SlideShare uma empresa Scribd logo
Séc. XIX, final
rafabebum.blogspot.com
Paul Gauguin , Paisagem em Osny
 Não chega a
todos
 Não responde a
questões
metafísicas
 Surge o
Decadentismo
(vanguarda
simbolista de
tom pessimista)
rafabebum.blogspot.com
Ralph Eugene Meatyard
 Aversão ao espírito científico
 Busca de vivências vagas e pré-
lógicas; o “eu profundo”
rafabebum.blogspot.com
Cristais diluídos de clarões alacres,
Desejos, vibrações, ânsias, alentos
Fulvas vitórias, triunfamentos acres,
Os mais estranhos estremecimentos...
rafabebum.blogspot.com
Cristais diluídos de clarões alacres,
Desejos, vibrações, ânsias, alentos
Fulvas vitórias, triunfamentos acres,
Os mais estranhos estremecimentos...
...........................
Tudo! vivo e nervoso e quente e forte,
Nos turbilhões quiméricos do Sonho,
Passe, cantando, ante o perfil medonho
E o tropel cabalístico da Morte...
(Cruz e Sousa)
Tempestade, de Wiliam Turner, reflete este mundo nevoento,
nebuloso e quase incorpóreo que os simbolistas tanto valorizam
rafabebum.blogspot.com
 Nova linguagem: neologismos;
vocabulário litúrgico; sintaxe
incomum
rafabebum.blogspot.com
Cróton selvagem, tinhorão lascivo,
Planta mortal, carnívora, sangrenta,
Da tua carne báquica rebenta
A vermelha explosão de um sangue vivo.
rafabebum.blogspot.com
Cróton selvagem, tinhorão lascivo,
Planta mortal, carnívora, sangrenta,
Da tua carne báquica rebenta
A vermelha explosão de um sangue vivo.
Nesse lábio mordente e convulsivo,
Ri, ri risadas de expressão violenta
O Amor, trágico e triste, e passa,lenta,
A morte, o espasmo gélido, aflitivo...
rafabebum.blogspot.com
 Obsessão pelo branco
(pureza, misticismo)
rafabebum.blogspot.com
Mãos de finada, aquelas mãos de neve,
De tons marfíneos, de ossatura rica,
Pairando no ar, num gesto brando e leve,
Que parece ordenar, mas que suplica.
(Alphonsus de Guimaraens)
 Mergulho na caótico, no
vago, no ilógico, no
inefável...
 Figuras de linguagem:
metáfora, sinestesia,
aliteração, assonância,
onomatopeia, maiúscula
alegorizante
rafabebum.blogspot.com
rafabebum.blogspot.com
Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras...
Formas do Amor, constelarmante puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas ...
Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
rafabebum.blogspot.com
Eugênio de Castro
Oaristos
Um Sonho
Na messe, que enlourece, estremece a quermesse...
O sol, o celestial girassol, esmorece...
E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluidas, fluindo à fina flor dos fenos...
Em Portugal: a partir de 1890
rafabebum.blogspot.com
Antônio Nobre
― poesia neorromântica:
tematiza o saudosismo, a
melancolia
Ai do Lusíada, coitado,
Que vem de tão longe, coberto de pó.
Que não ama, nem é amado,
Lúgubre Outono, no mês de Abril!
Que triste foi o seu fado!
Antes fosse pra soldado,
Antes fosse próprio Brasil...
rafabebum.blogspot.com
Ó virgens que passais, ao Sol-poente,
Pelas estradas ermas, a cantar!
Eu quero ouvir uma canção ardente,
Que me transporte ao meu perdido Lar.
(Antônio Nobre)
rafabebum.blogspot.com
Camilo Pessanha
Clepsidra (relógio dágua)
― tematiza a transitoriedade
― tom de dor, de desalento
Imagens que passais pela retina
Dos meus olhos, porque não vos fixais?
Que passais como a água cristalina
Por uma fonte para nunca mais!...
rafabebum.blogspot.com
Passou o outono já, já torna o frio...
- Outono de seu riso magoado.
Álgido inverno! Oblíquo o sol, gelado...
- O sol, e as águas límpidas do rio.
Águas claras do rio! Águas do rio,
Fugindo sob o meu olhar cansado,
Para onde me levais meu vão cuidado?
Aonde vais, meu coração vazio?
Ficai, cabelos dela, flutuando,
E, debaixo das águas fugidias,
Os seus olhos abertos e cismando...
Onde ides a correr, melancolias?
- E, refratadas, longamente ondeando,
As suas mãos translúcidas e frias...
rafabebum.blogspot.com
No Brasil: a partir de 1893
Cruz e Sousa
― poesia: Broquéis (1893),
Faróis, Últimos Sonetos
― poesia em prosa: Missal
(1893), Evocações
rafabebum.blogspot.com
Cruz e Sousa: evolui de um aspecto individual
para o universal
Deus meu! Por uma questão banal da química
biológica do pigmento ficam alguns mais rebeldes e
curiosos fósseis preocupados, a ruminar primitivas
erudições, perdidos e atropelados pelas longas galerias
submarinas de uma sabedoria infinita, esmagadora,
irrevogável!
Mas, que importa tudo isso?! Qual é a cor da minha
forma, do meu sentir? Qual é a cor da tempestade de
dilacerações que me abala? Qual a dos meus sonhos e
gritos? Qual a dos meus desejos e febre?
rafabebum.blogspot.com
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.
― visão pessimista e espiritualista
rafabebum.blogspot.com
Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!
― poesia impulsiva e sensual
rafabebum.blogspot.com
Carnais, sejam carnais tantos desejos,
Carnais, sejam carnais tantos anseios,
Palpitações e frêmitos e enleios,
Das harpas da emoção tantos arpejos...
Sonhos, que vão, por trêmulos adejos,
A noite, ao luar, intumescer os seios
Lácteos, de finos e azulados veios
De virgindade, de pudor, de pejos...
Sejam carnais todos os sonhos brumos
De estranhos, vagos, estrelados rumos
Onde as Visões do amor dormem geladas...
Sonhos, palpitações, desejos e ânsias
Formem, com claridades e fragrâncias,
A encarnação das lívidas Amadas!
rafabebum.blogspot.com
Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras...
Formas do Amor, constelarmante puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas ...
Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
― tom
vago e
musical
rafabebum.blogspot.com
Alphonsus de Guimaraens
(Afonso Henrique da Costa Guimarães)
― poesia: D. Mística, Câmara Ardente,
Setenário das Dores de N. Senhora,
Pastoral dos Crentes do Amor e da Morte
― tematiza constantemente
a morte (projeção do amor
pela prima Constança)
rafabebum.blogspot.com
A lua, que lhe foi mãe carinhosa,
Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la
Entre lírios e pétalas de rosa.
Os meus sonhos de amor serão defuntos...
E os arcanjos dirão no azul ao vê-la,
Pensando em mim: - "Por que não vieram juntos?"
― tematiza constantemente a
morte (projeção do amor pela
prima Constança morta)
rafabebum.blogspot.com
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
rafabebum.blogspot.com
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
(“Ismália”)
rafabebum.blogspot.com
― morte é redenção, não horror
― outros temas: amor, Virgem Maria
Foi-lhe a vida um eterno mês de maio
Cheio de rezas brancas a Maria,
Que ela vivera como um desmaio.
Tão branca assim! Fizera-se de cera...
Sorriu-lhes Deus e ela que lhe sorria,
Virgem voltou como do céu descera. Constança
rafabebum.blogspot.com
Museu Casa Alphonsus de
Guimaraens. Mariana-MG
rafabebum.blogspot.com
Largo do Pelourinho, Mariana-MG

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
rafabebum
 
Pré modernismo
Pré modernismoPré modernismo
Pré modernismo
rafabebum
 
Modernismo
ModernismoModernismo
Modernismo
rafabebum
 
História das literaturas portuguesa e brasileira cáráter pendular (aula)
História das literaturas portuguesa e brasileira   cáráter pendular (aula)História das literaturas portuguesa e brasileira   cáráter pendular (aula)
História das literaturas portuguesa e brasileira cáráter pendular (aula)
rafabebum
 
Memórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubasMemórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubas
rafabebum
 
Alvaro de Campos
Alvaro de CamposAlvaro de Campos
Alvaro de Campos
aramalho340
 
Modernismo em Portugal
Modernismo em PortugalModernismo em Portugal
Modernismo em Portugal
litegatuga
 
Álvaro Campos - 3ª Fase
Álvaro Campos - 3ª FaseÁlvaro Campos - 3ª Fase
Álvaro Campos - 3ª Fase
Dina Baptista
 
áLvaro de campos
áLvaro de camposáLvaro de campos
áLvaro de campos
Stelian Ravas
 
Memórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubasMemórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubas
rafabebum
 
2.º tempo modernista no brasil (poesia)
2.º tempo modernista no brasil (poesia)2.º tempo modernista no brasil (poesia)
2.º tempo modernista no brasil (poesia)
rafabebum
 
Tabacaria - Álvaro de Campos
Tabacaria - Álvaro de CamposTabacaria - Álvaro de Campos
Tabacaria - Álvaro de Campos
AMLDRP
 
Alvaro de campos... portugues
Alvaro de campos... portuguesAlvaro de campos... portugues
Alvaro de campos... portugues
Allane Lima
 
Álvaro de Campos
Álvaro de CamposÁlvaro de Campos
Álvaro de Campos
Ketlin Stringhini
 
Características de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de CamposCaracterísticas de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de Campos
Aline Araújo
 
áLvaro de campos
áLvaro de camposáLvaro de campos
áLvaro de campos
Ana Teresa
 
Alvares de Azevedo - Macário
Alvares de Azevedo - MacárioAlvares de Azevedo - Macário
Alvares de Azevedo - Macário
Amanda Almeida Resende
 
Os pobres raul brandao
Os pobres   raul brandaoOs pobres   raul brandao
Os pobres raul brandao
AnaRibeiro968038
 
Oswald de andrade
Oswald de andradeOswald de andrade
Oswald de andrade
rafabebum
 
Guião
GuiãoGuião
Guião
Ivo Mendes
 

Mais procurados (20)

Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 
Pré modernismo
Pré modernismoPré modernismo
Pré modernismo
 
Modernismo
ModernismoModernismo
Modernismo
 
História das literaturas portuguesa e brasileira cáráter pendular (aula)
História das literaturas portuguesa e brasileira   cáráter pendular (aula)História das literaturas portuguesa e brasileira   cáráter pendular (aula)
História das literaturas portuguesa e brasileira cáráter pendular (aula)
 
Memórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubasMemórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubas
 
Alvaro de Campos
Alvaro de CamposAlvaro de Campos
Alvaro de Campos
 
Modernismo em Portugal
Modernismo em PortugalModernismo em Portugal
Modernismo em Portugal
 
Álvaro Campos - 3ª Fase
Álvaro Campos - 3ª FaseÁlvaro Campos - 3ª Fase
Álvaro Campos - 3ª Fase
 
áLvaro de campos
áLvaro de camposáLvaro de campos
áLvaro de campos
 
Memórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubasMemórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubas
 
2.º tempo modernista no brasil (poesia)
2.º tempo modernista no brasil (poesia)2.º tempo modernista no brasil (poesia)
2.º tempo modernista no brasil (poesia)
 
Tabacaria - Álvaro de Campos
Tabacaria - Álvaro de CamposTabacaria - Álvaro de Campos
Tabacaria - Álvaro de Campos
 
Alvaro de campos... portugues
Alvaro de campos... portuguesAlvaro de campos... portugues
Alvaro de campos... portugues
 
Álvaro de Campos
Álvaro de CamposÁlvaro de Campos
Álvaro de Campos
 
Características de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de CamposCaracterísticas de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de Campos
 
áLvaro de campos
áLvaro de camposáLvaro de campos
áLvaro de campos
 
Alvares de Azevedo - Macário
Alvares de Azevedo - MacárioAlvares de Azevedo - Macário
Alvares de Azevedo - Macário
 
Os pobres raul brandao
Os pobres   raul brandaoOs pobres   raul brandao
Os pobres raul brandao
 
Oswald de andrade
Oswald de andradeOswald de andrade
Oswald de andrade
 
Guião
GuiãoGuião
Guião
 

Semelhante a Simbolismo

SIMBOLISMO.pptx
SIMBOLISMO.pptxSIMBOLISMO.pptx
SIMBOLISMO.pptx
MatoseRodriguesAdvoc
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
Érika Lúcia
 
Análise de emparedado, de cruz e souza
Análise de emparedado, de cruz e souzaAnálise de emparedado, de cruz e souza
Análise de emparedado, de cruz e souza
ma.no.el.ne.ves
 
Poetas parnasianos e simbolistas
Poetas parnasianos e simbolistasPoetas parnasianos e simbolistas
Poetas parnasianos e simbolistas
José Alexandre Dos Santos
 
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e SouzaPORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
BlogSJuniinho
 
Augusto dos anjos_eu_e_outros_poemas
Augusto dos anjos_eu_e_outros_poemasAugusto dos anjos_eu_e_outros_poemas
Augusto dos anjos_eu_e_outros_poemas
ericasilveira
 
Simbolismo brasil(1)
Simbolismo brasil(1)Simbolismo brasil(1)
Simbolismo brasil(1)
FACETEG - UPE
 
Espumas flutuantes
Espumas flutuantesEspumas flutuantes
Espumas flutuantes
victoriaevangelista
 
Parnasianismo
ParnasianismoParnasianismo
Parnasianismo
Cláudia Heloísa
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
Cynthia Funchal
 
Poesia romântica brasileira
Poesia romântica brasileiraPoesia romântica brasileira
Poesia romântica brasileira
Fabricio Souza
 
Simbolismo[1]
Simbolismo[1]Simbolismo[1]
Simbolismo[1]
Renato Oliveira
 
Simbolismo - Cruz e Souza
Simbolismo -  Cruz e SouzaSimbolismo -  Cruz e Souza
Simbolismo - Cruz e Souza
Odiariodecristianet
 
Romantismo poesia - 2ª geração
Romantismo   poesia -  2ª geraçãoRomantismo   poesia -  2ª geração
Romantismo poesia - 2ª geração
Luciene Gomes
 
Augusto dos anjos
Augusto dos anjosAugusto dos anjos
Augusto dos anjos
Luis Bonfim
 
Romantismo e realismo
Romantismo e realismoRomantismo e realismo
Romantismo e realismo
isaianabrito
 
Poesia romântica brasileira
Poesia romântica brasileiraPoesia romântica brasileira
Poesia romântica brasileira
Seduc/AM
 
Aula 24 simbolismo
Aula 24   simbolismoAula 24   simbolismo
Aula 24 simbolismo
Mauro Marcel
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
Gustavo Cuin
 
Quintana 08 03_2013_rapallo
Quintana 08 03_2013_rapalloQuintana 08 03_2013_rapallo
Quintana 08 03_2013_rapallo
Patrizia Ercole
 

Semelhante a Simbolismo (20)

SIMBOLISMO.pptx
SIMBOLISMO.pptxSIMBOLISMO.pptx
SIMBOLISMO.pptx
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 
Análise de emparedado, de cruz e souza
Análise de emparedado, de cruz e souzaAnálise de emparedado, de cruz e souza
Análise de emparedado, de cruz e souza
 
Poetas parnasianos e simbolistas
Poetas parnasianos e simbolistasPoetas parnasianos e simbolistas
Poetas parnasianos e simbolistas
 
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e SouzaPORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
PORTUGUÊS: Obras, Cruz e Souza
 
Augusto dos anjos_eu_e_outros_poemas
Augusto dos anjos_eu_e_outros_poemasAugusto dos anjos_eu_e_outros_poemas
Augusto dos anjos_eu_e_outros_poemas
 
Simbolismo brasil(1)
Simbolismo brasil(1)Simbolismo brasil(1)
Simbolismo brasil(1)
 
Espumas flutuantes
Espumas flutuantesEspumas flutuantes
Espumas flutuantes
 
Parnasianismo
ParnasianismoParnasianismo
Parnasianismo
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Poesia romântica brasileira
Poesia romântica brasileiraPoesia romântica brasileira
Poesia romântica brasileira
 
Simbolismo[1]
Simbolismo[1]Simbolismo[1]
Simbolismo[1]
 
Simbolismo - Cruz e Souza
Simbolismo -  Cruz e SouzaSimbolismo -  Cruz e Souza
Simbolismo - Cruz e Souza
 
Romantismo poesia - 2ª geração
Romantismo   poesia -  2ª geraçãoRomantismo   poesia -  2ª geração
Romantismo poesia - 2ª geração
 
Augusto dos anjos
Augusto dos anjosAugusto dos anjos
Augusto dos anjos
 
Romantismo e realismo
Romantismo e realismoRomantismo e realismo
Romantismo e realismo
 
Poesia romântica brasileira
Poesia romântica brasileiraPoesia romântica brasileira
Poesia romântica brasileira
 
Aula 24 simbolismo
Aula 24   simbolismoAula 24   simbolismo
Aula 24 simbolismo
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 
Quintana 08 03_2013_rapallo
Quintana 08 03_2013_rapalloQuintana 08 03_2013_rapallo
Quintana 08 03_2013_rapallo
 

Mais de rafabebum

A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós
A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de QueirósA Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós
A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós
rafabebum
 
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 3.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 3.ppsxLITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 3.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 3.ppsx
rafabebum
 
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 2.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 2.ppsxLITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 2.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 2.ppsx
rafabebum
 
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 1.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 1.ppsxLITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 1.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 1.ppsx
rafabebum
 
Dois Irmãos.ppsx
Dois Irmãos.ppsxDois Irmãos.ppsx
Dois Irmãos.ppsx
rafabebum
 
Nós Matamos o Cão Tinhoso.ppsx
Nós Matamos o Cão Tinhoso.ppsxNós Matamos o Cão Tinhoso.ppsx
Nós Matamos o Cão Tinhoso.ppsx
rafabebum
 
Machado de Assis blog.ppsx
Machado de Assis blog.ppsxMachado de Assis blog.ppsx
Machado de Assis blog.ppsx
rafabebum
 
Romanceiro da Inconfidência.ppsx
Romanceiro da Inconfidência.ppsxRomanceiro da Inconfidência.ppsx
Romanceiro da Inconfidência.ppsx
rafabebum
 
Romanceiro da Inconfidência - análise.pdf
Romanceiro da Inconfidência - análise.pdfRomanceiro da Inconfidência - análise.pdf
Romanceiro da Inconfidência - análise.pdf
rafabebum
 
Quincas Borba.ppsx
Quincas Borba.ppsxQuincas Borba.ppsx
Quincas Borba.ppsx
rafabebum
 
Quincas Borba - estudo.pdf
Quincas Borba - estudo.pdfQuincas Borba - estudo.pdf
Quincas Borba - estudo.pdf
rafabebum
 
Poemas Escolhidos - análise.pdf
Poemas Escolhidos - análise.pdfPoemas Escolhidos - análise.pdf
Poemas Escolhidos - análise.pdf
rafabebum
 
Nove Noites.ppsx
Nove Noites.ppsxNove Noites.ppsx
Nove Noites.ppsx
rafabebum
 
Angústia - material de aula.pdf
Angústia - material de aula.pdfAngústia - material de aula.pdf
Angústia - material de aula.pdf
rafabebum
 
Angústia.ppsx
Angústia.ppsxAngústia.ppsx
Angústia.ppsx
rafabebum
 
Vinicius de Moraes.pptx
Vinicius de Moraes.pptxVinicius de Moraes.pptx
Vinicius de Moraes.pptx
rafabebum
 
Impressionismo
ImpressionismoImpressionismo
Impressionismo
rafabebum
 
"Caminhos Cruzados", de Érico Veríssimo
"Caminhos Cruzados", de Érico Veríssimo"Caminhos Cruzados", de Érico Veríssimo
"Caminhos Cruzados", de Érico Veríssimo
rafabebum
 
"Minha Vida de Menina", de Helena Morley
"Minha Vida de Menina", de Helena Morley"Minha Vida de Menina", de Helena Morley
"Minha Vida de Menina", de Helena Morley
rafabebum
 
Minha vida de menina
Minha vida de meninaMinha vida de menina
Minha vida de menina
rafabebum
 

Mais de rafabebum (20)

A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós
A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de QueirósA Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós
A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós
 
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 3.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 3.ppsxLITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 3.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 3.ppsx
 
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 2.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 2.ppsxLITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 2.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 2.ppsx
 
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 1.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 1.ppsxLITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 1.ppsx
LITERATURA, 3.º EM, apostila 1, frentes 2 e 3, módulo 1.ppsx
 
Dois Irmãos.ppsx
Dois Irmãos.ppsxDois Irmãos.ppsx
Dois Irmãos.ppsx
 
Nós Matamos o Cão Tinhoso.ppsx
Nós Matamos o Cão Tinhoso.ppsxNós Matamos o Cão Tinhoso.ppsx
Nós Matamos o Cão Tinhoso.ppsx
 
Machado de Assis blog.ppsx
Machado de Assis blog.ppsxMachado de Assis blog.ppsx
Machado de Assis blog.ppsx
 
Romanceiro da Inconfidência.ppsx
Romanceiro da Inconfidência.ppsxRomanceiro da Inconfidência.ppsx
Romanceiro da Inconfidência.ppsx
 
Romanceiro da Inconfidência - análise.pdf
Romanceiro da Inconfidência - análise.pdfRomanceiro da Inconfidência - análise.pdf
Romanceiro da Inconfidência - análise.pdf
 
Quincas Borba.ppsx
Quincas Borba.ppsxQuincas Borba.ppsx
Quincas Borba.ppsx
 
Quincas Borba - estudo.pdf
Quincas Borba - estudo.pdfQuincas Borba - estudo.pdf
Quincas Borba - estudo.pdf
 
Poemas Escolhidos - análise.pdf
Poemas Escolhidos - análise.pdfPoemas Escolhidos - análise.pdf
Poemas Escolhidos - análise.pdf
 
Nove Noites.ppsx
Nove Noites.ppsxNove Noites.ppsx
Nove Noites.ppsx
 
Angústia - material de aula.pdf
Angústia - material de aula.pdfAngústia - material de aula.pdf
Angústia - material de aula.pdf
 
Angústia.ppsx
Angústia.ppsxAngústia.ppsx
Angústia.ppsx
 
Vinicius de Moraes.pptx
Vinicius de Moraes.pptxVinicius de Moraes.pptx
Vinicius de Moraes.pptx
 
Impressionismo
ImpressionismoImpressionismo
Impressionismo
 
"Caminhos Cruzados", de Érico Veríssimo
"Caminhos Cruzados", de Érico Veríssimo"Caminhos Cruzados", de Érico Veríssimo
"Caminhos Cruzados", de Érico Veríssimo
 
"Minha Vida de Menina", de Helena Morley
"Minha Vida de Menina", de Helena Morley"Minha Vida de Menina", de Helena Morley
"Minha Vida de Menina", de Helena Morley
 
Minha vida de menina
Minha vida de meninaMinha vida de menina
Minha vida de menina
 

Simbolismo

  • 1. Séc. XIX, final rafabebum.blogspot.com Paul Gauguin , Paisagem em Osny
  • 2.  Não chega a todos  Não responde a questões metafísicas  Surge o Decadentismo (vanguarda simbolista de tom pessimista) rafabebum.blogspot.com Ralph Eugene Meatyard
  • 3.  Aversão ao espírito científico  Busca de vivências vagas e pré- lógicas; o “eu profundo” rafabebum.blogspot.com Cristais diluídos de clarões alacres, Desejos, vibrações, ânsias, alentos Fulvas vitórias, triunfamentos acres, Os mais estranhos estremecimentos...
  • 4. rafabebum.blogspot.com Cristais diluídos de clarões alacres, Desejos, vibrações, ânsias, alentos Fulvas vitórias, triunfamentos acres, Os mais estranhos estremecimentos... ........................... Tudo! vivo e nervoso e quente e forte, Nos turbilhões quiméricos do Sonho, Passe, cantando, ante o perfil medonho E o tropel cabalístico da Morte... (Cruz e Sousa)
  • 5. Tempestade, de Wiliam Turner, reflete este mundo nevoento, nebuloso e quase incorpóreo que os simbolistas tanto valorizam rafabebum.blogspot.com
  • 6.  Nova linguagem: neologismos; vocabulário litúrgico; sintaxe incomum rafabebum.blogspot.com Cróton selvagem, tinhorão lascivo, Planta mortal, carnívora, sangrenta, Da tua carne báquica rebenta A vermelha explosão de um sangue vivo.
  • 7. rafabebum.blogspot.com Cróton selvagem, tinhorão lascivo, Planta mortal, carnívora, sangrenta, Da tua carne báquica rebenta A vermelha explosão de um sangue vivo. Nesse lábio mordente e convulsivo, Ri, ri risadas de expressão violenta O Amor, trágico e triste, e passa,lenta, A morte, o espasmo gélido, aflitivo...
  • 9.  Obsessão pelo branco (pureza, misticismo) rafabebum.blogspot.com Mãos de finada, aquelas mãos de neve, De tons marfíneos, de ossatura rica, Pairando no ar, num gesto brando e leve, Que parece ordenar, mas que suplica. (Alphonsus de Guimaraens)
  • 10.  Mergulho na caótico, no vago, no ilógico, no inefável...  Figuras de linguagem: metáfora, sinestesia, aliteração, assonância, onomatopeia, maiúscula alegorizante rafabebum.blogspot.com
  • 11. rafabebum.blogspot.com Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!... Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras... Formas do Amor, constelarmante puras, De Virgens e de Santas vaporosas... Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas ... Indefiníveis músicas supremas, Harmonias da Cor e do Perfume... Horas do Ocaso, trêmulas, extremas, Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
  • 12. rafabebum.blogspot.com Eugênio de Castro Oaristos Um Sonho Na messe, que enlourece, estremece a quermesse... O sol, o celestial girassol, esmorece... E as cantilenas de serenos sons amenos Fogem fluidas, fluindo à fina flor dos fenos... Em Portugal: a partir de 1890
  • 13. rafabebum.blogspot.com Antônio Nobre ― poesia neorromântica: tematiza o saudosismo, a melancolia Ai do Lusíada, coitado, Que vem de tão longe, coberto de pó. Que não ama, nem é amado, Lúgubre Outono, no mês de Abril! Que triste foi o seu fado! Antes fosse pra soldado, Antes fosse próprio Brasil...
  • 14. rafabebum.blogspot.com Ó virgens que passais, ao Sol-poente, Pelas estradas ermas, a cantar! Eu quero ouvir uma canção ardente, Que me transporte ao meu perdido Lar. (Antônio Nobre)
  • 15. rafabebum.blogspot.com Camilo Pessanha Clepsidra (relógio dágua) ― tematiza a transitoriedade ― tom de dor, de desalento Imagens que passais pela retina Dos meus olhos, porque não vos fixais? Que passais como a água cristalina Por uma fonte para nunca mais!...
  • 16. rafabebum.blogspot.com Passou o outono já, já torna o frio... - Outono de seu riso magoado. Álgido inverno! Oblíquo o sol, gelado... - O sol, e as águas límpidas do rio. Águas claras do rio! Águas do rio, Fugindo sob o meu olhar cansado, Para onde me levais meu vão cuidado? Aonde vais, meu coração vazio? Ficai, cabelos dela, flutuando, E, debaixo das águas fugidias, Os seus olhos abertos e cismando... Onde ides a correr, melancolias? - E, refratadas, longamente ondeando, As suas mãos translúcidas e frias...
  • 17. rafabebum.blogspot.com No Brasil: a partir de 1893 Cruz e Sousa ― poesia: Broquéis (1893), Faróis, Últimos Sonetos ― poesia em prosa: Missal (1893), Evocações
  • 18. rafabebum.blogspot.com Cruz e Sousa: evolui de um aspecto individual para o universal Deus meu! Por uma questão banal da química biológica do pigmento ficam alguns mais rebeldes e curiosos fósseis preocupados, a ruminar primitivas erudições, perdidos e atropelados pelas longas galerias submarinas de uma sabedoria infinita, esmagadora, irrevogável! Mas, que importa tudo isso?! Qual é a cor da minha forma, do meu sentir? Qual é a cor da tempestade de dilacerações que me abala? Qual a dos meus sonhos e gritos? Qual a dos meus desejos e febre?
  • 19. rafabebum.blogspot.com Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, Soluçando nas trevas, entre as grades Do calabouço olhando imensidades, Mares, estrelas, tardes, natureza. Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e, sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo o Espaço da Pureza. ― visão pessimista e espiritualista
  • 20. rafabebum.blogspot.com Ó almas presas, mudas e fechadas Nas prisões colossais e abandonadas, Da Dor no calabouço, atroz, funéreo! Nesses silêncios solitários, graves, que chaveiro do Céu possui as chaves para abrir-vos as portas do Mistério?! ― poesia impulsiva e sensual
  • 21. rafabebum.blogspot.com Carnais, sejam carnais tantos desejos, Carnais, sejam carnais tantos anseios, Palpitações e frêmitos e enleios, Das harpas da emoção tantos arpejos... Sonhos, que vão, por trêmulos adejos, A noite, ao luar, intumescer os seios Lácteos, de finos e azulados veios De virgindade, de pudor, de pejos... Sejam carnais todos os sonhos brumos De estranhos, vagos, estrelados rumos Onde as Visões do amor dormem geladas... Sonhos, palpitações, desejos e ânsias Formem, com claridades e fragrâncias, A encarnação das lívidas Amadas!
  • 22. rafabebum.blogspot.com Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!... Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras... Formas do Amor, constelarmante puras, De Virgens e de Santas vaporosas... Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas ... Indefiníveis músicas supremas, Harmonias da Cor e do Perfume... Horas do Ocaso, trêmulas, extremas, Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume... ― tom vago e musical
  • 23. rafabebum.blogspot.com Alphonsus de Guimaraens (Afonso Henrique da Costa Guimarães) ― poesia: D. Mística, Câmara Ardente, Setenário das Dores de N. Senhora, Pastoral dos Crentes do Amor e da Morte ― tematiza constantemente a morte (projeção do amor pela prima Constança)
  • 24. rafabebum.blogspot.com A lua, que lhe foi mãe carinhosa, Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la Entre lírios e pétalas de rosa. Os meus sonhos de amor serão defuntos... E os arcanjos dirão no azul ao vê-la, Pensando em mim: - "Por que não vieram juntos?" ― tematiza constantemente a morte (projeção do amor pela prima Constança morta)
  • 25. rafabebum.blogspot.com Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do céu, Estava longe do mar...
  • 26. rafabebum.blogspot.com E como um anjo pendeu As asas para voar... Queria a lua do céu, Queria a lua do mar... As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par... Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar... (“Ismália”)
  • 27. rafabebum.blogspot.com ― morte é redenção, não horror ― outros temas: amor, Virgem Maria Foi-lhe a vida um eterno mês de maio Cheio de rezas brancas a Maria, Que ela vivera como um desmaio. Tão branca assim! Fizera-se de cera... Sorriu-lhes Deus e ela que lhe sorria, Virgem voltou como do céu descera. Constança
  • 28. rafabebum.blogspot.com Museu Casa Alphonsus de Guimaraens. Mariana-MG
  • 30. Largo do Pelourinho, Mariana-MG