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A complexidade dos componentes elétricos e eletrônicos contidos atualmente no automóvel resultou em
cerca de 1km de cablagens que percorrem toda a carroceria. Isso é o sistema elétrico do automóvel, que
possui diversas funções de acordo com seus consumidores. Uma das principais funções do sistema
elétrico é possibilitar a partida do motor a combustão, através de seu circuito de partida. Após a partida do
motor, este é mantido em funcionamento através do circuito de carga, que alimenta os consumidores do
circuito de ignição e injeção, alimenta consumidores elétricos de bordo e ainda recarrega o acumulador de
energia (bateria).
A cablagem do sistema elétrico automotivo é extensa, os fios são identificados por diversas combinações
de cores, exceto pelos fio positivo da bateria, a chamada linha 30 e pelo negativo da bateria, ou terra
(aterramento ou massa), sendo as cores vermelha e preta respectivamente. Devido a complexidade do
sistema elétrico, os fios e seus caminhos são identificados através de esquemas elétricos desenvolvidos
pelas próprias marcas. As cores dos fios podem estar indicadas por letras, ou caso o esquema seja
colorido (o que já é frequente), os fios são identificados por letras e pelas cores em um esquema impresso
ou digital.
Quando alimentado apenas pela bateria (motor desligado), o sistema elétrico recebe um tensão 12V, esta
tensão alimenta todos os consumidores elétricos, os contínuos, os de longa duração e os de curta duração.
Uma vez que o motor está em funcionamento, o alternador se encarrega de recarregar a bateria e
alimentar os consumidores, assim a tensão produzida por este é 14,8V. Mesmo o circuito de ignição
trabalhando com tensões acima 30.000V, para que este funcione, é necessário a tensão padrão do sistema
elétrico.
No sistema elétrico automotivo existem diversos consumidores elétricos, motivo pelo qual há grande
preocupação com o balanço de cargas no sistema. Isso se deve ao fato de que alguns consumidores devem
funcionar continuamente e outros por longo ou curto período de tempo. Assim classificam-se em três
tipos de consumidores, os Contínuos, de Longa Duração e de Curta Duração.
O consumidores contínuos não podem por hipótese alguma, parar de receber corrente elétrica do
alternador ou da bateria, pois estão totalmente ligados ao funcionamento do motor. Por exemplo, os
sistemas de injeção e ignição eletrônica, na ausência de corrente elétrica, param completamente de
funcionar e o motor não entra em funcionamento. Embora a maioria dos componentes desses dois
sistemas funcionem com baixa tensão, há componentes que necessitam de alta tensão, como a bomba
elétrica de combustível, que consome 250W e não pode parar de funcionar.
Entre os consumidores de longa duração, destacam-se os faróis, sistema de ar condicionado,
desembaçador do vidro e rádio, por vezes. São consumidores que possuem potência elevada, os faróis por
exemplo, mesmo em luz baixa consomem 110W da bateria, e passam um longo espaço de tempo
acionados. O mesmo vale para o sistema de ar condicionado (120W), quase indispensável atualmente.
Enquanto isso os consumidores de curta duração podem até consumir mais de 50W, mas permanecem
bem menos tempo ativados. Como exemplo podemos citar os vidros elétricos, luz de freio (42W),
acendedor de cigarros e buzina.
Quando em operação, o veículo possui diversos componentes elétricos e eletrônicos em funcionamento,
cabe ao sistema elétrico suprir toda a demanda desses consumidores. Se por algum acaso a corrente (total)
dos consumidores for maior que a corrente fornecida pelo alternador, a bateria começará a ser
descarregada.
Quando o motor está desligado, a bateria alimenta o todo o circuito elétrico do automóvel, motivo pelo
qual ela descarrega caso algum componente seja esquecido ligado ou esteja com fuga de corrente.
Entretanto, em um circuito elétrico sem danos ou problemas, a bateria consegue manter boa carga durante
semanas. Isso é possível devido aos diodos do alternador que bloqueiam a passagem de corrente da
bateria para este, e também por que a corrente de todos os consumidores que estão ligados (mesmo em
stand-by) quando o motor está desligado, não é suficiente para drenar toda a carga da bateria.
Uma vez que o sistema elétrico é capaz de preservar uma boa carga da bateria durante longas paradas,
torna-se possível então efetuar a partida do motor a qualquer momento, ou seja, bateria deve ter uma
carga mínima para isso. A bateria fornece cerca de 1000 a 2000A para o motor de partida, dependendo do
tipo do motor de combustão e outros fatores. O motor de partida é o maior consumidor do sistema elétrico
automotivo, porém só é necessário apenas uma vez. Depois que o motor pega, e este passa a funcionar por
si só, o alternador desempenha o trabalho de manter todo o sistema elétrico em funcionamento.
A grande tarefa do alternador é suprir a demanda de todo o sistema elétrico, e ainda carregar a bateria. Em
outras palavras, a corrente do alternador (Ia) deve superar a corrente Ic, necessária para o funcionamento
dos consumidores (contínuos, de longe e baixa duração) e carregar a bateria ao mesmo tempo que
alimenta os consumidores. No momento em que a corrente destes for maior que a corrente produzida pelo
alternador, a bateria começa a ser descarregada.
O fornecimento de corrente do alternador para o sistema elétrico depende da rotação do motor, sabendo
que a relação entre a polia do alternador e o virabrequim (entre 1:2 e 1:3) é calculada para fazer o
alternador girar mais rápido que o motor, isso garante que o alternador consiga produzir uma parte de sua
corrente máxima em marcha-lenta. Porém os retificadores se encarregam de bloquear o circuito de carga
quando a Ia é maior do que Ic + Ib (corrente da bateria).
Em todo e qualquer tipo de sistema elétrico, cálculos são realizados para determinar as dimensões de fios,
relés, fusíveis, disjuntores e etc. Nos automóveis não é diferente, toda a fiação é projetada para suportar a
corrente elétrica que por ela fluirá. A bitola dos fios é definida a partir do fluxo de corrente elétrica que
por estes irá passar, logo o fio da bateria para o motor de partida (maior consumidor do sistema) possui
uma bitola maior em relação aos fios dos demais componentes.
Para proteção de todo o sistema elétrico são utilizados fusíveis, pequenas resistências que ao receberem
uma corrente acima da qual são especificados, se fundem e interrompem o circuito elétrico do
determinado consumidor. Isso protege o consumidor elétrico de receber uma corrente acima do qual foi
projetado, evitando queimas do mesmo e panes no sistema elétrico. Cada circuito elétrico possui um
fusível diferente (com limite de corrente diferente), e a queima deste é gerado por alguma não
conformidade no circuito elétrico correspondente.
Tendo em mente que alguns consumidores exigem uma tensão maior que 12V para funcionar, o sistema
elétrico dispõe de relés para acionar esse componentes. A partir da tensão nominal da bateria, os relés
aumentam esse valor através de uma bobina interna, e assim são capazes de acionar componentes de alta
tensão como faróis, motor de partida, embreagem do ar condicionado, ventilador do ar condicionado e
etc.
No sistema elétrico automotivo, além da definição da estrutura dos cabos e fios, existe também o
posicionamento dos aterramentos. Caso estes fossem instalados diretamente no borne negativo da bateria,
haveria um consumo exagerado de matéria-prima (fios de cobre), aumentando ainda mais a possibilidade
de problemas de atrito entre os fios e perdas de corrente elétrica. Para evitar o consumo exagerado de fio,
é conectado ao borne negativo da bateria um fio ligado a carroceria do veículo ou ao chassi. Dessa forma,
é possível conectar as ligações negativas dos diversos consumidores a pontos de aterramentos distribuidos
estratégicamente na carroceria, como o negativo da bateria está ligado a carroceria ou chassi, esta acaba
sendo um aterramento geral para todos os consumidores.
Outro fator importante no desenvolvimento de um sistema elétrico, é aonde estarão ligados os
consumidores. Obviamente imaginamos que os consumidores estão ligados diretamente da linha 30 e
então se ramificando para demais circuitos. Mas nem todos os componentes são ligados dessa forma,
alguns componentes são ligados logo após o alternador. O que diferencia esses tipos de ligação é a
intensidade da tensão de carga que fluirá no cabo de carga (alternador-bateria). Quando os consumidores
são conectados do lado da bateria, ocorrerá uma intensa queda de tensão, então a tensão de carga será
menor. Contrariamente, quando os consumidores são conectados do lado do alternador, a queda de tensão
será menor, pelo que a tensão de carga será maior. Essa característica define o posicionamento de ligação
dos consumidores, por exemplo, em se tratando de consumidores de baixo consumo de corrente
(geralmente os eletrônicos), suas conexões são instaladas no lado da bateria, pois estes consumidores são
mais sensíveis aos picos de tensão que ocorrem durante o funcionamento do sistema elétrico. Assim os
consumidores de maior consumo de corrente estão conectados do lado do alternador, pois devido a sua
maior tensão de carga, os picos de tensão serão mais intensos, e estes consumidores são mais resistentes a
esses picos de tensão.

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Sistema elétrico automotivo

  • 1. A complexidade dos componentes elétricos e eletrônicos contidos atualmente no automóvel resultou em cerca de 1km de cablagens que percorrem toda a carroceria. Isso é o sistema elétrico do automóvel, que possui diversas funções de acordo com seus consumidores. Uma das principais funções do sistema elétrico é possibilitar a partida do motor a combustão, através de seu circuito de partida. Após a partida do motor, este é mantido em funcionamento através do circuito de carga, que alimenta os consumidores do circuito de ignição e injeção, alimenta consumidores elétricos de bordo e ainda recarrega o acumulador de energia (bateria). A cablagem do sistema elétrico automotivo é extensa, os fios são identificados por diversas combinações de cores, exceto pelos fio positivo da bateria, a chamada linha 30 e pelo negativo da bateria, ou terra (aterramento ou massa), sendo as cores vermelha e preta respectivamente. Devido a complexidade do sistema elétrico, os fios e seus caminhos são identificados através de esquemas elétricos desenvolvidos pelas próprias marcas. As cores dos fios podem estar indicadas por letras, ou caso o esquema seja colorido (o que já é frequente), os fios são identificados por letras e pelas cores em um esquema impresso ou digital. Quando alimentado apenas pela bateria (motor desligado), o sistema elétrico recebe um tensão 12V, esta tensão alimenta todos os consumidores elétricos, os contínuos, os de longa duração e os de curta duração. Uma vez que o motor está em funcionamento, o alternador se encarrega de recarregar a bateria e alimentar os consumidores, assim a tensão produzida por este é 14,8V. Mesmo o circuito de ignição trabalhando com tensões acima 30.000V, para que este funcione, é necessário a tensão padrão do sistema elétrico.
  • 2. No sistema elétrico automotivo existem diversos consumidores elétricos, motivo pelo qual há grande preocupação com o balanço de cargas no sistema. Isso se deve ao fato de que alguns consumidores devem funcionar continuamente e outros por longo ou curto período de tempo. Assim classificam-se em três tipos de consumidores, os Contínuos, de Longa Duração e de Curta Duração. O consumidores contínuos não podem por hipótese alguma, parar de receber corrente elétrica do alternador ou da bateria, pois estão totalmente ligados ao funcionamento do motor. Por exemplo, os sistemas de injeção e ignição eletrônica, na ausência de corrente elétrica, param completamente de funcionar e o motor não entra em funcionamento. Embora a maioria dos componentes desses dois sistemas funcionem com baixa tensão, há componentes que necessitam de alta tensão, como a bomba elétrica de combustível, que consome 250W e não pode parar de funcionar. Entre os consumidores de longa duração, destacam-se os faróis, sistema de ar condicionado, desembaçador do vidro e rádio, por vezes. São consumidores que possuem potência elevada, os faróis por exemplo, mesmo em luz baixa consomem 110W da bateria, e passam um longo espaço de tempo acionados. O mesmo vale para o sistema de ar condicionado (120W), quase indispensável atualmente. Enquanto isso os consumidores de curta duração podem até consumir mais de 50W, mas permanecem bem menos tempo ativados. Como exemplo podemos citar os vidros elétricos, luz de freio (42W), acendedor de cigarros e buzina. Quando em operação, o veículo possui diversos componentes elétricos e eletrônicos em funcionamento, cabe ao sistema elétrico suprir toda a demanda desses consumidores. Se por algum acaso a corrente (total) dos consumidores for maior que a corrente fornecida pelo alternador, a bateria começará a ser descarregada.
  • 3. Quando o motor está desligado, a bateria alimenta o todo o circuito elétrico do automóvel, motivo pelo qual ela descarrega caso algum componente seja esquecido ligado ou esteja com fuga de corrente. Entretanto, em um circuito elétrico sem danos ou problemas, a bateria consegue manter boa carga durante semanas. Isso é possível devido aos diodos do alternador que bloqueiam a passagem de corrente da bateria para este, e também por que a corrente de todos os consumidores que estão ligados (mesmo em stand-by) quando o motor está desligado, não é suficiente para drenar toda a carga da bateria. Uma vez que o sistema elétrico é capaz de preservar uma boa carga da bateria durante longas paradas, torna-se possível então efetuar a partida do motor a qualquer momento, ou seja, bateria deve ter uma carga mínima para isso. A bateria fornece cerca de 1000 a 2000A para o motor de partida, dependendo do tipo do motor de combustão e outros fatores. O motor de partida é o maior consumidor do sistema elétrico automotivo, porém só é necessário apenas uma vez. Depois que o motor pega, e este passa a funcionar por si só, o alternador desempenha o trabalho de manter todo o sistema elétrico em funcionamento. A grande tarefa do alternador é suprir a demanda de todo o sistema elétrico, e ainda carregar a bateria. Em outras palavras, a corrente do alternador (Ia) deve superar a corrente Ic, necessária para o funcionamento dos consumidores (contínuos, de longe e baixa duração) e carregar a bateria ao mesmo tempo que alimenta os consumidores. No momento em que a corrente destes for maior que a corrente produzida pelo alternador, a bateria começa a ser descarregada. O fornecimento de corrente do alternador para o sistema elétrico depende da rotação do motor, sabendo que a relação entre a polia do alternador e o virabrequim (entre 1:2 e 1:3) é calculada para fazer o alternador girar mais rápido que o motor, isso garante que o alternador consiga produzir uma parte de sua corrente máxima em marcha-lenta. Porém os retificadores se encarregam de bloquear o circuito de carga quando a Ia é maior do que Ic + Ib (corrente da bateria). Em todo e qualquer tipo de sistema elétrico, cálculos são realizados para determinar as dimensões de fios, relés, fusíveis, disjuntores e etc. Nos automóveis não é diferente, toda a fiação é projetada para suportar a corrente elétrica que por ela fluirá. A bitola dos fios é definida a partir do fluxo de corrente elétrica que por estes irá passar, logo o fio da bateria para o motor de partida (maior consumidor do sistema) possui uma bitola maior em relação aos fios dos demais componentes. Para proteção de todo o sistema elétrico são utilizados fusíveis, pequenas resistências que ao receberem uma corrente acima da qual são especificados, se fundem e interrompem o circuito elétrico do determinado consumidor. Isso protege o consumidor elétrico de receber uma corrente acima do qual foi projetado, evitando queimas do mesmo e panes no sistema elétrico. Cada circuito elétrico possui um fusível diferente (com limite de corrente diferente), e a queima deste é gerado por alguma não conformidade no circuito elétrico correspondente. Tendo em mente que alguns consumidores exigem uma tensão maior que 12V para funcionar, o sistema elétrico dispõe de relés para acionar esse componentes. A partir da tensão nominal da bateria, os relés aumentam esse valor através de uma bobina interna, e assim são capazes de acionar componentes de alta tensão como faróis, motor de partida, embreagem do ar condicionado, ventilador do ar condicionado e etc.
  • 4. No sistema elétrico automotivo, além da definição da estrutura dos cabos e fios, existe também o posicionamento dos aterramentos. Caso estes fossem instalados diretamente no borne negativo da bateria, haveria um consumo exagerado de matéria-prima (fios de cobre), aumentando ainda mais a possibilidade de problemas de atrito entre os fios e perdas de corrente elétrica. Para evitar o consumo exagerado de fio, é conectado ao borne negativo da bateria um fio ligado a carroceria do veículo ou ao chassi. Dessa forma, é possível conectar as ligações negativas dos diversos consumidores a pontos de aterramentos distribuidos estratégicamente na carroceria, como o negativo da bateria está ligado a carroceria ou chassi, esta acaba sendo um aterramento geral para todos os consumidores. Outro fator importante no desenvolvimento de um sistema elétrico, é aonde estarão ligados os consumidores. Obviamente imaginamos que os consumidores estão ligados diretamente da linha 30 e então se ramificando para demais circuitos. Mas nem todos os componentes são ligados dessa forma, alguns componentes são ligados logo após o alternador. O que diferencia esses tipos de ligação é a intensidade da tensão de carga que fluirá no cabo de carga (alternador-bateria). Quando os consumidores são conectados do lado da bateria, ocorrerá uma intensa queda de tensão, então a tensão de carga será menor. Contrariamente, quando os consumidores são conectados do lado do alternador, a queda de tensão será menor, pelo que a tensão de carga será maior. Essa característica define o posicionamento de ligação dos consumidores, por exemplo, em se tratando de consumidores de baixo consumo de corrente (geralmente os eletrônicos), suas conexões são instaladas no lado da bateria, pois estes consumidores são mais sensíveis aos picos de tensão que ocorrem durante o funcionamento do sistema elétrico. Assim os consumidores de maior consumo de corrente estão conectados do lado do alternador, pois devido a sua maior tensão de carga, os picos de tensão serão mais intensos, e estes consumidores são mais resistentes a esses picos de tensão.