SlideShare uma empresa Scribd logo
Sebastião Margarida
Estudante
Maputo, Março de 2015
UNIVERSIDADE EDUARDO
MONDLANE
Faculdade de Medicina
FISIOLOGIA RENAL
Sumário
 Embriologia renal
 Anatomia do Sistema Urinário
 Fisiologia renal
 Funções do sistema renal
 Vias de excreção de substancias tóxicas
 Formação da urina (Filtração, Reabsorção
Secreção)
 Sistema Renina-Angiotensina (SRA)
 Produção de eritropoetina
 Acto de Micção
 Referencias bibliográficas
Embriologia renal
 Embriologicamente
origina-se do
mesoderma
intermediário
 Elevação longitudinal
da mesoderme forma
a crista urogenital
que dará origem ao
Cordão nefrogénico
e Crista genital, que
correspondem a
sistema renal e genital
respectivamente.
Mesoderme intermediário
Crista urogenital
Cordão nefrogénico Crista genital
Orgãos renais Orgãos genitais
Embriologia renal
 DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA URINÁRIO
Consiste nas seguintes estruturas:
 Rins
 Ureteres
 Bexiga
 Uretra
 DESENVOLVIMENTO DOS RINS E URETERES
 Em embriões forma-se 3 conjuntos de rins:
 Pronefro- rudimentar e nao funcional
 Mesonefro- bem desenvolvido
 Metanefro- rins permanentes
Embriologia renal
PRONEFRO MESONEFRO METANEFRO
INÍCIO DA 4°SEMANA (22
DIAS)
ESTRUTURA
TRANSITÓRIA
NÃO FUNCIONAL
DEGENERA
RAPIDAMENTE
FINAL DA 4°SEMANA (26 A
28 DIAS)
GRANDE E ALONGADO
LOCALIZAÇÃO CAUDAL AO
PRONEFRO
FUNCIONA COM O RIM
INTERINO ATÉ A FORMAÇÃO
DO RIM PERMANENTE
RIM MESONEFRO :
- GLOMÉRULOS
- TÚBULOS
MESONÉFRICOS
INÍCIO NA QUINTA SEMANA
E FUNCIONAL 4 SEMANAS
DEPOIS
RIM PERMANENTE
FORMA-SE DE DUAS
FONTES:
1. DIVERTÍCULO
METANÉFRICO (ou broto do
ureter)
2. MASSA METANÉFRICA
DO MESODERMA
INTERMEDIÁRIO
Sistema urinário
Embriologia renal
O DIVERTÍCULO ORIGINA-SE
DO DUCTO MESONÉFRICO
E IRÁ FORMAR:
- URETER
- PELVE RENAL
- CÁLICES
- TÚBULOS COLETORES DE
URINA  cálices maiores e
cálices menores
A MASSA METANÉFRICA
DERIVA DA PORÇÃO
CAUDAL DO CORDÃO
NEFROGÊNICO
O TÚBULO URINÍFERO FORMA DUAS PARTES:
NÉFRON: deriva da massa metanéfrica (glomérulo, cápsula Bowman,
TCD e TCP e alça de Henle
TÚBULO COLETOR: derivado do divertículo metanéfrico
Embriologia renal
Embriologia renal
 MUDANÇAS DE POSIÇÃO DOS RINS
 INICIALMENTE OS RINS ESTÃO LOCALIZADOS NA PELVE, VENTRALMENTE AO
SACRO.
 APÓS, ELES DESLOCAM-SE GRADUALMENTE PARA O ABDOMEM, ACABANDO
POR ASSUMIR A POSIÇÃO RETROPERITONEAL, SOBRE A PAREDE POSTERIOR
DO ABDOMEM.
 MUDANÇAS DE IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA DOS RINS
 INICIALMENTE AS ARTÉRIAS RENAIS SÃO RAMOS DAS ARTÉRIAS ILÍACAS
COMUM;
 A MEDIDA QUE SE ASCENDEM RECEBEM NOVOS RAMOS DA AORTA;
 OS RAMOS ARTERIAIS MAIS CEFÁLICOS DA AORTA TORNAM-SE ARTÉRIAS
RENAIS.
Embriologia renal
 DESENVOLVIMENTO DA BEXIGA
 Para propositos descritivos, o seio urogenital e
dividido em tres partes:
 Parte vesical cranial- forma maior parte da bexiga
 Patre pelvica mediana- forma a uretra no colo, a
uretra prostatica nos Homens e toda uretra nas
mulheres.
 Parte falica caudal- cresce em direccao ao
tuberculo genital.
Sistema urinário
Componentes do Sistema Urinário
-2 rins
-2 ureteres
-1 bexiga urinária
-1 uretra
Anatomia do Sistema Urinário
Anatomia do Sistema Urinário
Estrutura Anatômica dos Rins
Anatomia do Sistema Urinário
LOCALIZAÇÃO DOS RINS
Conceito:
-órgãos do SU responsáveis pela
produção
de urina.
Localização:
-abdome; retroperitonial.
Posição:
-á direita e esquerda da coluna vertebral
no nível de T12 a L3.
-o direito mais inferior do que o esquerdo
Localização dos Rins
Retroperitonial
Fixação e Proteção dos Rins
Cápsula renal
Gordura renal
Fáscia renal
Corpo adiposo
pararrenal
Rins
Relações
Rins
►ANATOMIA EXTERNA
Forma: grão de feijão
Dimensões: 10cm C – 5cm L – 2,5cm E
Faces: anterior e posterior
Extremidades ou polos: inferior e superior
(glândula Supra-renal)
Margens: lateral (convexa)
Medial (côncava)
Hilo – pedículo renal:
-ureter
-artéria renal
-veia renal
-nervos e vasos linfáticos
Configuração Interna dos Rins
 Internamente apresenta uma região externa (CÓRTEX RENAL)
e uma região interna (MEDULA RENAL)
 Dentro da medula renal, há várias estruturas cônicas, as
PIRÂMIDES RENAIS.
 Projeções internas do córtex renal, denominadas COLUNAS
RENAIS, preenchem os espaços entre as pirâmides renais.
 A urina formada no rim drena em uma grande cavidade
afunilada, chamada PELVE RENAL, cuja margem contém
estruturas caliciformes denominas CÁLICES RENAIS MAIORES
E MENORES.
Configuração Interna dos Rins
Córtex renal
Medula renal
Seio renal
Configuração Interna dos Rins
- Córtex renal
- Colunas renais
- Medula renal
- Papila renal
- Cálice maior
- Cálice menor
- Pelve renal
- Seio renal
Suprimento Sanguineo Renal
►Cerca de 25% do débito cardíaco em repouso – 1.200 ml de sangue por
minuto – fluem para os rins nas ARTÉRIAS RENAIS direita e esquerda.
►No interior de cada rim, a artéria divide-se em vasos cada vez menores
(aa. segmentares, interlobares, arqueadas e interlobulares) que finalmente distribuem
o sangue para as ARTERÍOLAS GLOMERULARES AFERENTES.
►Cada arteríola glomerular aferente divide-se em uma rede enovelada de
vasos capilares, chamadas GLOMÉRULO RENAL.
►Os vasos capilares do glomérulo se unem, formando uma ARTERÍOLA
GLOMERULAR EFERENTE.
►Deixando o glomérulo, cada arteríola glomerular eferente divide-se e
formam uma rede de vasos capilares em torno dos túbulos renais.
Suprimento Sanguineo Renal
►Esses VASOS CAPILARES PERITUBULARES finalmente se reúnem
para formar as veias peritubulares, que se juntam nas veias
interlobulares, arqueadas e interlobares.
►Ao final, todas essas veias menores drenam na VEIA RENAL.
Suprimento Sanguineo Renal
Néfron
►Néfron é a unidade funcional do rim.
 ►Cada rim pode ter de 1 a 4 milhões de néfrons.
 O néfron é uma estrutura tubular que possui, em uma das extremidades, uma
dilatação chamada cápsula renal (ou de Bowman), no interior da qual existe uma
rede capilares sanguíneos o glomérulo renal (ou de Malpighi).
 Ao conjunto formado pela cápsula renal e pelo glomérulo renal dá-se o nome de
corpúsculo renal.
 A cápsula renal comunica-se a um longo tubo, o túbulo néfrico, que apresenta
três regiões distintas:
 túbulo contorcido proximal,
 Alça de Henle) e
 túbulo contorcido distal.
 Este último desemboca em um ducto coletor de urina.
Néfron
Ureteres
 É um tubo que interliga os rins e a
bexiga urinária
 A sua parede tem três camadas.
1.Túnica mucosa com epitélio de
transição
2. Músculo liso.
3. Tecido conjuntivo.
 Transportam urina da pelve renal para
bexiga
 Os ureteres passam sob a bexiga
urinária por vários centímetros, o que
faz a bexiga comprimi-los e assim
impedir o refluxo de urina quando a
pressão se acumula na bexiga urinária
durante a micção.
Bexiga
• localiza-se na cavidade pélvica.
• Armazena a urina que vem continuamente dos
ureteres até a sua eliminação.
• Num adulto, pode armazenar um volume de
500ml a 800ml em média.
Apresenta:
- Óstios dos ureteres
- Músculo detrusor
- Pregas da túnica mucosa
- Esfincter interno da uretra
(involuntário)
- Uretra
- Esfincter externo da uretra
- Trígono da bexiga
Uretra
 A uretra é um tubo que conecta a bexiga
urinária ao meio externo.
 Nos homens mede cerce da 18 cm e nas
mulheres 3cm.
Funções dos rins
Formação de urina Excreta
(ácido úrico, creatinina, uréia e
urobilinogênio....)
Control da
Volemia
Control da Pressão
Arterial Sistémica
Control do Equilibrio
Acido-Base
Control da
Concentração de
electrólitos
Control da
Osmolaridade
plasmática
Função Endócrino
(eritropoetina, renina
e calcitriol)
Control da Hemostasia,
Função metabólica
Vias de Excreção de substancias
tóxicas do organismo
Formação da urina
 Diariamente passa nos glomérulos renais cerca de 2000L de sangue,
resultando na produção de cerca de 160L de filtrado glomerular.
 Normalmente, todas as substâncias úteis presentes no filtrado
glomerular são reabsorvidas ao longo dos túbulos renais, voltando para
a circulacao sanguinea .
 Entretanto, o excesso de substâncias não retorna e é eliminado na urina
(ex.: glicose na urina de pessoas diabéticas).
 Ao final do processo, o filtrado glomerular transformou-se em urina, um
líquido contendo água, ureia, ácido úrico e sais.
 A cor amarelada deve-se a presença de urobilina, excreta produzida
pelo fígado durante a degradação da hemoglobina das hemácias velhas.
Formação da urina
Três processos básicos ocorrem nos néfrons:
Filtração – movimento do fluido do sangue para dentro
do lúmen do néfron. Ocorre no corpúsculo renal
Reabsorção – Movimento que leva o material filtrado
de dentro do lúmen do néfron de volta para o
sangue. Capilares peritubulares.
Secreção – remove moléculas selecionadas do
sangue, acrescentando-as ao líquido filtrado do
lúmen. Processo mais seletivo e envolve
transportadores de membrana.
Filtração
Reabsorção
Secreção
Formação da urina
Excreção = Filtração – Reabsorção tubular + Secreção tubular
excreção
Túbulo C. Proximal
Inicia-se no pólo urinário do glomérulo,
Encontra-se no córtex renal
Divide-se em Pars Convoluta e Pars Recta. Está
envolvido na reabsorção isosmótica, do ultrafiltrado,
acoplada ao transporte ativo de sódio, reabsorção de
proteínas e glicose.
Alça de Henle
Formado por células complexas, irregulares na
configuração e extensas interdigitações entre si.
Este segmento possui grande importância no
mecanismo de concentração urinária
.
No segmento descendente, a água passa passivamente
para o interstício e o sódio e o cloro praticamente não
passam.
O segmento ascendente é impermeável a água, mas
bastante permeável ao sódio.
Túbulo Contorcido Distal:
Encontra-se no córtex renal
Possui alto metabolismo, sendo especialmente
sensível à isquemia.
A principal função é o transporte activo de NaCl e tem
sua função influenciada por hormônios como PTH,
ADH, calcitonina e glucagon estimulando a
reabsorção de cálcio e sódio
Duto Coletor:
Tem como função a reabsorção de bicarbonato,
secreção de hidrogênio, reabsorção ou secreção de
potássio, secreção de amônia, reabsorção de água.
A reabsorção de água está sob a influência direta do
ADH.
Sistema urinário
Todo o plasma é filtrado
60 vezes por dia
180 litros de
plasma são
filtrados por dia
Homem normal de 70 Kg:
3 litros de plasma
Excreção diária
(média): 1,5 litros de
urina
O quê acontece
com os
178,5 litros
filtrados por dia?
Formação da urina
Filtração glomerularFiltração glomerular
Arteríola
eferente
Glomérulo
Arteríola
aferente Cápsula de
Bowman
Túbulo
proximal
Capilares
peritubulares
Túbulo distal
Alça
de
Henle
Ducto
coletor
Para
veia
renal
Produto final
excretado
Filtração glomerular
Filtração glomerular
• O líquido filtrado para dentro da cápsula de
Bowman é quase idêntico ao plasma quanto a sua
composição, sendo quase isosmótico (300mOsM).
• Enquanto 180L de material filtrado fluem por meio
do túbulo proximal, cerca de 70% é reabsorvido,
restando apenas 54L. As células do túbulo
proximal transporta o soluto para fora, levando a
água por osmose.
• Função principal do túbulo proximal é a
reabsorção de fluido isosmótico.
Filtração glomerular
• O fluido que passa pela alça de Henle se torna
mais diluído (maior reabsorção de solutos). O
fluido se torna hiposmótico (100mOsM) e cai de
54L para 18L. Neste momento, 90% do volume
filtrado já foi reabsorvido.
• No túbulo distal e ducto coletor, ocorre a
regulação fina do equilíbrio entre sais e água,
controlado por diversos hormônios. Após essa
etapa, a composição da urina permanece a
mesma, com volume de 1,5L/dia, com sua
osmolaridade podendo variar entre 50 e 1200
mOsM.
Taxa de filtração glomerular
 A taxa de filtração glomerular (TFG) é de
125 mL/min ou 180 L/dia
 Os rins filtram todo o volume de plasma 60
vezes por dia ou 2,5 vezes a cada hora.
 O controle da TFG é obtido primeiramente
pela regulação do fluxo sanguíneo por
meio das arteríolas renais.
Regulação de filtração glomerular
FORÇAS QUE
FAVORECEM
FORÇAS QUE SE
OPÕEM
Pressão
Hidrostática dos
Capilares
Glomerular
(60 mmHg)
Pressão
Coloidosmótica dos
Capilares Glomerular
(32 mmHg)
Pressão do Espaço
de Bowman
(18 mmHg)
Pressão Efectiva de Filtração: 60mmHg – 50 mmHg = 10 mmHg
Regulação de filtração glomerular
Regulacao intrinseca
atraves das arteríolas
renais
A vasoconstrição da arteríola aferente aumenta a
resistência e diminui o fluxo sanguíneo renal, a PA
capilar (PH) e a TFG.
Fluxo sanguíneo desviado para
outros órgãos
FSR = fluxo sanguíneo renal
Regulação de filtração glomerular
A resistência aumentada na arteríola eferente diminui o
fluxo sanguíneo renal mas aumenta a PA capilar (PH) e a
TFG.
Regulacao intrinseca atraves
das arteríolas renais
Regulação de filtração glomerular
Auto-Regulação
 Retroalimentação Tubuloglomerular – via de
controle local. Túbulo distal em contato com as
arteríolas aferentes e eferentes (aparelho
justaglomerular).
Quando o fluxo de líquido ao longo do túbulo distal
aumenta em consequência da TFG, as células da
mácula densa envia um sinal parácrino e a
arteríola aferente se contrai aumentando a
resitência e diminuindo a TFG.
Regulação de filtração glomerular
Auto-Regulação
TFG ↑
Fluxo através do túbulo ↑
Fluxo passa pela mácula densa
Substância parácrina da mácula
densa para a arteríola aferente
Arteríola aferente contrai
Pressão hidrostática no glomérulo ↓
Resistência na arteríola aferente
aumenta
TFG
diminui
Regulação de filtração glomerular
Regulacao neuroendocrina
 Os hormônios e o SNA afetam a TFG modificando a
resistência das arteríolas ou alterando o coeficiente
de filtração.
 As arteríolas aferentes e eferentes são inervadas
por neurônios simpáticos, onde:
 A noradrenalina no receptor alfa causa vasoconstrição,
porém a atividade simpática moderada causa poucos efeitos
 Angiotensina II – vasoconstritor
 Prostaglandinas – vasodilatadores
Reabsorção tubular
 A maior parte da reabsorção ocorre no túbulo proximal.
 Por transporte activo: glicose, aminoacidos, lípidos, vitaminas,
electrolítos (Na, K, Cl), fosfatos, sulfatos
 Por transpote passivo: Agua, Ureia, Cloro,Fosfato, HCO3
Transporte ativo de Na+
Hormonas que regulam a
Reabsorção tubular
Hormónio Local de acção Efeitos
Aldosterona Túbulo distal/ duto coletor ↑ reabsorção de NaCl, H20
↑ secreção de K+
Angiotensina II Túbulo proximal
↑ reabsorção de NaCl, H20
↑ secreção de K+
ADH Túbulo distal/ duto coletor
↑ reabsorção de H20
Peptídeo natriurético
atrial
Túbulo distal/ duto coletor
↓ reabsorção de NaCl
Hormónio paratiroideo
(PTH)
Túbulo proximal/ T. distal/
ramo ascendente espesso
da A. henle
↓ reabsorção de PO4-
↑ reabsorção de Ca +
Reabsorção tubular
Reabsorção de glicose ligada ao Na+
Reabsorção tubular
Reabsorção passiva de uréia
no túbulo proximal
Excreção tubular
 T. ACTIVO: Potasio, hidrogeniones, Uratos, fodfatos, creatinina,
glucoronidatos, bases orgánicas (guanidina),fármacos.
 T.PASIVO: Amonio, Urea, Fármacos
• A depuração de um soluto descreve quantos mililitros de plasma que
passam pelos rins foram totalmente limpos daquele soluto em um
dado período de tempo.
• Quantidade filtrada de uma substância = [ ] plasmáica da substância
X TFG
• Depuração = taxa de excreção na urina (mg/min) / concentração
plasmática (mg/mL plasma)
• Qualquer substância que é livremente filtrada, mas não é reabsorvida
nem secretada, sua depuração é igual a TFG.
Excreção tubular
Depuração da inulina
Depuracao da inulina
= 100mL/min
Depuração da Glicose
Depuração da Uréia
Depuração dos fármacos
Manipulação renal de substâncias
Se a taxa de filtração é maior que a
taxa de excreção
Existe reabsorção
Se a taxa de excreção é maior do
que a taxa de filtração
Existe secreção
Se as taxas de filtracao e excrecao
são as mesmas
A molécula passa pelo néfron sem
que haja reabsorção ou secreção
Manipulação renal de substâncias
Parcialmente filtrada
Não excretada
Ex: Glicose e AAs
totalmente
reabsorvida
Parcialmente filtrada
Parcial/te
excretadaEx.: água e íons
parcialmente
reabsorvida
Substância Z
Total/te excretada
Ex: catabólitos e
xenobióticos
Parcialmente filtrada
Substância
X
Substância
Y
totalmente
secretada
Resumindo
Sistema Renina-Angiotensina
(SRA)
 Tem importante função na regulação da pressão
arterial e do volume intravascular.
 Este controle é possível graças à ação da
angiotensina II que promove uma potente
vasoconstrição, alem de diminuir a excreção renal
de sódio (mediado pela aldosterona)
 A atividade do SRA é regulado pela renina que é
produzida e armazenada no Aparelho
Justaglomerular
Sistema Renina-Angiotensina
Pulmões
Ações renais da Angiotensina II
1. Efeito direto aumentando a reabsorção
de Na+ no túbulo proximal
2. Liberação de aldosterona do córtex
adrenal (aumento da reabsorção de Na+
e excreção de K no néfron distal)
3. Alterações da hemodinâmica renal
a. Vasoconstricção renal direta, principalmente da
arteríola eferente
b. Aumento na neurotransmissão noradrenérgica
c. Aumento no tônus simpático renal
Controle da PA e do volume sanguíneo
↓TFG
Vasoconstricção
renal
Estimulação
Beta adrenérgica
secreção
da renina
↑
EFEITOS DE ADH:
↓Osmolaridade do plasma
↑Volume sanguineo
↑Pressão sanguinea
Eritropoetina
Cerca de 90% é produzida no rim pelas celulas epiteliais
dos tubulos renais, celulas endoteliais justaglomerulares.
A produção de eritropoetina é estimulada pela hipóxia.
AÇÕES DA ERITROPOETINA:
 Estimula a produção de eritroblastos apartir de células
tronco hematopoieticas;
 Estimula a proliferação das células-tronco precursoras de
glóbulos vermelhos (ou hemácias), ao nível da medula
óssea, aumentando assim a produção
Micção
O esfíncter interno
(músculo liso)
passivamente
contraído
Estado relaxado
(enchendo)
O esfíncter externo (músculo
esquelético) permanece
contraído
Bexiga (músculo liso)
Estímulo dos centros
superiores do SNC
Micção
O esfíncter
interno relaxa e
é passivamente
aberto
O esfíncter externo relaxa
Estímulo dos centros
superiores do SNC
pode facilitar ou
inibir o reflexo
Referências bibliográficas
 GUYTON & HALL, Tratado de fisiologia
Médica, 11ª edição, Rio de Janeiro, Elsevier,
2006. cap 9,10.
 SADLER, T.W, Embriologia Médica, 11ª
edição, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan,
cap 12
 NETTER, Frank H, Atlas de anatomia
Humana, 3ª edição, Porto Alegre, Artmed,
2003, pág 207-222

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

urinalise
urinaliseurinalise
urinalise
Rosimeire Areias
 
Aula 09 sistema digestório - anatomia e fisiologia
Aula 09   sistema digestório - anatomia e fisiologiaAula 09   sistema digestório - anatomia e fisiologia
Aula 09 sistema digestório - anatomia e fisiologia
Hamilton Nobrega
 
Fisiologia Gastrointestinal - Resumo
Fisiologia Gastrointestinal - ResumoFisiologia Gastrointestinal - Resumo
Fisiologia Gastrointestinal - Resumo
Centro Universitário Ages
 
Acidentes ósseos
Acidentes ósseosAcidentes ósseos
Acidentes ósseos
Meiry Vieira
 
Sistema Urinário
Sistema  UrinárioSistema  Urinário
Sistema Urinário
victorpre
 
Sistema urinario
Sistema urinarioSistema urinario
Sistema urinario
Estude Mais
 
4 bioquímica do sangue tecido vascular
4 bioquímica do sangue   tecido vascular4 bioquímica do sangue   tecido vascular
4 bioquímica do sangue tecido vascular
manetoufrj
 
Orgãos Linfóides Primários e Secundários
Orgãos Linfóides Primários e SecundáriosOrgãos Linfóides Primários e Secundários
Orgãos Linfóides Primários e Secundários
LABIMUNO UFBA
 
Cascata de coagulação
Cascata de coagulaçãoCascata de coagulação
Cascata de coagulação
Rutxizita
 
Sistema cardiovascular
Sistema cardiovascularSistema cardiovascular
Sistema cardiovascular
bandeiraneidi
 
Sistema Genital Masculino
Sistema Genital MasculinoSistema Genital Masculino
Sistema Genital Masculino
Marcia Regina
 
Nefrologia: Anatomia e Fisiologia dos Rins
Nefrologia: Anatomia e Fisiologia dos RinsNefrologia: Anatomia e Fisiologia dos Rins
Nefrologia: Anatomia e Fisiologia dos Rins
Hamilton Nobrega
 
ICSA17 - Resposta Imune a infecções
ICSA17 - Resposta Imune a infecçõesICSA17 - Resposta Imune a infecções
ICSA17 - Resposta Imune a infecções
Ricardo Portela
 
Análises de Elementos Anormais e Sedimentos
Análises de Elementos Anormais e SedimentosAnálises de Elementos Anormais e Sedimentos
Análises de Elementos Anormais e Sedimentos
Mario Gandra
 
Seminário: Anemia (cuidado ao adulto)
Seminário: Anemia (cuidado ao adulto)Seminário: Anemia (cuidado ao adulto)
Seminário: Anemia (cuidado ao adulto)
cuidadoaoadulto
 
Sintomas e exame físico do aparelho urinário
Sintomas e exame físico do aparelho urinário Sintomas e exame físico do aparelho urinário
Sintomas e exame físico do aparelho urinário
Paulo Alambert
 
Anatomia e fisiologia embrionária e fetal
Anatomia e fisiologia embrionária e fetalAnatomia e fisiologia embrionária e fetal
Anatomia e fisiologia embrionária e fetal
resenfe2013
 
Formação da urina pelos rins cap. 27 .1
Formação da urina pelos rins   cap. 27 .1Formação da urina pelos rins   cap. 27 .1
Formação da urina pelos rins cap. 27 .1
Laf Unirg
 
Citologia de líquidos biológicos
Citologia de líquidos biológicosCitologia de líquidos biológicos
Citologia de líquidos biológicos
Universidade de Brasília
 
II - SISTEMA CIRCULATÓRIO
II - SISTEMA CIRCULATÓRIOII - SISTEMA CIRCULATÓRIO
II - SISTEMA CIRCULATÓRIO
sandranascimento
 

Mais procurados (20)

urinalise
urinaliseurinalise
urinalise
 
Aula 09 sistema digestório - anatomia e fisiologia
Aula 09   sistema digestório - anatomia e fisiologiaAula 09   sistema digestório - anatomia e fisiologia
Aula 09 sistema digestório - anatomia e fisiologia
 
Fisiologia Gastrointestinal - Resumo
Fisiologia Gastrointestinal - ResumoFisiologia Gastrointestinal - Resumo
Fisiologia Gastrointestinal - Resumo
 
Acidentes ósseos
Acidentes ósseosAcidentes ósseos
Acidentes ósseos
 
Sistema Urinário
Sistema  UrinárioSistema  Urinário
Sistema Urinário
 
Sistema urinario
Sistema urinarioSistema urinario
Sistema urinario
 
4 bioquímica do sangue tecido vascular
4 bioquímica do sangue   tecido vascular4 bioquímica do sangue   tecido vascular
4 bioquímica do sangue tecido vascular
 
Orgãos Linfóides Primários e Secundários
Orgãos Linfóides Primários e SecundáriosOrgãos Linfóides Primários e Secundários
Orgãos Linfóides Primários e Secundários
 
Cascata de coagulação
Cascata de coagulaçãoCascata de coagulação
Cascata de coagulação
 
Sistema cardiovascular
Sistema cardiovascularSistema cardiovascular
Sistema cardiovascular
 
Sistema Genital Masculino
Sistema Genital MasculinoSistema Genital Masculino
Sistema Genital Masculino
 
Nefrologia: Anatomia e Fisiologia dos Rins
Nefrologia: Anatomia e Fisiologia dos RinsNefrologia: Anatomia e Fisiologia dos Rins
Nefrologia: Anatomia e Fisiologia dos Rins
 
ICSA17 - Resposta Imune a infecções
ICSA17 - Resposta Imune a infecçõesICSA17 - Resposta Imune a infecções
ICSA17 - Resposta Imune a infecções
 
Análises de Elementos Anormais e Sedimentos
Análises de Elementos Anormais e SedimentosAnálises de Elementos Anormais e Sedimentos
Análises de Elementos Anormais e Sedimentos
 
Seminário: Anemia (cuidado ao adulto)
Seminário: Anemia (cuidado ao adulto)Seminário: Anemia (cuidado ao adulto)
Seminário: Anemia (cuidado ao adulto)
 
Sintomas e exame físico do aparelho urinário
Sintomas e exame físico do aparelho urinário Sintomas e exame físico do aparelho urinário
Sintomas e exame físico do aparelho urinário
 
Anatomia e fisiologia embrionária e fetal
Anatomia e fisiologia embrionária e fetalAnatomia e fisiologia embrionária e fetal
Anatomia e fisiologia embrionária e fetal
 
Formação da urina pelos rins cap. 27 .1
Formação da urina pelos rins   cap. 27 .1Formação da urina pelos rins   cap. 27 .1
Formação da urina pelos rins cap. 27 .1
 
Citologia de líquidos biológicos
Citologia de líquidos biológicosCitologia de líquidos biológicos
Citologia de líquidos biológicos
 
II - SISTEMA CIRCULATÓRIO
II - SISTEMA CIRCULATÓRIOII - SISTEMA CIRCULATÓRIO
II - SISTEMA CIRCULATÓRIO
 

Destaque

Fisiologia renal modificado
Fisiologia renal modificadoFisiologia renal modificado
Fisiologia renal modificado
Patricia Carina de C Macedo
 
Fisiologia renal I
Fisiologia renal IFisiologia renal I
Fisiologia renal I
Michely Blank
 
Sistemaurinrio 090719173145-phpapp02
Sistemaurinrio 090719173145-phpapp02Sistemaurinrio 090719173145-phpapp02
Sistemaurinrio 090719173145-phpapp02
Pelo Siro
 
Curso Histologia 20 Sistema Urinario
Curso Histologia 20 Sistema UrinarioCurso Histologia 20 Sistema Urinario
Curso Histologia 20 Sistema Urinario
Antonio E. Serrano
 
Sistema urinario anatomia
Sistema urinario   anatomiaSistema urinario   anatomia
Sistema urinario anatomia
aka17palb
 
SISTEMA URINÁRIO - ETI
SISTEMA URINÁRIO - ETISISTEMA URINÁRIO - ETI
SISTEMA URINÁRIO - ETI
Marcos Júnior
 
Anatomía del sistema urinario
Anatomía del sistema urinarioAnatomía del sistema urinario
Anatomía del sistema urinario
Carlos Rene Espino de la Cueva
 
Disfuncoes miccionais
Disfuncoes miccionaisDisfuncoes miccionais
Disfuncoes miccionais
Bianca Fonseca
 
Sistema excretor
Sistema excretorSistema excretor
Sistema excretor
isabelalexandrapinto
 
RESPIRAÇÃO CELULAR E SISTEMA EXCRETOR
RESPIRAÇÃO CELULAR E SISTEMA EXCRETORRESPIRAÇÃO CELULAR E SISTEMA EXCRETOR
RESPIRAÇÃO CELULAR E SISTEMA EXCRETOR
Maria Filomena
 
Sistema excretor (urinário)
Sistema excretor (urinário)Sistema excretor (urinário)
Sistema excretor (urinário)
Fernando Graeff
 
Anatomia sistema urinario
Anatomia sistema urinarioAnatomia sistema urinario
Anatomia sistema urinario
venturaivan70
 
Sistema Excretor
Sistema Excretor Sistema Excretor
Sistema Excretor
Rosa Pereira
 
Sistema excretor i
Sistema excretor iSistema excretor i
Sistema excretor i
Pelo Siro
 
Sistema Excretor
Sistema ExcretorSistema Excretor
Sistema Excretor
Pelo Siro
 
Sistema Excretor
Sistema ExcretorSistema Excretor
Sistema Excretor
Pelo Siro
 
Aba58d01
Aba58d01Aba58d01
Aba58d01
marlenaismael
 
Aula 6 - B
Aula 6 - BAula 6 - B
38515565 bioquimica-da-urina
38515565 bioquimica-da-urina38515565 bioquimica-da-urina
38515565 bioquimica-da-urina
Fernanda Assunção
 
Rins - Apresentação
Rins - ApresentaçãoRins - Apresentação
Rins - Apresentação
Cíntia Costa
 

Destaque (20)

Fisiologia renal modificado
Fisiologia renal modificadoFisiologia renal modificado
Fisiologia renal modificado
 
Fisiologia renal I
Fisiologia renal IFisiologia renal I
Fisiologia renal I
 
Sistemaurinrio 090719173145-phpapp02
Sistemaurinrio 090719173145-phpapp02Sistemaurinrio 090719173145-phpapp02
Sistemaurinrio 090719173145-phpapp02
 
Curso Histologia 20 Sistema Urinario
Curso Histologia 20 Sistema UrinarioCurso Histologia 20 Sistema Urinario
Curso Histologia 20 Sistema Urinario
 
Sistema urinario anatomia
Sistema urinario   anatomiaSistema urinario   anatomia
Sistema urinario anatomia
 
SISTEMA URINÁRIO - ETI
SISTEMA URINÁRIO - ETISISTEMA URINÁRIO - ETI
SISTEMA URINÁRIO - ETI
 
Anatomía del sistema urinario
Anatomía del sistema urinarioAnatomía del sistema urinario
Anatomía del sistema urinario
 
Disfuncoes miccionais
Disfuncoes miccionaisDisfuncoes miccionais
Disfuncoes miccionais
 
Sistema excretor
Sistema excretorSistema excretor
Sistema excretor
 
RESPIRAÇÃO CELULAR E SISTEMA EXCRETOR
RESPIRAÇÃO CELULAR E SISTEMA EXCRETORRESPIRAÇÃO CELULAR E SISTEMA EXCRETOR
RESPIRAÇÃO CELULAR E SISTEMA EXCRETOR
 
Sistema excretor (urinário)
Sistema excretor (urinário)Sistema excretor (urinário)
Sistema excretor (urinário)
 
Anatomia sistema urinario
Anatomia sistema urinarioAnatomia sistema urinario
Anatomia sistema urinario
 
Sistema Excretor
Sistema Excretor Sistema Excretor
Sistema Excretor
 
Sistema excretor i
Sistema excretor iSistema excretor i
Sistema excretor i
 
Sistema Excretor
Sistema ExcretorSistema Excretor
Sistema Excretor
 
Sistema Excretor
Sistema ExcretorSistema Excretor
Sistema Excretor
 
Aba58d01
Aba58d01Aba58d01
Aba58d01
 
Aula 6 - B
Aula 6 - BAula 6 - B
Aula 6 - B
 
38515565 bioquimica-da-urina
38515565 bioquimica-da-urina38515565 bioquimica-da-urina
38515565 bioquimica-da-urina
 
Rins - Apresentação
Rins - ApresentaçãoRins - Apresentação
Rins - Apresentação
 

Semelhante a Sistema urinário

sistema urinario
sistema urinariosistema urinario
sistema urinario
FernandinhaMoraes
 
TRABALHO.APARELHO.URINARIO.Resumido.pptx
TRABALHO.APARELHO.URINARIO.Resumido.pptxTRABALHO.APARELHO.URINARIO.Resumido.pptx
TRABALHO.APARELHO.URINARIO.Resumido.pptx
Alberto205764
 
AULA 14 - Sistema Urinário.pptx
AULA 14 - Sistema Urinário.pptxAULA 14 - Sistema Urinário.pptx
AULA 14 - Sistema Urinário.pptx
AlefySantos2
 
SISTEMA URINARIO (1) 3.pptx
SISTEMA URINARIO (1) 3.pptxSISTEMA URINARIO (1) 3.pptx
SISTEMA URINARIO (1) 3.pptx
FABIANOVALE5
 
URINÁRIO - PROF. ANTONIO J MAGALHAE(1) - Copia.pptx
URINÁRIO - PROF. ANTONIO J MAGALHAE(1) - Copia.pptxURINÁRIO - PROF. ANTONIO J MAGALHAE(1) - Copia.pptx
URINÁRIO - PROF. ANTONIO J MAGALHAE(1) - Copia.pptx
capsemfSemf
 
SISTEMA URINÁRIO.pptx
SISTEMA URINÁRIO.pptxSISTEMA URINÁRIO.pptx
SISTEMA URINÁRIO.pptx
RosiellenLobato
 
SISTEMA URINÁRIO.ppt
SISTEMA URINÁRIO.pptSISTEMA URINÁRIO.ppt
SISTEMA URINÁRIO.ppt
AldieresSilva1
 
sistemaurinrio-230922200503-503b3c21.ppt
sistemaurinrio-230922200503-503b3c21.pptsistemaurinrio-230922200503-503b3c21.ppt
sistemaurinrio-230922200503-503b3c21.ppt
Tatiane Fernandes
 
Sistema urinário_Lidiane
Sistema urinário_LidianeSistema urinário_Lidiane
Sistema urinário_Lidiane
Marcia Regina
 
Slide com aula do Sistema Urinário / anatomia
Slide com aula do Sistema Urinário / anatomiaSlide com aula do Sistema Urinário / anatomia
Slide com aula do Sistema Urinário / anatomia
TanielLopesdaSilva1
 
Trablho de anatomia
Trablho de anatomiaTrablho de anatomia
Trablho de anatomia
jhonifer washington
 
Trablho de anatomia
Trablho de anatomiaTrablho de anatomia
Trablho de anatomia
jhonifer washington
 
Th sistemaurinario1-101204123111-phpapp02
Th sistemaurinario1-101204123111-phpapp02Th sistemaurinario1-101204123111-phpapp02
Th sistemaurinario1-101204123111-phpapp02
Ana Laura Ávilla Pianta
 
Sistema urinario anato
Sistema urinario anatoSistema urinario anato
Sistema urinario anato
cesarromero13
 
Sistema Urinario
Sistema UrinarioSistema Urinario
Sistema Urinario
Andrea Lemos
 
Sistema Urinario
Sistema UrinarioSistema Urinario
Sistema Urinario
ANDRÉA FERREIRA
 
Sistema excretor slideshare
Sistema excretor slideshareSistema excretor slideshare
Sistema excretor slideshare
ghecastro
 
Sistema urinário
Sistema urinárioSistema urinário
Sistema urinário
Ana Canteiro
 
Apostila Sistema Urinário-2016
Apostila Sistema Urinário-2016Apostila Sistema Urinário-2016
Apostila Sistema Urinário-2016
arn4ldo
 
AULA 06-PARTE 2-O Sistema Urinário (1).pdf
AULA 06-PARTE 2-O Sistema Urinário (1).pdfAULA 06-PARTE 2-O Sistema Urinário (1).pdf
AULA 06-PARTE 2-O Sistema Urinário (1).pdf
LIANEDEMUNER1
 

Semelhante a Sistema urinário (20)

sistema urinario
sistema urinariosistema urinario
sistema urinario
 
TRABALHO.APARELHO.URINARIO.Resumido.pptx
TRABALHO.APARELHO.URINARIO.Resumido.pptxTRABALHO.APARELHO.URINARIO.Resumido.pptx
TRABALHO.APARELHO.URINARIO.Resumido.pptx
 
AULA 14 - Sistema Urinário.pptx
AULA 14 - Sistema Urinário.pptxAULA 14 - Sistema Urinário.pptx
AULA 14 - Sistema Urinário.pptx
 
SISTEMA URINARIO (1) 3.pptx
SISTEMA URINARIO (1) 3.pptxSISTEMA URINARIO (1) 3.pptx
SISTEMA URINARIO (1) 3.pptx
 
URINÁRIO - PROF. ANTONIO J MAGALHAE(1) - Copia.pptx
URINÁRIO - PROF. ANTONIO J MAGALHAE(1) - Copia.pptxURINÁRIO - PROF. ANTONIO J MAGALHAE(1) - Copia.pptx
URINÁRIO - PROF. ANTONIO J MAGALHAE(1) - Copia.pptx
 
SISTEMA URINÁRIO.pptx
SISTEMA URINÁRIO.pptxSISTEMA URINÁRIO.pptx
SISTEMA URINÁRIO.pptx
 
SISTEMA URINÁRIO.ppt
SISTEMA URINÁRIO.pptSISTEMA URINÁRIO.ppt
SISTEMA URINÁRIO.ppt
 
sistemaurinrio-230922200503-503b3c21.ppt
sistemaurinrio-230922200503-503b3c21.pptsistemaurinrio-230922200503-503b3c21.ppt
sistemaurinrio-230922200503-503b3c21.ppt
 
Sistema urinário_Lidiane
Sistema urinário_LidianeSistema urinário_Lidiane
Sistema urinário_Lidiane
 
Slide com aula do Sistema Urinário / anatomia
Slide com aula do Sistema Urinário / anatomiaSlide com aula do Sistema Urinário / anatomia
Slide com aula do Sistema Urinário / anatomia
 
Trablho de anatomia
Trablho de anatomiaTrablho de anatomia
Trablho de anatomia
 
Trablho de anatomia
Trablho de anatomiaTrablho de anatomia
Trablho de anatomia
 
Th sistemaurinario1-101204123111-phpapp02
Th sistemaurinario1-101204123111-phpapp02Th sistemaurinario1-101204123111-phpapp02
Th sistemaurinario1-101204123111-phpapp02
 
Sistema urinario anato
Sistema urinario anatoSistema urinario anato
Sistema urinario anato
 
Sistema Urinario
Sistema UrinarioSistema Urinario
Sistema Urinario
 
Sistema Urinario
Sistema UrinarioSistema Urinario
Sistema Urinario
 
Sistema excretor slideshare
Sistema excretor slideshareSistema excretor slideshare
Sistema excretor slideshare
 
Sistema urinário
Sistema urinárioSistema urinário
Sistema urinário
 
Apostila Sistema Urinário-2016
Apostila Sistema Urinário-2016Apostila Sistema Urinário-2016
Apostila Sistema Urinário-2016
 
AULA 06-PARTE 2-O Sistema Urinário (1).pdf
AULA 06-PARTE 2-O Sistema Urinário (1).pdfAULA 06-PARTE 2-O Sistema Urinário (1).pdf
AULA 06-PARTE 2-O Sistema Urinário (1).pdf
 

Sistema urinário

  • 1. Sebastião Margarida Estudante Maputo, Março de 2015 UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE Faculdade de Medicina FISIOLOGIA RENAL
  • 2. Sumário  Embriologia renal  Anatomia do Sistema Urinário  Fisiologia renal  Funções do sistema renal  Vias de excreção de substancias tóxicas  Formação da urina (Filtração, Reabsorção Secreção)  Sistema Renina-Angiotensina (SRA)  Produção de eritropoetina  Acto de Micção  Referencias bibliográficas
  • 3. Embriologia renal  Embriologicamente origina-se do mesoderma intermediário  Elevação longitudinal da mesoderme forma a crista urogenital que dará origem ao Cordão nefrogénico e Crista genital, que correspondem a sistema renal e genital respectivamente. Mesoderme intermediário Crista urogenital Cordão nefrogénico Crista genital Orgãos renais Orgãos genitais
  • 4. Embriologia renal  DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA URINÁRIO Consiste nas seguintes estruturas:  Rins  Ureteres  Bexiga  Uretra  DESENVOLVIMENTO DOS RINS E URETERES  Em embriões forma-se 3 conjuntos de rins:  Pronefro- rudimentar e nao funcional  Mesonefro- bem desenvolvido  Metanefro- rins permanentes
  • 5. Embriologia renal PRONEFRO MESONEFRO METANEFRO INÍCIO DA 4°SEMANA (22 DIAS) ESTRUTURA TRANSITÓRIA NÃO FUNCIONAL DEGENERA RAPIDAMENTE FINAL DA 4°SEMANA (26 A 28 DIAS) GRANDE E ALONGADO LOCALIZAÇÃO CAUDAL AO PRONEFRO FUNCIONA COM O RIM INTERINO ATÉ A FORMAÇÃO DO RIM PERMANENTE RIM MESONEFRO : - GLOMÉRULOS - TÚBULOS MESONÉFRICOS INÍCIO NA QUINTA SEMANA E FUNCIONAL 4 SEMANAS DEPOIS RIM PERMANENTE FORMA-SE DE DUAS FONTES: 1. DIVERTÍCULO METANÉFRICO (ou broto do ureter) 2. MASSA METANÉFRICA DO MESODERMA INTERMEDIÁRIO
  • 7. Embriologia renal O DIVERTÍCULO ORIGINA-SE DO DUCTO MESONÉFRICO E IRÁ FORMAR: - URETER - PELVE RENAL - CÁLICES - TÚBULOS COLETORES DE URINA  cálices maiores e cálices menores A MASSA METANÉFRICA DERIVA DA PORÇÃO CAUDAL DO CORDÃO NEFROGÊNICO
  • 8. O TÚBULO URINÍFERO FORMA DUAS PARTES: NÉFRON: deriva da massa metanéfrica (glomérulo, cápsula Bowman, TCD e TCP e alça de Henle TÚBULO COLETOR: derivado do divertículo metanéfrico Embriologia renal
  • 9. Embriologia renal  MUDANÇAS DE POSIÇÃO DOS RINS  INICIALMENTE OS RINS ESTÃO LOCALIZADOS NA PELVE, VENTRALMENTE AO SACRO.  APÓS, ELES DESLOCAM-SE GRADUALMENTE PARA O ABDOMEM, ACABANDO POR ASSUMIR A POSIÇÃO RETROPERITONEAL, SOBRE A PAREDE POSTERIOR DO ABDOMEM.  MUDANÇAS DE IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA DOS RINS  INICIALMENTE AS ARTÉRIAS RENAIS SÃO RAMOS DAS ARTÉRIAS ILÍACAS COMUM;  A MEDIDA QUE SE ASCENDEM RECEBEM NOVOS RAMOS DA AORTA;  OS RAMOS ARTERIAIS MAIS CEFÁLICOS DA AORTA TORNAM-SE ARTÉRIAS RENAIS.
  • 10. Embriologia renal  DESENVOLVIMENTO DA BEXIGA  Para propositos descritivos, o seio urogenital e dividido em tres partes:  Parte vesical cranial- forma maior parte da bexiga  Patre pelvica mediana- forma a uretra no colo, a uretra prostatica nos Homens e toda uretra nas mulheres.  Parte falica caudal- cresce em direccao ao tuberculo genital.
  • 12. Componentes do Sistema Urinário -2 rins -2 ureteres -1 bexiga urinária -1 uretra Anatomia do Sistema Urinário
  • 13. Anatomia do Sistema Urinário Estrutura Anatômica dos Rins
  • 14. Anatomia do Sistema Urinário LOCALIZAÇÃO DOS RINS Conceito: -órgãos do SU responsáveis pela produção de urina. Localização: -abdome; retroperitonial. Posição: -á direita e esquerda da coluna vertebral no nível de T12 a L3. -o direito mais inferior do que o esquerdo
  • 16. Fixação e Proteção dos Rins Cápsula renal Gordura renal Fáscia renal Corpo adiposo pararrenal
  • 18. Rins ►ANATOMIA EXTERNA Forma: grão de feijão Dimensões: 10cm C – 5cm L – 2,5cm E Faces: anterior e posterior Extremidades ou polos: inferior e superior (glândula Supra-renal) Margens: lateral (convexa) Medial (côncava) Hilo – pedículo renal: -ureter -artéria renal -veia renal -nervos e vasos linfáticos
  • 19. Configuração Interna dos Rins  Internamente apresenta uma região externa (CÓRTEX RENAL) e uma região interna (MEDULA RENAL)  Dentro da medula renal, há várias estruturas cônicas, as PIRÂMIDES RENAIS.  Projeções internas do córtex renal, denominadas COLUNAS RENAIS, preenchem os espaços entre as pirâmides renais.  A urina formada no rim drena em uma grande cavidade afunilada, chamada PELVE RENAL, cuja margem contém estruturas caliciformes denominas CÁLICES RENAIS MAIORES E MENORES.
  • 20. Configuração Interna dos Rins Córtex renal Medula renal Seio renal
  • 21. Configuração Interna dos Rins - Córtex renal - Colunas renais - Medula renal - Papila renal - Cálice maior - Cálice menor - Pelve renal - Seio renal
  • 22. Suprimento Sanguineo Renal ►Cerca de 25% do débito cardíaco em repouso – 1.200 ml de sangue por minuto – fluem para os rins nas ARTÉRIAS RENAIS direita e esquerda. ►No interior de cada rim, a artéria divide-se em vasos cada vez menores (aa. segmentares, interlobares, arqueadas e interlobulares) que finalmente distribuem o sangue para as ARTERÍOLAS GLOMERULARES AFERENTES. ►Cada arteríola glomerular aferente divide-se em uma rede enovelada de vasos capilares, chamadas GLOMÉRULO RENAL. ►Os vasos capilares do glomérulo se unem, formando uma ARTERÍOLA GLOMERULAR EFERENTE. ►Deixando o glomérulo, cada arteríola glomerular eferente divide-se e formam uma rede de vasos capilares em torno dos túbulos renais.
  • 23. Suprimento Sanguineo Renal ►Esses VASOS CAPILARES PERITUBULARES finalmente se reúnem para formar as veias peritubulares, que se juntam nas veias interlobulares, arqueadas e interlobares. ►Ao final, todas essas veias menores drenam na VEIA RENAL.
  • 25. Néfron ►Néfron é a unidade funcional do rim.  ►Cada rim pode ter de 1 a 4 milhões de néfrons.  O néfron é uma estrutura tubular que possui, em uma das extremidades, uma dilatação chamada cápsula renal (ou de Bowman), no interior da qual existe uma rede capilares sanguíneos o glomérulo renal (ou de Malpighi).  Ao conjunto formado pela cápsula renal e pelo glomérulo renal dá-se o nome de corpúsculo renal.  A cápsula renal comunica-se a um longo tubo, o túbulo néfrico, que apresenta três regiões distintas:  túbulo contorcido proximal,  Alça de Henle) e  túbulo contorcido distal.  Este último desemboca em um ducto coletor de urina.
  • 27. Ureteres  É um tubo que interliga os rins e a bexiga urinária  A sua parede tem três camadas. 1.Túnica mucosa com epitélio de transição 2. Músculo liso. 3. Tecido conjuntivo.  Transportam urina da pelve renal para bexiga  Os ureteres passam sob a bexiga urinária por vários centímetros, o que faz a bexiga comprimi-los e assim impedir o refluxo de urina quando a pressão se acumula na bexiga urinária durante a micção.
  • 28. Bexiga • localiza-se na cavidade pélvica. • Armazena a urina que vem continuamente dos ureteres até a sua eliminação. • Num adulto, pode armazenar um volume de 500ml a 800ml em média. Apresenta: - Óstios dos ureteres - Músculo detrusor - Pregas da túnica mucosa - Esfincter interno da uretra (involuntário) - Uretra - Esfincter externo da uretra - Trígono da bexiga
  • 29. Uretra  A uretra é um tubo que conecta a bexiga urinária ao meio externo.  Nos homens mede cerce da 18 cm e nas mulheres 3cm.
  • 30. Funções dos rins Formação de urina Excreta (ácido úrico, creatinina, uréia e urobilinogênio....) Control da Volemia Control da Pressão Arterial Sistémica Control do Equilibrio Acido-Base Control da Concentração de electrólitos Control da Osmolaridade plasmática Função Endócrino (eritropoetina, renina e calcitriol) Control da Hemostasia, Função metabólica
  • 31. Vias de Excreção de substancias tóxicas do organismo
  • 32. Formação da urina  Diariamente passa nos glomérulos renais cerca de 2000L de sangue, resultando na produção de cerca de 160L de filtrado glomerular.  Normalmente, todas as substâncias úteis presentes no filtrado glomerular são reabsorvidas ao longo dos túbulos renais, voltando para a circulacao sanguinea .  Entretanto, o excesso de substâncias não retorna e é eliminado na urina (ex.: glicose na urina de pessoas diabéticas).  Ao final do processo, o filtrado glomerular transformou-se em urina, um líquido contendo água, ureia, ácido úrico e sais.  A cor amarelada deve-se a presença de urobilina, excreta produzida pelo fígado durante a degradação da hemoglobina das hemácias velhas.
  • 33. Formação da urina Três processos básicos ocorrem nos néfrons: Filtração – movimento do fluido do sangue para dentro do lúmen do néfron. Ocorre no corpúsculo renal Reabsorção – Movimento que leva o material filtrado de dentro do lúmen do néfron de volta para o sangue. Capilares peritubulares. Secreção – remove moléculas selecionadas do sangue, acrescentando-as ao líquido filtrado do lúmen. Processo mais seletivo e envolve transportadores de membrana.
  • 34. Filtração Reabsorção Secreção Formação da urina Excreção = Filtração – Reabsorção tubular + Secreção tubular excreção
  • 35. Túbulo C. Proximal Inicia-se no pólo urinário do glomérulo, Encontra-se no córtex renal Divide-se em Pars Convoluta e Pars Recta. Está envolvido na reabsorção isosmótica, do ultrafiltrado, acoplada ao transporte ativo de sódio, reabsorção de proteínas e glicose. Alça de Henle Formado por células complexas, irregulares na configuração e extensas interdigitações entre si. Este segmento possui grande importância no mecanismo de concentração urinária . No segmento descendente, a água passa passivamente para o interstício e o sódio e o cloro praticamente não passam. O segmento ascendente é impermeável a água, mas bastante permeável ao sódio. Túbulo Contorcido Distal: Encontra-se no córtex renal Possui alto metabolismo, sendo especialmente sensível à isquemia. A principal função é o transporte activo de NaCl e tem sua função influenciada por hormônios como PTH, ADH, calcitonina e glucagon estimulando a reabsorção de cálcio e sódio Duto Coletor: Tem como função a reabsorção de bicarbonato, secreção de hidrogênio, reabsorção ou secreção de potássio, secreção de amônia, reabsorção de água. A reabsorção de água está sob a influência direta do ADH.
  • 37. Todo o plasma é filtrado 60 vezes por dia 180 litros de plasma são filtrados por dia Homem normal de 70 Kg: 3 litros de plasma Excreção diária (média): 1,5 litros de urina O quê acontece com os 178,5 litros filtrados por dia? Formação da urina Filtração glomerularFiltração glomerular
  • 38. Arteríola eferente Glomérulo Arteríola aferente Cápsula de Bowman Túbulo proximal Capilares peritubulares Túbulo distal Alça de Henle Ducto coletor Para veia renal Produto final excretado Filtração glomerular
  • 39. Filtração glomerular • O líquido filtrado para dentro da cápsula de Bowman é quase idêntico ao plasma quanto a sua composição, sendo quase isosmótico (300mOsM). • Enquanto 180L de material filtrado fluem por meio do túbulo proximal, cerca de 70% é reabsorvido, restando apenas 54L. As células do túbulo proximal transporta o soluto para fora, levando a água por osmose. • Função principal do túbulo proximal é a reabsorção de fluido isosmótico.
  • 40. Filtração glomerular • O fluido que passa pela alça de Henle se torna mais diluído (maior reabsorção de solutos). O fluido se torna hiposmótico (100mOsM) e cai de 54L para 18L. Neste momento, 90% do volume filtrado já foi reabsorvido. • No túbulo distal e ducto coletor, ocorre a regulação fina do equilíbrio entre sais e água, controlado por diversos hormônios. Após essa etapa, a composição da urina permanece a mesma, com volume de 1,5L/dia, com sua osmolaridade podendo variar entre 50 e 1200 mOsM.
  • 41. Taxa de filtração glomerular  A taxa de filtração glomerular (TFG) é de 125 mL/min ou 180 L/dia  Os rins filtram todo o volume de plasma 60 vezes por dia ou 2,5 vezes a cada hora.  O controle da TFG é obtido primeiramente pela regulação do fluxo sanguíneo por meio das arteríolas renais.
  • 42. Regulação de filtração glomerular FORÇAS QUE FAVORECEM FORÇAS QUE SE OPÕEM Pressão Hidrostática dos Capilares Glomerular (60 mmHg) Pressão Coloidosmótica dos Capilares Glomerular (32 mmHg) Pressão do Espaço de Bowman (18 mmHg) Pressão Efectiva de Filtração: 60mmHg – 50 mmHg = 10 mmHg
  • 43. Regulação de filtração glomerular Regulacao intrinseca atraves das arteríolas renais A vasoconstrição da arteríola aferente aumenta a resistência e diminui o fluxo sanguíneo renal, a PA capilar (PH) e a TFG. Fluxo sanguíneo desviado para outros órgãos FSR = fluxo sanguíneo renal
  • 44. Regulação de filtração glomerular A resistência aumentada na arteríola eferente diminui o fluxo sanguíneo renal mas aumenta a PA capilar (PH) e a TFG. Regulacao intrinseca atraves das arteríolas renais
  • 45. Regulação de filtração glomerular Auto-Regulação  Retroalimentação Tubuloglomerular – via de controle local. Túbulo distal em contato com as arteríolas aferentes e eferentes (aparelho justaglomerular). Quando o fluxo de líquido ao longo do túbulo distal aumenta em consequência da TFG, as células da mácula densa envia um sinal parácrino e a arteríola aferente se contrai aumentando a resitência e diminuindo a TFG.
  • 46. Regulação de filtração glomerular Auto-Regulação TFG ↑ Fluxo através do túbulo ↑ Fluxo passa pela mácula densa Substância parácrina da mácula densa para a arteríola aferente Arteríola aferente contrai Pressão hidrostática no glomérulo ↓ Resistência na arteríola aferente aumenta TFG diminui
  • 47. Regulação de filtração glomerular Regulacao neuroendocrina  Os hormônios e o SNA afetam a TFG modificando a resistência das arteríolas ou alterando o coeficiente de filtração.  As arteríolas aferentes e eferentes são inervadas por neurônios simpáticos, onde:  A noradrenalina no receptor alfa causa vasoconstrição, porém a atividade simpática moderada causa poucos efeitos  Angiotensina II – vasoconstritor  Prostaglandinas – vasodilatadores
  • 48. Reabsorção tubular  A maior parte da reabsorção ocorre no túbulo proximal.  Por transporte activo: glicose, aminoacidos, lípidos, vitaminas, electrolítos (Na, K, Cl), fosfatos, sulfatos  Por transpote passivo: Agua, Ureia, Cloro,Fosfato, HCO3 Transporte ativo de Na+
  • 49. Hormonas que regulam a Reabsorção tubular Hormónio Local de acção Efeitos Aldosterona Túbulo distal/ duto coletor ↑ reabsorção de NaCl, H20 ↑ secreção de K+ Angiotensina II Túbulo proximal ↑ reabsorção de NaCl, H20 ↑ secreção de K+ ADH Túbulo distal/ duto coletor ↑ reabsorção de H20 Peptídeo natriurético atrial Túbulo distal/ duto coletor ↓ reabsorção de NaCl Hormónio paratiroideo (PTH) Túbulo proximal/ T. distal/ ramo ascendente espesso da A. henle ↓ reabsorção de PO4- ↑ reabsorção de Ca +
  • 50. Reabsorção tubular Reabsorção de glicose ligada ao Na+
  • 51. Reabsorção tubular Reabsorção passiva de uréia no túbulo proximal
  • 52. Excreção tubular  T. ACTIVO: Potasio, hidrogeniones, Uratos, fodfatos, creatinina, glucoronidatos, bases orgánicas (guanidina),fármacos.  T.PASIVO: Amonio, Urea, Fármacos • A depuração de um soluto descreve quantos mililitros de plasma que passam pelos rins foram totalmente limpos daquele soluto em um dado período de tempo. • Quantidade filtrada de uma substância = [ ] plasmáica da substância X TFG • Depuração = taxa de excreção na urina (mg/min) / concentração plasmática (mg/mL plasma) • Qualquer substância que é livremente filtrada, mas não é reabsorvida nem secretada, sua depuração é igual a TFG.
  • 53. Excreção tubular Depuração da inulina Depuracao da inulina = 100mL/min
  • 57. Manipulação renal de substâncias Se a taxa de filtração é maior que a taxa de excreção Existe reabsorção Se a taxa de excreção é maior do que a taxa de filtração Existe secreção Se as taxas de filtracao e excrecao são as mesmas A molécula passa pelo néfron sem que haja reabsorção ou secreção
  • 58. Manipulação renal de substâncias Parcialmente filtrada Não excretada Ex: Glicose e AAs totalmente reabsorvida Parcialmente filtrada Parcial/te excretadaEx.: água e íons parcialmente reabsorvida Substância Z Total/te excretada Ex: catabólitos e xenobióticos Parcialmente filtrada Substância X Substância Y totalmente secretada
  • 60. Sistema Renina-Angiotensina (SRA)  Tem importante função na regulação da pressão arterial e do volume intravascular.  Este controle é possível graças à ação da angiotensina II que promove uma potente vasoconstrição, alem de diminuir a excreção renal de sódio (mediado pela aldosterona)  A atividade do SRA é regulado pela renina que é produzida e armazenada no Aparelho Justaglomerular
  • 62. Ações renais da Angiotensina II 1. Efeito direto aumentando a reabsorção de Na+ no túbulo proximal 2. Liberação de aldosterona do córtex adrenal (aumento da reabsorção de Na+ e excreção de K no néfron distal) 3. Alterações da hemodinâmica renal a. Vasoconstricção renal direta, principalmente da arteríola eferente b. Aumento na neurotransmissão noradrenérgica c. Aumento no tônus simpático renal
  • 63. Controle da PA e do volume sanguíneo ↓TFG Vasoconstricção renal Estimulação Beta adrenérgica secreção da renina ↑ EFEITOS DE ADH: ↓Osmolaridade do plasma ↑Volume sanguineo ↑Pressão sanguinea
  • 64. Eritropoetina Cerca de 90% é produzida no rim pelas celulas epiteliais dos tubulos renais, celulas endoteliais justaglomerulares. A produção de eritropoetina é estimulada pela hipóxia. AÇÕES DA ERITROPOETINA:  Estimula a produção de eritroblastos apartir de células tronco hematopoieticas;  Estimula a proliferação das células-tronco precursoras de glóbulos vermelhos (ou hemácias), ao nível da medula óssea, aumentando assim a produção
  • 65. Micção O esfíncter interno (músculo liso) passivamente contraído Estado relaxado (enchendo) O esfíncter externo (músculo esquelético) permanece contraído Bexiga (músculo liso) Estímulo dos centros superiores do SNC
  • 66. Micção O esfíncter interno relaxa e é passivamente aberto O esfíncter externo relaxa Estímulo dos centros superiores do SNC pode facilitar ou inibir o reflexo
  • 67. Referências bibliográficas  GUYTON & HALL, Tratado de fisiologia Médica, 11ª edição, Rio de Janeiro, Elsevier, 2006. cap 9,10.  SADLER, T.W, Embriologia Médica, 11ª edição, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, cap 12  NETTER, Frank H, Atlas de anatomia Humana, 3ª edição, Porto Alegre, Artmed, 2003, pág 207-222