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Introdução aos Estudos Linguísticos – Dra. Ana Mineiro




Introdução:
No âmbito da Unidade Curricular: Introdução aos Estudos Linguísticos, foi-nos
proposto um trabalho. Este trabalho pretende que nos debrucemos sobre a
temática dos dialectos existentes na Língua Gestual Portuguesa (LGP).
Foi-nos pedido duas actividades, em grupo, sendo: Actividade 5 e Actividade 6.


Desenvolvimento:
A LGP é a língua utilizada pela Comunidade Surda Portuguesa. Tal como
acontece com a Língua Portuguesa, a LGP não é ”falada” de forma igual em
todo o país. Em algumas regiões de Portugal, as Pessoas Surdas pertencentes
a essa Comunidade foram criando gestos/sígnias características.


Em Portugal, as principais regiões dialectais de LGP encontram-se em Lisboa,
no Porto, em Coimbra, em S. Miguel (Açores) e no Funchal (Madeira).


Porquê nestas regiões? A resposta é simples.
Devido ao facto de ter sido em Lisboa, Porto, Madeira, Açores e Coimbra que
surgiram os primeiros Colégios / Institutos para Surdos em Portugal.


Em cada um destes Colégios / Institutos o ensino funcionava em regime de
internato e apesar da LGP ser proibida, os alunos Surdos interagiam às
escondidas e desenvolviam a LGP existente, criando as suas próprias sígnias.
Como não existia contacto entre os Surdos dos diferentes Colégios / Institutos,
não existia intercâmbio de LGP.


Quando os alunos completavam a sua instrução regressavam ao seu local de
origem e só aí divulgavam os gestos adquiridos/criados em cada Colégio /
Instituto. No entanto, é importante referir também que muitos dessas sígnias
sofreram variações linguísticas.




PRO_LGP
                                      Grupo 2
                  Amílcar Morais, Ana Madeira, Catarina Marques,
                   Luís Vicente, Patrícia Ribeiro e Sílvia Zuníga
Introdução aos Estudos Linguísticos – Dra. Ana Mineiro




Metodologia:
Para este trabalho, escolhemos 20 sígnias - corpus (dialectais de LGP), estes
gestos variam consoante a região em que nos encontramos.
Estes gestos designam a mesma palavra do corpus e descrevemo-los de
seguida:


ÁGUA (2), MORADA (1), ALEMANHA (1), PRÁTICA (1), PORTUGUÊS (2),
PROFESSOR (1), MÃE (1), VERDE (1), AMARELO (2), AZUL (1), HOSPITAL
(1), QUEIXA (1), TÀXI (2) e LISBOA (1),


Apresentando os vídeos e observando os gestos: Configuração das mãos,
expressão facial, orientação, localização, movimento:


LISBOA – Configuração em “L”, palma para a frente, ponta do dedo para cima,
movimento repetido, para um lado e para outro;


ÁGUA – Configuração em “b”, palma para o lado oposto, à altura da boca,
movimento em direcção à boca, entrando ligeiramente;


PORTUGUÊS – Configuração de “pistola”, palma e ponta do indicador para
baixo, ponta do polegar encosta ao peito (em direito);


AMARELO – Configuração de “pinça fechada”, palma para a frente, pontas dos
dedos para cima, à altura do ombro, movimento repetido duas vezes de
circular;


PORTO – Configuração em “P”, palma para cima, pontas dos dedos para o
lado oposto, à altura e à frente do peito, movimento repetido para dentro e para
fora (duas vezes);




PRO_LGP
                                         Grupo 2
                     Amílcar Morais, Ana Madeira, Catarina Marques,
                      Luís Vicente, Patrícia Ribeiro e Sílvia Zuníga
Introdução aos Estudos Linguísticos – Dra. Ana Mineiro


ÁGUA – Configuração de “mão aberta” palma para o lado oposto, à altura da
boca, movimento em direcção à boca, entrando ligeiramente;




MORADA – Configuração em “sete”, palma para o lado oposto, pontas dos
dedos para o lado oposto, à altura do queixo, onde encosta;


ALEMANHA – Configuração em “ indicar”, braço levantado com a mão à altura
da fonte do mesmo lado, palma para o lado oposto, indicador para cima,
movimento repetido (duas vezes) do indicador para dentro e para fora;


PRÁTICA – Configuração em “um” (duas mãos) antebraço flectido para o lado
oposto, palma para baixo e pontas dos dedos, movimento repetido e direito
para dentro e para fora;


MADEIRA – Configuração em “u”, palma para o lado oposto, pontas dos dedos
para cima, à altura da testa, indicador e médio encostam ao temporal, fazendo
movimento circular;


PROFESSOR – Configuração de “Bico de Águia”, palma para o lado oposto,
pontas dos dedos ao pé do olho direito, movimento repetido e direito para
dentro e para fora;


AMARELO – Configuração de “Mão aberta”, palma para o lado oposto, á altura
da barriga, fazendo movimento circular;


PORTUGUÊS – Configuração de “indicar”, palma para baixo, ponta do dedo
para o lado oposto, à altura do queixo onde o indicador toca; movimento
repetido para fora e para trás;


MÃE - Configuração em “sete”, palma para o lado oposto, pontas dos dedos
para o lado oposto, à altura da boca, onde encosta;


PRO_LGP
                                      Grupo 2
                  Amílcar Morais, Ana Madeira, Catarina Marques,
                   Luís Vicente, Patrícia Ribeiro e Sílvia Zuníga
Introdução aos Estudos Linguísticos – Dra. Ana Mineiro


AÇORES – Configuração em “5”, palma para baixo, à altura da boca, polegar
encostado ao canto da boca do mesmo lado, movimento curvo do polegar para
trás e para baixo;




PROFESSOR – Configuração em “bico de pássaro”, palma para baixo, à altura
e em frente do peito, movimento como se estivesse a escrever, sobre a palma
da outra mão e outra mão: configuração em “um”, palma para cima, pontas dos
dedos para o lado oposto, em frente do peito, por baixo da mão dominante;


AMARELO - Configuração em “ indicar”, braço levantado com a mão à altura
da fonte do mesmo lado, palma para o lado oposto, indicador à altura da cara,
indicador encosta ao temporal, fazendo movimento circular;


VERDE – Configuração de “mão fechada” (duas mãos) antebraço flectido para
o lado oposto, palma para baixo e pontas dos dedos, movimento repetido e
fazendo movimento circular (cada mão à direita e outra esquerda movimentar-
se até bate as mãos);


AZUL – Configuração de “mão aberta” (duas mãos), antebraços ligeiramente
flectidos para os lados opostos, mãos ao mesmo nível e encostadas, palmas
para baixo e pontas dos dedos para a frente, movimento curvo de afastamento
das mãos para os mesmos lados com dedos movimentar-se.


COIMBRA – Configuração de “um”, palma para cima, pontas dos dedos para o
lado oposto, antebraço flectido para o lado oposto, movimento de torsão do
peito para dentro (em esquerdo) movimento curvo da mão para cima, tocando
no ombro (em esquerdo);


QUEIXA – Configuração de “Z”, antebraço levantado com a mão à altura do
queixo, palma para o emissor, movimento repetido em direcção a boca,
tocando-lhes com a ponta do indicador, com a língua da boca;


PRO_LGP
                                         Grupo 2
                     Amílcar Morais, Ana Madeira, Catarina Marques,
                      Luís Vicente, Patrícia Ribeiro e Sílvia Zuníga
Introdução aos Estudos Linguísticos – Dra. Ana Mineiro


HOSPITAL – Configuração de “garra aberta”, palma para o lado oposto, pontas
dos dedos para cima, à altura da testa, o indicador e braço levantado com a
mão à cima;




TÀXI – Configuração de “mão fechada” (duas mãos) antebraço flectido para o
lado oposto, palma para baixo, pontas dos dedos e braços cruzados, à altura
da cabeça;


LISBOA -      Configuração de “indicar” (duas mãos), antebraços ligeiramente
flectidos para os lados opostos, mãos ao mesmo nível e encostadas, palmas
para baixo e pontas dos dedos onde indicadores pouco afastamento,
movimentar-se para a cima e baixo (duas vezes);


Conclusão:
Este trabalho foi para nós bastante enriquecedor, na medida em que através da
curta investigação que realizamos, nos possibilitou reflectir sobre os vários
dialectos existentes no nosso país.


Reparamos que as sígnias dialectais estão a “desaparecer”: os profissionais de
LGP, formados em instituições de investigação de LGP, são destacados como
Formadores de LGP em escolas onde as crianças e os jovens Surdos de várias
regiões aprendem a LGP, e participam em vários encontros de actividades com
associações de Surdos, recebendo a influência dos profissionais de LGP que,
contudo, não (re)conhecem as sígnias dialectais.




Advertência:
A orientação linguística foi baseada no “Gestuário 8ª. Edição – Língua Gestual
Portuguesa, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, Instituto Nacional
para a Reabilitação, I.P.”

PRO_LGP
                                       Grupo 2
                   Amílcar Morais, Ana Madeira, Catarina Marques,
                    Luís Vicente, Patrícia Ribeiro e Sílvia Zuníga

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  • 1. Introdução aos Estudos Linguísticos – Dra. Ana Mineiro Introdução: No âmbito da Unidade Curricular: Introdução aos Estudos Linguísticos, foi-nos proposto um trabalho. Este trabalho pretende que nos debrucemos sobre a temática dos dialectos existentes na Língua Gestual Portuguesa (LGP). Foi-nos pedido duas actividades, em grupo, sendo: Actividade 5 e Actividade 6. Desenvolvimento: A LGP é a língua utilizada pela Comunidade Surda Portuguesa. Tal como acontece com a Língua Portuguesa, a LGP não é ”falada” de forma igual em todo o país. Em algumas regiões de Portugal, as Pessoas Surdas pertencentes a essa Comunidade foram criando gestos/sígnias características. Em Portugal, as principais regiões dialectais de LGP encontram-se em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em S. Miguel (Açores) e no Funchal (Madeira). Porquê nestas regiões? A resposta é simples. Devido ao facto de ter sido em Lisboa, Porto, Madeira, Açores e Coimbra que surgiram os primeiros Colégios / Institutos para Surdos em Portugal. Em cada um destes Colégios / Institutos o ensino funcionava em regime de internato e apesar da LGP ser proibida, os alunos Surdos interagiam às escondidas e desenvolviam a LGP existente, criando as suas próprias sígnias. Como não existia contacto entre os Surdos dos diferentes Colégios / Institutos, não existia intercâmbio de LGP. Quando os alunos completavam a sua instrução regressavam ao seu local de origem e só aí divulgavam os gestos adquiridos/criados em cada Colégio / Instituto. No entanto, é importante referir também que muitos dessas sígnias sofreram variações linguísticas. PRO_LGP Grupo 2 Amílcar Morais, Ana Madeira, Catarina Marques, Luís Vicente, Patrícia Ribeiro e Sílvia Zuníga
  • 2. Introdução aos Estudos Linguísticos – Dra. Ana Mineiro Metodologia: Para este trabalho, escolhemos 20 sígnias - corpus (dialectais de LGP), estes gestos variam consoante a região em que nos encontramos. Estes gestos designam a mesma palavra do corpus e descrevemo-los de seguida: ÁGUA (2), MORADA (1), ALEMANHA (1), PRÁTICA (1), PORTUGUÊS (2), PROFESSOR (1), MÃE (1), VERDE (1), AMARELO (2), AZUL (1), HOSPITAL (1), QUEIXA (1), TÀXI (2) e LISBOA (1), Apresentando os vídeos e observando os gestos: Configuração das mãos, expressão facial, orientação, localização, movimento: LISBOA – Configuração em “L”, palma para a frente, ponta do dedo para cima, movimento repetido, para um lado e para outro; ÁGUA – Configuração em “b”, palma para o lado oposto, à altura da boca, movimento em direcção à boca, entrando ligeiramente; PORTUGUÊS – Configuração de “pistola”, palma e ponta do indicador para baixo, ponta do polegar encosta ao peito (em direito); AMARELO – Configuração de “pinça fechada”, palma para a frente, pontas dos dedos para cima, à altura do ombro, movimento repetido duas vezes de circular; PORTO – Configuração em “P”, palma para cima, pontas dos dedos para o lado oposto, à altura e à frente do peito, movimento repetido para dentro e para fora (duas vezes); PRO_LGP Grupo 2 Amílcar Morais, Ana Madeira, Catarina Marques, Luís Vicente, Patrícia Ribeiro e Sílvia Zuníga
  • 3. Introdução aos Estudos Linguísticos – Dra. Ana Mineiro ÁGUA – Configuração de “mão aberta” palma para o lado oposto, à altura da boca, movimento em direcção à boca, entrando ligeiramente; MORADA – Configuração em “sete”, palma para o lado oposto, pontas dos dedos para o lado oposto, à altura do queixo, onde encosta; ALEMANHA – Configuração em “ indicar”, braço levantado com a mão à altura da fonte do mesmo lado, palma para o lado oposto, indicador para cima, movimento repetido (duas vezes) do indicador para dentro e para fora; PRÁTICA – Configuração em “um” (duas mãos) antebraço flectido para o lado oposto, palma para baixo e pontas dos dedos, movimento repetido e direito para dentro e para fora; MADEIRA – Configuração em “u”, palma para o lado oposto, pontas dos dedos para cima, à altura da testa, indicador e médio encostam ao temporal, fazendo movimento circular; PROFESSOR – Configuração de “Bico de Águia”, palma para o lado oposto, pontas dos dedos ao pé do olho direito, movimento repetido e direito para dentro e para fora; AMARELO – Configuração de “Mão aberta”, palma para o lado oposto, á altura da barriga, fazendo movimento circular; PORTUGUÊS – Configuração de “indicar”, palma para baixo, ponta do dedo para o lado oposto, à altura do queixo onde o indicador toca; movimento repetido para fora e para trás; MÃE - Configuração em “sete”, palma para o lado oposto, pontas dos dedos para o lado oposto, à altura da boca, onde encosta; PRO_LGP Grupo 2 Amílcar Morais, Ana Madeira, Catarina Marques, Luís Vicente, Patrícia Ribeiro e Sílvia Zuníga
  • 4. Introdução aos Estudos Linguísticos – Dra. Ana Mineiro AÇORES – Configuração em “5”, palma para baixo, à altura da boca, polegar encostado ao canto da boca do mesmo lado, movimento curvo do polegar para trás e para baixo; PROFESSOR – Configuração em “bico de pássaro”, palma para baixo, à altura e em frente do peito, movimento como se estivesse a escrever, sobre a palma da outra mão e outra mão: configuração em “um”, palma para cima, pontas dos dedos para o lado oposto, em frente do peito, por baixo da mão dominante; AMARELO - Configuração em “ indicar”, braço levantado com a mão à altura da fonte do mesmo lado, palma para o lado oposto, indicador à altura da cara, indicador encosta ao temporal, fazendo movimento circular; VERDE – Configuração de “mão fechada” (duas mãos) antebraço flectido para o lado oposto, palma para baixo e pontas dos dedos, movimento repetido e fazendo movimento circular (cada mão à direita e outra esquerda movimentar- se até bate as mãos); AZUL – Configuração de “mão aberta” (duas mãos), antebraços ligeiramente flectidos para os lados opostos, mãos ao mesmo nível e encostadas, palmas para baixo e pontas dos dedos para a frente, movimento curvo de afastamento das mãos para os mesmos lados com dedos movimentar-se. COIMBRA – Configuração de “um”, palma para cima, pontas dos dedos para o lado oposto, antebraço flectido para o lado oposto, movimento de torsão do peito para dentro (em esquerdo) movimento curvo da mão para cima, tocando no ombro (em esquerdo); QUEIXA – Configuração de “Z”, antebraço levantado com a mão à altura do queixo, palma para o emissor, movimento repetido em direcção a boca, tocando-lhes com a ponta do indicador, com a língua da boca; PRO_LGP Grupo 2 Amílcar Morais, Ana Madeira, Catarina Marques, Luís Vicente, Patrícia Ribeiro e Sílvia Zuníga
  • 5. Introdução aos Estudos Linguísticos – Dra. Ana Mineiro HOSPITAL – Configuração de “garra aberta”, palma para o lado oposto, pontas dos dedos para cima, à altura da testa, o indicador e braço levantado com a mão à cima; TÀXI – Configuração de “mão fechada” (duas mãos) antebraço flectido para o lado oposto, palma para baixo, pontas dos dedos e braços cruzados, à altura da cabeça; LISBOA - Configuração de “indicar” (duas mãos), antebraços ligeiramente flectidos para os lados opostos, mãos ao mesmo nível e encostadas, palmas para baixo e pontas dos dedos onde indicadores pouco afastamento, movimentar-se para a cima e baixo (duas vezes); Conclusão: Este trabalho foi para nós bastante enriquecedor, na medida em que através da curta investigação que realizamos, nos possibilitou reflectir sobre os vários dialectos existentes no nosso país. Reparamos que as sígnias dialectais estão a “desaparecer”: os profissionais de LGP, formados em instituições de investigação de LGP, são destacados como Formadores de LGP em escolas onde as crianças e os jovens Surdos de várias regiões aprendem a LGP, e participam em vários encontros de actividades com associações de Surdos, recebendo a influência dos profissionais de LGP que, contudo, não (re)conhecem as sígnias dialectais. Advertência: A orientação linguística foi baseada no “Gestuário 8ª. Edição – Língua Gestual Portuguesa, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P.” PRO_LGP Grupo 2 Amílcar Morais, Ana Madeira, Catarina Marques, Luís Vicente, Patrícia Ribeiro e Sílvia Zuníga