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Tempo Geológico é a representação da linha do tempo da formação da Terra até os dias de hoje. 
Imagine se comprimissemos os 4,5 bilhões de anos da Terra em um só ano. Nesta escala, as rochas mais antigas 
reconhecidas datam de março. Os seres vivos apareceram inicialmente nos mares em maio. As plantas e animais 
terrestres surgiram no final de novembro e os pântanos, amplamente espalhados que formaram os depósitos de 
carvão pensilvanianos, “floresceram” durante cerca de quatro dias no início de dezembro. 
Os dinossauros dominaram nos meados de dezembro, mas desapareceram no dia 26, mais ou menos na época que 
as montanhas rochosas se elevaram inicialmente. Criaturas humanóides apareceram em algum momento da noite de 
31 de dezembro, e as recentes capas de gelo continentais começaram a regredir da área dos Grandes lagos e do 
norte da Europa a cerca de 1 minuto e 15 segundos antes da meia-noite do dia 31. Roma governou o mundo 
ocidental por 5 segundos, das 23h: 59mim: 45s até às 23h: 59mim: 50s. Colombo descobriu a América 3 segundos 
antes da meia-noite, e a ciência da geologia nasceu com os escritos de James Hutton exatamente há mais que 1 
segundo antes do final de nosso movimentado ano dos anos. 
A divisão se dá baseada nos fenômenos geológicos de evolução da Terra, e foi estabelecida ainda no século XIX, está 
dividida em graus hierárquicos cada vez menores da seguinte forma: 
 Éons (Hadeano, Arqueano, Proterozóico e Fanerozóico); 
 Eras (apenas no Éon Fanerozóico: Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica); 
 Períodos (para cada uma das eras do Fanerozóico); 
 Épocas (subdivisões existentes apenas para os períodos do Cenozóico). 
Essas subdivisões foram estabelecidas ainda antes do desenvolvimento dos métodos de datação absoluta. As 
subdivisões de tempo definidas, portanto, não representam intervalos de tempo equivalentes, mas refletem a 
possibilidade de desvendar os detalhes da evolução geológica em todos os tempos. O registro geológico mais 
recente é mais completo e apresenta maior número de fósseis, permitindo delimitar intervalos temporais menores. 
O registro da evolução geológica antiga é muito mais fragmentado e com a ausência de fósseis possibilita apenas a 
delimitação de intervalos de tempo maiores, marcados por grandes eventos globais.
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 Pré-Cambriano ou Pré-Câmbrico: é o conjunto de modificações em que nosso planeta passa, na qual 
proporcionou diversas características, como a formação dos oceanos, da lua, de muitos minerais, de sua 
oxigenação, da formação de algumas vidas multicelulares e das placas tectônicas. 
É o grande período de tempo na história da Terra antes do Éon Fanerozóico, é considerado um Superéon, e é 
dividido em vários éons da escala de tempo geológico. É assim chamado, pois precede o Cambriano, o 
primeiro período do Éon Fanerozóico, que é nomeado após Cambria, o nome clássico para o País de Gales, 
onde as rochas dessa idade foram estudadas pela primeira vez. 
O Pré-cambriano é responsável por 88% do tempo geológico, inicia a cerca de aproximadamente de 4,5 
bilhões de anos com o início da Terra e terminou com o surgimento dos fósseis , quando os animais 
macroscópicos de carapaça dura apareceram pela primeira vez em abundância. Neste éon temos as divisões 
entre os períodos: 
o Hadeano: seu nome vem do grego hades, que significa "inferno", e foi cunhado pelo geólogo Preston 
Cloud para o período sobre o qual se tem pouca ou nenhuma informação geológica. Não é 
reconhecido pela Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências 
Geológicas no seu quadro estratigráfico 
internacional, por não haver rochas tão antigas, 
mas é um conceito amplamente aceito por outras 
fontes. 
O Hadeano é o éon mais antigo, e iniciou há cerca 
de 4,57 bilhões de anos, com o princípio do 
processo de formação dos planetas do Sistema 
Solar, e terminou, na Terra, há aproximadamente 
3,85 bilhões de anos, quando surgiram as primeiras 
rochas, marcando o início do éon Arqueano. 
Suas subdivisões não são oficiais, devido a falta de evidências, não existem muitos vestígios 
geológicos deste período na Terra, porém, várias das principais divisões da escala de tempo 
geológico lunar ocorreram no Hadeano, por isso, muitas vezes são usadas para referir-se aos 
mesmos períodos de tempo na Terra. 
 Críptica: não é reconhecida pela Comissão Internacional de 
Estratigrafia, assim como nenhuma subdivisão Hadeica. É a 
Era mais antiga da evolução geológica da Terra e da Lua, 
começou há cerca de 4.570 milhões de anos, quando se 
formaram a Terra e a Lua. Não existem nenhuma definição 
concreta da transição entre a era Críptica e a era Grupos 
Basin, ainda que usualmente se estabeleça a sua finalização 
há 4.150 Ma. 
 Grupos Basin: é a era do hadeano, entre 3,92 e 4,15 bilhões de anos atrás. Período de 
atividades vulcânicas constantes, e impactos de meteoros, tanto na terra quanto na lua. 
Provavelmente nesta Era se formou o Ácido Ribonucleico.
3 
 Nectárico: escala de tempo geológico lunar, entre 3,85 e 3,92 bilhões de anos atrás, também 
é utilizado como era geológica do éon Hadeano em trabalhos científicos. 
 Ímbrico: é uma época geológica que vai de 3850 a 3800 milhões de anos antes do presente, 
aproximadamente. Coincide com o fim do intenso bombardeio tardio do sistema solar. O 
impacto que criou a enorme bacia do Mare Imbrium ocorreu no início dessa época. Remonta 
ao Ímbrico Inferior a formação das bacias lunares mais recentes. As outras grande bacias que 
dominaram o lado visível da Lua (como Crisium, Tranquilitatis, Serenitatis, Fecunditatis e 
Procellarum) também se formaram nesse período. Posteriormente, ao longo do Ímbrico 
Superior, essas bacias teriam sido enriquecidas de rochas basálticas. 
o Arqueano ou Arcaiqueano: antes chamado Arqueozoico, é o éon que está compreendido 
aproximadamente entre 3,85 bilhões de anos e 2,5 bilhões de anos atrás. O início do Arqueano é 
marcado pelas primeiras formas de vida unicelulares da Terra. 
 Eoarqueano: é a primeira era do éon Arqueano, é marcado pelo início das primeiras formas 
de vida unicelulares (Procariontes), entre 3 bilhões e 850 milhões atrás, aproximadamente. 
A escassez generalizada de rochas do Eoarqueno é explicada 
pela quantidade de detritos presentes dentro do sistema 
solar inicial. A Terra estava coberta em sua maioria por com 
água, vulcões e ilhas vulcânicas que surgiam por toda sua 
extensão. Os oceanos eram verdes e ácidos, devido ao 
compostos de ferro dissolvido e o céu era laranja por causa 
da alta concentração de amônia, metano e dióxido de 
carbono. 
 Paleoarqueano: é a era do éon Arqueano que está compreendida entre 3,6 e 3,2 bilhões de 
anos atrás, aproximadamente. Durante o Paleoarqueano surgiram os primeiros continentes, 
possivelmente devido a colisões entre arcos de ilhas, que se amalgamaram formando 
pequenas massas continentais. Mais para o final desta era, pode ter se formado um 
supercontinente, chamado Vaalbara. 
A questão de se a atividade tectônica de placas existia ou não no Arqueano é uma área ativa 
na pesquisa geocientífica moderna. Alguns cientistas pensam que no Paleoarqueano 
provavelmente não existia uma litosfera completamente rígida, e por isso não operaria ainda 
a Tectônica de Placas. Outros acham que, por causa da Terra ser mais quente, a atividade 
tectônica de placas seria mais vigorosa que é hoje, resultando numa taxa muito maior de 
reciclagem de material da crosta. Isso poderia ter evitado a cratonização e a formação de 
continentes até que o manto esfriou e a convecção diminuiu. Outros ainda argumentam que 
o manto litosférico subcontinental era flutuante demais para subduzir e que a falta de rochas 
paleoarqueanas é em função da erosão por eventos tectônicos subseqüentes. 
A mais antiga evidência de vida, as primeiras bactérias produtoras de oxigênio – fósseis bem 
preservados de bactérias datadas em 3,46 bilhões de anos achadas na Austrália Ocide ntal.
4 
 Mesoarqueano: é a era do éon Arqueano que está 
compreendida entre 3 bilhões e 200 milhões e 2 bilhões e 
800 milhões de anos atrás. Fósseis encontrados na 
Austrália indicam que os estromatólitos, uma espécie de 
rocha fóssil formada por atividades de microorganismos 
em ambientes aquáticos, que quando acumulados no 
fundo de mares rasos, formam uma espécie de recife. 
Porém, a definição exata de estromatólito ainda é 
discutida podendo, por exemplo, excluir estruturas como 
oncólitos e trombólitos da lista dos estromatólitos. As 
primeiras cyanobacterias proliferavam na Terra. 
 Neoarqueano: é a era do éon Arqueano que está compreendida entre 2 bilhões e 800 
milhões e 2 bilhões e 500 milhões de anos atrás, aproximadamente. 
Nesta era, supõem-se que, as atividades tectônicas de placas podem ter sido bastante 
similares à da Terra moderna. Há bacias sedimentares bem preservadas e evidência de arcos 
vulcânicos, rachaduras intracontinentais, colisões entre continentes e eventos orogênicos de 
âmbito global bem disseminados, sugerindo a montagem e destruição de um e talvez vários 
supercontinentes. A água líquida era prevalecente, e bacias oceânicas profundas são 
conhecidas pela presença de formações de ferro em bandas, depósitos de chert, sedimentos 
químicos e basaltos de travesseiro. 
A fotossíntese oxigênica evoluiu primeiro nesta era, e foi responsável pela grande 
proliferação de estromatólitos nos litorais do mundo, que foi iniciada desde o 
Mesoarqueano. Acontece também a primeira glaciação. 
o Proterozóico: do grego (proteros = anterior) + (zoikos = de animais), é o éon que está compreendido 
entre 2,5 bilhões e 542 milhões de anos, abrangendo quase metade do tempo de existência da Terra. 
Sendo o mais recente éon do Pré-Câmbrico, sucede o éon Arqueano e precede o éon Fanerozoico. 
Divide-se em três eras. 
Em algumas obras ainda se pode encontrar o termo Algônquico ou Algonquiano que, entretanto, 
entrou em desuso. 
Também é chamado de eón Pré-Cambriana ou Pré-Câmbrico, é o nome tradicional que se dá ao 
conjunto de éons anteriores ao Fanerozóico: o Proterozóico, o Arqueano e o Hadeano. Apesar de 
obsoleto, ainda consta do Quadro Estratigráfico Internacional da Comissão Internacional sobre 
Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas. Já recebeu nomes como Azóico ("sem 
vida") e Criptozóico ("vida oculta"), atualmente em desuso. 
 Paleoproterozoico: é a era do éon Proterozoico, na escala de tempo geológico, que está 
compreendida entre 2 bilhões e 500 milhões e 1 bilhão e 600 milhões de anos atrás, 
aproximadamente, é marcada pelo surgimento dos primeiros seres eucariontes. Divide-se 
nos períodos Sideriano, Rhyaciano, Orosiriano e Statheriano, do mais antigo para o mais 
recente.
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 Sideriano: é o período da que está compreendido entre 2 bilhões e 500 milhões e 2 
bilhões e 300 milhões de anos atrás, aproximadamente. Este período foi marcado 
pela fotossíntese oxigenada. Como os outros períodos de seu éon, não se divide em 
épocas. 
 Rhyaciano: é o período que está compreendido entre 2 bilhões e 300 milhões e 2 
bilhões e 50 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Rhyaciano sucede 
o período Sideriano e precede o período Orosiriano, ambos de sua era. Como os 
outros períodos de seu éon, não se divide em épocas. É marcado pela Glaciação 
Huroniana, a mais antiga da qual há vestígios, ocorreu há 2 400 a 2 100 milhões de 
anos, durante os períodos Sideriano e Rhyaciano do Paleoproterozoico, após a 
Catástrofe do Oxigênio. Foi uma das mais severas glaciações da história geológica da 
Terra e alguns geólogos crêem que foi muito semelhante à da Terra bola de neve 
ocorrida no Neoproterozoico. 
 Orosiriana: é o período que está compreendido entre 2 bilhões e 50 milhões e 1 
bilhão e 800 milhões de anos atrás, aproximadamente. Sucede o período Rhyaciano 
e precede o período Statheriano, ambos de sua era. Período no qual, a atmosfera 
esta livre de oxigênio. 
 Statheriano: O período Statheriano sucede o período Orosiriano de sua era e 
precede o período Calymmiano da era Mesoproterozóica de seu éon. Compreendido 
entre 1 bilhão e 800 milhões e 1 bilhão e 600 milhões de anos atrás, 
aproximadamente e como os demais períodos de seu éon, não se divide em épocas. 
Neste período aconteceu a expansão dos depósitos supercontinentais. 
 Mesoproterozoico: é a era do éon Proterozóico, na escala do tempo geológico, que está 
compreendida entre 1 bilhão e 600 milhões e 1 bilhão de anos atrás, aproximadamente. A 
era Mesoproterozoica sucede a era Paleoproterozoica e precede a era Neoproterozoica, 
ambas de seu éon. Divide-se nos períodos Calymmiano, Ectasiano e Steniano, do mais antigo 
para o mais recente. 
 Calymmiano: é o período da era 
Mesoproterozóica do éon Proterozóico que 
está compreendido entre 1 bilhão e 600 
milhões e 1 bilhão e 400 milhões de anos atrás, 
aproximadamente. Este sucede o período 
Statheriano da era Paleoproterozóica de seu 
éon e precede o período Ectasiano de sua era. 
Como os outros períodos de seu éon, não se 
divide em épocas. É marcado pelo surgimento 
das primeiras eucariontes.
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 Ectasiano: período marcado pelo surgimento 
das primeiras Rhodophytas, popularmente 
conhecidas como "algas vermelhas", está 
compreendido entre 1 bilhão e 400 milhões e 
1 bilhão e 200 milhões de anos atrás, 
aproximadamente. Sucede o período 
Calymmiano e precede o período Steniano, 
ambos de sua era. Como os outros períodos 
de seu éon, não se divide em épocas. 
 Steniano: é o período que está compreendido entre 1 bilhão e 200 milhões e 1 
bilhão de anos atrás, aproximadamente. Este período esta marcado pelo surgimento 
dos primeiros animais, e assim como os outros períodos de seu éon, não é dividido 
em épocas. 
 Neoproterozoico: é uma era do éon Proterozoico, na escala de tempo geológico, que está 
compreendida entre 1 bilhão e 541 milhões de anos atrás, aproximadamente. A era 
Neoproterozoica sucede a era Mesoproterozoica de seu éon e precede a era Paleozoica do 
éon Fanerozoico. Divide-se nos períodos Toniano, Criogeniano e Ediacarano, do mais antigo 
para o mais recente. 
 Toniano: é o período da era Neoproterozóica do éon Proterozóico que está 
compreendido entre 1 bilhão e 850 milhões de anos atrás, aproximadamente. Foi no 
período Toniano que a Terra começou a se congelar (hipótese da Terra bola de 
neve). Como os outros períodos de seu éon, não se divide em épocas. 
 Criogeniano: é o período que está compreendido entre 850 
milhões e 630 milhões de anos atrás, aproximadamente. 
Um período com temperaturas muito baixas e com seu 
oceano tendo uma capa de gelo que poderia ter em torno 
de um quilômetro de profundidade, acredita-se que a 
formação da Rodínia, um supercontinente que abrangia a 
maior parte da porção continental da Terra, e que quebrou-se 
em oito continentes cerca de 750 milhões de anos atrás 
aconteceu durante este período. 
 Ediacarano: período compreendido entre 630 milhões e 542 milhões de anos atrás, 
aproximadamente. No passado chamava-se Vendiano, proposto originalmente por 
Sokolov em 1952, com base em observações na plataforma siberiana que revelaram 
espetaculares achados fósseis, então chamados de Fauna Vendiana. No entanto, a 
Comissão Internacional de Estratigrafia da União Internacional de Ciências 
Geológicas preferiu renomeá-lo recentemente para Ediacarano, que provém das 
Colinas Ediacara, no sul da Austrália – onde também foram encontrados fósseis 
similares, que constituem a Biota ediacarana. Foi neste período em que surgiram os
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primeiros corais, acredita-se que a formação da Panótia, é um supercontinente 
hipotético, descrito por Ian W. D. Dalziel em 1997, teria existido entre há 600 
milhões de anos e até ao final do período Pré-cambriano há 540 milhões de anos. 
o Fanerozoico: do grego phaneros, que significa “visível” e zoikos, “vida”, é o éon geológico que 
abrange os últimos 542 milhões de anos. Tem início com o Cambriano na era Paleozoico com o 
surgimento de vários animais de concha e é o éon ao longo do qual a abundância de vida é maior. 
A fronteira entre o Fanerozoico e o Proterozoico não está claramente definida. No século XIX ela 
coincidia com o aparecimento dos primeiros fósseis metazoários abundantes. Porém, foram 
identificadas várias centenas de taxa de metazoários do Proterozoico desde o início de estudos 
sistemáticos destes seres na década de 1950. A maioria dos geólogos e paleontólogos 
provavelmente consideraria que a fronteira Fanerozoico-Proterozoico ocorre no ponto clássico em 
que surgem as primeiras trilobites e Archaeocyatha; com a primeira aparição de complexas tocas de 
alimentação (Trichophycus pedum); ou com a primeira aparição de um grupo de pequenas e 
geralmente desarticuladas formas couraçadas designadas 'pequena fauna conquífera'. Estes três 
diferentes pontos de fronteira encontram-se separados entre si por alguns milhões de anos. 
 Paleozoico: é a era do éon Fanerozoico que está compreendida entre 542 milhões e 245 
milhões de anos atrás, aproximadamente. A era Paleozoica sucede a era Neoproterzoica do 
éon Proterozoico e precede a era Mesozoica de seu éon. Divide-se nos períodos Cambriano, 
Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano, do mais antigo para o mais 
recente. 
O Paleozoico corresponde praticamente a metade do Fanerozoico, com aproximadamente 
300 milhões de anos. Durante esta era havia seis massas continentais principais, que 
conheceram montanhas enormes ao longo de suas margens, e incursões e recuos dos mares 
rasos através de seus interiores, como mares continentais. Muitas rochas paleozoicas são 
economicamente importantes. Por exemplo, rochas calcárias para finalidades industriais de 
construção civil, assim como os depósitos de carvão, que foram formadas durante o 
paleozoico. 
O Paleozoico é conhecido por dois dos eventos 
mais importantes na história da vida animal. No 
seu começo houve uma grande diversificação 
evolutiva dos animais, a explosão cambriana, 
em que quase todos os filos animais atuais e 
vários outros extintos apareceram nos 
primeiros milhões dos anos. Já no extremo 
oposto do Paleozoico ocorreu a extinção 
maciça, a maior da história da vida na Terra, 
que extinguiu aproximadamente 90% de todas 
as espécies animais marinhas. As causas de 
ambos estes eventos ainda não são bem 
conhecidas. 
Também pode ser chamada de “Era Primária”, divisão do tempo geológico seguinte à Era 
Proterozoica e a antecedente à Era Mesozoica. A sua duração foi de aproximadamente 380 
milhões de anos. Embora a vida já se achasse presente na Era Proterozoica, é nos terrenos 
mais antigos da Era Paleozoica que os vestígios de organismos se mostram mais abundantes.
8 
De acordo com os dados paleontológicos, no Cambriano achavam-se presentes todos os 
grandes grupos de invertebrados. As formas ancestrais da fauna cambriana são 
desconhecidas ou porque o elevado metamorfismo e os dobramentos a que foram sujeitas 
as rochas da Era Proterozoica as destruíram, ou porque a erosão apagou grande parte dessa 
documentação antes da deposição dos sedimentos cambrianos. Os animais do início da Era 
Paleozoica viveram dominantemente em ambiente marinho: graptólitos, trilobites, 
moluscos, briozoários, braquiópodes, equinodermos, corais, etc. Os peixes surgiram no 
Ordoviciano, nas águas doces. As plantas terrestres mais antigas conhecidas datam do 
Siluriano (Austrália). No Carbonífero e também no Permiano constituíram grandes florestas 
das quais se originaram carvões em várias partes do mundo. Daí a designação de 
Antracolítico dada em esses dois períodos conjuntamente. Especialmente curiosas foram as 
Pteridospermae, vulgarmente conhecidas como "fetos com sementes". Os insetos mais 
antigos datam do Devoniano. Os anfíbios surgiram no Devoniano e os répteis no 
Carbonífero. Angiospermas, aves e mamíferos apareceram mais tarde, na Era Mesozoica. 
A paleogeografia da Era Paleozoica é a matéria de controvérsia. As similaridades 
demonstradas entre a geologia da parte meridional da América do Sul, África do Sul, Índia e 
Austrália- flora fóssil comum, designada flora de Glossopteris, vestígios de glaciação tipo 
inlandsis, aparentemente da mesma idade, levaria, segundo certos autores, à aceitação de 
um antigo continente, Continente de Gonduana, reunindo tais regiões, ou, segundo outros, à 
suposição de que elas estiveram diretamente unidas até o fim da Era Mesozoica (teoria de 
Wegener). Dois ciclos orogenéticos importantes ocorreram na Era Paleozoica: dobramentos 
coledonianos do Siluriano e dobramentos 
hercinianos do Carbonífero. Vários grupos de 
animais e de plantas foram privativos da Era 
Paleozoica: Psilophytales, vegetais que 
desapareceram no Devoniano; trilobites, 
euripterídeos, granptólitos, corais dos grupos 
tetracorais e tabulados; briozoários dos grupos 
Trepostomados e Criptostomados; 
foraminíferos da família dos Fusulinídeos; 
equinodermos dos grupos cistoides, blastoides 
e heterostelados; peixes dos grupos 
Ostracodermas e Placodermas. 
 Cambriano ou Câmbrico: é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que está 
compreendido entre 542 milhões e 488 milhões de anos atrás, aproximadamente. O 
período Cambriano sucede o período Ediacarano da era Neoproterozoica do éon 
Proterozoico e precede o período Ordoviciano de sua era. Divide-se nas épocas 
Cambriana Inferior, Cambriana Média e Cambriana Superior, da mais antiga para a 
mais recente. O nome Cambriano vem de Cambria, que é a latinização de Cymru, o 
nome pelo qual os povos antigos que habitavam o País de Gales chamavam suas 
terras, onde foram encontrados os primeiros estratos rochosos deste período. 
A Pangeia, o continente que, descrito pela deriva continental, existiu há 200 milhões 
de anos, durante a era Paleozoica, porém, há relatos também de 540 milhões de 
anos. A palavra origina-se do fato de todos os continentes estarem juntos (pan do 
grego = todo, inteiro) e exprime a noção de totalidade, universalidade, formando um 
único bloco de terra (gea) ou Geia, Gaia (mitologia) ou Ge como a Titã grega que 
personificava a terra com todos os seus elementos.
9 
Milhões de anos se passaram até que a Pangeia se fragmentou, dando origem a dois 
megacontinentes. Esta separação ocorreu lentamente e se desenvolveu deslocando 
sobre um subsolo oceânico de basalto. 
A parte correspondente à América do Sul, África, Austrália e Índia, denomina-se 
Gondwana (região da Índia). O resto do continente, onde estava a América do Norte, 
Europa, Ásia e o Ártico se denomina Laurásia. A Pangeia era cercada por um único 
oceano Pantalassa. 
Entre a comunidade cientifica foi inicialmente sugerida a hipótese no início do século 
XX pelo meteorologista alemão Alfred Wegener, criando uma grande polêmica entre 
a classe científica da época. Wegener teve como ponto de partida de sua teoria os 
contornos semelhantes da costa da América com a da África, os quais formariam um 
encaixe quase perfeito. Entretanto, não foi utilizado este fato na sua fundamentação 
científica, mas a comparação dos fósseis encontrados nas regiões brasileira e 
africana. Como estes animais não seriam capazes de atravessar o oceano na época, 
concluiu-se que eles teriam vivido em mesmos ambientes em tempos remotos. 
Esta teoria não foi inicialmente aceita, sendo até ridicularizada pela classe científica. 
Foi confirmada somente em 1940, após 10 anos da morte de Alfred Wegener. 
Os locais onde se encontram rochas e fósseis deste período são relativamente raros, 
sendo os principais o Folhelho Burgess, no Canadá, o Folhelho de Maotianshan (ou 
biota de Chengjiang), na China e os argilitos de Emu Bay, na Austrália. É marcado 
pelo aparecimento dos primeiros anelídeos, artrópodes, moluscos e trilobitas. 
Durante o Cambriano, ocorre uma maior diversificação da vida, evento conhecido 
como explosão cambriana, devido ao período de tempo relativamente curto em que 
esta diversidade de espécies "surge". Dentre estas espécies, estão os graptólitos 
dendróides, que surgem no Cambriano Superior, e os arqueociatos, que surgem no 
Cambriano Inferior e extinguem-se no Cambriano Médio. 
O Cambriano marca um ponto importante na história da vida na Terra, é o período 
de tempo em que a maioria dos grupos principais de animais apareceram no registro 
do fóssil. Por muito tempo se considerou os fósseis do Cambriano como os mais 
antigos de nosso planeta, porém, atualmente foram encontrados fósseis mais 
antigos, que datam do período Vendiano (a última das partes dos chamados tempos 
Pré-Cambrianos). 
Os animais mostraram uma diversificação dramática durante este período da 
história da Terra. O maior registro de grupos animais ocorreu durante os estágios 
Tomotiano e de Atdabaniano do Cambriano Superior, em um intervalo de tempo de 
aproximadamente cinco milhões de anos, o que é extremamente curto para os 
padrões geológicos, motivo que fazem surgir muitas dúvidas e especulações sobre a 
explosão cambriana e é constantemente utilizado pelos opositores da teoria da 
evolução para fundamentar suas criticas a esta. Os principais animais encontrados 
em todo o mundo são os anelídeos, artrópodes, braquiópodes, equinodermos, 
moluscos monoplacóforos, onicóforos, esponjas, e priapulídeos. 
A primeira subdivisão do Cambriano Inferior, a idade Tomotiana, que recebeu este 
nome devido a região da Sibéria onde suas rochas foram encontradas, viu a primeira 
radiação principal dos animais, incluindo a primeira aparência de um grande taxa de 
animais mineralizados tais como braquiópodes, trilobites, arqueociátos e 
equinodermos.
10 
 Ordoviciano ou Ordovícico: é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que 
está compreendido entre 488 a 443 milhões de anos aproximadamente. O período 
Ordoviciano sucede o período Cambriano e precede o período Siluriano, ambos de 
sua era. Divide-se nas épocas Ordoviciana Inferior, Ordoviciana Média e Ordoviciana 
Superior, da mais antiga para a mais recente. 
Os limites do Ordoviciano são marcados pela ocorrência de graptozoários 
planctônicos. As rochas são geralmente os argilitos escuros, orgânico que carregam 
os restos dos graptólitos e podem ter sulfeto de ferro. Naquele período os 
terremotos eram frequentes. 
Durante o Ordoviciano, os invertebrados ainda 
são as formas de vida animal dominantes, 
porém com formas mais "semelhantes" às atuais 
do que as do Cambriano. Os graptólitos 
graptoloides surgem no Ordovícico inferior. 
O Ordoviciano é o mais conhecido pela presença 
de seus invertebrados marinhos diversos, 
incluindo graptozoários, trilobites (estes 
atingiram seu auge neste período) e 
braquiópodes. Uma comunidade marinha típica conviveu com estes animais, algas 
vermelhas e verdes, peixes primitivos, cefalópodes, corais, crinóides, e gastrópodes. 
Mas recentemente, houve a evidência de esporos trietes que são similares àqueles 
de plantas primitivas terrestres, 
sugerindo que as plantas 
invadiram a terra neste 
período. A evolução dos pro-tocordados 
desenvolveram os 
primeiros peixes sem man-díbulas. 
Entre os artrópodes 
ocorre o surgimento dos es-corpiões 
do mar. 
 Siluriano ou Silúrico: é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que está 
compreendido entre 443 milhões e 700 mil e 416 milhões de anos atrás, 
aproximadamente. O período Siluriano sucede o período Ordoviciano e precede o 
período Devoniano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Llandovery, Wenlock, 
Ludlow e Pridoli, da mais antiga para a mais recente. 
Neste período a fauna teve que se recuperar da extinção em massa do final do 
Ordoviciano, porém ela manteve a predominância de invertebrados, principalmente 
trilobites, crinóides, euriptéridos (escorpiões marinhos) e cefalópodes; embora os 
peixes já estivessem se diversificando bastante. Com relação a flora, este período é 
marcado pelo surgimento das primeiras plantas terrestres. 
 Devoniano ou Devónico: é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que está 
compreendido entre 416 milhões e 359 milhões de anos atrás, aproximadamente. O
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período Devoniano sucede o período Siluriano e precede o período Carbonífero, 
ambos de sua era. Divide-se nas épocas Devoniana Inferior, Devoniana Média e 
Devoniana Superior, da mais antiga para a mais recente. Neste período se formaram 
muitos depósitos de petróleo e gás natural que temos hoje. 
Neste período os continentes de 
Laurentia e Báltica colidem e formam o 
continente de Euramérica, reduzindo o 
número de continentes do mundo para 
três (os outros dois são Sibéria, no norte, 
e Gondwana, no sul). Os continentes 
começam a se aproximar cada vez mais, 
já indicando sua futura união para formar 
Pangeia. O clima era quente e o nível dos 
oceanos alto. o que fez com que muitas 
terras fossem cobertas por mares rasos, 
onde proliferavam grandes recifes de 
coral. 
Durante o Devoniano, ocorre a proliferação dos peixes, que dominam de vez os 
ambientes aquáticos, motivo pelo qual o Devoniano é conhecido como "a idade dos 
peixes"; Além dessa proliferação, surgem os primeiros peixes com mandíbula. 
Surgem também os primeiros tubarões e os placodermos assumem o trono no topo 
da cadeia alimentar, porém se extinguem 
no final do período. Além disso, é neste 
período que surgem os primeiros 
anfíbios. Os graptólitos graptolóides 
extinguem-se e os trilobites iniciam sua 
decadência. Neste período também 
surgem as primeira formas de 
ammonoides, que só serão extintos no 
final do período Cretáceo, junto com os 
dinossauros. Com relação a vida 
terrestre, esta permanece dominada por 
artrópodes, dentre eles escorpiões e 
centopeias. 
 Carbonífero ou Carbónico: é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que 
está compreendido entre 359 milhões e 245 milhões de anos atrás, 
aproximadamente. O período Carbonífero sucede o período Devoniano e precede o 
período Permiano, ambos de sua era. Na América do Norte o período é dividido em 
dois, o Mississippiano (entre cerca de 360 milhões e 318 milhões de anos atrás) e o 
Pennsylvaniano (entre cerca de 318 milhões e 299 milhões de anos atrás), sendo que 
em alguns outros locais estes "períodos" são considerados como épocas e 
consequentes subdivisões do período Carbonífero. 
O Carbonífero tem este nome devido as grandes quantidades de carvão mineral 
encontradas em formações rochosas da época na Inglaterra, onde foram datadas 
pela primeira vez rochas deste período. Estas grandes formações de carvão tem 
origem, segundo creem os especialistas, nas grandes florestas e pântanos que 
cobriam a maior parte das terras imersas do período. Apesar disto, na América do
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Norte, a maioria das jazidas de carvão são datados do Pennsylvaniano, enquanto que 
as formações do Mississippiano são formadas principalmente de rochas calcárias. 
O início do Carbonífero foi marcado por um aumento do nível dos oceanos, que 
alagou muitas terras baixas criando mares litorâneos rasos. Porém tal efeito se 
reverteu em meados do período (cerca de 318 milhões de anos atrás). A mudança 
nos níveis dos oceanos causou considerável extinção na fauna marinha, 
principalmente entre crinóides (40% das espécies extintas) e ammonóides (80% das 
espécies extintas). 
Gondwana, o supercontinente do hemisfério sul, sofreu uma grande glaciação neste 
período, porém isto parece não ter causado diferença no clima equatorial do 
período, que se manteve tropical e propiciou o desenvolvimento de exuberantes 
florestas e pântanos. No município de Salto, estado de São Paulo, o afloramento de 
rocha Moutonnée, apresenta uma feição criada sobre a superfície rochosa de 
granito, causada por abrasão glacial, ou seja, pela erosão da superfície da rocha pela 
passagem de uma geleira que erode esta rocha, formando um perfil assimétrico, 
menos inclinada no sentido de movimentação da geleira, é o único exemplar 
conhecido na Bacia do Paraná. Sua descoberta, por Marger Gutmans em 1946, foi 
um dos pontos mais importantes na comprovação da origem glacial das rochas do 
Grupo Itararé, da Bacia do Paraná. 
Também foi ao longo deste período que as massas de terra se uniram para formar o 
supercontinente Pangeia, que resistiu como único continente mundial até a era dos 
dinossauros. 
Um dos aspectos marcantes do Carbonífero foi a proliferação das florestas e de 
novas formas de vida vegetal, apesar de licopódios e samambaias ainda 
predominarem (embora com uma diversidade incomparavelmente maior do que nos 
períodos anteriores), merecendo destaque para as chamadas "samambaias com 
sementes", hoje extintas. Também merece ressaltar que fora neste período que 
ocorreu o desenvolvimento das cicadáceas. Algumas das árvores desse período 
poderiam alcançar uma altura próxima aos 40 metros. 
Entre os principais gêneros fósseis botânicos do Carbonífero podemos destacar 
Calamites, Lepidodendron e Sigillaria. 
Dentre os animais, se destaca a extinção total dos graptólitos e dos peixes mais 
primitivos (como os placodermos, por exemplo). O período também merece 
destaque pela proliferação dos animais terrestres, com grande variedade de 
artrópodes e anfíbios, além do surgimento dos primeiros répteis (os primeiros 
vertebrados totalmente terrestres a surgir em nosso planeta) e dos primeiros 
animais com a capacidade de voar (insetos, muitos deles semelhantes a libélulas). 
Ainda falando de artrópodes, merece destacar o grande tamanho de alguns (como, 
por exemplo, Arthropleura e Archimylacris) comparado com os atuais, segundo 
creem os cientistas, tal gigantismo destas criaturas seria consequência de uma maior 
porcentagem de oxigênio na atmosfera do período (sendo que se considera que os 
níveis de oxigênio na atmosfera naquele período superava os 35%, contra cerca de 
21% da atualidade). 
 Permiano ou Pérmico: é um período geológico que se estende de 299,0 ± 0,8-251,0 
± 0,4 milhões de anos. 5 É o último período da Era Paleozóica, após o Período
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Carbonífero e antes do Período Triássico do Mesozóico. O Termo foi introduzido pela 
primeira vez em 1841 pelo geólogo Roderick Murchison, em homenagem a Krai de 
Perm, na Rússia, onde estratos do período foram originalmente encontrados. 
O Permiano testemunhou a diversificação dos amniotas iniciais até os grupos 
ancestrais dos mamíferos, tartarugas, lepidossauros e arcossauros. O mundo na 
época era dominada por um único supercontinente conhecido como Pangea, 
cercado por um oceano global chamado Pantalassa. As florestas extensas do 
Carbonífero havia desaparecido, deixando para trás vastas regiões de deserto árido 
no interior continental. Répteis, que poderia lidar melhor com essas condições mais 
secas, predominaram no lugar de seus ancestrais os anfíbios. O Período Permiano (e 
a Era Paleozóica) terminou com a maior extinção em massa na história do planeta 
Terra, em que cerca de 90% das espécies marinhas e 70% das espécies terrestres 
desapareceram. 
No Brasil, a Formação Irati pertence a este período. No Sudoeste do Rio Grande do 
Sul há uma área com fósseis do Permiano que datam a 270 milhões de anos. 
Merecendo destaque para o chamado Mesosaurus brasiliensis, um pequeno réptil 
aquático encontrado pelo cientista alemão Alfred Wegener, em 1911, cuja 
similaridade com a espécie sul-africana do fóssil o fez lançar as bases da teoria da 
deriva continental. 
O termo Permiano foi introduzido na geologia em 1841 por Roderick Murchison, 
presidente da Sociedade Geológica de Londres, que identificou estratos típicos em 
extensas áreas de explorações russas realizadas com Edouard de Verneuil. 7 
Murchison afirmou em 1841 que ele chamou o seu "Sistema de Permiano ", em 
homenagem ao antigo reino de Permia, e não por causa da pequena cidade de Perm, 
como geralmente é assumido. A região encontra-se agora na Krai de Perm, na 
Rússia. 
No final deste período, ocorreu a conclusão 
da formação do supercontinente Pangea, 
devido à acreção das placas continentais 
(facto resultante da ocorrência de forças 
tectónicas). O desaparecimento dos mares 
fez com que o clima se tornasse mais seco no 
continente. Longe dos ventos que traziam a 
umidade do mar, estas regiões converteram-se 
em desertos colossais, o que 
possivelmente dificultava muito a 
sobrevivência de animais e plantas. 
O clima mais seco também fez diminuir as grandes florestas e pântanos (abundantes 
no Carbónico), assim os níveis de oxigênio da atmosfera também diminuíram até os 
níveis actuais, ou talvez até mesmo um pouco inferiores. 
A flora é caracterizada pelo surgimento e pela proliferação das coníferas, que se 
tornam as plantas dominantes a partir deste período e se mantém até o período 
Cretáceo, quando se dá a proliferação das angiospermas. 
Outras plantas comuns da época incluem cicadáceas e as chamadas samambaias 
com sementes, destas se destaca o gênero Glossopteris. O fóssil mais antigo 
encontrado até hoje, do período Permiano, é de uma Glossopteris.
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Relativamente à fauna, se destacam o maior desenvolvimento e diversificação dos 
répteis; que passam a dominar definitivamente o mundo, atingindo grandes porte 
(ex. Moschops) e o topo da cadeia alimentar (ex. Dimetrodon); e a decadência dos 
artrópodes gigantes; que se extinguem neste período. Com a queda do nível de 
oxigênio da atmosfera, os artrópodes terrestres já não podiam manter o grande 
porte, embora no início do Permiano algumas espécies ainda persistiam (ex.: 
Apthoroblattina). 
No permiano ainda não existiam lissanfíbios (anfíbios modernos), mamíferos, 
tartarugas, lepidossáurios (lagartos), pterossauros e nem dinossauros, mas os 
ancestrais de todos estes grupos já existiam, prontos para evoluir e lhes dar origem 
durante o triássico. 
A fauna terrestre do período se destacam um grupo de répteis que se acredita terem 
sido os ancestrais dos mamíferos e inclusive compartilhavam mais características 
com estes do que com os répteis atuais, os sinapsídeos, os quais se dividiam em dois 
grupos principais: os pelicossáurios (mais primitivos e que se extinguiram ao final do 
período) e os terapsídeos (que sobreviveram incluso a extinção massiva do final do 
período). 
Nas águas doces havia anfíbios gigantes e no mar, tubarões primitivos, moluscos 
cefalópodes, braquiópodes, trilobitas (embora estes já estavam se extinguindo, se 
tornado raros) e artrópodes gigantescos conhecidos como escorpiões marinhos. As 
únicas criaturas voadoras do período eram insetos, muitos deles bem semelhantes 
as atuais libélulas (ex.: Meganeuropsis permiana). 
 Mesozoico: é a era do éon Fanerozoico que está compreendida entre 251 milhões e 65,5 
milhões de anos atrás, aproximadamente. A era Mesozoica sucede a era Paleozoica e 
precede a era Cenozoica, ambas de seu éon. Divide-se nos períodos Triássico, Jurássico e 
Cretáceo, do mais antigo para o mais recente. 
O nome Mesozoico é de origem grega e refere-se a 'meio animal' sendo também 
interpretado como "a idade medieval da vida". Esta era é especialmente conhecida pelo 
aparecimento, domínio e desaparecimento dos dinossauros e amonites. 
No início desta era, toda a superfície terrestre se concentrava num único continente 
chamado Pangeia. Porém com o tempo este supercontinente começou a fragmentar-se em 
dois continentes: a Laurásia para o Hemisfério Norte e o Gondwana para o Sul. 
O clima no início do Mesozoico era predominantemente quente e seco, tornando-se mais 
húmida no Jurássico (POPP, 1995, p. 283). As temperaturas elevadas não permitiam a 
retenção de tanta água nos glaciares como atualmente, fazendo com que o nível do mar 
fosse mais elevado, e havia também maior expansão das moléculas de água. A temperatura 
e humidade estimularam a evolução de vegetação exuberante, provocando um grande 
desenvolvimento dos herbívoros e, consequentemente, dos carnívoros. 
Esta foi uma era dominada pelos répteis, como os dinossauros, pterossauros e plesiossauros. 
Durante o Mesozoico estes animais conquistaram a Terra e desapareceram mais tarde de 
forma misteriosa, sendo a causa mais provável a colisão de um meteorito com a Terra, sendo 
estimada como a segunda maior extinção em massa da terra. (A maior ocorreu no final do 
pérmico, estima-se que esta tenha extinguido 90% de todas as espécies que viviam na Terra.)
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Os primeiros mamíferos se desenvolveram, apesar de não serem maiores que ratos. As 
primeiras aves apareceram durante o Jurássico, e embora a sua descendência seja motivo de 
grande discussão entre os cientistas, grande parte aceita que tenham origem nos 
dinossauros. As primeiras flores (Angiospérmicas) apareceram durante o período Cretáceo. 
Após a extinção em massa do final do Paleozoico, seguiu-se a Era Mesozoica, durante a qual 
a Terra voltou lentamente a enriquecer em vida. As florestas de fetos foram sendo 
substituídas por florestas de árvores com pinhas, como as sequoias, e outras, como ginkgos e 
palmeiras primitivas. No final desta era surgiram as plantas com flor. O Mesozoico foi a era 
dos répteis, tendo estes dominado a Terra. Nesta era também apareceram os primeiros 
mamíferos semelhantes a pequenos musaranhos. O clima era quente e nos mares 
abundavam amonites, que se extinguiram no final do Mesozoico, juntamente com os 
grandes répteis e a maioria de outras espécies. 
 Triássico: é um período geológico que se estende desde cerca de 250 a 200 Ma 
(milhões de anos atrás). É o primeiro período da Era Mesozóica e fica entre o 
Permiano e Jurássico. O início e o fim do período são marcados por eventos de 
extinção em massa. O Triássico foi nomeado em 1834 por Friedrich Von Alberti, após 
as três camadas de rochas distintas, tri significa “três” de que são encontrados em 
toda a Alemanha e noroeste da Europa (Terra vermelha, tampado por giz, seguido 
por folhelhos pretos) chamados Trias. 
O Triássico começou com a Extinção do Permiano-Triássico, que deixou a biosfera da 
Terra pobres; levaria muito tempo para a vida recuperar sua diversidade anterior. 
Terapsídeos e arcossauros eram os principais vertebrados terrestres durante este 
tempo. Um subgrupo especializado de arcossauros, os dinossauros, apareceram pela 
primeira vez no Triássico, mas não se tornou dominante até o Jurássico. 4 Os 
primeiros verdadeiros mamíferos também evoluíram durante este período, bem 
como os primeiros vertebrados voadores, os pterossauros. O vasto supercontinente 
Pangeia existiu até o Triássico, após começou gradualmente a fissura que separaria 
as duas massas de terra, a Laurásia ao norte e Gondwana ao sul. O clima global 
durante o Triássico era mais quente e seco, com desertos abrangendo grande parte 
do interior da Pangeia. No entanto, o clima mudou e se tornou mais úmido, com a 
separação da Pangeia. O final do período foi marcado por outra grande extinção em 
massa, acabando com muitos grupos e permitindo que os dinossauros assumissem o 
domínio no Jurássico. 
Durante o Triássico, quase 
toda a massa de terra do 
planeta foi concentrada em 
um único supercontinente 
centrado mais ou menos na 
linha do equador, chamado 
Pangeia que significa “todas as 
terras”. Ao leste de Pangaea 
estava o mar de Tétis. Ali 
existia o oceano PaleoTétis, 
um oceano que existiu 
durante a era Paleozóica. As margens restantes foram cercadas pelo imenso oceano 
conhecido como Pantalassa, cujo significado é “todo o mar”. Todos os sedimentos 
do fundo do mar estabelecidas durante o Triássico desapareceram através de 
subducção das placas oceânicas, assim, muito pouco se sabe sobre o oceano aberto 
do Triássico. O supercontinente Pangaea foi rifteado durante o Triássico, 
especialmente no final do período, quando ainda não havia começado a separação.
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Os sedimentos não marinhos das primeiras fendas que marcaram a primeira ruptura 
de Pangeia, que separou New Jersey do Marrocos, são da idade Triássico Superior. 
Nos EUA, estes sedimentos grossos compõem o grupo Newark. Devido ao litoral 
limitado do super-continente, depósitos marinhos do Triássico são relativamente 
raros, apesar de sua proeminência na Europa Ocidental, onde o Triássico foi 
estudado. Na América do Norte, depósitos marinhos são limitados a algumas 
exposições no oeste. Assim a estratigrafia do Triássico se baseia principalmente em 
organismos que viveram em lagoas e ambientes hipersalinos, como os crustáceos 
Estheria. 
No início da era Mesozóica, a África se juntou a outros continentes da Terra 
formando Pangaea. A África compartilhava uma fauna relativamente uniformes em 
todo o supercontinente, que foi dominado por terópodes, prossaurópodes e 
ornitísquios primitivos até o final do período Triássico. Fósseis do Triássico Superior 
são encontrados em toda a África, mas é mais comum no sul do que ao norte. O 
advento que separa o Triássico do Jurássico e o impacto global da extinção, embora 
haja estratos africanos deste período não foi minuciosamente estudado. 
No Rio Grande do Sul, Brasil, foi encontrado o Estauricossauro um dos primeiros 
dinossauros do planeta. Também foram encontrados os primeiros mamíferos 
verdadeiros o Brasilitherium e o Brasilodon. A região possui vários sítios 
paleontológicos, que pertence às camadas geológicas Formação Santa Maria e 
Formação Caturrita. 
Tomamos por base a Austrália de hoje como exemplo do que ocorria na Pangeia, 
observe que é um grande continente cercado por um oceano, o clima nas bordas da 
Austrália é mais razoável do que seu interior (região central), onde um imenso 
deserto existe. A brisa oceânica consegue amenizar as temperaturas na borda da 
Austrália, mas o efeito desta brisa diminui indo para o interior desta, 
semelhantemente era isso que ocorria na Pangeia. 
No Triássico o clima era muito mais quente e seco do que atualmente. A 
temperatura média do planeta era quase o dobro da atual. Isso favorecia o 
aparecimento de formações de arenito e evaporito. Perto de cada um dos polos, não 
há nenhuma evidência de glaciação. O clima nesta região era ameno, favorecendo a 
proliferação de florestas. Aparentemente, as regiões polares tinham um clima úmido 
e temperado, ideal para os répteis. Se formos procurar onde eram os polos daquela 
época, encontraremos vaporitos e paleodunas. Na região do Canadá existem 
grandes quantidades de carvão. 
Durante os períodos Permiano e Triássico, os registros de âmbar são escassos.7 A 
partir do Triássico, pteridospermas são gradualmente substituídas por formas mais 
evoluídas de gimnospermas – as coníferas. 
Houve a expansão da vegetação de gimnospermas, espécies arborescentes com 
flores, semente e estróbilos menos elaborados, portanto dispersas pelo vento (as 
mais conhecidas são os pinheiros, ciprestes e cicas). Em terra, os resquícios de 
vegetação que encontramos no Triássico são de Licófitas que viveram do Devoniano 
ao Triássico. Seu auge foi no Carbonífero. 
Atingem cerca de 30 a 40 metros de altura e as cicas surgem nesta época. Possuem 
muita lignina. Os herbívoros tinham uma série de pedras no estômago, os 
gastrólitos, para ajudar a digerir a celulose. Nas florestas, prosperavam samambaias,
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ginkgos e coníferas. Estas últimas vão dominar boa parte do mesozoico, pois eram 
melhor adaptadas à intensa variação de temperatura. 
Surge uma nova radiação em ambientes marinhos. Novos tipos de corais, os 
hexacorais (Hexacorallia) surgem no Triássico inferior, formando, de maneira 
modesta pequenas manchas de recifes, em comparação com sistemas de recifes de 
coral atuais ou anteriores, como no Devoniano. 
As amonites, um tipo de molusco marinho, escaparam por pouco da extinção total. A 
fauna dos peixes que povoam mares e rios atualmente estão na mesma linha 
evolutiva dos peixes do triássico, não foram extintos. Exemplo: Dipnoicos. 
Neste período, surge a família Pteriidae, moluscos bivalves que possuem a 
capacidade de produzir pérolas. 
Os animais mais ferozes do mar são os répteis. Dominam os oceanos. A extinção do 
Permiano-Triássico devastou a vida terrestre. A biodiversidade se recuperou 
lentamente e a complexa diversidade levou 30 milhões de anos para se restabelecer. 
Os anfíbios Temnospondyli estão entre os grupos que sobreviveram à extinção do 
Permiano-Triássico, algumas linhagens (por exemplo trematossauros) tiveram uma 
vida breve no Triássico Inferior, enquanto outros (por exemplo, capitossauros) 
mantiveram-se bem sucedidos durante todo o período. Outros, apenas ganharam 
destaque no final do Triássico (plagiossauros um exemplo de metopossauros). Os 
primeiros anfíbios Lissanfíbios, caracterizados pelas rãs, são conhecidos desde o 
Triássico inferior, mas o grupo só se tornou comum no Jurássico, quando os 
temnospondylis se tornaram muito raros. 
Répteis Archosauromorphas, progressivamente substituíram os sinapsídeos que 
dominavam no Permiano, embora o Cynognathus fosse o principal predador do 
Triássico inferior (Olenekiano e Anisiano) em Gondwana. Os dicinodontes 
Kannemeyeriidae e os cinodontes gomphodontes permaneceram como importantes 
herbívoros durante grande parte do período. Até o final do Triássico, os sinapsídeos 
tiveram um papel pequeno. Durante o Carniano, os cinodontes tiveram alguns 
avançados que deram origem aos primeiros mamíferos (Brasilitherium e Brasilodon). 
O Ornithodira, que até então era um grupo pequeno e insignificante, evoluiu para os 
pterossauros e uma variedade dos dinossauros. O Crurotarsi foi um outro clado de 
dinossauros importantes, que no final do Triássico alcançou grande diversidade, 
junto com vários outros grupos, incluindo os phytossauros, aetossauros, várias 
linhagens distintas de Rauisuchia e os primeiros crocodilos (o Sphenosuchia). Os 
atarracados rincossauros herbívoros e os pequenos e médios Prolacertiformes 
(insetívoros ou piscívoros) foram importantes grupos basais Archosauromorphas 
durante a maior parte do Triássico. 
Entre outros répteis, as primeiras tartarugas, como Proganochelys e Proterochersis, 
apareceram durante o Noriano. Os Lepidosauromorphas especificamente o 
Sphenodontia foi o primeiro registro fóssil ocorrido no Carniano. Os 
Procolophonidae foi um importante grupo de pequenos lagartos herbívoros. 
Os Arcossauros inicialmente eram raros em relação aos terapsídeos que haviam 
dominado os ecossistemas terrestres no Permiano, mas isso mudou no Triássico. 9 
Esta mudança pode ter contribuído para a evolução dos mamíferos, forçando os 
terapsídeos sucessores a mudarem sua forma mammaliaformes para viver como
18 
pequenos insetívoros noturnos. A vida noturna, provavelmente forçou os pequenos 
mammaliaformes a desenvolver pele e maior taxa metabólica. 
 Jurássico: é o período da era Mesozoica do éon Fanerozoico que está compreendido 
entre 199 milhões e 600 mil e 145 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. 
O período Jurássico sucede o período Triássico e precede o período Cretácico, ambos 
de sua era. Divide-se nas épocas Jurássica Inferior (ou Lias), Jurássica Média (ou 
Dogger) e Jurássica Superior (ou Malm), da mais antiga para a mais recente. O nome 
Jurássico é devido às montanhas Jura, situadas nos Alpes, que contêm grande 
quantidade de rochas deste período. 
Com o aumento do nível dos oceanos, terras baixas foram encobertas pelo mar, o 
que dividiu Pangeia em dois continentes: Laurásia, ao norte, e Gondwana, ao sul. 
Essa divisão também permitiu que a umidade vinda do mar atingisse regiões que 
antes não atingia (por estarem no 
interior de Pangeia), o que tornou 
o clima mais úmido. 
Durante o Jurássico, o clima quente 
e úmido fez com que as florestas se 
proliferassem, o que fez a 
diversidade de plantas se tornar 
muito maior que a do Triássico. As 
plantas predominantes são 
cicadáceas, ginkgos e coníferas 
gigantescas (sequoias). Também é 
neste período que surgem as 
primeiras plantas com flores. 
A fauna do Jurássico é marcada pela hegemonia dos répteis em todos os ambientes: 
dinossauros na terra, pterossauros no ar e plesiossauros no mar. O período também 
é marcado pelo surgimento das primeiras aves e dos primeiros mamíferos 
verdadeiros. Nos oceanos, além dos plesiossauros, também existem crocodilos 
marinhos, tubarões já muito parecidos com os atuais (ex.: Hybodus) e outros répteis 
marinhos (ex.: ictiossauros). Começaram a surgir dinossauros mais evoluídos e 
inteligentes, que eram superiores aos primitivos répteis do Triássico. 
Em Portugal são conhecidos muitos dinossauros e mamíferos desta idade, sobretudo 
da região da Lourinhã e Guimarota, respectivamente. 
 Cretáceo ou Cretácico: é o período da era Mesozoica do éon Fanerozoico que está 
compreendido entre 145 milhões e 65 milhões e 500 mil anos atrás, 
aproximadamente. O período Cretáceo sucede o período Jurássico de sua era e 
precede o período Paleogeno da era Cenozoica de seu éon. Divide-se nas épocas 
Cretáceo Inferior e Cretáceo Superior, da mais antiga para a mais recente. 
O Cretácico Inferior está compreendido entre 145,5 milhões e 99,6 milhões anos 
atrás, aproximadamente. A época Cretácea Inferior sucede a época Jurássica 
Superior do período Jurássico de sua era e precede a época Cretácea Superior de seu
19 
período. Divide-se nas idades Berriasiana, Valanginiana, Hauteriviana, Barremiana, 
Aptiana e Albiana, da mais antiga para a mais recente. 
O Cretácico Superior está compreendido entre 99,6 milhões e 65,5 milhões anos 
atrás, aproximadamente. A época Cretácea Superior sucede a época Cretácea 
Inferior de seu período e precede a época Paleocena do período Paleogeno da era 
Cenozoica de seu éon. Divide-se nas idades Cenomaniana, Turoniana, Coniaciana, 
Santoniana, Campaniana e Maastrichtiana, da mais antiga para a mais recente. 
Durante o Cretáceo, os dinossauros alcançam seu ápice na escala evolutiva (mais da 
metade das espécies conhecidas viveram neste período), mas ao fim do período 
ocorreu a extinção em massa desses grandes répteis e de diversas espécies de 
animais da Terra (cerca de 60% deles foram extintos). A teoria mais aceita é a de que 
a queda de um meteoro de grandes proporções (maior e com maior massa que o 
Monte Everest - dimensões e massa atuais) na Península de Yucatán, no México, 
gerou destruição em massa, em função do impacto: 
A atmosfera entrou em combustão até algumas centenas de quilômetros do local do 
impacto (a explosão foi equivalente a de milhares de bombas atômicas) Maremotos 
e tsunamis 
Na região diametralmente oposta (levando-se em consideração a ovalização da terra 
nos polos), no que viria a ser a Sibéria, como resultado do impacto e das ondas de 
choque resultantes, irrompeu um longo período de grande atividade vulcânica, 
incluindo a formação de 
supervulcões, o que culminou no 
escurecimento da atmosfera e na 
inviabilização da fotossíntese. Isso 
levou ao desaparecimento dos 
grandes herbívoros, e por 
consequência, dos grandes 
predadores; somente os pequenos 
animais terrestres e os animais 
aquáticos (na água as mudanças 
climáticas impactam em tempos 
diferentes) puderam sobreviver 
(inclusive os mamíferos). 
A era glacial que se seguiu, deveu-se ao "espessamento" das camadas intermediárias 
da atmosfera, devido às cinzas vulcânicas que evitaram a passagem do Sol e 
causando um resfriamento da temperatura média da Terra em alguns graus. Além 
disso, há a teoria de que a Terra teria se deslocado da sua órbita original em alguns 
milhões de quilômetros, se afastando do sol, por causa de alterações mínimas no 
formato de sua órbita e variações no seu eixo de rotação. >> A era glacial ocorre por 
causa das partículas de cinza vulcânica, que REFLETEM os raios solares, ANTES que 
estes aqueçam a Terra e com isso há menos calor a ser retido pelo CO2 (dióxido de 
carbono). 
Durante o Cretáceo há a proliferação das plantas com flores e após a extinção dos 
dinossauros houve a proliferação dos mamíferos placentários e surgimento da grama 
e das plantas rasteiras. A deriva continental seguiu determinante na especiação. 
Após a extinção dos dinossauros, houve e a diversificação dos mamíferos e das aves 
(alguns tornaram-se enormes).
20 
Em 1822 o geólogo belga D'Omalius d'Halloy deu o nome de Terrain Cretace, para 
determinadas rochas brancas da Bacia de Paris, e para depósitos semelhantes na 
Bélgica e Holanda, Inglaterra e para o leste da Suécia e Polônia. Por causa disto, 
posteriormente o termo "Cretáceo" veio a ser usado. Os famosos "Precipícios 
Brancos" de Dover são constituídos de uma típica rocha deste período geológico, 
assim como outros depósitos extensos que foram sedimentados na Europa e partes 
da América do Norte. No caso a rocha esbranquiçada é um calcário formado por 
conchas de micro-organismos. 
 Cenozoico: pertence à era do éon Fanerozoico que se inicia há cerca de 65 milhões e 500 mil 
anos e se estende até o presente. A era Cenozoica sucede a era Mesozoica de seu éon. 
Divide-se nos períodos Paleogeno, Neogeno e Quaternário; do mais antigo para o mais 
recente. O princípio da Era Cenozoica marca a abertura do capítulo mais recente da história 
da Terra. O nome desta era provém de duas palavras gregas que significavam "vida recente". 
Durante a Era Cenozoica, a face da Terra assumiu sua forma atual. Houve muita atividade 
vulcânica e formaram-se os grandes maciços montanhosos do mundo, como os Andes, os 
Alpes e o Himalaia. A vida animal transformou-se lentamente no que hoje se conhece. 
A Era Cenozoica tem sido um período de resfriamento a longo prazo. Em seu princípio, as 
partículas ejectadas pelo impacto do evento K/T bloquearam a radiação solar. O K/T foi um 
evento geológico ocorrido no final do Cretáceo que teve importantes consequências na 
alteração das condições naturais do planeta. Depois da criação tectônica da Passagem de 
Drake, quando a América se separou completamente da Antártida durante o Oligoceno, o 
clima se resfriou consideravelmente devido a aparição da Corrente Circumpolar Antártica 
que produziu um grande resfriamento do oceano Antártico. 
No Mioceno se produziu um ligeiro aquecimento devido a liberação dos hidratos que 
desprenderam do dióxido de carbono. Quando o continente Sul-americano se uniu ao Norte-americano 
pela criação do Istmo do Panamá, a região do Ártico também se resfriou devido 
ao fortalecimento das correntes de Humboldt e do Golfo e o fim da circulação de correntes 
marinhas primitivas de águas quentes que atravessavam o planeta de leste a oeste, levando 
ao último máximo glacial. 
Por outro lado, um outro fator, ao lado do Ciclo de Milankovitch, contribuiu para as 
variações climáticas ocorridas durante o Cenozoico: o Evento Azolla. 
Com efeito a Era Cenozoica foi marcada pelo aparecimento de 28 ordens de mamíferos, 16 
das quais ainda vivem. No paleoceno e no eoceno viveram mamíferos de tipo arcaico que no 
fim do Eoceno e no Oligoceno foram substituídos, exceto na América do Sul, pelos ancestrais 
dos mamíferos modernos. No decorrer de milhões e milhões de anos deu-se a modernização 
das faunas que culminou na produção de mamíferos adiantados, especializados, do mundo 
moderno. Os processos que conduziram à elaboração das faunas modernas datam do 
Pleistoceno e do pós-Pleistoceno. Distingue-se a fauna atual da fauna do Pleistoceno, 
principalmente pelo empobrecimento, advindo da extinção de várias formas. 
A América do Sul achava-se unida à América do Norte no início da Era Cenozoica; tal união 
manteve-se interrompida durante grande parte dessa era, voltando a ser restabelecida no 
fim do Paleógeno. Isso explica certas peculiaridades faunísticas da América do Sul. 
Por outro lado, a América do Norte manteve ligação com a Ásia através da região de Beríngia 
(hoje interrompida pelo Estreito de Bering) durante grande parte da Era Cenozoica, o que
21 
explica o porquê da homogeneidade faunística da América do Norte, Ásia Setentrional e 
Europa. 
As peculiaridades faunística da Austrália, por sua vez, são devidas ao isolamento que 
manteve desde o Cretáceo em relação à Ásia. 
A forma ancestral do cavalo data do Eoceno e recebeu o nome de Eohippus; viveu no 
hemisfério norte. O Equus, isto é, cavalo propriamente dito, surgiu na América do Norte bem 
mais tarde, donde migrou para a Ásia, no Pleistoceno. 
Foi na era Cenozoica que surgiram os primeiros onívoros. Formaram também as cadeias de 
montanhas, e ocorreram as grandes glaciações, surgindo novas espécies de vida. Já no fundo 
dos oceanos, houve o aparecimento de dorsais (cadeias de montanhas que são formadas nas 
zonas aonde as placas dos continentes se separam). 
No Pleistoceno, também chamado época Glacial ou Idade do Gelo, ocorreu uma vasta 
glaciação no hemisfério norte. Glaciação de muito menores proporções deu-se também no 
hemisfério sul. 
Datam do Pleistoceno os mais antigos restos do homem (cerca de 450.000 anos). Acredita-se 
que o mais antigo deles seja o Homo heidelbergensis . Há controvérsia sobre a idade do 
Homo sapiens; segundo alguns autores o seu aparecimento deu-se há cerca de 250.000 
anos, isto é, antes mesmo do Homo neanderthalensis. No Pleistoceno inferior vivem 
hominídeos vários: Australopithecus, da África do Sul; Pithecanthropus erectus ou homem 
de Java; Sinanthropus pekinensis ou homem de Pequim. 
Inúmeras localidades brasileiras forneceram ossadas de mamíferos pleistocênicos. 
Os achados mais famosos são os das grutas de Minas Gerais, pacientemente pesquisados por 
Peter Lund no século passado. Outra localidade curiosa é a de Águas do Araxá, também em 
Minas Gerais, onde parte do material obtido acha-se exposta. Aí foram descobertos cerca de 
30 indivíduos de mastodontes fósseis (Haplomastodon waringi). Megatérios, gliptodontes, 
tigres dentes-de-sabre (Smilodon) e toxodontes figuram entre os mamíferos pleistocênos 
mais comuns. 
A ligação entre as duas Américas no Pleistoceno trouxe como consequência uma imigração 
de carnívoros que não existiam por aqui, os chamados tigres dente -de-sabre. 
A antiguidade do homem no Brasil é matéria de controvérsia. Não foi ainda cabalmente 
provada a Idade Pleistoceno do Homem de Lagoa Santa cujos ossos aparecem nas mesmas 
grutas em que ocorrem animais extintos. 
 Paleogeno ou Paleogénico: é o período da era Cenozoica do éon Fanerozoico que está 
compreendido entre 65 milhões e 500 mil e 23 milhões e 30 mil anos atrás, 
aproximadamente. O período Paleogeno sucede ao período Cretáceo da era Mesozoica 
de seu éon e precede o período Neogeno de sua era. Divide-se nas épocas Paleocena, 
Eocena e Oligocena, da mais antiga para a mais recente. 
A primeira época do período foi a época em que a Terra se recuperou da catástrofe que 
extinguiu os dinossauros. Os pequenos mamíferos proliferaram e as aves assumiram o 
topo da cadeia alimentar. O clima ainda era bem quente, e o mundo, de uma forma 
geral, se assemelhava ao do final do Cretáceo.
22 
No início da época as aves ainda eram os predadores dominantes, porém com o tempo 
mamíferos carnívoros se desenvolveram e as substituíram. Também surgiram os 
primeiros grandes mamíferos. No início da época o clima tropical se espalhava até as 
regiões polares; porém, ao final dessa época, o clima começa a se esfriar, a vegetação 
próxima aos polos começa a se tornar semelhante às de tundra e taiga e tem início o 
processo de congelamento dos polos. Estas alterações causam uma considerável 
extinção, o que marcou o final desta época. 
O clima começa a se tornar mais semelhante ao atual, embora ainda seja, em geral, mais 
quente. O domínio dos mamíferos se confirma, com exceção das regiões mais isoladas. A 
flora já se torna bem semelhante à atual. 
A fauna do paleogénico se caracteriza pelos mamíferos primitivos (com parentesco 
distante aos atuais) e pelas aves do terror. As aves do terror foram as primeiras a ocupar 
o topo da cadeia alimentar após a extinção dos dinossauros, porém já em meados do 
Neogénico mamíferos primitivos carnívoros, como os mesoniquíos e os creodontes, já as 
haviam substituído na maior parte do mundo, exceto nas regiões mais isoladas do globo. 
No tocante a flora do paleogénico, esta era, ainda, bem semelhante à predominante no 
Cretáceo, embora se destaque um maior desenvolvimento das angiospermas. 
 Neogeno ou Neogénico: é o período da era Cenozoica do éon Fanerozoico que se inicia 
há cerca de 23 milhões e 30 mil anos e se estende até o o Pleistoceno (1.8 Ma). O 
período Neogeno sucede o período Paleogeno de sua era. Divide-se nas épocas Miocena 
e Pliocena, da mais antiga para a mais recente. 
Neste período, ocorreu a expansão dos mamíferos de grande porte e o aparecimento 
dos hominídeos. 
No Mioceno o clima volta a esquentar e pastos e savanas se tornam os ambientes mais 
comuns. No final dessa época (cerca de 9 milhões de anos atrás) as Américas se unem 
através do istmo do Panamá, causando um intercâmbio de fauna. No Plioceno a Terra já 
começa a se tornar semelhante à que temos hoje. 
A fauna e a flora desse período se mostra com grande grau de parentesco com a atual, 
mais de 70% da fauna e flora dessas épocas sobreviveram até nossos dias[1]. Sobre a 
fauna, vale salientar a grandiosidade dos animais, esta época possuí espécies de 
mamíferos terrestres (ex.: Indricotherium), aves (ex.: Argentavis), lagartos 
(ex.:Megalania), crocodilianos (ex.:Purusaurus) e tubarões (ex.:megalodonte) com 
tamanhos nunca antes vistos e menores apenas que os maiores dinossauros. O período 
também viu as últimas aves do terror, que subsistiram na América do Sul, enquanto esta 
esteve isolada. 
As épocas do Pleistoceno e Holoceno, são classificadas por alguns em um período 
distinto, chamado Quaternário. Essa divisão por alguns e não por outros se dá porque 
não há diferenciação entre os sedimentos marinhos do Neógeno e do Quaternário, mas 
há entre os sedimentos terrestres. 
Quaternário é o período da era Cenozoica do éon Fanerozoico que congregava as épocas 
Pleistocena e Holocena. 
Não integra mais o Quadro Estratigráfico Internacional da Comissão Internacional sobre 
Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas.
23 
No pleistoceno a Terra já é bem semelhante ao atual, porém passa por períodos de 
glaciação, aonde as calotas polares se estendem até as regiões próximas dos trópicos 
(períodos conhecidos como "eras do gelo"), intercalados por períodos mais quentes. A 
última dessas "eras do gelo" terminou em torno de 12.000 anos atrás dando início ao 
Holoceno, que é a atual época em que vivemos atualmente, e extinguindo os animais 
que se adaptaram a viver com essas eras do gelo.

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Tempo geológico

  • 1. 1 Tempo Geológico é a representação da linha do tempo da formação da Terra até os dias de hoje. Imagine se comprimissemos os 4,5 bilhões de anos da Terra em um só ano. Nesta escala, as rochas mais antigas reconhecidas datam de março. Os seres vivos apareceram inicialmente nos mares em maio. As plantas e animais terrestres surgiram no final de novembro e os pântanos, amplamente espalhados que formaram os depósitos de carvão pensilvanianos, “floresceram” durante cerca de quatro dias no início de dezembro. Os dinossauros dominaram nos meados de dezembro, mas desapareceram no dia 26, mais ou menos na época que as montanhas rochosas se elevaram inicialmente. Criaturas humanóides apareceram em algum momento da noite de 31 de dezembro, e as recentes capas de gelo continentais começaram a regredir da área dos Grandes lagos e do norte da Europa a cerca de 1 minuto e 15 segundos antes da meia-noite do dia 31. Roma governou o mundo ocidental por 5 segundos, das 23h: 59mim: 45s até às 23h: 59mim: 50s. Colombo descobriu a América 3 segundos antes da meia-noite, e a ciência da geologia nasceu com os escritos de James Hutton exatamente há mais que 1 segundo antes do final de nosso movimentado ano dos anos. A divisão se dá baseada nos fenômenos geológicos de evolução da Terra, e foi estabelecida ainda no século XIX, está dividida em graus hierárquicos cada vez menores da seguinte forma:  Éons (Hadeano, Arqueano, Proterozóico e Fanerozóico);  Eras (apenas no Éon Fanerozóico: Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica);  Períodos (para cada uma das eras do Fanerozóico);  Épocas (subdivisões existentes apenas para os períodos do Cenozóico). Essas subdivisões foram estabelecidas ainda antes do desenvolvimento dos métodos de datação absoluta. As subdivisões de tempo definidas, portanto, não representam intervalos de tempo equivalentes, mas refletem a possibilidade de desvendar os detalhes da evolução geológica em todos os tempos. O registro geológico mais recente é mais completo e apresenta maior número de fósseis, permitindo delimitar intervalos temporais menores. O registro da evolução geológica antiga é muito mais fragmentado e com a ausência de fósseis possibilita apenas a delimitação de intervalos de tempo maiores, marcados por grandes eventos globais.
  • 2. 2  Pré-Cambriano ou Pré-Câmbrico: é o conjunto de modificações em que nosso planeta passa, na qual proporcionou diversas características, como a formação dos oceanos, da lua, de muitos minerais, de sua oxigenação, da formação de algumas vidas multicelulares e das placas tectônicas. É o grande período de tempo na história da Terra antes do Éon Fanerozóico, é considerado um Superéon, e é dividido em vários éons da escala de tempo geológico. É assim chamado, pois precede o Cambriano, o primeiro período do Éon Fanerozóico, que é nomeado após Cambria, o nome clássico para o País de Gales, onde as rochas dessa idade foram estudadas pela primeira vez. O Pré-cambriano é responsável por 88% do tempo geológico, inicia a cerca de aproximadamente de 4,5 bilhões de anos com o início da Terra e terminou com o surgimento dos fósseis , quando os animais macroscópicos de carapaça dura apareceram pela primeira vez em abundância. Neste éon temos as divisões entre os períodos: o Hadeano: seu nome vem do grego hades, que significa "inferno", e foi cunhado pelo geólogo Preston Cloud para o período sobre o qual se tem pouca ou nenhuma informação geológica. Não é reconhecido pela Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas no seu quadro estratigráfico internacional, por não haver rochas tão antigas, mas é um conceito amplamente aceito por outras fontes. O Hadeano é o éon mais antigo, e iniciou há cerca de 4,57 bilhões de anos, com o princípio do processo de formação dos planetas do Sistema Solar, e terminou, na Terra, há aproximadamente 3,85 bilhões de anos, quando surgiram as primeiras rochas, marcando o início do éon Arqueano. Suas subdivisões não são oficiais, devido a falta de evidências, não existem muitos vestígios geológicos deste período na Terra, porém, várias das principais divisões da escala de tempo geológico lunar ocorreram no Hadeano, por isso, muitas vezes são usadas para referir-se aos mesmos períodos de tempo na Terra.  Críptica: não é reconhecida pela Comissão Internacional de Estratigrafia, assim como nenhuma subdivisão Hadeica. É a Era mais antiga da evolução geológica da Terra e da Lua, começou há cerca de 4.570 milhões de anos, quando se formaram a Terra e a Lua. Não existem nenhuma definição concreta da transição entre a era Críptica e a era Grupos Basin, ainda que usualmente se estabeleça a sua finalização há 4.150 Ma.  Grupos Basin: é a era do hadeano, entre 3,92 e 4,15 bilhões de anos atrás. Período de atividades vulcânicas constantes, e impactos de meteoros, tanto na terra quanto na lua. Provavelmente nesta Era se formou o Ácido Ribonucleico.
  • 3. 3  Nectárico: escala de tempo geológico lunar, entre 3,85 e 3,92 bilhões de anos atrás, também é utilizado como era geológica do éon Hadeano em trabalhos científicos.  Ímbrico: é uma época geológica que vai de 3850 a 3800 milhões de anos antes do presente, aproximadamente. Coincide com o fim do intenso bombardeio tardio do sistema solar. O impacto que criou a enorme bacia do Mare Imbrium ocorreu no início dessa época. Remonta ao Ímbrico Inferior a formação das bacias lunares mais recentes. As outras grande bacias que dominaram o lado visível da Lua (como Crisium, Tranquilitatis, Serenitatis, Fecunditatis e Procellarum) também se formaram nesse período. Posteriormente, ao longo do Ímbrico Superior, essas bacias teriam sido enriquecidas de rochas basálticas. o Arqueano ou Arcaiqueano: antes chamado Arqueozoico, é o éon que está compreendido aproximadamente entre 3,85 bilhões de anos e 2,5 bilhões de anos atrás. O início do Arqueano é marcado pelas primeiras formas de vida unicelulares da Terra.  Eoarqueano: é a primeira era do éon Arqueano, é marcado pelo início das primeiras formas de vida unicelulares (Procariontes), entre 3 bilhões e 850 milhões atrás, aproximadamente. A escassez generalizada de rochas do Eoarqueno é explicada pela quantidade de detritos presentes dentro do sistema solar inicial. A Terra estava coberta em sua maioria por com água, vulcões e ilhas vulcânicas que surgiam por toda sua extensão. Os oceanos eram verdes e ácidos, devido ao compostos de ferro dissolvido e o céu era laranja por causa da alta concentração de amônia, metano e dióxido de carbono.  Paleoarqueano: é a era do éon Arqueano que está compreendida entre 3,6 e 3,2 bilhões de anos atrás, aproximadamente. Durante o Paleoarqueano surgiram os primeiros continentes, possivelmente devido a colisões entre arcos de ilhas, que se amalgamaram formando pequenas massas continentais. Mais para o final desta era, pode ter se formado um supercontinente, chamado Vaalbara. A questão de se a atividade tectônica de placas existia ou não no Arqueano é uma área ativa na pesquisa geocientífica moderna. Alguns cientistas pensam que no Paleoarqueano provavelmente não existia uma litosfera completamente rígida, e por isso não operaria ainda a Tectônica de Placas. Outros acham que, por causa da Terra ser mais quente, a atividade tectônica de placas seria mais vigorosa que é hoje, resultando numa taxa muito maior de reciclagem de material da crosta. Isso poderia ter evitado a cratonização e a formação de continentes até que o manto esfriou e a convecção diminuiu. Outros ainda argumentam que o manto litosférico subcontinental era flutuante demais para subduzir e que a falta de rochas paleoarqueanas é em função da erosão por eventos tectônicos subseqüentes. A mais antiga evidência de vida, as primeiras bactérias produtoras de oxigênio – fósseis bem preservados de bactérias datadas em 3,46 bilhões de anos achadas na Austrália Ocide ntal.
  • 4. 4  Mesoarqueano: é a era do éon Arqueano que está compreendida entre 3 bilhões e 200 milhões e 2 bilhões e 800 milhões de anos atrás. Fósseis encontrados na Austrália indicam que os estromatólitos, uma espécie de rocha fóssil formada por atividades de microorganismos em ambientes aquáticos, que quando acumulados no fundo de mares rasos, formam uma espécie de recife. Porém, a definição exata de estromatólito ainda é discutida podendo, por exemplo, excluir estruturas como oncólitos e trombólitos da lista dos estromatólitos. As primeiras cyanobacterias proliferavam na Terra.  Neoarqueano: é a era do éon Arqueano que está compreendida entre 2 bilhões e 800 milhões e 2 bilhões e 500 milhões de anos atrás, aproximadamente. Nesta era, supõem-se que, as atividades tectônicas de placas podem ter sido bastante similares à da Terra moderna. Há bacias sedimentares bem preservadas e evidência de arcos vulcânicos, rachaduras intracontinentais, colisões entre continentes e eventos orogênicos de âmbito global bem disseminados, sugerindo a montagem e destruição de um e talvez vários supercontinentes. A água líquida era prevalecente, e bacias oceânicas profundas são conhecidas pela presença de formações de ferro em bandas, depósitos de chert, sedimentos químicos e basaltos de travesseiro. A fotossíntese oxigênica evoluiu primeiro nesta era, e foi responsável pela grande proliferação de estromatólitos nos litorais do mundo, que foi iniciada desde o Mesoarqueano. Acontece também a primeira glaciação. o Proterozóico: do grego (proteros = anterior) + (zoikos = de animais), é o éon que está compreendido entre 2,5 bilhões e 542 milhões de anos, abrangendo quase metade do tempo de existência da Terra. Sendo o mais recente éon do Pré-Câmbrico, sucede o éon Arqueano e precede o éon Fanerozoico. Divide-se em três eras. Em algumas obras ainda se pode encontrar o termo Algônquico ou Algonquiano que, entretanto, entrou em desuso. Também é chamado de eón Pré-Cambriana ou Pré-Câmbrico, é o nome tradicional que se dá ao conjunto de éons anteriores ao Fanerozóico: o Proterozóico, o Arqueano e o Hadeano. Apesar de obsoleto, ainda consta do Quadro Estratigráfico Internacional da Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas. Já recebeu nomes como Azóico ("sem vida") e Criptozóico ("vida oculta"), atualmente em desuso.  Paleoproterozoico: é a era do éon Proterozoico, na escala de tempo geológico, que está compreendida entre 2 bilhões e 500 milhões e 1 bilhão e 600 milhões de anos atrás, aproximadamente, é marcada pelo surgimento dos primeiros seres eucariontes. Divide-se nos períodos Sideriano, Rhyaciano, Orosiriano e Statheriano, do mais antigo para o mais recente.
  • 5. 5  Sideriano: é o período da que está compreendido entre 2 bilhões e 500 milhões e 2 bilhões e 300 milhões de anos atrás, aproximadamente. Este período foi marcado pela fotossíntese oxigenada. Como os outros períodos de seu éon, não se divide em épocas.  Rhyaciano: é o período que está compreendido entre 2 bilhões e 300 milhões e 2 bilhões e 50 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Rhyaciano sucede o período Sideriano e precede o período Orosiriano, ambos de sua era. Como os outros períodos de seu éon, não se divide em épocas. É marcado pela Glaciação Huroniana, a mais antiga da qual há vestígios, ocorreu há 2 400 a 2 100 milhões de anos, durante os períodos Sideriano e Rhyaciano do Paleoproterozoico, após a Catástrofe do Oxigênio. Foi uma das mais severas glaciações da história geológica da Terra e alguns geólogos crêem que foi muito semelhante à da Terra bola de neve ocorrida no Neoproterozoico.  Orosiriana: é o período que está compreendido entre 2 bilhões e 50 milhões e 1 bilhão e 800 milhões de anos atrás, aproximadamente. Sucede o período Rhyaciano e precede o período Statheriano, ambos de sua era. Período no qual, a atmosfera esta livre de oxigênio.  Statheriano: O período Statheriano sucede o período Orosiriano de sua era e precede o período Calymmiano da era Mesoproterozóica de seu éon. Compreendido entre 1 bilhão e 800 milhões e 1 bilhão e 600 milhões de anos atrás, aproximadamente e como os demais períodos de seu éon, não se divide em épocas. Neste período aconteceu a expansão dos depósitos supercontinentais.  Mesoproterozoico: é a era do éon Proterozóico, na escala do tempo geológico, que está compreendida entre 1 bilhão e 600 milhões e 1 bilhão de anos atrás, aproximadamente. A era Mesoproterozoica sucede a era Paleoproterozoica e precede a era Neoproterozoica, ambas de seu éon. Divide-se nos períodos Calymmiano, Ectasiano e Steniano, do mais antigo para o mais recente.  Calymmiano: é o período da era Mesoproterozóica do éon Proterozóico que está compreendido entre 1 bilhão e 600 milhões e 1 bilhão e 400 milhões de anos atrás, aproximadamente. Este sucede o período Statheriano da era Paleoproterozóica de seu éon e precede o período Ectasiano de sua era. Como os outros períodos de seu éon, não se divide em épocas. É marcado pelo surgimento das primeiras eucariontes.
  • 6. 6  Ectasiano: período marcado pelo surgimento das primeiras Rhodophytas, popularmente conhecidas como "algas vermelhas", está compreendido entre 1 bilhão e 400 milhões e 1 bilhão e 200 milhões de anos atrás, aproximadamente. Sucede o período Calymmiano e precede o período Steniano, ambos de sua era. Como os outros períodos de seu éon, não se divide em épocas.  Steniano: é o período que está compreendido entre 1 bilhão e 200 milhões e 1 bilhão de anos atrás, aproximadamente. Este período esta marcado pelo surgimento dos primeiros animais, e assim como os outros períodos de seu éon, não é dividido em épocas.  Neoproterozoico: é uma era do éon Proterozoico, na escala de tempo geológico, que está compreendida entre 1 bilhão e 541 milhões de anos atrás, aproximadamente. A era Neoproterozoica sucede a era Mesoproterozoica de seu éon e precede a era Paleozoica do éon Fanerozoico. Divide-se nos períodos Toniano, Criogeniano e Ediacarano, do mais antigo para o mais recente.  Toniano: é o período da era Neoproterozóica do éon Proterozóico que está compreendido entre 1 bilhão e 850 milhões de anos atrás, aproximadamente. Foi no período Toniano que a Terra começou a se congelar (hipótese da Terra bola de neve). Como os outros períodos de seu éon, não se divide em épocas.  Criogeniano: é o período que está compreendido entre 850 milhões e 630 milhões de anos atrás, aproximadamente. Um período com temperaturas muito baixas e com seu oceano tendo uma capa de gelo que poderia ter em torno de um quilômetro de profundidade, acredita-se que a formação da Rodínia, um supercontinente que abrangia a maior parte da porção continental da Terra, e que quebrou-se em oito continentes cerca de 750 milhões de anos atrás aconteceu durante este período.  Ediacarano: período compreendido entre 630 milhões e 542 milhões de anos atrás, aproximadamente. No passado chamava-se Vendiano, proposto originalmente por Sokolov em 1952, com base em observações na plataforma siberiana que revelaram espetaculares achados fósseis, então chamados de Fauna Vendiana. No entanto, a Comissão Internacional de Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas preferiu renomeá-lo recentemente para Ediacarano, que provém das Colinas Ediacara, no sul da Austrália – onde também foram encontrados fósseis similares, que constituem a Biota ediacarana. Foi neste período em que surgiram os
  • 7. 7 primeiros corais, acredita-se que a formação da Panótia, é um supercontinente hipotético, descrito por Ian W. D. Dalziel em 1997, teria existido entre há 600 milhões de anos e até ao final do período Pré-cambriano há 540 milhões de anos. o Fanerozoico: do grego phaneros, que significa “visível” e zoikos, “vida”, é o éon geológico que abrange os últimos 542 milhões de anos. Tem início com o Cambriano na era Paleozoico com o surgimento de vários animais de concha e é o éon ao longo do qual a abundância de vida é maior. A fronteira entre o Fanerozoico e o Proterozoico não está claramente definida. No século XIX ela coincidia com o aparecimento dos primeiros fósseis metazoários abundantes. Porém, foram identificadas várias centenas de taxa de metazoários do Proterozoico desde o início de estudos sistemáticos destes seres na década de 1950. A maioria dos geólogos e paleontólogos provavelmente consideraria que a fronteira Fanerozoico-Proterozoico ocorre no ponto clássico em que surgem as primeiras trilobites e Archaeocyatha; com a primeira aparição de complexas tocas de alimentação (Trichophycus pedum); ou com a primeira aparição de um grupo de pequenas e geralmente desarticuladas formas couraçadas designadas 'pequena fauna conquífera'. Estes três diferentes pontos de fronteira encontram-se separados entre si por alguns milhões de anos.  Paleozoico: é a era do éon Fanerozoico que está compreendida entre 542 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. A era Paleozoica sucede a era Neoproterzoica do éon Proterozoico e precede a era Mesozoica de seu éon. Divide-se nos períodos Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano, do mais antigo para o mais recente. O Paleozoico corresponde praticamente a metade do Fanerozoico, com aproximadamente 300 milhões de anos. Durante esta era havia seis massas continentais principais, que conheceram montanhas enormes ao longo de suas margens, e incursões e recuos dos mares rasos através de seus interiores, como mares continentais. Muitas rochas paleozoicas são economicamente importantes. Por exemplo, rochas calcárias para finalidades industriais de construção civil, assim como os depósitos de carvão, que foram formadas durante o paleozoico. O Paleozoico é conhecido por dois dos eventos mais importantes na história da vida animal. No seu começo houve uma grande diversificação evolutiva dos animais, a explosão cambriana, em que quase todos os filos animais atuais e vários outros extintos apareceram nos primeiros milhões dos anos. Já no extremo oposto do Paleozoico ocorreu a extinção maciça, a maior da história da vida na Terra, que extinguiu aproximadamente 90% de todas as espécies animais marinhas. As causas de ambos estes eventos ainda não são bem conhecidas. Também pode ser chamada de “Era Primária”, divisão do tempo geológico seguinte à Era Proterozoica e a antecedente à Era Mesozoica. A sua duração foi de aproximadamente 380 milhões de anos. Embora a vida já se achasse presente na Era Proterozoica, é nos terrenos mais antigos da Era Paleozoica que os vestígios de organismos se mostram mais abundantes.
  • 8. 8 De acordo com os dados paleontológicos, no Cambriano achavam-se presentes todos os grandes grupos de invertebrados. As formas ancestrais da fauna cambriana são desconhecidas ou porque o elevado metamorfismo e os dobramentos a que foram sujeitas as rochas da Era Proterozoica as destruíram, ou porque a erosão apagou grande parte dessa documentação antes da deposição dos sedimentos cambrianos. Os animais do início da Era Paleozoica viveram dominantemente em ambiente marinho: graptólitos, trilobites, moluscos, briozoários, braquiópodes, equinodermos, corais, etc. Os peixes surgiram no Ordoviciano, nas águas doces. As plantas terrestres mais antigas conhecidas datam do Siluriano (Austrália). No Carbonífero e também no Permiano constituíram grandes florestas das quais se originaram carvões em várias partes do mundo. Daí a designação de Antracolítico dada em esses dois períodos conjuntamente. Especialmente curiosas foram as Pteridospermae, vulgarmente conhecidas como "fetos com sementes". Os insetos mais antigos datam do Devoniano. Os anfíbios surgiram no Devoniano e os répteis no Carbonífero. Angiospermas, aves e mamíferos apareceram mais tarde, na Era Mesozoica. A paleogeografia da Era Paleozoica é a matéria de controvérsia. As similaridades demonstradas entre a geologia da parte meridional da América do Sul, África do Sul, Índia e Austrália- flora fóssil comum, designada flora de Glossopteris, vestígios de glaciação tipo inlandsis, aparentemente da mesma idade, levaria, segundo certos autores, à aceitação de um antigo continente, Continente de Gonduana, reunindo tais regiões, ou, segundo outros, à suposição de que elas estiveram diretamente unidas até o fim da Era Mesozoica (teoria de Wegener). Dois ciclos orogenéticos importantes ocorreram na Era Paleozoica: dobramentos coledonianos do Siluriano e dobramentos hercinianos do Carbonífero. Vários grupos de animais e de plantas foram privativos da Era Paleozoica: Psilophytales, vegetais que desapareceram no Devoniano; trilobites, euripterídeos, granptólitos, corais dos grupos tetracorais e tabulados; briozoários dos grupos Trepostomados e Criptostomados; foraminíferos da família dos Fusulinídeos; equinodermos dos grupos cistoides, blastoides e heterostelados; peixes dos grupos Ostracodermas e Placodermas.  Cambriano ou Câmbrico: é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 542 milhões e 488 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Cambriano sucede o período Ediacarano da era Neoproterozoica do éon Proterozoico e precede o período Ordoviciano de sua era. Divide-se nas épocas Cambriana Inferior, Cambriana Média e Cambriana Superior, da mais antiga para a mais recente. O nome Cambriano vem de Cambria, que é a latinização de Cymru, o nome pelo qual os povos antigos que habitavam o País de Gales chamavam suas terras, onde foram encontrados os primeiros estratos rochosos deste período. A Pangeia, o continente que, descrito pela deriva continental, existiu há 200 milhões de anos, durante a era Paleozoica, porém, há relatos também de 540 milhões de anos. A palavra origina-se do fato de todos os continentes estarem juntos (pan do grego = todo, inteiro) e exprime a noção de totalidade, universalidade, formando um único bloco de terra (gea) ou Geia, Gaia (mitologia) ou Ge como a Titã grega que personificava a terra com todos os seus elementos.
  • 9. 9 Milhões de anos se passaram até que a Pangeia se fragmentou, dando origem a dois megacontinentes. Esta separação ocorreu lentamente e se desenvolveu deslocando sobre um subsolo oceânico de basalto. A parte correspondente à América do Sul, África, Austrália e Índia, denomina-se Gondwana (região da Índia). O resto do continente, onde estava a América do Norte, Europa, Ásia e o Ártico se denomina Laurásia. A Pangeia era cercada por um único oceano Pantalassa. Entre a comunidade cientifica foi inicialmente sugerida a hipótese no início do século XX pelo meteorologista alemão Alfred Wegener, criando uma grande polêmica entre a classe científica da época. Wegener teve como ponto de partida de sua teoria os contornos semelhantes da costa da América com a da África, os quais formariam um encaixe quase perfeito. Entretanto, não foi utilizado este fato na sua fundamentação científica, mas a comparação dos fósseis encontrados nas regiões brasileira e africana. Como estes animais não seriam capazes de atravessar o oceano na época, concluiu-se que eles teriam vivido em mesmos ambientes em tempos remotos. Esta teoria não foi inicialmente aceita, sendo até ridicularizada pela classe científica. Foi confirmada somente em 1940, após 10 anos da morte de Alfred Wegener. Os locais onde se encontram rochas e fósseis deste período são relativamente raros, sendo os principais o Folhelho Burgess, no Canadá, o Folhelho de Maotianshan (ou biota de Chengjiang), na China e os argilitos de Emu Bay, na Austrália. É marcado pelo aparecimento dos primeiros anelídeos, artrópodes, moluscos e trilobitas. Durante o Cambriano, ocorre uma maior diversificação da vida, evento conhecido como explosão cambriana, devido ao período de tempo relativamente curto em que esta diversidade de espécies "surge". Dentre estas espécies, estão os graptólitos dendróides, que surgem no Cambriano Superior, e os arqueociatos, que surgem no Cambriano Inferior e extinguem-se no Cambriano Médio. O Cambriano marca um ponto importante na história da vida na Terra, é o período de tempo em que a maioria dos grupos principais de animais apareceram no registro do fóssil. Por muito tempo se considerou os fósseis do Cambriano como os mais antigos de nosso planeta, porém, atualmente foram encontrados fósseis mais antigos, que datam do período Vendiano (a última das partes dos chamados tempos Pré-Cambrianos). Os animais mostraram uma diversificação dramática durante este período da história da Terra. O maior registro de grupos animais ocorreu durante os estágios Tomotiano e de Atdabaniano do Cambriano Superior, em um intervalo de tempo de aproximadamente cinco milhões de anos, o que é extremamente curto para os padrões geológicos, motivo que fazem surgir muitas dúvidas e especulações sobre a explosão cambriana e é constantemente utilizado pelos opositores da teoria da evolução para fundamentar suas criticas a esta. Os principais animais encontrados em todo o mundo são os anelídeos, artrópodes, braquiópodes, equinodermos, moluscos monoplacóforos, onicóforos, esponjas, e priapulídeos. A primeira subdivisão do Cambriano Inferior, a idade Tomotiana, que recebeu este nome devido a região da Sibéria onde suas rochas foram encontradas, viu a primeira radiação principal dos animais, incluindo a primeira aparência de um grande taxa de animais mineralizados tais como braquiópodes, trilobites, arqueociátos e equinodermos.
  • 10. 10  Ordoviciano ou Ordovícico: é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 488 a 443 milhões de anos aproximadamente. O período Ordoviciano sucede o período Cambriano e precede o período Siluriano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Ordoviciana Inferior, Ordoviciana Média e Ordoviciana Superior, da mais antiga para a mais recente. Os limites do Ordoviciano são marcados pela ocorrência de graptozoários planctônicos. As rochas são geralmente os argilitos escuros, orgânico que carregam os restos dos graptólitos e podem ter sulfeto de ferro. Naquele período os terremotos eram frequentes. Durante o Ordoviciano, os invertebrados ainda são as formas de vida animal dominantes, porém com formas mais "semelhantes" às atuais do que as do Cambriano. Os graptólitos graptoloides surgem no Ordovícico inferior. O Ordoviciano é o mais conhecido pela presença de seus invertebrados marinhos diversos, incluindo graptozoários, trilobites (estes atingiram seu auge neste período) e braquiópodes. Uma comunidade marinha típica conviveu com estes animais, algas vermelhas e verdes, peixes primitivos, cefalópodes, corais, crinóides, e gastrópodes. Mas recentemente, houve a evidência de esporos trietes que são similares àqueles de plantas primitivas terrestres, sugerindo que as plantas invadiram a terra neste período. A evolução dos pro-tocordados desenvolveram os primeiros peixes sem man-díbulas. Entre os artrópodes ocorre o surgimento dos es-corpiões do mar.  Siluriano ou Silúrico: é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 443 milhões e 700 mil e 416 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Siluriano sucede o período Ordoviciano e precede o período Devoniano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Llandovery, Wenlock, Ludlow e Pridoli, da mais antiga para a mais recente. Neste período a fauna teve que se recuperar da extinção em massa do final do Ordoviciano, porém ela manteve a predominância de invertebrados, principalmente trilobites, crinóides, euriptéridos (escorpiões marinhos) e cefalópodes; embora os peixes já estivessem se diversificando bastante. Com relação a flora, este período é marcado pelo surgimento das primeiras plantas terrestres.  Devoniano ou Devónico: é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 416 milhões e 359 milhões de anos atrás, aproximadamente. O
  • 11. 11 período Devoniano sucede o período Siluriano e precede o período Carbonífero, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Devoniana Inferior, Devoniana Média e Devoniana Superior, da mais antiga para a mais recente. Neste período se formaram muitos depósitos de petróleo e gás natural que temos hoje. Neste período os continentes de Laurentia e Báltica colidem e formam o continente de Euramérica, reduzindo o número de continentes do mundo para três (os outros dois são Sibéria, no norte, e Gondwana, no sul). Os continentes começam a se aproximar cada vez mais, já indicando sua futura união para formar Pangeia. O clima era quente e o nível dos oceanos alto. o que fez com que muitas terras fossem cobertas por mares rasos, onde proliferavam grandes recifes de coral. Durante o Devoniano, ocorre a proliferação dos peixes, que dominam de vez os ambientes aquáticos, motivo pelo qual o Devoniano é conhecido como "a idade dos peixes"; Além dessa proliferação, surgem os primeiros peixes com mandíbula. Surgem também os primeiros tubarões e os placodermos assumem o trono no topo da cadeia alimentar, porém se extinguem no final do período. Além disso, é neste período que surgem os primeiros anfíbios. Os graptólitos graptolóides extinguem-se e os trilobites iniciam sua decadência. Neste período também surgem as primeira formas de ammonoides, que só serão extintos no final do período Cretáceo, junto com os dinossauros. Com relação a vida terrestre, esta permanece dominada por artrópodes, dentre eles escorpiões e centopeias.  Carbonífero ou Carbónico: é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 359 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Carbonífero sucede o período Devoniano e precede o período Permiano, ambos de sua era. Na América do Norte o período é dividido em dois, o Mississippiano (entre cerca de 360 milhões e 318 milhões de anos atrás) e o Pennsylvaniano (entre cerca de 318 milhões e 299 milhões de anos atrás), sendo que em alguns outros locais estes "períodos" são considerados como épocas e consequentes subdivisões do período Carbonífero. O Carbonífero tem este nome devido as grandes quantidades de carvão mineral encontradas em formações rochosas da época na Inglaterra, onde foram datadas pela primeira vez rochas deste período. Estas grandes formações de carvão tem origem, segundo creem os especialistas, nas grandes florestas e pântanos que cobriam a maior parte das terras imersas do período. Apesar disto, na América do
  • 12. 12 Norte, a maioria das jazidas de carvão são datados do Pennsylvaniano, enquanto que as formações do Mississippiano são formadas principalmente de rochas calcárias. O início do Carbonífero foi marcado por um aumento do nível dos oceanos, que alagou muitas terras baixas criando mares litorâneos rasos. Porém tal efeito se reverteu em meados do período (cerca de 318 milhões de anos atrás). A mudança nos níveis dos oceanos causou considerável extinção na fauna marinha, principalmente entre crinóides (40% das espécies extintas) e ammonóides (80% das espécies extintas). Gondwana, o supercontinente do hemisfério sul, sofreu uma grande glaciação neste período, porém isto parece não ter causado diferença no clima equatorial do período, que se manteve tropical e propiciou o desenvolvimento de exuberantes florestas e pântanos. No município de Salto, estado de São Paulo, o afloramento de rocha Moutonnée, apresenta uma feição criada sobre a superfície rochosa de granito, causada por abrasão glacial, ou seja, pela erosão da superfície da rocha pela passagem de uma geleira que erode esta rocha, formando um perfil assimétrico, menos inclinada no sentido de movimentação da geleira, é o único exemplar conhecido na Bacia do Paraná. Sua descoberta, por Marger Gutmans em 1946, foi um dos pontos mais importantes na comprovação da origem glacial das rochas do Grupo Itararé, da Bacia do Paraná. Também foi ao longo deste período que as massas de terra se uniram para formar o supercontinente Pangeia, que resistiu como único continente mundial até a era dos dinossauros. Um dos aspectos marcantes do Carbonífero foi a proliferação das florestas e de novas formas de vida vegetal, apesar de licopódios e samambaias ainda predominarem (embora com uma diversidade incomparavelmente maior do que nos períodos anteriores), merecendo destaque para as chamadas "samambaias com sementes", hoje extintas. Também merece ressaltar que fora neste período que ocorreu o desenvolvimento das cicadáceas. Algumas das árvores desse período poderiam alcançar uma altura próxima aos 40 metros. Entre os principais gêneros fósseis botânicos do Carbonífero podemos destacar Calamites, Lepidodendron e Sigillaria. Dentre os animais, se destaca a extinção total dos graptólitos e dos peixes mais primitivos (como os placodermos, por exemplo). O período também merece destaque pela proliferação dos animais terrestres, com grande variedade de artrópodes e anfíbios, além do surgimento dos primeiros répteis (os primeiros vertebrados totalmente terrestres a surgir em nosso planeta) e dos primeiros animais com a capacidade de voar (insetos, muitos deles semelhantes a libélulas). Ainda falando de artrópodes, merece destacar o grande tamanho de alguns (como, por exemplo, Arthropleura e Archimylacris) comparado com os atuais, segundo creem os cientistas, tal gigantismo destas criaturas seria consequência de uma maior porcentagem de oxigênio na atmosfera do período (sendo que se considera que os níveis de oxigênio na atmosfera naquele período superava os 35%, contra cerca de 21% da atualidade).  Permiano ou Pérmico: é um período geológico que se estende de 299,0 ± 0,8-251,0 ± 0,4 milhões de anos. 5 É o último período da Era Paleozóica, após o Período
  • 13. 13 Carbonífero e antes do Período Triássico do Mesozóico. O Termo foi introduzido pela primeira vez em 1841 pelo geólogo Roderick Murchison, em homenagem a Krai de Perm, na Rússia, onde estratos do período foram originalmente encontrados. O Permiano testemunhou a diversificação dos amniotas iniciais até os grupos ancestrais dos mamíferos, tartarugas, lepidossauros e arcossauros. O mundo na época era dominada por um único supercontinente conhecido como Pangea, cercado por um oceano global chamado Pantalassa. As florestas extensas do Carbonífero havia desaparecido, deixando para trás vastas regiões de deserto árido no interior continental. Répteis, que poderia lidar melhor com essas condições mais secas, predominaram no lugar de seus ancestrais os anfíbios. O Período Permiano (e a Era Paleozóica) terminou com a maior extinção em massa na história do planeta Terra, em que cerca de 90% das espécies marinhas e 70% das espécies terrestres desapareceram. No Brasil, a Formação Irati pertence a este período. No Sudoeste do Rio Grande do Sul há uma área com fósseis do Permiano que datam a 270 milhões de anos. Merecendo destaque para o chamado Mesosaurus brasiliensis, um pequeno réptil aquático encontrado pelo cientista alemão Alfred Wegener, em 1911, cuja similaridade com a espécie sul-africana do fóssil o fez lançar as bases da teoria da deriva continental. O termo Permiano foi introduzido na geologia em 1841 por Roderick Murchison, presidente da Sociedade Geológica de Londres, que identificou estratos típicos em extensas áreas de explorações russas realizadas com Edouard de Verneuil. 7 Murchison afirmou em 1841 que ele chamou o seu "Sistema de Permiano ", em homenagem ao antigo reino de Permia, e não por causa da pequena cidade de Perm, como geralmente é assumido. A região encontra-se agora na Krai de Perm, na Rússia. No final deste período, ocorreu a conclusão da formação do supercontinente Pangea, devido à acreção das placas continentais (facto resultante da ocorrência de forças tectónicas). O desaparecimento dos mares fez com que o clima se tornasse mais seco no continente. Longe dos ventos que traziam a umidade do mar, estas regiões converteram-se em desertos colossais, o que possivelmente dificultava muito a sobrevivência de animais e plantas. O clima mais seco também fez diminuir as grandes florestas e pântanos (abundantes no Carbónico), assim os níveis de oxigênio da atmosfera também diminuíram até os níveis actuais, ou talvez até mesmo um pouco inferiores. A flora é caracterizada pelo surgimento e pela proliferação das coníferas, que se tornam as plantas dominantes a partir deste período e se mantém até o período Cretáceo, quando se dá a proliferação das angiospermas. Outras plantas comuns da época incluem cicadáceas e as chamadas samambaias com sementes, destas se destaca o gênero Glossopteris. O fóssil mais antigo encontrado até hoje, do período Permiano, é de uma Glossopteris.
  • 14. 14 Relativamente à fauna, se destacam o maior desenvolvimento e diversificação dos répteis; que passam a dominar definitivamente o mundo, atingindo grandes porte (ex. Moschops) e o topo da cadeia alimentar (ex. Dimetrodon); e a decadência dos artrópodes gigantes; que se extinguem neste período. Com a queda do nível de oxigênio da atmosfera, os artrópodes terrestres já não podiam manter o grande porte, embora no início do Permiano algumas espécies ainda persistiam (ex.: Apthoroblattina). No permiano ainda não existiam lissanfíbios (anfíbios modernos), mamíferos, tartarugas, lepidossáurios (lagartos), pterossauros e nem dinossauros, mas os ancestrais de todos estes grupos já existiam, prontos para evoluir e lhes dar origem durante o triássico. A fauna terrestre do período se destacam um grupo de répteis que se acredita terem sido os ancestrais dos mamíferos e inclusive compartilhavam mais características com estes do que com os répteis atuais, os sinapsídeos, os quais se dividiam em dois grupos principais: os pelicossáurios (mais primitivos e que se extinguiram ao final do período) e os terapsídeos (que sobreviveram incluso a extinção massiva do final do período). Nas águas doces havia anfíbios gigantes e no mar, tubarões primitivos, moluscos cefalópodes, braquiópodes, trilobitas (embora estes já estavam se extinguindo, se tornado raros) e artrópodes gigantescos conhecidos como escorpiões marinhos. As únicas criaturas voadoras do período eram insetos, muitos deles bem semelhantes as atuais libélulas (ex.: Meganeuropsis permiana).  Mesozoico: é a era do éon Fanerozoico que está compreendida entre 251 milhões e 65,5 milhões de anos atrás, aproximadamente. A era Mesozoica sucede a era Paleozoica e precede a era Cenozoica, ambas de seu éon. Divide-se nos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo, do mais antigo para o mais recente. O nome Mesozoico é de origem grega e refere-se a 'meio animal' sendo também interpretado como "a idade medieval da vida". Esta era é especialmente conhecida pelo aparecimento, domínio e desaparecimento dos dinossauros e amonites. No início desta era, toda a superfície terrestre se concentrava num único continente chamado Pangeia. Porém com o tempo este supercontinente começou a fragmentar-se em dois continentes: a Laurásia para o Hemisfério Norte e o Gondwana para o Sul. O clima no início do Mesozoico era predominantemente quente e seco, tornando-se mais húmida no Jurássico (POPP, 1995, p. 283). As temperaturas elevadas não permitiam a retenção de tanta água nos glaciares como atualmente, fazendo com que o nível do mar fosse mais elevado, e havia também maior expansão das moléculas de água. A temperatura e humidade estimularam a evolução de vegetação exuberante, provocando um grande desenvolvimento dos herbívoros e, consequentemente, dos carnívoros. Esta foi uma era dominada pelos répteis, como os dinossauros, pterossauros e plesiossauros. Durante o Mesozoico estes animais conquistaram a Terra e desapareceram mais tarde de forma misteriosa, sendo a causa mais provável a colisão de um meteorito com a Terra, sendo estimada como a segunda maior extinção em massa da terra. (A maior ocorreu no final do pérmico, estima-se que esta tenha extinguido 90% de todas as espécies que viviam na Terra.)
  • 15. 15 Os primeiros mamíferos se desenvolveram, apesar de não serem maiores que ratos. As primeiras aves apareceram durante o Jurássico, e embora a sua descendência seja motivo de grande discussão entre os cientistas, grande parte aceita que tenham origem nos dinossauros. As primeiras flores (Angiospérmicas) apareceram durante o período Cretáceo. Após a extinção em massa do final do Paleozoico, seguiu-se a Era Mesozoica, durante a qual a Terra voltou lentamente a enriquecer em vida. As florestas de fetos foram sendo substituídas por florestas de árvores com pinhas, como as sequoias, e outras, como ginkgos e palmeiras primitivas. No final desta era surgiram as plantas com flor. O Mesozoico foi a era dos répteis, tendo estes dominado a Terra. Nesta era também apareceram os primeiros mamíferos semelhantes a pequenos musaranhos. O clima era quente e nos mares abundavam amonites, que se extinguiram no final do Mesozoico, juntamente com os grandes répteis e a maioria de outras espécies.  Triássico: é um período geológico que se estende desde cerca de 250 a 200 Ma (milhões de anos atrás). É o primeiro período da Era Mesozóica e fica entre o Permiano e Jurássico. O início e o fim do período são marcados por eventos de extinção em massa. O Triássico foi nomeado em 1834 por Friedrich Von Alberti, após as três camadas de rochas distintas, tri significa “três” de que são encontrados em toda a Alemanha e noroeste da Europa (Terra vermelha, tampado por giz, seguido por folhelhos pretos) chamados Trias. O Triássico começou com a Extinção do Permiano-Triássico, que deixou a biosfera da Terra pobres; levaria muito tempo para a vida recuperar sua diversidade anterior. Terapsídeos e arcossauros eram os principais vertebrados terrestres durante este tempo. Um subgrupo especializado de arcossauros, os dinossauros, apareceram pela primeira vez no Triássico, mas não se tornou dominante até o Jurássico. 4 Os primeiros verdadeiros mamíferos também evoluíram durante este período, bem como os primeiros vertebrados voadores, os pterossauros. O vasto supercontinente Pangeia existiu até o Triássico, após começou gradualmente a fissura que separaria as duas massas de terra, a Laurásia ao norte e Gondwana ao sul. O clima global durante o Triássico era mais quente e seco, com desertos abrangendo grande parte do interior da Pangeia. No entanto, o clima mudou e se tornou mais úmido, com a separação da Pangeia. O final do período foi marcado por outra grande extinção em massa, acabando com muitos grupos e permitindo que os dinossauros assumissem o domínio no Jurássico. Durante o Triássico, quase toda a massa de terra do planeta foi concentrada em um único supercontinente centrado mais ou menos na linha do equador, chamado Pangeia que significa “todas as terras”. Ao leste de Pangaea estava o mar de Tétis. Ali existia o oceano PaleoTétis, um oceano que existiu durante a era Paleozóica. As margens restantes foram cercadas pelo imenso oceano conhecido como Pantalassa, cujo significado é “todo o mar”. Todos os sedimentos do fundo do mar estabelecidas durante o Triássico desapareceram através de subducção das placas oceânicas, assim, muito pouco se sabe sobre o oceano aberto do Triássico. O supercontinente Pangaea foi rifteado durante o Triássico, especialmente no final do período, quando ainda não havia começado a separação.
  • 16. 16 Os sedimentos não marinhos das primeiras fendas que marcaram a primeira ruptura de Pangeia, que separou New Jersey do Marrocos, são da idade Triássico Superior. Nos EUA, estes sedimentos grossos compõem o grupo Newark. Devido ao litoral limitado do super-continente, depósitos marinhos do Triássico são relativamente raros, apesar de sua proeminência na Europa Ocidental, onde o Triássico foi estudado. Na América do Norte, depósitos marinhos são limitados a algumas exposições no oeste. Assim a estratigrafia do Triássico se baseia principalmente em organismos que viveram em lagoas e ambientes hipersalinos, como os crustáceos Estheria. No início da era Mesozóica, a África se juntou a outros continentes da Terra formando Pangaea. A África compartilhava uma fauna relativamente uniformes em todo o supercontinente, que foi dominado por terópodes, prossaurópodes e ornitísquios primitivos até o final do período Triássico. Fósseis do Triássico Superior são encontrados em toda a África, mas é mais comum no sul do que ao norte. O advento que separa o Triássico do Jurássico e o impacto global da extinção, embora haja estratos africanos deste período não foi minuciosamente estudado. No Rio Grande do Sul, Brasil, foi encontrado o Estauricossauro um dos primeiros dinossauros do planeta. Também foram encontrados os primeiros mamíferos verdadeiros o Brasilitherium e o Brasilodon. A região possui vários sítios paleontológicos, que pertence às camadas geológicas Formação Santa Maria e Formação Caturrita. Tomamos por base a Austrália de hoje como exemplo do que ocorria na Pangeia, observe que é um grande continente cercado por um oceano, o clima nas bordas da Austrália é mais razoável do que seu interior (região central), onde um imenso deserto existe. A brisa oceânica consegue amenizar as temperaturas na borda da Austrália, mas o efeito desta brisa diminui indo para o interior desta, semelhantemente era isso que ocorria na Pangeia. No Triássico o clima era muito mais quente e seco do que atualmente. A temperatura média do planeta era quase o dobro da atual. Isso favorecia o aparecimento de formações de arenito e evaporito. Perto de cada um dos polos, não há nenhuma evidência de glaciação. O clima nesta região era ameno, favorecendo a proliferação de florestas. Aparentemente, as regiões polares tinham um clima úmido e temperado, ideal para os répteis. Se formos procurar onde eram os polos daquela época, encontraremos vaporitos e paleodunas. Na região do Canadá existem grandes quantidades de carvão. Durante os períodos Permiano e Triássico, os registros de âmbar são escassos.7 A partir do Triássico, pteridospermas são gradualmente substituídas por formas mais evoluídas de gimnospermas – as coníferas. Houve a expansão da vegetação de gimnospermas, espécies arborescentes com flores, semente e estróbilos menos elaborados, portanto dispersas pelo vento (as mais conhecidas são os pinheiros, ciprestes e cicas). Em terra, os resquícios de vegetação que encontramos no Triássico são de Licófitas que viveram do Devoniano ao Triássico. Seu auge foi no Carbonífero. Atingem cerca de 30 a 40 metros de altura e as cicas surgem nesta época. Possuem muita lignina. Os herbívoros tinham uma série de pedras no estômago, os gastrólitos, para ajudar a digerir a celulose. Nas florestas, prosperavam samambaias,
  • 17. 17 ginkgos e coníferas. Estas últimas vão dominar boa parte do mesozoico, pois eram melhor adaptadas à intensa variação de temperatura. Surge uma nova radiação em ambientes marinhos. Novos tipos de corais, os hexacorais (Hexacorallia) surgem no Triássico inferior, formando, de maneira modesta pequenas manchas de recifes, em comparação com sistemas de recifes de coral atuais ou anteriores, como no Devoniano. As amonites, um tipo de molusco marinho, escaparam por pouco da extinção total. A fauna dos peixes que povoam mares e rios atualmente estão na mesma linha evolutiva dos peixes do triássico, não foram extintos. Exemplo: Dipnoicos. Neste período, surge a família Pteriidae, moluscos bivalves que possuem a capacidade de produzir pérolas. Os animais mais ferozes do mar são os répteis. Dominam os oceanos. A extinção do Permiano-Triássico devastou a vida terrestre. A biodiversidade se recuperou lentamente e a complexa diversidade levou 30 milhões de anos para se restabelecer. Os anfíbios Temnospondyli estão entre os grupos que sobreviveram à extinção do Permiano-Triássico, algumas linhagens (por exemplo trematossauros) tiveram uma vida breve no Triássico Inferior, enquanto outros (por exemplo, capitossauros) mantiveram-se bem sucedidos durante todo o período. Outros, apenas ganharam destaque no final do Triássico (plagiossauros um exemplo de metopossauros). Os primeiros anfíbios Lissanfíbios, caracterizados pelas rãs, são conhecidos desde o Triássico inferior, mas o grupo só se tornou comum no Jurássico, quando os temnospondylis se tornaram muito raros. Répteis Archosauromorphas, progressivamente substituíram os sinapsídeos que dominavam no Permiano, embora o Cynognathus fosse o principal predador do Triássico inferior (Olenekiano e Anisiano) em Gondwana. Os dicinodontes Kannemeyeriidae e os cinodontes gomphodontes permaneceram como importantes herbívoros durante grande parte do período. Até o final do Triássico, os sinapsídeos tiveram um papel pequeno. Durante o Carniano, os cinodontes tiveram alguns avançados que deram origem aos primeiros mamíferos (Brasilitherium e Brasilodon). O Ornithodira, que até então era um grupo pequeno e insignificante, evoluiu para os pterossauros e uma variedade dos dinossauros. O Crurotarsi foi um outro clado de dinossauros importantes, que no final do Triássico alcançou grande diversidade, junto com vários outros grupos, incluindo os phytossauros, aetossauros, várias linhagens distintas de Rauisuchia e os primeiros crocodilos (o Sphenosuchia). Os atarracados rincossauros herbívoros e os pequenos e médios Prolacertiformes (insetívoros ou piscívoros) foram importantes grupos basais Archosauromorphas durante a maior parte do Triássico. Entre outros répteis, as primeiras tartarugas, como Proganochelys e Proterochersis, apareceram durante o Noriano. Os Lepidosauromorphas especificamente o Sphenodontia foi o primeiro registro fóssil ocorrido no Carniano. Os Procolophonidae foi um importante grupo de pequenos lagartos herbívoros. Os Arcossauros inicialmente eram raros em relação aos terapsídeos que haviam dominado os ecossistemas terrestres no Permiano, mas isso mudou no Triássico. 9 Esta mudança pode ter contribuído para a evolução dos mamíferos, forçando os terapsídeos sucessores a mudarem sua forma mammaliaformes para viver como
  • 18. 18 pequenos insetívoros noturnos. A vida noturna, provavelmente forçou os pequenos mammaliaformes a desenvolver pele e maior taxa metabólica.  Jurássico: é o período da era Mesozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 199 milhões e 600 mil e 145 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. O período Jurássico sucede o período Triássico e precede o período Cretácico, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Jurássica Inferior (ou Lias), Jurássica Média (ou Dogger) e Jurássica Superior (ou Malm), da mais antiga para a mais recente. O nome Jurássico é devido às montanhas Jura, situadas nos Alpes, que contêm grande quantidade de rochas deste período. Com o aumento do nível dos oceanos, terras baixas foram encobertas pelo mar, o que dividiu Pangeia em dois continentes: Laurásia, ao norte, e Gondwana, ao sul. Essa divisão também permitiu que a umidade vinda do mar atingisse regiões que antes não atingia (por estarem no interior de Pangeia), o que tornou o clima mais úmido. Durante o Jurássico, o clima quente e úmido fez com que as florestas se proliferassem, o que fez a diversidade de plantas se tornar muito maior que a do Triássico. As plantas predominantes são cicadáceas, ginkgos e coníferas gigantescas (sequoias). Também é neste período que surgem as primeiras plantas com flores. A fauna do Jurássico é marcada pela hegemonia dos répteis em todos os ambientes: dinossauros na terra, pterossauros no ar e plesiossauros no mar. O período também é marcado pelo surgimento das primeiras aves e dos primeiros mamíferos verdadeiros. Nos oceanos, além dos plesiossauros, também existem crocodilos marinhos, tubarões já muito parecidos com os atuais (ex.: Hybodus) e outros répteis marinhos (ex.: ictiossauros). Começaram a surgir dinossauros mais evoluídos e inteligentes, que eram superiores aos primitivos répteis do Triássico. Em Portugal são conhecidos muitos dinossauros e mamíferos desta idade, sobretudo da região da Lourinhã e Guimarota, respectivamente.  Cretáceo ou Cretácico: é o período da era Mesozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 145 milhões e 65 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. O período Cretáceo sucede o período Jurássico de sua era e precede o período Paleogeno da era Cenozoica de seu éon. Divide-se nas épocas Cretáceo Inferior e Cretáceo Superior, da mais antiga para a mais recente. O Cretácico Inferior está compreendido entre 145,5 milhões e 99,6 milhões anos atrás, aproximadamente. A época Cretácea Inferior sucede a época Jurássica Superior do período Jurássico de sua era e precede a época Cretácea Superior de seu
  • 19. 19 período. Divide-se nas idades Berriasiana, Valanginiana, Hauteriviana, Barremiana, Aptiana e Albiana, da mais antiga para a mais recente. O Cretácico Superior está compreendido entre 99,6 milhões e 65,5 milhões anos atrás, aproximadamente. A época Cretácea Superior sucede a época Cretácea Inferior de seu período e precede a época Paleocena do período Paleogeno da era Cenozoica de seu éon. Divide-se nas idades Cenomaniana, Turoniana, Coniaciana, Santoniana, Campaniana e Maastrichtiana, da mais antiga para a mais recente. Durante o Cretáceo, os dinossauros alcançam seu ápice na escala evolutiva (mais da metade das espécies conhecidas viveram neste período), mas ao fim do período ocorreu a extinção em massa desses grandes répteis e de diversas espécies de animais da Terra (cerca de 60% deles foram extintos). A teoria mais aceita é a de que a queda de um meteoro de grandes proporções (maior e com maior massa que o Monte Everest - dimensões e massa atuais) na Península de Yucatán, no México, gerou destruição em massa, em função do impacto: A atmosfera entrou em combustão até algumas centenas de quilômetros do local do impacto (a explosão foi equivalente a de milhares de bombas atômicas) Maremotos e tsunamis Na região diametralmente oposta (levando-se em consideração a ovalização da terra nos polos), no que viria a ser a Sibéria, como resultado do impacto e das ondas de choque resultantes, irrompeu um longo período de grande atividade vulcânica, incluindo a formação de supervulcões, o que culminou no escurecimento da atmosfera e na inviabilização da fotossíntese. Isso levou ao desaparecimento dos grandes herbívoros, e por consequência, dos grandes predadores; somente os pequenos animais terrestres e os animais aquáticos (na água as mudanças climáticas impactam em tempos diferentes) puderam sobreviver (inclusive os mamíferos). A era glacial que se seguiu, deveu-se ao "espessamento" das camadas intermediárias da atmosfera, devido às cinzas vulcânicas que evitaram a passagem do Sol e causando um resfriamento da temperatura média da Terra em alguns graus. Além disso, há a teoria de que a Terra teria se deslocado da sua órbita original em alguns milhões de quilômetros, se afastando do sol, por causa de alterações mínimas no formato de sua órbita e variações no seu eixo de rotação. >> A era glacial ocorre por causa das partículas de cinza vulcânica, que REFLETEM os raios solares, ANTES que estes aqueçam a Terra e com isso há menos calor a ser retido pelo CO2 (dióxido de carbono). Durante o Cretáceo há a proliferação das plantas com flores e após a extinção dos dinossauros houve a proliferação dos mamíferos placentários e surgimento da grama e das plantas rasteiras. A deriva continental seguiu determinante na especiação. Após a extinção dos dinossauros, houve e a diversificação dos mamíferos e das aves (alguns tornaram-se enormes).
  • 20. 20 Em 1822 o geólogo belga D'Omalius d'Halloy deu o nome de Terrain Cretace, para determinadas rochas brancas da Bacia de Paris, e para depósitos semelhantes na Bélgica e Holanda, Inglaterra e para o leste da Suécia e Polônia. Por causa disto, posteriormente o termo "Cretáceo" veio a ser usado. Os famosos "Precipícios Brancos" de Dover são constituídos de uma típica rocha deste período geológico, assim como outros depósitos extensos que foram sedimentados na Europa e partes da América do Norte. No caso a rocha esbranquiçada é um calcário formado por conchas de micro-organismos.  Cenozoico: pertence à era do éon Fanerozoico que se inicia há cerca de 65 milhões e 500 mil anos e se estende até o presente. A era Cenozoica sucede a era Mesozoica de seu éon. Divide-se nos períodos Paleogeno, Neogeno e Quaternário; do mais antigo para o mais recente. O princípio da Era Cenozoica marca a abertura do capítulo mais recente da história da Terra. O nome desta era provém de duas palavras gregas que significavam "vida recente". Durante a Era Cenozoica, a face da Terra assumiu sua forma atual. Houve muita atividade vulcânica e formaram-se os grandes maciços montanhosos do mundo, como os Andes, os Alpes e o Himalaia. A vida animal transformou-se lentamente no que hoje se conhece. A Era Cenozoica tem sido um período de resfriamento a longo prazo. Em seu princípio, as partículas ejectadas pelo impacto do evento K/T bloquearam a radiação solar. O K/T foi um evento geológico ocorrido no final do Cretáceo que teve importantes consequências na alteração das condições naturais do planeta. Depois da criação tectônica da Passagem de Drake, quando a América se separou completamente da Antártida durante o Oligoceno, o clima se resfriou consideravelmente devido a aparição da Corrente Circumpolar Antártica que produziu um grande resfriamento do oceano Antártico. No Mioceno se produziu um ligeiro aquecimento devido a liberação dos hidratos que desprenderam do dióxido de carbono. Quando o continente Sul-americano se uniu ao Norte-americano pela criação do Istmo do Panamá, a região do Ártico também se resfriou devido ao fortalecimento das correntes de Humboldt e do Golfo e o fim da circulação de correntes marinhas primitivas de águas quentes que atravessavam o planeta de leste a oeste, levando ao último máximo glacial. Por outro lado, um outro fator, ao lado do Ciclo de Milankovitch, contribuiu para as variações climáticas ocorridas durante o Cenozoico: o Evento Azolla. Com efeito a Era Cenozoica foi marcada pelo aparecimento de 28 ordens de mamíferos, 16 das quais ainda vivem. No paleoceno e no eoceno viveram mamíferos de tipo arcaico que no fim do Eoceno e no Oligoceno foram substituídos, exceto na América do Sul, pelos ancestrais dos mamíferos modernos. No decorrer de milhões e milhões de anos deu-se a modernização das faunas que culminou na produção de mamíferos adiantados, especializados, do mundo moderno. Os processos que conduziram à elaboração das faunas modernas datam do Pleistoceno e do pós-Pleistoceno. Distingue-se a fauna atual da fauna do Pleistoceno, principalmente pelo empobrecimento, advindo da extinção de várias formas. A América do Sul achava-se unida à América do Norte no início da Era Cenozoica; tal união manteve-se interrompida durante grande parte dessa era, voltando a ser restabelecida no fim do Paleógeno. Isso explica certas peculiaridades faunísticas da América do Sul. Por outro lado, a América do Norte manteve ligação com a Ásia através da região de Beríngia (hoje interrompida pelo Estreito de Bering) durante grande parte da Era Cenozoica, o que
  • 21. 21 explica o porquê da homogeneidade faunística da América do Norte, Ásia Setentrional e Europa. As peculiaridades faunística da Austrália, por sua vez, são devidas ao isolamento que manteve desde o Cretáceo em relação à Ásia. A forma ancestral do cavalo data do Eoceno e recebeu o nome de Eohippus; viveu no hemisfério norte. O Equus, isto é, cavalo propriamente dito, surgiu na América do Norte bem mais tarde, donde migrou para a Ásia, no Pleistoceno. Foi na era Cenozoica que surgiram os primeiros onívoros. Formaram também as cadeias de montanhas, e ocorreram as grandes glaciações, surgindo novas espécies de vida. Já no fundo dos oceanos, houve o aparecimento de dorsais (cadeias de montanhas que são formadas nas zonas aonde as placas dos continentes se separam). No Pleistoceno, também chamado época Glacial ou Idade do Gelo, ocorreu uma vasta glaciação no hemisfério norte. Glaciação de muito menores proporções deu-se também no hemisfério sul. Datam do Pleistoceno os mais antigos restos do homem (cerca de 450.000 anos). Acredita-se que o mais antigo deles seja o Homo heidelbergensis . Há controvérsia sobre a idade do Homo sapiens; segundo alguns autores o seu aparecimento deu-se há cerca de 250.000 anos, isto é, antes mesmo do Homo neanderthalensis. No Pleistoceno inferior vivem hominídeos vários: Australopithecus, da África do Sul; Pithecanthropus erectus ou homem de Java; Sinanthropus pekinensis ou homem de Pequim. Inúmeras localidades brasileiras forneceram ossadas de mamíferos pleistocênicos. Os achados mais famosos são os das grutas de Minas Gerais, pacientemente pesquisados por Peter Lund no século passado. Outra localidade curiosa é a de Águas do Araxá, também em Minas Gerais, onde parte do material obtido acha-se exposta. Aí foram descobertos cerca de 30 indivíduos de mastodontes fósseis (Haplomastodon waringi). Megatérios, gliptodontes, tigres dentes-de-sabre (Smilodon) e toxodontes figuram entre os mamíferos pleistocênos mais comuns. A ligação entre as duas Américas no Pleistoceno trouxe como consequência uma imigração de carnívoros que não existiam por aqui, os chamados tigres dente -de-sabre. A antiguidade do homem no Brasil é matéria de controvérsia. Não foi ainda cabalmente provada a Idade Pleistoceno do Homem de Lagoa Santa cujos ossos aparecem nas mesmas grutas em que ocorrem animais extintos.  Paleogeno ou Paleogénico: é o período da era Cenozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 65 milhões e 500 mil e 23 milhões e 30 mil anos atrás, aproximadamente. O período Paleogeno sucede ao período Cretáceo da era Mesozoica de seu éon e precede o período Neogeno de sua era. Divide-se nas épocas Paleocena, Eocena e Oligocena, da mais antiga para a mais recente. A primeira época do período foi a época em que a Terra se recuperou da catástrofe que extinguiu os dinossauros. Os pequenos mamíferos proliferaram e as aves assumiram o topo da cadeia alimentar. O clima ainda era bem quente, e o mundo, de uma forma geral, se assemelhava ao do final do Cretáceo.
  • 22. 22 No início da época as aves ainda eram os predadores dominantes, porém com o tempo mamíferos carnívoros se desenvolveram e as substituíram. Também surgiram os primeiros grandes mamíferos. No início da época o clima tropical se espalhava até as regiões polares; porém, ao final dessa época, o clima começa a se esfriar, a vegetação próxima aos polos começa a se tornar semelhante às de tundra e taiga e tem início o processo de congelamento dos polos. Estas alterações causam uma considerável extinção, o que marcou o final desta época. O clima começa a se tornar mais semelhante ao atual, embora ainda seja, em geral, mais quente. O domínio dos mamíferos se confirma, com exceção das regiões mais isoladas. A flora já se torna bem semelhante à atual. A fauna do paleogénico se caracteriza pelos mamíferos primitivos (com parentesco distante aos atuais) e pelas aves do terror. As aves do terror foram as primeiras a ocupar o topo da cadeia alimentar após a extinção dos dinossauros, porém já em meados do Neogénico mamíferos primitivos carnívoros, como os mesoniquíos e os creodontes, já as haviam substituído na maior parte do mundo, exceto nas regiões mais isoladas do globo. No tocante a flora do paleogénico, esta era, ainda, bem semelhante à predominante no Cretáceo, embora se destaque um maior desenvolvimento das angiospermas.  Neogeno ou Neogénico: é o período da era Cenozoica do éon Fanerozoico que se inicia há cerca de 23 milhões e 30 mil anos e se estende até o o Pleistoceno (1.8 Ma). O período Neogeno sucede o período Paleogeno de sua era. Divide-se nas épocas Miocena e Pliocena, da mais antiga para a mais recente. Neste período, ocorreu a expansão dos mamíferos de grande porte e o aparecimento dos hominídeos. No Mioceno o clima volta a esquentar e pastos e savanas se tornam os ambientes mais comuns. No final dessa época (cerca de 9 milhões de anos atrás) as Américas se unem através do istmo do Panamá, causando um intercâmbio de fauna. No Plioceno a Terra já começa a se tornar semelhante à que temos hoje. A fauna e a flora desse período se mostra com grande grau de parentesco com a atual, mais de 70% da fauna e flora dessas épocas sobreviveram até nossos dias[1]. Sobre a fauna, vale salientar a grandiosidade dos animais, esta época possuí espécies de mamíferos terrestres (ex.: Indricotherium), aves (ex.: Argentavis), lagartos (ex.:Megalania), crocodilianos (ex.:Purusaurus) e tubarões (ex.:megalodonte) com tamanhos nunca antes vistos e menores apenas que os maiores dinossauros. O período também viu as últimas aves do terror, que subsistiram na América do Sul, enquanto esta esteve isolada. As épocas do Pleistoceno e Holoceno, são classificadas por alguns em um período distinto, chamado Quaternário. Essa divisão por alguns e não por outros se dá porque não há diferenciação entre os sedimentos marinhos do Neógeno e do Quaternário, mas há entre os sedimentos terrestres. Quaternário é o período da era Cenozoica do éon Fanerozoico que congregava as épocas Pleistocena e Holocena. Não integra mais o Quadro Estratigráfico Internacional da Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas.
  • 23. 23 No pleistoceno a Terra já é bem semelhante ao atual, porém passa por períodos de glaciação, aonde as calotas polares se estendem até as regiões próximas dos trópicos (períodos conhecidos como "eras do gelo"), intercalados por períodos mais quentes. A última dessas "eras do gelo" terminou em torno de 12.000 anos atrás dando início ao Holoceno, que é a atual época em que vivemos atualmente, e extinguindo os animais que se adaptaram a viver com essas eras do gelo.