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Como e porque sou
romancista
ALENCAR
1893
José de Alencar (José Martiniano de Alencar),
advogado, jornalista, político, orador, romancista e
teatrólogo, nasceu em Messejana (atual bairro de
Fortaleza), em 1º de maio de 1829, e faleceu aos
48 anos no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de
1877. É o patrono da cadeira n. 23, por escolha de
Machado de Assis. José de Alencar. Fonte:
Academia Brasileira de Letras.
Filho do padre, depois senador, José Martiniano de Alencar e de sua
prima Ana Josefina de Alencar, com quem formara uma união
socialmente bem aceita, desligando-se bem cedo de qualquer atividade
sacerdotal. É neto de D. Bárbara de Alencar, matrona pernambucana
que se consagraria heroína da revolução de 1817.
Colaborou no Correio Mercantil, assim como
no Jornal do Commercio os folhetins que,
em 1874, reuniu sob o título de Ao correr da
pena. Redator-chefe do Diário do Rio de
Janeiro em 1855. Filiado ao Partido
Conservador, foi eleito várias vezes
deputado geral pelo Ceará; de 1868 a
1870, foi ministro da Justiça.
Seu primeiro romance conhecido Cinco
minutos foi publicado em 1856. Em
1857 publicou O Guarani em formato de
folhetins. Machado de Assis sempre
teve José de Alencar na mais alta conta
e, ao fundar-se a Academia Brasileira de
Letras, em 1897, escolheu-o como
patrono de sua cadeira.
De acordo com a Academia Brasileira de Letras:
“Sendo a primeira figura das nossas letras, foi chamado de 'o
patriarca da literatura brasileira'. Sua imensa obra causa
admiração não só pela qualidade, como pelo volume, se
considerarmos o pouco tempo que José de Alencar pôde
dedicar-lhe numa vida curta.”
A obra de José de Alencar intitulada Como e porque sou
romancista trata-se da autobiografia do autor, escrita em
formato de cartas como relatado por seu filho, Mário Alencar, no
prefácio da obra:
“Como e porque sou romancista faz parte da collecção de
trabalhos inéditos, mais ou menos incompletos, que mais tarde,
sob o título geral de Obras Posthumas, hão de vir á luz da
publicidade” (ALENCAR, 1893, p. 5)
Ao longo da obra retrata sua infância e as figuras políticas que encontrou,
inclusive as reuniões realizadas em sua casa: “Uma noite por semana,
entravam mysteriosamente em nossa casa os altos personagens filiados ao
Club Maiorista de que era presidente o Conselheiro Antonio Carlos e
Secretario o Senador Alencar” (ALENCAR, 1893, p. 17)
Onde “Celebravam-se os serões em um aposento do fundo, fechando-
se nessas occasiões a casa ás visitas habituaes, afim de que nem ellas
nem os curiosos da rua suspeitassem do plano politico, vendo
illuminada a sala da frente.”(ALENCAR, 1893, p. 18)
Aborda as críticas que sofreu com a comparação de suas
obras com os autores norte-americanos e para isso
responde: “Quanto à poesia americana, o modelo para
mim ainda hoje é Chateaubriand; mas o mestre que eu
tive, foi esta explendida natureza que me envolve, e
particularmente a magnificência dos desertos que eu
perlustrei ao entrar na adolescencia, e foram o portico
magestoso por onde minh'alma penetrou no passado de
sua patria. D'ahi, desse livro secular e immenso, é que eu
tirei as paginas do Guarany, as de Iracema^ e outras
muitas que uma vida não bastaria á
escrever.”(ALENCAR, 1893, p.46)
Volta ainda a relatar que voltou a ler Cooper para
verificar tais críticas: “Annos depois de escripto o
Guarajiy, reli Cooper afim de verificar a observação dos
criticos e convenci-me de que ella não passa de um rojão.
Não ha no romance brasileiro um só personagem de cujo
typo se encontre o molde nos Mohicanos, Espião,
Outario, Sapadores e Leonel Lincoln. No Guarany
derrama-se o lirismo de uma imaginação moça, que tem
como a primeira rama o vicio da exhuberancia; por toda a
parte a limpha, pobre de seiva, brota em flor ou folha.
Nas obras do iminente romancista americano, nota-se a
singeleza e parcimônia do prosador, que se não deixa
arrebatar pela fantazia, antes a castiga”(ALENCAR,
1893, p.47)
ALENCAR, José de. Como e porque sou romancista. Rio de Janeiro: Typ. de G.
Leuzinger & Filhos, 1893.
BLAKE, Sacramento. Diccionario bibliographico brazileiro. 1970, v. 5, p. 80-81.
JOSÉ DE ALENCAR. Disponível em:
https://www.academia.org.br/academicos/jose-de-alencar/biografia
Fontes
ALENCAR, José de. Como e porque sou romancista. Rio de Janeiro: Typ.
de G. Leuzinger & Filhos, 1893.
Texto, fotos e editoração:
Isabella Daneluz
Revisão e Colaboração:
Ana Guimarães Pereira
Márcia Servi Gonçalves

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Sistema de Bibliotecas UCS - Como e porque sou romancista

  • 1. Como e porque sou romancista ALENCAR 1893
  • 2. José de Alencar (José Martiniano de Alencar), advogado, jornalista, político, orador, romancista e teatrólogo, nasceu em Messejana (atual bairro de Fortaleza), em 1º de maio de 1829, e faleceu aos 48 anos no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877. É o patrono da cadeira n. 23, por escolha de Machado de Assis. José de Alencar. Fonte: Academia Brasileira de Letras.
  • 3. Filho do padre, depois senador, José Martiniano de Alencar e de sua prima Ana Josefina de Alencar, com quem formara uma união socialmente bem aceita, desligando-se bem cedo de qualquer atividade sacerdotal. É neto de D. Bárbara de Alencar, matrona pernambucana que se consagraria heroína da revolução de 1817.
  • 4. Colaborou no Correio Mercantil, assim como no Jornal do Commercio os folhetins que, em 1874, reuniu sob o título de Ao correr da pena. Redator-chefe do Diário do Rio de Janeiro em 1855. Filiado ao Partido Conservador, foi eleito várias vezes deputado geral pelo Ceará; de 1868 a 1870, foi ministro da Justiça.
  • 5. Seu primeiro romance conhecido Cinco minutos foi publicado em 1856. Em 1857 publicou O Guarani em formato de folhetins. Machado de Assis sempre teve José de Alencar na mais alta conta e, ao fundar-se a Academia Brasileira de Letras, em 1897, escolheu-o como patrono de sua cadeira.
  • 6. De acordo com a Academia Brasileira de Letras: “Sendo a primeira figura das nossas letras, foi chamado de 'o patriarca da literatura brasileira'. Sua imensa obra causa admiração não só pela qualidade, como pelo volume, se considerarmos o pouco tempo que José de Alencar pôde dedicar-lhe numa vida curta.”
  • 7. A obra de José de Alencar intitulada Como e porque sou romancista trata-se da autobiografia do autor, escrita em formato de cartas como relatado por seu filho, Mário Alencar, no prefácio da obra: “Como e porque sou romancista faz parte da collecção de trabalhos inéditos, mais ou menos incompletos, que mais tarde, sob o título geral de Obras Posthumas, hão de vir á luz da publicidade” (ALENCAR, 1893, p. 5)
  • 8. Ao longo da obra retrata sua infância e as figuras políticas que encontrou, inclusive as reuniões realizadas em sua casa: “Uma noite por semana, entravam mysteriosamente em nossa casa os altos personagens filiados ao Club Maiorista de que era presidente o Conselheiro Antonio Carlos e Secretario o Senador Alencar” (ALENCAR, 1893, p. 17)
  • 9. Onde “Celebravam-se os serões em um aposento do fundo, fechando- se nessas occasiões a casa ás visitas habituaes, afim de que nem ellas nem os curiosos da rua suspeitassem do plano politico, vendo illuminada a sala da frente.”(ALENCAR, 1893, p. 18)
  • 10. Aborda as críticas que sofreu com a comparação de suas obras com os autores norte-americanos e para isso responde: “Quanto à poesia americana, o modelo para mim ainda hoje é Chateaubriand; mas o mestre que eu tive, foi esta explendida natureza que me envolve, e particularmente a magnificência dos desertos que eu perlustrei ao entrar na adolescencia, e foram o portico magestoso por onde minh'alma penetrou no passado de sua patria. D'ahi, desse livro secular e immenso, é que eu tirei as paginas do Guarany, as de Iracema^ e outras muitas que uma vida não bastaria á escrever.”(ALENCAR, 1893, p.46)
  • 11. Volta ainda a relatar que voltou a ler Cooper para verificar tais críticas: “Annos depois de escripto o Guarajiy, reli Cooper afim de verificar a observação dos criticos e convenci-me de que ella não passa de um rojão. Não ha no romance brasileiro um só personagem de cujo typo se encontre o molde nos Mohicanos, Espião, Outario, Sapadores e Leonel Lincoln. No Guarany derrama-se o lirismo de uma imaginação moça, que tem como a primeira rama o vicio da exhuberancia; por toda a parte a limpha, pobre de seiva, brota em flor ou folha. Nas obras do iminente romancista americano, nota-se a singeleza e parcimônia do prosador, que se não deixa arrebatar pela fantazia, antes a castiga”(ALENCAR, 1893, p.47)
  • 12. ALENCAR, José de. Como e porque sou romancista. Rio de Janeiro: Typ. de G. Leuzinger & Filhos, 1893. BLAKE, Sacramento. Diccionario bibliographico brazileiro. 1970, v. 5, p. 80-81. JOSÉ DE ALENCAR. Disponível em: https://www.academia.org.br/academicos/jose-de-alencar/biografia Fontes
  • 13. ALENCAR, José de. Como e porque sou romancista. Rio de Janeiro: Typ. de G. Leuzinger & Filhos, 1893. Texto, fotos e editoração: Isabella Daneluz Revisão e Colaboração: Ana Guimarães Pereira Márcia Servi Gonçalves