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    O sistema de arquivos do Linux é tão robusto e flexível que possibilita ao usuário
    criar e manter arquivos em diferentes partições, diferentes discos, diferentes
    dispositivos e até em computadores remotos.

    É neste contexto que o Linux tem suporte a inúmeros dispositivos como discos
    IDE, SCSI, disquetes, CD-ROM, DVD, CD-RW, Pen-Drivers, Jaz-Drivers, Memórias
    Flash, dentre outros. Cada um destes dispositivos pode ser formatado para o
    sistema de arquivos EXT2, padrão Linux, ou outros formatos como: ReiserFS,
    FAT, FAT32, NTFS, EXT3, etc. Poucos sistemas operacionais oferecem esta
    liberdade.

    Antes de falar dos dispositivos é preciso fazer uma pequena introdução nos tipos
    de discos mais comuns no mercado: Os padrões IDE e SCSI.

    Os discos IDE (Integrated Device Eletronics) são os mais utilizados pelos usuários
    caseiros e oferecem uma relativa performance e baixo custo. As placas-mãe
    comuns possuem duas interfaces IDE chamadas de primária e secundária. E cada
    interface possibilita a conexão com dois discos. Dependendo de em qual interface
    o disco esta conectado, ele pode ser configurado como mestre primário, escravo
    primário, mestre secundário e escravo secundário.

    Os discos SCSI (Small Computer System Interface) oferecem uma performance
    melhor que os discos IDE. Geralmente são mais caros e utilizados em servidores
    de rede.
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    Por padrão, os discos são nomeados da seguinte forma:

    Nome Lógico do Dispositivo   Dispositivo Físico (disco)

    /dev/hda                     Disco IDE conectado na interface primária mestre

    /dev/hdb                     Disco IDE conectado na interface primária escravo

    /dev/hdc                     Disco IDE conectado na interface secundária
                                 mestre

    /dev/hdd                     Disco IDE conectado na interface secundária
                                 escravo

    /dev/sda                     Disco SCSI conectado no primeiro canal

    /dev/sdb                     Disco SCSI conectado no segundo canal

    /dev/sdc                     Disco SCSI conectado no terceiro canal.


    O padrão SCSI não tem limitação de quatro discos como o IDE, podendo chegar
    até pelo menos 15 discos.
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    Cada disco pode ter de uma a dezesseis partições. As partições funcionam como
    um contêiner para os sistemas de arquivos.

    No Windows cada partição pode ser representada por uma letra (como por
    exemplo C:). No Linux cada partição é representada por um número inteiro.

    Por exemplo, a primeira partição de um disco IDE conectado na interface
    primária mestre vai ser nomeada como /dev/hda1. Se neste disco existir uma
    segunda partição o nome será /dev/hda2 e assim por diante.

    Existem quatro tipos de partições possíveis:

    Partições Primárias

    Cada disco pode conter no máximo quatro partições primárias. Estas partições
    contêm necessariamente um sistema de arquivos e pelo menos uma deve ser
    criada.

    As partições primárias podem ser nomeadas como: /dev/hda1, /dev/hda2,
    /dev/hda3 e /dev/hda4.

    Uma destas partições primárias deve ser marcada como ativa para que a carga
    do sistema operacional (boot) seja possível.
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    Partições Estendidas

    As partições estendidas são uma variação das partições primárias, mas não
    podem conter um sistema de arquivos. Elas funcionam como um contêiner para
    as partições lógicas.

    Um disco somente pode ter uma partição estendida e que toma lugar de uma
    partição primária. Em uma configuração padrão, pode-se ter o seguinte esquema
    de particionamento dos discos:

    /dev/hda1 (partição primária)

    /dev/hda2 (partição estendida)

    Partições Lógicas

    As partições lógicas existem em conjunto com uma partição estendida e pode-se
    ter de uma a doze partições deste tipo. Elas são nomeadas à partir do número
    cinco até dezesseis.

    /dev/hda1 (partição primária)

    /dev/hda2 (partição estendida)

    /dev/hda5 (partição lógica) ... /dev/hda16 (partição lógica)
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    Podemos ter no máximo 15 partições com sistema de arquivos em um único
    disco, sendo três primárias e doze lógicas.

    Partição de Swap (Arquivo de Troca)

    Existe ainda outro tipo especial de partição no Linux chamado de partição de
    swap. Esta possibilita que o Linux tenha uma memória virtual em disco. Este tipo
    de memória é usado como arquivo de troca de dados entre a memória física e o
    disco. Seu objetivo é aumentar a performance do sistema. Este partição precisa
    de uma designação especial e uma formatação especial também.

    Uma vez definidos os tamanhos das partições, é difícil aumentar ou diminuir sem
    a perda dos dados.

    Criando partições e sistema de arquivos

    Os programas fdisk e cfdisk são responsáveis por criar as partições de disco.
    Existem outros utilitários para particionar os discos para as interfaces gráficas.

    fdisk

    uso:

    # fdisk [dispositivo]
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    O fdisk é um utilitário para criar, listar, alterar e apagar partições de disco. Ele
    é muito importante robusto e possibilita criar uma lista grande de tipos de
    partições para o Linux e diferentes sistemas operacionais.

    O fdisk funciona em modo texto e com um menu pouco amigável.

    O fdisk recebe como parâmetro o dispositivo a ser trabalhado.

    # fdisk /dev/hda

    neste exemplo o fdisk vai poder particionar o disco primário mestre IDE.

    As opções de menu mais freqüentes são:

    a   Marca ou desmarca a partição como ativa para o processo de carga do
        sistema (boot).

    d   Apaga uma partição. Após selecionar está opção é necessário escolher o
        número da partição a ser apagada.

    l   Lista dos tipos de partições possíveis.

    m   Mostra uma pequena ajuda.
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    m   Adiciona uma nova partição no disco.

    p   Mostra a tabela de partições que existe na memória. Enquanto as alterações
        na tabela de partições não for gravada em disco, nenhuma alteração é feita.

    q   Sai do fdisk sem salvar as alterações.

    r   Muda o tipo de partição indicando o tipo de sistema de arquivos que ela vai
        suportar. O sistema ext2 é representado pelo número 83 e a partição de swap
        pelo número 82. A lista de tipos pode ser visto pela opção l.

    w   Gravar as alterações efetuadas em discos.

    Para criar uma nova partição escolha a opção 'n' no fdisk depois escolha se a
    nova se a nova partição será primária ou estendida. Se a partição for primária ou
    estendida, entre o número de partição de 1 à 4. Se a partição for lógica o fdisk
    se encarrega de numera-la.

    O tamanho da partição deverá ser escolhido digitando o cilindro inicial e o
    cilindro final desejado ou pelo tamanho em Megabytes ou Gigabytes. Por
    exemplo, para criar uma partição de 1Gb , digite +1024M ou +1G.

    Todas as partições são criadas com o tipo 83 ext2. Para um outro tipo de partição,
    como a swap, crie a partição depois mude o seu tipo com a opção 'r'.
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    mkfs

    Uso:

    # mkfs [-t tipo] [opções] dispositivo

    O comando mkfs formata a partição criada pelo fdisk com um sistema de
    arquivos. O tipo de sistema de arquivo é definido pela opção -t que suporta os
    formatos: EXT2, EXT3, ReiserFS ou msdos.

    Os comandos mke2fs e mkdosfs são variações do mkfs.

    As opções possíveis do mkfs são:

    -c         Verifica a existência de bad blocks (defeitos no dispositivo).

    -L nome    Configura o nome do dispositivo.

    -n nome    Configura o nome do dispositivo par ao msdos.

    -q         Faz com que o mkfs trabalhe com o mínimo de saída no vídeo
               possível.

    -v         Faz com que o mkfs trabalho com o máximo de saída no vídeo
               possível.
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    Exemplo:

    # mkfs -t ext2 -L discoprincipal /dev/hda4

    mkswap

    Uso:

    # mkswap partiçãoswap

    O comando mkswap prepara o dispositivo para ser utilizado como área de
    memória virtual (swap). Antes de formatar uma partição para swap, é necessário
    que ela seja do tipo 82 (Linux Swap).

    Exemplo:

    # mkswap /dev/hda6
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 Trabalhando com o Sistema de Arquivos

 Nesta sessão será abordado como trabalhar com o sistema de arquivos, montar e
 desmontar dispositivos e fazer checagem de integridade.

 df

 Uso:

 # df [opções] [diretórios]

 O comando df mostra a capacidade utilizada de um sistema de arquivos exibindo
 informações de espaço e inodes.

 Como o número de inodes está diretamente ligado ao número de arquivos que um
 dispositivo pode armazenar, é possível que ele acabe e ainda tenha espaço
 disponível em disco. Isso é raro, mas pode acontecer quando se tem muitos
 arquivos. O número de inodes é definido na formatação do disco.

 As opções mais freqüentes são:

 -h Mostra as informações de forma mais amigável (em megabytes e gigabytes).

 -i Mostra o número de inodes no disco ao invés do espaço disponível.
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 du

 Uso:

 $ du [opções] [diretórios]

 O comando du do inglês disk usage vai fornecer uma lista detalhada sobre a
 utilização do disco. É muito útil para determinar para onde foi o espaço
 disponível em disco.

 Se não for fornecido um diretório como parâmetro, ele usa o diretório corrente
 como base de pesquisa.

 As opções mais freqüentes são:

 -a Mostra todos os arquivos e não somente diretórios.

 -c Mostra um total no final da listagem.

 -h Mostra as informações de forma mais amigável.

 -s Mostra um sumário do diretório especificado e não o total de cada
    subdiretório.

 -S Exclui os subdiretórios da contagem.
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 Exemplos:

 #du -h /home
 2M /home/carla
 4M /home/cristiane
 5m /home/michel

 # du -sh /home
 164M    /home

 Checagem dos sistemas de arquivos

 A checagem do sistema de arquivos permite verificar se toda a estrutura para
 armazenamento de arquivos, diretórios, permissões, conectividade e superfície
 do disco estão funcionando corretamente. Caso algum problema exista, ele
 poderá ser corrigido com o uso da ferramenta de checagem apropriada.

 O comando fsck checa e corrige erros no sistema de arquivos. Por padrão, o
 fsck assume o sistema de arquivos ext2 e, após fazer uma checagem no disco,
 pergunta ao usuário se ele deseja fazer as correções necessárias.
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 As ferramentas de checagem de sistemas de arquivos costumam ter seu nome
 iniciado por fsck e terminados com o nome do sistema de arquivos que verifica,
 separados por um ponto:

 fsck.ext2 Verifica o sistema de arquivos EXT2 ou EXT3. Pode também ser
           encontrado com o nome e2fsck.

 fsck.ext3 Um alias para fsck.ext3.

 fsck.reiserfsVerifica o sistema de arquivos ReiserFS.

 fsck.minix    Verifica o sistema de arquivos Minix.

 fsck.msdos    Verifica o sistema de arquivos Msdos. Pode também ser
               encontrado com o nome dosfsck.

 Para verificar um sistema de arquivos é necessário que ele esteja desmontado
 caso contrário poderá ocorrer danos em sua estrutura. Para verificar o sistema
 de arquivos raíz (que não pode ser desmontado enquanto o sistema estiver sendo
 executado) você precisará inicializar através de um disquete e executar o
 fsck.ext2.
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 fsck.ext2

 Este utilitário permite verificar erros em sistemas de arquivos EXT2 e EXT3
 (Linux Native).

 fsck.ext2 [opções] [dispositivo]

 Onde:

 dispositivo - É o local que contém o sistema de arquivos EXT2/EXT3 que será
 verificado (partições, disquetes, arquivos).

 opções:
 -c Faz o fsck.ext2 verificar se existem agrupamentos danificados na unidade de
 disco durante a checagem.

 -d Debug - Mostra detalhes de processamento do fsck.ext2.

 -f Força a checagem mesmo se o sistema de arquivos aparenta estar em bom
 estado. Por padrão, um sistema de arquivos que aparentar estar em bom estado
 não são verificados.
15                     Sistemas Operacionais                              Luiz Arthur

 -F Grava os dados do cache no disco antes de iniciar.

 -l [arquivo]        Inclui os blocos listados no [arquivo] como blocos
 defeituosos no sistema de arquivos. O formato deste arquivo é o mesmo gerado
 pelo programa badblocks.

 -L [arquivo] Faz o mesmo que a opção -l, só que a lista de blocos defeituosos
 do dispositivo é completamente limpa e depois a lista do [arquivo] é adicionada.

 -n Faz uma verificação de somente leitura no sistema de arquivos. Com esta
 opção é possível verificar o sistema de arquivos montado. Será assumido não
 para todas as perguntas e nenhuma modificação será feita no sistema de
 arquivos.

 Caso a opção -c seja usada junto com -n, -l ou -L, o sistema de arquivos será
 verificado e permitirá somente a atualização dos setores danificados não
 alterando qualquer outra área.

 -p Corrige automaticamente o sistema de arquivos sem perguntar. É
 recomendável fazer isto manualmente para entender o que aconteceu, em caso
 de problemas com o sistema de arquivos.

 -v Ativa o modo verbose (mais mensagens são mostradas durante a execução do
 programa).

 -y Assume sim para todas as questões.
16                     Sistemas Operacionais                          Luiz Arthur


 Caso sejam encontrados arquivos problemáticos e estes não possam ser
 recuperados, o fsck.ext2 perguntará se deseja salva-los no diretório
 lost+found. Este diretório é encontrado em todas as partições ext2. Não há
 risco de usar o fsck.ext3 em uma partição EXT2.

 Após sua execução é mostrado detalhes sobre o sistema de arquivos verificado
 como quantidade de blocos livres/ocupados e taxa de fragmentação.

 Exemplos:

 fsck.ext2 /dev/hda2, fsck.ext2 -f /dev/hda2, fsck.ext2 -vrf /dev/hda1

 reiserfsck

 Verifica um sistema de arquivos reiserfs em sistema de arquivos.

 reiserfsck [opções] [dispositivo]

 dispositivo - Dispositivo que contém o sistema de arquivos reiserfs que será
 verificado.
17                     Sistemas Operacionais                               Luiz Arthur


 opções:

 -a Mostra detalhes sobre o sistema de arquivos e sai

 -j arquivo

 Especifica um arquivo de Journal alternativo usado pelo sistema de arquivos.

 -q quiet       Não exibe mensagens sobre o status da checagem do sistema de
                arquivos.
 -S Constrói a árvore de todos os blocos do dispositivo.

 O reiserfsck possui outros modos de operação além de checagem (o padrão),
 para detalhes veja a página de manual do programa.

 Exemplos:

 #reiserfsck /dev/hda1, reiserfsck -S /tmp/arq-reiserfs
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 which

 Mostra a localização de um arquivo executável no sistema. A pesquisa de
 arquivos executáveis é feita através do path do sistema.

 which [comando]

 Exemplos: which ls, which shutdown, which which

 O comando which é especialmente útil para testar diversas versões de um
 comando e para ter certeza de que está executando a versão correta.
19                      Sistemas Operacionais                            Luiz Arthur


 find

 Uso:

 $ find caminho expressão

 O comando find localiza a partir de um caminho ou diretório recursivamente
 uma expressão diretamente no sistema de arquivos. O comando é rico em
 expressões, como descrito a seguir:

 Para localizar arquivos pelo nome, utiliza-se a expresão -name:

 $ find / -name bash
 /bin/bash

 Para localizar os arquivos pelo nome desconsiderando maiúsculo e minúsculas,
 utilizando a expressão -iname:

 $ find / -iname linux

 Para os links simbólicos de um arquivo, utiliza-se a expressão -lname

 $ find / -lname apache
 /etc/init.d/apache
 /etc/rc.d/rc3.d/s19apache
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 Para localizar arquivos que foram alterados nos últimos 30 dias, utiliza-se a
 expressão -ctime 30:

 $ find /home -ctime 30
 /home/aula/texto1.txt
 /home/aula/texto2.txt

 Para localizar arquivos que foram acessados nos últimos 10 dias, utiliza-se a
 expressão -used 10:

 $ find / -used 10
 /etc/passwd

 Para localizar arquivos com pelo menos 30k, utiliza-se a expressão -size nk:

 $ find / -size 30k
 /home/aula/backup.tar.gz
21                     Sistemas Operacionais                             Luiz Arthur


 Então todas as opções são:
 -name [expressão]
 Procura pelo nome [expressão] nos nomes de arquivos e diretórios processados.

 -depth
 Processa os sub-diretórios primeiro antes de processar os arquivos do diretório
 principal.

 -maxdepth [num]
 Faz a procura até [num] sub-diretórios dentro do diretório que está sendo
 pesquisado.

 -mindepth [num]
 Não faz nenhuma procura em diretórios menores que [num] níveis.

 -mount, -xdev
 Não faz a pesquisa em sistemas de arquivos diferentes daquele de onde o
 comando find foi executado.

 -amin [num]
 Procura por arquivos que foram acessados [num] minutos atrás. Caso for
 antecedido por "-", procura por arquivos que foram acessados entre [num]
 minutos atrás até agora.
22                     Sistemas Operacionais                             Luiz Arthur


 -atime [num]
  Procura por arquivos que foram acessados [num] dias atrás. Caso for antecedido
 por "-", procura por arquivos que foram acessados entre [num] dias atrás e a
 data atual.

 -gid [num]
  Procura por arquivos que possuam a identificação numérica do grupo igual a
 [num].

 -group [nome]
  Procura por arquivos que possuam a identificação de nome do grupo igual a
 [nome].

 -uid [num]
  Procura por arquivos que possuam a identificação numérica do usuário igual a
 [num].

 -user [nome]
  Procura por arquivos que possuam a identificação de nome do usuário igual a
 [nome].

 -inum [num]
  Procura por arquivos que estão localizados no inodo [num].
23                     Sistemas Operacionais                              Luiz Arthur


 -links [num]
  Procura por arquivos que possuem [num] links como referência.

 -mmin [num]
  Procura por arquivos que tiveram seu conteúdo modificado há [num] minutos.
 Caso for antecedido por "-", procura por arquivos que tiveram seu conteúdo
 modificado entre [num] minutos atrás até agora.

 -mtime [num]
  Procura por arquivos que tiveram seu conteúdo modificado há [num] dias. Caso
 for antecedido por "-", procura por arquivos que tiveram seu conteúdo modificado
 entre [num] dias atrás até agora.

 -ctime [num]
  Procura por arquivos que teve seu status modificado há [num] dias. Caso for
 antecedido por "-", procura por arquivos que tiveram seu conteúdo modificado
 entre [num] dias atrás até agora.

 -nouser
  Procura por arquivos que não correspondam a identificação do usuário atual.

 -nogroup
  Procura por arquivos que não correspondam a identificação do grupo do usuário
 atual.
24                     Sistemas Operacionais                               Luiz Arthur


 -perm [modo]
  Procura por arquivos que possuam os modos de permissão [modo]. Os [modo] de
 permissão pode ser numérico (octal) ou literal.

 -used [num]
  O arquivo foi acessado [num] vezes antes de ter seu status modificado.

 -size [num]
  Procura por arquivos que tiverem o tamanho [num]. [num] pode ser antecedido
 de "+" ou "-" para especificar um arquivo maior ou menor que [num]. A opção

 -size pode ser seguida de:


 b - Especifica o tamanho em blocos de 512 bytes. É o padrão caso [num] não
 seja acompanhado de nenhuma letra.

 c - Especifica o tamanho em bytes.

 k - Especifica o tamanho em Kbytes.
25                      Sistemas Operacionais                                Luiz Arthur


 -type [tipo]
  Procura por arquivos do [tipo] especificado. Os seguintes tipos são aceitos:

 b - bloco
 c - caracter
 d - diretório
 p - pipe
 f - arquivo regular
 l - link simbólico
 s - sockete

  A maior parte dos argumentos numéricos podem ser precedidos por "+" ou "-".
 Para detalhes sobre outras opções e argumentos, consulte a página de manual.
26                     Sistemas Operacionais                               Luiz Arthur


 locate

 Localiza uma palavra na estrutura de arquivos/diretórios do sistema. É útil
 quando queremos localizar onde um comando ou programa se encontra (para
 copia-lo, curiosidade, etc). A pesquisa é feita em um banco de dados construído
 com o comando updatedb sendo feita a partir do diretório raíz / e sub-diretórios.
 Para fazer uma consulta com o locate usamos:
 locate [expressão]

 A expressão deve ser o nome de um arquivo diretório ou ambos que serão
 procurados na estrutura de diretórios do sistema. Como a consulta por um
 programa costuma localizar também sua página de manual, é recomendável usar
 "pipes" para filtrar a saída do comando (para detalhes veja | (pipe).

 Por exemplo, para listar os diretórios que contém o nome "cp": locate cp. Agora
 mostrar somente arquivos binários, usamos: locate cp|grep bin/

 slocate

 Idem ao locate porém com alguns recursos a mais, com o slocate para se
 atualizar ou criar o banco de dados basta executar o comando:

 # slocate -u
27                    Sistemas Operacionais                           Luiz Arthur


 apropos/whatis

 Apropos procura por programas/comandos através da descrição. É útil quando
 precisamos fazer alguma coisa mas não sabemos qual comando usar. Ele faz sua
 pesquisa nas páginas de manual existentes no sistema e lista os
 comandos/programas que atendem a consulta. Para usar o comando apropos
 digite:

 # apropos [descrição]

 Digitando apropos copy, será mostrado todos os comandos que tem a palavra
 copy em sua descrição (provavelmente os programas que copiam arquivos, mas
 podem ser mostrados outros também).
28     Sistemas Operacionais   Luiz Arthur


 fim
29     Sistemas Operacionais   Luiz Arthur


 fim

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Sistemas Operacionais - Gnu/Linux Sistemas de Arquivos e Dispositivos

  • 1. 1 Sistemas Operacionais Luiz Arthur O sistema de arquivos do Linux é tão robusto e flexível que possibilita ao usuário criar e manter arquivos em diferentes partições, diferentes discos, diferentes dispositivos e até em computadores remotos. É neste contexto que o Linux tem suporte a inúmeros dispositivos como discos IDE, SCSI, disquetes, CD-ROM, DVD, CD-RW, Pen-Drivers, Jaz-Drivers, Memórias Flash, dentre outros. Cada um destes dispositivos pode ser formatado para o sistema de arquivos EXT2, padrão Linux, ou outros formatos como: ReiserFS, FAT, FAT32, NTFS, EXT3, etc. Poucos sistemas operacionais oferecem esta liberdade. Antes de falar dos dispositivos é preciso fazer uma pequena introdução nos tipos de discos mais comuns no mercado: Os padrões IDE e SCSI. Os discos IDE (Integrated Device Eletronics) são os mais utilizados pelos usuários caseiros e oferecem uma relativa performance e baixo custo. As placas-mãe comuns possuem duas interfaces IDE chamadas de primária e secundária. E cada interface possibilita a conexão com dois discos. Dependendo de em qual interface o disco esta conectado, ele pode ser configurado como mestre primário, escravo primário, mestre secundário e escravo secundário. Os discos SCSI (Small Computer System Interface) oferecem uma performance melhor que os discos IDE. Geralmente são mais caros e utilizados em servidores de rede.
  • 2. 2 Sistemas Operacionais Luiz Arthur Por padrão, os discos são nomeados da seguinte forma: Nome Lógico do Dispositivo Dispositivo Físico (disco) /dev/hda Disco IDE conectado na interface primária mestre /dev/hdb Disco IDE conectado na interface primária escravo /dev/hdc Disco IDE conectado na interface secundária mestre /dev/hdd Disco IDE conectado na interface secundária escravo /dev/sda Disco SCSI conectado no primeiro canal /dev/sdb Disco SCSI conectado no segundo canal /dev/sdc Disco SCSI conectado no terceiro canal. O padrão SCSI não tem limitação de quatro discos como o IDE, podendo chegar até pelo menos 15 discos.
  • 3. 3 Sistemas Operacionais Luiz Arthur Cada disco pode ter de uma a dezesseis partições. As partições funcionam como um contêiner para os sistemas de arquivos. No Windows cada partição pode ser representada por uma letra (como por exemplo C:). No Linux cada partição é representada por um número inteiro. Por exemplo, a primeira partição de um disco IDE conectado na interface primária mestre vai ser nomeada como /dev/hda1. Se neste disco existir uma segunda partição o nome será /dev/hda2 e assim por diante. Existem quatro tipos de partições possíveis: Partições Primárias Cada disco pode conter no máximo quatro partições primárias. Estas partições contêm necessariamente um sistema de arquivos e pelo menos uma deve ser criada. As partições primárias podem ser nomeadas como: /dev/hda1, /dev/hda2, /dev/hda3 e /dev/hda4. Uma destas partições primárias deve ser marcada como ativa para que a carga do sistema operacional (boot) seja possível.
  • 4. 4 Sistemas Operacionais Luiz Arthur Partições Estendidas As partições estendidas são uma variação das partições primárias, mas não podem conter um sistema de arquivos. Elas funcionam como um contêiner para as partições lógicas. Um disco somente pode ter uma partição estendida e que toma lugar de uma partição primária. Em uma configuração padrão, pode-se ter o seguinte esquema de particionamento dos discos: /dev/hda1 (partição primária) /dev/hda2 (partição estendida) Partições Lógicas As partições lógicas existem em conjunto com uma partição estendida e pode-se ter de uma a doze partições deste tipo. Elas são nomeadas à partir do número cinco até dezesseis. /dev/hda1 (partição primária) /dev/hda2 (partição estendida) /dev/hda5 (partição lógica) ... /dev/hda16 (partição lógica)
  • 5. 5 Sistemas Operacionais Luiz Arthur Podemos ter no máximo 15 partições com sistema de arquivos em um único disco, sendo três primárias e doze lógicas. Partição de Swap (Arquivo de Troca) Existe ainda outro tipo especial de partição no Linux chamado de partição de swap. Esta possibilita que o Linux tenha uma memória virtual em disco. Este tipo de memória é usado como arquivo de troca de dados entre a memória física e o disco. Seu objetivo é aumentar a performance do sistema. Este partição precisa de uma designação especial e uma formatação especial também. Uma vez definidos os tamanhos das partições, é difícil aumentar ou diminuir sem a perda dos dados. Criando partições e sistema de arquivos Os programas fdisk e cfdisk são responsáveis por criar as partições de disco. Existem outros utilitários para particionar os discos para as interfaces gráficas. fdisk uso: # fdisk [dispositivo]
  • 6. 6 Sistemas Operacionais Luiz Arthur O fdisk é um utilitário para criar, listar, alterar e apagar partições de disco. Ele é muito importante robusto e possibilita criar uma lista grande de tipos de partições para o Linux e diferentes sistemas operacionais. O fdisk funciona em modo texto e com um menu pouco amigável. O fdisk recebe como parâmetro o dispositivo a ser trabalhado. # fdisk /dev/hda neste exemplo o fdisk vai poder particionar o disco primário mestre IDE. As opções de menu mais freqüentes são: a Marca ou desmarca a partição como ativa para o processo de carga do sistema (boot). d Apaga uma partição. Após selecionar está opção é necessário escolher o número da partição a ser apagada. l Lista dos tipos de partições possíveis. m Mostra uma pequena ajuda.
  • 7. 7 Sistemas Operacionais Luiz Arthur m Adiciona uma nova partição no disco. p Mostra a tabela de partições que existe na memória. Enquanto as alterações na tabela de partições não for gravada em disco, nenhuma alteração é feita. q Sai do fdisk sem salvar as alterações. r Muda o tipo de partição indicando o tipo de sistema de arquivos que ela vai suportar. O sistema ext2 é representado pelo número 83 e a partição de swap pelo número 82. A lista de tipos pode ser visto pela opção l. w Gravar as alterações efetuadas em discos. Para criar uma nova partição escolha a opção 'n' no fdisk depois escolha se a nova se a nova partição será primária ou estendida. Se a partição for primária ou estendida, entre o número de partição de 1 à 4. Se a partição for lógica o fdisk se encarrega de numera-la. O tamanho da partição deverá ser escolhido digitando o cilindro inicial e o cilindro final desejado ou pelo tamanho em Megabytes ou Gigabytes. Por exemplo, para criar uma partição de 1Gb , digite +1024M ou +1G. Todas as partições são criadas com o tipo 83 ext2. Para um outro tipo de partição, como a swap, crie a partição depois mude o seu tipo com a opção 'r'.
  • 8. 8 Sistemas Operacionais Luiz Arthur mkfs Uso: # mkfs [-t tipo] [opções] dispositivo O comando mkfs formata a partição criada pelo fdisk com um sistema de arquivos. O tipo de sistema de arquivo é definido pela opção -t que suporta os formatos: EXT2, EXT3, ReiserFS ou msdos. Os comandos mke2fs e mkdosfs são variações do mkfs. As opções possíveis do mkfs são: -c Verifica a existência de bad blocks (defeitos no dispositivo). -L nome Configura o nome do dispositivo. -n nome Configura o nome do dispositivo par ao msdos. -q Faz com que o mkfs trabalhe com o mínimo de saída no vídeo possível. -v Faz com que o mkfs trabalho com o máximo de saída no vídeo possível.
  • 9. 9 Sistemas Operacionais Luiz Arthur Exemplo: # mkfs -t ext2 -L discoprincipal /dev/hda4 mkswap Uso: # mkswap partiçãoswap O comando mkswap prepara o dispositivo para ser utilizado como área de memória virtual (swap). Antes de formatar uma partição para swap, é necessário que ela seja do tipo 82 (Linux Swap). Exemplo: # mkswap /dev/hda6
  • 10. 10 Sistemas Operacionais Luiz Arthur Trabalhando com o Sistema de Arquivos Nesta sessão será abordado como trabalhar com o sistema de arquivos, montar e desmontar dispositivos e fazer checagem de integridade. df Uso: # df [opções] [diretórios] O comando df mostra a capacidade utilizada de um sistema de arquivos exibindo informações de espaço e inodes. Como o número de inodes está diretamente ligado ao número de arquivos que um dispositivo pode armazenar, é possível que ele acabe e ainda tenha espaço disponível em disco. Isso é raro, mas pode acontecer quando se tem muitos arquivos. O número de inodes é definido na formatação do disco. As opções mais freqüentes são: -h Mostra as informações de forma mais amigável (em megabytes e gigabytes). -i Mostra o número de inodes no disco ao invés do espaço disponível.
  • 11. 11 Sistemas Operacionais Luiz Arthur du Uso: $ du [opções] [diretórios] O comando du do inglês disk usage vai fornecer uma lista detalhada sobre a utilização do disco. É muito útil para determinar para onde foi o espaço disponível em disco. Se não for fornecido um diretório como parâmetro, ele usa o diretório corrente como base de pesquisa. As opções mais freqüentes são: -a Mostra todos os arquivos e não somente diretórios. -c Mostra um total no final da listagem. -h Mostra as informações de forma mais amigável. -s Mostra um sumário do diretório especificado e não o total de cada subdiretório. -S Exclui os subdiretórios da contagem.
  • 12. 12 Sistemas Operacionais Luiz Arthur Exemplos: #du -h /home 2M /home/carla 4M /home/cristiane 5m /home/michel # du -sh /home 164M /home Checagem dos sistemas de arquivos A checagem do sistema de arquivos permite verificar se toda a estrutura para armazenamento de arquivos, diretórios, permissões, conectividade e superfície do disco estão funcionando corretamente. Caso algum problema exista, ele poderá ser corrigido com o uso da ferramenta de checagem apropriada. O comando fsck checa e corrige erros no sistema de arquivos. Por padrão, o fsck assume o sistema de arquivos ext2 e, após fazer uma checagem no disco, pergunta ao usuário se ele deseja fazer as correções necessárias.
  • 13. 13 Sistemas Operacionais Luiz Arthur As ferramentas de checagem de sistemas de arquivos costumam ter seu nome iniciado por fsck e terminados com o nome do sistema de arquivos que verifica, separados por um ponto: fsck.ext2 Verifica o sistema de arquivos EXT2 ou EXT3. Pode também ser encontrado com o nome e2fsck. fsck.ext3 Um alias para fsck.ext3. fsck.reiserfsVerifica o sistema de arquivos ReiserFS. fsck.minix Verifica o sistema de arquivos Minix. fsck.msdos Verifica o sistema de arquivos Msdos. Pode também ser encontrado com o nome dosfsck. Para verificar um sistema de arquivos é necessário que ele esteja desmontado caso contrário poderá ocorrer danos em sua estrutura. Para verificar o sistema de arquivos raíz (que não pode ser desmontado enquanto o sistema estiver sendo executado) você precisará inicializar através de um disquete e executar o fsck.ext2.
  • 14. 14 Sistemas Operacionais Luiz Arthur fsck.ext2 Este utilitário permite verificar erros em sistemas de arquivos EXT2 e EXT3 (Linux Native). fsck.ext2 [opções] [dispositivo] Onde: dispositivo - É o local que contém o sistema de arquivos EXT2/EXT3 que será verificado (partições, disquetes, arquivos). opções: -c Faz o fsck.ext2 verificar se existem agrupamentos danificados na unidade de disco durante a checagem. -d Debug - Mostra detalhes de processamento do fsck.ext2. -f Força a checagem mesmo se o sistema de arquivos aparenta estar em bom estado. Por padrão, um sistema de arquivos que aparentar estar em bom estado não são verificados.
  • 15. 15 Sistemas Operacionais Luiz Arthur -F Grava os dados do cache no disco antes de iniciar. -l [arquivo] Inclui os blocos listados no [arquivo] como blocos defeituosos no sistema de arquivos. O formato deste arquivo é o mesmo gerado pelo programa badblocks. -L [arquivo] Faz o mesmo que a opção -l, só que a lista de blocos defeituosos do dispositivo é completamente limpa e depois a lista do [arquivo] é adicionada. -n Faz uma verificação de somente leitura no sistema de arquivos. Com esta opção é possível verificar o sistema de arquivos montado. Será assumido não para todas as perguntas e nenhuma modificação será feita no sistema de arquivos. Caso a opção -c seja usada junto com -n, -l ou -L, o sistema de arquivos será verificado e permitirá somente a atualização dos setores danificados não alterando qualquer outra área. -p Corrige automaticamente o sistema de arquivos sem perguntar. É recomendável fazer isto manualmente para entender o que aconteceu, em caso de problemas com o sistema de arquivos. -v Ativa o modo verbose (mais mensagens são mostradas durante a execução do programa). -y Assume sim para todas as questões.
  • 16. 16 Sistemas Operacionais Luiz Arthur Caso sejam encontrados arquivos problemáticos e estes não possam ser recuperados, o fsck.ext2 perguntará se deseja salva-los no diretório lost+found. Este diretório é encontrado em todas as partições ext2. Não há risco de usar o fsck.ext3 em uma partição EXT2. Após sua execução é mostrado detalhes sobre o sistema de arquivos verificado como quantidade de blocos livres/ocupados e taxa de fragmentação. Exemplos: fsck.ext2 /dev/hda2, fsck.ext2 -f /dev/hda2, fsck.ext2 -vrf /dev/hda1 reiserfsck Verifica um sistema de arquivos reiserfs em sistema de arquivos. reiserfsck [opções] [dispositivo] dispositivo - Dispositivo que contém o sistema de arquivos reiserfs que será verificado.
  • 17. 17 Sistemas Operacionais Luiz Arthur opções: -a Mostra detalhes sobre o sistema de arquivos e sai -j arquivo Especifica um arquivo de Journal alternativo usado pelo sistema de arquivos. -q quiet Não exibe mensagens sobre o status da checagem do sistema de arquivos. -S Constrói a árvore de todos os blocos do dispositivo. O reiserfsck possui outros modos de operação além de checagem (o padrão), para detalhes veja a página de manual do programa. Exemplos: #reiserfsck /dev/hda1, reiserfsck -S /tmp/arq-reiserfs
  • 18. 18 Sistemas Operacionais Luiz Arthur which Mostra a localização de um arquivo executável no sistema. A pesquisa de arquivos executáveis é feita através do path do sistema. which [comando] Exemplos: which ls, which shutdown, which which O comando which é especialmente útil para testar diversas versões de um comando e para ter certeza de que está executando a versão correta.
  • 19. 19 Sistemas Operacionais Luiz Arthur find Uso: $ find caminho expressão O comando find localiza a partir de um caminho ou diretório recursivamente uma expressão diretamente no sistema de arquivos. O comando é rico em expressões, como descrito a seguir: Para localizar arquivos pelo nome, utiliza-se a expresão -name: $ find / -name bash /bin/bash Para localizar os arquivos pelo nome desconsiderando maiúsculo e minúsculas, utilizando a expressão -iname: $ find / -iname linux Para os links simbólicos de um arquivo, utiliza-se a expressão -lname $ find / -lname apache /etc/init.d/apache /etc/rc.d/rc3.d/s19apache
  • 20. 20 Sistemas Operacionais Luiz Arthur Para localizar arquivos que foram alterados nos últimos 30 dias, utiliza-se a expressão -ctime 30: $ find /home -ctime 30 /home/aula/texto1.txt /home/aula/texto2.txt Para localizar arquivos que foram acessados nos últimos 10 dias, utiliza-se a expressão -used 10: $ find / -used 10 /etc/passwd Para localizar arquivos com pelo menos 30k, utiliza-se a expressão -size nk: $ find / -size 30k /home/aula/backup.tar.gz
  • 21. 21 Sistemas Operacionais Luiz Arthur Então todas as opções são: -name [expressão] Procura pelo nome [expressão] nos nomes de arquivos e diretórios processados. -depth Processa os sub-diretórios primeiro antes de processar os arquivos do diretório principal. -maxdepth [num] Faz a procura até [num] sub-diretórios dentro do diretório que está sendo pesquisado. -mindepth [num] Não faz nenhuma procura em diretórios menores que [num] níveis. -mount, -xdev Não faz a pesquisa em sistemas de arquivos diferentes daquele de onde o comando find foi executado. -amin [num] Procura por arquivos que foram acessados [num] minutos atrás. Caso for antecedido por "-", procura por arquivos que foram acessados entre [num] minutos atrás até agora.
  • 22. 22 Sistemas Operacionais Luiz Arthur -atime [num] Procura por arquivos que foram acessados [num] dias atrás. Caso for antecedido por "-", procura por arquivos que foram acessados entre [num] dias atrás e a data atual. -gid [num] Procura por arquivos que possuam a identificação numérica do grupo igual a [num]. -group [nome] Procura por arquivos que possuam a identificação de nome do grupo igual a [nome]. -uid [num] Procura por arquivos que possuam a identificação numérica do usuário igual a [num]. -user [nome] Procura por arquivos que possuam a identificação de nome do usuário igual a [nome]. -inum [num] Procura por arquivos que estão localizados no inodo [num].
  • 23. 23 Sistemas Operacionais Luiz Arthur -links [num] Procura por arquivos que possuem [num] links como referência. -mmin [num] Procura por arquivos que tiveram seu conteúdo modificado há [num] minutos. Caso for antecedido por "-", procura por arquivos que tiveram seu conteúdo modificado entre [num] minutos atrás até agora. -mtime [num] Procura por arquivos que tiveram seu conteúdo modificado há [num] dias. Caso for antecedido por "-", procura por arquivos que tiveram seu conteúdo modificado entre [num] dias atrás até agora. -ctime [num] Procura por arquivos que teve seu status modificado há [num] dias. Caso for antecedido por "-", procura por arquivos que tiveram seu conteúdo modificado entre [num] dias atrás até agora. -nouser Procura por arquivos que não correspondam a identificação do usuário atual. -nogroup Procura por arquivos que não correspondam a identificação do grupo do usuário atual.
  • 24. 24 Sistemas Operacionais Luiz Arthur -perm [modo] Procura por arquivos que possuam os modos de permissão [modo]. Os [modo] de permissão pode ser numérico (octal) ou literal. -used [num] O arquivo foi acessado [num] vezes antes de ter seu status modificado. -size [num] Procura por arquivos que tiverem o tamanho [num]. [num] pode ser antecedido de "+" ou "-" para especificar um arquivo maior ou menor que [num]. A opção -size pode ser seguida de: b - Especifica o tamanho em blocos de 512 bytes. É o padrão caso [num] não seja acompanhado de nenhuma letra. c - Especifica o tamanho em bytes. k - Especifica o tamanho em Kbytes.
  • 25. 25 Sistemas Operacionais Luiz Arthur -type [tipo] Procura por arquivos do [tipo] especificado. Os seguintes tipos são aceitos: b - bloco c - caracter d - diretório p - pipe f - arquivo regular l - link simbólico s - sockete A maior parte dos argumentos numéricos podem ser precedidos por "+" ou "-". Para detalhes sobre outras opções e argumentos, consulte a página de manual.
  • 26. 26 Sistemas Operacionais Luiz Arthur locate Localiza uma palavra na estrutura de arquivos/diretórios do sistema. É útil quando queremos localizar onde um comando ou programa se encontra (para copia-lo, curiosidade, etc). A pesquisa é feita em um banco de dados construído com o comando updatedb sendo feita a partir do diretório raíz / e sub-diretórios. Para fazer uma consulta com o locate usamos: locate [expressão] A expressão deve ser o nome de um arquivo diretório ou ambos que serão procurados na estrutura de diretórios do sistema. Como a consulta por um programa costuma localizar também sua página de manual, é recomendável usar "pipes" para filtrar a saída do comando (para detalhes veja | (pipe). Por exemplo, para listar os diretórios que contém o nome "cp": locate cp. Agora mostrar somente arquivos binários, usamos: locate cp|grep bin/ slocate Idem ao locate porém com alguns recursos a mais, com o slocate para se atualizar ou criar o banco de dados basta executar o comando: # slocate -u
  • 27. 27 Sistemas Operacionais Luiz Arthur apropos/whatis Apropos procura por programas/comandos através da descrição. É útil quando precisamos fazer alguma coisa mas não sabemos qual comando usar. Ele faz sua pesquisa nas páginas de manual existentes no sistema e lista os comandos/programas que atendem a consulta. Para usar o comando apropos digite: # apropos [descrição] Digitando apropos copy, será mostrado todos os comandos que tem a palavra copy em sua descrição (provavelmente os programas que copiam arquivos, mas podem ser mostrados outros também).
  • 28. 28 Sistemas Operacionais Luiz Arthur fim
  • 29. 29 Sistemas Operacionais Luiz Arthur fim