (2), 346-351.
14
Goreinstein, C. & Andrade, L. (1998). Inventário de depressão de Beck: Propriedades
psicométricas da versão em português. Revista de Psiquiatria Clínica, 25 (5), 245-250.
Harris, A., Cronkite, R., & Moos, R. (2006). Physical activity, exercise coping and depression
in a 10- year cohort study of depressed patients. Journal of Affective Disorders, 93, 79-
85.).
Haskell, W.L., Lee, I., Pate, R.R., Powell, K.E., Blair, S.N. et al. (2007). Physical activity and
public health: Updated recommendation for adults from the American College of Sports
Medicine and the American Heart Association. Medicine & Science in Sports & Exercise,
39 (8), 1423-1434.
Matsudo, S M; Matsudo, V K R; Neto, T L B. Atividade física e envelhecimento: aspectos
epidemiológicos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte 2001;7:2-13.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. (2001). Relatório Mundial sobre a saúde 2001:
Saúde mental: nova concepção, nova esperança. Genebra, Suíça: Editora da OMS.
Paluska, S.A., & Schwenk, T.L., (2000). Physical activity and mental health. Sports
Medicine, 29, 167-180.
Pate, R., Pratt, M., Blair, S., Haskell, W., Macera, C., Bouchard, C. et al. (1995). Physical
activity and public health: A recommendation from the Centers for Disease Control and
Prevention and the American College of Sports Medicine. The Journal of the American
Medical Association, 273 (5), 402-407.
Pinto, G. & Vasconcelos-Raposo, J.(no prelo). Validação do Inventário de depressão de Beck
como instrumento de pesquisa em estudantes universitários portugueses. Manuscrito não
publicado
15
Prochaska, J., Sallis, J., & Long, B. (2001). A physical activity screening measure for use with
adolescents in primary care. Archives of Pediatric Adolescence Medicine, 155, 554-599.
Ribeiro, J. (1988) Efeitos psicológicos da atividade física. Jornal da psicologia, 7, 5,10-14.
Teychenne, M., Ball, K. & Salmon, J. (2008). Physical activity and likelihood of depression
in adults: A review. Preventive Medicine, 46, 397-411.
Vieira J.L.L., Porcu M., Marques da Rocha P.G. (2007). A prática de exercícios físicos
regulares como terapia complementar ao tratamento de mulheres com depressão. J Bras
Psiquiatr, 56(1): 23-28, 2007.
Vieira J.L.L., Porcu M., Marques da Rocha P.G. (2008 abr./jun.). A influência do exercício
físico no humor e na depressão clínica em mulheres. Motriz, Rio Claro, v.14 n.2 p.179-
186.
16
ANEXOS
17
Anexo A
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE
Esta pesquisa está sendo desenvolvida por Maria das Graças Rodrigues Araujo, aluna do
Centro Universitário de Brasília – UniCEUB – e faz parte da disciplina Estágio Básico I, cujo
orientador é o Profº Rogério Lopes de Sousa, e tem como objetivo avaliar os efeitos do
exercício em pessoas com depressão maior.
Sua participação se dará por meio da adoção de um programa de exercícios aeróbicos, numa
freqüência mínima de cinco vezes por semana, cada sessão com duração de, no mínimo 30
minutos. A sua identidade será mantida em sigilo. Não existem riscos físicos envolvidos.
Não haverá nenhum tipo de pagamento ou gratificação financeira pela sua participação e
Você é livre para decidir sobre sua participação, podendo retirar seu consentimento em
qualquer momento da pesquisa.
A pesquisadora está a sua disposição para qualquer esclarecimento de dúvidas. O contato
pode ser pessoal ou através do e-mail graça.ceub@gmail.com. A sua participação é muito
importante pois contribuirá na avaliação do efeito do exercício em pessoas com depressão
maior.
Você poderá ter um retorno sobre a pesquisa, caso seja do seu interesse.
Este consentimento foi feito em duas vias. Uma ficará sob a posse do participante e outra sob
a posse da pesquisadora.
Eu, ____________________________________________, RG/CPF_____________, abaixo
assinado, concordo em participar da pesquisa “Avaliação do efeito do exercício em pessoas
com depressão grave”, como sujeito. Fui devidamente informada e esclarecida pela
pesquisadora MARIA DAS GRAÇAS RODRIGUES ARAUJO sobre a pesquisa, os
procedimentos nela envolvidos, assim como os possíveis riscos e benefícios decorrentes de
minha participação. Foi-me garantido que posso retirar meu consentimento a qualquer
momento, sem que isso leve a qualquer penalidade de qualquer natureza.
Desejo Não desejo ser informado sobre o resultado da pesquisa.
Local: Brasília-DF Data: _______________________________________de 1911.
______________________________________________________________________
Assinatura da PARTICIPANTE
______________________________________________________________________
Assinatura da PESQUISADORA
18
Anexo B
Beck Depression Inventory – BDI
Este questionário consiste em 21 grupos de afirmações. Depois de ler cuidadosamente cada grupo, marque o
campo próximo à afirmação, em cada grupo, que descreve melhor a maneira que você tem se sentido na última
semana, incluindo hoje. Se várias afirmações em um grupo parecerem se aplicar igualmente bem, marque cada
uma. Tome o cuidado de ler todas as afirmações, em cada grupo, antes de fazer a sua escolha. Após preencher os
campos, clique em "Calcular" abaixo para saber sua pontuação.
1) 0 = Não me sinto triste.
1 = Eu me sinto triste.
2 = Estou sempre triste e não consigo sair disto.
3 = Estou sempre triste e não consigo sair disto.
2) 0 = Não estou especialmente desanimado quanto ao futuro.
1 = Eu me sinto desanimado quanto ao futuro.
2 = Acho que nada tenho a esperar.
3 = Acho o futuro sem esperança e tenho a impressão de que as coisas não podem melhorar
3) 0 = Não me sinto um fracasso.
1 = Acho que fracassei mais do que uma pessoa comum.
2 = Quando olho para trás, na minha vida, tudo o que posso ver é um monte de fracassos.
3 = Acho que, como pessoa, sou um completo fracasso.
4) 0 = Tenho tanto prazer em tudo como antes.
1 = Não sinto mais prazer nas coisas como antes.
2 = Não encontro um prazer real em mais nada.
3 = Estou insatisfeito ou aborrecido com tudo.
5) 0 = Não me sinto especialmente culpado.
1 = Eu me sinto culpado grande parte do tempo.
2 = Eu me sinto culpado na maior parte do tempo
3 = Eu me sinto sempre culpado.
6) 0 = Não acho que esteja sendo punido.
1 = Acho que posso ser punido.
2 = Creio que serei punido.
3 = Acho que estou sendo punido.
7) 0 = Não me sinto decepcionado comigo mesmo.
1 = Estou decepcionado comigo mesmo.
2 = Estou enjoado de mim
3 = Eu me odeio.
8) 0 = Não me sinto, de qualquer modo, pior que os outros.
1 = Sou crítico em relação a mim por minhas fraquezas ou erros
2 = Eu me culpo sempre por minhas falhas.
3 = Eu me culpo por tudo de mau que acontece.
9) 0 = Não tenho quaisquer idéias de me matar.
1 = Tenho idéias de me matar, mas não as executaria.
2 = Gostaria de me matar.
3 = Eu me mataria se tivesse oportunidade
10) 0 = Não choro mais do que o habitual.
1 = Choro mais agora do que costumava
2 = Agora, choro o tempo todo
3 = Costumava ser capaz e chorar, mas agora não consigo, mesmo que o queira.
19
11) 0 = Não sou mais irritado agora do que já fui.
1 = Fico aborrecido ou irritado mais facilmente do que costumava.
2 = Atualmente me sinto irritado o tempo todo.
3 = Não me irrito mais com as coisas que costumavam me irritar
12) 0 = Não perdi o interesse pelas outras pessoas.
1 = Estou menos interessado pelas outras pessoas do que costumava estar.
2 = Perdi a maior parte do meu interesse pelas outras pessoas.
3 = Perdi todo o meu interesse pelas outras pessoas.
13) 0 = Tomo decisões tão bem quanto antes.
1 = Adio as tomadas de decisões mais do que costumava.
2 = Tenho mais dificuldade em tomar decisões do que antes.
3 = Não consigo mais tomar decisões
14) 0 = Não acho que minha aparência esteja pior do que costumava ser
1 = Estou preocupado por estar parecendo velho ou sem atrativos.
2 = Acho que há mudanças permanentes na minha aparência que me fazem parecer sem atrativos.
3 = Acredito que pareço feio.
15) 0 = Posso trabalhar tão bem quanto antes.
1 = Preciso de um esforço extra para fazer alguma coisa.
2 = Tenho que me esforçar muito para fazer alguma coisa.atrativos.
3 = Não consigo mais fazer trabalho algum.
16) 0 = Consigo dormir tão bem como o habitual.
1 = Não durmo tão bem quanto costumava.
2 = Acordo um a duas horas mais cedo que habitualmente e tenho dificuldade em voltar a dormir.
3 = Acordo várias horas mais cedo do que costumava e não consigo voltar a dormir.
17) 0 = Não fico mais cansado do que o habitual.
1 = Fico cansado com mais facilidade do que costumava.
2 = Sinto-me cansado ao fazer qualquer coisa.
3 = Estou cansado demais para fazer qualquer coisa.
18) 0 = Meu apetite não está pior do que o habitual.
1 = Meu apetite não é tão bom quanto costumava ser
2 = Meu apetite está muito pior agora.
3 = Não tenho mais nenhum apetite
19) 0 = Não tenho perdido muito peso, se é que perdi algum recentemente.
1 = Perdi mais de dois quilos e meio.
2 = Perdi mais de cinco quilos.
3 = Perdi mais de sete quilos.
Estou tentando perder peso de propósito, comendo menos: Sim Não
20) 0 = Não estou mais preocupado com minha saúde do que o habitual.
1 = Estou preocupado com problemas físicos, tais como dores, indisposição do estômago ou prisão de
ventre.
2 = Estou muito preocupado com problemas físicos e é difícil pensar em outra coisa
3 = Estou tão preocupado com meus problemas físicos que não consigo pensar em qualquer outra coisa.
21) 0 = Não notei qualquer mudança recente no meu interesse por sexo.
1 = Estou menos interessado por sexo do que costumava estar.
2 = Estou muito menos interessado em sexo atualmente.
3 = Perdi completamente o interesse por sexo.
20
Anexo C
Controle de Exercícios – CE
Nome do Participante: _________________________________________________ Idade: ________anos
Medicação Utilizada: _____________________________________________________________________
Alteração na medicação:____________________________________________________ Data: _________
Academia de Ginástica
Nome: __________________________________________________________________________
Endereço: _______________________________________________________________________
Nome do Instrutor: ________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Assinatura do Participante
================================================================================
Frequência Mínima:
Não atende. Atende. Supera.
Duração Mínima de Sessão:
Não atende. Atende. Supera.
___________________________________________________________________________
Assinatura do Intrutor

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Trabalho estágio básico ii estudo da influência do exercício aeróbico na depressão maior-

  • 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA Estudo da influência do exercício aeróbico na Depressão Maior MARIA DAS GRAÇAS RODRIGUES ARAUJO Brasília Novembro, 2011
  • 2. MARIA DAS GRAÇAS RODRIGUES ARAUJO Estudo da Influência do Exercício Aeróbico na Depressão Maior Trabalho apresentado em cumprimento às exigências acadêmicas parciais da disciplina Estágio Básico I – Projeto de Pesquisa Qualitativa – do curso de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Professor orientador: Rogério Lopes de Sousa. Brasília Novembro, 2011
  • 3. SUMÁRIO JUSTIFICATIVA........................................................................................................................4 INTRODUÇÃO..........................................................................................................................5 Método......................................................................................................................................10 Participantes..........................................................................................................................10 Local......................................................................................................................................10 Materiais e Instrumentos.......................................................................................................10 Procedimento........................................................................................................................11 Análise dos dados......................................................................................................................12 REFERÊNCIAS........ ...............................................................................................................13 ANEXOS..................................................................................................................................16 Anexo A: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. (TCLE)...........................................17 Anexo B: Beck Depression Inventory (BDI)…...……………………………….....................18 Anexo C: Controle de Exercícios (CE).....................................................................................20
  • 4. 4 JUSTIFICATIVA Este projeto se justifica pelo fato de possibilitar uma investigação de possíveis contribuições do exercício aeróbico na redução dos níveis de Depressão Maior, a qual, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), está sendo considerada um problema prioritário de saúde pública estando, mundialmente, entre as cinco doenças mais incapacitantes e para a qual a OMS estima, que até 2020, que passará da 4ª para a 2ª posição entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo e que, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção, será a depressão a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos. (OMS, 2001).
  • 5. 5 INTRODUÇÃO Consta da “Revisão das diretrizes da Associação Médica Brasileira para o tratamento da depressão” que a ocorrência da depressão é relativamente comum , frequentemente associada a cronicidade, recorrência, incapacitação funcional, comprometimento da saúde física, limitação da atividade e do bem estar, bem como uma maior utilização de serviços de saúde. (Fleck, Berlim, Lafer, Sougey, Del Porto, Brasil, Juruena e Hetem (2009). De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM- IV-TR) da American Psychiatric Association (APA, 2003) a depressão maior é um período de pelo menos duas semanas durante o qual existe humor depressivo ou perda de interesse em quase todas as atividades. Os sujeitos devem, também, experimentar pelo menos um sintoma adicional de uma lista que inclui alterações no apetite ou peso, sono e atividade psicomotora, diminuição da energia, dificuldades em pensar, concentrar-se ou tomar decisões, ou pensamentos recorrentes a propósito da morte ou ideação, planos ou tentativas suicidas, sentimentos de desvalorização pessoal ou culpa. Castro (2011), através da agência de notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP), divulgou informações referentes a um estudo coordenado pelo sociólogo Ronald Kessler, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, cujo resultado que a depressão maior está em crescimento e começa a se tornar um problema de saúde pública no mundo inteiro. Neste estudo foi feito um mapeamento do transtorno em 18 países (alta renda - Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados
  • 6. 6 Unidos) e baixa e média renda (Brasil – com dados exclusivamente de São Paulo –, Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul e Ucrânia), onde o Brasil como o país com a maior número de pessoas deprimidas. O estudo foi coordenado pelo sociólogo Ronald Kessler, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O exercício físico é definido por Matsudo (2001) como uma subcategoria da atividade física repetitiva planejada e estruturada, capaz de produzir melhoras ou manutenção da aptidão física. Estudos têm sido realizados em relação ao potencial papel da atividade física na reversão e/ou tratamento da depressão e dos sintomas depressivos (Paluska & Schwenk, 2000). Segundo Teychenne, Ball & Salmon, 2008, existe uma relação inversa entre atividade física e a probabilidade de adultos sofrerem depressão. Numa investigação realizada por Fukukawa, Nakashima, Tsuboi, Kozakai, Doyo, Niino et al. (2004), em 1.151 adultos, foi constatado pelos mesmos que atividade física apresenta um efeito protetor quanto ao surgimento de sintomas depressivos. A relação entre atividade física e depressão também foi examinada por Harris, Cronkite e Moos (2006). O exercício aeróbico é aquele que é produzido com baixa intensidade em um espaço longo de tempo (Ammerican College Sport Medicine, 1971, citado por Ribeiro). A depressão maior foi avaliada por Babyak, Blumenthal, Herman, Khatri, Doraiswamy, Moore e colaboradores (1999) em 156 adultos com essa perturbação após a execução de três tipos de atividades: exercícios aeróbios, terapia farmacológica ou a combinação dos dois. Eles verificaram que, após quatro meses de tratamento, os três grupos apresentaram significativa melhora e que, após 10 meses, os grupos de exercício aeróbico apresentaram baixa mais significativa nas taxas de recaídas do que no grupo que utilizou apenas medicamentos. Considera-se, portanto, que existem indicativos de que a utilização de
  • 7. 7 exercícios – contínuo e duradouro - produz benefícios terapêuticos em pessoas acometidas de perturbação depressiva maior. Segundo Vieira, Mauro Porcu e Marques da Rocha (2007), pesquisas têm mostrado que o exercício físico pode ser um auxiliar nas terapêuticas tradicionais, demonstrando influência positiva sobre os estados de depressão, sinalizam, inclusive, que a inatividade física é um fator que tem se associado fortemente a estados variados dessa doença. Esses autores relatam, também, resultados de estudos mostram que a intervenção com exercícios físicos em pacientes com depressão aguda e crônica produziram efeitos redução nos níveis de depressão. (Vieira, Mauro Porcu & Marques da Rocha, 2008). Em relação à prática de atividade física, a escala de exercício físico de Prochaska, Sallis e Long (2001) utiliza duas variáveis para avaliar a frequência rotineira do exercício físico numa semana normal. Utiliza para tanto, uma escala que varia de zero a sete dias e duração da sessão de 60 minutos. Por outro lado, recomendações atuais sugerem o mínimo de 30 minutos consecutivos ou fracionados em cinco ou mais dias da semana (Haskell et al., 2007; Pate et al., 1995). Um dos instrumentos que é utilizado para avaliar a depressão e sintomas depressivos é o Beck Depressive Inventory (BDI) (Beck, Ward, Mendelson, Mock, & Erbaugh, 1961). Esse inventário contém 21 itens com quatro frases, as quais descrevem quatro possibilidades ordenadas por gravidade de depressão sintomática e com cotação de 0 a 3. Neste projeto de pesquisa, as respostas serão dadas numa escala de tipo Likert, representando 1 – “discordo”, 2- “nem concordo nem discordo” e 3 – “concordo”. Os itens se referem a: tristeza, pessimismo, sensação de fracasso, falta de satisfação, sensação de culpa, sensação de punição, auto-depreciação, auto-acusação, idéias suicidas, crises de choro, irritabilidade, retração social, indecisão, distorção da imagem corporal, inibição no trabalho, distúrbio de sono, perda
  • 8. 8 de apetite, perda de peso, preocupação somática, diminuição de libido. Conforme Pinto e Vasconcelos-Raposo (2003), a BDI apresenta uma estrutura fatorial com 3 constructos: o fator 1 representa a dimensão auto-depreciação e inclui os itens 1, 4, 12, 13 e 14; o fator 2 designado cognição-afeto é constituído pelos itens 3, 5, 6, 7, 15 e 17; e o fator 3 representa a dimensão somática e engloba os itens 16,18, 19 e 21 Para Cozby (2003) usa-se o delineamento experimental de sujeito único quando se deseja identificar o efeito de uma manipulação experimental num participante de uma pesquisa. Nesse caso, registra-se o comportamento do sujeito durante um período de controle de linha de base. A manipulação é introduzida durante um período de tratamento em que o comportamento do sujeito continua sendo observado. Caso ocorra mudança no comportamento no período de tratamento, em relação à linha de base, será um indicativo da eficácia da manipulação. Segundo Sampaio, Azevedo, Cardoso, Lima, Pereira e Andery (2008) “Os delineamentos de sujeito único constituem a abordagem experimental preferida por muitos pesquisadores do comportamento”. O Delineamento com Linha de Base Múltipla é uma das formas utilizadas para se contornar o problema de possível existência de muitas outras razões para a mudança verificada, além do tratamento, especialmente para os casos em que a reversão às condições anteriores seja impossível ou antiética (Cosby, 2003). Num delineamento com linha de base múltipla demonstra-se a eficácia do tratamento quando um comportamento muda apenas após a introdução da manipulação e para que a eficácia do tratamento seja demonstrada, há a necessidade de que a mudança seja verificada sob múltiplas circunstâncias, de forma a que se possa excluir a possibilidade de que outros eventos estejam contribuindo para essas mudanças (Cosby, 2003).
  • 9. 9 Uma das muitas variantes do delineamento com linha de base múltiplo é a utilização de delineamento com linha de base múltipla entre sujeitos, na qual os comportamento de vários sujeitos são registrados ao longo do tempo e onde a introdução da manipulação para cada sujeito é introduzida em diferentes momentos. (Cosby, 2003). “Na linha de base múltipla entre sujeitos, registra-se o comportamento de vários sujeitos ao longo do tempo; para cada sujeito, no entanto, a manipulação é introduzida num momento diferente” (Cozby, 2003). Neste trabalho está sendo proposta uma pesquisa quantitativa com delineamento de sujeito único com base múltipla entre sujeitos, a qual terá uma duração de seis meses com o objetivo de se avaliar os efeitos do exercício aeróbicos em pessoas com depressão maior. Para tanto a variável dependente (VD) será a depressão, cujos níveis serão medidos através do Beck Depression Inventory – BDI e o exercício será a variável independente (VI).
  • 10. 10 Método Participantes O experimento contará com a participação de oito voluntários diagnosticados com depressão maior com base no DSM-IV-TR (APA, 2003) estando em tratamento convencional com antidepressivos no Hospital Universitário de Brasília (HUB), mulheres e/ou homens, com idade variando entre 25 e 30 anos, para os quais não está sendo utilizado tratamento psicoterápico. Sendo, todos eles, sedentários, não submetido recentemente a cirurgias, não existindo comprovadamente para os mesmos nem impedimento patológico nem medicamentoso para realização de exercícios físicos. Local e material A aplicação do questionário BDI será realizada no UniCEUB. O programa de exercícios aeróbicos estabelecido para cada participante será realizado em academia escolhida pelo participante. Serão utilizados os seguintes materiais: 10 canetas e 10 cópias do Termo de Consentimento Livre e esclarecido – TCLE (Anexo A). Instrumentos Como instrumento de avaliação a será utilizado o Beck Depression Inventory – BDI (Anexo B) adaptado para língua portuguesa na versão do Brasil por Gorestein e Andrade (1998), bem como um programa individual de exercícios aeróbicos. Para o registro da freqüência e participação será utilizado o formulário Controle de Exercícios (CE) constante do Anexo C.
  • 11. 11 Procedimento Todos os participantes assinarão o TCLE e responderão ao questionário BDI, antes de iniciarem os seus respectivos programas de exercícios aeróbicos pelo ao menos cinco dias por semana, cada sessão diária com duração mínima de 30 minutos. Os professores de Educação Física - profissionais devidamente habilitados para essa função - responsáveis pelo planejamento e condução dos exercícios aeróbicos a serem realizados pelos sujeitos da pesquisa - fornecerão à pesquisadora, antes do início programa de exercícios, uma cópia do planejamento proposto para cada sujeito. A pesquisadora solicitará a esses profissionais que, ao final do programa, entregue à mesma o formulário “Controle de Exercícios” devidamente preenchido com informações referentes à adesão do sujeito ao programa estabelecido (freqüência e duração das sessões de exercícios) e que comunique à pesquisadora sobre possíveis alterações na programação de exercício que foi planejada. A pesquisa se desenvolver em três fases, descritas a seguir. Primeira Fase Apenas quatro participantes - identificados como S1, S2, S3 e S4 - iniciarão os seus programas de exercícios aeróbicos. Segunda fase: Doze semanas após início da pesquisa Os participantes S1, S2, S3 e S4 responderão, novamente, ao questionário BDI, após o que darão continuidade aos seus programas de exercícios. Nesta ocasião, quatro novos participantes - identificadas como S5, S6, S7 e S8 - iniciarão os respectivos programas de exercícios aeróbicos.
  • 12. 12 Terceira fase: Vinte e quatro semanas após o início da pesquisa Todos os participantes responderão ao questionário BDI após o que a pesquisa é encerrada. Análise de dados A análise dos dados ocorrerá através da avaliação dos participantes que atingirem duração mínima de exercício de 30 minutos e freqüência mínima de cinco vezes por semana, onde serão verificadas, para cada participante, as possíveis relações existentes entre a variável dependente e a variável independente, através da comparação dos resultados da VD obtidos no período de controle de linha de base com os apresentados em outros momentos, após a intervenção com exercícios aeróbicos.
  • 13. 13 REFERÊNCIAS American Psychiatric Association (APA). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. DSM-IV-TR. 4ª. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2003. Babyak, M., Blumenthal, J., Herman, S., Khatri, P., Doraiswamy, M., Moore., K. et al. (1999). Exercise treatment for major depression: Maintenance of therapeutic benefit at 10 months. Psychosomatic Medicine, 62, 633-638. Beck, A.T., Ward, C., Mendelson, M., Mock, J. & Erbaugh, J. (1961). An inventory for measuring depression. Archives of General Psychiatry, 4, 561-571.). Castro, F. Mapa global da depressão. Agência de Notícias FAPESP. (Especiais, 2011, julho 26). Acesso em 14 de novembro, 2011, em http://agencia.fapesp.br/14229. Cozby, Paul. Métodos de pesquisa em ciências do comportamento. São Paulo. Ed. Atlas. 2003. Fleck, Berlim, Lafer, Sougey, Del Porto, Brasil, Juruena & Hetem. Revisão das diretrizes da Associação Médica Brasileira para o tratamento da depressão in Rev Bras Psiquiatr. 2009; 31(Supl I):S7-17. Fukukawa, Y., Nakashima, C., Tsuboi, S., Kozakai, R., Doyo, W., Niino, N. et al. (2004). Age differences in the effect of physical activity on depressive symptoms. Psychology and Aging, 19 (2), 346-351.
  • 14. 14 Goreinstein, C. & Andrade, L. (1998). Inventário de depressão de Beck: Propriedades psicométricas da versão em português. Revista de Psiquiatria Clínica, 25 (5), 245-250. Harris, A., Cronkite, R., & Moos, R. (2006). Physical activity, exercise coping and depression in a 10- year cohort study of depressed patients. Journal of Affective Disorders, 93, 79- 85.). Haskell, W.L., Lee, I., Pate, R.R., Powell, K.E., Blair, S.N. et al. (2007). Physical activity and public health: Updated recommendation for adults from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. Medicine & Science in Sports & Exercise, 39 (8), 1423-1434. Matsudo, S M; Matsudo, V K R; Neto, T L B. Atividade física e envelhecimento: aspectos epidemiológicos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte 2001;7:2-13. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. (2001). Relatório Mundial sobre a saúde 2001: Saúde mental: nova concepção, nova esperança. Genebra, Suíça: Editora da OMS. Paluska, S.A., & Schwenk, T.L., (2000). Physical activity and mental health. Sports Medicine, 29, 167-180. Pate, R., Pratt, M., Blair, S., Haskell, W., Macera, C., Bouchard, C. et al. (1995). Physical activity and public health: A recommendation from the Centers for Disease Control and Prevention and the American College of Sports Medicine. The Journal of the American Medical Association, 273 (5), 402-407. Pinto, G. & Vasconcelos-Raposo, J.(no prelo). Validação do Inventário de depressão de Beck como instrumento de pesquisa em estudantes universitários portugueses. Manuscrito não publicado
  • 15. 15 Prochaska, J., Sallis, J., & Long, B. (2001). A physical activity screening measure for use with adolescents in primary care. Archives of Pediatric Adolescence Medicine, 155, 554-599. Ribeiro, J. (1988) Efeitos psicológicos da atividade física. Jornal da psicologia, 7, 5,10-14. Teychenne, M., Ball, K. & Salmon, J. (2008). Physical activity and likelihood of depression in adults: A review. Preventive Medicine, 46, 397-411. Vieira J.L.L., Porcu M., Marques da Rocha P.G. (2007). A prática de exercícios físicos regulares como terapia complementar ao tratamento de mulheres com depressão. J Bras Psiquiatr, 56(1): 23-28, 2007. Vieira J.L.L., Porcu M., Marques da Rocha P.G. (2008 abr./jun.). A influência do exercício físico no humor e na depressão clínica em mulheres. Motriz, Rio Claro, v.14 n.2 p.179- 186.
  • 17. 17 Anexo A Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE Esta pesquisa está sendo desenvolvida por Maria das Graças Rodrigues Araujo, aluna do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB – e faz parte da disciplina Estágio Básico I, cujo orientador é o Profº Rogério Lopes de Sousa, e tem como objetivo avaliar os efeitos do exercício em pessoas com depressão maior. Sua participação se dará por meio da adoção de um programa de exercícios aeróbicos, numa freqüência mínima de cinco vezes por semana, cada sessão com duração de, no mínimo 30 minutos. A sua identidade será mantida em sigilo. Não existem riscos físicos envolvidos. Não haverá nenhum tipo de pagamento ou gratificação financeira pela sua participação e Você é livre para decidir sobre sua participação, podendo retirar seu consentimento em qualquer momento da pesquisa. A pesquisadora está a sua disposição para qualquer esclarecimento de dúvidas. O contato pode ser pessoal ou através do e-mail graça.ceub@gmail.com. A sua participação é muito importante pois contribuirá na avaliação do efeito do exercício em pessoas com depressão maior. Você poderá ter um retorno sobre a pesquisa, caso seja do seu interesse. Este consentimento foi feito em duas vias. Uma ficará sob a posse do participante e outra sob a posse da pesquisadora. Eu, ____________________________________________, RG/CPF_____________, abaixo assinado, concordo em participar da pesquisa “Avaliação do efeito do exercício em pessoas com depressão grave”, como sujeito. Fui devidamente informada e esclarecida pela pesquisadora MARIA DAS GRAÇAS RODRIGUES ARAUJO sobre a pesquisa, os procedimentos nela envolvidos, assim como os possíveis riscos e benefícios decorrentes de minha participação. Foi-me garantido que posso retirar meu consentimento a qualquer momento, sem que isso leve a qualquer penalidade de qualquer natureza. Desejo Não desejo ser informado sobre o resultado da pesquisa. Local: Brasília-DF Data: _______________________________________de 1911. ______________________________________________________________________ Assinatura da PARTICIPANTE ______________________________________________________________________ Assinatura da PESQUISADORA
  • 18. 18 Anexo B Beck Depression Inventory – BDI Este questionário consiste em 21 grupos de afirmações. Depois de ler cuidadosamente cada grupo, marque o campo próximo à afirmação, em cada grupo, que descreve melhor a maneira que você tem se sentido na última semana, incluindo hoje. Se várias afirmações em um grupo parecerem se aplicar igualmente bem, marque cada uma. Tome o cuidado de ler todas as afirmações, em cada grupo, antes de fazer a sua escolha. Após preencher os campos, clique em "Calcular" abaixo para saber sua pontuação. 1) 0 = Não me sinto triste. 1 = Eu me sinto triste. 2 = Estou sempre triste e não consigo sair disto. 3 = Estou sempre triste e não consigo sair disto. 2) 0 = Não estou especialmente desanimado quanto ao futuro. 1 = Eu me sinto desanimado quanto ao futuro. 2 = Acho que nada tenho a esperar. 3 = Acho o futuro sem esperança e tenho a impressão de que as coisas não podem melhorar 3) 0 = Não me sinto um fracasso. 1 = Acho que fracassei mais do que uma pessoa comum. 2 = Quando olho para trás, na minha vida, tudo o que posso ver é um monte de fracassos. 3 = Acho que, como pessoa, sou um completo fracasso. 4) 0 = Tenho tanto prazer em tudo como antes. 1 = Não sinto mais prazer nas coisas como antes. 2 = Não encontro um prazer real em mais nada. 3 = Estou insatisfeito ou aborrecido com tudo. 5) 0 = Não me sinto especialmente culpado. 1 = Eu me sinto culpado grande parte do tempo. 2 = Eu me sinto culpado na maior parte do tempo 3 = Eu me sinto sempre culpado. 6) 0 = Não acho que esteja sendo punido. 1 = Acho que posso ser punido. 2 = Creio que serei punido. 3 = Acho que estou sendo punido. 7) 0 = Não me sinto decepcionado comigo mesmo. 1 = Estou decepcionado comigo mesmo. 2 = Estou enjoado de mim 3 = Eu me odeio. 8) 0 = Não me sinto, de qualquer modo, pior que os outros. 1 = Sou crítico em relação a mim por minhas fraquezas ou erros 2 = Eu me culpo sempre por minhas falhas. 3 = Eu me culpo por tudo de mau que acontece. 9) 0 = Não tenho quaisquer idéias de me matar. 1 = Tenho idéias de me matar, mas não as executaria. 2 = Gostaria de me matar. 3 = Eu me mataria se tivesse oportunidade 10) 0 = Não choro mais do que o habitual. 1 = Choro mais agora do que costumava 2 = Agora, choro o tempo todo 3 = Costumava ser capaz e chorar, mas agora não consigo, mesmo que o queira.
  • 19. 19 11) 0 = Não sou mais irritado agora do que já fui. 1 = Fico aborrecido ou irritado mais facilmente do que costumava. 2 = Atualmente me sinto irritado o tempo todo. 3 = Não me irrito mais com as coisas que costumavam me irritar 12) 0 = Não perdi o interesse pelas outras pessoas. 1 = Estou menos interessado pelas outras pessoas do que costumava estar. 2 = Perdi a maior parte do meu interesse pelas outras pessoas. 3 = Perdi todo o meu interesse pelas outras pessoas. 13) 0 = Tomo decisões tão bem quanto antes. 1 = Adio as tomadas de decisões mais do que costumava. 2 = Tenho mais dificuldade em tomar decisões do que antes. 3 = Não consigo mais tomar decisões 14) 0 = Não acho que minha aparência esteja pior do que costumava ser 1 = Estou preocupado por estar parecendo velho ou sem atrativos. 2 = Acho que há mudanças permanentes na minha aparência que me fazem parecer sem atrativos. 3 = Acredito que pareço feio. 15) 0 = Posso trabalhar tão bem quanto antes. 1 = Preciso de um esforço extra para fazer alguma coisa. 2 = Tenho que me esforçar muito para fazer alguma coisa.atrativos. 3 = Não consigo mais fazer trabalho algum. 16) 0 = Consigo dormir tão bem como o habitual. 1 = Não durmo tão bem quanto costumava. 2 = Acordo um a duas horas mais cedo que habitualmente e tenho dificuldade em voltar a dormir. 3 = Acordo várias horas mais cedo do que costumava e não consigo voltar a dormir. 17) 0 = Não fico mais cansado do que o habitual. 1 = Fico cansado com mais facilidade do que costumava. 2 = Sinto-me cansado ao fazer qualquer coisa. 3 = Estou cansado demais para fazer qualquer coisa. 18) 0 = Meu apetite não está pior do que o habitual. 1 = Meu apetite não é tão bom quanto costumava ser 2 = Meu apetite está muito pior agora. 3 = Não tenho mais nenhum apetite 19) 0 = Não tenho perdido muito peso, se é que perdi algum recentemente. 1 = Perdi mais de dois quilos e meio. 2 = Perdi mais de cinco quilos. 3 = Perdi mais de sete quilos. Estou tentando perder peso de propósito, comendo menos: Sim Não 20) 0 = Não estou mais preocupado com minha saúde do que o habitual. 1 = Estou preocupado com problemas físicos, tais como dores, indisposição do estômago ou prisão de ventre. 2 = Estou muito preocupado com problemas físicos e é difícil pensar em outra coisa 3 = Estou tão preocupado com meus problemas físicos que não consigo pensar em qualquer outra coisa. 21) 0 = Não notei qualquer mudança recente no meu interesse por sexo. 1 = Estou menos interessado por sexo do que costumava estar. 2 = Estou muito menos interessado em sexo atualmente. 3 = Perdi completamente o interesse por sexo.
  • 20. 20 Anexo C Controle de Exercícios – CE Nome do Participante: _________________________________________________ Idade: ________anos Medicação Utilizada: _____________________________________________________________________ Alteração na medicação:____________________________________________________ Data: _________ Academia de Ginástica Nome: __________________________________________________________________________ Endereço: _______________________________________________________________________ Nome do Instrutor: ________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ Assinatura do Participante ================================================================================ Frequência Mínima: Não atende. Atende. Supera. Duração Mínima de Sessão: Não atende. Atende. Supera. ___________________________________________________________________________ Assinatura do Intrutor