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Universidade Católica Portuguesa
Centro Regional de Braga
“O professor como performer no seu desempenho docente
e a sua influência na autorregulação dos alunos”
Análise das Atividades realizadas
Mestrado Ensino de Artes Visuais no 3.º Ciclo do
Ensino Básico e Ensino Secundário
Disciplina: Seminário de Investigação em
Artes Visuais II
Docente: Dr. João Amadeu
Mestrando: Henrique Manuel Mirra Leal
FACULDADE DE FILOSOFIA
MAIO 2013
Na prática pedagógica supervisionada foram desenvolvidas três atividades
que, tiveram como finalidade principal, o desenvolvimento da autorregulação.
A “Parede Grafitti”, a inicial teve como finalidade identificar os pré-requisitos
dos alunos, no que se refere ao nível de conhecimento. Assim, através desta
atividade, os alunos conseguem apurar a que níveis se encontram e que
conhecimentos possuem. Este reconhecimento de dificuldades e do nível de
conhecimento são o ponto de partida para a aplicação conjunto de estratégias de
aprendizagem que procuram atingir objetivos escolares específicos.
Na segunda atividade, perante uma proposta do professor, os alunos
planificaram e executaram as aulas. Os alunos definiram as estratégias das
atividades, de acordo com os conteúdos programáticos, as suas dificuldades tendo
sempre em conta a diversidade existente, para ir de encontro de todos eles,
usando trabalhos de grupo ou individual e procurando o apoio escrito ou
audiovisual.
As tarefas que desempenharam, com maior ou menor autonomia, foram
adaptadas (com apoio do professor) ao grau de dificuldade manifestado.
Esta abordagem, em que o aluno é que planifica as aulas do projeto em
curso, faz com que os alunos tenham uma gestão da sua aprendizagem apoiado
por um conjunto de fatores culturais, com base na família e nos recursos que lhe
são fornecidos na escola e extraescola (atividades artísticas, visitas a museus e
bibliotecas, acesso a diferentes materiais, etc.).
Com as diferentes planificações apresentadas, o Professor, faz uma gestão/
e ajustes consciente do que era fundamental e necessário para o bom
desenvolvimento e decurso das aulas, através das quais lhes foi transmitindo a
matéria.
Foram desenvolvidos princípios básicos de autonomia e autorregulatórios
(gestão do tempo, organização do material, organização do trabalho e a sua
planificação) Sobretudo, conseguiu identificar e combater, por meio de processos
didáticos e pedagógicos adequados à evolução dos alunos tendo em questão as
necessidades, os interesses e, consequentemente, as motivações que existiam
dentro de cada um.Durante a execução da tarefa, a automonitorização é essencial
e neste sentido inclui-se, nesta fase, a aplicação de estratégias de compreensão,
de resumo, de resolução de problemas, ou de tirarnotas, de acordo com a tarefa
proposta para treino. Ou simplesmente, promove-se um diálogo entre educador
eeducandos, uma maior reflexão sobre os procedimentos adotados na realização
das tarefas.
A autorregulação é então, um processo que exige uma participação ativa do
indivíduo, como referem Silva e colaboradores (2004), “a autorregulação exige que
o indivíduo tenha consciência dos objetivos a atingir; conheça as exigências da
ação que quer realizar; discrimine e organize os seus recursos internos e externos
para a concretização da ação; avalie o nível de realização atingido e altere os
procedimentos utilizados se o resultado a que chegou não o satisfaça” (p. 23). O
que entende que estas atividades proporcionam aos alunos, o conhecimento dos
objetivos a atingir, bem como as exigências das ações.
Assim sendo, as técnicas de motivação que são utilizadas na sala de aula,
da prática pedagógica, contribuíram para o sucesso das suas aulas,
nomeadamente através da aprendizagem cooperativa; organização flexível de
grupos; tarefas criativas e não repetitivas. O reconhecimento do êxito de um aluno
ou de um grupo de alunos; o registo dos progressos na consecução das metas
propostas; o uso de estratégias diferenciadas; ter sempre em conta as diferenças
individuais na motivação; uso de materiais apelativos.
A elaboração do diário de bordo, utilizado pelos alunos, um caderno em
tamanho A5 de desenho, serve de base para o registo das informações visuais e
escritas, incluindo desenhos, pinturas, colagens ou descrição de ideias. Neste
contexto, é importante referir que foram os alunos que tiveram a iniciativa de
registar, de forma casual, usadas por outras pessoas ligadas a profissões
diferentes, com significados próprios e com diferentes utilidades, com o sentido de
refletirem experiencias pluridisciplinares.
Este diário foi um instrumento de trabalho que apresentou muitas vantagens
para o processo criativo do aluno. Contribuiu para desenvolver no aluno o gosto
pela boa apresentação, pela limpeza no trabalho e incentiva à criação de hábitos e
métodos de trabalho. Deu-se aos alunos a possibilidade de registar ideias,
materiais e técnicas através da descoberta das suas próprias linguagens plásticas
nas diversas atividades. É o lugar onde todos os registos concentram-se desde os
mais pessoais ao entendimento do mundo que nos rodeia tornando-se na base de
desenvolvimento do pensamento. Esta atividade é uma importante ferramenta de
estímulo aos alunos para a prática do registo, recolha e expressão. Incentiva
igualmente, ao aluno a procurar todo o tipo de recolha de materiais, que sejam
importantes e uteis para servir de apoio às aulas. Neste contexto, como refere
Rosário (2002) a perceção de instrumentalidade dos métodos de autorregulação da
aprendizagem transporta-se para perceções sobre o uso de estratégias de
autorregulação da aprendizagem no sentido de atingir os objetivos.
Em todo este percurso de aprendizagem, foi implementado o método de
resolução de problemas. Fomentou nos alunos a aplicação de uma sequência
lógica na resolução desses mesmos problemas, de modo que avaliem
constantemente as situações e ideias.
Nesta linha de pensamento, existiu um intercâmbio ordenado, dirigido para si
(o aluno), por isso a palavra deve ser pedida e concedida. Desta maneira evita-se a
confusão e todos tivessem a possibilidade de ter a palavra.
A realização da tarefa Diário de Bordo do Aluno possibilita que os alunos
registem as atividades que desenvolvem as reflexões que realizam sobre as
mesmas e os seus comentários sobre o modo como o trabalho, que desenvolvem
em grupo ou individualmente, se processa. É uma forma privilegiada de o seu autor
descrever os problemas de aprendizagem que lhe vão surgindo, os obstáculos que
decorrem do desenvolvimento do seu trabalho e de refletir sobre eles e sobre a
forma de os superar.
A atividade três - Dia da limpeza (autoavaliação - preparação para testes/
trabalhos de avaliação sumativa), representa uma atividade de avaliação da própria
aprendizagem dos alunos. Neste caso, os alunos avaliam a sua própria
aprendizagem. O professor facilmente pode avaliar o nível de compreensão dos
alunos sobre os conceitos básicos implicados na unidade ou capitulo, dando o
apoio quando necessário. A ajuda também pode ser prestada por alunos que têm
certeza de que dominam o conteúdo.
Esta atividade teve como finalidade a revisão de conteúdos previamente
apreendidos, o envolvimento em processos autorregulatórios sobre a
aprendizagem, desenvolvimento de competências de autoavaliação e autoanálise.
Assim, esta atividade, permite ao professor oferecer ajuda, de forma diferenciada
de acordo com as dificuldades de aprendizagem demonstradas pelos alunos.
Os alunos têm oportunidade de autoavaliar a sua aprendizagem e de
colmatar as dificuldades diagnosticadas, com a ajuda do professor e de colegas,
para aumentar as suas probabilidades de sucesso. (Bertão, 1999)
Quando se iniciar esta tarefa, o professor, tem de assegurar de que os
alunos vêm preparados para o “dia da limpeza” com o conhecimento do produto de
limpeza que têm necessidade de escolher para preparar determinada unidade de
ensino, para que comecem de imediato a trabalhar de acordo com as
responsabilidades estabelecidas para o produto. Quando o dia da limpeza é uma
prática estabelecida nas aulas, os alunos assumem esta responsabilidade.
Nenhum dos trabalhos produzidos pelos alunos durante o período da
realização da atividade conta para nota e, assim, os alunos aceitam prontamente a
oportunidade de aumentar as suas possibilidades de sucesso no teste.
É consensual que “todo o aluno consegue autorregular o seu processo de
aprendizagem, ou seja, para atingirdeterminados objetivos, todos são capazes de
desenvolver determinados comportamentos de acordo com aespecificidade dos
contextos de aprendizagem” (Rosário, 2004, p. 75). O professor ao incrementar o
processoautorregulatório terá assim que ter em consideração a musculação da
escolha e controlo do comportamento que,por sua vez, são alcançados através de
três vetores possíveis: a experiência intuitiva dos alunos, a instruçãoexplícita e
clara das estratégias, e a prática intencionada que as elícita. Assim, por exemplo,
na realização dastarefas previstas no currículo, os professores devem, em primeiro
lugar, proporcionar oportunidades efetivaspara que tal ocorra e, posteriormente
poderão promover o incremento da reflexão sobre as escolhas e aaplicação das
estratégias de autorregulação a situações concretas, treinando a sua transferência
para outroscontextos e tarefas escolares
A este respeito Palincsar e Brown(1984) operacionalizam a sequência
propondo a utilização de um ensino recíproco no qual o professor explica
efundamenta as atividades propostas e se assume como um modelo competente
para os alunos que o vejamatuar na resolução de determinados problemas de
compreensão que um texto particular possa colocar. Emsegundo lugar, o professor
procura manter os objetivos da tarefa, conduzindo os alunos a discutir sobre o
textoaplicando as estratégias que demonstrou. Por último, supervisiona os alunos e
corrige-os no decurso dadiscussão de modo a que estes assumam o controlo das
estratégias mobilizadas.
Bibliografia
Bertão Ana Maria e outros, (1999) Pensar a Escola sobre os olhares da Psicologia,
Porto, Edições Afrontamento.
Palincsar, A.S. & Brown, A. L. (1984).
Reciprocalteachingofcomprehensionfosteringandcomprehension-
monitoringactivities. Cognitionand Instruction,1, 117-175
Rosário, P. (2002). Estórias sobre o estudar, histórias para estudar. Narrativas
autorregulatórias na sala de aula. Porto: Porto Editora.
Rosário, P. (2004). Estudar o estudar: As (Des)venturas do Testas. Porto: Porto
Editora
Silva, A., Duarte, A., Sá, I., & Simão, A. (2004). Os componentes motivacionais da
aprendizagem auto regulada. A autodeterminação para os objetivos. In
Aprendizagem Auto-Regulada pelo Estudante: Perspetivas psicológicas e
educacionais (p. cap. 3). Porto: Porto Editora.
.
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  • 1. Universidade Católica Portuguesa Centro Regional de Braga “O professor como performer no seu desempenho docente e a sua influência na autorregulação dos alunos” Análise das Atividades realizadas Mestrado Ensino de Artes Visuais no 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário Disciplina: Seminário de Investigação em Artes Visuais II Docente: Dr. João Amadeu Mestrando: Henrique Manuel Mirra Leal FACULDADE DE FILOSOFIA MAIO 2013
  • 2. Na prática pedagógica supervisionada foram desenvolvidas três atividades que, tiveram como finalidade principal, o desenvolvimento da autorregulação. A “Parede Grafitti”, a inicial teve como finalidade identificar os pré-requisitos dos alunos, no que se refere ao nível de conhecimento. Assim, através desta atividade, os alunos conseguem apurar a que níveis se encontram e que conhecimentos possuem. Este reconhecimento de dificuldades e do nível de conhecimento são o ponto de partida para a aplicação conjunto de estratégias de aprendizagem que procuram atingir objetivos escolares específicos. Na segunda atividade, perante uma proposta do professor, os alunos planificaram e executaram as aulas. Os alunos definiram as estratégias das atividades, de acordo com os conteúdos programáticos, as suas dificuldades tendo sempre em conta a diversidade existente, para ir de encontro de todos eles, usando trabalhos de grupo ou individual e procurando o apoio escrito ou audiovisual. As tarefas que desempenharam, com maior ou menor autonomia, foram adaptadas (com apoio do professor) ao grau de dificuldade manifestado. Esta abordagem, em que o aluno é que planifica as aulas do projeto em curso, faz com que os alunos tenham uma gestão da sua aprendizagem apoiado por um conjunto de fatores culturais, com base na família e nos recursos que lhe são fornecidos na escola e extraescola (atividades artísticas, visitas a museus e bibliotecas, acesso a diferentes materiais, etc.). Com as diferentes planificações apresentadas, o Professor, faz uma gestão/ e ajustes consciente do que era fundamental e necessário para o bom desenvolvimento e decurso das aulas, através das quais lhes foi transmitindo a matéria. Foram desenvolvidos princípios básicos de autonomia e autorregulatórios (gestão do tempo, organização do material, organização do trabalho e a sua planificação) Sobretudo, conseguiu identificar e combater, por meio de processos didáticos e pedagógicos adequados à evolução dos alunos tendo em questão as necessidades, os interesses e, consequentemente, as motivações que existiam dentro de cada um.Durante a execução da tarefa, a automonitorização é essencial
  • 3. e neste sentido inclui-se, nesta fase, a aplicação de estratégias de compreensão, de resumo, de resolução de problemas, ou de tirarnotas, de acordo com a tarefa proposta para treino. Ou simplesmente, promove-se um diálogo entre educador eeducandos, uma maior reflexão sobre os procedimentos adotados na realização das tarefas. A autorregulação é então, um processo que exige uma participação ativa do indivíduo, como referem Silva e colaboradores (2004), “a autorregulação exige que o indivíduo tenha consciência dos objetivos a atingir; conheça as exigências da ação que quer realizar; discrimine e organize os seus recursos internos e externos para a concretização da ação; avalie o nível de realização atingido e altere os procedimentos utilizados se o resultado a que chegou não o satisfaça” (p. 23). O que entende que estas atividades proporcionam aos alunos, o conhecimento dos objetivos a atingir, bem como as exigências das ações. Assim sendo, as técnicas de motivação que são utilizadas na sala de aula, da prática pedagógica, contribuíram para o sucesso das suas aulas, nomeadamente através da aprendizagem cooperativa; organização flexível de grupos; tarefas criativas e não repetitivas. O reconhecimento do êxito de um aluno ou de um grupo de alunos; o registo dos progressos na consecução das metas propostas; o uso de estratégias diferenciadas; ter sempre em conta as diferenças individuais na motivação; uso de materiais apelativos. A elaboração do diário de bordo, utilizado pelos alunos, um caderno em tamanho A5 de desenho, serve de base para o registo das informações visuais e escritas, incluindo desenhos, pinturas, colagens ou descrição de ideias. Neste contexto, é importante referir que foram os alunos que tiveram a iniciativa de registar, de forma casual, usadas por outras pessoas ligadas a profissões diferentes, com significados próprios e com diferentes utilidades, com o sentido de refletirem experiencias pluridisciplinares. Este diário foi um instrumento de trabalho que apresentou muitas vantagens para o processo criativo do aluno. Contribuiu para desenvolver no aluno o gosto pela boa apresentação, pela limpeza no trabalho e incentiva à criação de hábitos e métodos de trabalho. Deu-se aos alunos a possibilidade de registar ideias, materiais e técnicas através da descoberta das suas próprias linguagens plásticas nas diversas atividades. É o lugar onde todos os registos concentram-se desde os mais pessoais ao entendimento do mundo que nos rodeia tornando-se na base de
  • 4. desenvolvimento do pensamento. Esta atividade é uma importante ferramenta de estímulo aos alunos para a prática do registo, recolha e expressão. Incentiva igualmente, ao aluno a procurar todo o tipo de recolha de materiais, que sejam importantes e uteis para servir de apoio às aulas. Neste contexto, como refere Rosário (2002) a perceção de instrumentalidade dos métodos de autorregulação da aprendizagem transporta-se para perceções sobre o uso de estratégias de autorregulação da aprendizagem no sentido de atingir os objetivos. Em todo este percurso de aprendizagem, foi implementado o método de resolução de problemas. Fomentou nos alunos a aplicação de uma sequência lógica na resolução desses mesmos problemas, de modo que avaliem constantemente as situações e ideias. Nesta linha de pensamento, existiu um intercâmbio ordenado, dirigido para si (o aluno), por isso a palavra deve ser pedida e concedida. Desta maneira evita-se a confusão e todos tivessem a possibilidade de ter a palavra. A realização da tarefa Diário de Bordo do Aluno possibilita que os alunos registem as atividades que desenvolvem as reflexões que realizam sobre as mesmas e os seus comentários sobre o modo como o trabalho, que desenvolvem em grupo ou individualmente, se processa. É uma forma privilegiada de o seu autor descrever os problemas de aprendizagem que lhe vão surgindo, os obstáculos que decorrem do desenvolvimento do seu trabalho e de refletir sobre eles e sobre a forma de os superar. A atividade três - Dia da limpeza (autoavaliação - preparação para testes/ trabalhos de avaliação sumativa), representa uma atividade de avaliação da própria aprendizagem dos alunos. Neste caso, os alunos avaliam a sua própria aprendizagem. O professor facilmente pode avaliar o nível de compreensão dos alunos sobre os conceitos básicos implicados na unidade ou capitulo, dando o apoio quando necessário. A ajuda também pode ser prestada por alunos que têm certeza de que dominam o conteúdo. Esta atividade teve como finalidade a revisão de conteúdos previamente apreendidos, o envolvimento em processos autorregulatórios sobre a aprendizagem, desenvolvimento de competências de autoavaliação e autoanálise. Assim, esta atividade, permite ao professor oferecer ajuda, de forma diferenciada de acordo com as dificuldades de aprendizagem demonstradas pelos alunos.
  • 5. Os alunos têm oportunidade de autoavaliar a sua aprendizagem e de colmatar as dificuldades diagnosticadas, com a ajuda do professor e de colegas, para aumentar as suas probabilidades de sucesso. (Bertão, 1999) Quando se iniciar esta tarefa, o professor, tem de assegurar de que os alunos vêm preparados para o “dia da limpeza” com o conhecimento do produto de limpeza que têm necessidade de escolher para preparar determinada unidade de ensino, para que comecem de imediato a trabalhar de acordo com as responsabilidades estabelecidas para o produto. Quando o dia da limpeza é uma prática estabelecida nas aulas, os alunos assumem esta responsabilidade. Nenhum dos trabalhos produzidos pelos alunos durante o período da realização da atividade conta para nota e, assim, os alunos aceitam prontamente a oportunidade de aumentar as suas possibilidades de sucesso no teste. É consensual que “todo o aluno consegue autorregular o seu processo de aprendizagem, ou seja, para atingirdeterminados objetivos, todos são capazes de desenvolver determinados comportamentos de acordo com aespecificidade dos contextos de aprendizagem” (Rosário, 2004, p. 75). O professor ao incrementar o processoautorregulatório terá assim que ter em consideração a musculação da escolha e controlo do comportamento que,por sua vez, são alcançados através de três vetores possíveis: a experiência intuitiva dos alunos, a instruçãoexplícita e clara das estratégias, e a prática intencionada que as elícita. Assim, por exemplo, na realização dastarefas previstas no currículo, os professores devem, em primeiro lugar, proporcionar oportunidades efetivaspara que tal ocorra e, posteriormente poderão promover o incremento da reflexão sobre as escolhas e aaplicação das estratégias de autorregulação a situações concretas, treinando a sua transferência para outroscontextos e tarefas escolares A este respeito Palincsar e Brown(1984) operacionalizam a sequência propondo a utilização de um ensino recíproco no qual o professor explica efundamenta as atividades propostas e se assume como um modelo competente para os alunos que o vejamatuar na resolução de determinados problemas de compreensão que um texto particular possa colocar. Emsegundo lugar, o professor procura manter os objetivos da tarefa, conduzindo os alunos a discutir sobre o textoaplicando as estratégias que demonstrou. Por último, supervisiona os alunos e corrige-os no decurso dadiscussão de modo a que estes assumam o controlo das estratégias mobilizadas.
  • 6. Bibliografia Bertão Ana Maria e outros, (1999) Pensar a Escola sobre os olhares da Psicologia, Porto, Edições Afrontamento. Palincsar, A.S. & Brown, A. L. (1984). Reciprocalteachingofcomprehensionfosteringandcomprehension- monitoringactivities. Cognitionand Instruction,1, 117-175 Rosário, P. (2002). Estórias sobre o estudar, histórias para estudar. Narrativas autorregulatórias na sala de aula. Porto: Porto Editora. Rosário, P. (2004). Estudar o estudar: As (Des)venturas do Testas. Porto: Porto Editora Silva, A., Duarte, A., Sá, I., & Simão, A. (2004). Os componentes motivacionais da aprendizagem auto regulada. A autodeterminação para os objetivos. In Aprendizagem Auto-Regulada pelo Estudante: Perspetivas psicológicas e educacionais (p. cap. 3). Porto: Porto Editora. .