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ORTOGRAFIA
1. Ortografia
Definição: orto- do grego orthós = “correto” +
-grafia do grego graphein = escrever; é o
emprego correto das letras.
• Palavras Homônimas
• acento x assento
• Houve x ouve
• mau x mal
• Traz x trás
• Porque x porquê x por que x por quê
Palavras iguais no som (homófonas) e na escrita
(homógrafas), porém divergentes semanticamente.
Uso dos porquês
• Por que = Usado no início das perguntas.
• Por quê? = Usado no fim das perguntas.
• Porque = Usado nas respostas.
• O porquê = Usado como um substantivo.
• Palavras Parônimas:
A despensa
dispensa
→ heterógrafas e heterófonas
A descrição é um tipo de texto.
A discrição é qualidade imprescindível a um
psicólogo.
→ heterógrafas e heterófonas
- MAS x MAIS
Palavras parecidas no som e na escrita.
2. Empregos de algumas
letras
2.1 Emprega-se o “s”
a) Amoroso, carinhosa, afetuoso;
→ -oso/- osa quando formadores de adjetivos.
b) Burguês, burguesa; inglês, inglesa;
→ -ês/-esa quando formadores de adjetivos pátrios
ou não.
c) Analisar (análise), pesquisar (pesquisa);
→ -isar quando a palavra primitiva for grafada com
s.
2. Empregos de algumas
letras
2.2 Emprega-se o “c” e o “ç”
a) açaí, caçula, miçanga, paçoca;
→ em palavras de origem tupi /
africana.
b) beiço, caiçara, foice, louça,
traiçoeiro;
→ após ditongos
2.3 Emprega-se o “z”:
a) Em palavras derivadas em zal / zinho(a). Exs: cafezal, avezinha
b) Em palavras derivadas de primitivas já grafadas com z. Exs:
Enraizar (raiz), esvaziar (vazio);
c) Em substantivos abstratos derivados de adjetivos. Exs: Pobreza,
acidez, riqueza, leveza
d) Com o sufixo –izar quando a palavra primitiva não for grafada com
s. Exs: Canalizar (canal), cicatrizar (cicatriz), profetizar, anarquizar
(anarquia).
2.4 Emprega-se o “x”
a) Após ditongo. Exs: baixo, deixar, eixo,
frouxo, queixada;
b) Após “en”. Exs: Enxada, enxergar, enxofre,
enxerido, enxurrada, enxovalhar (Exceções:
encher / encharcar);
c) Após o “me”. Exs: Mexer, mexerica,
mexicano (Exceção: mecha)
d) Em palavras de origem tupi ou africana. Exs:
Abacaxi, caxambu, xará, maxixe.
2.5 Emprega-se o dígrafo “ch”:
Por razões epistemológicas (= origem da palavra). Exs:
chuchu, salsicha, mochila, pechincha, flecha, fachada,
bucha.
2.6 Emprega-se o “g”:
a) Com as terminações –agem/-igem/-ugem. Exs: viagem,
origem, vertigem, ferrugem;
b) Com as terminações –ágio/-égio/-ígio/-ógio/-úgio. Exs:
Contágio, sacrilégio, prodígio, relógio, refúgio;
c) Com palavras derivadas de primitivas já grafadas com g.
Exs: Massagista (massagem), vertiginoso (vertigem),
faringite (faringe), selvageria (selvagem).
2.7 Emprega-se o “j”:
a) Com palavras derivadas de primitivas já
grafadas com j. Exs: Laranjada (laranja),
lojista (loja), cerejeira (cereja), nojento
(nojo);
b) Com verbos terminados em –jar. Exs: Viajar,
arranjar, despejar;
c) Com palavras de origem africana. Exs:
Canjica, jenipapo, jerimum, jiló, jiboia, pajé.
2.8 Emprego do “e” ou “i”:
a) Emprega-se “e” no final de verbos cuja
desinência infinitiva é (-uar/-oar). Exs:
(-uar) - continue, habitue, pontue; (-
oar) - Abençoe, magoe, perdoe;
b) Emprega-se o “i” no final de verbos
cuja desinência é –uir. Exs: Diminui,
influi, possui.
3. Reforma Ortográfica
O que mudou, basicamente?
• Inclusão das letras “K”, “W” e “Y” no alfabeto,
que passou a ter 26 letras;
• trema deixou de existir;
• mudanças na utilização do hífen;
• perda de acentos gráficos em algumas
palavras, como as com vogais repetidas e
acentos diferenciais (para/pera/polo…).
4. Emprego do hífen –
Reforma Ortográfica
a) anti-higiênico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel,
sobre-humano, super-homem, ultra-humano
(*subumano);
b) Aeroespacial, anteontem, antieducativo,
autoaprendizagem, autoestrada, coautor, coedição,
extraescolar, infraestrutura;
→ vogais diferentes: união do prefixo ao radical
c) Anti-inflamatório, contra-atacar, micro-ondas, semi-
internato, auto-observação; (Exceções: coobrigar,
coordenar, cooperar, cooptar, reescrever)
→ vogais iguais: separação por hífen entre prefixo e radical
Vogal
+
Vogal
d) Anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoprodução,
pseudoprofessor, semicírculo, semideus, seminovo,
ultramoderno; (Exceção: vice-rei, vice-presidente) → vogal +
qualquer consoante = união do prefixo ao radical.
e) antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antissocial,
biorritmo, contrarregra, cosseno, neorrealismo, semirreta,
ultrassom (Exceção: sub-região) → vogal + consoante r/s =
união do prefixo ao radical com duplucação do r/s.
f) hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, sub-bibliotecário
→ consoantes iguais = separação entre prefixo e radical pelo hífen.
hipermercado, intermunicipal,
superinteressante,superproteção, hiperativo, interescolar
→ consoantes diferentes ou consoante + vogal = união do prefixo
ao radical.
Vogal
+
Consoante
Consoante
+
Consoante
ou
Consoante
+
Vogal
g) Há sempre hífen com os prefixos: além, ex,
sem, recém, pré, pós, vice. Exs: além-mar, ex-
presidente, sem-terra, recém-nascido, pré-
história, pós-graduação, vice-presidente.
h) Não há hífen com palavras que perderam
noção de composição. Exs: girassol,
mandachuva, paraquedas, paraquedista,
pontapé (Exceções: para-choque, para-brisa
etc.)
Obs: essa regra é ainda muito questionada por
não haver limites claros de quais palavras já
perderam a noção de composição.
6. Ortoépia / Prosódia
Mendigo ou mendingo?
Mortadela ou mortandela?
Supertição ou superstição?
Recorde = /recórde/
Rubrica = /rubríca/
Pudico = /pudíco/
Nobel = /nobél/
→ Trata-se do estudo da pronúncia adequada de palavras
de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
• Fonte:
https://portuguescolegiao.files.wordpress.com/2
010/08/ortografia.ppt
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